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segunda-feira, 31 de julho de 2017

São Paulo vence o Rio Branco com virada nos minutos finais

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando o final de semana com matérias na sexta, sábado e domingo, fui ao Morumbi pela primeira vez na edição atual da Copa Paulista para o confronto do São Paulo FC com o Rio Branco de Americana. A peleja foi válida pela sexta rodada do Grupo 2 da competição. Legal demais poder fazer meu primeiro jogo ali dentro de campo sob a luz do dia. Depois de tantas idas na arquibancada, foi minha estreia em coberturas iluminadas na casa do Tricolor.


São Paulo Futebol Clube - São Paulo/SP


Rio Branco Esporte Clube - Americana/SP


Os capitães dos times, o árbitro Marcos Silva Gonçalves, os assistentes Enderson Emanoel da Silva e Robson Ferreira Oliveira e o quarto árbitro Leônidas Sanches Ferreira

O time sub-23 do São Paulo não começou a Copa fazendo boa campanha. Nos quatro compromissos realizados, apenas uma vitórias, dois empates e uma derrota. O Tigre de Americana estava ainda pior e não tinha vencido: três empates e um revés. A esperança da maior parte dos 144 presentes era de que o onze paulistano pudesse confirmar o favoritismo por atuar dentro de casa. Aliás, ver uma partida de futebol num Morumbi vazio é algo simplesmente genial.

No tempo inicial resolvi ficar acompanhando o ataque local numa providencial sombra, já que fazia muito calor. A primeira boa chance foi do Tricolor aos três minutos, quando Bissoli aproveitou uma cobrança de escanteio pela direita e cabeceou na trave. Aos 10, o mesmo Bissoli teve a chance de finalizar, mas a zaga travou no último momento. Após essa chance, o ritmo caiu e nada mais vimos até o intervalo chegar.


Investida são-paulina pela esquerda no começo da partida


Tímida chegada do Rio Branco em bola alçada na área


Troca de passes no ataque local


Jogador do São Paulo não deixando a bola sair pela linha de fundo

No segundo tempo desisti de fritar dentro de campo e fui até o anel central do Morumbi. O Rio Branco voltou muito melhor e criou seus primeiros momentos de perigo. Aos 19, Victor Hugo roubou a bola no meio de campo, avançou por todo o campo de defesa e chutou forte, obrigando o goleiro Lucas Paes a fazer ótima intervenção.

Com o tempo, o São Paulo tentou impor uma pressão, só que deixava muitos espaços na defesa. Num contra-ataque aos 32 minutos, o Rio Branco abriu o marcador. Frank acertou um belíssimo tiro da entrada da área e colocou os visitantes em vantagem. A pequena e animada torcida do Tigre que estava no estádio comemorou bastante o tento.

Na base do abafa o Tricolor se mandou em busca de pelo menos uma igualdade porém conseguiu muito mais. Aos 41 minutos, Heron se aproveitou de sobra dentro da área e chutou firme, sem chance pro camisa 1 Neto. Na saída de bola, os atletas são-paulinos roubaram a pelota e ela foi lançada na lateral. Depois de cruzamento certeiro na área, Bisolli apareceu no meio dos zagueiros para cabecear e virar o marcador de forma inacreditável.


No tempo final, o São Paulo voltou sendo pressionado pelo time de Americana e pouco chegou


O Tigre foi bastante perigoso durante boa parte dos 45 minutos finais


Ótima oportunidade de gol desperdiçada pelo ataque paulistano


Detalhe do gol de empate de Heron aos 41 do segundo tempo

O resultado final de São Paulo 2-1 Rio Branco foi merecido por conta da blitz ofensiva imposta pelos locais nos últimos minutos. Triste para a torcida americanense que foi ao Morumbi pois a vitória era algo totalmente plausível. Na próxima rodada o Tigre enfrentará a Inter de Limeira num clássico regional e o escrete da capital bandeirante visitará o Taboão da Serra.

Da minha parte, saí da casa do Tricolor e voltei ao QG no Bom Retiro - que será desativado muito em breve - para continuar o empacotamento das minhas coisas. Em alguns dias pegarei a estrada com destino ao litoral sul do estado. Antes da mudança tenho alguns bons jogos no cronograma. Na terça-feira vai rolar uma sessão perdidaça no Canindé pelo sub-20 e com certeza estarei presente.

