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terça-feira, 7 de setembro de 2021

Grande virada do Ceará em cima do São Paulo pelo Brasileiro sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de ver a classificação palmeirense para a final do nacional feminino, peguei o caminho do Morumbi para acompanhar de perto meu Plano C: um joguinho da 14ª rodada da fase inicial do Campeonato Brasileiro sub-20, o único que tinha como chegar no horário. O líder São Paulo recebeu o Ceará buscando seguir no voo de cruzeiro que o deixou na primeira posição desde a sexta rodada.

Foi uma rara chance de ver jogo no Cícero Pompeu de Toledo já que apenas o time profissional atua por ali com frequência. Durante a pandemia minha única visita na casa são-paulina foi na decisão da Copa Paulista Feminina em dezembro do ano passado. Na ocasião, o Santos sagrou-se campeão após vitória nos pênaltis. A partida contra os cearenses foi a minha 57ª na cancha.




Os times entrando em campo, o São Paulo posado e os capitães com o quarteto de arbitragem

Falando nisso, o sub-20 tricolor não atuava naquele que um dia foi "o maior estádio particular do mundo" desde 2019. Por consequência o técnico Alex, aquele ex-Palmeiras, ex-Coritiba e ex-Cruzeiro, fez a sua estreia no Morumbi. O treinador chegou no São Paulo este ano e vem fazendo uma campanha bastante boa. Contra o Ceará, a expectativa era de uma vitória até certo ponto tranquila.

Vale mencionar que o apito inicial seria às 16 horas, exatamente o mesmo horário do Brasil x Argentina válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo na Arena Corinthians. Quando brasileiros e argentinos jogaram pela última vez na capital bandeirante o palco foi o Morumbi, a antiga casa da seleção por essas bandas. Na noite de 26 de julho de 2000 o time dirigido por Wanderley Luxemburgo fez 3x1 nos portenhos e eu estava lá.

O estádio estava vazio, e provavelmente o sub-20 tricolor captou a energia claudicante do elenco profissional. A atuação foi muito abaixo do esperado e a equipe não correspondeu. Não parecia que era o líder em campo tamanha a falta de inspiração. Mesmo assim o primeiro tempo terminou com o triunfo parcial dos locais depois que Vitor Samuel marcou um belo gol aos 40 minutos. Ele recebeu no meio da área, tirou o zagueiro com um lindo drible e chutou no canto.





Lances do primeiro tempo entre São Paulo e Ceará

Na volta dos vestiários o Ceará viu que o bicho não era tão feio, ou pelo menos não estava assustando tanto, e resolveu colocar as manguinhas de fora. Aos nove, Rafinha entrou na área e foi derrubado pelo goleiro mandante. Matheus Índio cobrou o pênalti com categoria e empatou. Sentindo o astral bom, seguiram em cima e aos 20 viraram o placar. Denilson levantou com classe na cabeça de Jhoninha. O atleta cabeceou e colocou o alvinegro na frente.

O Tricolor sentiu o golpe e quando tentou retomar as rédeas da peleja não conseguiu mais. Os atletas até ocuparam o setor defensivo adversário e criaram seus momentos, porém não venceram o goleiro João Fernandes. No fim, o São Paulo 1-2 Ceará surpreendeu a todos. Foi o segundo revés paulista no Brasileiro sub-20 e o escrete nordestino quebrou a série de três derrotas. As posições permaneceram inalteradas, mas o gosto que ficou na garganta dos são-paulinos não foi muito agradável.


Matheus Índio deixou tudo igual de pênalti no começo da etapa final


Boa defesa de Felipe quando o Ceará buscava a virada


A melhor atuação cearense foi premiada com o gol de cabeça de Jhoninha, sem chances para Felipe



O Tricolor buscou o novo empate, mas não teve sucesso


Placar final do inesperado e improvável triunfo do Ceará em pleno Morumbi

O complicado foi ver que o Plano A teve um total de oito gols (Corinthians 7x1 Bahia também pelo sub-20) e o Plano B teve nada menos do que NOVE gols (Atlético Mogi 0x9 Mauá FC) e eu vi apenas três. Tem dia que a sorte não está do nosso lado e tudo bem. Pelo menos não fiquei nem um minuto no ponto de ônibus pois ele passou rápido apesar de ser domingo. São as pequenas alegrias da vida.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: São Paulo 1x2 Ceará

