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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Mauaense derrota o Barcelona na estreia da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo com a FPF judiando do torneio a cada ano que passa, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão ainda é o estadual mais legal que temos por aqui. No último domingo emendei uma rodada dupla com jogos da competição iniciando os trabalhos com um dos preferidos da casa, o forte Barcelona Capela. O Elefante recebeu o Grêmio Mauaense no Estádio Nicolau Alayon, novamente sua casa em 2021, em busca de uma estreia de respeito.

Podemos enumerar uma série de fatores que comprovam que a federação não liga muito para a Segundona: a teimosia injustificável em deixar apenas atletas sub-23, a falta de cota aos participantes na fase inicial, o atraso para o começo do certame e o calendário vergonhoso de dois meses (!) de duração, entre outros. Claro que os clubes são cúmplices desses absurdos, mas a entidade podia fazer uma forcinha e deixar tudo mais atraente.

O negócio é tão feio que sinceramente eu não sei como 30 equipes participam do campeonato. Não sei como um clube de futebol consegue se manter com tantos custos e tantas obrigações com a pandemia ainda comendo solta. Tirando poucos que sei que contam com parcerias, nos demais não dá para saber de onde vem o dinheiro. Bom, até dá em alguns casos, só que essa não é a nossa alçada. O que compete a nós é falar sobre as camisas dançando pelos gramados.

Os 30 times estão divididos em cinco grupos com seis integrantes cada. Barcelona e Mauaense estão no Grupo 4 com Flamengo, Paulista de Jundiaí, Guarulhos e o estreante Colorado de Caieiras. O Barcelona disputa a Segundona pelo sétimo ano seguido e, como nos outros anos, o fato de estar em campo já é a grande vitória. Duvido que se classifiquem, então o esquema é acompanhar o que puder durante a primeira fase.




Na base da carona, as fotos oficiais dos times e da arbitragem com os capitães, algo que sumiu das páginas do JP durante a pandemia

Tive a companhia do amigo Mário na sessão futebolística e direto das cabines de imprensa da Comendador Souza, não vimos um jogo bom. Aliás, era o tipo de partida que se saísse um golzinho só a gente já ficaria satisfeito. Saíram dois. O Barcelona, jogando com um uniforme igual ao do Real Madrid (!), sofreu pressão e viu o Grêmio quase anotar em chance aos 14 minutos. A bola bateu na trave.

Depois desse lance foram vinte minutos de pasmaceira. Pelo menos serviu para atualizar com o amigo, torcedor símbolo do SC Atibaia. O Barça melhorou na reta final com um belo chute aos 35 que tirou tinta da trave e um ataque pelo meio aos 44 que terminou com a reclamação de pênalti não marcado. No intervalo, bastante calor e um sofrido 0x0.






Lances da etapa inicial de Barcelona x Mauaense. Detalhe do Barcelona jogando com uniforme idêntico ao Real Madrid. Não faz muito sentido

Eu tive que apelar aos Deuses do Futebol pelo Twitter pedindo um gol pois a expectativa era a pior possível. Eles estavam de olho na rede social e me atenderam quase instantaneamente. Ueslei roubou a bola de um zagueiro local na esquerda, entrou na área e rolou até Vinícius Oliveira. O camisa 7 tocou sem dificuldade e abriu o placar no Nacional.

O gol não fez a partida subir de qualidade, porém pelo menos tirou o incômodo gosto do "ocho" da garganta. Jogando na boa e sem sofrer, o Mauaense ampliou aos 27, de novo com Vinícius Oliveira. O Elefante seguiu sem inspiração e criou apenas um bom momento. Quando o relógio marcava 44 minutos, Diego completou bom cruzamento da esquerda e Ricardo fez milagre à queima-roupa.






Na etapa final a peleja não melhorou muito, porém o Mauaense acertou o pé e marcou duas vezes com Vinícius Oliveira


Placar final de um jogo que foi abaixo do esperado mas que teve resultado justíssimo

Fim de papo no Alayon: Barcelona 0-2 Mauaense. A agremiação da Zona Sul paulistana chega na sua 12ª temporada no profissionalismo e dá para cravar que pela 12ª vez provavelmente não vão passar de fase. Tudo bem, como disse no começo, o maior troféu é a participação. Que sigam assim por muitos anos apesar das dificuldades. Sobre a Locomotiva, confesso que não gostei do futebol apresentado, mas vamos aguardar o decorrer da competição.

