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quinta-feira, 16 de junho de 2016

JP na Argentina 14 (6/9): Noite épica no El Cilindro com Racing x Boca

Texto e fotos: Fernando Martinez


Minha sexta peleja durante a edição 2016 da Magical Mystery Tour portenha foi a realização de um dos meus maiores sonhos futebolísticos em grande estilo. Desde que passei a acompanhar o esporte tinha a vontade de ver um jogo do Racing na sua casa, o magnífico Estadio Presidente Perón, também conhecido como El Cilindro de Avellaneda. No dia 13 de abril tive o privilégio de ver "La Academia" ao vivo pela primeira vez, enfrentando o poderoso Boca Juniors em partida válida pela Taça Libertadores da América.

Sempre tive a quase absoluta certeza que era impossível ver um clássico entre grandes da Argentina. Pela maior competição de clubes do continente então... chance abaixo de zero. Tanto achava isso que nem fui me informar sobre venda de ingressos. Quando acordei na manhã daquela quarta-feira desci e comprei meu exemplar do Olé, uma tradição obrigatória, e ao folhear o diário vi que ainda tinha ingresso disponível e que a venda iria até duas horas antes do apito inicial. Bateu aquele insight maroto e lá fui tentar a sorte.

Tinha na minha cabeça a ideia que Avellaneda ficava bem longe do centro de Buenos Aires, leia-se a Avenida 9 de Julio e o Obelisco, por exemplo. Foi só quando olhei o mapa que notei que não era nada absurdo. Apenas oito quilômetros separam o hotel aonde me hospedei e a casa do Racing. Sem querer arriscar, peguei um táxi e pouco depois já estava na bilheteria do El Cilindro. Não levei mais do que dois minutos para comprar minha entrada, com direito a um sorriso de ponta a ponta do rosto.


Fachada do Presidente Perón. A movimentação em torno do estádio horas antes da peleja era super tranquila


Foi moleza comprar ingresso para o clássico. Nem nos meus sonhos mais malucos eu imaginaria algo assim

Como ainda tinha tempo até o apito inicial fui conhecer a região e pude comprovar como o estádio do Racing fica do lado da cancha do Independiente. Apesar de ter sido inaugurado há pouco, o Libertadores de América não tem nem metade da mística da casa alvi-celeste. Conforme o horário marcado se aproximava a região passou a receber muito mais gente. Vale lembrar que os clássicos na Argentina são disputados com torcida única, então foi sossegado perambular pelos quarteirões próximos.

Exatamente às 19 horas resolvi ir pro meu lugar. Tirando uma pequena muvuca na subida pro anel superior, não tive problema nenhum. E assim como aconteceu no dia anterior quando visitei o Tomás Adolfo Ducó, casa do Huracán, ao entrar na arquibancada senti algo bastante raro nesses meus quase 35 anos de futebol. Sem exagero nenhum, eu fiquei hipnotizado pela atmosfera e pelo fanatismo da torcida local. Algo eletrizante, sensacional, inesquecível. Impossível não se sentir tocado de alguma forma por fazer parte de um espetáculo desse porte. Agora, vale dizer que não há espaço entre as fileiras. Praticamente temos que passar por cima dos que já estão sentados até chegarmos num lugar vazio.

A história do Estadio Presidente Perón vem de longe. Inaugurado em 1950, o El Cilindro começou a ser construído seis anos antes. Originalmente com capacidade para 60 mil pessoas, a praça de esportes abrigou momentos históricos como o primeiro Pan em 1951, a final da Libertadores e da Taça Intercontinental de 1967 e várias decisões importantes do futebol argentino em competições caseiras e internacionais. A mística é enorme e sentimos isso a todo momento. Pena que ele está meio abandonado, mas não por isso a experiência fica menos especial.

Falando do jogo em si, as duas equipes estavam no Grupo 3 da Libertadores da América junto com Bolívar e Deportivo Cali. O Racing era líder invicto com oito pontos e se vencesse se garantiria nas oitavas com uma rodada de antecedência. O Boca estava em segundo com seis e queria vencer pensando em não se complicar na tábua de classificação. Por ter vencido seus dois compromissos em casa por goleada (4x1 em cima dos bolivianos e 4x2 contra os colombianos) e tendo só sua torcida nas arquibancadas apostava alto do escrete local.


