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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Oeste 0-0 Rio Claro: Jogo nota 1 em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se na quarta-feira, dia 12, eu abri mão do futebol, na última eu me meti a fazer uma rodada dupla. Troquei uma tarde inteira no ar-condicionado por uma sessão vespertina no Campeonato Paulista da Série A2. Na Arena Barueri, acompanhei o duelo entre Oeste e Rio Claro pela 12ª rodada da primeira fase. Minha esperança era que ambos não me fizessem arrepender amargamente da escolha feita.

Agora, fica difícil, muito difícil, falar algo de bom sobre o que (não) vi nos 90 minutos no gramado sintético do reformado estádio. Tudo bem, o Rio Claro era o lanterna, ainda sem nenhuma vitória em oito rodadas, mas o Oeste estava em quarto lugar e, mesmo com a sequência ruim, não esperava o show de horrores apresentado pelos locais.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


O árbitro Salim Fende Chavez, os assistentes Mauro André de Freitas e Fausto Augusto Moretti, o quarto árbitro Pablo Rodrigo de Oliveira e os capitães dos times

O calor estava insano. Uma coisa de maluco, de doente. Eu aguentei fazer as fotos posadas e me mandei para as cabines. Não havia vento, não tinha brisa, não tinha nada. No gramado, não aconteceu um único lance digno de registro. Zero. Sofri com o bafo que vinha de fora e com a atuação tenebrosa das duas equipes.

Na etapa final, uma salvadora funcionária da Arena me ajudou e ligou o ar-condicionado da cabine. Com uma temperatura decente, consegui prestar mais atenção na peleja... mas me arrependi. Oeste e Rio Claro poderiam estar jogando até agora que o gol não teria saído. Não tem como escrever mais nada sobre a falta de inspiração dentro das quatro linhas.





Jogo ruim, foto ruim. Nem imagem teve como salvar direito


Resultado final do meu pior jogo de 2025 e um dos piores da história

Por todo o contexto, Oeste 0-0 Rio Claro entrou no meu Top 10 pessoal de piores jogos da vida. Pode ser um exagero? Creio que não, pois o combo calor horroroso + partida tenebrosa é um negócio simplesmente imbatível. Não tenho planos de voltar lá tão cedo.

O retorno, ainda debaixo de uma temperatura criminosa, reservou uma parada na padaria perto da Estação Jardim Belval antes de pegar os trilhos da antiga CPTM até a cidade de Osasco. Fui acompanhar a visita de um dos preferidos da casa ao Rochdale.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 0-0 Rio Claro

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Salim Fende Chavez; Público: 184 pagantes; Renda: R$ 1.304,00; Cartões amarelos: Thiago Nunes, Flávio Henrique e Emanuel; Cartão vermelho: Flávio Henrique 39 do 2º.
Oeste: Klever; Hytalo Lira (Tite), Thiago Nunes, Pedro Vítor e Matheus Albino; Ferreira, Gabryel Freitas (Flávio Henrique), Vítor Lima e Alex Reinaldo (Lucas Alvim); Henry (Geuvânio) e Paulinho (Guilherme Tavares). Técnico: Lelê.
Rio Claro: Passarelli; Fabinho (Caíque), Nílson, Gustavo e Mateus Vedrani; Bruno Luiz, Éder Lima (Fábio Magrão), Yamada (Coutinho) e Cesinha; Thalisson (Emanuel) e Luizinho (Jacó). Técnico: Fahel Júnior.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Portuguesa empata e está de volta à Série A1

Texto e fotos: Fernando Martinez


O sábado da tarde foi especial para a torcida da Portuguesa e, de lambuja, para todo mundo que gosta da gloriosa agremiação. Foi o dia que o clube decidiu seu retorno à elite do estado contra o Rio Claro. Após sete anos lutando para voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído, tinha chegado o grande momento.

Estava nessa com o Luigi, o Jovem Promissor, e chegamos no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte depois da rodada matutina em Campo Limpo Paulista sem nenhum problema. Tinha muita gente nas redondezas da casa rubro-verde, mas nenhuma confusão foi registrada. A promessa era de recorde de público.

