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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bernô derrota o Bandeirante na bola parada no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como as tabelas da FPF são pessimamente montadas, no sábado tinham vários jogos marcados no mesmo horário. Apesar disso a escolha até que foi fácil. Fui até o Estádio Primeiro de Maio para um genial embate válido pela sétima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, o São Bernardo recebeu o Bandeirante de Birigüi, um dos preferidos da casa.

O confronto tem uma grande história nos anos 80. Foram dois duelos importantes no quadrangular final da Segundona de 1986, disputado no começo e 1987. O Bandeirante venceu ambos, resultados que ajudaram o time a ser campeão e conquistar o acesso. O Bernô ficou em terceiro e nunca mais chegou tão longe. Depois foram apenas três encontros. Dois em 1994, um triunfo para cada lado, e o 2 a 0 a favor do alvinegro em 2021.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Bandeirante EC - Birigüi/SP


Os capitães, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzz e Giovanni Crescêncio e o quarto parbutro Willians Costa Rocha

O Milton esteve comigo nessa em um sábado que teve chuva e um tempo preguiçoso. Fizemos todo aquele caminho metrô + trem + trólebus até o Primeiro de Maio com bastante sono, mas tendo a certeza de que a presença era obrigatória. Quando cheguei notei que o BEC estava com um calção dourado e já me assustei. Muito do que eu gosto do clube de Birigüi é por terem um uniforme igual ao da seleção paulista, então qualquer coisa que fuja disso já deixa a gente com a pulga atrás da orelha. Não demorou para notar que eles resolveram jogar todo de meias vermelhas e calção e camisa dourados comemorando o centenário. Não ficou feio, só que não é tão legal ver o Bandeirante sem a sua combinação tradicional.

O BEC chegou a ser líder e perdeu o posto após uma série de três compromissos sem vitória entre a terceira e a quinta rodadas. No último, triunfo por 3 a 0 em cima do Sertãozinho. O Bernô vinha de derrota e apesar dela ocupava o topo da tabela. Fiquei sozinho no ataque local e não me arrependi. Os donos da casa atacaram mais, porém as finalizações não eram boas.

O goleiro William, do BEC, acabou se tornando o principal nome da tarde ao impedir o gol do São Bernardo em algumas oportunidades, principalmente em lance com chute cara-a-cara de Rafael Carioca. O melhor futebol foi premiado aos 40 minutos com o tento que inaugurou o marcador. Bryam se enroscou com Ronaldo pela esquerda, derrubou o atleta alvinegro e o árbitro marcou pênalti. Alê bateu e fez.





Eu queria ver o Bandeirante jogando igual a seleção paulista, mas vi um uniforme com as cores do San Francisco 49ers, time da NFL



O lance do pênalti marcado a favor do Bernô e a cobrança de Alê

A chuva apertou na segunda etapa e resolvi subir até a parte coberta e acompanhar os últimos 45 minutos na companhia do Milton. A partida seguiu com o Bernô mais incisivo e pecando no toque final. O Bandeirante criou só um momento interessante aos 19 com falta de Arisson que David Becker desviou pela linha de fundo. O Vovô do ABC enfileirou chances perdidas e podia ter vencido sem tanta dificuldade.






No segundo tempo o São Bernardo chegou perto de marcar, mas o 1 a 0 se manteve

No fim, foi confirmado o resultado do primeiro tempo: São Bernardo 1-0 Bandeirante. O triunfo fez o Cachorrão dormir na liderança da Série A3 após sete jogos e 13 pontos ganhos. O BEC seguiu com 11. Foi um jogaço? Longe disso, mas pelo menos não ficou no zero. Se no sábado tinha um monte de partida no mesmo horário, no domingo não teve nada. Fui obrigado então a ficar em casa pensando na rodada dupla de quarta-feira, com direito a Série A2 e A1 no cardápio de pelejas do Jogos Perdidos.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 1-0 Bandeirante

