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domingo, 14 de setembro de 2014

JP na Copa (parte 16): Vitória inútil na despedida de CR7

Salve amigos!

Meus três últimos jogos da Copa do Mundo foram no Estádio Nacional em Brasília. O primeiro da série final foi também o último da primeira fase, envolvendo Portugal e Gana, confronto válido pela terceira rodada do Grupo G. Saí de Salvador cedinho, peguei um táxi até a rodoviária, pra deixar minha tralha, e segui de metrô até a estação central, no Plano Piloto, de onde descobri que diversos ônibus conduziam torcedores, gratuitamente, ao Mané Garrincha.


Visão da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com o Congresso ao centro a a Catedral à direita. Foto: Estevan Azevedo.

Lá chegando, encontrei os amigos Raul Martins Dias e Luiz Folego com uma galera da Costa Rica. Acabei vendendo um ingresso que estava sobrando para a simpática Alejandra, torcedora fanática da Liga Alajuelense, que se maravilhou com o agasalho do time que eu levei comigo, presente de meu primo Santiago Robles, o Foca.


Raul, o grande anfitrião em terras candangas, e Folego, o amigo torcedor do Mauaense. Foto: Transeunte.


A amiga Alejandra e o agasalho da Liga. Foto: Torcedor.

O ingresso foi adquirido na primeira oferta de ingressos, no meio do ano passado. Vibrei muito após o sorteio, pois esperava que eu fosse acompanhar a disputa direta pelo segundo posto do grupo da Alemanha.



Equipes perfiladas antes do início da partida, e o melhor do mundo posando para as lentes do JP. Fotos: Estevan Azevedo.

Como todos sabem, Portugal abriu o bico contra a Alemanha e tropeçou nos Estados Unidos. Gana foi mal contra os americanos e jogou como nunca contra a Alemanha. Como isso não foi suficiente diante daquela que seria a campeã, a partida valia quase nada. Na verdade, o empate mataria as duas seleções abraçadas. Ambas precisavam vencer e torcer contra o empate do duelo entre Alemanha e Estados Unidos. Portugal ainda tinha contra si um saldo de quatro gols negativos. Mas com Cristiano Ronaldo a seu favor.


Na foto, 20 dos 22 jogadores em campo. Foto: Estevan Azevedo.

E foi CR7, logo aos 5 minutos, quem fez a primeira grande jogada: o craque desceu pela direita e mandou a bola pra área; não deu pra saber se a intenção era cruzar, mas ela explodiu no travessão, assustando a defesa africana e agitando os 67540 torcedores presentes.


Ataque de Gana na primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 11 minutos Cristiano Ronaldo cobrou falta com perigo, e Dauda espalmou para escanteio. Aos 18 minutos, o terceiro gol perdido por CR7, após receber de João Pereira e cabecear em cima do arqueiro Dauda. No minuto seguinte Gyan recebeu um balão do campo de defesa e bateu nas pernas do goleiro Beto, na primeira boa chance africana na partida.


No primeiro lance de perigo, Dauda espalma par escanteio. Foto: Estevan Azevedo.

Apesar das 3 chances claras do melhor do mundo, Gana conseguia equilibrar a partida exercendo boa marcação. Mas foi mesmo português o primeiro gol, aos 30 minutos: John Boye tentou cortar cruzamento de Miguel Veloso da esquerda e mandou, de coxa, pras próprias redes, matando Dauda no lance. No minuto seguinte, CR7 desloca dois defensores e bate para boa defesa de Dauda. Aos 33, Nani recebeu na direita e rolou para Amorim que, sozinho, finalizou à direita do gol, perdendo mais uma chance de ampliar.


Goleiro Beto observa mais uma bola alçada em sua área. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 39 Gana teve boa chance de empatar, com Atsu tirando João Pereira e batendo com perigo à esquerda de Beto. O primeiro tempo termina com a vantagem mínima para os europeus, o que de nada adiantava, em razão do empate sem gols em Recife, entre Alemanha e Estados Unidos.


Atsu (7) e Waris (11) recebem combate de William (6) e João Pereira (21). Foto: Estevan Azevedo.

O empate em Recife era o que os dois times não queriam, e o resultado em Brasília também não estava servindo para ninguém. Era grande a expectativa de um bom segundo tempo, e a primeira chance foi africana. O time ganês trocou uma boa sequência de passes, e a bola sobrou para o craque Gyan, bater de fora da área. A bola passou raspando à direita de Beto.


João Moutinho (8) pede a marcação e uma falta. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 9 minutos, veio a notícia do gol de Müller em Recife. Portugal precisava de mais três gols, e Gana precisava virar o placar. E aos 11 minutos o jogo ficou bom para Gana, que conseguiu o empate: Asamoah cruzou da esquerda e Gyan cabeceou para baixo, matando o arqueiro Beto. O gol foi um balde de água fria nos portugueses, que dependiam de mais gols seus, e da Alemanha, para avançar. Gana, por sua vez, precisava de mais um gol, apenas.


Defesa portuguesa corre pra se salvar desse rebote perigoso. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 14 minutos, Gyan cruzou para Warris que, de cabeça, quase marcou o gol da virada. A torcida já era ganesa, uma vez que Portugal brigava apenas por uma despedida honrosa. O jogo seguiu com boas opções para ambos os lados, mas foi Portugal quem acabou empatando, com Cristiano Ronaldo se aproveitando de falha do arqueiro Dauda, que espalmou a bola em seus pés, após um bate-rebate na área.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.

O gol incendiou a partida, e Gana respondeu com perigo, em tentativa de Mubarak. Logo depois, Cristiano tabelou com um companheiro na área ganesa, e bateu para boa defesa de Dauda. Aquele seria mesmo seu único tento na Copa. Aos 38 Varela recebeu de Nani e chutou nas mãos de Dauda. Já nos acréscimos, Cristiano Ronaldo perdeu outras duas chances de ampliar o marcador, mas ficou nisso.


Falta para Gana no final da partida. Foto: Estevan Azevedo.


Após o apito final, o telão registrou o choro de Cristiano Ronaldo: o melhor do mundo estava fora do Mundial. Foto: Estevan Azevedo.

Fim de jogo, Portugal 2x1 Gana, resultado que sacramentou a despedida melancólica de uma das seleções mais cotadas a surpreender nessa Copa. Mas um craque excepcional é muito pouco nesse esporte coletivo, onde onze são os atletas titulares. De Brasília segui para Goiânia, onde passei um final de semana em grande estilo, aguardando o início do mata-mata. Mas isso é tema do próximo post.

Até lá.

Estevan Azevedo