Logo me credenciei e fui ao gramado. Faltava pouco menos de uma hora para o apito inicial e a atmosfera era incrível. Desde os jogos decisivos na reta final da Série C de 2015 isso não acontecia. Gente nova, gente mais velha, pessoal que bate cartão e pessoal que não visitava o Canindé há anos, essa era a mistura que se via na arquibancada.

Após a vitória na partida de ida, a expectativa era de que o azar dos últimos anos no Campeonato Paulista da Série A2 seria afastado. A Lusa caiu em 2015. De 2016 a 2019 não passou da primeira fase. Em 2020, já no meio da pandemia, foi eliminada pelo XV de Piracicaba nas quartas com direito à polêmica dos drones. Ano passado, nova eliminação nas quartas contra o Água Santa.

2022 começou com técnico Sérgio Soares no banco de reservas. Uma contratação temerária para muitos e ótima para outros, eu incluído. Quando o torneio começou, uma sequência de bons resultados com uma invencibilidade que durou até a 11ª rodada. O fato de ser líder desde o início manteve a tranquilidade até quando a performance deu uma caída no fim da primeira fase.

Nas quartas, duas vitórias contra o Primavera. Na semi, o reencontro com o Rio Claro, o responsável pela única derrota lusitana. No duelo de ida, 1x0 no Schimitão e a vantagem do empate conquistada. Nada poderia dar errado... ou poderia? Quase 13 mil torcedores pagaram ingresso para ver a história ser escrita de uma forma ou de outra.



Portuguesa e Rio Claro: apenas um deles estaria na A1 de 2023


O árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Alex Ang Ribeiro e Leonardo Tadeu Pedro, o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira e os capitães dos times

No primeiro tempo, o Rio Claro foi melhor, mas nada assim uma Brastemp. Chance de gol mesmo pintou do lado lusitano. Caio Mancha criou bom lance aos 29. Aos 33, a vantagem rubro-verde foi ampliada com o gol de Gustavo França, aproveitando belo passe de Daniel Costa em chute cruzado. O Azulão até chegou perto da meta de Thomazella nos minutos finais, porém não empatou.





Momentos do primeiro tempo de Portuguesa e Rio Claro. Na última foto, uma briguinha sem consequências antes da ida aos vestiários

Faltavam 45 minutos para o sonho virar realidade. A torcida sofreu como ainda não tinha sofrido. Na primeira chance rio-clarense, o empate. Bruno Moraes recebeu na esquerda, acertou um belo chute e fez um golaço. Se fizesse outro, a decisão seria nos pênaltis. A Portuguesa teve a melhor oportunidade aos 25 com Carlos Henrique. Já na reta final, Pará chegou perto de calar a torcida e virar o marcador. Ficou no "quase".





No segundo tempo, a Portuguesa criou seus momentos, mas não marcou. No fim, nem precisou

Alberto Félix, técnico do Azulão, encheu a equipe de atacantes na caça pela vitória, sem sucesso. A expectativa da torcida, os momentos de tensão, o nervosismo e os sete anos de espera chegaram ao fim quando o árbitro apitou pela última vez. O Portuguesa 1-1 Rio Claro decretou o fim do sofrimento. A Lusa está de volta à Série A1 do Paulistão em 2023.

Foi uma linda festa, repleta de emoção, lágrimas e muita, muita comemoração. O grito que estava preso na garganta de todos pôde sair em altíssimo volume. Ano que vem a Lusa estará entre os grandes, como nunca deveria deixar de ter acontecido. Que seja um grande recomeço.




Após o apito final, confirmada a volta da Portuguesa ao lugar de onde nunca deveria ter saído

Fiquei um bom tempo no gramado vendo a festa de perto e quando saí encontrei Paulo Shrek com seu cotovelo biônico feliz da vida pelo acesso. Papo vai, papo vem, ele ficou na festa na área das antigas piscinas enquanto eu e o Jovem Promissor seguimos até a Estação Armênia com aquele sentimento de dever cumprido. Três jogos vistos no sábado com um acesso e um time novo na Lista. Nada mal.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Portuguesa 1x1 Rio Claro

Em breve
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terça-feira, 9 de março de 2021

Bom jogo na Javari e tudo igual entre Juventus e Rio Claro

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após um longo hiato de 364 dias, voltei a marcar presença numa sessão matutina de futebol. Caí da cama no domingo depois de uma noite pessimamente dormida e repleta de sonhos estranhos para nova cobertura na segunda rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Direto do Estádio Conde Rodolfo Crespi, o Juventus recebeu o Rio Claro em busca da primeira vitória.