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva; Público: 294 pagantes; Renda: R$ 3.110,00; Cartões amarelos: Willian, Vinícius Oliveira, Arthur, Bruno Costa, Eduardo; Gol: Alê (pênalti) 43 do 1º.
São Bernardo: David Becker; Vinícius Oliveira, Vinicius Leandro, Bruno Costa e Arthur (Jonas); Alê, Willian (Luiz Felipe) e Nauhan (Luan); Ronaldo (Sandrinho), Garrinsha (Xandinho) e Rafael Carioca. Técnico: Renato Peixe.
Bandeirante: Wiliam; Radeche (Welbinho), Guilherme Truyts, Eduardo Barbosa e Dudu; William Monteiro, Bryam (Octávio), Eduardo (Luis Felipe) e Bruno Silva (Wallace); Lucas Lima e Gabriel Justino (Arisson). Técnico: Paulinho McLaren.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Brilhante Nacional!

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Campeonato Paulista da Série A3 encerrou sua fase inicial na última terça-feira e como o Nacional jogou no Estádio Nicolau Alayon, nos fizemos presentes. O adversário foi o glorioso Bandeirante de Birigüi, atual vice-campeão da Segundona, também lutando por uma vaga nas quartas de final. O BEC não pintava nas nossas páginas desde 2016 quando visitou o Mauaense no Pedro Benedetti.

Quando derrotou o Leão da Sorocabana na 12ª rodada, o Naça chegou ao quarto lugar na tábua de classificação. Nos dois compromissos seguintes, as derrotas por 2x1 contra São José e Primavera os deixaram em oitavo lugar e o fantasma da eliminação precoce apareceu com tudo. Vencendo, tudo beleza. Empatando, teria que torcer contra Desportivo Brasil e Capivariano. Tudo grande cortesia da campanha altamente irregular feita em 2021. Dos 19 pontos conquistados, apenas seis foram com o mando de campo.



Aquela foto marota dos capitães e do quarteto de arbitragem e dos times entrando em campo. É o que para hoje...

Pelos lados do Leão da Noroeste, o fato de terem se mantido na A3 após o acesso de 2020 já deve ser muito comemorado. Para melhorar, ainda tinham chance de estarem entre os oito melhores. O BEC tinha que venceu seu compromisso e torcer por um triunfo da Penapolense em cima do Desportivo e do Olímpia contra o time de Capivari. Uma combinação um tanto quanto improvável.

Sem contar um amistoso em 1944 com triunfo do antigo SPR, entre 1983 e 2009 as equipes se enfrentaram apenas onze vezes em torneios oficiais. Foram quatro vitórias paulistanas, três do BEC e quatro empates. Os duelos mais importantes foram válidos pelo quadrangular final da segunda divisão de 1983, com dois triunfos do Leão. Na minha Lista, apenas dois confrontos: 1x1 pela A2 de 2002 e outra igualdade pelo mesmo placar na A2 de 2007.

Cheguei cedo na Comendador Souza e fiz uma boquinha antes de entrar no estádio. Fui obrigado a ficar bem longe de uma rapaziada reunida como se não estivéssemos no meio de uma pandemia: quase nenhuma máscara e muita aglomeração, cenário comum nas ruas da capital. Quando entrei fui buscar um espaço em uma das cabines e ali aguardei pacientemente o apito inicial. Esperava nada menos do que uma peleja animada.

O Bandeirante começou melhor do que o Nacional. Os donos da casa não conseguiram atacar com propriedade nos primeiros 15 minutos. O BEC ocupou o campo de defesa local, tomou conta da partida e assustou em chutes de longe e em dois escanteios. Não que tenham sido momentos repletos de perigo, porém foi suficiente para deixar os presentes bastante ressabiados.

O Nacional começou a atacar após o 20º minuto. Chiclete cabeceou com perigo aos 21 e aos 25 Éder Paulista rolou até César e o lateral finalizou em cima da zaga. Na sequência, Mendes teve nova oportunidade pelo alto. O Bandeirante respondeu aos 28. Depois de falta pela direita, a bola foi escorada no primeiro pau e Thiago César chegou um pouco atrasado. Não fosse isso, ele certamente teria aberto o marcador.