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Nathan, Luizão, Alex de Souza, Pet, Patryck, Léo Rafael; Cartão vermelho: Jhoninha (pós-jogo); Gols: Vitinho 40 do 1º, Matheus Índio (pênalti) 9 e Jhoninha 20 do 2º.
São Paulo: Felipe; Anilson (Pet), Beraldo, Luizão (Carrijo) e Patryck; Palmberg (Facundo), Kayque Ryann (Negrucci) e Brian (João Adriano); Juan (Talles), Pedrinho e Vitinho. Técnico: Alex de Souza.
Ceará: João Fernandes; Natan Masiero, Marcos Victor, Vitão e Victor Hugo; Patrick (David), Pedro Igor (Rafinha), Matheus Índio e Léo Rafael; Kadu (Denílson) e Jhoninha. Técnico: Juca Antonello.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Palmeiras goleia do Inter e chega na final do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após alguns dias levando as coisas numa relax, numa tranquila e numa boa, no domingo pintou uma rodada dupla bem legal. Comecei os trabalhos com a minha provável despedida do Campeonato Brasileiro Feminino em 2021. Direto do Allianz Parque, o Palmeiras recebeu o Internacional precisando de um simples empate para chegar na final.

No Beira Rio o onze paulista confirmou o favoritismo e venceu pela contagem mínima. Nada de novo levando em conta a diferença entre as campanhas. Com o triunfo no Sul, o alviverde chegou a 43 pontos conquistados no nacional contra apenas 30 do colorado. Sim, o Inter surpreendeu nas quartas e eliminou o também favorito São Paulo jogando no Morumbi, mas sinceramente eu duvidava que o raio cairia no mesmo lugar.

Agora, vale sempre comentar: "incrivelmente" o que tinha de papagaio de pirata no Allianz Parque não foi brincadeira. Aquela rapaziada que aparece apenas no filé mignon do futebol feminino e nem chega perto de um Nacional x Pinda no Paulistão. Assim fica fácil demais. Por essas e por outras que eu aposto um doce que não serei credenciado na decisão. Se não conseguir na ida, desencanarei da volta. Acontece.




Aquela carona de lei captando as imagens oficiais antes de Palmeiras x Internacional

Disputando um espaço na tribuna da cancha paulistana a tapa com gente que sabe o mínimo da categoria, fiquei próximo do amigo Edson de Lima, o maior incentivador do futebol feminino. A manhã estava quente e vimos uma peleja que não teve muitas surpresas. O Inter buscou aquela pressão marota logo cedo, porém tomou o gol na primeira investida palmeirense. Chu, ídola máxima do amigo Raul Dias, o maior anfitrião de Brasília, recebeu passe de Julia Bianchi e tocou na saída de Vivi.

As gaúchas sentiram o golpe e tiveram apenas um grande momento. Decorridos 32 minutos, Djeni bateu falta, a bola desviou no meio do caminho e Jully fez defesa brilhante. No intervalo, o 2x0 agregado a favor do Palmeiras era suficiente para a classificação. Sem alternativas, o Inter precisava mostrar serviço nos 45 minutos finais.

As meninas retornaram ao gramado sintético mais ligadas na marcação e aos 13 Mileninha recebeu grande passe em profundidade e deixou tudo igual. O pessoal na tribuna se ajeitou na cadeira pois a expectativa era que a partir daí a partida ficasse animadíssima. A empolgação durou três minutos. Sorriso fez dura falta aos 16 e levou o cartão vermelho direto. Com uma a menos, a missão colorada ficou impossível.

As locais se aproveitaram do fato de estarem em vantagem numérica e não deram absolutamente nenhum espaço ao escrete visitante. Ficou fácil para a goleada sair. Maria Alves, Chu e Katrine (de pênalti), respectivamente aos 23, 30 e 37 minutos liquidaram a fatura sem dificuldade e colocaram pela primeira vez o alviverde na decisão do Brasileiro Feminino.







