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sábado, 14 de maio de 2016

Ponte Preta joga pro gasto e elimina o Genus da Copa do Brasil

Texto: Fernando Martinez; Fotos: Fernando Martinez e Luciano Claudino


Depois de colocar o Parnahyba e o Santos do Amapá na Lista, a quinta-feira reservou a chance de ver o terceiro time novo na disputa da Copa do Brasil da atual temporada, algo que não acontecia há oito anos. A agenda marcou um duelo entre a Ponte Preta e o genial Sport Club Genus de Rondônia no Estádio Moisés Lucarelli.

Essa é a estreia do onze Genista na história da Copa do Brasil, cortesia do título estadual conquistado em 2015, o primeiro caneco de um time de Porto Velho no rondoniense desde 2002. Na fase inicial da Copa, os auri-grenás surpreenderam e eliminaram o ASA, se credenciando então para pegar a Macaca.



Associação Atlética Ponte Preta e Sport Club Genus de Porto Velho posados em fotos gentilmente cedidas por Luciano Claudino

O fato curioso é que, apesar de ser a primeira visita profissional do clube ao estado de São Paulo, não é a primeira vez que a equipe disputa um campeonato por aqui. Em 2007 o auri-grená da Capital veio jogar a Copa São Paulo, e enfrentou Rio Branco de Americana, Avaí e a própria Ponte, em jogo que teve cobertura do JP. Como eu não participei dessa matéria, não tinha como perder a chance de ver a equipe ao vivo, meu 633º time na Lista.

Fui para a Cidade das Andorinhas com a carona do ressurgido das cinzas $eu Natal, cada vez mais próximo da aposentadoria definitiva e cada vez mais sumido do nosso radar. Junto com ele, a dupla Mílton e Renato também resolveu encarar o frio campineiro para esse insólito joguinho. Na partida de ida, vitória alvinegra pela contagem mínima, e mesmo atuando com um time reserva, a desclassificação era uma hipótese bastante improvável.

O maior destaque - pelo menos para mim - acabou sendo a presença do Genus atuando perto de casa, pois a peleja em si foi bem sem vergonha. Os rondonienses não tiveram absolutamente nenhuma chance de gol durante os 90 minutos e a Ponte jogou só o suficiente para vencer e ir para a terceira fase.

O onze local teve duas boas chances aos 21 e 26 minutos e o gol acabou saindo aos 32. Matheus Jesus marcou seu primeiro tento como profissional em belo chute de fora da área. Foi com o magro placar de 1x0 que o jogo chegou ao seu intervalo. No segundo tempo a Macaca continuou senhora absoluta das ações ofensivas.


Escanteio a favor da Macaca no começo do jogo


Ataque ponte-pretano pela direita, sob a marcação da zaga rondoniense


Atleta do Genus tentando armar jogada ofensiva


Rara aparição do time visitante no campo de ataque

Aos 23 minutos a Ponte Preta fez o segundo com outro jogador vindo da base: Léo Cereja. Após ele chutar de longe, o goleiro do Genus deu rebote e ele mesmo apareceu para completar. Cinco minutos depois Matheus Jesus foi derrubado dentro da área. Pênalti para os paulistas.

Apesar da torcida ter gritado em peso o nome de Roger - artilheiro do Paulistão jogando pelo Red Bull com 11 gols - a cobrança ficou por conta do contestado Wellington Paulista. Cheio de firula na hora de bater, ele deslocou Alysson e colocou a pelota no canto direito.


Reinaldo, camisa 6 da Ponte, em lance pela esquerda


Léo Cereja iniciando a jogada do segundo gol da Macaca


Carlos Alberto, camisa 8 dos auri-grenás, recebendo passe no campo de defesa


Placar final da partida no Majestoso com a classificação da Ponte para a terceira fase da Copa do Brasil

No fim, o placar final da partida em Campinas ficou em Ponte Preta 3-0 Genus. Na próxima fase da Copa do Brasil os alvinegros irão enfrentar Figueirense ou Sampaio Corrêa. Os catarinenses fizeram 2x1 no Maranhão e o jogo de volta no Sul acontece apenas em julho. Se a avassaladora maioria dos presentes saiu do Majestoso reclamando da vida, para mim o que valeu mesmo foi ver de perto o escrete auri-grená em mais uma chance única para acompanhar um time desse naipe em terras bandeirantes.

