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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Tudo igual entre Audax e VOCEM no Rochdale

Texto e fotos: Fernando Martinez


A gente é teimoso, não tem jeito. Depois do show de horrores da tarde com o tenebroso jogo em Barueri, fui acompanhar uma quente sessão noturna no Estádio José Liberatti, em Osasco, pelo Campeonato Paulista da Série A4. Apesar dos insanos 29 graus sem vento, não tinha como deixar passar um Audax x VOCEM, válido pela sexta rodada. Sempre achei o time de Assis um dos mais legais desde que comecei a acompanhar as divisões de acesso nos anos 80.

Ambos não vinham fazendo uma boa campanha. O VOCEM ocupava a 14ª posição antes da rodada, com cinco pontos e apenas uma vitória em cinco apresentações. O Audax era o 15º, sem nenhum triunfo e apenas dois pontos. Os osasquenses, vice-campeões paulistas em 2016, correm sérios riscos de jogar a Segundona em 2026.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Vila Operária Clube Esporte Mariano - Assis/SP


No Rochdale, capitães dos times e o quarteto composto pelo árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Raffael Arderi e o quarto árbitro Rafael de Souza

O Rochdale, para variar, estava vazio. Somente 93 pagantes viram um primeiro tempo em que a inspiração passou longe do gramado. Os visitantes foram levemente superiores, mas nada assim uma Brastemp. O Audax seguiu com suas apresentações ruins e não fez nada. Nesse cenário árido de emoções, o 0 a 0 era óbvio.

A maior emoção foi a expulsão dos dois técnicos aos 36 minutos. Ambos saíram de campo se xingando. Quando subiram para os vestiários, a coisa esquentou de vez. Ouvimos tapas, gritos e boa parte dos atletas reservas correu para tentar ver o que estava acontecendo. A peleja chegou a ser interrompida por breves minutos.

Na etapa final — ufa! — a coisa melhorou. Nem bem o jogo tinha recomeçado e o Audax pulou à frente do marcador com o gol de Prates. Embora os dois times tenham criado vários momentos de perigo, foi o Vila Operária que marcou aos 31, em uma cabeçada perfeita de Jonatan da Ora, deixando tudo igual.






Primeiro tempo ruim, segundo tempo muito melhor. Essa foi a tônica em Osasco



Gol e comemoração de Jonatan da Ora no empate do VOCEM



O 1 a 1 no Liberatti foi ruim para os dois

A partida seguiu animada, porém terminou em Audax 1-1 VOCEM. O onze visitante subiu uma posição graças à derrota do Jabaquara e agora ocupa o 13º lugar. Os osasquenses seguem na zona da degola, à frente apenas do super lanterna Matonense e suas seis derrotas em seis compromissos. Parece que essa vaga na Segundona de 2026 já está garantida.

Como estava um calor do cão, me dei ao luxo de voltar ao QG da Zona Oeste de Uber, sem crise e sem pressa. Após sofrer tanto à tarde e suar igual um condenado, eu merecia fazer esse pequeno mimo comigo mesmo. No final de semana, a programação reserva uma jornada dupla no sábado, apenas com fundadores da FPF em campo.

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 1-1 VOCEM

Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli; Público: 93 pagantes; Renda: R$ 735,00; Cartões amarelos: João Farias, Vitinho, Robertinho, Caio Henrique, Caio, Lacerda e Ibson; Cartões vermelhos: Roberto Martins e Marcos Campagnollo 36 do 1º; Gols: Prates 1 e Jonatan da Ora 31 do 2º.
Audax: Diego; Pagé (Pablo), Robertinho, Thiago Passos e Cande; João Farias (Caio), Caio Henrique (Matheo), Prates e Athos (Caíque Barbosa); Badola e Vitinho. Técnico: Roberto Martins.
VOCEM: Matheus; Diogo, Garbelini (Thales Santiago), Antenor e Gustavo; Pedro (Vinícius), Chileno (Pelé), Ibson e Lacerda (Nicolas); Rafael Tanque e Alef (Jonatan da Ora). Técnico: Marcos Campagnollo.

