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quinta-feira, 11 de maio de 2006

Rodada Fluminense no JP (parte 3 de 3)

Olá!

E finalmente vamos com o terceiro jogo do dia em que eu e o David descambamos para o Rio de Janeiro. A partida Céres x Casimiro de Abreu, valendo pelo sensacional Campeonato Carioca da Segunda Divisão, foi disputada no Estádio João Francisco da Silva, em Bangu. Para iniciar bem, vamos com as fotos oficiais da partida:


Céres F.C. - Rio de Janeiro / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Casimiro de Abreu E.C. - Casimiro de Abreu / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem e capitães, notem a fantástica flâmula oferecida pelo Casimiro de Abreu, coisa rara hoje em dia. Parabéns pela iniciativa! Foto: Emerson Ortunho.


Vista do bom público presente no acanhado estádio do Céres. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou com o Céres partindo pra cima do visitante, mas como o ataque da equipe não estava com boa pontaria e o meio-de-campo embolava muito o jogo, as intenções defensivas do CAEC foram facilitadas. O Céres permaneceu praticamente toda a primeira etapa no ataque, mas mesmo assim não conseguiu marcar. Com isso, o resultado parcial do primeiro tempo foi o 0 a 0.


Defesa do CAEC afasta o perigo de gol. Foto: Emerson Ortunho.

Na segunda etapa, os gols que faltaram na primeira vieram rapidinho e aos 3 e 4 minutos, o Céres abriu 2 a 0 no placar. Com esse resultado, não restava outra alternativa ao Casimiro de Abreu, que não fosse partir para o ataque.


Lance da partida Céres x Casimiro de Abreu. Foto: Emerson Ortunho.

A equipe visitante cresceu muito na partida e descontou aos 25 minutos de jogo. O Céres vendo o embalo do adversário, começou a segurar o jogo, que ficou muito aberto, possibilitando qualquer equipe a marcar. Mas foi o alvi-anil quem ampliou, tranqüilizando bastante sua torcida.


Goleiro rebate tentativa de ataque do Céres. Foto: Emerson Ortunho.


Mais um ataque do Céres duarante a partida frente ao CAEC. Foto: Emerson Ortunho.

Mesmo perdendo por 3 a 1, o CAEC continuou empenhado e no minuto final ainda diminuiu o marcador. Como houve somente um pequeno acréscimo, o jogo ficou mesmo: Céres 3 x 2 Casimiro de Abreu. A partida foi muito boa e gostei bastante também do nível das equipes. Com o resultado, o Céres encostou nos líderes e o Casimiro de Abreu continuou em último, apesar de não ter uma equipe tão ruim assim.

Após o jogo, pegamos um trânsito considerável na saída da Dutra e rumamos para São Paulo. Mais uma vez só posso dizer que valeu a pena, pois não é só o futebol que recheia essas aventuras, pois tudo o que a envolve, nos dá a certeza de que aprendemos alguma coisa nova.

Abraços!

Emerson

Rodada Fluminense no JP (parte 2 de 3)

Buenas de novo!

Bom, continuando com a saga pelo futebol do Rio de Janeiro, eu e o David saímos de Mesquita e rumamos por um grande atalho até o bairro de Bangu. Lá nós iraiamos assistir a partida Céres x Esprof, com início previsto para às 13:00 horas, no Estádio João Francisco da Silva. O jogo valeria também pelo Campeonato Carioca de Juniores das Divisões de Acesso.

Chegando lá com meia hora de antecedência, seguimos uma regra já comum entre os admiradores de Jogos Perdidos, que nada mais é que verificar se o ônibus do adversário já chegou. Tudo isso para garantir que a partida irá realmente acontecer. Bom, prontamente identificamos o ônibus do Esprof e ficamos tranqüilos saboreando alguns salgadinhos.

Faltando uns 10 minutos para o início da partida, o quarteto de arbitragem entrou em campo, e logo nos dirigimos até eles para pedir autorização para fotografar a partida. Antes de falar com o árbitro, eu já havia comentado com o David que estava estranhando não ver a equipe do Céres aquecendo. Enfim, qual não foi a surpresa ao falar com o árbitro: fui informado que o jogo não aconteceria.


