Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Desportiva Ferroviária/ES (j). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desportiva Ferroviária/ES (j). Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de janeiro de 2015

Inter de Limeira vence a segunda no Grupo I da Copinha

Opa,

O sexto dia de coberturas da 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior coincidiu com o final da segunda rodada da primeira fase. Na pauta, a cobertura do Grupo I, chave sediada na cidade de Limeira. O primeiro jogo da quente tarde foi entre a Internacional local e a genial Desportiva do Espírito Santo.

Essa foi a segunda participação na Copinha desde que a Locomotiva Grená voltou a usar o tradicional nome que a fez famosa. Aliás, a história da Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce / Desportiva Capixaba S/A merece um capítulo à parte nesse post.

Fundada em 1963, a equipe teve desde seus primeiros dias o auxílio luxuoso da Vale do Rio Doce. Só que a torneira secou em 1996 quando a empresa foi privatizada, deixando a Desportiva em situação bastante ruim. A saída encontrada três anos depois foi a transformação em clube empresa.

O time vendeu 51% de suas ações para a Frannel, empresa de combustíveis, nascendo então a Desportiva Capixaba S/A. Como o CNPJ era outro, consequentemente a equipe também era nova. É, na teoria o time deveria se filiar novamente, mas a Federação de Futebol do Espírito Santo entendeu que as duas eram a mesma equipe.

Com o passar do tempo a Frannel abriu mão e outra empresa, o Grupo Villa-Forte & Oliveira, assumiu o comando das ações. Com o não-pagamento de valores definidos no início da sociedade, a Desportiva Ferroviária reapareceu "na marra" no cenário futebolístico estadual.

No fim de 2014 um juiz do estado determinou a dissolução da sociedade firmada em 1999 e nomeou um interventor para cuidar dos assuntos relacionados a esse imbróglio. Uma das primeiras ações desse interventor foi pedir a vaga na primeira divisão estadual para a Desportiva Capixaba. Ele entende que, por conta dos dois CNPJs, quem tem a vaga "por direito" é a equipe fundada há 16 anos. Enfim, muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte e nós estaremos de olho.

Dentro das quatro linhas a equipe voltou buscando resgatar seus dias de glória. Em 2012 a Desportiva foi campeã da Copa Espírito Santo e também da segunda divisão. Em 2013 foi campeã estadual pela primeira vez em 17 anos (13 se levarmos em conta o título da Desportiva Capixaba) e em vários certames de base. Ano passado o time conquistou o bi no sub20.

Foi justamente esse título que trouxe a equipe para a disputa da Copa São Paulo. Somando os dois CNPJs, essa é a décima participação da equipe na história do certame e a quinta como Desportiva Ferroviária. A melhor classificação aconteceu em 1998, quando a equipe eliminou o Corinthians nas oitavas e terminou na sexta colocação após perder para o futuro campeão Inter/RS.

Depois de perder na estreia mesmo jogando dignamente, a Locomotiva queria se recuperar jogando contra o time da casa. A Internacional começou sua nona participação vencendo o Murici/AL e se quisesse continuar pensando em vaga na segunda fase, a vitória era obrigação.


AA Internacional (sub20) - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.


A Desportiva Ferroviária VDRD (sub20) - Cariacica/ES. Foto: Fernando Martinez.

Fui para Limeira num esquema genial marcado de última hora. junto com o $eu Natal e de mais dois amigos. A viagem foi feita na base dos 21 graus fornecidos pelo abençoado ar condicionado do Possante 558 do vermelho e branco. Como de praxe nas minhas coberturas de Copinha nesse ano, a chuva nem passou perto do Estádio Major José Levi Sobrinho.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Com um sol pra cada um a partida começou bastante equilibrada e ela seguiu dessa forma na maior parte do tempo. A torcida da casa não estava com muita paciência e não demorou para ouvirmos as primeiras vaias vindas da parte coberta da casa da Inter.


Jogador da Desportiva tentando se livrar da bola no seu campo de defesa. Foto: Fernando Martinez.


Ataque da Inter de Limeira. Foto: Fernando Martinez.

O onze grená não sofreu muitos sustos e estava conseguindo levar o jogo em banho maria sem maiores dificuldades. Isso até Mário César, camisa 10 da Inter, acertar um chutaço de longe aos 32 minutos e abrir o marcador para os locais. O primeiro tempo terminou com esse 1x0.