Henal se tornou o grande nome do BEC com duas defesas antológicas aos 30 e aos 33 minutos. Em levantamento pela direita, Éder Paulista deu de peixinho e o arqueiro do BEC mostrou serviço. O rebote foi afastado pela zaga. A segunda intervenção do veterano camisa 1 foi ainda mais espetacular. Wallace cruzou e Éder Paulista, sempre ele, deu um voleio incrível e Henal, não sei como, deu um tapa com a mão direita e impediu que os donos da casa saíssem em vantagem na etapa inicial.





Nacional e Bandeirante levaram bastante perigo para a meta adversária durante o tempo inicial


A melhor chance da etapa inicial foi nesse chute de Éder Paulista que Henal fez um verdadeiro milagre

Quando o intervalo chegou, por conta de todos os resultados da rodada o Nacional estava sendo eliminado de braços dados com o Bandeirante. Não restava alternativa senão atacar, atacar e atacar. Claro que tinham que tomar um cuidado enorme na defesa pois o Leão da Noroeste não estava morto, muito pelo contrário. Parecia que estava escrito, pois nem bem a etapa final tinha começado e o Bandeirante fez 1x0. Todo o sistema defensivo nacionalista falhou de forma bizarra e a pelota sobrou limpa para Welbinho. O atleta chutou sem marcação e Rafael nem pulou. Os ferroviários sentiram o tento sofrido e passaram dez minutos sem saber o que fazer, errando passes e atacando sem objetivo. Mas como em um passe de mágica, tudo mudou a partir da meia hora final.

Decorridos 14 minutos, Paolo fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou seu marcador e levantou na cabeça do artilheiro da Série A3. Éder Paulista tocou no canto direito. Empurrados pelos dirigentes e atletas não relacionados que estavam na parte coberta, a virada saiu aos 17. Brener cobrou falta pela direita, a bola foi tocada meio sem querer no segundo pau e Mendes, livre e sem ângulo na outra trave, meteu a cabeça e, apesar de não ter ângulo, fez o dele. Virada instantânea dos donos da casa.

Foi a vez do Bandeirante sentir o golpe e os paulistanos tomaram conta da peleja de vez. Sem sofrer praticamente nenhum susto, os comandados de Ricardo Silva enfileiraram boas chegadas. Mostrando uma raça incrível, aos 30 definiram a classificação em tento de Éder Paulista – o 12º no torneio - em novo passe de Paolo na esquerda. Aos 38, o golpe de misericórdia. Paolo, o grande nome da tarde junto com o artilheiro do certame, fez uma jogada individual simplesmente maravilhosa com direito a caneta em cima de um dos zagueiros e rolou de calcanhar até Emerson Mi, velho personagem nacionalista. O camisa 10 mandou de primeira e fechou a fatura. Aos 43, a trave impediu o quinto gol.


Bola no fundo da rede nacionalista no gol de Welbinho aos dois do tempo final



A zaga do Leão da Noroeste foi bastante acionada durante os 45 minutos finais


Bola viajando dentro da área do BEC. No canto direito da imagem, Mendes (20), estava sozinho, sem marcação, apenas segundos antes de virar o placar


Éder Paulista fez o terceiro gol, o seu segundo da tarde. O atacante é o artilheiro isolado da A3 até aqui



Paolo fazendo brilhante jogada individual antes do tento de Emerson Mi e a comemoração do quarto gol do Nacional

O resultado de Nacional 4-1 Bandeirante colocou o escrete paulistano nas quartas de final da Série A3 2021 na oitava posição. Assim como na temporada passada, teremos um encontro ferroviário com o líder Noroeste, velho algoz dos nacionalistas. Sim, o Naça está fazendo uma campanha instável demais para as suas pretensões, mas o que esperamos é que possam fazer frente ao alvirrubro de Bauru. Os outros jogos são Primavera x Barretos, Marília x Votuporanguense e Linense x São José.