Esprof A.F.C (sub-20) - Cabo Frio / RJ (equipe em fantástica pose). Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emerson Ortunho.

O árbitro disse que o Céres alegou desconhecer a existência daquela partida. Simplesmente fantástico! Depois consegui conversar com o coordenador de futebol do Céres que assumiu bem tranquilamente a responsabilidade pelo fato. Ele disse que havia impresso uma tabela no início da competição e esse jogo estava previsto para o próximo sábado. Ele sabia da orientação do Departamento Técnico da FERJ de acompanhar a tabela pela INTERNET, mas disse não ter tido tempo para fazer isso. Genial! Fazia tempo que não ouviámos uma resposta como essa. Isso faz lembrar a velha desculpa do Montenegro de Osasco, que o Jurandyr, o Milton e o Orlando cansaram de ouvir.

Como manda o regulamento, o árbitro aguardou a equipe do Ceres por 30 minutos e comunicou o encerramento da partida ao capitão do Esprof, decretando o WO.


Jogadores do Esprof aguardando o anúncio do final da partida. Jogadores e quarteto de arbitragem deixando o campo após a decretação do WO. Fotos: Emerson Ortunho.

Foi para mim e também para o David, o primeiro WO que nós presenciamos nessa longa história de Jogos Perdidos. E o mais curioso de tudo, foi que quem protagonizou o WO, foi o time da casa. Tenho certeza que essa é uma situação raríssima. Apesar de não assistir e partida e não poder colocar o Esprof na Lista, achei tudo o maior barato.

Após tudo isso e como nós iriámos assitir a partida de fundo que começaria às 15:00 horas, no mesmo estádio, ficamos com uma grande lacuna de tempo... E para matar esse tempo, resolvemos visitar o Estádio Proletário Guilherme da Silveira, que fica ali pertinho.

Deixamos o carro no Céres mesmo e seguimos a pé, para conhecermos melhor o bairro. Logo na saída passamos por uma grande feira-livre, que curiosamente não vende pastéis e seguimos pelas ruas de Bangu. Apesar de ser um bairro bem pobre, o lugar é até simpático, com população idem.

Chegamos em Moça Bonita rapidinho e tanto eu como o David, conhecemos mais um templo sagrado do futebol.


Fachada do estádio de Moça Bonita. Foto: Emerson Ortunho.


Arquibancada coberta do Estádio Proletário Guilherme da Silveira. Foto: Emerson Ortunho.

Depois fizemos o caminho de volta e pudemos apreciar novas paisagens do bairro, passando por esse bucólico e poluído córrego.


Emerson e David perdidos em Bangu. Fotos: David Liberskind e Emerson Ortunho.

De volta ao Céres, foi só aguardar a terceira partida do dia, ou seria a segunda? WO é considerado partida? Fiquei na dúvida, mas esse jogo fica para o próximo post.

Abraços!

Emerson

quinta-feira, 9 de junho de 2005

A História pré-JP, volume 5: A fantástica viagem ao Rio em 2004 (parte 2 de 3)

E aí povo!

Continuando a gloriosa saga do JOGOS PERDIDOS ao Rio de Janeiro no ano passado, hoje tem a segunda parte da nossa viagem. Agora é a vez do segundo jogo em que estivemos presentes. Foi a segunda partida na rodada dupla que aconteceu em Édson Passos, estádio do América: Exclusivo, de dentro do campo, vimos o clássico entre Nova Iguaçu e Ceres.


Esse é o ingresso oficial dos dois jogos que vimos no campo do América. Não há ingresso do jogo entre Arraial do Cabo e Goytacaz porque era uma rodada dupla. Detalhe que entramos de graça, mas fizemos questão de comprar o ingresso só pela história!

