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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

São Bernardo FC empata com a Lusa nos acréscimos e está nas quartas

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira, houve uma sessão noturna no horroroso horário de 21h35 no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Completando meu quinto jogo da Portuguesa, de um total de seis com o mando de campo, a equipe do Canindé recebeu o São Bernardo FC pela 11ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.

Os rubro-verdes entraram em campo aliviados, com aquele gostoso sentimento de dever cumprido. No dia anterior, foram duas alegrias: a confirmação da permanência na elite e a classificação para a Série D em 2026. Para quem começou o torneio conquistando apenas dois pontos em cinco compromissos, alcançar essas metas com antecedência foi uma grande realização.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


São Bernardo Futebol Clube Ltda - São Bernardo do Campo/SP


Lucas Canetto Bellote, Ricardo Pavanelli Lanutto, Gustavo Rodrigues de Oliveira, Fagson Junior dos Santos Silva e os capitães

Embora a performance do ano não tenha sido soberba, longe disso, o que importa é que a equipe evoluiu aos poucos e venceu os adversários que precisava. Caso não consiga subir para a Série C em 2025, ao menos já sabem que terão uma nova chance no próximo ano. Comparado ao que vimos nas últimas temporadas, isso é ótimo.

O São Bernardo FC até aqui fez a segunda melhor campanha no estadual e foi ao Pacaembu precisando de um empate para confirmar sua vaga nas quartas antes da derradeira jornada no próximo domingo. Nenhuma surpresa levando em conta a boa gestão do clube. Não seria um duelo fácil para os paulistanos.

Quando a bola começou a rolar, foi a Lusa quem atuou melhor. Na primeira etapa, criou as melhores oportunidades, enquanto o Tigre do ABC pouco chegou ao ataque. O grande problema local foi a crônica falta de inspiração ofensiva. Assim, o 0 a 0 se manteve no intervalo.






Detalhes do primeiro tempo no Pacaembu

Para os últimos 45 minutos, a Portuguesa voltou a campo com sua belíssima camisa número 2, que é bem mais legal do que a principal. Eles haviam jogado com ela apenas no 2 a 2 contra o Velo Clube em Rio Claro, e eu achei que não teria a chance de vê-la de perto. Felizmente, estava enganado.

A Lusa seguiu melhor e, aos 16 minutos, Rildo abriu o placar com um belíssimo chute de longe, que entrou no ângulo direito de Alex Alves. Uma vitória deixaria o time com chances reais de classificação na última rodada. O São Bernardo FC pouco fazia. Quando a peleja chegou aos acréscimos, o VAR foi acionado em um lance dentro da área mandante.




A Portuguesa voltou para a etapa final com a sua belíssima camisa número 2, ainda não utilizada em casa


A comemoração do belíssimo gol de Rildo




A vitória estava encaminhada, mas no último lance, o São Bernardo deixou tudo igual em cobrança de pênalti

O árbitro correu para a cabine e, após alguns minutos de análise, marcou um pênalti a favor do clube preto e amarelo. Léo Jabá bateu no canto e deixou tudo igual. Sem mais tempo para nada, o resultado final foi Portuguesa 1-1 São Bernardo FC. O empate deixou a Lusa longe da vaga e confirmou a presença do onze do ABC entre os oito melhores. Só falta saber se o Tigre vai enfrentar a Ponte Preta ou o Palmeiras.

No final de semana começa o infernal período de carnaval na capital bandeirante. Voltaremos à programação futebolística no sábado com outra apresentação do Nacional na A4.

Até lá!

Ficha Técnica: Portuguesa 1-1 São Bernardo FC

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote; Público: 1.976 pagantes; Renda: R$ 72.260,00,00; Cartões amarelos: Eduardo Biazus, Renan Peixoto, Rildo, Helder, Léo Jabá e Arthur Henrique; Gols: Rildo 16 e Léo Jabá (pênalti) 49 do 2º.
Portuguesa: Rafael Santos; Talles, Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Lucas Hipólito; Barba, Tauã e Cristiano (Rildo) (Matheus Nunes); Jajá (Igor Torres), Renan Peixoto (Henrique Almeida) e Maceió (Pedro Henrique). Técnico: Cauan de Almeida.
São Bernardo FC: Alex Alves; Helder, Matheus Salustiano e Augusto (Felipe Azevedo); Rodrigo Ferreira, Lucas Lima, Romisson (Emerson Santos) e Arthur Henrique (Hugo Sanches); Fabrício Daniel (Rodolfo), Guilherme Queiroz (Lucas Rian) e Léo Jabá. Técnico: Ricardo Catalá.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Na melhor apresentação da Portuguesa no Paulistão, empate contra o Corinthians