Até lá!

© 2018

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Placar em branco para Nacional e Rio Branco nas quartas da A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de dezenove rodadas disputadas, chegou a hora das quartas-de-final no Campeonato Paulista da Série A3. Na fria e chuvosa tarde do último sábado fui ao Estádio Nicolau Alayon pro jogo de ida entre Nacional e Rio Branco de Americana. Com essa presença, mantive os 100% de aproveitamento nas dez partidas realizados na Água Branca até aqui.

Esse foi um repeteco do encontro da primeira rodada da competição, vencido pelo Tigre por 4x1. O onze americanense terminou a fase de classificação na terceira colocação com 33 pontos ganhos. Já o time ferroviário sofreu e se classificou apenas na rodada derradeira, terminando na sexta posição com 31.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Rio Branco Esporte Clube - Americana/SP


Os capitães do times junto com o árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Domingos da Silva Chagas e o quarto árbitro Luiz Carlos Júnior

Nesse que foi o 18º confronto entre os dois na história do estadual, o estádio da Rua Comendador Souza recebeu seu melhor público na competição: 543 pagantes, um número alto para os padrões nacionalinos. Entre a torcida, a presença dos amigos Sérgio, Pucci, Bruno, Renato e o brasiliense Raul Dias num esquenta antes da eliminação verde na A1.

Pena que o jogo não tenha correspondido, longe disso, principalmente para quem estava torcendo pro Nacional. O time da casa não mostrou um bom futebol no tempo inicial e criou apenas uma grande oportunidade através de Emerson Mi aos 17 minutos. A cabeçada passou perto do gol defendido por Ronaldo.

No geral, foi o Rio Branco quem criou as melhores chances, transformando o goleiro Felipe no melhor em campo. O primeiro grande momento foi aos sete minutos em cobrança de falta de Vítor Hugo, o segundo, novamente em chute de Vítor Hugo, aos 28. Apesar de ser melhor, faltou a cereja do bolo pro alvinegro ficar em vantagem no placar.



Duas chegadas do ataque nacionalino em chutes que foram pra fora


Cobrança de falta de Vítor Hugo aos 28 do primeiro tempo que contou com grande defesa de Felipe Lacerda

Antes mesmo do fim da etapa inicial já tinha me mandado para a parte coberta por conta da chuva. Como ela não parou, fiquei ali também durante o segundo tempo. Nos últimos 45 minutos a peleja caiu bastante de produção e a tônica foi a falta de inspiração dos dois lados.

O Nacional não conseguia atacar com sucesso e teve como melhor oportunidade uma boa chegada pela direita que terminou com Léo Castro sendo derrubado por Miranda em cima da linha da grande área. Muitos ali acharam que foi pênalti, mas é fato que o lance é bastante duvidoso. Na cobrança da falta, a bola foi pra fora.

Os visitantes novamente tiveram a bola mais tempos nos pés e os comandados de Édson Vieira chegaram algumas vezes perto da área local. Só que não pintou aquela chance de gol claríssima nem aquele momento para fazer a alegria da rapaziada que veio do interior. No fim, o marcador não foi inaugurado.


Miranda derrubando Léo Castro no tempo final... muitos pediram pênalti no lance


Éder, camisa 11 nacionalino, em lance no meio-campo


Bola viajando pela área do Rio Branco no fim da partida

O placar de Nacional 0-0 Rio Branco ainda mantém a disputa pela vaga na semi totalmente em aberto. Os americanenses são favoritos por jogarem no Décio Vitta, porém um empate leva a decisão aos pênaltis. Cabe aos atletas do time ferroviário fazerem o jogo da vida no próximo sábado.

Menos de 24 horas após essa peleja retornei ao Alayon para outra sessão de futebol, dessa vez com a última divisão paulista na pauta. Teve nova apresentação do Barcelona, agora enfrentando uma agremiação que voltou ao profissionalismo depois de mais de dez anos ausente.

Até lá!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A desastrosa estreia do Nacional na Série A3 2017

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após vinte dias vivendo o clima da Copa São Paulo, sai de cena o futebol de base e finalmente entra em cena o futebol profissional no estado. Abri os trabalhos com a jornada inicial do sempre legal Campeonato Paulista da Série A3. E nada melhor do que começar tudo com um jogo no Estádio Nicolau Alayon. Depois de 27 anos, Nacional e Rio Branco de Americana voltaram a se enfrentar pelo estadual.