Se tudo permitir, na sexta-feira estaremos no Alayon.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 4x1 Bandeirante

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Thiago Luis Scarascati; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Wallace, Brener, Anderson Cavalo, Paulão, Jackson Maninho, Luizão; Gols: Welbinho 2, Éder Paulista 14, Mendes 17, Éder Paulista 30 e Emerson Mi 38 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante (Messias), Everton, Gustavo França e César; Diego Chiclete (Guilherme Nascimento), Guilherme Lobo, Brener (Emerson Mi) e Mendes; Éder Paulista (Léo Machado) e Wallace (Paolo). Técnico: Ricardo Silva.
Bandeirante: Henal; Iury, Luizão, Gabriel Bahia e Paulão; Rapchan, Thiago César, Gabriel Silva (Jackson Maninho) e Davi Ceará (Danilinho); Anderson Cavalo (Fábio Leite) e Dandan (Tatá) (Welbinho). Técnico: Márcio Ribeiro.
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domingo, 31 de julho de 2016

Mauaense vacila e apenas empata com o Bandeirante em casa

Texto: Fernando Martinez. Fotos: Fernando Martinez (exceto as indicadas)


A última sessão de futebol antes da Olimpíada aconteceu sábado passado na cidade de Mauá com um jogo da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Vindo de derrota na rodada de estreia, o Mauaense precisava vencer o genial Bandeirante de Birigui para não se complicar na luta por uma vaguinha nas quartas-de-final.

O Leão da Noroeste era figurinha carimbada na Grande São Paulo até 2010, ano em que caiu para a última divisão e parou de se apresentar na região. Tirando uma matéria do sub-20 no ano passado, não cobríamos uma peleja do time profissional do BEC desde 2011. Muito legal poder voltar a ver um time tão legal de perto.


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP. Foto: Mário Gonçalves


Bandeirante Esporte Clube - Birigui/SP. Foto: Mário Gonçalves

Essa foi a quarta vez que Mauaense e Bandeirante se enfrentaram, a primeira nesse século. Nos três encontros anteriores, todos válidos pela Série A3 e realizados de 1997 a 1999, o equilíbrio foi total: uma vitória para cada lado e um empate. No Estádio Pedro Benedetti, um único jogo, 1x0 a favor da Locomotiva em 1998.

E a partida do sábado foi uma daquelas bem com cara de Segundona, pegada, nervosa e bastante disputada. O Grêmio foi responsável por uma série de boas jogadas, só que pecou demais nas conclusões. Aos 20 minutos a equipe inaugurou o marcador com Tiago, depois do camisa 8 fazer ótima jogada individual.

O BEC até tentou criar oportunidades para o empate, mas viu a peleja chegar ao intervalo com a vantagem parcial para os locais. No tempo final o Grêmio foi ainda mais incisivo, só que o time irritou a torcida presente por conta dos gols perdidos. Dava para terem chegado aos 3x0 sem nenhum problema.


Jorge Mauá atacando pela esquerda


Mais uma ofensiva liderada pelo camisa 18 mauaense


Drible de Tiago antes do gol que abriu o placar no Pedro Benedetti


Disputa de bola no meio de campo

O Bandeirante estava mortinho da silva até que Pedro Braz, atleta que havia entrado em campo pouco antes, fez um golaço aos 41 minutos e deixou tudo igual. O tento primeiramente foi anulado pelo árbitro, e isso deixou o pessoal de Birigui maluco. Minutos depois o árbitro voltou atrás e validou o gol, deixando agora os locais inconformados.

Doze minutos de paralisação depois a partida recomeçou e no pouco tempo restante a Locomotiva ainda teve outra chance cristalina de vitória. Assim como aconteceu em todos os lances do tempo final, ela foi impiedosamente desperdiçada. O resultado pode ter sido injusto, porém como o que vale é bola na rede, não há muito o que reclamar.


