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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Santo André é surpreendido pelo Nova Iguaçu no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


A última divisão paulista começou no último final de semana, só que eu decidi acompanhar de perto um jogo do Campeonato Brasileiro da Série D. Fui até o ABC, mais precisamente no Estádio Bruno José Daniel, para o genial duelo entre Santo André e Nova Iguaçu na segunda rodada do Grupo A7. Os paulistas querendo repetir o resultado positivo da semana anterior e os cariocas buscando a primeira vitória.

O Ramalhão participou da última divisão nacional no ano passado, mas, por conta da pandemia, não fui vê-los como mandantes. Acompanhei apenas a derrota contra a Portuguesa no Canindé. Logo, esse foi o meu retorno em confrontos do clube dentro de casa por uma competição nacional depois de nove anos. Minha última vez tinha sido em um 0x0 com o Metropolitano da Série D de 2013. Naquele ano também acompanhei duas vitórias: 2x1 contra o Villa Nova/MG e 3x2 em cima do Marcílio Dias.

Falando do Nova Iguaçu, foi apenas a segunda vez que os vi em ação. Na primeira, o Jogos Perdidos nem existia. Foi em 10 de abril de 2004 que assisti o Laranjão em campo pela única vez, em vitória de 5x1 contra o Ceres pela Série B do Carioca no Édson Passos, cancha do America. Falei sobre a histórica viagem em uma trinca de matérias nos nossos primórdios. Até hoje é uma das viagens mais lembradas.



Santo André e Nova Iguaçu antes do duelo pela segunda rodada da fase inicial da Série D


Capitães junto com o quarteto de arbitragem com o árbitro Murilo Francisco Misson Junior (MG), os assistentes Ítalo Magno de Paula Andrade (SP) e Leandra Aires Cossette (SP) e quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli (SP)

Voltando a 2022, o Santo André venceu o Pérolas Negras fora de casa na estreia da Série D. Já a Laranja Mecânica da Baixada foi derrotada em casa pelo Cianorte/PR. Por jogar em casa e pelo triunfo na primeira apresentação, eu imaginava que estava prestes a ver uma boa partida do time andreense. Me enganei redondamente. Junto com a dupla alfabética Milton e Nílton, acompanhei um dos piores jogos do ano.

Fica difícil até escrever a respeito de 90 minutos tão fracos. Na etapa inicial, ambas as equipes tiveram uma crônica dificuldade em criar lances minimamente aceitáveis. As poucas finalizações foram completamente sem direção. Na segunda etapa a coisa melhorou de forma tímida, nada digno de registro.

Aos 20 minutos, para a tristeza dos presentes, o Nova Iguaçu abriu o marcador. Em escanteio pela esquerda, a bola foi escorada, Gabriel surgiu entre os zagueiros no meio da área e cabeceou firme no canto. Com o gol sofrido, o Santo André tentou emplacar aquela pressão marota, porém não teve sucesso. Luís Henrique, goleiro visitante, mostrou serviço quando acionado.








Esperava mais do Santo André x Nova Iguaçu, mas o jogo foi bem abaixo da média e com raríssimos momentos de perigo


O glorioso placar eletrônico do Bruno José Daniel mostrando a derrota do Ramalhão

O Santo André 0-1 Nova Iguaçu foi bem definido pelo amigo Nilton: "foi um 0 a 0 com gol". Partida muito abaixo da média e resultado merecido. Agora, é fato que ambos vão precisar melhorar caso queiram estar na próxima fase da competição. Com 12 rodadas faltando, tudo pode rolar.

No domingo teve nova cobertura, a primeira do JP pela Segundona Paulista em 2022. Para a alegria geral, a peleja foi bem melhor do que a do sábado.

Até lá!

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Ficha Técnica: Santo André 0x1 Nova Iguaçu

Em breve
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quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Torneio Octávio Pinto Guimarães: Nova Iguaçu 0-0 CFZ

Olá!