Assim como no estádio do Huracán, a casa do Racing também tem sua enorme torre


Desde criança eu queria ver um jogo do Racing no Presidente Perón. É sensacional alcançar uma meta assim


Troca de passes no ataque do Racing


Enquanto Racing e Boca jogavam, algumas crianças preferiam jogar bola em dois campinhos pintados no começo da arquibancada. Nunca tinha visto isso e achei espetacular

Pena que os 35 mil pagantes não viram uma atuação memorável do Racing, longe disso. A Academia a bola nos pés durante a maior parte do tempo nos primeiros 45 minutos, pena que não conseguiu transformar isso em bons momentos. O Boca se segurou e teve um pouco mais vontade... só um pouco. O fato é que a peleja não esteve à altura das tradições dos dois times e nem da competição. Eu não me incomodei, pois estava feliz só de estar presente no El Clindro.

Na etapa final o Boca Juniors se acertou e não deu chances ao Racing. Comandado por Carlitos Tévez, os visitantes ocuparam o campo defensivo adversário e criaram razoáveis momentos. Aos 19 chegaram a marcar, mas o gol de Fabra foi anulado por impedimento. Aos 20, os atletas visitantes pediram pênalti em bola que bateu no braço de Voboril dentro da área... o árbitro nada marcou. O mesmo Fabra teve ótimo momento aos 28, em lance que a zaga tirou.

De tanto insistir, os xeneizes finalmente marcaram as 38 minutos. Gago iniciou a jogava e tocou para Pavón. O atacante cruzou e a bola achou Lodeiro no segundo pau. O camisa 14 recebeu e só teve o trabalho de tocar pro fundo do gol de Sebastián Saja. O Racing ainda buscou fazer aquele famoso abafa nos minutos finais, só que a noite não era mesmo da Academia. A torcida, apesar da frustração, não parou de cantar um minuto sequer. Impressionante.


Ataque do Boca Juniors chutando de longe


Mesmo no anel de cima, a visão do campo é sensacional


Ataque visitante pela esquerda


Mais uma visão geral do Presidente Perón para Racing x Boca na Libertadores 2016

No fim, o placar de Racing 0-1 Boca Juniors colocou o onze azul e amarelo na liderança da chave com nove pontos e ambos se garantiram nas oitavas. O Bolívar teve a chance de tirar a Academia jogando em casa na derradeira jornada e apenas empatou. De qualquer forma, a expectativa de classificação dos dois argentinos se confirmou até que de forma bastante tranquila. O Boca pegou o Cerro Porteño e o Racing enfrentou o Atlético Mineiro.

Após o jogo, só pra variar, fiquei um tempão esperando a praça de esportes esvaziar curtindo cada segundo que faltava dentro do El Cilindro. Além de não saber quando voltarei lá, essa também seria a minha última noite em Buenos Aires durante a Magical Mystery Tour 2016. No dia seguinte empacotei minhas coisas e me mandei para Montevidéu com a intenção de continuar a saga no estrangeiro. Porém, tirando as primeiras horas no Uruguai, tudo que tinha planejado foi por água abaixo e a viagem tomou um rumo totalmente diferente. Falarei sobre no próximo post.

Até lá!

© 2019

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

As Sereias eliminam o Boca na Semi-final da Libertadores Feminina

Olá,

Depois da classificação das chilenas do Everton para a grande final da Libertadores da América Feminina, agora era a vez de um dos maiores clássicos sul-americanos definir a segunda vaga. Santos e Boca Juniors entraram em campo na Arena Barueri dispostos a fazer história.

Tive o prazer de fazer as fotos oficiais da partida, agora disponibilizadas para os leitores do JP:


Santos FC (feminino) - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Boca Juniors (feminino) - Buenos Aires (Arg). Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida e capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

As Sereias da Vila defendiam uma invencibilidade na história da competição, contando também com a edição 2009. Até o apito inicial, eram 10 jogos e 100% de aproveitamento. O Boca Juniors, disputando pela primeira vez o torneio, tinha uma parada duríssima pela frente.

