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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Oeste perde a primeira na Arena Barueri na Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de acompanhar o triunfo nacionalino em cima do Água Santa, emplaquei o esquema "embalos de sábado à noite" indo até a Arena Barueri para mais uma apresentação do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Pela primeira rodada do returno, o rubro-negro recebeu o Paysandu tentando chegar mais perto do G4.

Os dois não fizeram um primeiro turno de encher os olhos. O escrete paulista terminou na 11ª colocação com 27 pontos, quatro atrás do G4. De positivo, a performance invicta em casa com cinco vitórias e quatro empates. O Papão foi 15º com 23, apenas três acima da zona de rebaixamento. Da minha parte, voltei a ver o Paysandu ao vivo depois de quatro anos. As últimas vezes tinham sido em dois jogos da Série B de 2013: Uma derrota num jogo incrível contra o Palmeiras e outro revés, agora para o São Caetano.


Times perfilados no gramado da Arena Barueri

Como na Série B não fico dentro de campo, fui até a parte alta da Arena e dali vi um jogo relativamente bom. O Papão confirmou sua razoável performance atuando longe de Belém (ganhou 40% dos seus pontos assim) e logo aos doze minutos abriu o marcador. Lucas Taylor avançou pela direita e cruzou rasteiro. Rodrigo Sam tentou afastar e marcou um gol contra. O Oeste, que já não tinha começado bem, sentiu o golpe.

Jogando na boa e sem sofrer nenhum susto, o escrete visitante fez o segundo aos 29 num bonito gol. Bérgson acertou um tirambaço da entrada da área, sem nenhuma chance para Rodolfo. Antes do tempo inicial terminar o técnico Roberto Cavalo mexeu no time e no último lance quase os locais sofrem o terceiro quando Marcão ficou cara-a-cara com o camisa 1 local, só que chutou em cima dele.

O comandante rubro-negro certamente deve ter soltado os cachorros nos vestiários por conta da fraquíssima atuação dos seus pupilos. E na volta pro tempo final eles tomaram uma injeção de ânimo, equilibrando as ações. Não que o Paysandu tivesse voltado pior, pelo contrário, tanto que aos nove minutos o time teve outra chance de fazer o terceiro com Peri, porém Rodolfo fez uma defesa sensacional.

O melhor futebol deu resultado aos 17 minutos quando o Oeste diminuiu. Tudo bem que foi depois de uma bisonha falha da zaga visitante, mas vale igual. Lucas Taylor recuou para Gualberto, o zagueiro escorregou e a pelota sobrou livre para Robert. Ele invadiu a área na boa e tocou na saída de Emerson. Esse seria o lance da ressurreição rubro-negra, certo? No papel poderia ser, porém na prática isso não aconteceu.

Três minutos depois de sofrer o primeiro, Marquinhos Santos colocou Magno em campo. A decisão se mostrou acertada pois aos 24 ele fez o terceiro do Bicolor. No seu primeiro toque na bola, ele recebeu cruzamento de Gualberto da direita e cabeceou livre de marcação dentro da área. Esse tento foi aquela famosa ducha de água fria em todos do onze local.

O rubro-negro não teve mais forças para equilibrar as ações e por muito pouco não sofreu ainda mais gols. Aos 30 o árbitro deixou de marcar um pênalti claríssimo em cima de Bérgson. No minuto seguinte, o mesmo Bérgson chutou de longe e Rodolfo salvou a pátria de novo. Nesse cenário, o Oeste não teve como manter a invencibilidade atuando dentro da Arena Barueri nessa Série B.


Aquela movimentação marota no meio de campo


Comemoração dos atletas do Papão num dos gols do primeiro tempo


Bololô dentro da área visitante


Grande chance de gol do Oeste


Rodolfo em boa intervenção


Cobrança de falta no ataque do onze paulista

O placar final de Oeste 1-3 Paysandu colocou o Papão subisse no 14º lugar da tábua de classificação, agora com 26 pontos. O ex-clube de Itápolis está uma posição acima com os mesmos 27 de antes da rodada. Na próxima rodada, os paulistas visitarão o Criciúma e os paraenses receberão o Paraná. 

