LUCÉLIA FC
Escudinho do Lucélia Futebol Clube.
Fala, pessoal!
Depois de muito tempo fora das nossas páginas virtuais, seguimos hoje com mais um post da série Volta ao Passado. Temos o prazer de publicar as esperadas fotos da visita do Orlando à cidade de Lucélia, que fica a 574 quilômetros da capital bandeirante e também é a casa do Lucélia Futebol Clube e também do Estádio José de Freitas Cayres, palco dos jogos da equipe azul e branco.
Mas antes de falar de futebol, vale registrar um pouco da história do município. As terras que hoje formam a cidade foram colonizadas nos anos 20 do século passado por imigrantes eslavos e russos que chegaram na região através dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1939, o engenheiro Luiz Ferraz de Mesquita, responsável pela divisão e colonização das terras, fundou um povoado que recebeu o nome de Lucélia (antes, o povoado era conhecido como "Zona da Mata"). Em 1944, esse povoado foi elevado à categoria de município.
O interessante mesmo dessa história é saber de onde o engenheiro Luiz Ferraz de Mesquita tirou o nome "Lucélia". Ele foi formado por uma sílaba do seu nome ("Lu"), a primeira sílaba do nome de sua esposa Cecília ("Ce") e mais a terminação "Lia", comum em cidades da vizinhança como Gália, Marília e Cabrália.
Antes mesmo que a cidade finalmente fosse fundada, o Lucélia Futebol Clube já existia. A equipe azul e branca nasceu no dia 7 de julho de 1943 e se tornou filiada da Federação Paulista de Futebol em 1950. Em 1952, a equipe disputou a segunda divisão da época, e foi lanterna da chave da Primeira Região, jogando junto com Linense, São Paulo de Araçatuba, Tupã, Bandeirante, Penapolense, 9 de Julho de Getulina e AA Adamantina.
Equipe do Lucélia nos anos 50. Ao fundo, as lotadas arquibancadas do Estádio José de Freitas Cayres. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.
Time do Lucélia posado em 1962. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.
Time do Lucélia FC em 2011, quando foi vice-campeão da Copa AMNAP. Reprodução: www.esporteinterior.com.br.
Após essa disputa, a equipe voltou ao profissionalismo em 1958, jogando a terceira divisão. Até 1965 foram mais quatro campeonatos profissionais disputados, e no final daquele ano o time se despediu das disputas dos campeonatos paulistas numa derrota em casa para o Guarani de Adamantina acontecida em 26 de setembro de 1965.
Fachada do Estádio José de Freitas Cayres. Foto: Orlando Lacanna.
Parte coberta do estádio da cidade de Lucélia. Foto: Orlando Lacanna.
Arquibancadas do estádio lotadas, em fotos dos anos 50. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.
Desde então, a equipe continuou disputando campeonatos amadores da região, sempre mandando as partidas no Estádio José de Freitas Cayres, local que o Orlando teve a honra de visitar no ano de 2009. O estádio não estava tão bem cuidado assim, e a impressão era que ninguém mexia ali há tempos. Na época, ele também buscou informações sobre a situação do Lucélia FC, mas sem obter sucesso. Por ter feito a visita num feriado, também não conseguiu visitar a sede do time.
Gol "da esquerda". Foto: Orlando Lacanna.
Agora o gol "da direita". Foto: Orlando Lacanna.
Outra visão do gol "da direita", agora com uma ideia dos vestiários. Foto: Orlando Lacanna.
Mas atualmente sabemos que o Lucélia Futebol Clube ainda existe, e jogou no segundo semestre de 2011 a Copa AMNAP, se tornando vice-campeão. Mas a equipe não manda seus jogos no tradicional estádio da cidade, já que o mesmo está interditado. Uma reforma está sendo feita com previsão de término até junho do ano corrente. A sede do clube foi destruída pela chuva no final de 2010 e ainda não tem previsão de ser reconstruída.
Arquibancadas do José de Freitas Cayres. Foto: Orlando Lacanna.
Uma visão geral do estádio da cidade de Lucélia, município da Alta Paulista. Foto: Orlando Lacanna.
De qualquer forma, nós sempre esperamos que algum time que chegou a jogar profissionalmente em tempos remotos possa voltar ao profissionalismo. Tudo bem que o fato de que os interessados tenham que possuir local para jogos com a terrível capacidade mínima de 5 mil lugares é um impeditivo real para que isso aconteça, mas a esperança é a última que morre.
Até a próxima!
Fernando