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quinta-feira, 14 de março de 2024

Bernô derrota o Rio Preto e mantém invencibilidade na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira começou uma nova insuportável onda de calor no verão sem fim que estamos vivendo, mas teve rodada dupla no ABC na pauta livre do Jogos Perdidos. Iniciei os trabalhos com São Bernardo x Rio Preto, duelo de contrastes válido pela 13ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 no Estádio Bruno José Daniel. Vice-líder invicto contra o 13º colocado.

O campo andreense é o quarto utilizado pelo Bernô como mandante em 2024. Começaram jogando no Primeiro de Maio, disputaram uma partida em Guarulhos e duas em Santana de Parnaíba. É, o São Bernardo FC, atual dono da Vila Euclides colocou o aluguel lá em cima e não rola mais jogar na cidade. Enquanto o Baetão estiver liberado apenas para jogos de base, vai ser assim.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP


Capitães do Bernô e do Jacaré, o árbitro Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, os assistentes Osvaldo Apipe de Medeiros Filho e Vinicius Santana da Silva e o quarto árbitro: Aparecido Pereira Bueno

Apesar de ser um time nômade na atual temporada, o São Bernardo segue invicto na terceirona. É o único clube sem derrotas no estado além do Palmeiras. Uma senhora campanha. Se vão subir não tem como saber, só que é inegável que são candidatíssimos ao acesso. Já o Rio Preto está na parte de baixo da tabela e tinha que ganhar. Se perdesse, torcia contra o São Caetano de noite.

Diferente do que esperávamos, o escrete visitante começou a peleja melhor do que o onze local. A boa atuação culminou com a melhor chance, aos 22, com Vinícius Leite finalizando bem e Henrique fazendo ótima defesa com os pés. No momento em que era mais dominado, o Bernô marcou. Aos 24 Gustavo Santana recebeu na esquerda e arriscou. A bola desviou na zaga e morreu no canto esquerdo de Renan.



O São Bernardo sofreu no começo do duelo com o Rio Preto





O primeiro gol do Bernô em três momentos e a comemoração de Gustavo Santana




Mais lances do tempo inicial em Santo André

O Rio Preto não sentiu e teve pelo menos três ótimas oportunidades para deixar tudo igual, porém não transformou nenhuma delas em gol. Na segunda etapa acompanhei a ação da arquibancada, junto com a dupla Victor Minhoto, integrante do JP recém-chegado à capital bandeirante de novo, e Estevan, firme e forte no seu "Ano Sim". De lá vimos o São Bernardo voltar muito melhor.

Foi a vez do Bernô perder gol e sofrer um em sequência. Eduardo recebeu na esquerda e deu um toque bem de leve na pelota, que morreu no fundo da rede sem que os zagueiros da casa conseguissem salvar. Depois do gol Derick ainda foi expulso e deixou o clube do ABC com um a menos. Apesar do cenário desfavorável, os comandados de Renato Peixe seguiram enfileirando lances perigosos. Aos 29, foi marcado pênalti a favor do Bernô e Uchoa cobrou bem.



O São Bernardo voltou melhor para os 45 minutos finais



Uchôa bateu bem o pênalti que deu a vitória ao Bernô

No fim, o São Bernardo 2-1 Rio Preto acabou sendo o placar final da partida em Santo André. O alvinegro segue invicto e ocupando as primeiras posições, enquanto o Jacaré passou a torcer contra o Azulão no duelo contra o União São João na sessão noturna. Estivemos lá e a missão ararense foi mais fácil do que todos esperavam.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 2-1 Rio Preto

Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Gabriel Petrini Cruz; Público: 72 pagantes; Renda: R$ 130,00; Cartões amarelos: Arthur, Inácio, Vinícius Santana e Oliveira; Cartões vermelhos: Derick 14, Inácio 45 do 2º e Thiago Friggi (Mas-Rio) pós-jogo; Gols: Gustavo Santana 24 do 1º, Eduardo 12 e Uchôa (pênalti) 29 do 2º.
São Bernardo: Henrique; Rikelmi, Uchôa, Arthur (Inácio) e Rayan; Derick, Guilherme Pires (Giovane), Willian e Douglas Andrade (Douglas); Gustavo Santana (Márcio Júnior) e Alyson (Natan). Técnico: Renato Peixe.
Rio Preto: Renan; Marquinhos (Edu Cerdan), Guilherme Nascimento, Vinícius Santana e Iago (Adryel); Ryan, Isaias (Bruninho) e Vinícius Leite (Thauan França); Rômulo (Danielzinho), Eduardo e Hugo. Técnico: Oliveira.