O Internacional tentou reverter a vantagem palmeirense obtida no jogo da volta, mas as donas da casa foram melhores


Milena deixando tudo igual aos 13 do segundo tempo


De pênalti, Katrine fez o quarto gol e colocou a equipe alviverde na final

O Palmeiras 4-1 Internacional faz com que as paulistas tenham a segunda melhor campanha do torneio até aqui. A melhor, como vem acontecendo nos últimos anos, é do Corinthians, adversário da decisão que vai em busca do terceiro título. As finais ainda terão as datas definidas: a ida será no Allianz e a volta certamente na Neo Química Atena.

Saí do estádio e infelizmente não tive como seguir com meu plano original de coberturas. Tinha três opções, mas os planos A e B começavam às 15 horas e não daria tempo de chegar. Apelei ao Plano C, um duelo do Brasileiro sub-20 no Morumbi. Acabou que perdi um monte de gols. Em breve falarei a respeito.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x1 Internacional

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Charly Wendy Deretti/SC; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Carol Baiana, Shashá; Cartão vermelho: Sorriso 16 do 2º; Gols: Chú 6 do 1º, Milena 13, Maria Alves 23, Chú 30 e Katrine (pênalti) 37 do 2º.
Palmeiras: Jully; Calderan, Agustina, Thaís, Camilinha (Rafa Andrade) e Katrine; Carol Baiana, Julia Bianchi (Tainara) e Duda Santos (Dandara); Chú (Ottilia) e Maria Alves. Técnico: Ricardo Belli.
Internacional: Vivi; Leidi, Bruna Benites, Sorriso e Ari (Thessa); Mariana Pires (Milena), Isa Haas, Ximena (Fabi Simões) e Djeni; Wendy (Maranhão) e Shashá (Duda Flores). Técnico: Maurício Salgado.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Barcelona ganha o primeiro ponto na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em uma quarta-feira de rodada dupla, a sessão vespertina de futebol teve a estreia do Colorado de Caieiras na capital bandeirante. O novato do Campeonato Paulista da Segunda Divisão visitou o glorioso Barcelona Capela em duelo realizado no Estádio Nicolau Alayon. Encontro válido pela quarta rodada do Grupo 4.

No domingo, o Elefante não jogou contra o Paulista pois as ambulâncias chegaram atrasadas no Nacional. Antes disso, duas derrotas contra Mauaense e Flamengo. Já o Colorado começou bem a Segundona empatando fora de casa com o Guarulhos e anotando bela vitória no Carlos Ferracini em cima do Paulista de Jundiaí. Mas no final de semana foram surpreendidos pelo Mauaense e sofreram a primeira derrota.




As geniais fotos posadas de Barcelona e Colorado e, de carona, o quarteto de arbitragem com os capitães dos times

Fez bastante calor na cidade de São Paulo e para essa cobertura tive a companhia do decano Milton Haddad, voltando à ativa depois de um ano e meio de ausência. Ao lado do velho amigo, vi uma partida que surpreendeu positivamente por causa da atuação do Barcelona. No primeiro tempo, os donos da casa foram melhores do que o Colorado e, mesmo com a fragilidade conhecida do elenco, jogaram direitinho.

Eu tive uma ótima impressão do Colorado nas duas rodadas iniciais, mas nos 45 minutos iniciais de quarta-feira eles não engrenaram. O Barcelona teve duas grandes oportunidades aos 16 e 33 minutos e abriu o placar em belíssima jogada individual de Alemão. Ele recebeu na esquerda e foi costurando a defesa até finalizar no canto. O jogo estava controlado... até que aos 43 Leozinho foi lançado em profundidade, entrou na área e driblou o goleiro. O camisa 1 tocou na bola sem adiantar nada, pois ela continuou nos pés do atacante do Colorado. O camisa 11 deixou tudo igual.

O 1x1 mudou o panorama e durante a segunda etapa foi a vez dos visitantes darem as cartas. O Barcelona teve apenas um momento perigoso aos 17 minutos, e só. O Colorado teve a chance de virada em quatro lances. Tentaram bastante, foram incisivos, mas Ruan não foi vencido novamente. O Barça se segurou de forma heroica do jeito que pôde.



