Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Red Bull. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Red Bull. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Jogo mais ou menos com triunfo do RBB II contra o Audax

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão vespertina do último sábado reservou um jogo que tinha outra cara há alguns anos. Pelo Campeonato Paulista da Série A3, Audax e Red Bull Bragantino II, o Retorno, duelaram no Estádio José Liberatti, o glorioso Rochdale. Não faz muito tempo que os dois ficavam frente a frente como Pão de Açúcar x Red Bull Brasil. Outro mundo...

Ambos fizeram confrontos históricos desde a Segundona, no final dos anos 2000. Em 2013 a rivalidade alcançou o seu ápice quando definiram uma vaga na Série A1. Na época que ainda tinha sede na capital, o Audax (foi o primeiro ano que usou essa denominação) fez 2 a 1 no então campineiro Red Bull Brasil e conquistou o acesso ao Paulistão, com direito a cobertura do Jogos Perdidos em matéria do Orlando "Ferris Bueller" Lacanna, sempre curtindo a vida adoidado.

Depois que a empresa de energéticos comprou o velho Bragantino, ela ganhou de tabela o Red Bull Brasil. O nome foi mantido até o começo da A3 deste ano. Aí algum gênio decidiu renomear a equipe como Red Bull Bragantino II, a Vingança. Podiam ter colocado "B" ou algo do tipo, mas não fizeram isso. Não sei o que acho a respeito, agora, que é estranho, não há dúvida. Esse foi um dos motivos principais da minha ida.


Grêmio Osasco Audax EC - Osasco/SP


Red Bull Futebol e Entretenimento Ltda "II" - Bragança Paulista/SP


A árbitra Marianna Nanni Batalha, os assistentes João Petrúcio dos Santos e Ricardo Luis Buzzi, o quarto árbitro Paulo Santiago de Medeiros e os capitães dos clubes

Estive nessa com os amiguinhos Milton e Bruno. Após o horroroso empate entre Oeste e Comercial na A2, fizemos uma pit stop com bela refeição no centro de Osasco e aí seguimos ao Liberatti em um táxi, debaixo de chuva. Ao chegar no campo osasquense, aquela muvuca de espaços vazios deixava claro que o público seria bastante pequeno. Para piorar, não deixaram a dupla ficar na parte coberta. Com o espírito de James Dean, um revoltado Milton desafiou as autoridades e foi garantir seu lugar no espaço mesmo sem autorização. Basicamente um Tuff Turf, o Rebelde, do século 21.

Voltando ao futebol, nas duas rodadas iniciais o Audax foi derrotado pela Itapirense e ganhou do Sertãozinho. O clube de Bragança Paulista também venceu o Sertãozinho e perdeu para o Desportivo Brasil. Estava traumatizado pelo horror em Barueri e um golzinho já me faria feliz. E foi apenas isso que aconteceu.

O primeiro lance agudo foi do Red Bull Bragantino II em cabeçada de Dentinho e defesa tranquila de Paulo Victor. Aos poucos, o clone do antigo Massa Bruta foi se encontrando e aos 19 minutos ele abriu o placar. Everton recebeu lindo passe na esquerda, entrou na área e tocou com classe, encobrindo o goleiro osasquense e colocando o escrete visitante em vantagem.

Com o gol tudo ficou mais aberto, O RBB II tentou buscar o segundo e o Audax aproveitou os espaços deixados pelo setor defensivo adversário. Aos 32 minutos, em uma escapada rápida da equipe da casa, Andrey sofreu pênalti. Só que Wesley Bolinha desperdiçou a chance do empate mandando a cobrança pela linha de fundo. Depois do lance, o Red Bull voltou a controlar o jogo e só não ampliou pois Paulo Victor pegou cabeçada de Everton.





Detalhes do antigo Pão de Açúcar x Red Bull Brasil, agora Audax x Red Bull Bragantino II, a Volta


A comemoração de Everton no gol visitante


Wesley Bolinha teve a chance do empate, mas jogou o pênalti pela linha de fundo

Na etapa final, o Audax voltou pressionando, mas parou na boa atuação dos zagueiros visitantes. Aos 23 minutos quase pintou o empate em ótima cobrança de falta de Andrey que tirou tinta da trave direita. O time de Osasco pressionava bastante pelo gol de empate e foi dono da ação na metade final. Quem quase fez, porém, foi o Massa Bruta Cover, com Everton parando em Paulo Victor no último lance da tarde.