segunda-feira, 18 de março de 2024

Em jogo muito ruim, Nacional e Audax não saem do zero

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ainda baqueado por causa da sexta-feira e de uma noite pessimamente dormida, na tarde de sábado enfrentei de novo o calor do cão do pior verão da história e fui ver um joguinho do Campeonato Paulista da Série A4. No Estádio Nicolau Alayon, duelo "de seis pontos" entre Nacional e Audax. Os donos da casa precisavam vencer de qualquer jeito.

Foram apenas seis confrontos entre os dois na história e neles aconteceram apenas oito gols. O último válido por alguma divisão de acesso foi em 2018, ainda quando estavam na A2. Na tarde de 10 de março daquele ano o empate por 0 a 0 foi marcado por um gol bisonhamente perdido por um atleta nacionalista. O tento fez falta para uma equipe que tinha todas as chances de conquistar o acesso.


Nacional AC - São Paulo/SP


GO Audax EC - Osasco/SP


Capitães com o quarteto de arbitragem da peleja liderado pelo árbitro Antônio Carlos de Sousa Junior junto dos assistentes Paulo Cesar Modesto e Bruno Henrique Mascarenhas Moura e o quarto árbitro Lucas Bovi Baptistella

Quem foi à Comendador Souza no sábado viu dois times longe do seu melhor potencial e que ocupam apenas posições intermediárias na tábua de classificação. O ótimo público de 254 pagantes foi "presenteado" com um dos piores jogos do ano. Porém eu não sofri sozinho, e contei com a companhia do trio Milton, Pucci e Vítor, amigo do Rio com a sua namorada.

No primeiro tempo o negócio foi feio. O Audax teve mais a bola nos pés, só que não conseguiu transformar o domínio em vantagem no marcador. O Nacional pouco fez e foi dominado. Agora, fica difícil escrever algo de 45 minutos tão fracos. Zoado e com dor de cabeça, saí do campo e acompanhei na numerada a etapa final.

Aos dois minutos Vitinho mandou uma na trave em tiro da entrada da área a assustou a rapaziada da casa. No rebote a finalização passou por cima da meta. Na sequência Talisca, sempre ele, foi derrubado dentro da área. Na minha opinião, pênalti claro. O mesmo Talisca chegou perto de abrir a contagem pouco depois. E foi só.







Em jogo ruim fica difícil até salvar foto. Nacional e Audax foi um dos piores do ano. Com gripe, fica tudo ainda pior

Um óbvio Nacional 0-0 Audax foi o resultado da fraca partida que vimos no Alayon. Ruim para ambos e que os manteve fora da zona de classificação. O Audax é o atual 11º colocado com 14 pontos, enquanto os ferroviários somam 12, ocupam a 12ª posição e se afastam cada vez mais das quartas.

Já não estava legal durante a peleja e quando cheguei no QG da Zona Oeste a coisa complicou de vez. Pintou uma febre alta que ficou comigo até segunda-feira. Sigo mal e vamos ver se consigo uma brecha para ver o próximo duelo do Naça na A4 quarta-feira. Cruzando os dedos.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 0-0 Audax

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Antônio Carlos de Sousa Junior; Público: 254 pagantes; Renda: R$ 3.350,00; Cartões amarelos: Kevin Leonardo, Digão, Ifeanyi, Miguel, Robertinho e Pedro Medeiros.
Nacional: Maurício; Luan, Kevin Leonardo, Pedro Estevan (Alexsander) e Hugo Gil; Biel (Marcos Vinícius), Digão (Matheus Moreno) e Nicollas; Paolo, Victor Teister (Vitinho) e Talisca (Kayque Pereira). Técnico: Diego Souza.
Audax: Arthur Gazze (Diego Rodrigues); Fabrício (Pedro Medeiros), Robertinho, Ifeanyi e João Victor; Miguel, Caio e Caique (Ewerthon); Bruninho, Vitinho (Leonnan) e Higor (Igor). Técnico: Robertinho.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Goleada corintiana contra o Audax no Feminino Juvenil