Depois da maratona com o absurdo número de dezenove equipes novas vistas no período de um mês, agora o panorama dá uma tranquilizada por aqui. Time novo apenas na Série D, e olhe lá, e um pouquinho depois na Olimpíada. Estaremos de olho.

Até a próxima!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Ainda pela Copinha, JP em Americana

Olá,

Depois de ter assistido a belo jogo Taubaté 0 - 3 Porto, em Taubaté, rumei juntamente com o Emerson em direção à cidade de Americana no Estádio Décio Vitta para acompanhar a segunda partida da rodada dupla válida pela segunda rodada da primeira fase do Grupo S da Copa São Paulo 2007. O jogo em questão foi Ponte Preta x Genus Rondoniense.

Antes de falar do jogo, faço questão de registrar algumas curiosidades envolvendo a equipe de Rondônia. Chegando ao vestiário, notei que no escudo estampado na camisa de jogo, o qual foi fotografado, consta o nome SC Genus de Porto Velho e não SC Genus Rondoniense como consta no regulamento da competição. Ao perguntar a um dos componentes da Comissão Técnica, fui informado que o nome oficial foi alterado, só não entendi então porque no regulamento ainda consta o nome antigo.


Escudo do Genus de Porto Velho e não do Genus Rondoniense. Foto: Orlando Lacanna.

Ainda na linha das curiosidades, perguntei o significado da palavra "genus" e, recebi como resposta que se trata de uma palavra em latim e que significa "família". Confesso que não consegui confirmar se a resposta tem procedência ou não. Fica aqui o pedido aos nossos amigos internautas para que se alguém souber de algo sobre o significado e a origem da palavra, por favor, nos informe. O JOGOS PERDIDOS agradece. Voltando ao jogo, começo apresentando as equipes e o quarteto de arbitragem nas fotos abaixo:


AA Ponte Preta (sub-19) - Campinas/SP. Foto: Emerson Ortunho.


SC Genus Rondoniense (sub-19) - Porto Velho/RO. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emerson Ortunho.

A partida começou de forma surpreendente, com o Genus abrindo o placar logo aos 3 minutos por intermédio de Fabrício em cobrança de pênalti. Não deixou de ser uma surpresa, pois os rondonienses vinham de uma goleada contra de 8 a 0. A Ponte Preta não se acertava em campo, mas mesmo assim o Genus foi recuando chamando a "Macaquinha" para seu campo de defesa e, para piorar as coisas, teve um jogador expulso por volta dos 25 minutos.


Surpresa em Americana! O Genus abre o marcador aos 3 minutos. Foto: Orlando Lacanna.

Essa expulsão complicou ainda mais a vida do Genus, que já apresentava desgaste físico. Em seis minutos, o time de Campinas virou o jogo com gols de Gercimar e Diego Lima aos 37 e 43 minutos respectivamente, levando para o intervalo o resultado de 2 a 1 a favor, mesmo não jogando bem.


Ataque perigoso da Ponte Preta, que lutava para virar o placar. Foto: Orlando Lacanna.


No finalzinho do primeiro tempo a Macaca consegue a suada virada no placar. Foto: Orlando Lacanna.

A etapa derradeira começou e terminou de forma arrastada, pois o Genus teve mais um atleta expulso ficando sem forças para atacar e, a Ponte Preta jogava em ritmo de treino com muita firula, gerando sonolência geral nos espectadores.


Ataque do Genus no segundo tempo da partida, tentando melhor resultado. Foto: Orlando Lacanna.


Ataque da Ponte tentando aumentar o placar em Americana. Foto: Orlando Lacanna.

Para quebrar um pouco a monotonia, ainda tivemos mais dois golzinhos marcados pelos campineiros por intermédio de Vanderlei e Ezequiel aos 29 e 32 minutos, fechando o placar de Ponte Preta 4 - 1 Genus Rondoniense.

Ao final da partida, ficou clara a diferença de condições entre uma equipe e outra, embora o Genus tenha mostrado alguma condição técnica, mas peca pela inexperiência e pela falta de maior preparo físico. Quanto a Ponte Preta, vai enfrentar uma parada dura no próximo domingo, jogando contra os donos da casa, o Rio Branco, decidindo a vaga à próxima etapa.

Depois do apito final, o Emerson e eu retornamos para São Paulo trocando idéias e fazendo planos para os futuros jogos da Copinha a serem cobertos pelo JOGOS PERDIDOS.

Abraços,

Orlando