Lances do começo de partida entre Barcelona e Colorado de Caieiras


A comemoração de Alemão no gol do Elefante aos 36 do primeiro tempo






Os dois times criaram bons momentos, porém a peleja ficou no 1x1 anotado na etapa inicial

O Barcelona 1-1 Colorado não foi a partida dos sonhos, porém ganhou uma nota seis e passou de ano sem maiores problemas. Apesar do Elefante permanecer sem triunfos após quatro rodadas, pelo menos conquistou um pontinho. Já o clube de Caieiras soma cinco e certamente vai lutar por uma vaguinha na próxima fase. O líder da chave é o Flamengo e o Mauaense está na vice-liderança.

Me permito ficar de boa alguns dias e a ideia é retornar com duas novas coberturas no domingo.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 1x1 Colorado

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Luiz Renato Soares; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Breno, Carlos, Cristopher, Léo Jesus; Gols: Alemão 36 e Leozinho 43 do 1º.
Barcelona: Ruan; Breno (Vítor Hugo), Danilo, Kaique e Jefferson; Gabriel Alves, Cristopher e Morais; Caíque (Carlos), Alemão e Diego (Luan). Técnico: Mateus Silva.
Colorado: Gustavo; Silas, Luís Henrique, Maicon e Poty (Juninho); Negão, Aldana (Cabeleira), Leozinho e Chaves; Léo Jesus (Luiz Antônio) e Rodrigo (Douglas). Técnico: Fernando da Silva.
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No aniversário de 111 anos, nova goleada corintiana no Paulista Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Setembro começou bem cedo com minha visita a um grande aniversariante. O 1º de setembro marca o aniversário do Sport Club Corinthians Paulista e tive o prazer de ver o time feminino em ação atuando no histórico campo, o Estádio Alfredo Schurig, pelo Campeonato Paulista Feminino. Deixando a comemoração ainda melhor, o adversário foi o Nacional.

Cheguei cedo na casa alvinegra e, diferente do que está rolando nas outras categorias, fui obrigado a dar aquela enorme volta para entrar no clube pelo portão do tamboréu, quase na Marginal Tietê. Um rapaz, certamente algum aspone, deu um show de falta de educação e não permitiu que passasse por trás do estádio. Fazia tempo que não rolava essa zona. É a síndrome do pequeno poder em seu estado cristalino.




Corinthians e Nacional posados e a imagem das capitãs com o quarteto de arbitragem

O sol brilhava forte e fiquei nas cabines acompanhando uma partida que todo mundo sabia quem venceria, restando apenas saber por quanto. O Corinthians é a maior força da categoria e vinha de um ótimo trunfo contra a Ferroviária fora de casa na ida da semi do Brasileiro. No estadual, três jogos, três vitórias e o favoritismo total. O Nacional tinha apenas um ponto, sofreu duas goleadas seguidas e queria perder de pouco.

Quando a ação começou, nenhuma surpresa. Mesmo com um time misto, as comandadas de Arthur Elias não tiveram dificuldade. O que complicou foi uma certa preguiça e uma boa pitada de preciosismo. O primeiro tempo foi repleto de lances que, se tivessem atuado com mais disposição, teriam chegado às redes sem dificuldades. Antes de Pardal abrir o placar de cabeça aos 23 minutos, o Timão já tinha posto duas bolas na trave.

Conforme a peleja foi seguindo, as locais finalizaram outras duas vezes no travessão até que Bianca Gomes ampliou aos 45. Na virada para a segunda etapa o duelo tomou um rumo diferente e durante os 15 minutos iniciais o que se viu foi um aproveitamento enorme: de cinco oportunidades criadas, quatro viraram gols. Grazi, Diany, Miriã e Jheniffer anotaram na sequência. Depois disso, nova pasmaceira e o desânimo tomou conta.

O lance mais agudo até os minutos finais foi o único do onze visitante. A goleira da casa Natascha estava acompanhando as suas companheiras no ataque do círculo central. Em uma troca de passes que deu errado, a pelota sobrou com Mari. Ela chutou do meio-campo e, aproveitando o fato da arqueira estar super adiantada, a finalização tirou tinta da trave. Foi um pecado! Jogando na base do banho-maria, o time da casa ainda foi capaz de marcar pela sétima vez com a camisa 14 Tarciane.