Texto e fotos: Fernando Martinez


Por pouco eu não desisti da rodada vespertina no domingo, mas o fato de estar na rua após o empate entre Mauá FC e VOCEM pela Segundona ajudou e, mesmo com o metrô em obras, decidi acompanhar outro jogo do Campeonato Paulista Feminino sub-17. Direto do Estádio Alfredo Schurig, o Corinthians recebeu o Audax pela terceira rodada do returno do Grupo 2.

Vice-líder da chave, que é bem mais equilibrada do que o Grupo 1, as alvinegras venceram as osasquenses por 2 a 0 no duelo do turno. As maiores goleadas das meninas do Parque São Jorge foram um 8 a 1 contra o São Caetano fora de casa e o 6 a 1 em cima do União Mogi. O Audax, penúltimo colocado, não está fazendo feio. A maior derrota foi um 3 a 0 para a Ferroviária na semana passada. Ou seja, o favoritismo era corintiano, porém não tinha expectativa de uma margem grande de gols.


SC Corinthians P (feminino sub-17) - São Paulo/SP


GEO Audax (feminino sub-17) - Osasco/SP


Capitãs e quarteto de arbitragem da peleja no Parque

O sol estava brilhando forte e, apesar disso, a temperatura era baixa. O amigo Milton ficou congelando na parte coberta da Fazendinha, enquanto eu fiquei no gramado durante toda a etapa inicial. Acompanhei de perto o início avassalador do clube da casa. Em menos de 10 minutos, o marcador já estava 3 a 0 a favor do Corinthians.

No primeiro minuto Bruna Meer, ex-Audax, tocou de leve na bola, só deslocando a arqueira visitante. Aos três, Rafa Rodrigues avançou pela direita, driblou a camisa 1 e anotou o segundo. Aos 10, Helô Rodrigues chutou meio sem querer para o alto da entrada da área. A goleira Júlia foi atrapalhada pelo sol, não conseguiu fazer a defesa e viu a pelota morrer no fundo da rede.

As locais diminuíram a pressão e a peleja seguiu bem movimentada e sem muitos lances perigosos. O placar foi alterado novamente só aos 39 minutos, em belíssima cobrança de falta de Gaby Tomé. Com 4 a 0 na conta, o intervalo chegou e fui passar frio junto com o decano e pegar algumas imagens de outro ângulo.



Nem bem a peleja tinha começado e Bruna Meer abriu o placar a favor do Corinthians



Rafa Rodrigues fez o segundo da tarde dois minutos depois do primeiro


A goleira do Audax lamentando o terceiro gol corintiano


Aqui detalhe da bola estufando a rede osasquense no quarto gol do Corinthians na Fazendinha

O Corinthians seguiu melhor do que o Audax na etapa final, só que não chegou às redes. Chances foram criadas e o marcador seguiu estagnado com o resultado dos 40 minutos iniciais. Não foi uma partida ruim, pelo contrário, porém confesso que não ver nenhum gol estava deixando o pessoal com um certo incômodo.

Faltando cinco minutos desci de novo ao gramado ver se iluminava as meninas paulistanas. Aos 40, o árbitro não anotou um pênalti claríssimo a favor das alvinegras. Aos 43, minha mandinga deu certo e Júlia Romero fechou a fatura. A camisa 3 completou de cabeça um bom cruzamento da esquerda na última oportunidade da tarde.




Detalhes do segundo tempo no Parque São Jorge


Romero completou cruzamento e fechou a goleada alvinegra nos acréscimos

O Corinthians 5-0 Audax foi acima do esperado e manteve tranquilamente as alvinegras na vice-liderança do Grupo 2, três pontos atrás da Ferroviária. Agora as meninas terão folga de 20 dias e só voltam a campo dia 23 contra o União Mogi e encerram a primeira fase contra o São José uma semana depois. Com a classificação garantida, agora é aguardar e saber quem será o adversário nas quartas.