Além da peleja, também se iniciou a sexta edição do Projeto 40, nesse que é o último ano que temos 40 participantes somados na A2 e A3. Em 2012 não deu, mas desde 2013 emplaquei quatro temporadas seguidas assistindo e publicando nas páginas do blog pelo menos uma partida de cada um dos 40 clubes presentes nos dois certames. Nesse mundão virtual, o JP é o único veículo aonde todos podem ver matérias in loco de TODOS os times. Acreditem: isso não é pouco.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Rio Branco Esporte Clube - Americana/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes William Rogério Turola e Hélio Antônio de Sá e o quarto árbitro Daniel Carfora Sottile

Bom, a expectativa era que o onze ferroviário fizesse uma estreia legal, claro. Só que no final das contas vi uma tarde histórica negativamente falando para os paulistanos. Não que o Rio Branco tenha mostrado uma volúpia monstruosa ou feito uma apresentação de gala, longe disso, mas os visitantes foram cirúrgicos em seus ataques e souberam aproveitar as poucas chances que tiveram.

O jogo começou meio devagar, teve um Nacional levemente superior e seguiu com poucas chances até os 19 minutos. Foi aí que o Tigre começou a mostrar suas garras. Primeiro Wellington fez boa jogada pela esquerda e chutou meio sem ângulo. O goleiro Carlão não foi capaz de fazer a defesa e viu o adversário de Americana sair na frente.

O gol sofrido desestabilizou os ferroviários e seis minutos depois um dos zagueiros locais parou um rápido ataque visitante com falta na entrada da área, quase em cima da linha. Bismaque bateu com perfeição e colocou a pelota no ângulo direito. Golaço!

O Naça batia cabeça e estava entregue em campo. Como desgraça pouca é bobagem, a zaga parou novamente com falta outro ataque visitante aos 41 minutos, mais uma vez na entrada da área. O camisa 8 Bismaque dessa vez colocou a pelota milimetricamente no canto esquerdo de Carlão num chute primoroso.


Tímido ataque nacionalino no começo do jogo contra o Rio Branco, estreia de ambos na A3 2017



Bismaque fez história e anotou dois gols de falta num espaço de 17 minutos. Primeiro colocando no ângulo direito, depois no ângulo esquerdo. Brilhante!

Não me lembro da última vez que tinha visto um mesmo atleta fazer dois gols de falta na mesma partida, já que bons cobradores de falta estão em extinção no futebol brasileiro. E foi com os 3x0 parciais a favor do Rio Branco que a peleja chegou ao intervalo. Para o tempo final restava ao Nacional pelo menos tentar diminuir um pouco o prejuízo, pois a virada estava mais na conta do milagre.

É, porém nem bem o segundo tempo havia começado e o Rio Branco fez o quarto gol. Wallace recebeu bom lançamento na direita, ganhou do defensor na corrida e tocou na saída do camisa 1. O desastre nacionalino estava consumado e os três pontos eram do Tigre.

No restante do tempo os locais se mandaram ao ataque de forma desordenada e criaram algumas boas chances para pelo menos marcarem o gol de honra. Ele acabou saindo aos 30 minutos através do camisa 11 Léo. Duas ou três oportunidades desperdiçadas depois, a tarde de horrores chegou ao fim.


Ronaldo mostrando serviço em ataque local no segundo tempo


Boa saída do goleiro do Tigre


Lance no meio de campo. Destaque para a camisa diferente do Rio Branco


Placar final de uma das piores estreias do Nacional em Paulistas em todos os tempos

O placar final de Nacional 1-4 Rio Branco marcou a pior estreia do time da Água Branca num estadual desde o longínquo ano de 1959, quando perdeu de 5x2 para o Jabaquara na rodada de abertura da primeira divisão daquele ano, a última que o Naça participou. Aliás, como curiosidade, o Data Fernando informa as piores estreias nacionalinas em estaduais em todos os tempos:
  1. 15/11/25 0x7 Touring (3ª)
  2. 09/03/41 3x6 São Paulo (1ª)
  3. 20/08/50 2x5 São Paulo (1ª)
  4. 24/05/59 2x5 Jabaquara (1ª)
  5. 28/01/17 1x4 Rio Branco (3ª)
  6. 20/06/65 0x3 Ponte Preta (2ª)
  7. 21/09/24 0x3 Éden Liberdade (3ª)
Nem bem a Série A3 começou e o Nacional pode acender o alerta amarelo para não passar perrengue no decorrer da competição. Afinal, é mais um ano aonde serão seis os rebaixados, e sem dúvida a última divisão é um lugar que o time ferroviário não pode sequer cogitar voltar.