sexta-feira, 10 de março de 2023

Empate sem gols complica de vez o Audax na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da sessão vespertina de quarta-feira com a goleada palmeirense na Copa do Brasil sub-17, eu não tinha planos para acompanhar a rodada noturna pois imaginava que não conseguiria chegar a tempo. Acabou que deu tudo certo e acompanhei novo capítulo da via-crúcis do Audax rumo à Segundona. Pela 13ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3, os osasquenses, em completo desespero contra o rebaixamento, receberam no Estádio José Liberatti o Rio Preto, sexto colocado e lutando por uma vaga entre os oito.

Eu peguei o metrô no Tietê, fui até a Barra Funda e de lá segui de trem até a Estação Presidente Altino. Fui de Uber e somando todo o trajeto levei cerca de uma hora, um milagre. A chuva que destruiu a Zona Leste nem passou por Osasco e acho que caíram cinco ou seis gotas antes do apito inicial no Rochdale. Dei uma sorte enorme.


GO Audax EC - Osasco/SP


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP


Paulo Ricardo Pereira Fernandes, Leonardo Augusto Villa, Leonardo Augusto Villa e Murilo Tarrega Victor, o quarto de arbitragem da peleja, com os capitães dos clubes

O duelo marcou o retorno do alvirrubro ao Liberatti, o glorioso Rochdale, após dois confrontos disputados na Arena Barueri. Neles, duas derrotas. Além disso, a série de cinco jogos sem nenhum resultado positivo colocou o vice-campeão paulista de 2016 em situação delicada. O clube estava em 13º com com 11 pontos, igual ao Votuporanguense, enquanto Sertãozinho e Barretos tinham 10. Os quatro lutando contra a queda.

O estádio estava quase vazio e quem foi não assistiu um jogo bom. No primeiro tempo os dois times chegaram com bastante disposição no ataque, mas oportunidades claras de gol foram raras. Deu muito sono acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. Já na segunda etapa a peleja melhorou, principalmente graças ao Rio Preto. Hugo Costa teve ótimo momento aos 31 e chutou pela linha de fundo. Paulo Vítor salvou o Audax aos 38 em grande defesa após chute de longe. Os osasquenses tentaram, porém pecaram no último toque.






O Audax tentou bastante, bastante mesmo, porém não foi capaz de abrir o placar na primeira etapa






No segundo tempo o Rio Preto foi melhor, só que não marcou. O 0 a 0 foi o óbvio placar

Nesse cenário, o Audax 0-0 Rio Preto foi o placar óbvio no Liberatti. Com a surpreendente vitória do Barretos em cima do São Bernardo e do Votuporanguense contra o Sertãozinho, o Audax agora é o 15º colocado com 12 pontos ganhos. Faltando dois compromissos a situação se complicou demais. O próximo confronto é contra o Bandeirante, em Birigüi, e ganhar lá será na base do milagre. O futuro do Audax não está se revelando nada promissor. Esse foi meu segundo placar em branco em 2023 e derrubou minha média de gols no dia após o 11x0 da tarde. Faz parte.

Cansadíssimo, felizmente o ônibus intermunicipal que me trouxe até a Zona Oeste da capital passou rápido e logo pude chegar no QG. O final de semana reserva apenas uma cobertura da rodada decisiva da Série A2. Tem definição de vaga na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-0 Rio Preto

Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Paulo Ricardo Pereira Fernandes; Público: 110 pagantes; Renda: R$ 1.140,00; Cartões amarelos: Geovane, Kendy, Rodrigo Sabiá, Júlio Dimas, Lucas Lima, João Marcos, Márcio Ribeiro.
Audax: Paulo Vitor; Rossales, Lucas Andrade, Rodrigo Sabiá e Fábio K. (Biro); Carlos Ferreira, Kendy (William), Robertinho (Altair) e Rafael Sayão (Andrey); Geovane e Wesley Bolinha. Técnico: Márcio Ribeiro.
Rio Preto: Renan Aguiar; Ranísson, Negretti, Gabriel Dias e Adryel; João Marcos, Marcelo Guatapará (Matheus Serraglia), Júlio Simas (Iago Teixeira) e Lucas Lima (Klebinho); Caíque Gomes (Gabriel Lima) e Devellen (Hugo Costa). Técnico: Valmir Israel.