Voltamos já esperando que o metrô estaria ruim. No fim, estava pior do que pensávamos. Do Carrão fomos até o Tatuapé como sardinhas em lata e decidimos pegar o trem dali até a Luz. Sair de casa aos domingos está ficando cada vez mais complicado para quem depende de transporte público.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 5-0 Audax

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Amilton Ferreira Alves; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Luana, Sabrina Souza, Estefani; Gols: Bruna Meer 1, Rafa Rodrigues 3, Helô Camargo 10 e Gaby Tomé 39 do 1º, Romero 43 do 2º.
Corinthians: Sophia Trindade; Gi Domingues, Maria Antônia (Ortolá), Sabrina Souza e Luana (Barroso); Helô Camargo (Pepe), Gaby Tomé e Manu Olivan; Rafa Rodrigues (Bya), Bruna Meer (Romero) e Carioca (Rosado). Técnica: Thaissan Passos.
Audax: Julia; Beatriz (Érica), Letícia, Agnes e Ana (Geovana); Graziella (Milena), Yasmin Victória (Any), Sara (Yasmin) e Olívia (Estefani); Aline e Keth (Eduarda). Técnico: Leonardo Silva.

terça-feira, 21 de março de 2023

Audax rebaixado para a Segunda Divisão em 2024

Texto e fotos: Fernando Martinez


Tinha várias partidas agendadas na região na tarde de sábado, todas válidas pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. Acabei escolhendo ir até o Estádio José Liberatti acompanhar o Audax x Desportivo Brasil que poderia ser o último capítulo do alvirrubro na terceirona. O time precisava de um pequeno milagre na luta contra a queda.

O Audax precisava ganhar do Desportivo e ainda torcia para Votuporanguense e Sertãozinho não vencerem seus jogos contra Rio Preto e São José. Se isso tudo não acontecesse, o antigo Pão de Açúcar voltaria à Segundona, torneio que não joga desde 2008. Mas de acordo com tudo que (não) aconteceu no decorrer da Série A3, eu sinceramente achava que a salvação seria apenas na base do milagre. A diretoria fez tudo errado e a queda apenas "premiaria" o fraco trabalho.


GO Audax EC - Osasco/SP


Desportivo Brasil PL - Porto Feliz/SP


Capitães com o árbitro Michel de Camargo, os assistentes Guilherme Holanda Moura Lima e Cláudio Rafael Ribeiro e o quarto árbitro Tarciano Jose de Lima

Fui com o Milton nessa e o Rochdale recebeu um público bem pequeno, assim como em todo o certame, para ver a possível despedida do clube osasquense. Um clima bastante diferente do que se via ali nos tempos entre 2014 e 2016, quando o local era repleto de torcedores, figuras que pairavam em torno de Mário Teixeira, o homem-forte do time, e aspones mil. Tinha apenas um fotógrafo em campo, eu mesmo, registrando o momento.

Eu tinha acompanhado os confrontos do Audax contra o Red Bull Bragantino II - O Retorno, derrota por 1 a 0, e o empate por 0 a 0 contra o Rio Preto. Não esperava uma atuação muito diferente e a expectativa se confirmou. O alvirrubro foi mal, assim como em quase toda a competição. A equipe até tentou fazer uma pressão nos minutos iniciais, só que as investidas foram tímidas.

Sem demorar, o Desportivo, que lutava por uma vaga entre os oito melhores, abriu o marcador aos 16 minutos. Renan recebeu bom passe de Giba e tocou na saída de Paulo Vítor. O gol foi o golpe fatal nas pretensões osasquenses. Aos 35 Fábio K meteu a mão na bola dentro da área e o árbitro anotou pênalti. Rodrigo Andrade cobrou sem problema e ampliou a vantagem da agremiação de Porto Feliz.