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo da rodada dupla do "Sábado dos Fundadores" foi no recauchutado Estádio Paulo Machado de Carvalho (vale lembrar que aqui não usarei o bisonho nome novo). A Portuguesa, mesmo sendo mandante, foi colocada de escanteio, enquanto a torcida do Corinthians retornou ao velho/novo estádio após quase seis anos. Foi um bom clássico válido pelo Campeonato Paulista, e essa foi a minha quarta partida ali desde a reabertura, a primeira com a torcida corintiana no local.

Meu saudoso avô sempre dizia que os duelos entre alvinegros e rubro-verdes no campo mais tradicional da capital eram os mais propensos a confusões. Hoje a coisa mudou bastante, não tem como negar. Mesmo assim, é um clássico, por mais que a galerinha novata (além dos "especialistas" de plantão) que ama falar bobagens em rede social ache que não.

Saí do Nicolau Alayon na correria e, mesmo passando por falta de energia elétrica na Estação Luz, consegui chegar ao Pacaembu sem crise, a tempo de credenciamento. Passei pelas intermináveis obras do prédio que substituirá o tobogã e logo estava no gramado.


Não sou de postar esse tipo de foto aqui, mas essa ficou bastante legal. Essa vista do Pacaembu é das antigas

Vale comentar que o pessoal da Portuguesa foi deixado nas laterais, enquanto os corintianos ocuparam o restante do estádio. Não custava nada colocar a torcida da Lusa na parte coberta e na lateral, a antiga arquibancada visitante, para que ficassem todos juntos. Essa separação foi uma bizarria. Bom, mas de bizarrice a Allegra entende bem. O que eles não sabem é como organizar uma partida de futebol de forma decente.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Sport Club Corinthians Paulista - São Paulo/SP


A árbitra Daiane Muniz, os assistentes Evandro de Melo Lima e Daniel Luís Marques, o quarto árbitro Murilo Tarrega Victor e os capitães

Como não tinha mais chance de ficar atrás do ex-gol do tobogã, graças às intermináveis e novíssimas escadas construídas, fui pegar meu lugar no gol da entrada e decidi ficar lá durante toda a peleja. O Corinthians vinha com o time inteiro reserva, enquanto a Portuguesa, invicta há quatro jogos, estava afim de ampliar essa marca.

O primeiro tempo teve a Portuguesa um pouco melhor, enquanto o Corinthians não conseguia produzir. Jajá criou o melhor momento aos 34, com um chute de longe que caprichosamente bateu na trave. Aos 48, Cristiano ajeitou de peito para o mesmo Jajá, que acertou um tiro no canto esquerdo de Matheus Donelli. Era o primeiro da Lusa. Assim, o intervalo chegou.

Na etapa final, os alvinegros voltaram com tudo e bem mais dispostos. Aos sete, Matheus Bidu empatou com um chute da esquerda. Aos 19, Talles Magno virou em cobrança de pênalti. Como estava atrás do gol, fiz fotos das comemorações. Para um moleque que se formou no futebol ouvindo jogos do estadual no Paulo Machado de Carvalho pelo rádio, estar ali registrando esse tipo de momento teve um gosto bastante especial.

Mas quem esperava que a Portuguesa fosse sentir a virada se enganou. O time acordou e respondeu à altura. Na entrada da área, a bola sobrou para Maceió, que bateu de primeira e deixou tudo igual novamente. No restante do tempo, as duas equipes chegaram bem perto de marcar o terceiro gol, mas não conseguiram.



