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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Figueirense surpreende e aplica 3 a 0 no Tigre pela Série C

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingo teve sessão única de futebol no Jogos Perdidos. Saí da capital com 31 graus e muito sol e cheguei no ABC Paulista com 19, nublado e frio. Me ferrei, mas faz parte. A pedida foi novamente o Campeonato Brasileiro da Série C, desta vez com São Bernardo FC x Figueirense. Foi a primeira vez que acompanhei os catarinenses do gramado e fiz a imagem oficial.

Há quatro jogos sem vencer, o Figueira precisava de um triunfo para sair da zona de rebaixamento. O time ocupava a 17ª posição, a primeira dentro do Z-4, com 17 pontos. Só que a parada seria complicada, pois o Tigre do ABC estava há oito jogos sem perder. A última derrota tinha sido contra o CSA no dia 2 de junho. Demorou, mas o clube paulista engrenou na terceirona nacional.


São Bernardo Futebol Clube Ltda. - São Bernardo do Campo/SP


Figueirense Futebol Clube - Florianópolis/SC


O árbitro piauiense Antônio Dib de Sousa, os assistentes, também do Piauí, Márcio Iglesias Silva e Alisson Lima Damasceno, o quarto árbitro do Mato Grosso Eleniel Benedito da Silva e os capitães

Chegando ao Estádio Primeiro de Maio, encontrei novamente o amigo Anderson Romão, os fiscais da FPF e, claro, fiz as fotos posadas antes de acompanhar o ataque da casa. Só que a coisa não foi nada boa. Provavelmente o São Bernardo FC fez sua pior apresentação na Série C de 2025 e tudo deu errado. O ataque não funcionou e a defesa não conseguiu segurar os catarinenses.

Aos 18 minutos, o Figueirense abriu a contagem com uma pintura. Felipe Augusto chutou da intermediária e colocou a bola no ângulo direito de Júnior Oliveira. Golaço. O Tigre correu em busca do empate, porém desperdiçou todas as boas chances que criou. A torcida, que novamente se fez presente em número reduzido, apoiou o time incondicionalmente.








Detalhes do primeiro tempo no Primeiro de Maio, com destaque para a belíssima camisa do Figueirense


A comemoração dos atletas visitantes no belíssimo gol de Felipe Augusto

Na etapa final, o Figueirense se defendeu bem e os locais seguiram pressionando sem sucesso. O Figueira, no entanto, tinha o contra-ataque à disposição e em dois deles saiu o segundo... mas a arbitragem anulou ambos. O Tigre seguia sem transformar pressão em gol. Até que, aos 43, Marlyson acertou a trave e, no rebote, sofreu pênalti. O camisa 9 cobrou no canto esquerdo e ampliou. Maia quase fez o terceiro aos 48 em chute na trave e, no minuto seguinte, Lucas Dias arriscou. A bola desviou na zaga e morreu no fundo do gol.






O Tigre tentou, mas não conseguiu empatar a peleja no segundo tempo


O segundo gol do Figueira, em cobrança de pênalti de Marlyson


O ótimo triunfo na Grande São Paulo tirou o onze catarinense da zona de rebaixamento

A vitória por 3 a 0 tirou os catarinenses da zona de rebaixamento. Agora o clube ocupa a 15ª colocação com 20 pontos e, nas rodadas finais, recebe o Floresta e visita o Ypiranga de Erechim. Apesar do péssimo resultado e da queda para o quinto lugar, o Tigre confirmou vaga na segunda fase. Pelo terceiro ano seguido, vai lutar pelo acesso à Série B. O problema é que o time não parece tão forte quanto nas duas últimas temporadas.