Fala pessoal! Ontem, quarta-feira, fiz mais uma rodadinha pelo Rio de Janeiro, novamente acompanhando o Torneio Octávio Pinto Guimarães, que é disputado pela categoria sub-20. E tive direito a rodada dupla, pena que o jogo da manhã não agradou muito e já explico o porquê.

Bom, o primeiro jogo foi Nova Iguaçu x CFZ do Rio, às 10:00 horas da manhã no CT do Nova Iguaçu, na cidade homônima. Chegando lá, fui buscar autorização para entrar no gramado. Bom, qual não foi a surpresa: um segurança uniformizado, no estilo daquele que barrou o Fernando no CT do Pão de Açúcar (ver post do jogo Juventus x Paulista pelo sub-20), perguntou se eu tinha agendado com a assessoria de imprensa.

Como eu não sabia que eles pensam que são o Real Madri, não tinha agendado nada. Tentei explicar para o cara que era para um site, assim, assado. Mas aquele ser, dotado de toda boa vontade e gentileza do mundo, mandou eu esperar que ele ia ver se encontrava o assessor de imprensa.

Resumindo: se eu tivesse esperado, estaria lá até agora. Como da onde eu estava dava para ver o campo, na hora em que o jogo começou e não havia mais chances de tirar as fotos das equipes, agradeci muito o segurança e fui assistir o jogo da arquibancada.

Pra melhorar o meu humor, o jogo foi sofrível, o pior do ano. Inacreditavelmente no primeiro tempo, não houve um chute a gol por parte das duas equipes. Na segunda etapa, o CFZ resolveu sair um pouquinho mais para o jogo e chegou algumas vezes, sem perigo algum, ao gol do time da casa. Com toda essa emoção, o final implacável foi: Nova Iguaçu 0 x 0 CFZ do Rio.


Jogada na linha de fundo no primeiro tempo da partida. Foto: Emerson Ortunho.


Jogador do Nova Iguaçu segura um jogador do CFZ dentro da área. Foto: Emerson Ortunho.

Antes de ir embora, ainda tive outra prova de que as coisas lá são meio esquisitas: eles tem uma lojinha até que bem arrumada com produtos licenciados do clube e tinha uma faixa dizendo que as camisas estavam em promoção. Numa prova de que não guardo rancor, fui comprar uma para minha coleção. Logo a vendedora me alertou que os tamanhos G e GG haviam acabado no dia anterior.

Até entendi, pois estavam em promoção, porém quando eu estava saindo, vi que a camisa da vitrine era tamanho GG. Voltei e expliquei para a vendedora que eu era de São Paulo e que dificilmente voltaria lá e se era possível ela me vender a da vitrine. A resposta foi um taxativo não! Então é isso aí, o Nova Iguaçu vai longe em matéria de conquistar torcedores.

Daqui a pouco em volto com o post do jogo da tarde, que se contrapondo com tudo que aconteceu de manhã, foi totalmente fantástico.

Até já!

Emerson

quinta-feira, 9 de junho de 2005

A História pré-JP, volume 5: A fantástica viagem ao Rio em 2004 (parte 2 de 3)

E aí povo!

Continuando a gloriosa saga do JOGOS PERDIDOS ao Rio de Janeiro no ano passado, hoje tem a segunda parte da nossa viagem. Agora é a vez do segundo jogo em que estivemos presentes. Foi a segunda partida na rodada dupla que aconteceu em Édson Passos, estádio do América: Exclusivo, de dentro do campo, vimos o clássico entre Nova Iguaçu e Ceres.


Esse é o ingresso oficial dos dois jogos que vimos no campo do América. Não há ingresso do jogo entre Arraial do Cabo e Goytacaz porque era uma rodada dupla. Detalhe que entramos de graça, mas fizemos questão de comprar o ingresso só pela história!

