Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador _ Volta ao Passado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador _ Volta ao Passado. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2012

Volta ao Passado, volume 36: Lucélia FC (Lucélia/SP)

LUCÉLIA FC


Escudinho do Lucélia Futebol Clube.

Fala, pessoal!

Depois de muito tempo fora das nossas páginas virtuais, seguimos hoje com mais um post da série Volta ao Passado. Temos o prazer de publicar as esperadas fotos da visita do Orlando à cidade de Lucélia, que fica a 574 quilômetros da capital bandeirante e também é a casa do Lucélia Futebol Clube e também do Estádio José de Freitas Cayres, palco dos jogos da equipe azul e branco.

Mas antes de falar de futebol, vale registrar um pouco da história do município. As terras que hoje formam a cidade foram colonizadas nos anos 20 do século passado por imigrantes eslavos e russos que chegaram na região através dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1939, o engenheiro Luiz Ferraz de Mesquita, responsável pela divisão e colonização das terras, fundou um povoado que recebeu o nome de Lucélia (antes, o povoado era conhecido como "Zona da Mata"). Em 1944, esse povoado foi elevado à categoria de município.

O interessante mesmo dessa história é saber de onde o engenheiro Luiz Ferraz de Mesquita tirou o nome "Lucélia". Ele foi formado por uma sílaba do seu nome ("Lu"), a primeira sílaba do nome de sua esposa Cecília ("Ce") e mais a terminação "Lia", comum em cidades da vizinhança como Gália, Marília e Cabrália.

Antes mesmo que a cidade finalmente fosse fundada, o Lucélia Futebol Clube já existia. A equipe azul e branca nasceu no dia 7 de julho de 1943 e se tornou filiada da Federação Paulista de Futebol em 1950. Em 1952, a equipe disputou a segunda divisão da época, e foi lanterna da chave da Primeira Região, jogando junto com Linense, São Paulo de Araçatuba, Tupã, Bandeirante, Penapolense, 9 de Julho de Getulina e AA Adamantina.


Equipe do Lucélia nos anos 50. Ao fundo, as lotadas arquibancadas do Estádio José de Freitas Cayres. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.


Time do Lucélia posado em 1962. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.


Time do Lucélia FC em 2011, quando foi vice-campeão da Copa AMNAP. Reprodução: www.esporteinterior.com.br.

Após essa disputa, a equipe voltou ao profissionalismo em 1958, jogando a terceira divisão. Até 1965 foram mais quatro campeonatos profissionais disputados, e no final daquele ano o time se despediu das disputas dos campeonatos paulistas numa derrota em casa para o Guarani de Adamantina acontecida em 26 de setembro de 1965.


Fachada do Estádio José de Freitas Cayres. Foto: Orlando Lacanna.


Parte coberta do estádio da cidade de Lucélia. Foto: Orlando Lacanna.


Arquibancadas do estádio lotadas, em fotos dos anos 50. Reprodução: http://kmphotography.host.sk/nossalucelia3.

Desde então, a equipe continuou disputando campeonatos amadores da região, sempre mandando as partidas no Estádio José de Freitas Cayres, local que o Orlando teve a honra de visitar no ano de 2009. O estádio não estava tão bem cuidado assim, e a impressão era que ninguém mexia ali há tempos. Na época, ele também buscou informações sobre a situação do Lucélia FC, mas sem obter sucesso. Por ter feito a visita num feriado, também não conseguiu visitar a sede do time.


Gol "da esquerda". Foto: Orlando Lacanna.


Agora o gol "da direita". Foto: Orlando Lacanna.


Outra visão do gol "da direita", agora com uma ideia dos vestiários. Foto: Orlando Lacanna.

Mas atualmente sabemos que o Lucélia Futebol Clube ainda existe, e jogou no segundo semestre de 2011 a Copa AMNAP, se tornando vice-campeão. Mas a equipe não manda seus jogos no tradicional estádio da cidade, já que o mesmo está interditado. Uma reforma está sendo feita com previsão de término até junho do ano corrente. A sede do clube foi destruída pela chuva no final de 2010 e ainda não tem previsão de ser reconstruída.


Arquibancadas do José de Freitas Cayres. Foto: Orlando Lacanna.


