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quinta-feira, 11 de maio de 2006

Rodada Fluminense no JP (parte 2 de 3)

Buenas de novo!

Bom, continuando com a saga pelo futebol do Rio de Janeiro, eu e o David saímos de Mesquita e rumamos por um grande atalho até o bairro de Bangu. Lá nós iraiamos assistir a partida Céres x Esprof, com início previsto para às 13:00 horas, no Estádio João Francisco da Silva. O jogo valeria também pelo Campeonato Carioca de Juniores das Divisões de Acesso.

Chegando lá com meia hora de antecedência, seguimos uma regra já comum entre os admiradores de Jogos Perdidos, que nada mais é que verificar se o ônibus do adversário já chegou. Tudo isso para garantir que a partida irá realmente acontecer. Bom, prontamente identificamos o ônibus do Esprof e ficamos tranqüilos saboreando alguns salgadinhos.

Faltando uns 10 minutos para o início da partida, o quarteto de arbitragem entrou em campo, e logo nos dirigimos até eles para pedir autorização para fotografar a partida. Antes de falar com o árbitro, eu já havia comentado com o David que estava estranhando não ver a equipe do Céres aquecendo. Enfim, qual não foi a surpresa ao falar com o árbitro: fui informado que o jogo não aconteceria.


Esprof A.F.C (sub-20) - Cabo Frio / RJ (equipe em fantástica pose). Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emerson Ortunho.

O árbitro disse que o Céres alegou desconhecer a existência daquela partida. Simplesmente fantástico! Depois consegui conversar com o coordenador de futebol do Céres que assumiu bem tranquilamente a responsabilidade pelo fato. Ele disse que havia impresso uma tabela no início da competição e esse jogo estava previsto para o próximo sábado. Ele sabia da orientação do Departamento Técnico da FERJ de acompanhar a tabela pela INTERNET, mas disse não ter tido tempo para fazer isso. Genial! Fazia tempo que não ouviámos uma resposta como essa. Isso faz lembrar a velha desculpa do Montenegro de Osasco, que o Jurandyr, o Milton e o Orlando cansaram de ouvir.

Como manda o regulamento, o árbitro aguardou a equipe do Ceres por 30 minutos e comunicou o encerramento da partida ao capitão do Esprof, decretando o WO.


Jogadores do Esprof aguardando o anúncio do final da partida. Jogadores e quarteto de arbitragem deixando o campo após a decretação do WO. Fotos: Emerson Ortunho.

Foi para mim e também para o David, o primeiro WO que nós presenciamos nessa longa história de Jogos Perdidos. E o mais curioso de tudo, foi que quem protagonizou o WO, foi o time da casa. Tenho certeza que essa é uma situação raríssima. Apesar de não assistir e partida e não poder colocar o Esprof na Lista, achei tudo o maior barato.

Após tudo isso e como nós iriámos assitir a partida de fundo que começaria às 15:00 horas, no mesmo estádio, ficamos com uma grande lacuna de tempo... E para matar esse tempo, resolvemos visitar o Estádio Proletário Guilherme da Silveira, que fica ali pertinho.

Deixamos o carro no Céres mesmo e seguimos a pé, para conhecermos melhor o bairro. Logo na saída passamos por uma grande feira-livre, que curiosamente não vende pastéis e seguimos pelas ruas de Bangu. Apesar de ser um bairro bem pobre, o lugar é até simpático, com população idem.

Chegamos em Moça Bonita rapidinho e tanto eu como o David, conhecemos mais um templo sagrado do futebol.


Fachada do estádio de Moça Bonita. Foto: Emerson Ortunho.


Arquibancada coberta do Estádio Proletário Guilherme da Silveira. Foto: Emerson Ortunho.

Depois fizemos o caminho de volta e pudemos apreciar novas paisagens do bairro, passando por esse bucólico e poluído córrego.


Emerson e David perdidos em Bangu. Fotos: David Liberskind e Emerson Ortunho.

De volta ao Céres, foi só aguardar a terceira partida do dia, ou seria a segunda? WO é considerado partida? Fiquei na dúvida, mas esse jogo fica para o próximo post.

Abraços!

Emerson

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