Nessa partida, o Clube já estava na sua formação completa dentro do campo. Como quem não queria nada, o Mílton e o Estevan foram se enfiando em tudo o que era canto do estádio para chegar junto conosco. Genial foi que os fiscais da FERJ só ficaram chatos na primeira partida, nessa segunda eles 'liberaram geral' e um monte de gente também entrou na dança e acompanhou a partida junto com a gente. O Estevan estava com a sua câmera também, então nós fizemos várias fotos exclusivas, e para variar, mostramos aqui as duas fotos dos times posados (como sempre):


Nova Iguaçu FC - Nova Iguaçu/RJ (em 10.04.2004). Foto: Fernando Martinez.


Ceres FC - Rio de Janeiro/RJ (em 10.04.2004). Foto: Fernando Martinez.

Assim como o Arraial do Cabo, o Ceres até ali não tinha feito nenhum ponto, e o Nova Iguaçu era líder do grupo. Mas diferente da preliminar, quando achamos uma coisa e acabou acontecendo outra, nesse segundo jogo a lógica prevaleceu. O Nova Iguaçu não tomou conhecimento da equipe do Ceres. Se bem que, no primeiro tempo ainda teve alguma emoção. O Nova Iguaçu fez 1 a 0 aos 21' e o Ceres ainda conseguiu empatar o jogo aos 31' e levar a partida empatada para o intervalo. A pergunta era: "Será que o Ceres consegue aprontar alguma por aqui?" A resposta foi simples e objetiva: NÃO.


Ataque do Nova Iguaçu ainda no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando o intervalo, fomos até a lanchonete super-equipada do Édson Passos, já que eram 4 da tarde e estávamos sem comer e beber nada desde às 7 da matina. Obviamente a lanchonete contava com alimentos super-nutritivos como coxinhas, bolinhas de queijo, quibes e salgadinhos naturais (!). Mas o que salvou, pelo menos momentaneamente, a nossa fome foi um belo sanduba de queijo, o popular queijo-quente.

Com a grana curta não deu pra comer muito, mas pelo menos agora a gente podia ficar tranqüilo por alguns minutos. Voltando pro campo, o jogo ainda não tinha começado, então deu tempo para tirar mais algumas fotos especiais do Clube.


Eu, Jurandyr e o Mílton dentro do gol do Édson Passos, numa foto só para mostrar que estávamos lá mesmo. Foto: Estevan Mazzuia.

Já o jogo no segundo tempo foi um massacre. Foi um jogo de um time só. Logicamente, o Nova Iguaçu. Mesmo jogando com o glorioso Ado (aquele mesmo que perdeu o pênalti do Bangu na final do Brasileiro de 85) no auge dos seus 44 anos, o Ceres não fez nada de bom. Seu goleiro era péssimo e a zaga pior ainda. Ficou fácil para o time da baixada golear a equipe da Zona Oeste carioca por 5 a 1. Foi legal, porque nesse segundo tempo ficamos ao lado do pessoal do Nova Iguaçu e depois um pouquinho com o povo do Ceres. Conseguimos informações interessantíssimas desses clubes, e fizemos amizade com um pessoal gente finíssima.


Um dos atacantes do Nova Iguaçu cruza dentro da área...


... e outro completa: Era mais um gol do time laranja. Foto: Fernando Martinez. [180411]


Ataque perdido pelo Nova Iguaçu, no segundo tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Rodada dupla confirmada, agora só faltava a gente ter uma noção legal de como iríamos fazer para assistir e chegar ao terceiro jogo do dia. Nas conversas que tivemos, a galera nos assustou um pouco com frases do tipo: "Vocês vão para esse lugar, à noite, e com possibilidade de chuva? Vocês vão morrer!", "Ninguém faz esse caminho e fica vivo!". Todas frases bem amigáveis e que nos deixaram sem nenhuma preocupação...

E o pior de tudo é que tínhamos que sair muito rápido, para poder chegar a tempo no nosso novo destino. Com isso, não comemos mais. Só posso garantir que esse terceiro jogo foi interessantíssimo, mas ao mesmo tempo, foi um sofrimento por causa do sono e da fome. Tudo isso estará na parte 3 da nossa saga, na exclusiva série CONTOS DO FUTEBOL. Fiquem ligados!

Até mais...

Fernando