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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Manhã modorrenta em Barueri com Oeste x Figueirense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fazia um bom tempo que não armava uma rodada dupla de final de semana e no sábado finalmente ela aconteceu. Tudo bem que a escolha feita para a sessão matutina mostrou-se terrivelmente errada, mas isso acontece. Iniciei os trabalhos bem cedo com o meu retorno ao Campeonato Brasileiro da Série B após dois anos de ausência. Na pauta, Oeste x Figueirense na Arena Barueri.

Tá certo, não era o encontro dos sonhos, muito pelo contrário, porém acompanhei os amigos Renato e Caio Buschala, o mago das Copas do Mundo, na empreitada. A outra opção da manhã era Juventus x Santos na Rua Javari pelo estadual feminino, ou seja, certeza de gol, algo que não tínhamos em se tratando do jogo da segundona nacional. (Em tempo, a certeza se confirmou depois dos 90 minutos na casa grená com a vitória santista por 8x1)

Minha última vez na Série B também tinha sido ali na cancha da Grande São Paulo, em 14 de novembro de 2017. Naquela noite de terça-feira, o fraquíssimo 0x0 foi o resultado que o Internacional de Porto Alegre precisava para retornar à primeira divisão. Foi a única vez que vi o Colorado in loco atuando nessa competição. Falando em empates, desde que o Oeste passou a jogar em Barueri a tônica do time é empatar a maioria das suas apresentações.


Times perfilados antes do apito inicial

Eu vi dez jogos do rubrão na Arena entre 2017 e 2018 e a performance é bizarra: uma vitória (1x0 contra o Brasil de Pelotas na Série B de 2017), uma derrota (3x1 a favor do Paysandu também em 2017) e absurdos OITO empates, quatro deles sem a abertura do marcador. A chance de repetir algo assim no sábado era enorme, até porquê o rubro-negro tinha empatado quatro dos seis compromissos na atual edição da segundona nacional.

Quando a bola começou a rolar... meu Deus. Tirando algumas esporádicas chances do Figueirense, foi terrível acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. A atuação do Oeste foi bisonha e consegui entender o motivo de estarem numa posição ruim na tábua de classificação. Foi de doer, sério.

O Figueira teve um bom momento aos 17 minutos em chute de Fellipe Mateus e outro aos 20 com tiro de Patrick. E só. O negócio estava tão feio que um casal que estava ao meu lado na parte alta da Arena, abandonou a peleja e passou a fazer coisa melhor. Seguiu-se então uma sessão de carícias bem ousadas sem que se preocupassem com a minha presença. O clima ficou quente e confesso que fiquei constrangido com essa série de toques lascivos da dupla.

O negócio foi tão pesado que saí dali e fui encontrar a dupla de amigos nos camarotes da cancha. Junto a eles, acompanhei a etapa final torcendo por um gol, independente do lado. Novamente quem o escrete catarinense foi melhor. Aos sete, Ruan Renato, que belo nome, chutou com perigo. Aos 18 vimos o melhor lance da manhã quando Fellipe Mateus perdeu um gol bizarro depois da bola ficar quicando em cima da linha. Ali eu tive a plena certeza que o placar ficaria em branco.


Tímida chegada do Oeste dentro da área catarinense


Uma das duas boas chances do Figueira no primeiro tempo


O Oeste até tentou, mas os atletas estavam sem nenhuma inspiração


Falha do goleiro do Oeste e o quase-gol do Figueirense. Foi o melhor momento da modorrenta manhã em Barueri

Dito e feito: nada mais aconteceu e o que valeu mesmo foi o papo sempre surreal do amigo-abelha Renato Rocha. O resultado final de Oeste 0-0 Figueirense saiu até barato para os paulistas tamanha a inoperância que mostraram. O empate colocou os catarinense em nono lugar com 10 pontos, enquanto o rubro-negro soma oito e está em 13º. O certame tem uma rodada no meio de semana e será interrompido em virtude da Copa América.

Após o apito final encontramos o amigo Bruno e dali seguimos até Jundiaí assistir um jogo bem legal da Segundona Paulista. Mal sabia que eu estava prestes a passar muito mal numa recaída monstra da minha gripe do começo do mês.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0-0 Figueirense

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B; Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR); Público: 1.019 pagantes; Renda: R$ 17.565,00; Cartões amarelos: Thiaguinho, Betinho, Renan de Freitas (Oes), Zé Antônio; Cartão Vermelho: Salomão 44 do 2º.
Oeste: Matheus Cavichioli (Glauco); Cicinho, Kanu, Maracás e Alyson; Betinho, Guilherme (Elvis), Thiaguinho, Léo Ceará e Mazinho (Salomão); Fábio. Técnico: Renan de Freitas.
Figueirense: Denis; Alemão Teixeira, Alemão, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Patrick e Tony; Fellipe Mateus (Juninho), Willian Popp (Alípio) e Matheus Lucas (Rafael Marques). Técnico: Hemerson Maria.
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