Como ficaria em São Paulo mais alguns dias, no domingo fui em mais uma partida, agora pelo Paulista sub-17 na Rua Javari. Um confronto que lembrou os campeonatos paulistas dos anos 60/70.

Até lá!

© 2018

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Bom jogo no ABC e vitória do São Caetano contra o Paysandu

Opa,

Sábado à noite enfrentei frio e chuva de vento na minha volta ao Campeonato Brasileiro da Série B. Apenas pela segunda vez em 2013 - a primeira no distante dia 1º de junho - fui ao Estádio Anacleto Campanella ver um jogo do claudicante São Caetano. O adversário da vez para esse "jogo de seis pontos" foi o Paysandu, na última visita dos paraenses ao estado de São Paulo nesse certame.

Confronto comum até meados da década passada, Azulão e Papão não jogavam no ABC desde 10 de setembro de 2005, quando o bicolor venceu por 2x1, na única vitória fora de casa no histórico do duelo. O mais emocionante deles com certeza foi o 5x4 para o São Caetano realizado no Palestra Itália pela Copa João Havelange em 2000. Aquela vitória emocionante colocou o time paulista entre os 16 melhores times do campeonato... E todo mundo sabe o desenrolar dessa história.

Contei com a companhia do Mílton e do Renato para essa jornada. Chegamos no estádio cedo, e dessa vez resolvi ir ao gramado para captar as imagens dos times. Como sempre, o São Caetano não posou, mas consegui de forma exclusiva a foto oficial do Paysandu, que aparece pela primeira vez no profissional aqui no JP (com destaque para a belíssima camisa com a faixa invertida).


Paysandu SC - Belém/PA. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da partida composto pelo árbitro Célio Amorim (SC) e os assistentes Celso Luiz da Silva (MG) e Pedro Araujo Cotta (MG) e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que não esperava um jogo muito bom, mas felizmente me enganei. A peleja foi disputada num ótimo nível. Os primeiros 20 minutos de jogo foram todos do Paysandu. O Azulão não conseguiu jogar e viu o time paraense chegar sempre com perigo.


O Paysandu começou bem o jogo, para a alegria da sua sempre presente torcida. Foto: Fernando Martinez.

Como estava acompanhando o ataque local, vi de longe as movimentações nesse período. Em busca de uma foto melhor na boate do Anacleto, decidi então ir acompanhar o ataque do Papão da Curuzu. Só que a Lei de Murphy resolveu dar as caras e quem passou a atacar foi somente o São Caetano. Resultado: no primeiro tempo, vi as principais chances de gol acontecerem no lado oposto de onde me encontrava.


Jael matando a bola de um jeito estranho no campo de ataque. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para o São Caetano no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Embora os dois times tenham criado ótimas oportunidades, a etapa inicial terminou sem gols. No segundo fui para as arquibancadas e dali vi um segundo tempo ainda melhor. Lutando contra o rebaixamento, o time paulista abriu o placar aos 7 minutos com um chutaço de longe do camisa 4 Frederico.


Ataque paraense pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Aos 16 o São Caetano ampliou com um estranho gol de costas do zagueiro Douglas. Jogando fácil, a equipe da casa soube administrar a vantagem e foi levando a peleja sem perigo. O Paysandu estava batido, mas aos 38 minutos a zaga local afastou mal uma bola cruzada e Careca chutou forte no canto esquerdo para diminuir.


Agora do alto, São Caetano iniciando contra-ataque. Foto: Fernando Martinez.

Os minutos finais foram de sufoco para os paulistas e o arqueiro Júnior teve ótima participação. Aos 49 rolou a derradeira chance de gol para o Paysandu num escanteio pela esquerda. A zaga conseguiu afastar e a bola sobrou para o camisa 13 Luiz Eduardo. O único zagueiro que fazia a proteção do campo defensivo falhou e o jogador paulista avançou livre. O goleiro Rafael estava adiantado e com um toque de extrema categoria ele encobriu o camisa 1 do Papão chutando da intermediária, marcando uma pintura de gol.


