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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Paulista de Jundiaí e Ska Brasil ficam no empate no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando várias competições começam a ser disputadas, passo a sofrer para decidir o que assistir. Desde fevereiro eu tinha um Plano A reservado para o último sábado, mas de última hora fui obrigado a mudar. Não tinha como perder o duelo entre Paulista de Jundiaí e Ska Brasil pelo Campeonato Paulista sub-23 da Segunda Divisão disputado no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. Jogo assim em campo neutro é covardia.

A partida não foi disputada no Jayme Cintra pois o gramado da casa jundiaiense está passando por uma grande reforma. Com a mudança para o Canindé, deixei de acompanhar um Nacional x Jabaquara absurdamente genial. Paciência, não tem como ver tudo com tanto torneio rolando. O esquema é escolher e seguir firme e forte, sem pensar no que perdeu.


Paulista FC - Jundiaí/SP


O delegado da FPF, totalmente mal educado, me impediu de tirar a foto posada do Ska Brasil. O problema nem é não ajudar, e sim que alguns fazem questão de atrapalhar. De qualquer forma, aqui o time perfilado para o Hino Nacional


Os capitães do Paulista e do Ska Brasil junto com o árbitro Pablo Rodrigo de Oliveira, os assistentes Leonardo Tadeu Pedro e Juliana Vicentin Esteves e o quarto árbitro Willians Costa Rocha

Esse foi o primeiro jogo de um campeonato abaixo da A3 na casa rubro-verde em mais de 20 anos. Até sábado, o último tinha sido o duelo de ida da decisão da Série B3 de 2002 entre Portuguesa B e Jabaquara. O rubro-amarelo fez 4 a 0 e então colocou a mão na taça, confirmada na semana seguinte apesar da derrota de 3 a 2 na Vila Belmiro.

Quem foi no Canindé viu o Ska Brasil jogar melhor do que os "locais". O Galo da Japi buscou pressionar, porém na primeira chance perigosa a favor do clube tricolor, quem marcou foi o onze visitante. O Paulista teve um escanteio pela direita e a conclusão foi interceptada em cima da linha por um defensor. Ele mesmo saiu jogando e lançou Victor Hugo em profundidade. A zaga furou e não conseguiu interceptar o passe. O camisa 8 seguiu livre e tocou na saída do goleiro Felipe Viotti.





Não é sempre que temos a chance de ver um jogo em campo neutro na Segundona, ainda mais no Canindé


A comemoração do gol parnaibano com a nada simpática recepção da torcida de Jundiaí

Vale registrar que enquanto a bola rolava no gramado lusitano, um evento monstro no clube estava em pleno vapor. O som estava tão forte e tão alto, que o chão tremia por conta do grave das caixas de som. Sem brincadeira, foi insano o negócio. Difícil jogar futebol com um negócio desse do lado do estádio.

Na etapa final, ainda com o som fritando do lado de fora, o Paulista retornou ao gramado mais ligado e, empurrado pela torcida presente no Canindé, deixou tudo igual aos 10 minutos. Depois de escanteio pela esquerda, Arthur Moura anotou de cabeça. Com o 1 a 1, a partida por um tempo seguiu equilibrada, só que aos poucos os visitantes passaram a retomar o domínio. A equipe da Grande São Paulo chegou a fazer o segundo gol com Rafael Lucas em lance que foi anulado por impedimento. Os parnaibanos seguiram tentando, porém o marcador não foi alterado novamente.





Imagens do segundo tempo na casa rubro-verde


Placar final do jogo no Canindé

No fim, ficou tudo em Paulista 1-1 Ska Brasil. Peleja nota 5.5, mas com uma estrelinha para cada time pela vontade apresentada. O resultado que acabou sendo justo pelo que fizeram e ambos seguem sem perder na Segundona. Não me arrependi em nada e esse será um daqueles duelos que vamos comentar daqui a bastante tempo. Acompanhar um confronto perdidão assim em campo neutro é bem raro.