Uma visão geral do estádio da cidade de Lucélia, município da Alta Paulista. Foto: Orlando Lacanna.

De qualquer forma, nós sempre esperamos que algum time que chegou a jogar profissionalmente em tempos remotos possa voltar ao profissionalismo. Tudo bem que o fato de que os interessados tenham que possuir local para jogos com a terrível capacidade mínima de 5 mil lugares é um impeditivo real para que isso aconteça, mas a esperança é a última que morre.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Volta ao Passado, volume 35: Palmeiras FC (Franca/SP)

PALMEIRAS FC (Franca)


Escudo alternativo do Palmeiras Futebol Clube de Franca que fica nas tribunas do estádio do time. Foto: Fernando Martinez.

Fala pessoal!

Finalmente os posts da cultuada série VOLTA AO PASSADO voltam às páginas do JOGOS PERDIDOS, e hoje com um pouco mais da história do tradicionalíssimo Palmeiras Futebol Clube da cidade de Franca, clube que visitei em meados de 2009 e é situado na Rua Santos Pereira. E pela primeira vez voltamos a falar de um time já citado - o Palmeiras foi visitado pelo Orlando em 2005, no primeiro volume da série - pois a situação atual da equipe é bem diferente do que ele viu há cinco anos atrás.


Fachada do time em março de 2009, completamentre restaurada. Foto: Fernando Martinez.


E a mesma fachada em 2005, quando da visita do Orlando, numa época em que o Palmeiras estava quase sumindo do mapa. Foto: Orlando Lacanna.

A viagem que fiz aconteceu pouco após o carnaval de 2009, num final-de-semana aonde visitei pela primeira vez a região. Na oportunidade vi a partida entre Francana e Nacional, vencida pela Feiticeira por 4x1 válida pela Série A3 do ano passado. E como fiquei na cidade para voltar à capital no dia seguinte, uma visita ao Palmeiras era mais do que obrigatória. Para a minha grata surpresa, encontrei o clube numa situação bem melhor do que o Orlando viu. Mas antes de falar da situação do clube, vale contar um pouco da história do time do Palmeiras através dos anos e das suas disputas em campeonatos paulistas.


Aqui o nome do clube na entrada de associados, também restaurada. Foto: Fernando Martinez.

A equipe foi fundada em 25/12/1917 pela colônia italiana que vivia na cidade em razão do cultivo do café. Exatamente 30 anos depois começava a história palmeirense no profissionalismo. O time foi um dos participantes do primeiro campeonato oficial de Segunda Divisão em São Paulo. Mas ao final daquele torneio, a equipe ficou na 14ª e última colocação. Nos dois anos seguintes a equipe continuou sem mostrar um bom futebol, e isso fez com que a equipe desistisse da Segundona em 1950 e só voltasse a disputar em 1953. Mas foi uma volta efêmera, pois o time não voltou para a disputa em 1954.


Time do Palmeiras em 12/08/1981, época em que o clube disputava o Campeonato Amador do estado visando voltar ao profissionalismo. Na época, a equipe podia jogar no futebol profissional depois de três disputas amadoras. Reprodução: Fernando Martinez.

Somente em 1983 a equipe reapareceu nos gramados paulistas numa sequência maior de campeonatos disputados. Mas tirando o ano de 1984, quando a equipe foi 6ª colocada numa Terceira Divisão com 42 participantes, o restante da década não foi muito proveitoso, num tempo em que a dificuldade e o "amadorismo" de quase todas as equipes era evidente. Era o final de uma época romântica do futebol, e isso custou a vida de muitas equipes desde então.


Time do Palmeiras FC posado no dia 26/06/84, quando venceu a Santa Ritense por 2x1 jogando em Franca. Reprodução: Fernando Martinez.

Em 1990 porém o Palmeiras chegou a sua melhor participação em algum Campeonato Paulista em todos os tempos. Jogando a Terceira Divisão (equivalente ao quarto nível da época), o time foi vice-campeão, só perdendo o título para o Corinthians de Presidente Wenceslau em virtude desse ter melhor campanha, pois não houve final após a última fase do campeonato. Em 1991 o time voltou a jogar a Segunda Divisão (equivalente à Terceira) e fez campanha razoável. Mas após isso, duas campanhas completamente desastrosas deixaram o time em situação ruim. Em 40 jogos disputados em 1992/1993, a equipe perdeu 28, um total de 70%, e venceu apenas 4 deles. O time ficou com a 49ª colocação em 1992 (entre 50 participantes) e na 42ª posição, o último lugar, no ano seguinte.