Bola levantada na área do time paulista. Foto: Fernando Martinez.

Placar final do jogo: São Caetano 3-1 Paysandu. O triunfo não tirou o time do ABC da zona de rebaixamento, mas pelo menos serviu para mostrar que a equipe pode se salvar. Fora da Série C desde 1998, o Azulão não pretende voltar pra lá tão cedo.

Saímos do estádio naquele horário super legal - 23 horas - e contamos com uma carona surreal de um taxista que estava nas redondezas para uma corrida marcada com antecedência por um passageiro comum. Como ele iria para a estação da CPTM, não nos fizemos de rogados e lotamos o veículo sem cerimônia. Tudo para chegar rápido em casa, já que no domingo cedo tinha mais futebol na pauta.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Na raça, Palmeiras vira contra o Paysandu e continua líder isolado na Série B

Fala, pessoal!

Após uma quarta-feira gelada e com jogos perdidaços, curti dois jogos nada perdidos no fim de semana, um sábado e outro no domingo. A primeira parada foi no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, local aonde Palmeiras e Paysandu se enfrentaram pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B em jogo de muitos contrastes.


Palmeiras e Paysandu perfilados no gramado do Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o alviverde vai de vento em popa e confirma toda a expectativa criada antes do começo do campeonato, o time paraense vai mal e luta contra o rebaixamento. Como o que me interessa é ver jogo, fui para o mais charmoso estádio da capital principalmente para ver o time profissional do Papão após sete anos. A última vez que havia sido no famoso e histórico 6x2 aplicado na Portuguesa na Série B de 2006.


Ataque do Paysandu no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Na companhia do grande amigo alvinegro Matheus Trunk, acompanhei o jogo das numeradas do velho estádio. E o que vi foi um Palmeiras nervoso e afobado demais. A equipe se perdeu nos nervos e fez talvez a pior apresentação na segundona nacional até aqui. Nenhum setor do time funcionou bem, nem ataque, nem defesa. Defesa aliás que falhou clamorosamente no primeiro gol do Paysandu, marcado por Pablo aos 14 minutos após passe de Marcelo Nicácio, jogador que apareceu muito no JP nos tempos do extinto Votoraty.


Comemoração do Papão no primeiro gol da equipe, marcado por Pablo. Foto: Fernando Martinez.

O camisa 1 visitante Marcelo fez apenas uma defesa no tempo inicial e o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima para time azul e branco. Já no segundo tempo a história foi outra e felizmente pude conferir de perto um dos jogos mais sensacionais do ano. Ainda sem jogar bem, o Palmeiras levou seu torcedor ao desespero com uma série de passes errados.


O único bom ataque do time local aconteceu nesse lance. O goleiro Marcelo fez grande defesa. Foto: Fernando Martinez.

Aos 21 minutos tudo ficou ainda pior para os locais quando o Paysandu fez o segundo após mais uma falha bizarra da defesa. Pikachu recebeu grande passe de Iarley e tocou com estilo (e por cobertura) para ampliar. Alguns torcedores mais pessimistas deixaram o estádio, enquanto os que que ficaram estavam possessos por tudo que estavam vendo.


Ataque palestrino pelo alto no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma investida palmeirense em busca do primeiro gol. Foto: Fernando Martinez.

O time paulistano então viu que se não dava na bola, tinha que ser na raça. Como num passe de mágica o time se superou por completo e, aproveitando o óbvio recuo do Papão, passou a ocupar o setor defensivo do time nortista. Na base do sufoco a equipe diminuiu aos 28 com o gol de cabeça de Alan Kardec. Logo depois, rolou uma briga (com aquelas sempre geniais "cenas lamentáveis") generalizada e que demorou vários minutos para terminar.