Retornei ao QG da Zona Oeste sem pressa, sem correria e já pensando na rodada de domingo. Teve jogo legal do Brasileiro Feminino na pauta com uma goleada absolutamente inesperada. Cortesia da melhor equipe da categoria no país.

Até lá!

Ficha Técnica: Paulista 1-1 Ska Brasil

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Pablo Rodrigo Soares de Oliveira; Público: 396 pagantes; Renda: R$ 5.870,00; Cartões amarelos: Morungaba, Gustavo, Vitinho, Guilherme Vieira, Lucas Gomes, Matheus Coruja; Gols: Vítor Zaga 24 do 1º, Arthur Moura 10 do 2º.
Paulista: Felipe Viotti; Arthur Pierino, Koiote, Ítalo e Pepe; Morungaba, Paulinho, Vitinho e Kennedy (Ferreira); Arthur Moura (Sales) (Michel Yan) e Arian (Filipinho). Técnico: Roberval Davino.
Ska Brasil: Lucas Gomes; Júlio César, João Bernardo (Weslley), Caio Henrique e Matheus Coruja; Derick, Rafael Lucas, Vítor Zaga e Flávio Henrique (Felipe Carvalho); Marcos Uberaba (Matheus Henrique) e Guilherme Vieira (Diogo) (Jonathan Araújo). Técnico: Nogueira Júnior.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Em jogo horroroso, Ska Brasil vence o Nacional pelo sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Cheguei tarde na sexta-feira depois do empate em Mogi das Cruzes que abriu a Segundona e dormi pouco. Mas no sábado cedo já estava a postos para a começar uma rodada dupla ferroviária. Abrindo os trabalhos, o Nacional recebeu o Ska Brasil no Estádio Nicolau Alayon pela segunda rodada do Campeonato Paulista sub-20. Ambos perderam na estreia e buscavam reabilitação.

Não era o confronto dos sonhos, porém reuniu um quórum de respeito. A dupla Jurandyr & Mílton representando a velha guarda do Jogos Perdidos, os fieis funcionários da AllTV Sérgio Oliveira e Paulo "Shrek", além de Mário e Bruno. Acabou que todo mundo viu um duelo bem sem graça e que deu sono, muito sono.


Nacional AC (sub-20) - São Paulo/SP


FC Ska Brasil (sub-20) - Santana de Parnaíba/SP


Quarteto de arbitragem com os capitães

Usando a maior parte dos atletas que estiveram na bem-sucedida excursão pela Espanha, o elenco do Ska Brasil sentiu o cansaço e pouco produziu. Imagino que deve ter sido um choque de realidade estarem frente a frente com o poderoso Barcelona (não o da zona zul paulistana, e sim o original) empatando em duas oportunidades e nem 24 horas após o desembarque estarem enfrentando o Nacional.

O clube mandante, que por pouco não largou o futebol em 2023, também não estava inspirado, longe disso. Juntando esses ingredientes, a partida foi abaixo da média. Na primeira etapa não consigo lembrar de nenhum lance digno de registro. Com esse cenário, decidi acompanhar o segundo tempo das cabines junto com os amiguinhos presentes. Nada como ver o velho JR (ex-Jandir) fazer uma entrevista de emprego em cima do Paulo "Shrek". Foi o encontro de dois titãs.







A expectativa era boa, mas o Nacional x Ska Brasil foi um dos piores jogos do ano até aqui

Enquanto rolavam as surrealidades de sempre, a peleja seguida em ritmo modorrento. Se não fosse a presença da rapaziada certamente eu teria dormido. Todo mundo já dava como certo um resultado em branco, o que de certa forma deixaria aquele gosto amargo que o 0 a 0 sempre deixa. Do nada, aos 38 minutos saiu o gol que salvou a manhã. Hugo, camisa 10 do Ska, arriscou de longe um tiro sem nenhuma pretensão. Ele sairia sem rumo pela linha de fundo, mas desviou em um zagueiro local, enganou o goleiro e morreu no fundo da rede. Um verdadeiro livramento.