Saí do Nacional e fui bater aquela xepa esperta em uma lanchonete perto dali. Sem tempo a desperdiçar, resolvi, junto com o jovem atibaiense, pegar um Uber até a cidade de Guarulhos. Tinha time novo, o terceiro na semana, para colocar na Lista.

Até lá!

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Ficha Técnica: Barcelona 0x2 Mauaense

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Antônio Carlos Santana; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Breno, Caíque, Moraes, Jefferson; Gols: Vinícius Oliveira 3 e 26 do 2º.
Barcelona: Ruan; Breno (Diego), Kaíque Militão, Danilo e Moraes; Sampaio, Gabriel (Jefferson) e Jacaré; Caíque (Thiago Brasil), Alemão e Luan. Técnico: Mateus Silva.
Mauaense: Ricardo; Birigui, Higor, João Vítor e Ayran; João Lucas, Vinícius Oliveira (Queven), Thiaguinho (Alexandre) e Renan Dias; Ueslei e Bruno Brenner. Técnico: Zé Roberto.
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Corinthians sub-20 volta a vencer com goleada no Dragão pelo Brasileiro

Texto e fotos: Fernando Martinez


O final de semana foi cheio e cansativo como há muito não se via. Comecei as coberturas no sábado com novo compromisso do Corinthians no Campeonato Brasileiro sub-20. O time recebeu o Atlético/GO no Estádio Alfredo Schurig. A Segundona começou no mesmo horário, porém resolvi ver o escrete mosqueteiro em campo. Confronto do 18º contra o 19º colocados e duas das três piores defesas.

A campanha alvinegra começou abaixo da crítica e a primeira vitória saiu apenas na sexta rodada, um 3x0 em cima do América Mineiro. Alternando a agenda com a disputa do estadual, a equipe melhorou o retrospecto, mas antes do duelo contra o Dragão vinha de quatro jogos sem vencer. A expectativa corintiana é engatar uma quinta marcha com várias partidas seguidas contra adversários da parte de baixo da tabela, começando pelo clube do Centro-Oeste.



Não sei como, mas o fotógrafo corintiano resolveu dessa vez fazer a foto oficial da equipe. Milagre. Na segunda imagem, capitães de Timão e Dragão com os árbitros

É, só que os donos da casa não começaram nada bem. O Atlético foi melhor durante boa parte da etapa inicial e não marcou por azar. O primeiro momento de destaque aconteceu aos 11 e aos 20 os atacantes jogaram fora uma chance de ouro. A zaga conseguiu salvar e a bola ainda bateu na trave. O Corinthians não criava e não chegava. Quando conseguiu um bom lance, saiu o gol. Arthur Sousa foi lançado de forma primorosa, entrou na área e chutou forte.

O Dragão, que já não estava fazendo a apresentação mais brilhante da história, se entregou e a partir de então, só deu Corinthians. Antes dos dez minutos da segunda etapa o triunfo já estava garantido. Aos três, como dificilmente vemos no futebol profissional de hoje, Murillo completou escanteio de cabeça e fez 2x0. O terceiro saiu dos pés de Keven Vinicius. O atleta recebeu e mandou um belo tiro colocado de fora da área no canto esquerdo. Cauê deu números finais à peleja aos 24 minutos.





Lances do primeiro tempo de Corinthians x Atlético/GO. O Dragão foi melhor, mas o alvinegro que marcou


No primeiro lance de perigo da etapa final, Murillo fez de cabeça o segundo tento local


O Atlético tentou responder, porém sentiu o 2x0 sofrido


A bola estufando a rede de Breno no belíssimo gol de Keven Vinicius, o terceiro do Corinthians


Aos 24, Cauê, meio sem querer, completou cruzamento da esquerda com o joelho e fez o quarto gol paulista


O placar de 4x0 marcou a maior vitória corintiana no sub-20 na temporada 2021

O resultado de Corinthians 4-0 Atlético/GO foi o maior triunfo alvinegro no sub-20 em 2021 até aqui e melhorou um pouco a situação do clube. Pensar na classificação ainda é bem difícil, mas pelo menos se continuarem somando pontos contra os times da metade de baixo da tabela, quem sabe isso não seja palpável no futuro. Agora, que o cenário melhorou, não há como negar.