O Palmeiras FC posando para mais uma foto, agora em time do final dos anos 80. Reprodução: Fernando Martinez.

Nesse período, o time ficou 23 jogos sem nenhuma vitória, num período total de quase dois anos. As maiores goleadas sofridas pelo Palmeiras também aconteceram nesse meio-tempo. No campeonato de 1993, a equipe tomou duas buchas de 8x0 do José Bonifácio, uma delas dentro do seu próprio estádio. E a maior goleada sofrida pelo clube em toda sua história profissional aconteceu em 25/07/93, quando tomou um 11x0 do Monte Azul.

Para completar a tristeza dos torcedores do time, o campeonato de 1994 foi o pior de todos os tempos e o Palmeiras nem terminou a disputa. A equipe foi eliminada após 12 jogos disputados em virtude de dívidas com a FPF. O último desses jogos, e consequentemente último jogo do time no profissionalismo, aconteceu no dia 26 de junho, quando perdeu para o Guapira por 2x1 no Estádio Aníbal de Freitas. Foi a primeira vez que o time jogou na capital paulista em disputas profissionais e a velha guarda do JP, que estava presente no estádio nesse dia, com certeza nem imaginava que estava vendo um momento histórico.

Desde então a equipe perambulou pelos campeonatos amadores regionais por algum tempo até parar até com o amadorismo. Na época do primeiro post sobre o clube na série VOLTA AO PASSADO, o time estava completamente largado, com seu histórico estádio em ruínas e praticamente sem nenhum futuro. Não havia nenhuma movimentação de associados, nenhuma equipe adulta de futebol, e o campo de jogo era utilizado apenas por uma escolinha de garotos.

Ainda com essa imagem de abandono e destruição que tinha da visita de 2005, cheguei na Rua Santos Pereira e me impressionei com o estado atual do estádio. Tudo muito bem conservado e devidamente pintado com as cores verde e branca. Logo me identifiquei para o porteiro do local, e não demorou muito para que um dos atuais membros da diretoria do clube viesse me recepcionar. Muito simpático, foi me mostrar as dependências do reformado estádio palmeirense.


Detalhe das sociais do estádio palmeirense devidamente restauradas. Foto: Fernando Martinez.


Vista da parte coberta do estádio, bem diferente do que vimos lá cinco anos atrás. Foto: Fernando Martinez.


Placar do estádio do Palmeiras FC de Franca. Foto: Fernando Martinez.

Não existem mais os sarrafos de madeira escorando a parte coberta, não existe mais a pintura mal-feita e o lugar com cara de completo abandono. Todo o estádio foi reformado e pintado, exatamente como era no começo da história do Palmeiras. A tribuna que fica na parte coberta é o ponto alto do local, e o aspecto histórico do começo do século XX foi deixado intacto. Telhas novas na parte coberta também foram colocadas, deixando o local mais bem arrumado do que muito campo que vemos por aí.


Tribuna, a parte mais sotisficada aonde os figurões assistiam os jogos do time, completamente revitalizada do estádio alvi-verde. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma visão do largo corredor das numeradas cobertas do estádio, com o ginásio do clube ao fundo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o que chama mesmo a atenção fica dentro das quatro linhas, pois o gramado do estádio do Palmeiras é muito, mas muito bom mesmo. Em tantos gramados horrorosos que vemos na Segundona paulista, ver algo tão bem cuidado como vi lá é animador. Depois da visita, fui conhecer o restante das dependências do clube, que ainda possui uma cancha de bocha, ginásio e um espaço para confraternização dos associados.


Visão da parte esquerda do belo gramado da "cancha" palmeirense em Franca. Ah, os tufos que são vistos no campo estão aí pois estavam mexendo no gramado no dia da minha visita. Foto: Fernando Martinez.