Sem tempo para perder, saí correndo da Comendador Souza com destino ao Pacaembu para um amistoso genial com direito a time africano novo na Lista. Uma oportunidade rara demais e que não poderia ser desperdiçada de forma alguma.

Até lá!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Galo derrota o nervoso Tigre e sonha com a salvação na A2


Faltando três rodadas para o final da primeira fase das divisões de acesso do estado, começou a reta final do Projeto 40, com certeza, sem sombra de dúvida a mais difícil de todas até aqui. Serei "obrigado" a emplacar quatro mini-viagens seguidas fora da Grande São Paulo num espaço de apenas sete dias.

A primeira delas aconteceu na quarta-feira e eu tomei muita chuva até chegar na cidade de Jundiaí para mais um jogo do Campeonato Paulista da Série A2. Lutando contra o rebaixamento, o Paulista recebeu o lanterna do Rio Branco pensando apenas na reabilitação depois de ter perdido para o Monte Azul no final de semana.

Só que não foi fácil chegar na Terra da Uva em virtude da forte chuva que caiu a partir do meio da tarde. Fui em passo de tartaruga pela Anhanguera e o trajeto da rodoviária até o estádio foi feito em meio a um trânsito infernal. Quando cheguei na casa do Galo notei que o time de Americana ainda não estava lá.

Fui me informar e a posição oficial era que o ônibus do Tigre havia quebrado e que os atletas estavam se dirigindo ao Estádio Jayme Cintra em veículos particulares. Isso fez com que a partida atrasasse e na execução do Hino Nacional Brasileiro somente os locais estavam no gramado.


Paulista FC - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Times... ops, time perfilado para o Hino Nacional Brasileiro no Jayme Cintra. Foto: Fernando Martinez.

A rapaziada do alvinegro chegou correndo e nem teve tempo para fazer aquele bom e velho aquecimento. Todo o atraso influenciou demais no jogo, principalmente no primeiro tempo. O Rio Branco não foi capaz de parar as boas investidas do setor ofensivo local e se preocupou mais em bater e reclamar.

O Paulista se aproveitou da fraca atuação visitante e também do nervosismo exacerbado da maioria dos atletas alvinegros. No tempo inicial o Tigre recebeu seis cartões amarelos e dois vermelhos. Poucas vezes vi uma equipe tão nervosa sem nenhum motivo aparente.

Juntando todos esses detalhes, ficou fácil para o Galo fazer 2x0. O primeiro gol saiu aos 20 dos pés do camisa 8 Ramalho após participação de todo o ataque. Aos 44, já com dois jogadores a mais em campo, o Paulista ampliou com um golaço de Felipe Santos no ângulo.


Chute de longe no ataque do Paulista. Foto: Fernando Martinez.


A marcação do Rio Branco não foi bem no primeiro tempo. O ataque local sempre levou vantagem. Foto: Fernando Martinez.


Investida do Galo pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Atilharia aérea do onze jundiaiense. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, o Paulista continuou melhor e aos 14 minutos Erick Mamadeira fez o terceiro. Com a cabeça no lugar, o Rio Branco passou o restante do tempo preocupado apenas em não sofrer mais gols e como o Galo também estava satisfeito com o placar conquistado, nada mais aconteceu.


Camisa 7 do Galo encarando a marcação. Foto: Fernando Martinez.


No tempo final o Paulista segurou o placar, mas sempre chegava no campo de defesa visitante. Foto: Fernando Martinez.


Três marcadores do Galo para um atacante do Tigre. Essa foi a tônica durante todo o jogo. Foto: Fernando Martinez.

O resultado final de Paulista 3-0 Rio Branco tirou o onze jundiaiense da zona de rebaixamento faltando três jogos para o final da primeira fase. O time agora tem 18 pontos e ocupa a 14ª colocação. A salvação não é fácil, mas pelo menos existe uma luz no fim do túnel. Já o Tigre permanece com 11 e ainda é o lanterna. O rebaixamento é inevitável.