Na estreia os grenás ficaram no 0x0 contra o Audax em Osasco. Ano passado o time da Mooca chegou nas quartas de final e foi eliminado nos pênaltis pelo São Bernardo FC. Agora com o técnico Sérgio Soares no banco, uma cria da Javari, eles esperam ir longe. O adversário era o Rio Claro, comandado por Alberto Félix. Na estreia o Azulão empatou em casa com o Tigre do ABC e beliscar um pontinho jogando na capital seria de bom grado.





Se tem um lugar que as fotos posadas ainda existem esse lugar é a Rua Javari. Fazia tempo, mas dessa vez temos as duas equipes nas fotos oficiais junto com a imagem dos capitães e do quarteto de arbitragem

Antes de contar o que aconteceu no gramado vale citar uma situação que vem se tornando cada vez mais comum nas canchas que visito. As pelejas estão liberadas apenas para jornalistas e fotógrafos credenciados (além de pessoal dos clubes, claro). Apesar disso, o que menos tem nas arquibancadas, pelo menos em jogos pequenos, é profissional da imprensa presente. Por outro lado, o que nunca falta são pessoas fazendo scouts de sites de apostas. Triste ver que a cobertura jornalística in loco praticamente desapareceu.

Quietinho na minha cadeira na parte coberta da Javari vi uma partida boa, muito melhor do que o Portuguesa x Atibaia da véspera. Eu imaginava que os locais usariam o fator casa a seu favor, porém quem o Rio Claro não se intimidou e foi muito melhor do que os mandantes. Fazendo uma apresentação segura, nem parecia que o Azulão estava fora do Schmitão.

Logo no começo Sorriso assustou em chutaço pela esquerda que teve boa defesa de André Dias. Na sequência Timbó e Formigoni foram responsáveis por bons momentos do Rio Claro. O Juventus respondeu com um bom ataque de Will na direita e um furo magistral de Gabriel Bonet no meio da área. Aos 39 João Lucas cruzou da direita e Will colocou no canto. Certeza de que ele não quis fazer o que fez. O que importa é que deu certo... Juventus 1x0.




Detalhes do tempo inicial de Juventus x Rio Claro


A comemoração dos jogadores grenás no gol de Will

No tempo final o Azulão continuou melhor, mas pecava no último toque. Vimos boas oportunidades visitantes até que Jair, aos 20, deixou tudo igual. O jogador aproveitou bola espirrada na esquerda e chutou na saída de André Dias. Alvinho foi expulso quatro minutos depois e o Juventus ficou com um a menos. Era o que o Rio Claro precisava para ocupar o campo de defesa grená. Apesar de insistir e criar lances de perigo, inclusive com outro vermelho dado a um atleta juventino, o marcador não sofreu alterações.






No segundo tempo o Rio Claro deixou tudo igual e teve chances de virar o placar

Fim de jogo: Juventus 1-1 Rio Claro. O onze local tomou sufoco, mas conseguiu, dentro das circunstâncias, um pontinho bastante importante. O Azulão também soma o segundo empate. Ficou bom para os dois. No meio da semana o Moleque Travesso recebe o Monte Azul enquanto o onze rio-clarense recebe a Portuguesa Santista.

A agenda futebolística do JP voltou com tudo na segunda-feira com a minha primeira vez no grande duelo do ABC. Santo André de um lado, São Caetano do outro.

Até lá!

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Ficha Técnica: Juventus 1x1 Rio Claro

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Domingues; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Pablo, João Lucas, Bazílio, Thiaguinho, Gian; Cartões vermelhos: Alvinho 24 e Diego 36 do 2º; Gols: Will 39 do 1º, Jair 20 do 2º.
Juventus: André Dias; Railan (Bruno Luiz), Pablo, Nailson e Rubens; Diego, Negueba (Bazílio), Alvinho e João Lucas (Denis); Will e Gabriel Bonet (Joel). Técnico: Sérgio Soares.
Rio Claro: Rafael; Toninho, Roger Thomaz, Roger Bernardo e Thiaguinho; Cesinha, Formigoni, Junior Timbó (Acácio) e Gian (Wallace); Sorriso (Jobinho) e Jair. Técnico: Alberto Félix.
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Carnaval Futebolístico do JP (1/5): Tudo em branco entre Rio Claro e Votuporanguense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fevereiro estava sendo um mês fraco, com coberturas esparsas e nada tão especial. Nada melhor do que espantar a pasmaceira com uma pequena turnê pelo interior. No cronograma, cidades que não visitava há muitos anos e também canchas inéditas para o que vos escreve. Isso sem contar estádios históricos espalhados por alguns cantos do estado. Foi o Carnaval Futebolístico do JP.