Agora o lado direito do gramado palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Após essa avalanche de nostalgia fui conversar com dois diretores do clube, que disseram que a meta do time é voltar o mais rápido possível ao profissionalismo. Toda a restauração e revitalização da sede/estádio do time é em razão disso. Mas em primeiro lugar nos planos dos diretores palmeirenses está a criação do time amador para que se forme uma base suficientemente importante para que a equipe possa aguentar os desafios da Segundona paulista.


Sala de troféus do clube e os simpáticos diretores (se alguém souber o nome dos dois nos avise... o papel em que tinha anotado derreteu numa chuva de verão no ano passado) que conversaram bastante comigo, me agradecendo muito pela visita ao tradicional clube paulista. Foto: Fernando Martinez.

Muita conversa depois me despedi dos simpáticos membros da diretoria alvi-verde e peguei novamente meu rumo para a capital do estado, mas torcendo que o Palmeiras Futebol Clube de Franca possa voltar logo ao profossionalismo. Torcida aqui do JOGOS PERDIDOS com certeza é o que não falta.

Até a próxima!

Abraços,

Fernando

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Volta ao Passado, volume 34: AA Barra Bonita (Barra Bonita/SP)

AA BARRA BONITA


Escudo da A.A. Barra Bonita. Foto: Orlando Lacanna.

Iniciando retorno do passeio pelo interior de São Paulo durante o feriado prolongado por conta do último Carnaval, montei um roteiro que me permitisse passar por cidades que já tiveram clubes que disputaram alguma competição profissional.

Ainda viajando pela Rodovia Marechal Cândido Rondon, agora no sentido do interior para Capital, fiz um desvio e entrei na turística cidade de Barra Bonita, distante 278 km de São Paulo, cuja localização fica mais ou menos no meio do caminho entre Bauru e Botucatu. Atualmente conta com 35.000 habitantes, sendo que as suas principais atividades econômicas são a agricultura com a cana-de-açúcar e o turismo. Cabe ressaltar que Barra Bonita também é chamada de "Cidade Simpatia" e tem como um dos seus filhos mais ilustres, o falecido locutor esportivo Fiori Giglioti, que tanto sucesso fez no rádio esportivo.


Trecho do Rio Tietê que circunda a cidade de Barra Bonita. Foto: Orlando Lacanna.

O meu objetivo nessa visita foi pesquisar sobre dois times que já participaram de competições profissionais. Comecei pela Associação Atlética Barra Bonita, que foi fundada em 21 de abril de 1.923, tendo disputado campeonatos de acesso por 8 anos consecutivos, começando em 1.977 e parando em 1.984. Sua trajetória no profissionalismo começou no dia 17/06/77, na cidade de Bariri, com a vitória de 2 a 1 frente ao Municipal, sendo que sua despedida aconteceu em 31/10/84, com uma derrota de 2 a 1 contra o Novorizontino. Nesses oito anos de disputa, conquistou o título da Terceira Divisão de 1.982, vencendo todas as partidas do quadrangular final que contou também com as participações do José Bonifácio, União Funilense de Cosmópolis e Palmeirinha de Porto Ferreira.

Atualmente a AABB é um clube voltado exclusivamente para a parte social, contando com cerca de 1.500 sócios e não disputa nenhuma competição de futebol, quer de adultos, quer nas categorias de base. Depois de um almoço espetacular à base de peixe num restaurante à beira do Rio Tietê, fui até o clube e lá encontrei tudo fechado e, só aí me dei conta que era quarta-feira de cinzas, dia que normalmente os clubes ficam fechados. Não me dei por vencido e insisti na campainha até que apareceu um senhor muito atencioso e permitiu minha entrada no clube, tendo inclusive me acompanhado na visita e mostrado todas as suas dependências.

O clube possui piscinas, quadras, ginásio, restaurante, lanchonete, sala de troféus, play-ground, campo de futebol society, academia de ginástica, cancha de bocha e por aí afora. Trata-se de um clube completo e bem conservado.


Visão do conjunto aquático. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra de futebol society. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra poliesportiva e palco de grandes bailes e carnavais. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra descoberta. Foto: Orlando Lacanna.


