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domingo, 5 de fevereiro de 2006

JP no interior gaúcho

Olá pessoal!

Como prometido, vou continuar o relato da minha viagem pelo sul do país. Saindo do estádio em Itajái, fui até a rodoviária e comprei passagens para a minha nova aventura, depois retornei ao centro para me hospedar e dormir um pouco, afinal ninguém é de ferro. Bom, o roteiro da quinta-feira foi o seguinte: um ônibus Itajaí-Lages e em Lages, outro ônibus até Vacaria onde eu fui assitir a partida do Glória contra o Novo Hamburgo, no Estádio Altos da Glória. Foram quase sete horas de viagem para ver esse jogo do Campeonato Gaúcho, mas valeu a pena.

Chegando lá tive que me hospedar em hotel bem porqueira da rodoviária, pois todos os hotéis da cidade estavam lotado por causa de um rodeio que estava mobilizando a região. Como o meu intuíto era o futebol tive que encarar a parada. Ainda bem que no fim acabei nem precisando dormir por lá, pois acabei pegando um ônibus para Curitiba de noite mesmo.

Finalmente vamos ao grande jogo, cheguei por lá e logo falei com o presidente do Glória, que simpaticamente me autorizou a adentrar o gramado. Antes das fotos oficiais da partida, vale registrar também a fachada do estádio:


Estádio Altos da Glória em Vacaria. Foto: Emerson Ortunho.

Agora sim, as fotos oficiais da partida:


G.E. Glória - Vacaria / RS. Foto: Emerson Ortunho.


E.C. Novo Hamburgo - Novo Hamburgo / RS. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem e capitães da partida. Foto: Emerson Ortunho.

A partida começou muito disputada, o Glória por jogar em casa tentava sempre sair para o jogo, mas o Novo Hamburgo jogova certinho e levava sempre perigo no ataque, tanto que conseguiu abrir o placar numa penalidade máxima.


Novo Hamburgo abre o marcador em penalidade máxima. Foto: Emerson Ortunho.

Depois do gol sofrido, o Glória começou a melhorar na partida e a buscar o empate a todo custo. O jogo ficou bem interessante com ataque fulminantes para os dois lados.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Emerson Ortunho.

Pelo empenho o Glória já estava merecendo o empate ainda no primeiro tempo, e ele veio também e penalidade máxima. Assim, o jogo seguiu empatado para o intervalo.


Gol de empate do Glória também e penalidade. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo a partida infelizmente mudou completamente e ficou horrível. O Novo Hamburgo, nitidamente estava contente com o empate e o Glória sem inspiração nenhuma, nem chegava ao ataque adversário. Ficou aquele jogo truncado no meio-de-campo. Porém, nos poucos ataques do Novo Hamburgo, dava para ver a a defesa do time da casa estava querendo aprontar.

E não deu outra, num contra-ataque rápido, a defesa falhou e o Novo Hamburgo ficou novamente na frente do marcador. Depois do gol o Glória até foi com mais ímpeto para tentar o empate, mas a falta de pontaria dos atancantes acabou decretando este placar: Glória 1 x 2 Novo Hamburgo, e posso dizer que o resultado foi justo, se bem que um empate também cairia bem.

Antes de terminar ainda tenho mais alguns detalhes pitorescos do ligar. Rolou uma preliminar entre dois times locais, onde os jogadores jogaram de bombacha, é brincadeira?


Futebol de bombacha na partida preliminar. Vista da arquibancada coberta antes do público chegar. Fotos: Emerson Ortunho.

É isso, pode parecer loucura para alguns, mas essa foi a minha mini-turnê pelo sul. Um pouco corrida e cansativa, mas estremamente agradável. É coisa para quem gosta de Jogos Perdidos mesmo, para quem nunca fez isso, eu recomendo.

Abraços!

Emerson

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

A História pré-JP, volume 12: Magical Mystery Tour no Sul 2004 (parte 2 de 6)

Fala pessoal!

Depois do Natal, e seguindo agora com a segunda parte das epopéias que fiz em 2004 pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vamos com a minha última escala de jogos em Porto Alegre e redondezas. Depois da epopéia que vivi para ver o Lami, e depois ir até o Estádio Olímpico, restou descansar por lá na quinta e na sexta-feira. Tudo para no sábado voltar à ativa e acompanhar outro jogo genial.

O dia era 15 de maio de 2004, e o frio era incrível. Além dos 8 graus centígrados, o tempo ainda deixava como bônus a ventania e a garoa incessante. Sair de casa era loucura, mas era inevitável, dadas as opções de jogos do dia. Fiquei entre um jogo do Cruzeiro de Porto Alegre enfrentando o Brasil de Farroupilha e outro entre o Ulbra, de Canoas e o time do Novo Hamburgo. Bom, depois de muito pensar escolhi o jogo Ulbra e Novo Hamburgo mesmo, já que não tinha visto nenhum dos dois times.