O pau quebrou no gramado durante o segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Inflado pela treta e empurrado pelos pouco mais de 18 mil torcedores presentes, o alviverde achou o empate aos 39 num belo gol de fora da área do paraguaio Mendieta. Nesse momento, a virada era mais do que possível. Apesar dos ânimos estarem todos fora do lugar, o sofrido gol da virada aconteceu aos 49 minutos e foi marcado por Leandro, que até então era uma figura completamente nula em campo.


Bola alçada na área e, segundos depois dessa imagem, o palmeiras virava o jogo de forma heroica. Foto: Fernando Martinez.


Atletas alviverdes na festa pelo terceiro gol. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Palmeiras 3-2 Paysandu. Mesmo sendo uma partida simplesmente para "cumprir tabela" (pois acredito que o time será campeão da Série B com sobras), a emoção vista no Pacaembu foi surreal. Torcedores palestrinos se abraçavam como se o time tivesse conquistado um título... Mas em tempos de vacas magras, a festa foi mais do que justa, pois a raça mostrada pelos atletas pode significar que os dias de sucesso podem voltar antes do que todos esperam.


Resultado final do grande jogo do Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Já no domingo fui até o Canindé para conferir outra partida da via-crucis lusitana pela principal divisão do Brasileirão, agora contra o líder Botafogo. Foi dia de ver o holandês Seedorf...

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Empate morno em Taubaté entre Paysandu e Vila Aurora/MT

Opa,

Agora vamos continuar com a rodada de sábado aqui no JOGOS PERDIDOS. Com mais um time novo para assistir, a pedida foi seguir até a cidade de Taubaté, mais precisamente na rodada do Estádio Joaquinzão. Saindo de São Paulo num verdadeiro dilúvio junto com o seu Natal e um ilhado David, seguimos pela Ayrton Senna para acompanhar primeiro o jogo entre Paysandu e o Vila Aurora, motivo da nossa visita.

A viagem foi estranha, e misturou um combo dilúvio-sol-mormaço, o que ajudou a nos deixar bastante cansados. Mesmo assim chegamos bem cedo, e antes da partida pegamos mais um dilúvio, dessa vez dentro do estádio. Mas nada que impedisse as fotos EXCLUSIVAS dos times posados:


Paysandu SC (Sub 20) - Belém/PA. Foto: Fernando Martinez.


SE Vila Aurora (Sub 20) - Rondonópolis/MT. Foto: Fernando Martinez.

Na partida, o Paysandu precisava da vitória ainda para uma possível classificação para a Segunda Fase, já que ganhando o jogo, o time de Belém chegaria aos seis pontos, e se fizesse uma boa margem de gols realmente teria chances. Já o time do Mato Grosso não tinha mais chance de nada e buscava uma despedida honrosa da Copinha.


No começo do jogo, ataque do Vila Aurora. Foto: Fernando Martinez.

Mas a partida começou bastante equilibrada, com as duas equipes sentindo o campo pesado e não criando chances claras de gol. Mas aos poucos, e de forma bem discreta, o Vila Aurora foi chegando mais do que os paraenses, o que levava a sua pequena torcida à loucura.


Chance de gol desperdiçada pelo ataque do Paysandu. Foto: Fernando Martinez.

E nessa toada de um jogo sem tantas emoções,mas que mostrava os times esforçados em campo, os 45 primeiros minutos pareciam que terminariam sem gols. Mas aos 46, o Vila Aurora abriu o placar. Depois de grande passe pelo meio, o atacante do Vila Jeffinho entrou no meio da defesa e marcou o primeiro dos matogrossenses. Intervalo e vantagem mínima para o Vila.


Mais um ataque do Papão da Curuzu no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo aproveitei para conferir o cachorro-quente na porta do estádio. Apesar do preço salgado (R$ 2,50), vale a pena conferir a iguaria por lá. Ressalto também a prestatividade da PM de Taubaté, que mesmo eu saindo do estádio e ficando a cerca de 1 metro de um policial, ele fez questão de me revistar de novo.

Talvez ele tivesse achado que eu tivesse criado uma bomba que apareceu de forma mágica dentro da mochila. O mesmo PM também quis impedir o seu Natal, dizendo que ele estava entrando com um copo de cerveja no estádio. Só que ele não deve saber que não existe uma cerveja de cor vermelha e que colocamos gelo dentro. Coisas que não conseguimos entender.