Detalhes do tempo final no Nicolau Alayon. A partida deu sono

O Nacional 0-1 Ska Brasil foi justo por conta de quem foi menos ruim. Aos parnaibanos, acredito que o futuro no sub-20 pode ser positivo quando eles encontrarem o fio da meada. Pelo lado dos ferroviários ficou uma leve impressão de que a classificação será uma tarefa impossível. Como foram apenas dois jogos para cada um, vamos aguardar.

De todos os presentes, o Jurandyr e o Sérgio tomaram o caminho da roça e os demais ficaram para a jornada da tarde. Nos apertamos no possante do bem-humorado Paulo e pegamos a estrada rumo à cidade de Mauá. Tinha novo confronto ferroviário, agora pelo profissional.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 0-1 Ska Brasil

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Tiago de Mattos da Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Willian Pinheiro, Robinho, Guilherme Morais; Gol: Hugo Leonardo 38 do 2º.
Nacional: Ângelo; Timo (Felipe Oliveira), Vitor Baia, Willian Pinheiro (Joaz) e Renan Correia (Henrique Araújo); Maranhão, Gustavo Ursino, Clevinho (Luiz Gustavo) e Gustavo Meireles; Felipe Muniz (Wallace Jesus) e Robinho (Índio). Técnico: Édson Kruss.
Ska Brasil: Pedro Cruz (João Pedro); Lucas Dias (Luan Felipe), Guilherme Morais, Baldória e Carlos Eduardo (Jhonattas); Douglas Campos (Juan Luciano), Emanuel Vítor (Shoma Kai), Felipe Charles (Marcos Vinícius) e Hugo Leonardo; Gabriel Razera e Medrado (Lucas Silva). Técnico: Fausto Dias.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Ska Brasil afasta o começo ruim com massacre na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na terça-feira retornei ao Estádio Nicolau Alayon não para ver o Nacional, e sim nova sessão futebolística no glorioso e encurtado Campeonato Paulista da Segunda Divisão. No gramado da Rua Comendador Souza, casa do Barcelona Capela em 2020, o Elefante recebeu o Ska Brasil. Duelo de times que não tinham somado nenhum ponto na competição até então.

Já faz tempo que a Segundona não tem novidades com frequência. Nos últimos dez anos foram poucos que estrearam no profissionalismo e especificamente de 2014 até hoje a coisa ficou ainda pior, com estreias apenas em 2017 e 2018. Para terem uma ideia, foram 33 novos integrantes que entraram no extenso rol de participantes da última divisão: 23 entre 2006 e 2010 e apenas 11 entre 2011 e 2020. De todos, apenas 16 ainda jogam profissionalmente e 17 desapareceram do cenário, um assombro.

Dito tudo isso, ressalto que, diferente do que lemos por aí, o Ska Brasil oficialmente não é uma nova agremiação, já que usa a filiação do já saudoso Osasco FC. Eles foram fundados em 2019 na cidade de Santana do Parnaíba, sabemos disso. Porém quem é pesquisador ou jornalista precisa seguir o que está escrito nos regulamentos. Deixemos o “achismo” apenas ao torcedor de arquibancada. O CNPJ é o do OFC, e se um dia usarem o CNPJ próprio, vira time novo. Por enquanto, é apenas uma antiga equipe recauchutada.




Barcelona e Ska Brasil posados no gramado do Nicolau Alayon e a foto oficial dos capitães dos o quarteto de arbitragem

O Ska chegou com tudo metendo banca, mas nos três primeiros jogos somou três derrotas, a última por goleada dentro de casa (4x0 contra o Mauá FC). Nada melhor do que encontrar o pior Barcelona dos últimos anos (com duas derrotas em duas partidas) em busca do primeiro triunfo na temporada. O espectador mais desatento poderia esperar equilíbrio... só que não foi isso que aconteceu. O que se viu no Nacional foi um massacre visitante.