Duas grandes chances da Portuguesa na primeira etapa. Na segunda foto, bola na trave de Matheus Donelli


Detalhe da primeira etapa no Pacaembu




Detalhe do gol de empate corintiano e da comemoração de Matheus Bidu


Ataque alvinegro pela esquerda




Talles Magno em três momentos: sofrendo pênalti, virando a partida e comemorando o seu gol





O 2 a 2 acabou sendo justo por tudo que os times produziram

No fim, o empate em Portuguesa 2-2 Corinthians foi justo pelo que ambos fizeram. Foi, certamente, a melhor apresentação da equipe do Canindé no Paulistão e, apesar de estarem fora da zona de classificação, não dá para duvidar que isso possa mudar. O rebaixamento ficou mais distante e a vaga na Série D de 2026 ficou mais próxima.

Eu tinha me esquecido como era voltar para casa após um jogo lotado no Pacaembu. O ônibus que precisava não passou, e somente após uma hora um outro me levou até a Doutor Arnaldo. Dali, finalmente, pude retornar ao QG da Zona Oeste. Disso, eu não tinha saudade. E o calor foi tanto que peguei uma gripe braba no sábado à noite, que me tirou da rodada de domingo. Vamos ver se na semana consigo me recuperar.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Portuguesa 2-2 Corinthians

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Daiane Muniz; Público: 17.087 pagantes; Renda: R$ 1.914.620,00; Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Lucas Hipólito, Cacá e Félix Torres; Gols: Jajá 38 do 1º, Matheus Bidu 7, Talles Magno (pênalti) 19 e Maceió 29 do 2º.
Portuguesa: Rafael Santos; Talles, Eduardo Biazus, Gustavo Henrique e Lucas Hipólito; Tauã, Fernando Henrique (Hudson) e Cristiano (Rildo); Jajá (Éverton Messias), Maceió (Pedro Henrique) e Renan Peixoto (Barba). Técnico: Cauan de Almeida.
Corinthians: Matheus Donelli; Mana (João Vítor), Félix Torres, Cacá e Matheus Bidu; Alex Santana (Bahia), Ryan (Pedro Raul), Charles (Maycon) e Igor Coronado; Romero e Talles Magno (Héctor Hernández). Técnico: Ramón Díaz.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Outra vitória lusitana no Pacaembu pelo Paulistão 2025

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de perder na rodada do meio de semana das divisões de acesso, na sexta-feira à noite rolou uma sessão absolutamente imperdível. Um Portuguesa x Inter de Limeira, válido pelo Campeonato Paulista no Pacaembu, era aquele tipo de jogo que não dava pra perder.

Aliás, vale aproveitar esse período lusitano no Estádio Paulo Machado de Carvalho (sim, vou usar o nome antigo do local, pois me recuso a falar o novo, que considero uma aberração, assim como a gestão atual. Papo para outro momento). Não dá pra duvidar que a Portuguesa acabe jogando a Série D em outro campo, cortesia da gloriosa Allegra, que sabe organizar eventos, mas não um jogo de futebol.

Boa parte do Pacaembu estava fechada, então, desta vez, a entrada de imprensa foi pelo portão principal. Foi a primeira vez que voltei a entrar por ali em muito, muito tempo. A torcida lusitana ficou na parte coberta e no canto antigo em que ficavam os visitantes. Foram mais de 2.200 pagantes, um bom público levando em conta o horário e o dia da partida.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Associação Atlética Internacional - Limeira/SP


O quarteto de arbitragem para Portuguesa x Inter com Renan Pantoja de Quequi, Marcelo Carvalho Van Gasse, Rafael Tadeu de Souza e Adriano de Assis Miranda além dos capitães das duas equipes

Vindo de uma vitória contra o Botafogo e um empate fora de casa com o Velo Clube, a Portuguesa precisava vencer a Internacional, que ainda não havia conquistado nenhuma vitória, para se manter a uma distância aceitável da zona de rebaixamento. Jogar em casa em uma situação assim não permitia vacilos.

Na primeira etapa, pouca inspiração. Os locais ficaram mais tempo com a bola, porém criaram apenas uma chance digna de registro: aos 31 minutos, em ótima cabeçada de Renan Peixoto. No mais, muita posse de bola e pouca criatividade. A Inter pouco fez e praticamente não passou do meio de campo.