Bom, devidamente revistados, vimos um bom segundo tempo. O Paysandu foi pra cima do Vila Aurora ainda pensando na classificação. Mas o time pecava no toque final, e desperdiçou muitas chances de gol.


Zaga do Vila Aurora tentando neutralizar perigo do ataque do Paysandu. Foto: Fernando Martinez.

O time do Papão ficou em cima do Vila, mas não chegou ao gol logo. Aos 31 minutos perdeu grande chance quando um jogador do Vila Aurora salvou em cima da linha. Mas aos 38 não teve jeito e o Paysandu empatou. Numa jogada que começou pela esquerda, a bola foi cruzada e encontrou Billy sozinho, que só teve o trabalho de completar.

Mas nem deu tempo para comemorar e pensar na virada. Aos 42 minutos o Vila Aurora teve uma cobrança perigosa de falta que foi batida de forma primorosa por Baldered com o goleiro do Paysandu nem se mexendo. Ele só viu a bola no fundo das redes e o 2 a 1 para os matogrossenses.


Lance do segundo gol do Vila Aurora, em bela cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.

Mas na bacia das almas o Paysandu ainda teve forças para arrancar o empate, também em cobrança de falta, agora de Abaeté. Isso aconteceu aos 47 minutos de partida e foi o último lance do jogo. Final de partida: Paysandu 2-2 Vila Aurora. Esse resultado desclassificou o Papão e ainda por cima classificou o Vasco sem o time carioca ter entrado em campo.

Mas isso não impediu que ficássemos por lá para curtir o jogo de fundo. Em breve aqui no JP.

Abraços

Fernando

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

A última rodada do Grupo J em Araras (I)

Opa,

Começo agora a publicar os posts dos jogos que o JOGOS PERDIDOS esteve presente nesse final-de-semana. Pena que a última rodada da primeira fase da Copa São Paulo tem 457 jogos no mesmo horário e por isso o número de partidas desse sábado e domingo com a presença do blog foi diminuta, mas mesmo assim coisas ótimas foram vistas. A cobertura começou no sábado, quando eu e o Estevan seguimos pela fantástica via Anhangüera até a cidade de Araras, para a rodada derradeira do Grupo J.


Fernando e Estevan posando no nome da cidade de Araras, de pedra, como em inúmeras cidades do nosso interior. Foto: Peter Sellers.

Saímos de São Paulo cedinho para tentarmos resgatar a história de alguns clubes para a série "Volta ao Passado". Pena que por ser sábado cedo não conseguimos muitas informações e só conseguimos mesmo fotos de portões de estádios. Logo então chegamos em Araras a tempo de um belo almoço, mas também a tempo de tomarmos um verdadeiro dilúvio saindo do restaurante, que fica na entrada da cidade. Nem precisamos dizer que ficamos ensopados e pudemos constatar a falta de bueiros na cidade. Estranho... e o bom foi ficar com os pés molhados até o final do dia. Supremo!


Dois momentos na viagem até Araras: o primeiro numa cena comum pelas estradas de São Paulo... um ônibus de "rurais", os famosos bóias-frias. E a cidade de Araras debaixo d'água, já que não existem bueiros por lá. Fotos: Fernando Martinez.

Depois de algumas horas de epopéia, finalmente chegamos no Estádio Hermínio Ometto, antigo sonho de consumo meu e do Estevan. O estádio realmente é um dos mais bonitos do nosso interior e nos impressionou bastante. O mais legal foi que chegamos na hora exata para o início do jogo entre Paysandu e Fluminense de Feira de Santana, na Bahia. Mais um time para a Lista (o Fluminense) e mais uma vez conseguimos as tradicionais fotos dos times posados.


Paysandu SC (sub-19) - Belém/PA. Foto: Estevan Mazzuia.


Fluminense FC (sub-19) - Feira de Santana/BA. Foto: Estevan Mazzuia.