O Audax tentou bastante, porém não conseguiu vencer a defesa do RBB II. Derrota que pode fazer falta no fim da primeira fase

No fim, o Audax 0-1 Red Bull Bragantino II - a Revanche foi bom? Não. Foi melhor do que o jogo da manhã? Muito melhor. Entre mortos e feridos, a peleja ganhou uma nota 4.8 e passou de ano raspando. O sábado, graças à nota ruim do Oeste x Comercial, terminou com média de nota 3.2, sendo reprovado sem cerimônia alguma. Ossos do ofício, senhores.

Sem paciência de fazer toda aquela via crucis de ônibus, trem e metrô, pegamos um Uber na porta do Rochdale direto até a zona oeste da capital. Da minha parte, retornei aos gramados no domingo no ABC com Série A1 na pauta e muita, muita chuva.

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-1 Red Bull Bragantino II

Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitra: Marianna Nanni Batalha; Público: 176 pagantes; Renda: R$ 1.950,00; Cartões amarelos: Lucas, Cassius, Dija, Everton, Léo Aragão, Deverlan; Cartão vermelho: Robertinho 47 do 2º; Gol: Everton 19 do 1º.
Audax: Paulo Vítor; Wesley, Cassius, João Paulo (Lucas) e Pedro Vítor; Altair, Wesley Bolinha, Ifeanyi (Rossales) e Willian (Kendy); Ramazotti (Tibúrcio) e Andrey (Dudu). Técnico: Alex Alves.
Red Bull Bragantino II: Léo Aragão; Dija (Jhonny), Deverlan, Kauan e Jonathan (Renílson); Léo Ribeiro, Diogo, Yani (Chumbinho) e Viniegra (Caetano); Everton e Dentinho (Marcelinho). Técnico: Fábio Matias.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Carnaval Futebolístico do JP (5/5): Virada do Nhô Quim contra o Red Bull no Barão

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Carnaval Futebolístico do JP foi encerrado com chave de ouro. Fechando a série genial de coberturas, a última parada foi em Piracicaba, terra do belo Estádio Barão da Serra Negra. Na pauta, o confronto entre XV de Novembro e Red Bull pela 8ª rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2. Foi o meu retorno ao local depois de três anos de ausência. Também foi a primeira vez que vi um compromisso válido pelo estadual na cancha do Nhô Quim.


Escudo do glorioso XV de Piracicaba na porta do Barão

Terminado do Noroeste x Bauru do sábado fomos direto até nosso destino final pois decidimos dormir perto do último capítulo da viagem. Acabamos passando um perrengue inesperado pois o hotel que reservamos fez overbooking - eles reservaram quartos para Deus e o mundo sem terem capacidade de hospedarem todo mundo - e fomos obrigados a procurar outro de última hora. Achamos um perto do centro cujas fotos na internet eram bonitas e formosas. É, mas quando entrei no meu aposento as paredes estavam cheias de infiltrações e o corpo de uma barata jazia perto da cama. Ossos do ofício.

Apesar disso dormi bem e acordei por volta do meio-dia pronto para passear pela região. Fomos até Laranjal Paulista, Rio das Pedras, Cerquilho e Tietê. Demos sorte em três das quatro cidades e encontramos os portões abertos. O material ficou tão bom que pretendo publicar tudo por aqui dentro da série Estádios pelo Brasil. Foram momentos legais em locais nunca antes visitados pelo que vos escreve. O bom é que deu tempo de fazer tudo antes de seguir até o Barão.