Chegada do Leão da Noroeste no tempo final


Bola zanzando dentro da área visitante


Uma das melhores chances de gol a favor da Locomotiva. Infelizmente para sua torcida, o segundo não aconteceu

O placar final de Mauaense 1-1 Bandeirante faz com que o onze de Mauá precise se recuperar de forma gloriosa contra o Diadema nos dois compromissos seguintes. O Leão da Noroeste está na mesma situação e qualquer vacilo pode ser fatal pensando nas quartas de final da competição. O líder do Grupo 7 após duas rodadas é o Santacruzense com seis pontos e o CAD tem três, ocupando a vice-liderança.

Com esse post encerro os trabalhos do "mundo normal", já que a partir da próxima quarta-feira entro de cabeça no mundo olímpico. Vai ter muito futebol e muito, mas muito esporte por aqui até dia 21 de agosto. A expectativa por mais esse grande evento é enorme!

Até a próxima!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Bandeirante se garante na semi do Paulista sub-20


Depois da minha viagem ao Chile passei uma semana na base da "desintoxicação" sem fazer absolutamente nada trancado em casa. Voltei aos trabalhos futebolísticos nesse Brasil varonil num joguinho bastante legal válido pelo Campeonato Paulista Sub-20 da Segunda Divisão. Fazendo uma campanha digna depois de muito tempo, o genial Bandeirante de Birigui visitou o ECUS em peleja das quartas do torneio.

Apesar de ter feito uma campanha vexatória no profissional, o time suzanense vinha bem no sub-20. A equipe terminou a primeira fase da liderança do Grupo 4 com mais de 79% de aproveitamento e nas oitavas eliminou o Elosport. Mas no jogo de ida o Leão da Noroeste fez valer o mando de campo e venceu pela contagem mínima. No Francisco Marques Figueira, um triunfo simples colocaria o ECUS na semi.

Um monte de amigos me acompanhou nessa jornada, a maioria deles para colocar o BEC na Lista. Também, ficou difícil ver o time de perto depois do rebaixamento para a Segundona em 2010 (em quatro anos, a única visita à região aconteceu em 2014, em partida contra o CAD em São Bernardo do Campo). No JP, a última aparição da equipe havia sido em agosto de 2011 num confronto contra o Capivariano.


ECUS (Sub-20) - Suzano/SP. Foto: Fernando Martinez.


Bandeirante EC (Sub-20) - Birigui/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

O clima estava ótimo para ver um joguinho de futebol, e o duelo ficou mais legal ainda por conta do colorido dos uniformes. O ECUS usando um tom de azul mais light e o BEC usando sua tradicional (e sensacional) combinação inspirada na seleção paulista. O Hino Nacional Brasileiro rolou e sem demora os atletas já estavam distribuídos em campo para o apito inicial.

Fui acompanhar o ataque local imaginando que ali se concentrariam as melhores chances de ataque. É, acabei me dando mal, pois o setor ofensivo suzanense não estava nos seus melhores dias e pouco criou. Para piorar a situação dos donos da casa, o Bandeirante ampliou sua vantagem no confronto com o gol de Octávio aos nove minutos. Agora o ECUS precisava virar o marcador para se classificar.

O Leão do Colorado se mandou para o ataque, só que as investidas eram feitas de forma desordenada e foram facilmente neutralizadas pela zaga do BEC. Aos 28 minutos, num bom contra-ataque, Matheus Lima foi derrubado na entrada da área. Giba bateu a falta de forma precisa e fez o segundo dos visitantes. A missão do ECUS ficava cada vez mais impossível.


Atleta do ECUS tentando se livrar da marcação. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe no ataque local. Foto: Fernando Martinez.


Ofensiva do ECUS pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração do segundo gol do Bandeirante. Foto: Fernando Martinez.


O ECUS tentou, tentou, tentou, mas não conseguiu criar boas chances de gol. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o onze da Grande São Paulo tentou fazer aquele famoso abafa, mas podia estar em campo até agora que o gol não teria saído, tamanha a falta de pontaria dos seus jogadores. O Bandeirante, mesmo atuando com um jogador a menos (Gallo foi expulso aos treze minutos), jogou só na boa e conquistou a heroica classificação.