Trio de arbitragem liderados pelo árbitro Marcelo Alfieri e os auxiliares Marcelo Zamian de Barros e Rodrigo Porto de Oliveira, com os capitães de Paysandu e Fluminense/BA. Foto: Estevan Mazzuia.

Falando do jogo, o Paysandu ainda buscava uma vaga para a Segunda Fase da Copinha, para isso teria que vencer o Fluminense por uma grande margem de gols, já que seu saldo de gols era bem ruim. O Fluminense buscava apenas terminar de forma honrosa a Copa SP, depois de duas derrotas por goleada. Mas logo de cara, o time baiano surpreendeu e abriu o marcador. No primeiro minuto, depois de bola lançada pela direita, o jogador Rafanino tocou de leve e tirou a bola do goleiro para deixar o Fluminense na frente do marcador.


Vista geral do jogo entre Paysandu e Fluminense/BA. Foto: Fernando Martinez.


Tentativa de ataque do Paysandu, logo após a abertura do placar pelo time baiano. Foto: Estevan Mazzuia.

O gol surpreendeu o Paysandu, que só depois de algum tempo passou a dominar efetivamente a partida. Por volta dos 15 minutos, o time paraense passou a perder chances preciosas de empate. O goleiro do Fluminense começou a se transformar numa barreira difícil de ser atravessada, com belas defesas - algumas por susto, é verdade - e muita sorte. Mas aos 29 minutos não deu mais para segurar. De fora da área, o jogador Endy olhou o goleiro adiantado e chutou de longe. Bola no ângulo e o Paysandu deixava tudo igual no jogo.


Uma imagem plástica demais: a bola estufando as redes e o goleiro do Fluminense se esticando todo no primeiro gol do Papão. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas até o final do primeiro tempo, mesmo com a pressão do papão, o placar não foi mais alterado. No intervalo fomos nos refrescar, devido ao imenso abafado no estádio. No passeio vimos algumas cenas que merecem ser compartilhadas com todos.


Agora dois momentos no intervalo de partida: dois senhores esperando a chuva, que não veio, chegar. E o descanso merecido de um funcionário de uma TV qualquer num caminhão qualquer. Mas fica a pergunta: essa é uma posição confortável? Fotos: Fernando Martinez e Estevan Mazzuia.

Para o segundo tempo, a promessa era um Paysandu atacando sem parar, buscando a virada. Mas de novo o time esbarrou na boa presença do goleiro baiano e na falta de sorte de alguns dos seus jogadores. O time teve bola na trave e chance cara-a-cara, mas não chegava a virada. Mas de novo tamanha pressão foi recompensada aos 29 minutos, quando o Paysandu virou o marcador, com o jogador Nildo completando para as redes.


Uma das várias chances do Paysandu no segundo tempo de partida. Foto: Estevan Mazzuia.

E, mais tranquilo no jogo, o time paraense ampliou aos 38 minutos, num belíssimo gol do camisa 19 Ronny, em grande jogada individual e gol por cobertura. O Fluminense, depois desse gol, resolveu jogar tudo e passou a colocar pressão nos paraenses. O time marcou seu segundo gol aos 41 minutos, em cobrança de pênalti do jogador Wolasse, e ainda teve duas ótimas chances para empatar até os acréscimos. Mas o jogo acabou assim mesmo.


Vista do segundo tempo da partida entre Paysandu e Fluminense/BA. Foto: Estevan Mazzuia.

Final de partida: Paysandu 3-2 Fluminense/BA. A vitória acabou não ajudando muito o Paysandu, já que mesmo com os seis pontos conquistados, ficaria difícil a classificação, já que o seu saldo de gols ficou negativo. O Fluminense, enquanto teve pernas, mostrou um bom futebol. Depois do jogo, foi a vez da segunda partida do dia, que não era um jogo tão perdido assim, mas vale o registro. Que será feito pelo Estevan, companheiro de viagem nessa jornada.