A goleada do Ska começou a ser desenhada no 11º minuto com o tento de cabeça de Matheus Sacramento depois de cruzamento perfeito de Fabrício. Aos 14 Denílson mandou na trave, aproveitou o rebote e tocou para Daniel. O camisa 11 recebeu no meio da área e ampliou. Apesar de toda a facilidade e do domínio, o onze osasquense voltou a marcar somente nos minutos finais.

Aos 40 Fred recebeu passe na entrada da área, cortou a zaga e finalizou com força. A bola desviou levemente no defensor e tirou o goleiro da jogada. Aos 44 o capitão David Lucas lançou na esquerda para Fabrício. Ele entrou na área sem ser incomodado e chutou cruzado, deixando o placar parcial em 4x0 a favor dos visitantes. Denilson quase fez o quinto antes do intervalo chegar.


O que se viu no Nicolau Alayon foi um massacre a favor dos visitantes. Nem com praticamente todos os atletas locais dentro da área eles foram páreo


Fred (9) se preparando para finalizar de fora da área


Fabrício (6) após marcar o quarto gol do Ska ainda no primeiro tempo


Marcação pesada do atleta laranja em cima de jogador local. Fácil que esse é um dos times mais fracos do Barcelona já montados até hoje

Na etapa final nada mudou. O Ska não sossegou o facho e o Barcelona não conseguiu produzir nada digno de registro. Fred jogou fora a chance do 5x0 aos 10 conseguindo a proeza de, mesmo livre de marcação e dentro da pequena área, completar um cruzamento da direita pela linha de fundo. Quem acabou fazendo o quinto foi Fabrício aos 12 numa ótima cobrança de falta.

Os gatos pingados que estavam credenciados conversavam entre si apostando em qual seria o placar final. Teve palpite de seis até dez a zero. Os atletas do escrete laranja enfileiraram bons momentos, mas gol que é bom, "somente" mais dois. O sexto aos 26 com Hiago entrando na área e tocando na saída de Vitor Maciel e o sétimo quatro minutos após em chute maroto de David Lucas e pelota no canto esquerdo.


Bola na rede do goleiro Vitor Campos, agora no segundo tempo


Visão geral da Comendador Souza vazia para Barcelona 0x7 Ska Brasil


Placar final da enorme goleada do Ska Brasil, a primeira vitória do clube com essa denominação na história

O resultado de Barcelona 0-7 Ska Brasil registrou o primeiro triunfo do clube laranja com essa denominação e afastou a zica com louvor. Agora a meta é correr atrás de uma possível vaga na próxima fase da Segundona. Pelo lado do Elefante uma vaga na segunda fase é impossível. A luta real é tentar vencer pelo menos um joguinho em 2020.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 0x7 Ska Brasil

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Tarciano Jose de Lima; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Emerson, Felipe, Higor, Vitor, Dimitrius Ferreira, Erick, David Lucas, Thiago Couto; Gols: Matheus Sacramento 11, Daniel 14, Fred 40 e Fabrício 43 do 1º, Fabrício 12, Hiago 26 e David Lucas 30 do 2º.
Barcelona: Vitor Campos; Vitor Hugo, Matheus, Kaique e Caique Pereira (Emerson); Vitor, Felipe, Higor e Caique Souza; Johnny e Ramon (Toninho). Técnico: Adauto Júnior.
Ska Brasil: Matheus Brito; Nicolas Marquez, Thiago Couto, Bruno Gabriel e Fabrício; David Lucas (Matheus Pontes), Dimitrius Ferreira (João Gabriel), Matheus Sacramento (Erick) e Denílson; Fred (Jhonatan) e Daniel (Hiago). Técnico: Leandro Mehlich.
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O surpreendente Osasco FC chega na semi-final da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sexta-feira saiu o primeiro classificado para a semi do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. No gramado do Estádio José Liberatti, o surpreendente Osasco FC recebeu o Grêmio Mauaense, outra grata surpresa do certame, num genial duelo de clubes da Grande São Paulo. Os visitantes jogavam pelo empate depois de terem vencido o jogo de ida pela contagem mínima.