terça-feira, 16 de março de 2021

Nacional volta a vencer na A3 mantendo tabu contra o Rio Preto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sábado fiz a minha última cobertura futebolística antes de nova paralisação dos torneios da FPF em virtude da pandemia. Fui até o Estádio Nicolau Alayon assistir um duelo bem comum nas divisões de acesso do estadual dos anos 90 até hoje: Nacional x Rio Preto. Foi a quinta vez que assisti esse jogo, o terceiro pelo Campeonato Paulista da Série A3.

Já pesquisei bastante sobre o antigo SPR e nos seus 102 anos de existência ele tem mais derrotas do que vitórias. Além disso, o retrospecto com boa parte dos adversários que enfrentou na história é negativo. Uma das raras agremiações que possui uma performance ruim contra o time da Barra Funda é justamente o Jacaré. Nos 26 confrontos, 11 triunfos paulistanos, seis do alviverde e nove empates.

Agora, a marca mais relevante é o longo tabu a favor do Nacional. Desde que foi derrotado por 3x1 em 28 de junho de 1998, também pela A3, o Naça soma dez partidas sem perder, incluída aí uma série incrível de oito vitórias seguidas. Nenhuma equipe foi derrotada tantas vezes consecutivas pelo clube da Zona Oeste. Na sequência temos os sete triunfos contra o São Bernardo entre 1988 e 2010 e contra o Taubaté de 1966 a 1976.


Nacional e Rio Preto entrando no gramado do Nicolau Alayon

Vindo de uma derrota contra o Desportivo Brasil em tarde que poucas coisas funcionaram bem, o técnico Ricardo Silva fez algumas mudanças precisando voltar a vencer (e ampliar a marca histórica). O Rio Preto estava invicto e buscava pelo menos um ponto. Da minha parte, o destaque ficou por conta que fui convocado a ser o locutor da cancha já que o titular da pasta não estava presente. Ano passado trabalhei na Segundona, agora na A3. Logo serei chamado em campeonatos de divisões maiores. Uma coisa é certa: Nunca as escalações foram cantadas de forma tão especial quanto sábado.

Das cabines da Comendador Souza vi os donos da casa abrirem o placar logo aos dois minutos, algo incomum na história nacionalista. Após bate-rebate, a bola sobrou na esquerda para Brener. Ele cruzou e Nino, zagueiro rio-pretense, se antecipou a Éder Paulista e fez contra. A partir daí os visitantes dominaram totalmente as ações e encurralaram os locais.

Aí brilhou a estrela de Rafael Vianna. Foi a estreia do arqueiro com a camisa alvi-azul depois de muitos anos sendo reserva de André Dias no Juventus. O camisa 1 ganhou a posição de Matheus Poletine e mostrou serviço fazendo várias defesas sensacionais. Aos 21 ele fez defesa em finalização à queima-roupa de Thiaguinho. Aos 29, bela intervenção em tiro de fora da área de Ataliba. Nos acréscimos, o mesmo Ataliba bateu falta e o goleiro fez milagre de mão trocada.







No primeiro tempo o Nacional fez o gol e parou. O Rio Preto atacou muito e criou várias chances para o empate

O domínio do Glorioso continuou nos primeiros minutos da etapa final. Luan teve uma chance de ouro aos seis, mas resolveu dar um drible extra e estragou a jogada. No minuto seguinte, eu presenciei o gol perdido mais bisonho em toda minha vida de estádios. A zaga do Rio Preto recuou a pelota até Lúcio. Ele dividiu com Wal e perdeu o domínio. Paolo, que entrou no intervalo, recebeu o maior presente de sua vida. Ele poderia ter tocado com o gol aberto, só que esperou o arqueiro se recuperar, driblou de novo e, novamente com a meta aberta, mandou por cima. O camisa 17 conseguiu perder um gol três vezes. Esse até eu faria.