O placar final de ECUS 0-2 Bandeirante colocou o time de Birigui na semi do sub-20 da segunda divisão para enfrentar o Taboão da Serra, enquanto o outro jogo será entre Grêmio Prudente e Tanabi. Para finalizar, é impossível não parabenizar o BEC pela campanha que vem sendo realizada. Tomara que seja o início da ressurreição do time dentro do futebol paulista, pois uma equipe com tamanha tradição não pode ficar na última divisão estadual.




Três momentos do tempo final de ECUS x Bandeirante, que confirmou a ida do Leão da Noroeste para a semi do Sub-20. Foto: Fernando Martinez.

Com a peleja encerrada voltamos a campo para emplacar algumas jogadas de futebol americano, já que o amigo Bruno Lopes tinha comprado uma bola oval no caminho do estádio. Foram vários passes e muitos field goals antes de pegar o caminho de volta para a capital. Não antes, claro, sem parar numa barraquinha de lanches no centro da cidade, um dos locais com melhor custo-benefício para quem gosta de alimentação natural na Grande São Paulo.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Capivariano começa com vitória a segunda fase da Segunda Divisão

Olá

Na última sexta-feira teve início a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, com participação de 24 equipes, divididas em 6 grupos com 4 equipes cada. Diante disso, voltei a botar o pé na estrada e retornei à simpática cidade de Capivari, indo mais precisamente ao Estádio Municipal Carlos Colnaghi, com o objetivo de conferir a partida Capivariano F.C. x Bandeirante E.C. de Birigui, valendo pelo Grupo 07 da competição.

Vale lembrar que nessa segunda fase, os times jogarão partidas de ida e volta dentro dos próprios grupos, num total de 6 jogos cada um, classificando-se os dois primeiros colocados de cada grupo, num total de 12 equipes, que avaçarão à terceira fase. Portanto, será uma fase de tiro curto.

Sem mais demora, vamos com as fotos oficiais da partida, as quais estão apresentadas abaixo:


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Bandeirante E.C. - Birigui/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Welton Orlando Wohnrath, seus assistentes David Botelho Barbosa e Luís Alexandre Nilsen, além do quarto árbitro Luciano Rodrigo Lealdini, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Com a presença de um bom número de torcedores que demonstravam muito entusiasmo, o Capivariano foi pra cima da defesa dos visitantes, assumindo o controle das ações. Apesar do domínio, o time da casa não conseguia concluir com perigo, por conta do bom desempenho da defesa do Bandeirante. O primeiro arremate ao gol, foi do time de Birigui, aos 12 minutos, através de Gil Bahia, cujo chute foi desviado para escanteio por um defensor. A maior iniciativa era dos anfitriões, enquanto os visitantes tentavam sair em contra-ataque.


Ataque do Capivariano pela esquerda no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Num contra-ataque do Bandeirante, cruzamento perigoso para a área do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Os donos da casa insistiam em permanecer no campo ofensivo, sendo que essa insistência foi coroada aos 14 minutos, num belíssimo gol anotado pelo camisa 9 Romão, que arrancou pela meia direita, cortou o zagueiro Mayke e tocou com categoria no canto direito do goleiro Gabas, que chegou a tocar na bola, porém a redondinha foi morrer no fundo da sua meta, enchendo de alegria os torcedores do "Leão da Sorocabana".


Romão do Capivariano tirando o zagueiro da jogada para em seguida anotar o gol do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Em vantagem no placar e contando com o apôio constante da sua entusiasmada torcida, o time de Capivari quase aumentou a diferença, aos 23 minutos, quando o camisa 8 Adoniran disparou um foguete da entrada da área, mandando a bola contra o travessão da meta defendida por Gabas, que conseguiu tocar na bola. A bola explodiu na trave e quicou no chão. Houve quem achasse que a bola teria entrado. Da minha posição achei que não houve o gol.