Mas embora o favoritismo fosse todo do time brasileiro, não vimos essa vantagem refletida em campo durante os primeiros 45 minutos. O primeiro tempo foi bastante truncado, e a equipe argentina mostrou uma grande capacidade defensiva, anulando completamente as ótimas atacantes alvinegras.


Cobrança de falta da jogadora Thaís pela direita do ataque santista. Foto: Fernando Martinez.


Chute torto de Maurine que foi parar em cima do periodista que vos escreve. Foto: Fernando Martinez.

Somente por duas vezes o Santos chegou com perigo ao gol do Boca, uma delas em chance da camisa 11 Cristiane. Mas o gol não saiu, e a partida chegou ao seu intervalo sem a abertura do placar. Logo quando a árbitra Sirley Conejo trilou seu apito, começou a chover em Barueri. Optei por sair do campo de jogo e ir para as cabines de imprensa, já que tomar chuva não é algo que eu ache tão legal assim.


Troca de passes no ataque do onze alvinegro. Foto: Fernando Martinez.

E o tempo final chegou com o onze santista ainda não conseguindo furar o bloqueio defensivo do Boca Juniors. O time brasileiro demonstrava certo nervosismo por não conseguir apresentar seu melhor futebol. Por volta dos 25 minutos, já estava achando que veria mais uma disputa de pênaltis na Arena. Mas a estrela santista brilharia aos 29 minutos.


Cruzamento da direita interceptado pela zaga do Boca Juniors. Foto: Fernando Martinez.

Numa falta boba feita por uma zagueira argentina na entrada da área, o Santos teve a chance que esperava. Como não estava dando certo com a bola rolando, quem sabe não daria certo com uma bola parada? E a bela jogadora Maurine bateu a falta com perfeição, colocando a pelota no canto esquerdo da goleira argentina e fazendo a festa da torcida presente no estádio.


Detalhe da cobrança de falta que originou o primeiro gol do Santos. Foto: Fernando Martinez.

Sem tempo de deixar o Boca respirar, as Sereias ainda fizeram o segundo gol quatro minutos depois, com a jogadora Suzana aproveitando confusão na área e chutando firme para fazer seu segundo gol na competição. Com 2x0 contra, as argentinas não tiveram forças de buscar melhor sorte durante os minutos finais.


Aqui, o exato momento em que Suzana se preparava para chutar a bola e marcar o segundo gol do time brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santos 2-0 Boca Juniors. As Sereias, confirmando o 100% de aproveitamento na competição, garantiram vaga para jogar a final da competição contra as chilenas do Everton. No jogo, disputado no domingo, um gol de falta da mesma Maurine, a salvadora da semi-final, deu o bi-campeonato para a equipe brasileira. Um feito histórico!

Mas para mim fica um saldo negativo da competição, em virtude da bagunça e a latente má-vontade instaurada na organização local e da Confederação Sul-americana nessa Libertadores. Assim como aconteceu na edição 2009, jogos foram tranferidos de local sem que ninguém soubesse, o site da Conmebol (que é uma piada de mau gosto em vários sentidos) deu notícias esporádicas e mal-feitas a respeito das partidas, e a plateia das pelejas foi basicamente composta por convidados e mais convidados de todos os órgãos envolvidos, ao invés de termos uma divulgação para que o público se fizesse presente nas arquibancadas. Será que algum dia esse torneio será REALMENTE levado a sério pelas autoridades?

Bom, indignações à parte, após a rodada dupla, saí da Arena com os amigos Colucci e Raul para mais uma pizzada perto do estádio. Momentos assim que melhoram nosso astral!

Até a próxima!

Fernando

sábado, 16 de outubro de 2010

Everton e Boca Juniors nas semi-finais da Libertadores Feminina

Opa,

O feriado do último dia 12 de outubro foi perfeito para que eu pudesse acompanhar a decisão do Grupo B da Libertadores Feminina. No primeiro jogo do dia, as chilenas do Everton enfrentaram as argentinas do Boca Juniors na Arena Barueri.