Marcação firme da equipe corintiana no meio-campo



Detalhes dos dois primeiros gols alvinegros marcados por Pardal e Bianca Gomes na etapa inicial




Grazi fez o terceiro logo no primeiro minuto do tempo final. Miriã marcou o quinto e Tarciane, de cabeça, fechou a goleada



Não foi uma atuação maiúscula, mas o novo triunfo manteve o Corinthians na primeira colocação do Paulista Feminino

O placar de Corinthians 7-0 Nacional foi pouco perto do que poderia ter sido. Agora as mosqueteiras seguem para a volta da semi do Brasileirão buscando a vaga na quinta decisão seguida. Ao escrete ferroviário, a esperança é ganharem outro pontinho até o final da primeira fase e a certeza de que estão adquirindo bastante experiência.

Saí com o Parque São Jorge já respirando os ares de 111 anos de vida do clube da Zona Leste. Achei bem legal poder ver um jogo em um dia tão especial. Sem tempo a perder, fui ao metrô encontrar o amigo Milton Haddad pois tinha sessão vespertina de futebol na Comendador Souza pela Segundona.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 7x0 Nacional

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Miriã, Katiuscia; Gols: Pardal 23 e Bianca Gomes 45 do 1º, Grazi 1, Diany 4, Miriã 11, Jheniffer 14 e Tarciane 40 do 2º.
Corinthians: Natascha; Katiuscia, Pardal (Giovanna Campiolo), Tarciane e Yasmim (Juliete); Grazi (Andressinha), Diany (Ingryd), Miriã (Gabi Portilho) e Cacau; Bianca Gomes (Adriana) e Jheniffer. Técnico: Arthur Elias.
Nacional: Lavínia; Ju Primon, Gio Mendes (Victória) (Maria), Camila e Jeniffer; Emily (Rafa), Mariana, May (Fran) e Cinthia; Mari e Vitoriano (Mica). Técnico: Luiz Souza.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Palmeiras anota sua maior goleada na história da Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de um domingo em que tudo deu errado, a noite de terça-feira reservou uma grata surpresa. Fui de novo ao Allianz Parque acompanhar o duelo de ida da segunda fase da Copa do Brasil sub-17 entre Palmeiras e Confiança. O alviverde era franco favorito, o que eu não contava era que estava prestes a ver outra goleada monstro pouco tempo depois do 14x0 de Cotia.

Na primeira fase o alviverde não tomou conhecimento da Desportiva Paraense e aplicou um 9x0 também na capital paulista. Jogando contra o Confiança, time de Série B e que eliminou o Ríver jogando no Piauí, achei que pudesse ser um confronto relativamente parelho, apesar do favoritismo paulista. Vale lembrar que a fase de oitavas de final é disputada em ida e volta.



Visão geral do Allianz Parque para Palmeiras x Confiança e o árbitro batendo aquele papo com os capitães

Cheguei no estádio cedo e fiquei um bom tempo conversando com a simpática assessora de imprensa do Palmeiras. Ela me informou, entre outras coisas, que a ideia é que o local seja utilizado com mais frequência pela base mesmo quando a torcida retornar. Notícia boa pensando em todos que ainda não conhecem a cancha. Foi quase uma hora de papo até que eu subi para as limpíssimas cabines de imprensa, algo raro.

A partida começou e aos dois minutos o Palmeiras mostrou o cartão de visitas com o gol de Thalys de cabeça. Já deu aquela animada na esperança de ver muitos gols. Aos 15, Daniel ampliou completando cruzamento de Robert. Após o 2x0 no placar, os locais sossegaram o facho e atacaram com menos intensidade. Mesmo assim o Confiança pouco fez e não foi páreo. Apesar de criarem quatro boas chances, o marcador permaneceu sem alterações.



Dois ataque do Palmeiras no primeiro tempo. Os donos da casa não foram tão perigosos assim durante os 45 minutos iniciais


Um raro escanteio a favor do time sergipano


Marcador do Confiança fazendo um balé para tentar interceptar o passe adversário

Dava para sentir que se forçassem um pouco a defesa do Dragão poderia sair uma goleada. Confiei nos atacantes alviverdes, desci das cabines e fui acompanhar o ataque paulistano de perto nos últimos 45 minutos. Foi a melhor decisão que poderia ter tomado pensando em captar fotos boas. O Confiança sofreu do começo ao fim e saiu de campo com uma goleada monstro na sacola.