O antigo portal que servia como entrada para o Estádio Riberto Gomes Pedrosa, casa histórica do XV que foi demolida e virou um mercado. Pelo menos deixaram isso para lembrar do local


Esporte Clube XV de Novembro - Piracicaba/SP


Red Bull Futebol E Entretenimento Ltda - Campinas/SP


O árbitro Márcio Roberto Soares, os assistentes Paulo Cesar Modesto e Fernando Afonso de Melo, o quarto árbitro Rodrigo Gomes Domingues e os capitães dos times

Mesmo num domingão de Carnaval o público compareceu em bom número: 2.151 pagantes. Cortesia da boa campanha no XV, quinto lugar da A2 com 11 pontos e vindo de três vitórias seguidas, duas fora de casa. O adversário, o ex-poderoso Red Bull Brasil, estava em antepenúltimo, um ponto acima da zona de rebaixamento e não parecia que daria trabalho ao escrete piracicabano.

O que poucos esperavam era que o onze campineiro daria muito trabalho aos locais durante boa parte da peleja. Tudo bem, a primeira chance foi do XV, aos 13 minutos num chute de Filipe Cirne que Jordan mandou pela linha de fundo, porém quem inaugurou o placar foi o Red Bull com Cristiano finalizando da entrada da área aos 26 minutos.

O alvinegro não sentiu o golpe e foi em busca do empate ainda na etapa inicial. Aos 32, Diego Jussani completou escanteio da direita da direita e a cabeçada passou perto da trave. Já os 38 não teve como o Red Bull segurar a onda e o XV deixou tudo igual. Daniel Costa avançou e cruzou com precisão na cabeça de Caio Mancha. O camisa 9 testou firme e deixou a partida em 1x1. Antes do intervalo quase sai o segundo do Toro Loko novamente com Pablo Thomaz.


Jogada quinzista pela direita no começo da peleja


Zagueiro do Red Bull dominando a pelota no campo de defesa


Bola levantada na área visitante após escanteio


Kadu Barone, camisa 7, em investida dentro da área do Red Bull


Outro ataque do Nho Quim no tempo inicial, agora pela esquerda

Troquei de lado junto com o ataque piracicabano e vi o XV ser melhor até os 20 minutos. Quase na saída de bola, Filipe Cirne acertou o travessão e no rebote Jordan fez ótima defesa em tiro de Caio Mancha. Aos quatro, Kadu Barone tomou o segundo amarelo e foi expulso, deixando os locais com um a menos. Jogando acuado, o Red Bull teve um lance bom aos 14 em finalização que passou rente à trave em chute de Pablo Thomaz.

A maior pressão local deu resultado aos 18 minutos e a virada aconteceu. Após série de escanteios, Gilberto Alemão subiu entre os zagueiros e cabeceou firme, colocando sua equipe em vantagem. Os campineiros acordaram e a partir dali ocuparam todo o setor defensivo adversário. Pablo Thomaz, sempre ele, foi o responsável pelas melhores chances.

A torcida sofreu com a pressão visitante. O 2x1 dava pouca tranquilidade e por várias vezes o triunfo mandante ficou ameaçado com as sucessivas investidas do Red Bull. Só que, por sorte, os avantes não conseguiram mostrar qualidade no último toque. Nessa toada, o XV esperava acertar um único contra-ataque para poder respirar aliviado. Ele aconteceu aos 48 minutos.

O arqueiro Mota deu um chutão sem destino e a bola encontrou Erison, camisa 18. Ele se desvencilhou dos marcadores, entrou na área e encheu o pé, marcando o terceiro tento do Nhô Quim e fazendo os mais de 2 mil torcedores explodirem num mistura de alívio e muita festa. Era o gol que faltava para o domingo de Carnaval na cidade ficar ainda mais perfeito.


Disputa de bola dentro da área campineira no tempo final


O XV passou metade do segundo tempo buscando a virada... e conseguiu


Cobrança de falta a favor do Red Bull na busca pelo empate



Erison chutando cruzado e depois comemorando seu gol, o terceiro do XV contra o Red Bull

O resultado de XV de Piracicaba 3-1 Red Bull fez o alvinegro subir uma posição na tábua de classificação. Agora estão em o quarto com 14 pontos ganhos. Os líderes são o Monte Azul - que venceu o Atibaia por 6x0 na sexta-feira com cobertura do JP - e a Portuguesa Santista, ambos com 14 pontos. O Toro Loko permanece fora da zona de rebaixamento, mas é claro que a situação é crítica. Normal para um time que foi "abandonado" pela própria diretoria.


