Texto e fotos: Fernando Martinez
Na quinta-feira pintou outra cobertura aqui no Jogos Nada Perdidos. Decidi ir até o Nubank Parque acompanhar de perto o duelo entre Palmeiras e Bahia pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Um jogo para o alviverde chegar mais perto do Flamengo, que empatou com o Santos horas antes. Desde 2013, quando visitou e perdeu do Peixe no Pacaembu, eu não via o elenco principal do Tricolor de Aço em ação.
Essa foi a primeira vez que vi esse confronto com os elencos principais das duas equipes. Mas isso era para ter acontecido em 2002. Em setembro daquele ano, eles jogaram no saudoso Palestra Itália em um sábado à tarde. Tive a ideia de acompanhar, mas naquela época não era comum comprar ingresso antecipado. Quando cheguei, o mundo estava lá e, depois de horas, voltei para meu saudoso QG no bairro do Pari pois as entradas se esgotaram. Vinte e quatro anos depois, finalmente o confronto faz parte da minha Lista.
Os bonitinhos não quiseram posar para a foto. Nem lembro a última vez que nenhuma das equipes fez isso. Pior é que os fotógrafos dos clubes nem pedem. Triste. Como já disse antes, é um golpe contra a história deles mesmos

O jogo teve mensagens a favor das bets levando em conta a tal "liberdade de cada um para apostar". Ótimo. Agora vamos falar de outras liberdades individuais também?
Fez muito calor na capital bandeirante o dia todo e fiz o caminho até o estádio num ônibus apinhado. Por conta do baita trânsito, cheguei ao campo faltando dois minutos para o final do credenciamento. Antes do apito inicial, bati aquele papo maroto com alguns dos amigos fotógrafos presentes, todos compartilhando a mesma sensação ruim que marcou a semana depois dos acontecimentos do último domingo.
Derretendo, não rolou fazer as fotos posadas e fui acompanhar o ataque local na etapa inicial. Não deu nem tempo de ligar a câmera direito e o Palmeiras abriu o marcador. Andreas Pereira bateu escanteio, Barboza escorou para a área e Flaco López, que teve o prazer de colocar a seleção do Benin na sua Lista na terça, se antecipou ao goleiro Ronaldo e fez de cabeça.
Na sequência, os locais mandaram duas finalizações na trave. Só nos últimos minutos é que o Bahia tentou assustar, só que todos os chutes foram pela linha de fundo. Na etapa final, fiquei no mesmo lugar e vi o ataque baiano. O panorama não mudou muito. O Palmeiras seguiu com as melhores chances, incluindo uma bola na trave de Sosa, enquanto o Bahia teve seu momento maior de perigo com uma bomba de Erick, defendida por Carlos Miguel.
O gol palmeirense em quatro momentos. Flaco López, que tem a seleção do Benin na Lista, comemorou na frente das lentes do Jogos Perdidos
Mais lances do primeiro tempo no Nubank Parque
O Bahia tentou empatar o jogo na etapa final, mas não teve sucesso. Na última foto, grande defesa de Carlos Miguel
O 1 a 0 deixou o alviverde com 60 pontos, apenas um atrás do líder Flamengo. Faltam agora nove jogos para o final da Série A. Ambos vão se enfrentar na 36ª rodada. O domínio de ambos é algo esperado por dez entre dez torcedores, independentemente para qual time torçam. É a gloriosa “espanholização” do futebol brasileiro a todo vapor, fruto do bom trabalho da dupla e dos erros dos demais.
Perdi o ônibus logo depois que saí do estádio e o outro passou quase meia hora depois, levando quase uma centena de pessoas junto. Maravilha ser quase meia-noite e pegar um coletivo nesse esquema... só que não.
Até a próxima!
Ficha Técnica: Palmeiras 1-0 Bahia
Local: Nubank Parque (São Paulo); Árbitro: Bráulio da Silva Machado/SC; Público: 27.135 pagantes; Renda: R$ 2.307.447,05; Cartões amarelos: Khellven, Acevedo e Jean Lucas; Gol: Flaco López 6 do 1º.
Palmeiras: Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Khellven, Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira (Felipe Anderson) e Arthur; Flaco López (Jhon Arias) e Vitor Roque (Sosa). Técnico: João Martins (auxiliar).
Bahia: Ronaldo; Román Gomez, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Jean Lucas e Nestor (Erick); Kike Olivera (Sanabria), Erick Pulga (Ademir) e Alejo Veliz (Willian José). Técnico: Rogério Ceni.














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