Chance pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma vez o ataque local tenta entrar na área da Desportiva Ferroviária. Foto: Fernando Martinez.

Quando as equipes voltaram a campo para o segundo tempo, não demorou para o Leão fazer o segundo. Cauê foi extremamente feliz e também fez um golaço após chute de muito longe. A Desportiva sentiu esse gol e se encolheu na defesa. Com 2x0 a favor, a Inter nem fez tanta força durante o restante da peleja para confirmar sua segunda vitória.


No ângulo aberto, detalhe do segundo gol da Inter. Foto: Fernando Martinez.


Arqueiro capixaba subindo para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: Inter de Limeira 2-0 Desportiva. O resultado eliminou o time capixaba e manteve vivo o sonho de classificação para a equipe limeirense. No jogo de fundo foi a vez de ver um grande paulista jogando contra uma equipe nova para a Lista.

Até lá!

Fernando

domingo, 13 de janeiro de 2013

"JP Especial" na rota da Copinha pelo interior (parte 3 de 6)

Salve amigos!! 

Dando sequência à cobertura JP da 44ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no sábado pela manhã deixei São José do Rio Preto com destino à cidade de Novo Horizonte, para acompanhar, no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, a rodada decisiva do Grupo C na primeira fase da competição. Além de “matar” um estádio, mais uma equipe seria incluída na lista: a tradicional Desportiva Ferroviária/ES, jogando contra a Ferroviária de Araraquara

Depois de uma viagem tranqüila, mas que durou cerca de duas horas, parando em todas as cidades pelo caminho, cheguei à Cidade Próspera, e logo avistei o palco das pelejas. Para minha surpresa, a rodoviária fica no extremo oposto da cidade, razão pela qual, impacientemente, fui obrigado a percorrer uma extensa avenida até a parada final do ônibus. 


Algo que me pareceu o principal ponto turístico da cidade. seria um portal? A placa fora arrancada do pedestal de identificação! Foto: Estevan Mazzuia. 

Considerando que cheguei com três horas e meia de antecedência, julguei que, em uma caminhada, poderia conhecer a cidade toda, praticamente, e foi o que aconteceu. Acabei encontrando o Quirinão, estádio mais antigo da cidade, mas de portas fechadas. Almocei num simpático restaurante, um dos melhores que encontrei pelo caminho, e tratei de chegar ao destino principal o mais rápido possível, sendo o primeiro “externo” a adentrar às dependências. 



A praça principal da cidade, com uma bela fonte e a Igreja em louvor a São José ao fundo, e a fachada do Quirinão. Fotos: Estevan Mazzuia. 

O favorito à vaga do grupo era o Figueirense, mas Ferroviária e Novorizontino, caso vencessem seus jogos, deixariam o grupo todo embolado e a decisão iria para o saldo de gols. Eliminada, a Desportiva buscava uma despedida honrosa do torneio. Seguem as fotos oficiais da primeira partida, pelas quais agradeço a Federação Paulista de Futebol, na pessoa de seu representante presente, o senhor Lucas


Ferroviária F S/A (sub-20) - Araraquara/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Desportiva Ferroviária (sub-20) - Cariacica/ES. Foto: Estevan Mazzuia. 


Arbitragem, composta por Wagner Francisco Salviano da Silva, Alexandre Médice Gouveia, Paulo Márcio Carmo Hergesel e Samuel Aguilar de Lima, com os capitães das equipes, Silas (AFE) e Mayko Jhordan (ADFVRD). Foto: Estevan Mazzuia. 

A Ferrinha precisava reverter um saldo negativo de um gol pra alcançar o Figueira, com cinco gols positivos, e torcer pra que o Novorizontino não vencesse os catarinenses por um placar mais dilatado do que o da própria Ferrinha. 


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

E no duelo das locomotivas, a paulista atropelou a capixaba. A primeira chance foi com o capitão Silas, logo no início. Pouco depois, foi a vez de Jhonata receber na esquerda e bater cruzado para a defesa de Arthur. 


Boa defesa de Arthur logo aos 4 minutos da etapa inicial. Foto: Estevan Mazzuia. 

A Ferroviária explorava bastante o lado esquerdo de seu ataque: por ali, Gustavo cruzou para Édson Luís, com seu penteado a La Ronaldinho Gaúcho, mas a pelota saiu por cima da meta. Pela direita, Rafael Calegare cobrou escanteio, tocando para Yamada, numa jogada ensaiada. O pequeno japonês endiabrado acertou o ângulo de Arthur, que conseguiu fazer uma bela defesa. 