Detalhes do primeiro tempo no Pacaembu

No segundo tempo, o cenário não mudou. A campeã paulista de 1986 apenas se defendia e torcia para o relógio passar rápido. Já a Lusa tentava criar boas jogadas, mas sem sucesso. Apesar do panorama, algo me dizia que o placar não ficaria em branco. Eis que, aos 19, o jogo melhorou. Leocovick quase anotou o gol visitante em um lance em que Rafael Santos fez uma grande defesa.

Na sequência, Jajá ganhou de todo mundo e saiu na cara do goleiro. Após a dividida, a defesa afastou. Pouco tempo depois, o VAR foi acionado e, após intermináveis sete minutos de análise. mostrou que André Luiz, o arqueiro limeirense, cometeu pênalti. Cristiano bateu bem e colocou a Portuguesa em vantagem. Aos 34, em nova intervenção do VAR, Roberto foi expulso, acabando com qualquer chance de reação da Inter.




A Portuguesa seguiu dominando as ações na segunda etapa


Cristiano, de pênalti, abriu o placar



Boa vitória lusitana, essencial para a manutenção na A1 em 2026

Antes do fim, ainda deu tempo para a Lusa anotar o segundo. Rildo fez uma grande jogada pela esquerda e mandou cruzado. André Luiz espalmou nos pés de Everton, que conferiu com o gol vazio. O placar de Portuguesa 2-0 Inter de Limeira marcou o terceiro jogo invicto do time do Canindé, afastando-se da zona da degola e, quem sabe, começando a sonhar com a chance de classificação para as quartas.

Como o Pacaembu é perto do meu QG na Zona Oeste, voltar foi bem tranquilo. O que não foi tranquila foi a atuação do Nacional no jogo que assisti no sábado à tarde. Mais um duelo repleto de sofrimento para a maltratada torcida do clube.

Até lá!


Ficha Técnica: Portuguesa 2-0 Inter de Limeira

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Renan Pantoja de Quequi; Público: 2.279 pagantes; Renda: R$ 107.750,00; Cartões amarelos: Tauã, Roberto, Flávio, Iba Ly, Leocovick, Rafael Silva e Felipe Conceição; Cartão vermelho: Roberto 34 do 2º; Gols: Cristiano (pênalti) 28 e Everton Messias 44 do 2º.
Portuguesa: Rafael Santos; Talles, Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Lucas Hipólito; Tauã, Hudson (Denis) e Cristiano (Fernando Henrique); Jajá Silva (Rildo), Renan Peixoto (Henrique Almeida) e Maceió (Everton Messias). Técnico: Cauan de Almeida.
Inter de Limeira: André Luiz; Felipe Albuquerque (JP Galvão), Eduardo Porto, Alysson e Roberto; Flávio (Iba Ly), Marlon (Lucas Buchecha), Albano, Rhuan (Ruan Ribeiro) e Leocovick; Alex Sandro (Rafael Silva). Técnico: Felipe Conceição.

terça-feira, 12 de março de 2024

Santo André vence a primeira em 2024, mas não se livra do rebaixamento

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão da tarde do domingo foi válida pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista em sua edição 2024. No Estádio Bruno José Daniel, o ameaçadíssimo Santo André recebeu a Ponte Preta. Um lutando contra o rebaixamento contra o outro querendo se classificar para as quartas. Expectativa de um jogo pelo menos razoável.

O Ramalhão chegou na última apresentação com apenas cinco pontos e nenhuma vitória nas 11 rodadas anteriores. Uma campanha horrorosa, mas que ainda tinha salvação por mais difícil que fosse. O time precisava vencer e torcer contra Guarani e Ituano, que pegavam respectivamente Red Bull Bragantino e São Paulo. A torcida da casa compareceu em número razoável esperando testemunhar um improvável milagre.

Já a Macaca, vice-líder do Grupo B, jogava por um empate para enfrentar o Palmeiras na próxima fase. Se fosse derrotada, torcia pela equipe reserva do Corinthians contra o Água Santa jogando em São Bernardo do Campo.


EC Santo André - Santo André/SP


AA Ponte Preta - Campinas/SP


A árbitra Edina Alves Batista, os assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Anderson Jose de Moraes Coelho, o quarto árbitro Ilbert Estevam da Silva e os dois capitães

Da minha parte vale registrar como é legal ver uma partida do Paulistão de dentro de campo. O torneio foi a minha porta de entrada nesse mundo de gostar de futebol lá no começo dos anos 80 e por mais que esteja super esvaziado e não seja nem 20% do que já foi, fazer as fotos oficiais e ver a ação próximo das quatro linhas sempre é uma coisa bastante legal.