O Everton já estava classificado, e com um empate garantiria o primeiro lugar da chave, fugindo do Santos na semi-final. Já o Boca também precisava de apenas um ponto para garantir seu lugar na fase seguinte. Caso perdesse, a Universidad Autonoma de Asunción teria que vencer seu jogo - o segundo do dia - por goleada. Mas antes da partida, consegui as fotos oficiais das equipes e do trio de arbitragem:


CD Everton (feminino) - Viña del Mar (Chi). Foto: Fernando Martinez.


CA Boca Juniors (feminino) - Buenos Aires (Arg). Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

E não vimos um bom jogo no gramado da Arena Barueri. Os times passaram a maior parte da primeira etapa se estudando e sem criar muitas chances de gol. O tempo custou a passar, e nas poucas vezes em que tivemos emoção, as chances foram iguais para os dois lados. O intervalo chegou sem a abertura do marcador.


Goleira chilena fazendo boa defesa dentro da área. Foto: Fernando Martinez.


O Boca tentou atacar sempre pelo alto durante o primeiro tempo... mas todos os lances foram neutralizados pela arqueira do Chile. Foto: Fernando Martinez.

Para o segundo tempo fui conferir o jogo das cabines de imprensa do estádio e o Everton passou a levar muito mais perigo, sem que um eventual "jogo de compadres" pudesse ser evidenciado até então. O melhor futebol das chilenas foi premiado com o gol da jogadora Arias aos 20 minutos, após um belo contra-ataque da equipe.


Jogadora do Everton estirada no gramado da Arena Barueri. Foto: Fernando Martinez.

O gol foi motivo de festa para algumas torcedoras paraguaias que estavam nas tribunas de honra da Arena. O Boca parecia não ter forças para chegar novamente à igualdade. Mas aos 31 minutos, numa isolada jogada de ataque da equipe, o placar ficou novamente empatado. Após cobrança de escanteio pela esquerda, a jogadora Gómez apareceu como um raio no meio da zaga do Everton e cabeceou sem chance nenhuma de defesa. O resultado agora era bom para todos.


Ainda em lance da primeira etapa, as argentinas consagraram a goleira do Everton, sempre precisa na saída do gol. Foto: Fernando Martinez.

Os 15 minutos restantes não tiveram quase nenhuma emoção, e os dois times estavam felizes com o resultado obtido. Final de jogo: Everton (Chi) 1-1 Boca Juniors (Arg). O resultado classificou as chilenas em primeiro para enfrentar o Deportivo Quito nas semi-finais e o Boca para jogar contra a forte equipe do Santos.

Mas o dia de futebol ainda não tinha acabado na Arena...

Até lá!

Fernando

sábado, 31 de julho de 2010

Goleada inapelável do Sevilla no violento Boca Juniors

Fala pessoal!

Depois da definição do Grupo A da Supercopa Eurofarma de Futebol Júnior, agora era a vez do Grupo B definir os dois times que passariam para as semifinais. E ao cair da tarde da Arena Barueri, Sevilla e Boca Juniors entraram em campo com objetivos bastante distintos em um jogo altamente improvável de acontecer em terras tupiniquins. E de novo fiz as fotos exclusivas e oficiais dos times e do trio de arbitragem:


Sevilla FC (sub-19) - Sevilla/Espanha. Foto: Fernando Martinez.


CA Boca Juniors (sub-19) - Buenos Aires/Argentina. Foto: Fernando Martinez.


O trio de arbitragem para a partida internacional na Arena: o árbitro Philippe Lombard e os auxiliares Dante Mesquita Júnior e Raphael Carlos Ferreira da Cruz. Junto com eles, os capitães do time argentino e do espanhol. Foto: Fernando Martinez.

Com a bela vitória em cima do Corinthians na segunda rodada, o Sevilla ficou numa boa posição para buscar a classificação, pois vencendo o Boca Juniors deixaria o Timão na dependência de vencer o fortíssimo time do Santos para ir para as semifinais. O Boca queria tentar apagar a má impressão deixada nos dois primeiros jogos e prometia ir para cima.