A bonita visão da parte coberta do Barão de Serra Negra


O genial hall de entrada com imagens históricas do Nhô Quim

Com esse post encerro a série Carnaval Futebolístico do JP. Foram cerca de 1.200 quilômetros com cinco jogos em cinco estádios diferentes, dois deles inéditos e dois que não visitava há muito tempo. Também passei por várias cidades que nunca tinha pisado antes numa turnê absolutamente sensacional pelo interior. Foi um enorme prazer trazer tudo às páginas do JP como nos velhos tempos e a ideia é que role outra bem logo, mais precisamente quando começar a Segundona. Vamos ver se dá certo.

Até a próxima!

_________________________

Ficha Técnica: XV Piracicaba 3-1 Red Bull

Local: Estádio Barão de Serra Negra (Piracicaba); Árbitro: Márcio Roberto Soares; Público: 2.152 pagantes; Renda: R$ 44.555,00; Cartões amarelos: Kadu Barone, Gilberto Alemão, Paulão, Jefferson Feijão, Marcelinho, Walfrido, Filipe Cirne, Mota, Rayne, Patrick; Cartão vermelho: Kadu Barone 4 do 2º; Gols: Cristiano 26 e Caio Mancha 38 do 1º, Alemão 18 e Erison 48 do 2º.
XV Piracicaba: Mota; Jefferson Feijão, Diego Jussani, Alemão e Robertinho; Paulão, Kadu Barone, Walfrido e Daniel Costa (Marcelinho); Caio Mancha (Erison) e Filipe Cirne (Muriel). Técnico: Tarcício Pugliese.
Red Bull: Jordan; Nhayson (Bruno), Jhonatan, Rayne (Luiz) e Guilherme; Marcos, Cristiano, Cristiano e Patrick; Pablo e Teles (Chrigor). Técnico: Vinícius Munhoz.
_____________

sábado, 23 de novembro de 2019

Red Bull amplia a vantagem na decisão do Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerrando a magistral rodada tripla de finais no feriado de quarta-feira no Estádio Paulo Machado de Carvalho, pintou na pauta o duelo de ida do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. O Palmeiras, atual bi, recebeu o Red Bull Brasil. São os últimos dias de destaque do time campineiro, que em breve, ao que tudo indica, mudará de sede. Com a compra do Bragantino, provavelmente o RBB será uma "equipe B" do Bragabull e passará a atuar em Bragança Paulista. A ver.

Você viu aqui no JP as duas decisões de 2017 e 2018, respectivamente contra Ponte Preta e Corinthians, que deram o bi ao alviverde. É fato que nos últimos anos as categorias de base do antigo Palestra Itália vem fazendo um trabalho sensacional. O grande número de conquistas e revelações é a prova disso. O tri no sub-20 era um sonho bastante provável apesar do outro lado estar o time com melhor campanha até então.


Sociedade Esportiva Palmeiras (sub-20) - São Paulo/SP


Red Bull Futebol E Entretenimento Ltda (sub-20) - Campinas/SP


O quarteto de arbitragem da primeira decisão do sub-20 foi composto pelo árbitro Flávio Roberto Ribeiro, pelos assistentes José Lucas de Souza e Renan Franklin Grejo e pelo quarto árbitro Paulo Santiago de Medeiros. Na foto, também os capitães dos times

Os finalistas fizeram campanhas parecidas. O Toro Loko somou 65 pontos e o Palmeiras 64. Ambos disputaram 30 partidas e venceram 19 vezes, mas o Red Bull foi derrotado em três oportunidades contra quatro do seu adversário. A maior diferença das performances está no poderio ofensivo. O verde anotou "somente" 53 gols, enquanto o clube do energético fez assombrosos 89 (!), tendo uma média de quase três tentos por jogo. Essa força no setor de frente acabou sendo o fator principal que determinou o resultado.