Lance do começo da peleja no Rochdale


Oliveira, goleiro do Desportivo, comemorando o primeiro gol



Atrás no marcador, o Audax pouco fez atrás do empate



O segundo gol visitante, em pênalti cobrado por Rodrigo Andrade

O 2 a 0 contra era um pesadelo e no intervalo todo mundo já sabia que não tinha jeito. O Votuporanguense estava ganhando e o Sertãozinho empatando. Porém o maior problema estava no Rochdale. Nem a expulsão de Lucas Adell aos oito ajudou os donos da casa. Foram raros os lances de perigo. Elton em tiro pelo meio tentou e a grande chance do gol de honra saiu dos pés de Wesley Bolinha aos 33. Ele recebeu na esquerda, driblou o goleiro... e chutou pela linha de fundo.





O Audax correu atrás de uma melhor sorte, porém não teve sucesso


A melhor chance osasquense foi nesse lance. Wesley Bolinha driblou o goleiro e chutou pela linha do fundo


Boa defesa de Oliveira nos minutos finais

No fim, a partida terminou em Audax 0-2 Desportivo Brasil. O antigo time da capital paulista voltará para a Segunda Divisão (que não será mais a última em 2024) após 16 anos. Fruto de uma série de erros e situações que implodiram um dos projetos mais bem feitos no país até hoje. Isso sem contar o ego e a vontade de abraçar o mundo e um toque do Rei Midas ao contrário. Tudo em que tocaram se destruiu. Agora vão ter que recomeçar o projeto praticamente do zero.

Estive no primeiro jogo do Pão de Açúcar, um empate de 2 a 2 com o Jabaquara no Ulrico Mursa em 2007. Acompanhei a trajetória desde o começo. Emblemático ver o retorno à quarta divisão depois de 15 anos sendo o único fotógrafo credenciado no Rochdale. As matérias que pintaram na grande rede mostram imagens do vice-campeonato de 2016, mas quase ninguém tem fotos da péssima campanha de 2023. Mais uma prova que o Jogos Perdidos, apesar de sermos pré-históricos na internet, é muito necessário ainda hoje.

Com uma carona do indefectível Jandir voltamos à capital com planos de pegar os trilhos da péssima ViaMobilidade no dia seguinte ver de perto o mata-mata da Série A2

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-2 Desportivo Brasil

Local: Estádio José Liberatt (Osasco); Árbitro: Michel de Camargo; Público: 137 pagantes; Renda: R$ 1.620,00; Cartões amarelos: Carlos, Piá, Fábio K, Wesley, Lucas Adell, Gildevan, Índio, Hamilton Faria (PF do Audax); Cartão vermelho: Lucas Adell 8 do 2º; Gols: Renan 16 e Rodrigo Andrade (pênalti) 36 do 1º.
Audax: Paulo Vitor; Altair (Wesley Bolinha) (Igor), Rodrigo Sabiá (Kendy), Lucas Andrade e Fábio K (Sayão); Carlos, Dudu (Andrey) e Wesley; Geovani, Piá e Elton. Técnico: Márcio Ribeiro.
Desportivo Brasil: Oliveira; Douglas, Lucas Adell, Índio e Renan; Igor Cristiano (Alisson Adriano); Giba (Bruno Lucca) e Kayo (Padilha); Gustavo Queiroz (Lombardi), Rodrigo Andrade e Giovanny Morais (Gildevan). Técnico: Fábio Toth.

sexta-feira, 10 de março de 2023

Empate sem gols complica de vez o Audax na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da sessão vespertina de quarta-feira com a goleada palmeirense na Copa do Brasil sub-17, eu não tinha planos para acompanhar a rodada noturna pois imaginava que não conseguiria chegar a tempo. Acabou que deu tudo certo e acompanhei novo capítulo da via-crúcis do Audax rumo à Segundona. Pela 13ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3, os osasquenses, em completo desespero contra o rebaixamento, receberam no Estádio José Liberatti o Rio Preto, sexto colocado e lutando por uma vaga entre os oito.

