Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Internacional/SC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internacional/SC. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Dia histórico para o São Bernardo FC na Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Campeonato Brasileiro da Série D teve sua segunda rodada disputada nesse final de semana e, aproveitando a onda de jogos legais na região, me fiz presente em dois duelos. O primeiro foi o genial, inédito e histórico encontro entre São Bernardo FC e Internacional de Lages no Estádio Primeiro de Maio valendo pelo Grupo A16.

Fundado no final de 2004, o Tigre do ABC percorreu todos os níveis do futebol paulista e depois de lutar bastante, em 2016 fez uma boa campanha na A1 do Paulista e ganhou uma vaga na Série D desse ano. Vale lembrar que o clube precisa subir de divisão para se manter com um calendário mais completo em 2018, já que foi rebaixado no estadual e, por enquanto, está fora dos nacionais do próximo ano. Após vencer o campeão gaúcho Novo Hamburgo na semana passada, foi a vez de fazer sua primeira apresentação dentro de casa num Brasileirão.

Falando do genial Leão Baio, essa é a terceira participação do clube na última divisão nacional, a terceira seguida. Em 2015 caíram na primeira fase (cobrimos o duelo deles contra o Red Bull na cidade de Campinas) e na temporada passada chegaram às oitavas de final, quando foram eliminados pelo Ituano. Na disputa do estadual 2017 eles fizeram uma campanha sofrida que terminou com a fuga do rebaixamento na rodada derradeira. Já na estreia da D, um triunfo contra o Foz do Iguaçu.


São Bernardo Futebol Clube Ltda. - São Bernardo do Campo/SP


Esporte Clube Internacional - Lages/SC


Capitães dos times junto com o árbitro sergipano Diego da Silva, os assistentes paulistas Fabrício Porfírio de Moura e Fábio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro, também paulista, Douglas Marques das Flores

É fato que o time do ABC já teve dias melhores dentro e fora de campo, mas mesmo assim esperava um público maior nessa peleja tão simbólica. Não que os 1.026 pagantes sejam um público ruim, só que o duelo merecia mais torcedores nas arquibancadas. Quem foi acabou vendo uma partida razoável, aonde o onze local teve o domínio durante a maior parte do tempo.

Logo aos nove minutos o Tigre abriu o marcador com Paulo Marcelo aproveitando um rebote do goleiro Volpi. O Inter de Lages até foi superior nos minutos seguintes. Não que tenha rolado alguma chance clara (não rolou), mas valeu a intenção. Para deixar a situação colorada ainda mais complicada, os locais levavam grande perigo nos contra-ataques.


Começo de ataque do time visitante


A comemoração dos atletas do Tigre no primeiro gol como mandante na Série D


A Inter até que atacou bastante no primeiro tempo, porém não teve nenhuma chance clara para chegar ao empate


Bom ataque visitante pelo meio


Thiago César cobrando falta com perigo no fim do tempo inicial

Acompanhei o primeiro tempo dentro de campo e no segundo fui até a arquibancada fazer companhia pro ressurgido Emerson, que agora promete voltar à ativa e aos jogos perdidos aos poucos. De lá vimos o São Bernardo FC criar dois grandes momentos para ampliar o marcador bem no início da etapa final.

Eram decorridos dez minutos quando Thiago chutou, Volpi fez brilhante defesa e a pelota sobrou livre pro camisa 8 Vinícius Kiss. Ele chutou forte, porém a bola beijou a trave. O destino não quis ajudar os donos da casa. Esse foi o primeiro e último grande lance local do segundo tempo.

O momento mais agudo a favor dos visitantes aconteceu aos 34 minutos quando Luizinho se livrou dos zagueiros e finalizou longe da meta. Os alvirrubros até tentaram montar aquela famosa blitz ofensiva em busca da igualdade nos momentos derradeiros, só que realmente não era o dia dos catarinenses no Primeiro de Maio.