Galeria de troféus. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de visitar as dependências, indaguei meu cicerone sobre o estádio que a AABB utilizava quando disputava futebol profissional e descobri que o campo utilizado era o Estádio Municipal Vicente Antônio Zenaro Manin, também chamado de "Vicentão", localizado a algumas quadras da parte social e lá fui eu conhecê-lo. O estádio, que tem capacidade para 5.000 pessoas, foi inaugurado em 22/12/1.963 com a realização de três jogos: Funcionários da Prefeitura 2 - 1 Bancários (amador), Barra Bonita 2 - 3 Ponte Preta (juvenil) e Noroeste 2 - 2 XV de Piracicaba (amistoso profissional).


Entrada principal do Vicentão. Foto: Orlando Lacanna.

Os refletores foram inaugurados em 1.973 com o amistoso Noroeste 2 - 2 Palmeiras. Quando da minha visita, em fevereiro último, as condições gerais do estádio não eram das melhores, necessitando de uma boa reforma para adequá-lo às condições mínimas de uso. Um zelador local afirmou que iria ser iniciada uma reforma semanas depois.


Do centro do gramado visão das arquibancadas cobertas. Foto: Orlando Lacanna.


As mesmas arquibancadas cobertas vistas da pista de atletismo. Foto: Orlando Lacanna.


Gol da direita com a trave inclinada. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o gol da esquerda também com a trave inclinada. Foto: Orlando Lacanna.


Visão do campo de jogo com a grama alta. Foto: Orlando Lacanna.

Quando ainda estava no clube, fui apresentado ao Presidente da AABB que lá estava avaliando o resultado do baile carnavalesco realizado na noite anterior. Aproveitei a oportunidade para fazer a célebre pergunta sobre uma possível volta ao profissionalismo, e a resposta foi negativa, pois o clube atualmente só está voltado para o lazer dos seus associados e, além disso, o clube não tem condições financeiras de manter uma equipe profissional e o estádio está sem condições. Da minha parte, ficarei na torcida para que um dia essa situação possa mudar e tenhamos de volta o alvinegro de Barra Bonita desfilando pelos campos do interior.


Equipe de 1.956 na época do amadorismo. Foto: Arquivos da A.A. Barra Bonita. Reprodução: Orlando Lacanna.


Equipe Campeã da Terceira Divisão de 1.982. Foto: Arquivos da A.A. Barra Bonita. Reprodução: Orlando Lacanna.

Ao deixar o estádio fui em direção a outro bairro da cidade, agora a Vila Habitacional, para conhecer mais um estádio e a situação atual do segundo time de Barra Bonita que já militou no profissionalismo, mas essa história será mostrada em outro post da série "Uma Volta ao Passado". Aguardem.

Antes de encerrar, quero expressar meus agradecimentos especiais ao Zé Carlos "Sagui", bem como o Presidente da AABB, que gentilmente abriram as portas ao JOGOS PERDIDOS, num dia em que o clube estava fechado.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Volta ao Passado, volume 33: A Cafelandense de E (Cafelândia/SP)

A. CAFELANDENSE E.


Escudo do time presente no Almanaque do Futebol Paulista e ao lado, escudo presente no muro do estádio. Reprodução/Foto: www.distinitvos.com.br / Orlando Lacanna.

Seguindo com o passeio pelo interior de São Paulo, durante o feriadão do último Carnaval, continuei levantando informações sobre a situação presente de times que no passado fizeram parte do mapa futebolístico paulista.

Ainda trafegando pela Rodovia Marechal Cândido Rondon, fiz uma parada na cidade de Cafelândia, distante 432 km da Capital, cuja localização fica mais ou menos no meio do caminho entre Bauru e Lins. Conta atualmente com cerca de 17.000 habitantes e suas principais atividades econômicas se concentram na agricultura e pecuária.

O motivo da parada em Cafelândia foi pesquisar sobre a Associação Cafelandense de Esportes, que foi fundada em 17 de março de 1.968, tendo participado de competições profissionais em 17 oportunidades, começando em 1.968 e parando em 1.984 sem nenhuma interrupção. Suas cores sempre foram a vermelha e a branca, sendo que durante a sua participação no futebol profissional, não conseguiu conquistar nenhum título e sempre transitou pelo terceiro e quarto escalões do futebol paulista.