Na primeira fase, o Osasco FC fez uma campanha segura e se classificou sendo o terceiro colocado do Grupo 3. Na segunda que os atletas superaram as expectativas e terminaram na liderança do Grupo 6, à frente do favorito São José. Você viu aqui no JP o duelo e o triunfo por 2x0 contra a Águia, também no Rochdale. O Mauaense também foi terceiro na fase inicial, mas do Grupo 4. Depois eliminou os favoritaços América e XV de Jaú e chegou nas quartas junto com o União Mogi.


A foto oficial do Osasco Futebol Clube é uma das mais poluídas de todos os tempos. Tem jogador, comissão técnica, aspone, torcedor, segurança, gandula e até dois mendigos que estavam passando na porta do estádio. Saudade das fotos com apenas o time titular


A foto do Grêmio Esportivo Mauaense, felizmente menos poluída


Capitães dos times junto com o árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Luiz Alberto Nogueira e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Daniel Carfora Sottile

Um grande público compareceu na cancha osasquense: 1.580 pagantes. Boa parte gente que foi torcer pro onze visitante. Não é o pessoal que sempre vai no Benedetti e sim uma galera que se juntou há pouco oriunda da várzea. Mesmo assim, eles empurraram bastante o Grêmio por quase todo o tempo. Sim, quase, pois no momento em que a vaca estava indo pro brejo não teve muito amor envolvido mais.

O grande nome da noite foi do camisa 9 alvinegro Danrley Souza Mendonça, mais conhecido como Marreta. Logo no começo, ele perdeu um gol feito com a meta toda à sua disposição. Só que o atleta não se abalou e abriu o placar aos 18 minutos. Eltinho tocou para Marcelo e esse cruzou na cabeça do centro-avante. O Mauaense tentou não se perder depois de sofrer o tento, porém as suas investidas não tiveram sucesso.


O Osasco FC começou a peleja melhor do que o Mauaense


Lance do primeiro gol local, marcado de cabeça pelo camisa 9 Marreta


Defensor do Grêmio tentando se livrar da marcação


Camisa 4 visitante se preparando para mandar a pelota para longe

O primeiro tempo seguiu tenso, equilibrado e quando as duas agremiações foram pro intervalo, o triunfo local pela contagem mínima era suficiente pro time se classificar. Sabendo disso, a Locomotiva retornou ao gramado jogando melhor e preocupando a zaga mandante. Para a tristeza dos seus aficionados, o grito de gol ficou entalado na garganta em conclusões neutralizadas pelos defensores locais.

Durante metade do segundo tempo esse foi o cenário, só que o Osasco FC não estava morto, muito pelo contrário. Eles esperaram pacientemente uma chance de poder emplacar um contra-ataque e nele definirem a classificação. Aos 25 minutos ele aconteceu. A bola sobrou na direita e foi cruzada na cabeça dele, Marreta. O camisa 9, num lance bem parecido com o do primeiro gol, cabeceou firme e fez o segundo.

A Locomotiva sentiu demais o golpe e não conseguiu mais atacar. Isso fez com que o alvinegro retomasse o completo controle da partida, para delírio da sua torcida e tristeza - misturada com muita raiva - dos simpatizantes do time amarelo. Jogando na boa, o Osasco ainda teve tempo de fechar a fatura aos 46 minutos, de novo com Marreta, que completou seu hat trick decisivo.


Cobrança de falta a favor dos donos da casa


Chute de longe no ataque da Locomotiva


Bola viajando dentro da área local


Bom ataque do Mauaense pela direita


A comemoração dos atletas do Osasco FC pela classificação

Fim de papo no Rochdale: Osasco FC 3-0 Mauaense. O belíssimo resultado classificou o alvinegro para a semi-final da Segundona Paulista. O adversário direto em busca de uma vaga será o EC São Bernardo, que se classificou no domingo em jogo que também teve a cobertura do JP. Antes disso, teve Copa Paulista na tarde do sábado.