Pena que a peleja tenha sido muito fraca, principalmente no primeiro tempo. Não aconteceu nada. Passei os 45 minutos iniciais conversando com os amigos fotógrafos e salvar foto decente foi um parto. Já estava temendo outro 0 a 0 ali, como tinha acontecido em três dos cinco compromissos do Ramalhão na sua casa.







O primeiro tempo foi fraco no Bruno José Daniel

Na etapa final o cenário melhorou. Nada assim "nossa, que jogaço", mas melhorou. O Santo André retornou um pouco mais disposto e chegou dentro da área ponte-pretana em três oportunidades. Duas delas não viraram gols. Já aos 25, em escanteio da esquerda, o zero saiu do marcador. Júnior Caiçara cobrou escanteio fechado no segundo pau e Alexiel completou de cabeça. Depois o que teve de sobra foi confusão. Três jogadores acabaram expulsos de campo.

No fim, o resultado de Santo André 1-0 Ponte Preta garantiu a primeira e única vitória do escrete andreense no Paulistão-24. Só que ela veio tarde. O Guarani acabou ganhando do Red Bull Bragantino e se salvou da degola. Ramalhão e Ituano, que perdeu do São Paulo, estarão na Série A2 em 2025. Não tem como dizer que foi surpresa, já que ambos decepcionaram seus torcedores. A Macaca se garantiu nas quartas mesmo com o revés pois o Água Santa não venceu o eliminado Corinthians.




Na segunda etapa, o Ramalhão voltou um pouco melhor



Detalhe do gol de Alexiel, e a sua comemoração, após cobrança de escanteio pela esquerda


"Levanta ou vai embora"... aqui uma das 816 vezes em que algum jogador ficou estirado no gramado durante a peleja



O Santo André se despediu do Paulistão com a única vitória em 2024 até aqui... pena que não livrou o time da queda

Antes de terminar, vale falar outra vez sobre o bisonho regulamento do campeonato. A Portuguesa, com seus 10 pontos e oito derrotas em 12 jogos, se classificou, enquanto o São Bernardo FC, com 21 pontos, ficou de fora. O rubro-verde não tem nada com isso e fez a sua parte, conquistando assim uma vaga entre os oito. Agora, que é uma anomalia, é inegável.

Há anos os clubes assinam o regulamento e aceitam esse absurdo sem pestanejar. A TV só compra o torneio com os seis clássicos da fase inicial e o mata-mata. Enquanto o dinheiro for o único quesito analisado, teremos essa bizarria. Na minha opinião, tinha que ser turno único e pronto. Sem invencionices e sem bobagens extras. Seriam 15 rodadas - ainda ganhariam uma data de folga de lambuja - e pronto. Farão isso? Aposto meu braço direito que não.

Enfim, o Santo André x Ponte deve ter sido minha última cobertura na Série A1 em 2024. A não ser que pinte uma senhora zebra nas fases decisivas, só voltarei em 2025. Apesar dos pesares, já estou com saudade.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Santo André 1-0 Ponte Preta

Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Edina Alves Batista; Público: 2.340 pagantes; Renda: R$ 44.435,00; Cartões amarelos: Léo Passos, Jeh, Castro e Iago Dias; Cartões vermelhos: Gabriel Novaes 34, Marciel 37 e Dudu Scheit 45 do 2º; Gol: Alexiel 25 do 2º.
Santo André: Luiz Daniel; Júnior Caiçara (Robinho), Walce, Sousa e Igor Fernandes; Geovane, Dudu Vieira, Marciel e Felipe Ferreira (Enzo); Lohan (Alexiel) e Bruno Michel (Léo Passos). Técnico: Márcio Fernandes.
Ponte Preta: Pedro Rocha; Luiz Felipe, Luis Haquín, Castro e Gabriel Risso; Emerson Santos (Paul Villero), Ramon, Igor Inocêncio (Dudu Scheit) e Elvis (Fraga); Jeh (Gabriel Novaes) e Iago Dias (Kauê). Técnico: João Brigatti.