A folia começou na tarde de quinta-feira com meu retorno ao Estádio Augusto Schmidt Filho após doze anos para o duelo entre Rio Claro e CA Votuporanguense, abrindo a oitava rodada da fase inicial do Campeonato Paulista A2. Estávamos sem cobrir o time profissional do Galo Azul em casa desde o longínquo 2005. Em tempos que o JP engatinhava na grande rede, o desaparecido Orlando esteve lá em março daquele ano num confronto contra o Barretos.


Fachada do Augusto Schmidt Filho, casa do Rio Claro FC

Da minha parte o lance é bem surreal também. Eu tinha visitado o belo campo inaugurado em janeiro de 1973 apenas uma vez... numa apresentação do maior rival (!). Foi num sábado à noite de junho de 2008 quando o Velo Clube recebeu o falecido Paulínia FC pela Segundona. Naquele ano, o rubro-verde mandou todas as suas partidas na casa do seu grande antagonista. Depois disso, só mais um jogo do blog no Schmitão: a vitória do Atlético/PR em cima do São Paulo na semifinal da Copa São Paulo de 2009.

Meus companheiros na caravana foram os amigos Caio Buchala, o motorista da rodada, e o Mário, adepto maior do Decano de Montevidéu no Brasil. Saímos da capital pouco antes do almoço e chegamos no local em cima da pinta. Depois de uma leve apreensão no portão principal, ainda fechado, fui ao gramado capturar as fotos de sempre. Vale registrar que lá também estava o grande Israel, fotógrafo das antigas e que já fez foto de Deus e o mundo.


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


Clube Atlético Votuporanguense - Votuporanga/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Alessandro Darcie, os assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Alex Alexandrino e o quarto árbitro Rodrigo Santos posando junto com os capitães dos times

Apesar de marcado para um dia útil à tarde, a peleja recebeu um público de 278 pagantes, um número até razoável. Pena que a rapaziada tenha visto tão pouco futebol. Tudo bem, não tinha como esperar muito do lanterna Votuporanguense, que somava apenas dois pontos, nenhuma vitória e uma campanha que decepciona a todos. O grande problema foi o fraquíssimo futebol apresentado pelos donos da casa, então na sexta colocação com dez pontos. Os atletas alviazuis se apresentaram sem nenhuma inspiração.

Nos primeiros 45 minutos o time local teve apenas um bom momento com o camisa 11 Matheus Lu, ex-Nacional, mas a pelota saiu pela linha de fundo. No restante do tempo o que se viu um festival de passes errados, toques sem sentido e concentração total no meio-campo. Com o triunfo diante do São Caetano na rodada anterior eu sinceramente imaginava que o cenário seria outro. O Rio Claro foi uma decepção.


Firme marcação de atleta do CAV em ofensiva local


Investida do Rio Claro pela direita


Há um parque de diversões colado no muro do estádio, com isso o pessoal aproveita como pode para ver a peleja sem pagar ingresso


Bola levantada na área do Votuporanguense no fim do tempo inicial

Na etapa final fiquei na genial parte coberta junto com os amigos e também com a revoltada torcida do Azulão. A partida recomeçou com o Rio Claro conseguindo a proeza de errar mais passes do que antes, um horror. Foram cerca de 25 minutos assombrosos sem que nada acontecesse. Próximo de 30, na base do milagre divino, vimos o primeira real momento de perigo com o belo voleio de Lucas Crispim e a ótima defesa de Edson Kolln.

Na sequência foi a vez de Adílson finalizar e o arqueiro do CAV fazer milagre. No rebote, o camisa 16 teve uma segunda chance e não marcou. O escrete visitante tentou algumas investidas só que todas foram neutralizadas pela zaga rioclarense. Nesse cenário, o início do Carnaval Futebolístico do JP miseravelmente começou sem gols.