Foi isso. Voltei para a capital de boa, pensando que a semana provavelmente será a mais tranquila dos últimos tempos. Futebol de novo só deve rolar no próximo fim de semana.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Bernardo FC 0-3 Figueirense

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Antônio Dib Moraes de Sousa/PI; Público: 733 pagantes; Renda: R$ 14.300,00; Cartões amarelos: Pedro Felipe, Hélder, Lucas Dias, Jhony Douglas, Hyuri, Matheus Mascarenhas e Ramon Vinícius; Cartões vermelhos: Rafael Forster 40 e Hélder 44 do 2º; Gols: Felipe Augusto 18 do 1º, Marlyson (pênalti) 45 e Lucas Dias 49 do 2º.
São Bernardo FC: Júnior Oliveira; Hugo Sanches, Hélder, Rafael Forster e Pará; Romisson, Dudu Miraíma (Lucas Buchecha) e João Paulo (Lucas Reis); Pedro Felipe (Echaporã), Rodolfo (Felipe Garcia) e Felipe Azevedo (Victor Andrade). Técnico: Ricardo Catalá.
Figueirense: Igo Gabriel; Iury (Léo Maia), Lucas Dias, Ligger e Matheus Mascarenhas (Wesley Costa); Rafinha Potiguar, Jhony Douglas e Ramon Vinícius (Gabriel Santiago); Felipe Augusto (Renan), Marlyson e Hyuri (Douglas Bacelar). Técnico: Élio Sizenando.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Oeste começa 2021 derrotando o Figueirense na Arena

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo sem parecer, começou 2021. No sábado passado fiz a minha estreia no novo ano apesar de ser tudo ainda relacionado à 2020. Uma época estranha, bizarra e difícil de se acostumar. Iniciando os trabalhos, fui até a Arena Barueri acompanhar o Oeste x Figueirense válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Por estarmos vivendo num ambiente de exceção, a temporada 2021 começou com um enorme desfalque: a não realização da Copa São Paulo de Juniores. Desde que o JP nasceu cobrimos o torneio de base mais importante do país com afinco, mostrando inúmeros times pequenos atuando nos estádios da capital e do interior. A FPF decidiu pelo cancelamento em virtude das dificuldades impostas pela pandemia. Atitude correta, o que não transforma o fato de chegar janeiro sem aquela avalanche de coberturas em algo natural ou agradável. Vamos ver para que ela volte com tudo em 2022.


O clique foi já com os atletas saindo do quadro, mas fica o registro dos árbitros e dos capitães a peleja que abriu o futebol em 2021

Como os certames de 2020 estão pegando fogo, a reta final foi empurrada até o final de fevereiro. Pena que teremos poucas coberturas nesses dois meses e vamos ter que assistir tudo que tivermos chance. Por isso que encarei o transporte público da Grande São Paulo com o receio de sempre só para ver o duelo entre o 16º e o lanterna da Série B nacional. Em 2019 eles cometeram um dos piores jogos da minha vida, uma semana antes da Copa América.

Apesar de matematicamente não, é fato que o rubro-negro paulista já está rebaixado para a Série C. Culpa do primeiro turno assombroso que fez. No segundo as coisas melhoraram muito, mas já era tarde. Depois da derrota por 2x0 contra o Cuiabá, os baruerienses venceram o Vitória em casa e empataram com o Botafogo no interior. O Figueira luta contra a queda e dos últimos oito compromissos perdeu apenas um. Tentando ratificar a boa fase, um triunfo contra o pior time era essencial.

O grande problema dos visitantes foi que o Oeste fez uma etapa inicial acima da média e chegou aos 2x0 com relativa facilidade. O gol que abriu a contagem foi uma pintura e saiu dos pés de Pedrinho. O jogador recebeu na intermediária e acertou um chute maravilhoso no ângulo esquerdo de Rodolfo Castro. A vantagem foi ampliada aos 30 com Bruno Alves. Fora os 2x0, os locais tiveram outros dois lances de perigo.





Detalhes do primeiro tempo de Oeste x Figueirense. A diferença de fotos noturnas ali com a iluminação nova é brutal

Antes do segundo tempo começar fui obrigado a sacar meu glorioso moletom do Ferro Carril Oeste pois estava frio (!). Em pleno dois de janeiro eu assisti 45 minutos de futebol agasalhado, uma pequena dádiva em meio de tantas notícias ruins. Com esse cenário o Figueira voltou melhor e disposto a correr atrás de um resultado melhor. Logo aos 10 minutos diminuíram com Lucas Barcelos aproveitando rebote do travessão. Erison, aos 23, ficou com a sobra na direita e finalizou pela linha de fundo.