Goleiro Gabas voando e a bola explodindo contra o travessão após arremate de Adoniran. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos vinte minutos, o ritmo da partida deu uma baixada e foram marcados pelo equílibrio, com os dois times se alternando em jogadas ofensivas, mas que não levaram perigo aos dois goleiros. Diante disso, o time da casa levou para o intervalo a vantagem miníma construída no início da partida.

Na segunda etapa, o Bandeirante procurou tomar as rédeas da partida, partindo para agredir mais a defesa do Capivariano, uma vez que estava atrás no marcador. Nesse contexto, o time de Birigui chegou com perigo, aos 12 minutos, através de um arremate do camisa 15 Paulo Coltre, desferido no interior da área e que exigiu boa defesa do goleiro Douglas, que deu rebote, mas a defesa estava atenta e isolou o perigo. Dois minutos após, o Capivariano deu o troco, numa cabeçada à queima-roupa do zagueiro e capitão Guilherme, obrigando o bom goleiro Gabas a operar um verdadeiro milagre.


Arremate de Paulo Coltre defendido por Douglas. Foto: Orlando Lacanna.

Após os dois bons momentos descritos acima, a partida seguiu equilibrada com muita marcação de ambos os lados e com os dois times se revezando na criação de jogadas mais agudas, como aconteceu aos 27 minutos por parte do Capivariano, numa arrancada do lateral-esquerdo Pedro, pela beirada do gramado, concluída através de um arremate cruzado que passou muito perto, levando perigo ao goleiro Gabas, que só ficou torcendo. Pelos lados do ataque do Bandeirante, o maior perigo surgiu aos 28 minutos, num lance confuso que nasceu pela direita, gerando um bate-rebate emocionante, mas que para sorte dos donos da casa, o último chute foi para fora. Nessa jogada, alguns atletas visitantes reclamaram que teria havido toque de um zagueiro no interior da área. Sinceramente não percebi o suposto toque.


O camisa 8 Bruninho do Bandeirante, armando ataque pelo meio. Foto: Orlando Lacanna.

No período dos 30 aos 40 minutos, o Bandeirante foi mais incisivo no ataque, gerando grandes preocupações ao setor defensivo dos anfitriões, cuja situação se complicou um pouco mais, na marca dos 37 minutos, quando o camisa 3 Kelisson recebeu o segundo cartão amarelo e foi explulso. Curiosamente, o Capivariano, com um homem a menos, nos últimos cinco minutos, criou três ótimos momentos, aos 40, 41 e 42 minutos, em lances com as participações de Romão, Ivanzinho e Régis, sendo que o mais perigoso foi uma cobrança de falta por intermédio de Ivanzinho, que foi espetacularmente desviada para escanteio pelo goleiro Gabas.


Grande defesa do goleiro Gabas, desviando para escanteio falta cobrada por Ivanzinho. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida local, com o coração na mão, já pedia o fim do jogo, quando aos 48 minutos, o Bandeirante teve uma falta a favor proxima à grande área, gerando uma tremenda tensão nos atletas, nos suplentes e comissão técnica e também junto à torcida. O camisa 8 Bruninho cobrou com efeito, mas o bola subiu e passou por cima do travessão da meta defendida por Douglas. Ufa! Que alívio.

Mais alguns segundos e o árbitro encerrou o jogo com o placar registrando Capivariano 1 - 0 Bandeirante, resultado que deu os primeiros três pontos ao time de Capivari nessa fase, deixando-o na 2ª colocação do grupo com 3 pontos ganhos e saldo de um gol. Apesar da derrota, o Bandeirante tem mais cinco partidas, sendo três em casa, para brigar por uma das duas vagas do grupo à terceira fase. Foi um bom jogo, típico de Segundona.

Partida terminada e início do retorno a São Paulo, via Campinas, já pensando no domingo de folga por conta de compromissos familiares inadiáveis, como também na rodada de meio de semana da Segundona, que poderá ter a presença do JP em até quatro partidas. Aguardem...

Abraços,

Orlando