Nessa partida, o Clube já estava na sua formação completa dentro do campo. Como quem não queria nada, o Mílton e o Estevan foram se enfiando em tudo o que era canto do estádio para chegar junto conosco. Genial foi que os fiscais da FERJ só ficaram chatos na primeira partida, nessa segunda eles 'liberaram geral' e um monte de gente também entrou na dança e acompanhou a partida junto com a gente. O Estevan estava com a sua câmera também, então nós fizemos várias fotos exclusivas, e para variar, mostramos aqui as duas fotos dos times posados (como sempre):


Nova Iguaçu FC - Nova Iguaçu/RJ (em 10.04.2004). Foto: Fernando Martinez.


Ceres FC - Rio de Janeiro/RJ (em 10.04.2004). Foto: Fernando Martinez.

Assim como o Arraial do Cabo, o Ceres até ali não tinha feito nenhum ponto, e o Nova Iguaçu era líder do grupo. Mas diferente da preliminar, quando achamos uma coisa e acabou acontecendo outra, nesse segundo jogo a lógica prevaleceu. O Nova Iguaçu não tomou conhecimento da equipe do Ceres. Se bem que, no primeiro tempo ainda teve alguma emoção. O Nova Iguaçu fez 1 a 0 aos 21' e o Ceres ainda conseguiu empatar o jogo aos 31' e levar a partida empatada para o intervalo. A pergunta era: "Será que o Ceres consegue aprontar alguma por aqui?" A resposta foi simples e objetiva: NÃO.


Ataque do Nova Iguaçu ainda no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando o intervalo, fomos até a lanchonete super-equipada do Édson Passos, já que eram 4 da tarde e estávamos sem comer e beber nada desde às 7 da matina. Obviamente a lanchonete contava com alimentos super-nutritivos como coxinhas, bolinhas de queijo, quibes e salgadinhos naturais (!). Mas o que salvou, pelo menos momentaneamente, a nossa fome foi um belo sanduba de queijo, o popular queijo-quente.

Com a grana curta não deu pra comer muito, mas pelo menos agora a gente podia ficar tranqüilo por alguns minutos. Voltando pro campo, o jogo ainda não tinha começado, então deu tempo para tirar mais algumas fotos especiais do Clube.


Eu, Jurandyr e o Mílton dentro do gol do Édson Passos, numa foto só para mostrar que estávamos lá mesmo. Foto: Estevan Mazzuia.

Já o jogo no segundo tempo foi um massacre. Foi um jogo de um time só. Logicamente, o Nova Iguaçu. Mesmo jogando com o glorioso Ado (aquele mesmo que perdeu o pênalti do Bangu na final do Brasileiro de 85) no auge dos seus 44 anos, o Ceres não fez nada de bom. Seu goleiro era péssimo e a zaga pior ainda. Ficou fácil para o time da baixada golear a equipe da Zona Oeste carioca por 5 a 1. Foi legal, porque nesse segundo tempo ficamos ao lado do pessoal do Nova Iguaçu e depois um pouquinho com o povo do Ceres. Conseguimos informações interessantíssimas desses clubes, e fizemos amizade com um pessoal gente finíssima.


Um dos atacantes do Nova Iguaçu cruza dentro da área...


... e outro completa: Era mais um gol do time laranja. Foto: Fernando Martinez. [180411]


Ataque perdido pelo Nova Iguaçu, no segundo tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Rodada dupla confirmada, agora só faltava a gente ter uma noção legal de como iríamos fazer para assistir e chegar ao terceiro jogo do dia. Nas conversas que tivemos, a galera nos assustou um pouco com frases do tipo: "Vocês vão para esse lugar, à noite, e com possibilidade de chuva? Vocês vão morrer!", "Ninguém faz esse caminho e fica vivo!". Todas frases bem amigáveis e que nos deixaram sem nenhuma preocupação...

E o pior de tudo é que tínhamos que sair muito rápido, para poder chegar a tempo no nosso novo destino. Com isso, não comemos mais. Só posso garantir que esse terceiro jogo foi interessantíssimo, mas ao mesmo tempo, foi um sofrimento por causa do sono e da fome. Tudo isso estará na parte 3 da nossa saga, na exclusiva série CONTOS DO FUTEBOL. Fiquem ligados!

Até mais...

Fernando