Momentos do segundo tempo. O jogo foi bom, mas o que mais me impressionou mesmo foi que todas as fotos ficaram decentes, algo impensável até o ano passado

Na meia hora final o rubrão se segurou e neutralizou bem as agora tímidas investidas do adversário. O alvinegro chegou em Barueri contando com três pontos em cima do último colocado e terminou a peleja frustrado. O Oeste 2-1 Figueirense não tirou os paulistas da lanterna, duvido que saiam até a última rodada inclusive, porém ampliou a série invicta para três partidas. Os catarinenses podem voltar ao Z4 se o Náutico vencer o Confiança na noite de hoje. Independente disso, seguem ameaçadíssimos pela queda.

Aproveito e agradeço o "amigo do JP" Luciano Claudino pelo credenciamento do que vos escreve. É mais fácil conseguir credenciamento em uma Copa do Mundo sub-17 da FIFA do que em um jogo com pouco interesse da Série B. Graças a ele eu conseguirei me fazer presentes nas duas últimas apresentações do escrete rubro-negro. Antes disso ainda tem cobertura dos torneios de base da CBF.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 2-1 Figueirense

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Andrey da Silva e Silva/PA; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Lídio, Fábio, Bruno Lopes, Betinho, Alecsandro, Arouca, Matheus Neris; Gols: Pedrinho 19 e Bruno Alves 31 do 1º, Lucas Barcelos 10 do 2º.
Oeste: Glauco; Matheus Rocha (Eder Sciola), Victor Lisboa, Maurício e Rael; Lídio (Betinho), Bruno Alves (Bruno Lopes), Yuri e Caio Vinícius; Fábio (Luan) e Pedrinho. Técnico: Roberto Cavalo.
Figueirense: Rodolfo; Thiaguinho, Jhonatan, Vítor Mendes e Renan Luis; Patrick (Arouca), Matheus Neris, Bruno Michel e Lucas Carvalho (Erison); Lucas Barcelos (Davi Kuhn) e Alecsandro (Guilherme Teixeira). Técnico: Julian Tobar.
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sábado, 13 de julho de 2019

Boa vitória corintiana na despedida do Brasileiro de Aspirantes

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não fiquei nem um dia longe do Estádio Alfredo Schurig. Depois de ir na casa alvinegra na quarta-feira, retornei ao local na quinta para nova apresentação do Corinthians, agora pelo Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Já eliminados, os paulistanos receberam o Figueirense pensando numa despedida digna. Foi apenas a segunda vez que acompanhei in loco um jogo deste torneio. O primeiro foi em 26 de outubro de 2017, um São Paulo 1x1 Internacional no Canindé.

Atuando em paralelo com a Copa Paulista, o elenco sub-23 do mosqueteiro não fez um bom nacional. Foram apenas nove pontos em sete rodadas e a eliminação matemática após a derrota contra o Sport na rodada passada. Vale lembrar que o certame tem 16 participantes divididos em duas chaves e os quatro primeiros vão à segunda fase. Os times não jogaram entre si e sim com as agremiações da outra chave. O Figueirense chegou na Fazendinha classificado por antecedência e garantido na liderança do Grupo B.


Sport Club Corinthians Paulista (aspirantes) - São Paulo/SP


Figueirense Futebol Clube (aspirantes) - Florianópolis/SC

O bizarro é que a Fazendinha estava vazia, já que tivemos os portões fechados ao público, diferente do dia anterior. Porque pode ter torcida no sub-20 e no sub-23 não? Eu não sabia até ontem. O antigo juniores é amador, logo, não precisa de cobrança de ingresso e com isso o número de exigências é menor. O aspirante já é futebol profissional, então é obrigatório ter cobrança de ingresso além de mais laudos e mais exigências. Dessa forma a casa corintiana só tem como receber público em campeonatos amadores como os de base e feminino.