O calor da parte da manhã quase me fez desistir da sessão vespertina. Só fiquei porque arranjei forças que não sabia que tinha e uma motivação extra pelo fato de que o ano está acabando e só deve ter uma ou duas sessões de futebol até o fim de dezembro. O clima deu uma mudada e o forte sol deu lugar a muitas nuvens e um vento que deixou minha garganta um tanto quando prejudicada. Tudo pelo social. Fui premiado com um confronto ótimo, muito acima do que eu esperava.

As duas equipes iniciaram os trabalhos se estudando bastante e com um enorme equilíbrio. Patrick de Paula, Gabriel Menino e Guilherme Vieira foram bem e deram trabalho ao setor defensivo do Red Bull. O onze visitante ficou mais tempo com a bola nos pés, porém pecou nas finalizações. A torcida gostou do que viu e as grandes chances de gol surgiram apenas na parte final da primeira etapa.

Aos 37 Chrigor, camisa 9 do Red Bull, arrancou da intermediária, ganhou dos defensores e ficou cara-a-cara com o goleiro Magrão. O atleta chutou e o camisa 1 impediu o tento. Dois minutos depois Zorzenoni fez belíssima defesa em cobrança de falta de Alanzinho. Aos 42 Lucas Esteves perdeu bom momento ao ser travado por Christian na hora H. Finalmente aos 44 o marcador foi inaugurado. Chrigor lançou Cristiano, o camisa 7 saiu na cara de Magrão e não perdoou: Red Bull 1x0.


Atacante palmeirense perdendo o domínio da bola em lance dentro da área do Red Bull


Atual bicampeão, o Palmeiras tentou fazer valer o fator casa desde o começo do duelo


Pelo alto, boa tentativa do Red Bull


Defensor campineiro roubando a bola de atleta paulistano

Se o primeiro tempo já foi bom, o segundo foi ainda melhor. Vimos boas oportunidades dos dois lados e atuação exemplar de ambos os arqueiros. Magrão em especial foi o grande nome da partida. Se fosse em épocas mais remotas, ele certamente teria ganhado um Motoradio por ter sido o melhor em campo. Ele fez pelo menos três defesas sensacionais e evitou que os energéticos ampliassem antes dos 30 minutos. Feitosa aos sete, Jhonatan aos 20 e Chrigor aos 25 foram os donos das finalizações que não viraram gol pela precisa intervenção do camisa 1.

Só que o Palmeiras também não ficou atrás e assustou Zorzenoni. Aos 12 Vítor Ricardo atirou e a pelota tirou tinta da trave. Aos 23 Alanzinho mandou na trave e aos 27 Zorzenoni, ele de novo, salvou um gol certo de Gabriel Barbosa. O 1x0 era pouco por tudo que estava acontecendo no gramado e aos 34 o placar foi alterado contando com a estrela de Iago Teles. O camisa 17 tinha acabado de entrar quando conseguiu desarmar Diguinho dentro da área palmeirense e chutou na saída de Magrão... era o segundo gol no Pacaembu.


Zorzenoni, arqueiro do Red Bull, em ótima defesa após cobrança de falta


Mais um ataque aéreo, agora dos donos da casa


Em desvantagem no placar, o alviverde começou o segundo tempo tentando chegar ao empate


O Red Bull se segurou bem e assustou sempre que foi ao ataque, como nessa grande defesa de Magrão



Já com 2x0 contra, o verde ocupou o campo de defesa visitante. Pena para a torcida que foi ao Pacaembu que o gol não saiu

Os locais ainda tentaram diminuir aos 42 com nova intervenção de Zorzenoni em tiro cruzado de Gabriel Menino... e foi só. O Palmeiras 0-2 Red Bull foi um banho de água fria para a torcida que compareceu ao velho estádio paulistano. Agora os campineiros vão jogar em Bragança Paulista - provavelmente a nova casa em 2020 - podendo perder por dois gols para se tornarem campeões paulistas sub-20. O clube da capital vai ter que vencer por três gols de diferença se quiser o tri. Com tudo que já fizeram nos últimos anos, não tem como duvidar que isso pode acontecer.