Eu peguei o metrô no Tietê, fui até a Barra Funda e de lá segui de trem até a Estação Presidente Altino. Fui de Uber e somando todo o trajeto levei cerca de uma hora, um milagre. A chuva que destruiu a Zona Leste nem passou por Osasco e acho que caíram cinco ou seis gotas antes do apito inicial no Rochdale. Dei uma sorte enorme.


GO Audax EC - Osasco/SP


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP


Paulo Ricardo Pereira Fernandes, Leonardo Augusto Villa, Leonardo Augusto Villa e Murilo Tarrega Victor, o quarto de arbitragem da peleja, com os capitães dos clubes

O duelo marcou o retorno do alvirrubro ao Liberatti, o glorioso Rochdale, após dois confrontos disputados na Arena Barueri. Neles, duas derrotas. Além disso, a série de cinco jogos sem nenhum resultado positivo colocou o vice-campeão paulista de 2016 em situação delicada. O clube estava em 13º com com 11 pontos, igual ao Votuporanguense, enquanto Sertãozinho e Barretos tinham 10. Os quatro lutando contra a queda.

O estádio estava quase vazio e quem foi não assistiu um jogo bom. No primeiro tempo os dois times chegaram com bastante disposição no ataque, mas oportunidades claras de gol foram raras. Deu muito sono acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. Já na segunda etapa a peleja melhorou, principalmente graças ao Rio Preto. Hugo Costa teve ótimo momento aos 31 e chutou pela linha de fundo. Paulo Vítor salvou o Audax aos 38 em grande defesa após chute de longe. Os osasquenses tentaram, porém pecaram no último toque.






O Audax tentou bastante, bastante mesmo, porém não foi capaz de abrir o placar na primeira etapa






No segundo tempo o Rio Preto foi melhor, só que não marcou. O 0 a 0 foi o óbvio placar

Nesse cenário, o Audax 0-0 Rio Preto foi o placar óbvio no Liberatti. Com a surpreendente vitória do Barretos em cima do São Bernardo e do Votuporanguense contra o Sertãozinho, o Audax agora é o 15º colocado com 12 pontos ganhos. Faltando dois compromissos a situação se complicou demais. O próximo confronto é contra o Bandeirante, em Birigüi, e ganhar lá será na base do milagre. O futuro do Audax não está se revelando nada promissor. Esse foi meu segundo placar em branco em 2023 e derrubou minha média de gols no dia após o 11x0 da tarde. Faz parte.

Cansadíssimo, felizmente o ônibus intermunicipal que me trouxe até a Zona Oeste da capital passou rápido e logo pude chegar no QG. O final de semana reserva apenas uma cobertura da rodada decisiva da Série A2. Tem definição de vaga na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-0 Rio Preto

Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Paulo Ricardo Pereira Fernandes; Público: 110 pagantes; Renda: R$ 1.140,00; Cartões amarelos: Geovane, Kendy, Rodrigo Sabiá, Júlio Dimas, Lucas Lima, João Marcos, Márcio Ribeiro.
Audax: Paulo Vitor; Rossales, Lucas Andrade, Rodrigo Sabiá e Fábio K. (Biro); Carlos Ferreira, Kendy (William), Robertinho (Altair) e Rafael Sayão (Andrey); Geovane e Wesley Bolinha. Técnico: Márcio Ribeiro.
Rio Preto: Renan Aguiar; Ranísson, Negretti, Gabriel Dias e Adryel; João Marcos, Marcelo Guatapará (Matheus Serraglia), Júlio Simas (Iago Teixeira) e Lucas Lima (Klebinho); Caíque Gomes (Gabriel Lima) e Devellen (Hugo Costa). Técnico: Valmir Israel.