João, goleiro sergipano e grande destaque da noite, não queria deixar a rapaziada da casa comemorar e salvou três gols certos dos cinco aos sete minutos. Luís Guilherme e Wendell por duas vezes ficaram no quase. O Confiança segurou a onda até os 13 minutos, momento em que Daniel aproveitou passe de cabeça de Luís Guilherme e marcou pela terceira vez. Depois disso, foi um massacre.

Allan anotou aos 15 e aos 25, chegando aos 5x0. Cauâ Vinícius bateu pênalti sofrido por Daniel aos 27, Wendell deixou o dele aos 35 e na sequência Daniel, um dos melhores do onze palestrino, anotou o oitavo aos 36. Na arquibancada passei a acreditar que os dois dígitos eram uma possibilidade enorme. Aos 40 Kauã Oliveira fez o nono e no último lance, Luís Guilherme recebeu belo passe de Wendell e fechou a fatura.


Se na etapa inicial o alviverde não foi tão incisivo, na etapa final o cenário foi bastante diferente. A zaga do Confiança sofreu durante todo o tempo


Luís Guilherme ajeitando para Daniel (no meio da área) marcar o terceiro gol alviverde


Allan tocando na saída de João... 4x0


De novo Allan marcou. Ele recebeu na esquerda e acertou um chutaço sem chances para João. Era o quinto tento palmeirense


Kauan Vinícius bateu pênalti de forma primorosa e fez o sexto gol da noite


Detalhe do sétimo gol. Wendell fez aproveitando rebote de João em chute de Danilo


Foi uma cabeçada até certo ponto sem muita pretensão, mas a trajetória da bola pegou João de surpresa. Daniel fez o seu terceiro e o oitavo gol paulista


Kauã Oliveira comemorando o 9x0 aos 41 do tempo final


No último lance da noite Luís Guilherme recebeu na esquerda, invadiu a área e bateu na saída de João. Era o décimo gol dos donos da casa

Fim de cotejo: Palmeiras 10-0 Confiança. Foi a maior goleada do alviverde na história da competição e a quinta maior em todos os tempos. Detalhe: das cinco maiores, quatro aconteceram em 2021, entre elas o São Paulo 14x0 Santo Antônio/MS, a maior de todas. Isso mostra que a parada da pandemia fez muito mal aos times pequenos. Bom, o compromisso de volta será apenas protocolar, já que obviamente o onze paulista não vai perder por dez gols de diferença. Apesar de tudo, parabéns pela atuação digna do time nordestino.

Dando aquela olhada marota na minha lista de jogos, vi que foi o sexto 10x0 da vida, o primeiro desde o Portuguesa 0x10 Santos pelo Paulista Feminino em 2018. Também foi a 15ª vez em 3.192 partidas que vi uma equipe marcar dez gols ou mais. Digamos que não é toda hora que vejo algo assim.

Com essa cobertura encerrei os trabalhos no mês de agosto. Setembro começou cedo, na manhã do dia 1º, com uma visita a um aniversariante ilustre.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 10x0 Confiança

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: José Guilherme Souza/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Wendell; Gols: Thalys 2 e Daniel 16 do 1º, Daniel 13, Allan 16, 25, Kauan Vinícius 28, Wendell 35, Daniel 36, Kauã Oliveira 41 e Luís Guilherme 45 do 2º.
Palmeiras: Addi; Robert (Zuin), Mina, Serafim (Kauã Oliveira) e Léo; Jean Carlos (Kauan Vinícius), Marquinhos (Allan), Luís Guilherme e Thalys; Daniel (David Kawan) e Canadá (Wendell). Técnico: Orlando Ribeiro.
Confiança: João; Thassyo, João Vítor, Dudu e Luciano (Gabriel Bezerra); Seedorf, Robert, Kauan e Thayran (Diogo); Matheusinho e Thewilly (Matheus Estevão) (Gilvan). Técnico: Marcílio Campos.
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