Ataque do CAV emplacando aquele ataque maroto pela esquerda


Foram poucos os momentos em que o onze visitante chegou dentro da área local no segundo tempo


Disputa de bola pelo alto


Nos últimos minutos o Rio Claro chegou perto de abrir o marcador, mas não teve sorte

O Rio Claro 0-0 CA Votuporanguense fez o Azulão cair para o sétimo lugar, agora com onze pontos, nos critérios de desempate. O CAV permanece na última posição sem vencer em oito rodadas e doidinho para retornar à Série A3, campeonato que não disputa desde 2015. Além deles, São Bento e Red Bull também estão tendo uma performance digna de rebaixamento.


Placar final da peleja no Schimitão, o único 0x0 do Carnaval Futebolístico do JP


O belo mural com imagens que contam um pouco da história do Rio Claro FC

Após o apito final fiquei por ali admirando o belo painel com imagens antigas do Rio Claro FC que fica próximo do portão principal. Antes de pegar a estrada novamente fizemos um pit stop para abastecer o possante e também comprar uma tubaína, algo que sempre busco fazer quando ando pelo interior.

O destino agora era a cidade de Bebedouro, cidade que nunca tinha visitado e que serviu de dormitório na primeira noite. Na sexta-feira não tinha jogo ali (a Inter só volta à atividade em abril pela Segundona), porém a ideia era visitar os estádios antes da rodada dupla começar. Esse é papo para o próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Rio Claro 0-0 Votuporanguense

Local: Estádio Augusto Schimidt Filho (Rio Claro); Árbitro: Alessandro Darcie; Público: 275 pagantes; Renda: R$ 2,400,00; Cartões amarelos: Acleisson, Pedro Bortoluzo.
Rio Claro: Dheimison; Douglas, Alyson, Guilherme e Eduardo; Acleisson, Roger, Everton (Matheus Santos) e Lucas Crispim; Rodrigo (Luiz Thiago) e Matheus Lu (Adilson). Técnico: Adilson Teodoro.
Votuporanguense: Edson Kolln; Danilo Belão, Mateus Buiate, Lucão e Cesinha (Genilson); Vitor Braga, João Marcos, Ricardinho e Everton (Reinaldo Dutra); Pedro Bortoluzo e Misael (Kaique). Técnico: Junior Rocha.
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Rio Claro sai na frente do Ramalhão nas quartas da A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de quarta-feira tinha boas opções da Copa do Brasil sub-20, porém pensando em jogos decisivos no profissional, resolvi acompanhar o início da fase decisiva do Campeonato Paulista da Série A2. Após dois anos, voltei a ver o Santo André em ação no Estádio Bruno José Daniel, Pela ida das quartas de final, o Ramalhão recebeu a boa equipe do Rio Claro querendo fazer valer o fator campo pensando em sair na frente na disputa de uma vaga na semifinal.

Na primeira fase o clube interiorano não saiu do G8 em nenhuma das 15 rodadas, teve uma performance sólida e terminou na terceira colocação com 27 pontos. Já pelos lados da agremiação do ABC, sufoco e perrengue na reta final. Apesar de ter ficado na zona de classificação em nove das 15 rodadas, a vaga só foi garantida nos 2x0 em cima da Portuguesa sábado passado. Os 21 pontos deixaram o time na sétima posição. Os dois pintaram aqui no blog nos duelos contra o Nacional na capital. O Rio Claro empatou sem gols no famoso jogo de 24 horas e o Ramalhão perdeu de virada no sábado de carnaval.


Esporte Clube Santo André - Santo André/SP


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


O árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Alex Alexandrino, o quarto árbitro Kléber Canto dos Santos e os capitães dos times

Tive a companhia do Mílton nessa jornada e sofremos bastante com o forte calor nesse outono que ainda não engrenou. Chegamos na cancha andreense faltando uma hora pro apito inicial. Aproveitei a deixa e fiz uma boquinha numa barraquinha de cachorro-quente. Saudade desse lance tradicional que está cada vez mais distante do cenário futebolístico. Aliás, o futebol em si está chatíssimo com prioridades desconectadas com a realidade. Querem profissionalizar tanto que estão matando a essência do esporte bretão... só que isso é papo para outro dia,

Ao invés de acompanhar um ataque específico resolvi ficar o tempo todo postado no gol "da esquerda" já que não estava na pegada de tomar sol na cara por um minuto sequer. Então na etapa inicial acompanhei os avantes rio-clarenses. O Santo André teve o domínio territorial, mas os visitantes foram mais efetivos. Aos 14 minutos Maykinho recebeu bom passe de Ernani e mandou de forma bisonha por cima do gol. Dois minutos depois, o castigo: Franco tocou para Toninho, ele avançou pela direita e cruzou na área. Élton surgiu entre dois zagueiros e inaugurou o placar a favor do Rio Claro.