Mas conforme já tinha visto nas derrotas da equipe para Corinthians e Santos, o Boca é uma equipe que bate muito, sendo desleal em vários momentos. Os atletas, todos com menos de 19 anos, confundem vigor físico com violência e tiveram a participação mais vexaminosa do time no torneio contra o Sevilla.


Jogadores do Sevilla trocando passes na lateral. Foto: Fernando Martinez.

O onze espanhol começou o jogo com o mesmo bom futebol mostrado nos jogos anteriores e não demorou muito para que tomasse conta da partida. O Boca tentava chegar em jogadas pelas laterais, mas sem levar maior perigo ao goleiro Sergio.


Começo de ataque da equipe espanhola, que mostrou ótimo futebol durante todo o campeonato. Foto: Fernando Martinez.

Aos 18 minutos então veio o lance mais lamentável de toda competição disputada em Barueri. Numa jogada rápida pela direita, a bola foi lançada para o jogador Jose Infante, camisa 8 do Sevilla. Ele entrou na área e sofreu uma entrada absurda e totalmente criminosa do goleiro argentino Allende. Do outro lado consegui perceber que o lance tinha sido muito feio... e foi mesmo, pois o jogador espanhol sofreu fratura exposta na perna.

Não entendi o árbitro, pois ele deu somente um cartão amarelo para o arqueiro. O cartão vermelho seria pouco, e o camisa 12 do Boca merecia ter sido levado de camburão pelo lance absurdo. Enquanto era atendido fora do campo, o jogador Alberto bateu o pênalti e deixou o Sevilla na frente do placar.


Lance do primeiro gol do Sevilla, marcado em cobrança de pênalti, na partida contra o Boca Juniors. Foto: Fernando Martinez.

Com a urgência no atendimento ao jogador lesionado, a ambulância foi imediatamente acionada e teve que deixar a Arena Barueri para levar o rapaz a um hospital próximo. Isso aconteceu aos 22 minutos, e cantei a bola para o David - que estava nas arquibancadas do estádio - que se o árbitro fosse cumprir à risca a lei, ele teria que parar o jogo naquele momento, pois a ambulância não estava mais lá.

Com um atraso de 10 minutos, o quarto árbitro percebeu a situação e a partida foi interrompida imediatamente. Aí acompanhei uma série de conceitos incorretos por parte das autoridades baruerienses. Essas pessoas ficaram indignadas pois, nas palavras delas, o árbitro estava sendo "preciosista" e também estava "denegrindo a imagem de Barueri para o Brasil todo". Isso mostrou um desconhecimento enorme do que acontece atualmente no futebol paulista e brasileiro.

Qualquer um que conheça e acompanhe só o mínimo de futebol sabe que nenhum jogo pode começar ou ter continuidade sem ambulância no estádio. São inúmeros os casos de jogos que começam atrasados, que são paralisados ou que nem chegam a acontecer pelo simples fato da ambulância não estar presente. Sou testemunha in loco em mais de uma dezena de casos em que isso aconteceu.

Tentaram até colocar o Coronel Marinho na parada, mas ele confirmou que o procedimento estava certo, dando inteira razão ao árbitro do jogo. Somente aí alguém teve a ideia de disponibilizar uma viatura da Polícia Militar e um desfibrilador para que o jogo recomeçasse. Fica a estranheza em ver autoridades locais sem conhecer informações básicas para a organização de um jogo de futebol.


Cruzamento do onze portenho dentro da área adversária. Foto: Fernando Martinez.

Bom, depois de 17 minutos a partida recomeçou e o Sevilla, mesmo sentindo a perda do seu jogador machucado, continuou melhor. Antes do apito final para o intervalo, o camisa 10 Joaquin Ruiz completou cruzamento da esquerda e marcou o segundo. Fora do lance, o camisa 2 argentino Alan Perez acertou um pontapé num espanhol e foi expulso.


O Sevilla mandava no jogo, e criava chances de perigo a todo momento, como essa ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui para as cabines tomar uma água e degustar saborosas bolachas oferecidas para o pessoal da imprensa, então resolvi ficar por lá na maioria do tempo final. Tempo que foi de um só time, pois o Sevilla aniquilou o onze portenho. Aos 2 minutos, a equipe fez o terceiro com o bom camisa 14 Oscar Jimenez completando cruzamento preciso.


