Texto e fotos: Fernando Martinez
Com muito calor, o domingo reservou uma cobertura sempre bem-vinda do Campeonato Brasileiro Feminino nas páginas do JP. Sem a dor nas costas que me atrapalhou na maior parte do mês, caí da cama cedinho e fui até a Arena Barueri conferir de perto Palmeiras x Juventude, confronto válido pela penúltima rodada da primeira fase.
O alviverde, já classificado para as quartas de final, estava na terceira posição antes da rodada, enquanto o Juventude ocupava a 15ª posição, com apenas 10 pontos. Apesar da campanha ruim, a equipe gaúcha deve se manter na elite em 2027, pois não acredito que a dupla Vitória e América/MG, ambas com sete pontos, consiga ultrapassá-la. Não cair é uma grande conquista.
Eu decidi ir nesse jogo pois descobri, no começo do torneio, graças ao aplicativo Futbology, que faltavam quatro equipes para ver todas da Série A1 do nacional feminino com seus elencos principais: Juventude, Mixto, Fluminense e Botafogo. O Mixto eu consegui ver no Canindé contra o Corinthians. O Juventude saiu da lista de pendências em Barueri (aliás, tinha visto o clube em ação somente uma vez, no Brasileiro sub-20 de 2022, contra o Avaí/Kindermann). Já a dupla carioca eu só vi na base. Talvez consiga ver o Flu ainda este ano, enquanto o Bota vai ficar em aberto, pois ele deve ser rebaixado.
Palmeiras e Juventude posados antes do jogo válido pela penúltima rodada da primeira fase do Brasileiro Feminino

A árbitra Samia Kelle de Amorim Alves (RJ), as assistentes Veridiana Contiliani Bisco (SP) e Izabele de Oliveira (SP) e a quarta árbitra, também paulista, Jessica Aparecida Milani
Livre, pelo menos por enquanto, da dor que vem me acompanhando desde o começo de agosto, decidi que faria o caminho a pé da Estação Jardim Belval até o estádio. Só que a tenebrosa Via Mobilidade estragou os planos, e fui obrigado a ir de táxi em virtude da operação tartaruga feita pela concessionária. Tudo bem, acontece nas melhores famílias. No fim, cheguei cedo, de boa e com tempo de fazer todos os trâmites sem pressa.
Fui acompanhar o ataque local no primeiro tempo e não me arrependi. O Palmeiras ocupou o campo de defesa do Juventude, e o que se viu foi um monte de chances de gol para as mandantes. A goleira Thaís Amorim fez pelo menos três ótimas defesas, mas não foi capaz de impedir o gol de Gláucia. A camisa 9 acertou um belo chute da direita e encobriu a arqueira. Não sei se ela chutou direto ou cruzou. O que sei é que foi um golaço.
Na etapa final, o astro-rei deixou o campo sem nenhuma sombra, então fui acompanhar o restante do duelo nas tribunas da Arena. Lá do alto, vi o Juventude chegar mais vezes dentro da área palmeirense, nenhuma com sucesso. Quem se destacou foi a atacante Bia Zaneratto. Aos 17, ela finalizou e Thaís Amorim falhou. Aos 24, ela completou um cruzamento da direita e anotou o terceiro. Mais oportunidades foram criadas sem que o marcador fosse alterado novamente.
O Palmeiras tomou as rédeas da partida desde os primeiros momentos
Detalhe do gol e a comemoração de Gláucia no primeiro gol da manhã
Apesar da pressão, o alviverde ficou apenas no 1 a 0 na etapa inicial
No segundo tempo, seguiu a pressão mandante

Bia Zaneratto completando de cabeça para as redes no terceiro gol do Palmeiras
O tranquilo resultado positivo manteve e confirmou a terceira posição para as alviverdes, independentemente do que acontecer na última rodada. O clube tem 35 pontos e não conseguirá ficar à frente de Corinthians e São Paulo, os dois primeiros, nem ser ultrapassado pela Ferroviária. O Juventude segue em 15º e com poucas chances de ser rebaixado.
Até a próxima!
Ficha Técnica: Palmeiras 3-0 Juventude
Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Samia Kelle de Amorim Alves/RJ; Público: 274 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Brena Carolina e Núbia; Gols: Gláucia 17 do 1º, Bia Zaneratto 17 e 24 do 2º.
Palmeiras: Matascha; Ana Guzmán, Poliana, Giovanna Campiolo e Andressinha (Melanie Chirinos); Brena Carolina, Espinales (Duda Santos) e Bia Zaneratto; Tainá Maranhão (Ana Flávia), Emily Assis (Ana Guimarães) e Gláucia (Nicoly). Técnica: Rosana Augusto.
Juventude: Thaís Amorim; Bell Silva, Grazi, Joiceane Scatola e Carla Cruz; Limpia Fretes, Carol Ladaga (Paloma Lemos), Leka (Laurinha) e Baião (Tefinha); Maíza Piovezan (Loirão) e Marussi (Núbia). Técnico: Luciano Brandalise.













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