Ataque do Rio Claro pela esquerda no começo da peleja


Ícaro afastando a bola do campo de defesa andreense sob o atento olhar dos atletas visitantes


Bom ataque de Élton pela direita e grande defesa de Tomazella


Élton comemorando o gol do Galo Azul


Defesa do Ramalhão protegendo a pelota do bom ataque adversário


Ataque aéreo do escrete rio-clarense ainda no primeiro tempo

O Galo Azul era perigoso nos contra-ataques e levou perigo à meta defendida por Tomazella. Mas a melhor chance foi do onze da Grande São Paulo. Novamente Maykinho foi o autor do chute e dessa vez a finalização bateu na trave. Cristian, aquele ex-Juventus e ex-Palmeiras, também teve seus momentos. Pena para a maior parte dos 904 pagantes (1.194 presentes) que o empate não saiu. Na segunda etapa permaneci no mesmo local e dei sorte, já que a ação ficou concentrada no campo de defesa visitante. Como o Rio Claro só se preocupou em segurar a vantagem, o Santo André ficou perigosamente perto da grande área.

O grande problema foi que a partida ficou bastante embolada no meio-campo. Apesar de criar poucas chances, o Ramalhão ficou o tempo todo com a bola nos pés. O primeiro grande momento foi aos 14, quando Toledo cobrou falta com estilo e Murilo fez ótima defesa. Susto de novo somente aos 33 com uma bela investida de Johnnattan que tirou tinta da trave esquerda. O último lance de perigo saiu aos 43 quando Matheus invadiu a área, chutou forte e o rebote do goleiro Murilo passeou pela área sem que nenhum atleta local aparecesse.


Guilherme Garré, 11 do Santo André, atacando pela esquerda


Raphael Toledo se preparando para mandar a pelota dentro da área adversária


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante


Cristian cobrando falta em busca do gol de empate

No fim, o placar de Santo André 0-1 Rio Claro deixou o Galo com a faca e o queijo na mão, afinal, um empate fará com que a agremiação esteja na semifinal. O campeão da Copa do Brasil de 2004 precisa vencer por um gol de diferença para que a decisão seja nos pênaltis. Se vencer por dois gols de diferença, obviamente ele que estará entre os quatro melhores do certame. Expectativa de bom confronto no Augusto Schimidt Filho.

Saímos do Bruno José Daniel e seguimos de táxi até a divisa Santo André/São Caetano do Sul. Na pauta, uma visita há muito prometida na casa do maior colecionador de camisas do São Caetano. Sempre bom ver os amigos que o futebol nos trouxe. Já estava de noite quando voltei à capital pelos trilhos da CPTM. Uma nova noite de cinema me aguardava seguindo no "esquenta" para o novo filme dos Vingadores. É, nem só de filmes clássicos vive o homem...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Santo André 0-1 Rio Claro

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Douglas Marques das Flores; Público: 904 pagantes; Renda: R$ 9.110,00; Cartões amarelos: Heliton, Matheus Santiago e Icaro (San), Salustiano e Formigoni (Rio); Gol: Élton 17 do 1º.
Santo André: Tomazella; Dênis Germano, Icaro, Heliton e Ernani; Johnnattan, Raphael Toledo, Cristian e Guilherrme Garré (Jobinho); Maykinho (Matheus Santiago) e Victor Sapo (Anselmo). Técnico: Fernando Marchiori.
Rio Claro: Murilo; Toninho. Salustiano, Fernando e Jussandro; Roger Bernardo, Formigoni, Franco e Vitor (Orlando); Lucas Santos (Nathan) e Elton Martins (Sapeca). Técnico: Adilson Francisco Teodoro.
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