Aos 23 Jé arrancou pela direita e de novo Rafael Vianna apareceu bem. Falei com o pessoal que estava próximo nos minutos seguintes que o Rio Preto tinha atacado com tanta fúria que certamente o físico não ia aguentar. Dito e feito. O pessoal arriou e o Nacional conseguiu voltar ao jogo. Aos 28, em investida sensacional de Éverton Dias pela direita, ele avançou e cruzou na cabeça de Éder Paulista. Aos 31, Paolo teve a oportunidade do terceiro e desperdiçou.

O Jacaré conseguiu marcar aos 36 quando teve um pênalti a seu favor quando Wellinton Gigante meteu a mão na bola dentro da área. Jé bateu bem e diminuiu. A reação foi fugaz e o Nacional permaneceu todo no campo de ataque. Wallace saiu cara-a-cara com Lúcio aos 38 e bateu em cima do goleiro. Paolo finalizou pela linha de fundo aos 42. Aos 47 Wallace, um dos destaques locais, foi derrubado na área. Mendes cobrou a penalidade com perfeição e fechou a fatura.


Detalhe do gol mais perdido que vi em estádios. Paolo simplesmente desperdiçou três chances no mesmo lance


O contraste dos uniformes de Nacional e Rio Preto


O cruzamento de Éverton Dias que gerou o segundo gol nacionalista


Detalhe do pênalti infantil cometido por Wellinton Gigante aos 35 minutos


Bola estufando a rede local na cobrança de Jé


Nos acréscimos, o Nacional confirmou sua vitória com um pênalti bem cobrado por Mendes

O Nacional 3-1 Rio Preto foi uma peleja melhor do que 90% do que vemos na Série A1 e do que vimos em boa parte dos da reta final das maiores competições de 2020. Fato. Foram 90 minutos super agradáveis, com lances de perigo, emoção e muitas alternativas. Os ferroviários foram do sétimo ao terceiro lugar e os rio-pretenses caíram do sexto ao nono. Além disso, agora são nove as vitórias seguidas do Naça em cima do alviverde de São José do Rio Preto.

Sem saber quando estarei de novo num campo de futebol, fiz o caminho de volta pensando com os meus botões e refletindo sobre o enorme absurdo que estamos vivendo. Uma pessoa que consiga juntar frases simples e somar dois mais dois sabe que a condução da pandemia por parte de boa parte dos governantes foi criminosa. Uns dão risada e praticam a política da morte, outros só falam e tomam medidas ineficazes. Assim fica difícil a gente se sair bem.

Com a (nova) interrupção do futebol no estado não temos como saber quais são os próximos passos ou as próximas coberturas. O que esperamos é que todos se cuidem, façam a sua parte e não deem ouvidos a boçais que não sabem agir como seres humanos. Fico na torcida para que alguma luz ilumine o caminho de quem toma as decisões (apesar de achar impossível).

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 3x1 Rio Preto

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gustavo França, Mendes, Mendes, Lúcio, Jé, Nino, Iago Pereira, Bruno Miguel, Ataliba; Cartões vermelhos: Mendes e Jé 51 do 2º; Gols: Nino (contra) 2 do 1º, Éder Paulista 28, Jé (pênalti) 36 e Mendes (pênalti) 47 do 2º.
Nacional: Rafael Vianna; Wellinton Gigante, Éverton Dias, Gustavo França e César; Bruno Cruz (Matheus Costa), Guilherme Lobo (Reinaldo), Brener (Paolo) e Mendes; Éder Paulista (Wallace) e Wal (Diego Chiclete). Técnico: Ricardo Silva.
Rio Preto: Lúcio; Iago Pereira, Nino, Bruno Miguel e Luciano Souza; Beto (Jé), Gabriel Tota, Moisés (Renan Morales) e Ataliba; Leandro Love (Luan) e Thiaguinho (Teteu). Técnico: Ivan Canela.
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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Jogo fraco e empate sem gols entre Lusa e Rio Preto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada começou a sexta edição Campeonato Brasileiro Feminino e a imensa equipe de reportagem do JP desembarcou no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para a estreia de Portuguesa e Rio Preto em confronto válido pelo Grupo 2 da competição.

Essa foi a volta da Lusa ao primeiro nível do nacional da categoria depois de um ano de ausência. O escrete lusitano retornou à elite após ter ficado com o vice-campeonato da segundona no ano passado. Desde que o certame foi criado em 2013, essa é a quarta participação rubro-verde.