Até lá!

© 2018

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Osasco FC derrota o São José e se aproxima das quartas

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão está na sua reta final e no último final de semana teve duelo importante pelo Grupo 6. No Estádio José Liberatti, o Osasco FC recebeu o São José em busca de encaminhar sua vaga nas quartas-de-final do certame.

Com quatro rodadas realizadas, a Águia do Vale era a líder da chave com oito pontos, enquanto Osasco FC e Itararé tinham sete. Um triunfo dentro no Rochdale colocaria o time da Grande São Paulo com um pé na próxima fase. Já um triunfo joseense o colocaria de forma antecipada entre os oito melhores clubes do campeonato.


Osasco Futebol Clube - Osasco/SP


São José Esporte Clube - São José dos Campos/SP


O árbitro Kleber Canto dos Santos e os assistentes Fausto Augusto Moretti e Fernando Afonso de Melo posam de forma exclusiva para as lentes do blog junto com os capitães dos times

Quem foi ao Rochdale viu um ótimo jogo, principalmente por conta da atuação dos donos da casa. O alvinegro mandou bem demais e praticamente não deu espaços ao São José, que esse ano disputa a última divisão estadual pela primeira vez em 53 anos (a única participação até então havia sido em 1964, quando terminou campeão ainda como o Formigão do Vale).

Antes mesmo do primeiro minuto chegar os locais perderam uma chance absurda nos pés do camisa 7 Luís Fernando. Numa falta pela esquerda, a pelota foi levantada no segundo pau e então sobrou livre pro atleta osasquense na pequena área. Só que a finalização foi bizarra e a bola foi parar na arquibancada.

Aos sete Carlos Gabriel bateu uma falta com muito perigo e obrigou o goleiro Robert a praticar bela defesa. O tempo inicial foi seguindo com o Osasco FC muito superior e aos 32 minutos, em nova cobrança de falta, o zagueiro Vinícius acertou um belíssimo chute de longe e abriu o marcador. O arqueiro joseense falhou no lance ao fazer golpe de vista.


Troca de passes no ataque do Osasco FC


Robert subindo no segundo andar para evitar a cabeçada do camisa 7 osasquense


A feliz fisionomia do ataque do Osasco


Comemoração do segundo gol dos donos da casa

Dez minutos depois o camisa 9 Dieguinho ampliou a vantagem osasquense numa cabeçada fulminante completando um cruzamento da direita. Foi com os 2x0 no placar que o primeiro tempo se encerrou. Uma atuação que encheu os olhos dos (poucos) torcedores que enfrentaram a fria noite no Rochdale.

No tempo final a peleja deu uma caída e a tônica foi a tentativa do São José em pelo menos diminuir o prejuízo. O alvinegro conseguiu se defender sem problemas e ainda ameaçou nos contra-ataques. Ao final dos últimos 45 minutos, o marcador não foi alterado.


Zaga do São José afastando o perigo


Escanteio a favor do onze local


Outra bola alçada dentro da área visitante

O placar de Osasco FC 2-0 São José colocou o onze da Grande São Paulo na liderança do Grupo 6 após cinco rodadas disputadas. O time agora tem dez pontos e três gols de saldo, um gol acima do vice-líder Itararé, que tem a mesma pontuação. O São José caiu para a terceira colocação com oito. Na rodada final, o Osasco só será eliminado com uma improvável combinação de resultados, enquanto a Águia do Vale tem que vencer o Caçula no Martins Pereira.

Como agora o lance é viver na praia, minhas passagens pela capital dependem de uma pequena ajuda dos amigos. Passei a noite na boa me preparando para a jornada dupla do sábado com direito a Copa Paulista e Série B do Brasileiro.

Até lá!