Ingresso do jogo entre Ulbra e Novo Hamburgo, no dia 15 de maio de 2004. Quase não fiquei com o ingresso, mas depois de muita chiadeira consegui essa peça para a coleção. Reprodução: Fernando Martinez.

Dessa vez a Van foi comigo, devidamente agasalhada, com gorros, meias extras e moletons a esmo. Para chegar no estádio da Ulbra, que fica na cidade de Canoas (mais ou menos como se fosse São Caetano daqui de SP), pegamos o trem (que eles lá chamam de metrô), andamos bastante até descer na estação de Canoas e lá esperamos um ônibus que nos levou direto para dentro da Universidade Luterana do Brasil. Lá dentro é bem fácil chegar ao estádio, e quando chegamos senti uma leve sensação de dever cumprido.

Seguindo no mesmo esquema do jogo do Lami, não tinha meia-entrada lá e nem davam o ingresso como recibo para os torcedores. Dessa vez não fiquei quieto e os importunei direto para garantir meu direito. Só depois de falar que era de São Paulo e que iria denunciá-los consegui o recibo. Valeu a luta! Quando entramos vimos que o estádio ainda estava em reformas para ampliação do mesmo. Hoje em dia, pelas imagens de TV, vi que ele já está todo completinho. É um dos mais legais que já fui.

Mas o ponto alto no começo foi a entrada das duas equipes em campo.


O time do Ulbra cumprimenta os torcedores no seu estádio. Foto: Fernando Martinez.


Time do Novo Hamburgo adentrando o gramado do estádio da Ulbra. Foto: Fernando Martinez.

Pena que na época ainda não entrava em campo todas as vezes para tirar as fotos dos times posados, até desestimulado por tanta frescura do pessoal dos clubes de lá, mas é uma pena mesmo assim. Vale registrar que ninguém tem a Ulbra na Lista, e a Van tem... engraçado! O jogo foi muito bom, e mostrava que os dois times tinham equipes muito parelhas e com bastante qualidade. O time da Ulbra em 2004 foi até Vice-Campeão estadual, perdendo a final, nesse mesmo estádio, para o Internacional. Isso depois de eliminar o Grêmio nas semifinais. Não foi à toa.

A Ulbra marcou seu primeiro gol ainda no primeiro tempo, e levou o jogo para o intervalo com o placar parcial de um a zero. destaque para a torcida do Novo Hamburgo que esteve presente em ótimo número por lá e para o vento, que estava fazendo a curva bem aonde estávamos na arquibancada. Olha, foi um dos maiores frios que passei num estádio.


Escanteio que originou o primeiro gol da Ulbra no primeiro tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, até motivado pela torcida presente, o time do Novo Hamburgo veio para o tudo-ou-nada e empatou a partida. Ainda teve chances para marcar o segundo gol, mas depois a Ulbra recuperou as forças, marcou dois a um e levou o placar assim até o final. Final de partida com Ulbra 2-1 Novo Hamburgo. Foi um dos jogos mais legais que já vi na vida.


Detalhe da partida entre Ulbra e Novo Hamburgo válida pelo Gauchão de 2004. Foto: Fernando Martinez.

Na hora de ir embora ainda fomos no Museu de Carros Antigos que existe lá na Ulbra. Fantástico! Todos que puderem tem que dar uma passadinha por lá. Enfrentando um frio maior ainda, voltamos (no escuro) pelo mesmo caminho da ida. No mesmo ônibus, e no mesmo trem para voltar ao centro de Porto Alegre.


Numerada ensolarada da Ulbra, a Universidade Luterana do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

No dia seguinte, último dia da viagem até lá, a imprensa me impediu de assistir a premilinar do jogo Grêmio e Botafogo/RJ, que foi entre os times de juniores do Grêmio e do Esportivo de Bento Gonçalves, já que nada foi divulgado. Mas fiz minha parte de Doente e fui acompanhar o jogo de fundo. Dessa vez fiquei na geralzona do Estádio Olímpico, e vi a insanidade dos seus torcedores mais fanáticos de perto.

Nada parecido acontece aqui em SP, isso eu admito. Os caras lá são insanos por completo. Sobre o jogo, vi uma das partidas que fizeram o Grêmio jogar a Série B desse ano. O Botafogo começou melhor e abriu dois a zero no placar, fácil, fácil. Só que no final bobeou e o Grêmio ainda arrancou o empate. Final de jogo: Grêmio 2-2 Botafogo/RJ.


Detalhe do jogo entre Grêmio e Botafogo/RJ pelo Brasileiro de 2004. E um grande detalhe do belo Estádio Olímpico. Foto (mesmo sendo de longe): Fernando Martinez.

Depois fui direto do Olímpico para o aeroporto pegar o meu vôo para São Paulo e me preparar para a segunda parte da epopéia à Região Sul, que aconteceria em duas semanas, com escala em Florianópolis e Balneário Camboriú, e com jogos especiais na agenda. Mas isso fica para o próximo capítulo.

Até lá

Fernando