Grande defesa do goleiro do Boca Juniors. Foto: Fernando Martinez.

O quarto gol foi marcado pelo camisa 6 Antonio Marrufo aos 19 minutos, e o quinto veio aos 22, em golaço do jogador Alberto Perez. Ele recebeu passe em profundidade e tocou da entrada da área por cobertura. Golaço para premiar a única equipe que buscou jogar bola em campo. Se o time tivesse apertado um pouco mais, poderia ter marcado muito mais gols.


Mais uma chegada espanhola, em jogo amplamente dominado pelos espanhóis. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Sevilla 5-0 Boca Juniors. O resultado deixou a equipe espanhola classificada para a as semifinais, independente do resultado do próximo jogo. O Boca Juniors voltou para casa com três derrotas e uma imagem manchada pelo violento futebol e pela assustadora falta de maturidade dos seus atletas.

Pena que para o jogo seguinte minha máquina tenha simplesmente parado de funcionar na hora das fotos dos times posados. O clássico paulista entre Santos e Corinthians prometia muito, pois o Santos se garantiria na próxima fase com um empate, enquanto o time do Parque São Jorge dependia de uma vitória por dois gols de diferença.


Times do Santos e do Corinthians posados para as lentes do JP. Fotos: Fernando Martinez.

E justamente no jogo mais fantástico da noite eu não fiz nenhuma foto. Foi um primeiro tempo primoroso, recheado de emoções e com lances belíssimos. O Corinthians marcou primeiro, o Peixe virou, e o Timão voltou a virar o jogo com o placar de 3x2 ainda antes do final da etapa inicial. Impossível não se empolgar vendo um jogo assim.

Fui embora na metade da segunda etapa, caso contrário o transporte coletivo da Grande São Paulo não me deixaria chegar em casa. O jogo teve menos emoções nos 45 minutos finais, e o Santos acabou empatando a partida nos últimos minutos, eliminando o Corinthians e se classificando em primeiro lugar do Grupo B. As semifinais ficaram definidas com os jogos Flamengo x Sevilla e Santos x Peñarol.

Junto com o amigo Colucci voltei para São Paulo extremamente cansado, mas já pronto para a rodada de sexta-feira.

Abraços!

Fernando

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Clássico sul-americano e vitória santista em cima do Boca Juniors

Fala pessoal!

O meu segundo compromisso válido pelo Grupo B no segundo dia da Supercopa Eurofarma de Futebol Júnior na Arena Barueri foi um verdadeiro clássico sul-americano. Uma partida que já decidiu a Copa Libertadores por duas vezes, e sem dúvida um encontro de dois dos maiores times do continente: Santos x Boca Juniors.

Mais uma vez tive a chance de fazer as fotos oficiais da partida, agora de forma exclusiva para o JP:


Santos FC (sub-19) - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Boca Juniors (sub-19) - Buenos Aires/Argentina. Foto: Fernando Martinez.


Posando para o JP os capitães do time brasileiro, do time argentino, o árbitro Élcio Paschoal Borborema e os auxiliares Alberto Poletto Masseira e Wendel Almeida da Silva. Foto: Fernando Martinez.

A equipe santista mostrou um futebol incrível e um ataque poderoso na partida do dia anterior, e a expectativa era que o onze praiano pudesse dar novo show na Arena. Mas o Boca Juniors, mesmo tendo mostrado nervosismo demais no jogo contra o Corinthians, prometia mostrar muita luta dentro do gramado, no melhor esquema argentino de ser.


Visão aérea da Arena Barueri no jogo entre Santos e Boca Juniors. Foto: Fernando Martinez.

Para o primeiro tempo, fui para as cabines de imprensa do estádiojunto com o Victor, já que o frio tinha chegado para valer por lá. E não demorou muito para que o Santos mostrasse sua superioridade e fizesse o primeiro gol. Ele aconteceu aos 6 minutos, e contou com o rebote do goleiro argentino e o complemento de Alan Santos.


Time do Santos começando mais um bom ataque. Foto: Fernando Martinez.