A trajetória da Cafelandense no profissionalismo, começou com uma derrota por 3 a 1 diante do Dracena em 4/08/1.968 e, a primeira vitória, aconteceu em 01/09/1.968 sobre o União de Potirendaba por 2 a 1. Por outro lado, a última vitória ocorreu em 26/08/1.984 frente ao Paulista de Nhandeara por 3 a 1 e fechou sua participação no futebol profissional em 30/09/1.984 com a derrota por 3 a 0 diante do Nevense em casa.

Ao chegar à cidade, fui direto ao Estádio Duque de Caxias, de propriedade da ACE, cuja capacidade gira em torno de 3.000 lugares. Quando cheguei ao estádio, não encontrei ninguém no local, mas mesmo assim foi possível entrar e conhecer as suas dependências, as quais, na ocasião da visita (21/02/2.009), não estavam em bom estado de conservação. Atualmente há um casal que passou a morar no estádio para cuidar da limpeza.


Fachada do Estádio Duque de Caxias. Foto: Orlando Lacanna.


Dependências destinadas aos vestiários. Foto: Orlando Lacanna.


Arquibancada coberta vista do gramado. Foto: Orlando Lacanna.


Vista lateral da arquibancada coberta. Foto: Orlando Lacanna.


Da arquibancada, vista do gol da direita. Foto: Orlando Lacanna.


Agora, o gol da esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

Como não encontrei ninguém que pudesse prestar informações, deixei a cidade só com as fotos do estádio, porém, dias depois, consegui localizar e contatar o Presidente atual da ACE, o Prof. Carlos Camargo e, daí em diante, foi possível conhecer um pouco do momento atual do time. O Presidente assumiu o comando em 1.990 e o seu mandato terminará em junho de 2.010.

Depois de abandonar o profissionalismo, a ACE permaneceu sem atividades por seis anos e, após a eleição do atual mandatário, voltou a disputar uma competição amadora em 1.990, participando do Campeonato Amador da Região de Bauru - Setor 68 A. Daí em diante, se manteve disputando a competição, tendo a conquistado em três oportunidades, nos anos de 1.992, 1.994 e 1.996.


Equipe da ACE em 1.990 após abandonar o profissionalismo. Reprodução: Orlando Lacanna.

Mais recentemente, a Cafelandense participou do Campeonato Amador da Região de Jaú em 2.007, bem como da Copa Nacional de Futebol de Marília em 2.008, conquistando a segunda colocação.


Equipe amadora de 2.007. Reprodução: Orlando Lacanna.


Equipe Vice-Campeã da Copa Nacional de Futebol de Marília. Reprodução: Orlando Lacanna.

Em 2.008 o time ainda participou de competições, porém em 2.009 parou de jogar, uma vez que, segundo apurei, não estaria havendo apoio da Prefeitura local. Com relação às categorias de base, uma escolinha funcionou até 2.004, quando foi organizado um projeto que criou a "Copa Sul Americana", com a participação de quase 2.000 atletas. A partir daí, segundo o Presidente da ACE, não houve mais interesse e apoio por parte das autoridades municipais e, com isso, o projeto não continuou.

Resumindo, atualmente, a ACE, não está participando de nenhuma competição em todas as categorias, porém, fica da nossa parte, aquela torcida para que a Cafelandense volte a se estruturar e passe a disputar novamente os torneios amadores da região e, quem sabe no futuro, volte ao profissionalismo.


Time profissional de 1.975 que empatou em 2 a 2 com o Taquaritinga em jogo da Terceira Divisão. Reprodução: Orlando Lacanna.

Ao deixar Cafelândia, continuei o meu roteiro e fui parar na cidade de Penápolis para acompanhar a partida Penapolense x Bandeirante, válida pela Série A3. De lá, segui para outras cidades, sempre procurando saber alguma novidade sobre os times atualmente fora do profissionalismo, mas que ajudaram a construir um pedaço da história do futebol paulista.

Antes de encerrar, faço questão de registrar os meus agradecimentos ao Prof. Carlos Camargo pela atenção dispensada ao JOGOS PERDIDOS, inclusive por ter respondido todas as perguntas formuladas, cujas respostas me permitiram fazer esse relato e também pelo envio de algumas fotos.

Abraços,

Orlando