O Primeiro de Maio recebeu um público tímido no sábado: 1.026 pagantes


Luizinho, camisa 9 do Inter, pede pênalti depois de cair na área


Abafa visitante na busca por um ponto

O placar final de São Bernardo FC 1-0 Inter de Lages colocou o Tigre na liderança isolada do Grupo A16 com seis pontos ganhos em duas rodadas disputadas. O Colorado é o vice-líder com três e Foz do Iguaçu e Novo Hamburgo vem em seguida com um ponto cada. Na próxima rodada o onze paulista pega o Foz de novo em casa e um novo triunfo deixará a equipe perto da classificação.

Voltei rapidinho pra casa no sábado para assistir a grande final da Série A3 entre Inter de Limeira e Nacional. Depois de acompanhar mais da metade da campanha do time ferroviário no certame, não pude comparecer ao Limeirão por conta do meu atual estado de falência. Mesmo assim, foi muito legal e gratificante acompanhar pela telinha o terceiro título paulistano na A3 em todos os tempos. A todos que fizeram parte disso, deixo aqui os parabéns.

Falando em Nacional, a rodada do domingo começou na casa do grande campeão da terceirona com mais uma apresentação do Barcelona Capela na Segunda Divisão. A minha missão era manter os 100% de aproveitamento em compromissos como mandante desde 2015.

Até lá!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Red Bull derrota o Inter de Lages e vence a primeira na Série D


O Campeonato Brasileiro da Série D chegou à sua terceira rodada, com certeza a que eu mais esperava de toda a primeira fase, no sábado e domingo passados. A ansiedade se explica, já que fazia tempo que não tinha a chance de colocar dois times profissionais na minha Lista num mesmo fim de semana. A primeira missão era num daqueles confrontos absolutamente imperdíveis que só a quarta divisão pode nos proporcionar: Red Bull x Internacional de Lages no Estádio Moisés Lucarelli.

Todo moleque que cresceu nos anos 80 começou a expandir o mundo futebolístico lendo a Placar. Como a maioria dos leitores sabe, a genial revista trazia toda semana escudinhos e times de botão, e numa das edições por volta de 1987 ou 1988, eles publicaram o jogo do genial Colorado Lageano. Montei a equipe para a minha coleção pessoal e desde então o time passou a ser um dos preferidos da casa.

A equipe passou por maus bocados nos anos 90 e nos anos 2000, e somente nos últimos anos o cenário mudou, muito por conta do bom trabalho realizado por toda a diretoria da agremiação. O ápice chegou nessa temporada com o quarto lugar no campeonato catarinense e a classificação para a Série D. Vale registrar que esse é um dos principais momentos da história do time.

É a primeira vez que a equipe joga qualquer nível do Brasileirão em todos os tempos e apenas a segunda vez que o clube participa de uma competição nacional até hoje. A primeira foi a longínqua Copa Brasil de 1966, certame em que fez apenas duas partidas - empate por 3x3 e derrota por 2x0 - contra o falecido Ferroviário do Paraná.

Por vários fatores nunca tive a oportunidade de colocar o Inter na minha Lista. Um deles, claro, o fato do time nunca ter jogado por aqui. Já suspeitava que a equipe faria sua estreia no estado nesse compromisso e durante a semana passada confirmei que o time, além de nunca ter vindo para São Paulo, nunca tinha saído da região Sul para um jogo oficial.

Assim como seu rival do sábado, o Red Bull também debuta num Brasileiro nesse ano. A equipe se classificou por conta da bela campanha no estadual - sexto lugar - e fez nessa pugna sua primeira apresentação como mandante (a estreia foi com uma derrota por 2x1 para o Operário em Ponta Grossa). Vi alguns compromissos marcantes do clube desde sua fundação e não tinha como ficar de fora dessa.

A chuva da sexta-feira permaneceu forte durante toda a manhã do sábado, indo parar apenas na hora do almoço. Deu tempo certinho de sair de casa e ir para a Rodoviária do Tietê sem me molhar. Ali encontrei todo o grupo de amigos que me fez companhia na viagem - o sumido $eu Natal, Renato, Rodrigo, Bruno e Mário - e sem demora logo estávamos no possante busão da Cometa com destino a Campinas.

Chegando lá o fotógrafo das estrelas campineiras Luciano Claudino surgiu para fornecer aquela carona esperta até a casa ponte-pretana. Logo fui ao campo e por cerca de quarenta minutos conversei com os presidentes das duas agremiações antes dos times irem a campo. Aquele papo social repleto de informações ótimas que não podem ser registradas no post.