Foram quase dez horas seguidas no Paulo Machado de Carvalho, duas entregas de taça, três finais e uma briga colossal na mochila. Estava cansado, suado, com frio, fome e sede, mas valeu demais. O ano está acabando, então temos que aproveitar cada momento. Futebol de novo somente na semana que vem com nova rodada no Pacaembu.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Palmeiras 0x2 Red Bull

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Alan, Jhonatan, Venicio, Lucas Gazal, Braian Machado; Gols: Cristiano 45 do 1º, Iago Teles 34 do 2º.
Palmeiras: Magrão; Ramon (Danilo), Kaique Mafaldo (Diguinho), Helder e Esteves; Patrick de Paula, Vítor Ricardo, Gabriel Menino e Alan; Lucas Cordeiro (Marcos Dias) e Guilherme Vieira (Barbosa). Técnico: Wesley Carvalho.
Red Bull: Zorzenoni; Nhayson, Christian, Jhonatan (Iago Teles) e Marcos Vinicius; Matheus Moreira, Cristiano (Lucas Gazal), Venicio e Feitosa (Braian Machado); Chrigor e Wagner. Técnico: Alexandre Lemos.
._____________

© 2021

terça-feira, 4 de abril de 2017

Santo André estreia no Troféu do Interior com vitória

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após alguns dias longe dos gramados me dedicando a pesquisas que farão parte de um livro genial (e que será lançado em breve), voltei à ativa no domingo com o confronto entre Santo André e Red Bull pela disputa do Troféu do Interior do Campeonato Paulista. Foi meu retorno ao Estádio Bruno José Daniel depois de dois anos de ausência.

Confesso que até a última quinta-feira não sabia que a competição seria realizada. Participam dela os times que ficaram de fora das quartas-de-final do certame, sem contar Audax e São Bernardo FC, ambos rebaixados. A entidade organizou essa espécie de "torneio de consolação" de 2007 até 2013 e foi uma notícia boa saber que isso voltou ao calendário.


Esporte Clube Santo André - Santo André/SP


Red Bull Brasil - Campinas/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Leonardo Ferreira Lima, os assistentes Rogério Pablos Zanardo e Luís Felipe Silva e o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira

Tenho muitas críticas a várias decisões da FPF, mas quando eles acertam preciso dar os parabéns. Foi um grande acerto voltar com essa disputa que dá ao campeão uma vaga na Copa do Brasil 2018 e um valor em dinheiro. Além disso, é fundamental manter as equipes jogando e preenchendo um pouco mais o calendário. Mesmo não resolvendo o problema crônico que temos, já é alguma coisa.

Os seis participantes estão divididos em duas chaves, uma com Santo André, Mirassol e Ferroviária e a outra com Ituano, São Bento e Red Bull. Os times jogam contra os adversários do outro grupo e os campeões de cada chave fazem a decisão. Na história, a Ponte foi campeã em 2009 e 2013 e Guaratinguetá, Grêmio Barueri, Botafogo, Oeste e Mogi Mirim conquistaram o título respectivamente em 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012.

Já era pra ter ido ao Bruno José Daniel nessa temporada, só que o Projeto 40 me deixou com o tempo bastante reduzido para acompanhar de perto a Série A1 (tanto que fui apenas no encontro entre Corinthians e Red Bull em Itaquera). A minha última visita ao estádio tinha sido há exatos dois anos, em 4 de abril de 2015, num 0x0 entre o time do ABC e o Velo Clube pela Série A2. Apesar de ter sido reinaugurado há mais de um ano, estava devendo uma visita.

O local passou por uma grande reforma e posso dizer que o acesso para a imprensa, vestiários e a entrada no gramado ficou absolutamente sensacional, uma diferença monstro com o que tínhamos antes. As torres para a iluminação estão prontas e acredito que logo teremos jogos noturnos ali, com a promessa de refletores muito melhores.


As cabines de imprensa do estádio sem os tradicionais refletores


Os bancos de reservas muito confortáveis do Bruno José Daniel


Visão interna do banco de reserva local


Grande espaço para a entrada dos times, muito diferente do que tínhamos ali antigamente

Também dei uma passada na arquibancada construída no lugar da antiga parte coberta. A infra melhorou bem, mas bem que podiam colocar uma nova cobertura ali, né? Não precisam fazer uma igual à antiga (que era sensacional, a propósito), porém qualquer coisa que protegesse a torcida da chuva já estaria ótimo.