Não seria fácil o caminho de volta para a capital, mas por sorte consegui uma carona que me trouxe até do lado de casa. Depois de todo o perrengue que passei para chegar no Jayme Cintra, nada mais justo do que voltar pra casa na boa.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Série A2: Azulão derruba o Rio Branco no Anacleto Campanella


A sessão noturna de futebol da última quarta-feira também foi válida pela segunda rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2. São Caetano e Rio Branco foram a campo para o oitavo jogo entre eles na história do estadual. O palco, claro, foi o Estádio Anacleto Campanella no complexo Lauro Gomes.

Essa foi a primeira partida do Azulão em casa na atual temporada, a primeira que se inicia sem a presença da agremiação numa competição nacional desde 1997. Além disso é a volta da equipe aos gramados depois de um 2015 bastante traumático. Se dentro de campo o aproveitamento ficou em mais de 62%, o campeão paulista de 2004 ficou no "quase" e não conquistou o acesso nos dois campeonatos que disputou por detalhes (A2 e a Série D do Brasileiro).


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rio Branco EC - Americana/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Márcio Dias dos Santos e Fabrini Bevilaqua Costa, o quarto árbitro Magno de Sousa Lima Neto e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

O onze do ABC iniciou sua terceira temporada seguida na segunda divisão com um empate fora de casa contra o Batatais, enquanto o Tigre de Americana foi derrotado por 4x0 pelo Ramalhão em pleno Décio Vitta. Em busca de vencer a primeira, o Azulão mostrou um futebol consistente e muito competitivo. Só que mesmo jogando melhor, o triunfo saiu na base do sufoco.

O primeiro tempo foi todo dos donos da casa. A equipe criou um sem número de lances interessantes, mas apenas o camisa 17 Sandoval conseguiu marcar, isso aos 17 minutos, completando de cabeça um escanteio cobrado por Neto. Nos outros bons momentos, Wesley, Grafite e Daniel Costa não aproveitaram a oportunidade para o marcador ser definido antes do intervalo.


Detalhe do primeiro gol do Azulão, marcado por Sandoval (encoberto na imagem). Foto: Fernando Martinez.


Jô encarando a marcação pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Outro ataque do São Caetano pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Deco deixou tudo igual em pênalti aos 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

E eis que no último suspiro do tempo inicial o Rio Branco deixou tudo igual num pênalti cometido pelo goleiro Renan Rocha. Deco cobrou com cavadinha e empatou. Quando o segundo tempo começou, ficou claro que o Azulão nem deu bola para o gol sofrido.

A equipe continuou melhor, bem melhor, e aos oito minutos brilhou a estrela de Jô, artilheiro da equipe na temporada passada. Esley chute de longe, Gilvan defendeu meio no susto, e no rebote o camisa 9 tocou por cobertura para fazer seu primeiro gol na atual temporada.

A melhor chance de um novo empate do Tigre ficou mais uma vez nos pés do camisa 11 Deco. Ele recebeu bola no meio da área e chutou de voleio. Caprichosamente a pelota acertou o travessão, e no rebote Kaio tentou, porém o arqueiro do São Caetano fez a defesa. Na metade final do segundo tempo, os donos da casa se seguraram e ganharam a primeira.


Esley, camisa 5 do Azulão, no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio a favor dos locais pela direita. Foto: Fernando Martinez.



Dois lances na direita do ataque do onze do ABC no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O São Caetano 2-1 Rio Branco colocou o time do ABC no G8 e manteve o alvinegro de Americana sem nenhum ponto na A2. A equipe interiorana já precisa ligar a luz amarela, pois como seis times serão rebaixados para a A3, a reabilitação precisa começar o quanto antes.

A jornada não foi fácil, e eu estava destruído por conta do calor e do cansaço. Após um dia com duas pelejas, quatro times a mais para o Projeto 40 e doze trechos percorridos pelo sistema de transporte coletivo do estado de São Paulo cheguei em casa querendo apenas um bom banho e minha cama. Como aqui o futebol não para nunca, no sábado de Carnaval rolou mais uma rodada dupla, agora com minha estreia na A3.

Até lá!

Fernando