Confesso que pelo panorama geral eu não esperava muito da peleja, mas no fim ela foi acima da expectativa. Não demorou para que os locais tomassem conta das ações e aos 28 minutos Jorge Colman deixou o alvinegro em vantagem em chute da entrada da área. Aos 34, Gabriel Silva quase amplia em tiro na trave. O Figueirense não resistiu aos bons avanços do setor ofensivo local e pouco fez.


Escanteio a favor do Corinthians no começo da partida


Alessandro (4) encarando a marcação corintiana


Eduardo, goleiro catarinense, voando bonito dentro da área

Se o primeiro tempo foi bom, o segundo foi ainda melhor. Aos quatro minutos da etapa final Christofer, goleiro do Corinthians, derrubou Alipio dentro da área... pênalti. Ele mesmo cobrou e deixou tudo igual. O Figueira se animou, porém o alvinegro emplacou dois tentos em sequência, complicando a situação visitante. Jorge Colman fez o segundo aos 12 após rebote dentro da área. Aos 14 Rodrigo Figueiredo chutou rasteiro e ampliou.

Aos 19, mostrando que não estava morto, o escrete catarinense teve novo pênalti marcado a seu favor quando Del'Amore derrubou Gustavo. Poffo bateu bem e diminuiu. O clube do sul do país por pouco não empatou outra vez em finalização de longe que bateu na trave aos 29 minutos. Depois desse lance os corintianos se seguraram bem e confirmaram a vitória.


Rápido ataque mosqueteiro no começo do segundo tempo


Alípio, atleta do Figueirense, deixando tudo igual aos cinco da etapa final


Detalhe do terceiro gol corintiano, marcado por Rodrigo Figueiredo


O segundo gol do Figueira foi marcado por Poffo, também de pênalti


Apesar da vitória, o Corinthians se despediu do campeonato na primeira fase

O placar de Corinthians 3-2 Figueirense não adiantou nada em termos de classificação pois o triunfo tardio deixou os paulistas na sexta colocação do Grupo A com 12 pontos ganhos mas pelo menos injetou ânimo para a sequência da Copa Paulista. Os catarinenses, líderes do Grupo B, estarão com Internacional, Vitória e Santos no Grupo D da segunda fase. O C terá Grêmio, Bahia, Goiás e Avaí.

Essa foi a segunda cobertura corintiana pelo segundo dia seguido. Nos próximos dias os alvinegros continuarão na berlinda aqui no JP, inclusive com chance de "tirar o J" de uma gloriosa equipe do nordeste do país pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 3-2 Figueirense

Competição: Campeonato Brasileiro de Aspirantes; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote (SP); Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Altair, Christofer, Emerson, Rodrigo (Cor), Poffo (Fig); Gols: Jorge Colman 28 do 1º, Alípio (pênalti) 5, Jorge Colman 12, Rodrigo Figueiredo 14 e Poffo (pênalti) aos 19 do 2º.
Corinthians: Christofer; Renan Brainer, Igor Morais, Del'Amore e Kauê; Emerson, Altair (Rodrigo), Warian e Rodrigo Figueiredo; Jorge Colman (Hugo Borges) e Gabriel Silva (Luan). Técnico: Edson Leivinha.
Figueirense: Eduardo; Kauê, Hélinton, Alessandro (Damaceno) e Renner; Pierre, Poffo (Gustavo), Carlinhos (Lucas Henrique) e Bruno; Alípio (Polidoro) e Echaporã (Davi Alves). Técnico: Rodrigo Casarin.
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Manhã modorrenta em Barueri com Oeste x Figueirense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fazia um bom tempo que não armava uma rodada dupla de final de semana e no sábado finalmente ela aconteceu. Tudo bem que a escolha feita para a sessão matutina mostrou-se terrivelmente errada, mas isso acontece. Iniciei os trabalhos bem cedo com o meu retorno ao Campeonato Brasileiro da Série B após dois anos de ausência. Na pauta, Oeste x Figueirense na Arena Barueri.