As meninas do Jacaré também disputam o Brasileirão pela quarta vez e até aqui a performance é espetacular: campeãs em 2015, vice em 2016 e semi-finalistas em 2017. Além disso, são as atuais bi-campeãs paulistas. É sabido que hoje o Rio Preto é uma das potências do futebol feminino no país.


Associação Portuguesa de Desportos (Feminino) - São Paulo/SP


Rio Preto Esporte Clube (Feminino) - São José do Rio Preto/SP


A árbitra Adeli Mara Monteiro e as assistentes Patricia Carla de Oliveira e Renata Ruel de Brito posando de forma exclusiva pro JP junto com as duas capitãs

Pena que tirando um ou outro clube, o campeonato ainda seja disputado de forma quase clandestina aos olhos do grande público. Quem passasse na frente da casa lusitana poucos minutos antes do apito inicial não veria nenhuma movimentação e nenhuma sinalização uma partida de futebol estava prestes a começar.

Na real a CBF se preocupa mesmo só com a seleção brasileira e um pouco com a Série A do nacional. Saiu disso, é dor de cabeça pra eles. Imagina falando de feminino então... Eles fazem um campeonato meia boca e empurram com a barriga, mais pra falarem que "incentivam a categoria", quando todos sabem que na hora H não dão a mínima.

Eu sei que enquanto conseguir cobrir os jogos do Brasileirão Feminino eu irei fazer com o maior prazer pois acho um torneio super importante. O futebol feminino sempre pintou nas nossas páginas desde o começo do blog, logo, quando possível, continuaremos com o trabalho.

Assim como em 2017, os dezesseis participantes estão divididos em duas chaves com oito equipes cada. Lusa e Rio preto estão no Grupo 2 junto com Santos, Foz, Ponte Preta, Audax, Vitória/PE e Flamengo. Os quatro primeiros colocados se garantem nas quartas-de-final.

Dito tudo isso, foi uma pena o que não se viu no gramado do Canindé. Os dois times mostraram pouco futebol e os 90 minutos praticamente demoraram três horas pra passar. Foram poucos os momentos de destaque para alegrar os cerca de 30 torcedores presentes na cancha paulistana.

A Portuguesa não vem fazendo uma boa campanha no estadual e atuou mais preocupada em se defender e procurando "a" oportunidade de ouro para quem sabe marcar seu golzinho. Quem decepcionou de verdade foi o Rio Preto, atual líder da sua chave no estadual, que em nenhum momento confirmou seu favoritismo.


Ataque do Rio Preto pela esquerda


Bola levantada dentro da área rubro-verde


Durante o primeiro tempo, pintou mais policial militar dentro do estádio do que na Cracolândia. No fim, eles só estavam dando uma voltinha


Boa finalização do Jacaré

No primeiro tempo as visitantes chegaram bem em duas oportunidades, aos 19 e aos 25 minutos, ambos em chutes de longe. A goleira Fabi fez ótimas defesas e impediu o gol alviverde. Já o onze local teve apenas uma chance digna de registro aos 22 quando a pelota cruzou toda a linha de gol sem pintar ninguém pra concluir.

No tempo final tinha fé que as coisas iriam melhorar... ledo engano. Tirando uma defesa incrível da arqueira rubro-verde aos dois minutos depois de cabeçada na pequena área, nada aconteceu. As atletas visitantes passaram praticamente os 45 minutos dentro do campo de defesa local, só que poderiam estar jogando até agora que o gol não teria saído, tamanha a inoperância nas conclusões.


Atletas assustadas com a bola no começo do tempo final


Durante os 45 minutos finais, o que mais se viu foi a pelota zanzando dentro da área local


Um dos últimos ataques do onze visitante na partida

O resultado não poderia ser outro: Portuguesa 0-0 Rio Preto. Esse foi o único empate da primeira rodada do Grupo 2 e o Santos é o líder depois dos 6x0 que aplicou em cima do Flamengo na Vila Belmiro. Na semana que vem a Lusa visita o Foz enquanto o Jacaré recebe as Sereias da Vila.

Saí do Canindé divagando sobre a vida e a situação de penúria em que a cidade se encontra junto com o amigo Milton Haddad. Em meio ao lixo espalhado na Marginal Tietê chegamos no metrô e dali cada um pegou seu rumo. Agora terei dez dias de sossego antes de voltar ao mundo futebolístico.

Até a próxima!