Após o apito final retornei ao QG sem pressa e na boa. Fiquei o restante do sábado sem muita agitação pois o domingo prometia. Depois de quase dois anos e meio, uma rodada tripla estava programa com estreia na Segundona na parada.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 4x0 Atlético/GO

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Léo Maná, Gabriel, Marcos Vinicius, Thiago; Gols: Arthur Sousa 38 do 1º, Murillo 3, Keven Vinicius 7 e Cauê 24 do 2º.
Corinthians: Alan Gobetti; Léo Maná (Daniel Marcos), Lucas Belezi, Murillo e Reginaldo; Luis Mandaca (Cauan da Mata), Riquelme, Guilherme Biro (Pedrinho) e Keven Vinicius (Wendell); Cauê (Giovane) e Arthur Sousa (Matheus Araújo). Técnico: Diogo Siston.
Atlético/GO: Breno; Renan, Michel, Gabriel e Jonathan (Odair); Thiago (Kleberson), Jean, Isaac (Maurício) e Marcos Vinicius (Marcos Daniel); Daniel (Kevin) e Samuel (Índio). Técnico: Rogerio Correa.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Goleada palmeirense contra a Desportiva Paraense no Allianz

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechei a rodada dupla de quinta-feira com minha segunda incursão na Copa do Brasil sub-17. Por cortesia do sorteio, o Palmeiras, segundo paulista que joga o torneio, atuou no Allianz Parque e recebeu a genial Desportiva Paraense em busca de um lugar nas oitavas de final. Um daqueles jogos que não tinha como ficar de fora.

Iniciei os trabalhos com o triunfo do Ibrachina de virada em cima do Red Bull Bragantino e graças a uma alteração recente da CPTM, fui de trem direto da Mooca até a Barra Funda. Estava um calor do cão, então quebrei minha marca de 18 meses sem pisar em um shopping para fazer uma boquinha antes da rodada e aproveitar o ar-condicionado. Descolei um lugar bem afastado de todo mundo e maravilha. De barriga cheia fui ao Allianz conferir o raro duelo.

Os dois entraram na disputa ainda levando em conta a performance de 2019. O Palmeiras por ter sido o vice-campeão paulista e a Desportiva por ter conquistado o título sub-17 em cima do Carajás. Ano passado fizeram campanhas bem diferentes: o escrete do Pará foi eliminado pelo Sport logo na estreia enquanto o alviverde despachou Avaí Rondônia, Jacuipense e Athlético/PR e depois caiu na semi contra o São Paulo.



A Desportiva Paraense entrando em campo com seu belíssimo uniforme e a foto oficial do quart... bom, vocês sabem qual é

Essa foi a segunda vez que acompanhei a agremiação de Marituba ao vivo. Em 2016 estive em Bragança Paulista para a partida deles contra o Bahia pela Copa São Paulo. Fato que não eram nada favoritos atuando na bela cancha paulistana. O que não tinha como esperar era sofrerem uma das dez maiores goleadas da história da competição. O favoritismo palmeirense foi confirmado desde os primeiros movimentos.

A Desportiva simplesmente não viu a cor da bola e foi dominada sem cerimônia pelos locais. O Palmeiras mostrou o cartão de visitas logo aos três minutos com o gol de cabeça do glorioso Canadá. Luiz Freitas ampliou aos sete após passe de Thalys e aos 16 o país mais frio da América do Norte fez o terceiro. O escrete visitante até tentava dar suas escapadas no campo de ataque, porém não tinha sucesso.

Thalys fez o quarto aos 23 minutos e aos 37 Giovani tocou na saída de Carlos e marcou 5x0. Isso sem contar as chances desperdiçadas e a boa atuação de Carlos em duas oportunidades. No intervalo a classificação já estava mais do que assegurada. Restava saber qual seria a atitude dos atletas locais durante o tempo final. Será que diminuiriam o ritmo?


O alviverde não deu espaços à Desportiva Paraense e não demorou para marcar...


O Palmeiras abriu o marcador logo aos três minutos neste lance: gol de cabeça de Canadá


Luiz Freitas recebeu bom passe da direita e ampliou para 2x0 aos sete minutos


Raro ataque visitante na etapa inicial


Investida paulista pela direita do ataque no tempo final

Não diminuíram tanto, mas que a peleja deu uma caída não há como negar. Mesmo jogando na boa, tivemos mais gols. O sexto saiu dos pés de Marquinhos aos 11 minutos depois de belo drible no zagueiro. Canadá completou seu "hat trick" aos 17 com uma cabeçada que encobriu Carlos. De pênalti Daniel fez o oitavo aos 25. A Desportiva não apelou e aos 32 por pouco não fez o gol de honra em tiro pela direita que bateu na trave. Quase no fim, Jhonatan deu números finais ao massacre.