Tá certo, não era o encontro dos sonhos, muito pelo contrário, porém acompanhei os amigos Renato e Caio Buschala, o mago das Copas do Mundo, na empreitada. A outra opção da manhã era Juventus x Santos na Rua Javari pelo estadual feminino, ou seja, certeza de gol, algo que não tínhamos em se tratando do jogo da segundona nacional. (Em tempo, a certeza se confirmou depois dos 90 minutos na casa grená com a vitória santista por 8x1)

Minha última vez na Série B também tinha sido ali na cancha da Grande São Paulo, em 14 de novembro de 2017. Naquela noite de terça-feira, o fraquíssimo 0x0 foi o resultado que o Internacional de Porto Alegre precisava para retornar à primeira divisão. Foi a única vez que vi o Colorado in loco atuando nessa competição. Falando em empates, desde que o Oeste passou a jogar em Barueri a tônica do time é empatar a maioria das suas apresentações.


Times perfilados antes do apito inicial

Eu vi dez jogos do rubrão na Arena entre 2017 e 2018 e a performance é bizarra: uma vitória (1x0 contra o Brasil de Pelotas na Série B de 2017), uma derrota (3x1 a favor do Paysandu também em 2017) e absurdos OITO empates, quatro deles sem a abertura do marcador. A chance de repetir algo assim no sábado era enorme, até porquê o rubro-negro tinha empatado quatro dos seis compromissos na atual edição da segundona nacional.

Quando a bola começou a rolar... meu Deus. Tirando algumas esporádicas chances do Figueirense, foi terrível acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. A atuação do Oeste foi bisonha e consegui entender o motivo de estarem numa posição ruim na tábua de classificação. Foi de doer, sério.

O Figueira teve um bom momento aos 17 minutos em chute de Fellipe Mateus e outro aos 20 com tiro de Patrick. E só. O negócio estava tão feio que um casal que estava ao meu lado na parte alta da Arena, abandonou a peleja e passou a fazer coisa melhor. Seguiu-se então uma sessão de carícias bem ousadas sem que se preocupassem com a minha presença. O clima ficou quente e confesso que fiquei constrangido com essa série de toques lascivos da dupla.

O negócio foi tão pesado que saí dali e fui encontrar a dupla de amigos nos camarotes da cancha. Junto a eles, acompanhei a etapa final torcendo por um gol, independente do lado. Novamente quem o escrete catarinense foi melhor. Aos sete, Ruan Renato, que belo nome, chutou com perigo. Aos 18 vimos o melhor lance da manhã quando Fellipe Mateus perdeu um gol bizarro depois da bola ficar quicando em cima da linha. Ali eu tive a plena certeza que o placar ficaria em branco.


Tímida chegada do Oeste dentro da área catarinense


Uma das duas boas chances do Figueira no primeiro tempo


O Oeste até tentou, mas os atletas estavam sem nenhuma inspiração


Falha do goleiro do Oeste e o quase-gol do Figueirense. Foi o melhor momento da modorrenta manhã em Barueri

Dito e feito: nada mais aconteceu e o que valeu mesmo foi o papo sempre surreal do amigo-abelha Renato Rocha. O resultado final de Oeste 0-0 Figueirense saiu até barato para os paulistas tamanha a inoperância que mostraram. O empate colocou os catarinense em nono lugar com 10 pontos, enquanto o rubro-negro soma oito e está em 13º. O certame tem uma rodada no meio de semana e será interrompido em virtude da Copa América.

Após o apito final encontramos o amigo Bruno e dali seguimos até Jundiaí assistir um jogo bem legal da Segundona Paulista. Mal sabia que eu estava prestes a passar muito mal numa recaída monstra da minha gripe do começo do mês.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0-0 Figueirense