O Red Bull posou direitinho para sua primeira imagem como mandante numa competição nacional, mas não dá pra dizer o mesmo do Internacional. Dois atletas apressados meio que estragaram a imagem histórica, mas tá valendo. Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro mineiro Wanderson Alves de Sousa e os assistentes paulistas Leandro Matos Feitosa e Fábio Rogerio Baesteiro. Foto: Fernando Martinez.

Falei da chuva e juro que imaginei que ela estava fora do cenário da tarde em Campinas. Me enganei redondamente, pois não deu nem cinco minutos e São Pedro colocou as manguinhas de fora mandando na cabeça de todos um temporal absurdo. O que me salvou foi uma pequena parte coberta que fica ao lado do vestiário local. Fiquei com a visão um tanto quanto limitada durante todos os 45 minutos iniciais, mas pelo menos não perdi muita coisa.

Dali vi um jogo truncado e bastante prejudicado pelo estado do gramado (a rima foi inevitável). O Inter até começou bem, mas faltou objetividade para seus atacantes. O Red Bull teve mais a bola nos pés mas nem chegou perto do gol do Colorado. Aos 21 minutos Schwenk, camisa 9 do onze lageano, foi expulso depois de dar uma cotovelada em Luan. A visão geral foi que os dois deveriam ter sido expulsos, mas o árbitro não pensou assim. O panorama mudou após desse lance.

Aos 25 minutos o onze campineiro teve um pênalti a seu favor, marcação que foi muito contestada pelos atletas catarinenses. Marcelo Cordeiro foi mal na cobrança e chutou a penalidade na trave direita de Renan. O arqueiro foi responsável direto pelo marcador não ter sido aberto no tempo inicial com uma belíssima defesa nos minutos finais.


Marcação firme de atleta do Inter. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando na área do Red Bull. Foto: Fernando Martinez.


Marcelo Cordeiro chuta e perde a chance de abrir o marcador para o time da casa. Foto: Fernando Martinez.


Dilúvio e disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


O onze campineiro iniciando mais uma ofensiva. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a chuva deu uma trégua e o Red Bull foi melhor, se aproveitando muito do fato de ter um jogador a mais. Romão, aquele mesmo ex-Capivariano, entrou e marcou o primeiro gol aos 12 minutos após completar um cruzamento da direita. Aos 14 Júnior Fell foi expulso e deixou o Inter com dois a menos, complicando em definitivo a situação alvirrubra.

Aí a situação local ficou mais tranquila do que nunca e foi relativamente fácil segurar a vantagem no placar. O Red Bull chegou perto de ampliar por mais de uma vez mas o gol aconteceu somente aos 47 minutos com um golaço de Wellington, que também havia entrado durante o tempo final. Ele invadiu na área, deu um corte na zaga e chutou no ângulo com extrema categoria.


Ataque do Red Bull já dentro da área do Colorado no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída do goleiro do Inter. Foto: Fernando Martinez.


Futebol submarino no Moisés Lucarelli. Foto: Fernando Martinez.


Com dois a menos, o Inter não conseguiu arranjar forças para chegar no setor ofensivo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma chance de gol para o time paulista. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: Red Bull 2-0 Inter de Lages. Acabei vendo a primeira vitória dos touros vermelhos num campeonato brasileiro em todos os tempos, com certeza uma data importante para a (ainda) curta história da equipe. O triunfo colocou o time paulista na terceira colocação do Grupo A7 com três pontos, à frente do onze catarinense no saldo de gols. Tempo há de sobra para todos ainda buscarem um espaço nas oitavas-de-final.

Após todo aquele mise-en-scène comum que rola dentro e fora de campo, saímos do Moisés Lucarelli e emendamos um tradiconalíssimo Dia do Gordo no Gordão, lanchonete sensação para todos que curtem uma culinária nada saudável. Entre porções de fritas e sanduíches monstro, demos muitas risadas já armando a rodada do domingo. Teve mais time novo na Lista.

Até lá!

Fernando