O alviverde começou a segunda etapa no mesmo pique da primeira: atacando


Canadá fez o sétimo palmeirense e seu terceiro na noite neste lance aos 17 da etapa final


A Desportiva Paraense não desanimou e tentou a sorte no campo de ataque algumas vezes, nenhuma com sucesso


De pênalti, Daniel marcou o oitavo tento do Palmeiras


A melhor chance de gol da Desportiva aconteceu em ataque de Tony pela direita aos 32 minutos. Zé Henrique voou e a bola bateu na trave


Placar final do massacre alviverde no Allianz Parque

O Palmeiras 9-0 Desportiva Paraense igualou a maior vitória alviverde na competição, o triunfo contra o Avaí Rondônia em 2020. Não há muito o que ser falado e não ser que a equipe paulista vem como um dos postulantes ao título. O clube da Zona Oeste busca a terceira conquista. Na próxima fase o adversário será o Confiança. Ao pessoal do Pará, a certeza de que fizeram o que puderam e esperamos que levem isso como uma experiência importante para o futuro.

Da minha parte a semana tem sido boa: três jogos, dois times e um estádio novo na Lista e um total de 28 gols marcados. Já deu um belo upgrade na média, pois a sequência do mês de julho e começo de agosto estava uma calamidade. Vamos ver se o panorama continua assim.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 9x0 Desportiva Paraense

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Robert, Wendell; Gols: Canadá 3, Luiz Freitas 7, Canadá 16, Thalys 23 e Giovani 37 do 1º, Marquinhos 11, Canadá 17, Daniel (pênalti) 25 e Jhonatan 43 do 2º.
Palmeiras: Zé Henrique; Robert, Mina, Gabriel Vareta e Pedro; Léo (Jota), Luiz Freitas (Jean Carlos) e Giovani (Marquinhos); Daniel (Jhonatan), Thalys (Allan) e Canadá (Wendell). Técnico: Orlando Ribeiro.
Desportiva Paraense: Carlos; Paulinho (Gabriel), Vigia, Belém e Esquerdinha; Juan, Ivanei (Pablo), Murilo (Henry) (Pedro Thomaz) e Vinícius; Leílson (Toni) e Juninho (Kajipok). Técnico: Pablo Lima.
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Virada monstro do Ibrachina contra o RB Bragantino no Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira teve rodada especial do Campeonato Paulista sub-20 aqui no JP. Tive o prazer de colocar um novo time da Lista, o 719º. O Ibrachina Futebol Clube Ltda é a mais nova agremiação da capital bandeirante e recebeu no seu estádio, a Ibrachina Arena, o Red Bull Bragantino pela terceira rodada da primeira fase.

Quase ninguém ouviu, claro, falar deles e acho que vieram para ficar (pelo menos enquanto a torneira está aberta). O nome da vem do "Instituto Sociocultural Brasil-China", instituição fundada em 2018 com o objetivo de "integração entre as culturas e os povos do Brasil, da China e de outros países que falam português". A equipe nasceu em setembro de 2020 e em 2021 fazem a estreia no sub-20, sub-17 e sub-15.

A Ibrachina Arena fica na Rua Borges de Figueiredo, no bairro da Mooca. O local foi inaugurado em 16 de fevereiro do ano passado, no terreno que ficava o antigo Tênis Place. Quatro quadras de futebol society se transformam no gramado completo. O complexo possui churrasqueiras, lojas esportivas e lanchonetes. Uma construção legal, pena que para quem vai cobrir os jogos seja tudo bastante ruim.


Fachada da Ibrachina Arena, o mais novo estádio da capital paulista



Detalhes da parte interna da "Arena", que na verdade é um espaço para alugar quadras bem ajeitado

Chegar lá é bem fácil. Basta descer na Estação Mooca da CPTM e seguir à direita na Borges de Figueiredo. Dá mais ou menos 1.500 metros. Não é demorado, o problema apenas é fazer o percurso no calor. Na hora que percorri o trajeto a temperatura era de 33 graus e não tinha sombra. Cheguei na cancha derretendo. Tirando esse detalhe, é sossegado.

Falando do torneio, nas duas primeiras rodadas, foram derrotados pelo Juventus e ganharam da Portuguesa atuando em casa. Agora o adversário era um clube de Série A do Brasileiro e um triunfo seria absolutamente especial. O Bragabull somou apenas um ponto e queria afastar a zica. Não esperava muito da peleja e acabei vendo 90 minutos de muita animação.



Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional Brasileiro e a imagem oficial dos árbitros e capitães

O Ibrachina foi um pouco melhor e buscou mais o gol do que os visitantes, mas foi justamente o onze de Bragança Paulista que abriu o marcador aos dez minutos em belo tiro de fora da área de Nathan. Apesar de até criarem um momento ou outro, os donos da casa não chegaram perto do empate. Foi o Braga que teve a chance de ampliar duas vezes nos acréscimos. Uma terminou na trave e a outra do lado de fora da rede.