Após fazer o primeiro, o Peixe criou mais oportunidades, mas não conseguiu ampliar. Isso aos poucos fez com que o Boca Juniors fosse gostando da partida, e começasse a chegar cada vez mais perto da área adversária. E a equipe argentina acreditou tanto que conseguiu o empate aos 35 minutos, em gol do camisa 13 Manuel Xamo, após completar de cabeça um cruzamento da esquerda.


Lance do gol de empate dos argentinos, aos 35 do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo então terminou com o empate por 1x1. Para o tempo final, eu e o Victor descemos ao campo para acompanhar o ataque santista. Ao chegar no gramado percebi a presença do amigo Rodrigo Colucci por lá, sempre de olho em camisas diferentes para a coleção com seus famosos escambos.


Jogador argentino tomando cartão amarelo no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Começo da ataque do onze praiano pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Nesse tempo final o jogo melhorou e o Boca estava disposto a virar o marcador. Mas o problema do nervosismo dos seus jogadores foi preponderante para que o time não tivesse melhor sorte na partida. A equipe se preocupou demais em dar pontapés nos atletas adversários, ao invés de se concentrar exclusivamente com o futebol jogado na bola.


O camisa 11 santista Dimba sofrendo mais uma falta. Foto: Fernando Martinez.

O Santos, que tem mais cabeça do que o time argentino, acabou se aproveitando disso e mesmo sem jogar um futebol tão vistoso igual ao dia anterior, acabou chegando à vitória. O segundo gol santista aconteceu aos 34 minutos, num chutaço de Tiago Alves após mais um rebote da zaga argentina.


Jogador do Boca perdendo a cabeça a jogando uma garrafa de água na torcida santista. A sorte é que ela bateu na grade. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santos 2-1 Boca Juniors. Além de perder no campo e na porrada, o Boca perdeu a compostura ao entrar na pilha dos torcedores santistas que estavam por ali. Na saída do gramado, alguns atletas perderam a cabeça e jogaram garrafas d'água na torcida, que apenas estava ali enchendo os jogadores da terra do Maradona. O pessoal da equipe portenha precisa colocar a cabeça no lugar caso queiram conseguir um lugar ao sol no concorrido futebol atual.

Mas foi isso, após os dois jogos ainda consegui junto com o Colucci uma carona providencial do Victor até a Estação Armênia e dali segui para o meu lar. Cheguei em casa uma hora antes do programado para poder descansar, pois o dia tinha sido cheio. Mas a rodada de quinta-feira foi ainda mais corrida que esta...

Até lá!

Fernando

Vitória corintiana em cima do Boca Juniors pela Supercopa Eurofarma

Opa,

Depois de um final-de-semana sem nenhum jogo, comecei a semana com pé direito, já que um genial torneio começou aqui nas redondezas da capital paulista. Falo da Supercopa Eurofarma de Futebol Júnior 2010, que tem sede na belíssima Arena Barueri e reúne oito times, sendo quatro brasileiros e quatro do exterior. A minha primeira partida do torneio foi válida pelo Grupo B, e reuniu os times do Corinthians e o genial Boca Juniors da Argentina.

Um jogo desses, ainda mais numa perdida segunda-feira à tarde, pedia a minha presença, e nem as duas horas de condução que me separam do estádio barueriense foram empecilho para que eu chegasse lá faltando muito tempo para o começo da peleja. Logo ao entrar nas dependências da Arena, fui muito bem recebido pelos organizadores e após o devido credenciamento já estava no gramado.

Enquanto esperava as equipes, pude verificar que as obras do estádio continuam a todo vapor. A arquibancada atrás do gol da direita (ou gol do fundo) já está com grande parte concluída, e em pouco tempo estará pronta. Com certeza o estádio será referência em nível nacional. Mas o tempo passou rápido, e logo os times entraram em campo para a estreia do Grupo B na Supercopa.


Times do Corinthians e Boca Juniors entrando no gramado da Arena Barueri. Foto: Fernando Martinez.

Pena que por imperícia da minha parte, acabei não fazendo a foto oficial do onze alvinegro, mas a foto do time argentino e do trio de arbitragem (que é exclusiva do JP) seguem abaixo:


Já que não tem foto posada do Corinthians, segue o time perfilado na hora do Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.