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B; Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR); Público: 1.019 pagantes; Renda: R$ 17.565,00; Cartões amarelos: Thiaguinho, Betinho, Renan de Freitas (Oes), Zé Antônio; Cartão Vermelho: Salomão 44 do 2º.
Oeste: Matheus Cavichioli (Glauco); Cicinho, Kanu, Maracás e Alyson; Betinho, Guilherme (Elvis), Thiaguinho, Léo Ceará e Mazinho (Salomão); Fábio. Técnico: Renan de Freitas.
Figueirense: Denis; Alemão Teixeira, Alemão, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Patrick e Tony; Fellipe Mateus (Juninho), Willian Popp (Alípio) e Matheus Lucas (Rafael Marques). Técnico: Hemerson Maria.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Oeste só empata e não entra no G4 da Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Estamos na reta final do Campeonato Brasileiro da Série B e na noite de terça-feira fui mais uma vez até a Arena Barueri para ver mais um capítulo da saga do Oeste em busca de uma vaga na elite nacional no ano que vem. Pela 34ª rodada, o rubro-negro da Grande São Paulo recebeu o Figueirense tentando entrar no G4 pela primeira vez.

Antes dessa rodada, o Ceará estava em terceiro com 58 pontos, o Paraná em quarto com 56 e o Oeste em quinto com 55. Os cearenses receberiam o Guarani e os paranaenses visitariam o Brasil em Pelotas. Jogar contra o Figueira, 12º colocado e ainda com chance de ser rebaixado era o cenário perfeito pro Rubrão. É, só que quando a esmola é muita o cego desconfia e o encontro foi bem mais difícil do que os locais poderiam prever.


Oeste e Figueirense pouco antes do apito inicial

O time catarinense, comandado pelo veterano Jorge Henrique, foi um adversário duro. A partida começou num ritmo bom e nos primeiros minutos cada clube teve um bom momento. O do rubro-negro saiu dos pés de Mazinho aos 34 minutos. Ele entrou na área e tocou para Robert, só que o atacante não conseguiu concluir. O lance do Figueira foi com ele, Jorge Henrique, e Rodolfo defendeu bem. Após esses dois lances a peleja caiu muito de produção. Aos 46 Guilherme Lazaroni tomou o segundo amarelo e foi expulso.

No tempo final, quando poderíamos esperar um Oeste mais incisivo por estar com um a mais no relvado, um duro golpe. Logo aos seis minutos Jorge Henrique cobrou falta e colocou a bola na cabeça de André Luís, que cabeceou firme e inaugurou o placar. Sabendo que uma derrota poderia ser fatal para suas pretensões, o escrete barueriense foi pra cima e ficou todo o tempo que restava ocupando o campo de defesa visitante.


Num primeiro tempo fraco, o time paulista teve poucos momentos de destaque


Bola levantada na área do Figueira

Aos 17, os jogadores paulistas reclamaram de pênalti de Naylhor em Jheimy, mas o árbitro mandou o jogo seguir. A enorme insistência deu resultado aos 33 minutos com um golaço de Mazinho, o artilheiro do certame. De fora da área, o camisa 10 soltou uma bomba e deixou tudo igual. A meu ver, o arqueiro catarinense falhou no lance. Sabendo que o empate também não era satisfatório, o Oeste foi ainda mais perigoso nos minutos seguintes. Vimos um massacre.

O número de chances criadas foi grande, porém nenhuma delas se transformou em gol. Aos 40, Mazinho acertou outro tirambaço e a bola tirou tinta da trave. Aos 45, outro chute perigoso, agora com Willian Cordeiro. Aos 47, a maior oportunidade de todas quando Raphael Luz cabeceou à queima-roupa e Saulo fez milagre. Realmente não era noite do rubro-negro.


Detalhe do gol de André Santos, o primeiro da noite


Depois de sofrer o gol, só deu Oeste na Arena


Um dos vários ataques perigosos dos rubro-negros no segundo tempo

O placar final de Oeste 1-1 Figueirense fez com que o time da Grande São Paulo chegasse aos mesmos 56 pontos do Paraná Clube (que foi derrotado na rodada), permanecendo em quinto lugar por ter um número de vitórias menor. O Ceará, terceiro lugar, tem 59. Faltando quatro rodadas, teremos muita luta pela frente.

A próxima parada futebolística será no sábado com uma das semi-finais do Paulista sub-20 da Segunda Divisão. Pela primeira vez teremos uma das agremiações de terras mais longínquas do estado atuando na Grande São Paulo. Imperdível.