Cheguei na repaginada casa andreense junto com o trio de personalidades Mílton, Bruno e Pucci e logo peguei meu caminho para o gramado. Desde 2008 eu não acompanhava um joguinho da Série A1 de dentro do campo e foi muito legal poder voltar a fazer isso (em tempo, naquela temporada, o blog cobriu de perto três partidas da A1: Juventus x Rio Preto, Paulista x Mirassol e São Caetano x Juventus). Como se isso não bastasse, esse foi o primeiro jogo do Ramalhão que vejo nessa divisão desde uma derrota para o Moleque Travesso em 2006 (!).

O sol pintou forte na tarde de domingo e a peleja foi boa no tempo inicial. O Santo André se salvou do rebaixamento no final do confronto contra o Audax e foi a campo disposto a confirmar que merecia mesmo permanecer na A1 em 2018. O Red Bull, que decepcionou bastante em 2017, não foi nem sombra do time que vi enfrentar o Corinthians.

Logo no começo o arqueiro visitante Saulo fez boa defesa em chute de Serginho e impediu a abertura do marcador. Só que o camisa 1 falhou absurdamente aos 19 minutos e deu de presente o gol para os locais. Ele saiu jogando errado e mandou a pelota nos pés de Claudinho. O camisa 7 pensou rápido e tocou por cobertura, marcando um golaço.

O time do ABC permaneceu o tempo todo com a bola nos pés e quase ampliou o marcador no último lance com o atacante Henan cabeceando da pequena área e tirando tinta da trave. Aliás, vale registrar que o atleta de 30 anos é o maior artilheiro do Red Bull em todos os tempos com 52 gols em 100 partidas disputadas de 2010 a 2014. Na atual edição do Paulistão, ele é o vice-artilheiro com sete.


Zaga campineira cortando de cabeça bola alçada na área


Mais um corte do setor defensivo visitante



Henan em dois momentos: primeiro trocando passes no campo de defesa visitante e depois perdendo grande chance no último minuto do primeiro tempo

No intervalo fui conferir como ficou a arquibancada nova e vi que o gerente das estrelas, Luiz Fôlego, já dava o ar da graça. Enquanto atualizava os assuntos do final de semana, o tempo final começou com os campineiros tentando o empate. Bem no início Anderson Marques completou de cabeça um cruzamento de Guilherme Lazaroni, obrigando o goleiro Roberto a fazer um verdadeiro milagre. Foi a defesa mais sensacional que presenciei nos últimos tempos.

Essa acabou sendo a maior e única oportunidade clara de gol a favor dos visitantes durante os últimos 45 minutos, já que logo o Ramalhão voltou a se apresentar melhor do que o adversário. Agora, chance de gol que é bom, não teve praticamente nenhuma. Somente no finalzinho que as emoções voltaram.

Um dos zagueiros visitantes falhou ao tentar proteger a bola na linha de fundo, porém Renato, camisa 5 do Santo André, foi mais ligeiro, roubou e tocou pro meio da área. Claudinho, ele de novo, chutou de longe para fazer seu segundo gol na tarde aos 45. Os locais ainda tiveram a oportunidade para marcarem o terceiro nos acréscimos, sem sucesso.


Visão geral do confronto entre Santo André e Red Bull


Ataque andreense pela direita


Atleta do Red Bull levitando no gramado do Bruno José Daniel


Bola no fundo das redes de Saulo no segundo gol do Ramalhão, também marcado por Claudinho

O placar final de Santo André 2-0 Red Bull colocou a agremiação da Grande São Paulo na liderança do Grupo 1 do Troféu do Interior, à frente da Ferroviária com um ponto e o Mirassol com nenhum. Esse resultado também decretou a primeira vitória do Ramalhão contra os campineiros no quinto encontro entre eles.

A partida acabou sem que a jornada do domingo estivesse perto de chegar ao fim. Saindo do estádio ainda rolou uma visita da rapaziada ao meu humilde lar e fechamos a programação com uma pizza na região do Bom Retiro. Ótima forma de se terminar o final de semana.

Até a próxima!