Visão panorâmica da partida. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aos 19 minutos a Desportiva teve sua primeira chance: Alan Henrique fez bela jogada, driblou o adversário, mas a bola cruzou a área se encontrar nenhum atacante capixaba. Carlos Victor pegou a sobra, mas Guilherme defendeu com segurança. 


Alan Henrique se prepara pra cruzar... 


... e Guilherme defende a sobra. Fotos: Estevan Mazzuia. 

A Desportiva insistiu, com Mayko Jhordan (sic) cruzando da esquerda, mas o gol não saiu. Aos 23 minutos a Ferroviária abriu o placar, com Igor de cabeça, após a cobrança de falta da direita. Estava aberta a porteira capixaba! 


Detalhe da tentativa de Mayko Jhordan. Foto: Estevan Mazzuia. 

Dois minutos depois, Marcus Vinícius recebeu na entrada da área e bateu à direita do gol. O segundo gol saiu aos 33 minutos. O time de Araraquara enganou a defesa da Desportiva, com uma bela triangulação, que deixou Yamada aparecer pelo meio e bater no canto esquerdo de Arthur. O terceiro veio ainda na primeira etapa, após Silas cruzar da direita para a finalização de Édson Luiz, de cabeça. Os minutos finais da primeira etapa transcorreram sem maiores emoções. 


Lance do terceiro tento araraquarense. Foto: Estevan Mazzuia. 

Ciente de que a vitória por três gols de diferença não resolveria o problema da AFE (era necessária uma diferença de seis gols para se almejar o primeiro lugar do grupo, em caso de derrota do Figueirense, ou mesmo uma eventual classificação como segundo colocado), a equipe veio decidida a ampliar o marcador. A primeira chance veio dos pés de Gustavo. 


Detalhe da tentativa de Gustavo. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aos 3 minutos, novamente Gustavo, por duas vezes, tentou marcar: a primeira tentativa parou no goleiro Arthur, a segunda em seu poste direito. A Desportiva respondeu em uma boa jogada pelo lado esquerdo, e seu jogador também acertou a trave, após um chute colocado. Em seguida, novamente a Ferrinha foi ao ataque, Rafael Melauro bateu para o gol e o zagueiro Matheus salvou seu time, diante de um gol já vazio. 


Edson Luiz cruzando para o 4º gol, de Yamada. Foto: Estevan Mazzuia. 

Mas o quarto gol veio ainda com 11 minutos da segunda etapa. Édson Luiz cruzou para Yamada. Sozinho, dentro da pequena área, o bom jogador não perdoou. Aos 29 minutos, ocorreu um lance curioso: Arthur cobrou tiro de meta, Lucas correu na intermediária, dominou a bola e partiu em direção ao gol de Guilherme. A zaga da ferroviária pediu impedimento e o próprio Lucas parou. Todos os jogadores pararam. 


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

O árbitro, então, fez sinal pra que a jogada continuasse, Lucas cruzou para Carlos Victor, obrigando Guilherme afazer bela defesa. Aí veio a bronca do senhor Wagner Francisco Salviano da Silva, lembrando aos atletas que não há marcação de impedimento na cobrança de tiros de meta. Como dizem por aí, #fikadika, hehe. 

Faltando dez minutos para o final da partida, a Ferrinha decidiu deslanchar. Aos 35, Rafael Melauro rolou para Gustavo, que tocou na saída do goleiro. Já debaixo de chuva, aos 44, Vinícius marcou de pênalti. E aos 47, Rafael Melauro cruzou da direita, para Alex empurrar pra dentro de um gol escancarado. 


Detalhe do pênalti convertido por Vinícius. Foto: Estevan Mazzuia. 

Fim de jogo, Ferroviária 7x0 Desportiva. Assim, o time paulista foi a seis pontos, com saldo positivo de seis gols. Uma vitória do Novorizontino por até 4 gols de diferença, na segunda partida deixava a Ferrinha em primeiro do grupo. Qualquer outro resultado, a credenciava como um dos prováveis segundos colocados classificados. Por isso, houve uma grande festa entre jogadores e comissão técnica ao final da partida. Foi isso! 

Abraços 

Estevan