Vale destacar com detalhes a dificuldade de fazer fotos na Ibrachina Arena. Por conta do calor absurdo, fiquei espremido numa providencial sombra no canto direito. O problema é que a grade é muito ruim e tirar fotos assim complica. Além de tudo, as "cabines" de imprensa são minúsculas. É fato que o local não foi pensado para receber repórteres e fotógrafos. Espero que se toquem disso no futuro.




Lances do início do duelo entre Ibrachina e Red Bull Bragantino. Na terceira foto, detalhe das nababescas cabines de imprensa



O Ibrachina sofreu pressão do onze visitante até o último lance do tempo inicial

Na etapa final a coisa melhorou pois o Ibrachina atacou justamente no gol em que eu estava posicionado. Como eles ficaram o tempo todo ocupando o setor defensivo visitante, consegui salvar o post. A molecada foi para cima, chegou perto do empate e em passe sem muita pretensão esticado no ataque interiorano o árbitro marcou pênalti. Cardoso bateu bem e fez 2x0 aos dez minutos.

A partir daí não restou alternativa ao Ibrachina. O Bragabull recuou e chamou a rapaziada paulistana perigosamente para perto do seu gol. Dez entre dez times fariam o mesmo, mas ficar tomando quase 40 minutos de sufoco nunca é legal. A equipe azul e amarela foi enfileirando oportunidades perigosas, infernizando os zagueiros visitantes. O ex-Massa Bruta foi se segurando como podia.

A pressão deu resultado aos 25 minutos com o gol de Henrique completando escanteio da esquerda. Com o 1x2, a pressão passou a ser ainda maior. Aos 32 o técnico Fabiano Carneiro colocou Kauã em campo. Foi ele o autor o tento de empate quatro minutos depois completando cruzamento da direita. O 2x2 não satisfez a fúria local e os avantes seguiram praticamente dentro da área adversária. Quando o relógio mostrava 50 minutos o milagre aconteceu. Em lance que nasceu todo errado do campo defensivo, a bola chegou até Gabriel Amaral na direita. Ele avançou livre e rolou. Henrique surgiu no segundo pau e tocou de leve. Virada espetacular na Ibrachina Arena.



O gol de Cardoso, o segundo do Bragabull, e a comemoração dos atletas visitantes


Flávio cobrando escanteio dentro da área na busca pelo primeiro gol paulistano


A bola está escondida, mas esse é o lance do primeiro gol do Ibrachina, marcado por Henrique


Aqui o tento de Kauã que deixou tudo igual aos 36 minutos


O Bragabull tomou sufoco nos minutos finais e estava se segurando bem... até o último lance


Placar final da bela partida e grande virada do Ibrachina contra o Red Bull Bragantino

O resultado de Ibrachina 3-2 Red Bull Bragantino registrou um triunfo maiúsculo e merecido dos paulistanos. Como três de cada chave se garantem na segunda fase, a chance de eles estarem lá é enorme. Vamos ver até onde podem chegar. Para o RBB fica o alerta, pois um ponto em três rodadas é pouco pelo poderio do clube. Falando por mim, foi um jogo sensacional, algo que sinceramente não esperava.

Saí da Arena sem demora, pois, tinha sessão noturna no cronograma do JP. Horário de rush é aquela coisa, então fui correndo até a Estação Mooca pegar o trem. O destino era a Estação Barra Funda. Conto isso no próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Ibrachina 3x2 Red Bull Bragantino

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: José Donizete Gonçalves da Silva; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Henrique, Ruivo, Hugo Silva (AT-I), Fabiano Carneiro, Nathan, Itapira, Renan; Cartão vermelho: Wanilton Zambroti (AT-I) 22 do 2º; Gols: Nathan 11 do 1º, Cardoso (pênalti) 10, Henrique 25, Kauã 36 e Henrique 49 do 2º.
Ibrachina: Cainã; Samuel (Flávio), Murilo (Índio), Vitão e Dias; Evangelista, Marlon (Dudu), Pablo (Ruivo) e Breno; Henrique e Matheus (Kauã). Técnico: Fabiano Carneiro.
Red Bull Bragantino: Gustavo; Júlio (Enzo), Renan, Diogo e Bandaró; Nathan, Thiago (Itapira) e Cardoso; Felipe Braga (Breno), Bernabé e Whallyson (Gabriel Amaral). Técnico: Erick Martins.
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