Abraços

Fernando

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Paulista de Jundiaí aplica goleada histórica na Série B

Olá,

Em mais um show de cobertura do JOGOS PERDIDOS, estive juntamente com o Estevan no último sábado, na bela cidade de Jundiaí, também conhecida como "Terra da Uva", mais especificamente no Estádio Dr. Jaime Cintra, para acompanhar ao jogo Paulista x Paysandu, válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.


A prova viva de que o JOGOS PERDIDOS esteve nesse jogo histórico. Reprodução: Estevan Mazzuia.

Partida importantíssima para as duas equipes, uma vez que o Paulista jogava suas últimas esperanças de conseguir o acesso à Série A, pois além de vencer ainda dependia de outros resultados. Por outro lado, o Paysandu ainda lutava para evitar o rebaixamento à Série C.

Desde o início da partida, já era possível notar que o time da casa reinaria absoluto em campo e, logo aos 6 minutos, abriu o marcador com um gol do zagueiro Dema. Depois desse gol, o Tricolor de Jundiaí continuou jogando com muita facilidade e o Papão da Curuzu permanecia apático e dava a impressão de estar dando pouco interesse ao jogo.


Falta de jogador do Paysandu em cima de atleta do Paulista, no primeiro tempo de partida. Foto: Orlando Lacanna.


Um dos vários ataques do Paulista durante o primeiro tempo de jogo, aonde terminou ganhando de 5 a 0. Foto: Estevan Mazzuia.

Nesse ritmo o Paulista foi marcando seus gols sem muito esforço, tanto que aos 30 minutos o avante Jaílson marcou o segundo gol jundiaiense. A facilidade era tanta que, aos 37, 45 e 46 minutos o Paulista marcou mais três gols, por intermédio de Fábio Vidal, Marcos Vinícius e Jaílson respectivamente, levando para o intervalo o elevado placar de 5 a 0 para os donos da casa que naquele momento estavam eufóricos, pois além da vitória, o América de Natal, concorrente direto à vaga, estava sendo derrotado pelo Santo André.


Lance que originou o terceiro gol do Paulista. Foto: Orlando Lacanna.


Visão geral da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Na segunda etapa o jogo continuou na mesma toada, ou seja, o Paysandu permanecia apático e errando muito, enquanto o Paulista, sem fazer muita força, continuou marcando seus gols com uma facilidade incrível, tanto que Victor Santana aos 2 e, Jaílson aos 4, 17 e 32 minutos, marcaram mais quatro gols para o Paulista que jogou essa etapa em ritmo de treino, se dando ao luxo de trocar o goleiro como se fosse um jogo festivo. O time de Belém estava tão atordoado que, mesmo com 9 a 0 contra fazia cera visando deixar o tempo passar para não correr o risco de tomar mais gols.


Um dos raros ataques do apático time do Paysandu. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo com o espetacular resultado de Paulista 9 - 0 Paysandu, cujo destaque individual foi o avante Jaílson autor de cinco gols, que encheu de alegria os 1.618 pagantes e reascendeu o sonho dos donos da casa conseguirem o acesso à Série A, pois o América de Natal acabou sendo derrotado em casa pelo Santo André.


A história sendo escrita: o maior placar de Brasileiros de segundas divisões desde 1971. Foto: Estevan Mazzuia.

Esse resultado doido, além de alegrar muito os torcedores do Galo da Japí, com certeza também trouxe muita alegria para os torcedores do Clube do Remo, eterno rival do Paysandu. No próximo fim de semana teremos a definição se o Paulista conseguirá ou não realizar seu sonho e se o time paraense vai se segurar na Série B. Vamos aguardar.


Orlando e Estevan na porta do estádio Jaime Cintra depois do massacre. Foto: Carro na frente do estádio.

Depois do jogo, voamos para Sampa no possante do Estevan comentando a nossa sorte em acompanhar de perto um jogo cujo placar não é tão comum e, ainda nos programando para a jornada especial que iríamos vivenciar no domingo pela manha, em mais uma sensacional cobertura do JOGOS PERDIDOS.

Abraços,

Orlando