Até lá!

© 2018

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A volta do genial Fast Clube aos gramados paulistas após 38 anos


O ápice do fim de semana futebolístico ficou reservado para a última partida. Desde pequeno queria ver um jogo do genial Nacional Fast Clube in loco, e a edição 2016 da Copa São Paulo de Futebol Júnior me deu a oportunidade de finalmente colocar o time na minha Lista. O Rolo Compressor enfrentou o Figueirense no Estádio Vereador José Feres pelo Grupo 18.

Podemos dizer que assistir uma apresentação do Rolo Compressor por essas bandas é algo muito, muito complicado. A última vez que o tricolor atuou em território paulista (com seu time profissional, é claro) foi em maio de 1978, visitando o XV de Piracicaba pelo Brasileiro. Desde então, nunca mais o Fast veio pra cá, independente da categoria. Entre várias equipes que nunca tinha visto, a escolha do Fast era um tanto quanto óbvia.

A classificação para a Copinha - a primeira em todos os tempos - veio com o título estadual de juniores em 2015, conquistado de forma invicta e com uma goleada de 6x0 na decisão contra o Nacional, o amazonense que mais participou da Copa São Paulo. O Figueira, surpreendente campeão em 2008, joga a competição pela 17ª vez.


Figueirense FC (sub-20) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Nacional Fast Clube (sub-20) - Manaus/AM. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Além de incluir o time de número 614 na Lista, um dos pontos altos do final da tarde foi o tempo em Taboão da Serra. Quando a peleja começou, garoava e o termômetro apontava 20 graus de temperatura. Uma verdadeira dádiva em pleno mês de janeiro e um pequeno presente dos céus depois de todo o calor que passei em Indaiatuba no dia anterior.

Acabei vendo um jogo muito bom, o melhor da minha primeira rodada. O Fast foi um adversário de muita qualidade para o onze catarinense, e a tônica da peleja foi o equilíbrio. Ambos mostraram muita qualidade e competitividade, mas foi o Figueirense quem saiu na frente com o gol de Igor, aproveitando rebote do arqueiro amazonense, aos 22 minutos.

Num dos últimos lances do tempo inicial o Fast Clube deixou tudo igual. A bola foi levantada na área depois de um escanteio da esquerda e Eler apareceu no primeiro pau para cabecear e fazer o primeiro do tricolor. No segundo tempo a chuva apertou e fui para as cabines. A partida ficou ainda melhor.


Artilharia aérea do Figueirense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Figueira pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Setor defensivo do Fast marcando firme o ataque do alvinegro catarinense. Foto: Fernando Martinez.


Lance dentro da área do onze amazonense. Foto: Fernando Martinez.

Tanto o Figueira quanto o Tricolor de Aço chegaram perto do segundo gol algumas vezes, porém o jogo foi seguindo com o 1x1 ainda resistindo no marcador. Os minutos finais foram eletrizantes e quase que o Fast vira o placar em dois contra-ataques criminalmente desperdiçados. Aos 49, quando a igualdade parecia inevitável, o Tricolor do Boulevard sofreu um duro golpe.

Num escanteio que não aconteceu, a bola foi alçada na área e o zagueiro Pereira subiu para cabecear firme e dar a vitória para o alvinegro. O placar final de Figueirense 2-1 Fast Clube colocou o Furacão na liderança da chave, liderança que foi confirmada ao final da primeira fase com mais duas vitórias e 100% de aproveitamento. O Rolo Compressor chegou perto de se classificar para a segunda fase, mas perdeu a vaga para o CATS no número de gols marcados.


Chance perigosa a favor do Furacão no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Uma das boas chances que o Fast teve para fazer o segundo gol durante o segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com esse jogo finalizei a cobertura da primeira rodada da Copinha, e só voltei a campo mais uma vez, mais precisamente na cidade de Barueri na terça-feira. Não vi outros jogos muito por conta da tabela pessimamente confeccionada. Pode soar repetitivo, mas é algo que precisa ser dito toda vez que possível.

Até a próxima!

Fernando