CA Boca Juniors (sub-19) - Buenos Aires/Argentina. Foto: Fernando Martinez.


Os capitães de Corinthians e Boca Juniors posam de forma exclusiva para o JP junto com o árbitro Marcelo Duarte e os auxiliares Alex Alexandrino e Ivan Luiz Assumpção. Foto: Fernando Martinez.

Além desses dois times, o Grupo B da Supercopa Eurofarma tem a participação das equipes do Santos e do fantástico Sevilla, da Espanha. Ja o Grupo A tem a presença de Palmeiras, Flamengo/RJ e dos não-menos legais Porto de Portugal e Peñarol do Uruguai. Dois times inéditos e outros dois dos mais famosos times sul-americanos reunidos num mesmo torneio na Grande São Paulo é algo magnífico. Ah, vale lembrar que os dois primeiros de cada grupo fazem as semifinais, e os vencedores disputam a grande final no próximo domingo.

Para conseguir melhores fotos desse clássico, acabei indo acompanhar o ataque alvinegro durante os 90 minutos. E como de praxe, foi uma partida muito nervosa, com jogadas ríspidas e muita mandinga... tudo em nome da velha rivalidade Brasil x Argentina. E foi o Corinthians quem tentou e chegou mais perto do gol adversário, mas as conclusões não foram boas.


Falta em cima do camisa 2 do Corinthians no começo de partida. Foto: Fernando Martinez.


Jogada corintiana pelo alto, em boa chance do ataque brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

O lance mais estranho desse primeiro tempo aconteceu numa bola que o Boca colocou pela lateral para atendimento de atleta machucado. Mas na hora do Timão repor a bola, o camisa 11 Kelvim não se tocou da gentileza e acabou quase marcando o primeiro, pois os atletas argentinos ficaram parados. Os jogadores do Boca ficaram indignados e juraram o brasileiro na mesma hora. Marcado e apanhando bastante, ele acabou substituído no começo do segundo tempo.


Mais uma dura falta de jogador argentino. Foto: Fernando Martinez.

E no apagar das luzes da etapa inicial o Timão achou seu gol. Numa cobrança de falta, a bola foi rolada para o lado e o camisa 9 Claudir encheu o pé para deixar o onze paulistano na frente do placar. Intervalo de jogo com a vitória parcial dos donos da casa.


O camisa 11 do Corinthians protegendo a bola em chegada pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Bola estufando as redes do Boca Juniores no primeiro gol corintiano na partida. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio com um Corinthians tentando ampliar, mas a defesa do Boca Juniors estava bem dentro das quatro linhas. Só que o ataque argentino não acompanhava a boa partida da sua zaga e não chegava perto do gol defendido pelo arqueiro Rafael.

Aos 18 minutos veio a maior emoção do tempo final, quando o jogador portenho Olivari fez pênalti em cima de Douglas. Era a chance do Timão ampliar o marcador. Mas a cobrança do camisa 10 Fran foi telegrafada e o goleiro Martinez (será que é algum parente distante?) fez ótima defesa, sem nenhuma chance de rebote.


Detalhe do pênalti perdido pelo camisa 10 do Corinthians no segundo tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Daí para frente, o Corinthians resolveu apostar nos contra-ataques e o Boca buscou forças para tentar o empate. O onze argentino até chegou perto, mas a zaga corintiana quando acionada mostrou serviço. E sem conseguir acertar nenhum dos contra-ataques que teve à sua disposição, o jogo não teve mais o placar alterado.


Obra rolando, mas os operários estavam mais interessados em curtir o clássico sul-americano de camarote. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Corinthians 1-0 Boca Juniors. Boa vitória alvinegra, que começa com o pé direito sua participação na Suercopa Eurofarma 2010. O Boca ficou devendo um melhor futebol, mas com dois jogos ainda a serem realizados, ainda tinha chances de classificação.

Após esse jogo, era a hora de colocar mais um time na minha Lista... o segundo time espanhol visto em campo em todos os tempos.

Até lá!

Fernando