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domingo, 16 de agosto de 2026

Centro Olímpico surpreende o Bandeirante e larga na frente no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana de molho, a dor nas costas deu uma trégua e, na sexta-feira, resolvi acompanhar o início do mata-mata da Série B do Campeonato Paulista sub-20. Tinha várias opções de jogos e acabei decidindo pelo inédito confronto entre Centro Olímpico e Bandeirante de Birigui, um dos clubes que sempre gostei de ver ao vivo, no CERET.

Vi o BEC com certa frequência na primeira década do século 21. Depois, a presença da equipe por essas bandas passou a ser mais espaçada. O sub-20 eu tinha visto ao vivo apenas uma vez, em uma vitória contra o ECUS em 2015. O profissional eu não vejo desde 2023, quando enfrentaram e foram derrotados pelo São Bernardo pela A3. Na primeira fase, o clube que usa o uniforme da seleção paulista terminou invicto e como líder do Grupo 1. Já o ADECO ficou na segunda posição do Grupo 9, atrás apenas do Nacional. Mostrei aqui a última apresentação do onze paulistano, uma goleada sofrida contra o próprio Naça.




Os dois times posados de forma exclusiva para o JP além do quarteto de arbitragem com os capitães

Tive a companhia do amigo Luigi após sete meses para essa jornada. Pegamos o ônibus na Estação Carrão e chegamos no CERET cedo, sem pressa. Hoje é um dos locais mais legais para assistir futebol na cidade de São Paulo. Dá um certo trabalho para ir lá, mas sempre vale a pena. Cerca de 30 pessoas, entre elas o amigo Eduardo e o mooquense Estevan, acompanharam o duelo.

Eu imaginava que o Bandeirante tinha um leve favoritismo em virtude de ter melhor campanha, porém, quando a bola rolou, isso ficou apenas no papel. O Centro Olímpico foi bem e fez um duelo bastante equilibrado. Na etapa inicial, o escrete da capital teve duas boas chances para abrir o placar, enquanto o BEC, a rigor, teve somente um bom momento. O 0 a 0 quando o intervalo chegou era um placar justo.

Na segunda etapa tudo mudou. O Centro Olímpico melhorou e encurralou os visitantes. Os donos da casa mandaram duas bolas na trave e tiveram duas chances claríssimas para marcar. A insistência deu resultado aos 28, com o gol de Daniel Sobral. Quatro minutos depois, Pedro Duarte ampliou. O BEC sentiu o golpe e quase levou o terceiro pouco antes do apito final. O 2 a 0 ficou barato.








Detalhes do primeiro tempo no CERET





Na segunda etapa o Centro Olímpico saiu em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final. Na última foto, a comemoração de Pedro Duarte no segundo gol mandante

Agora o Bandeirante precisa derrotar os paulistanos por três gols de diferença na próxima sexta-feira para se classificar. Se ganhar por dois, a decisão da vaga será nos pênaltis. O Centro Olímpico pode perder por um que ainda assim estará entre os 16 melhores da competição pela primeira vez. Certo é que terá bastante emoção em Birigui, cidade que, de forma absurda, ainda não visitei.

Tinha sessão noturna na pauta, mas decidi me poupar. Depois de duas semanas de molho, não dá para ficar arrepiando tanto ainda. No sábado voltei aos campos com a última rodada da primeira fase do Paulista Feminino sub-15 na pauta. Teve time novo na lista feminina.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 Bandeirante

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Marcus Vinicius Salles de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rafael Lemos, Pedro Duarte, Romarinho, Pegoraro e Vítor Hugo; Gols: Daniel Sobral 28 e Pedro Duarte 32 do 2º.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro (Romarinho), Gabriel (Lucas), Daniel Sobral e Gustavo Dias; Rafael Lemos, Isaque (Pedro Martins), Andreas Biasotto e Giuseppe; Diogo Gonzaga (Luka) e Pedro Duarte (Visentin). Técnico: Adílson Nascimento.
Bandeirante: Gallinari; Gabriel Yamauti (Cunha), Eric, Giovanni Coqueiro (Bruno Henrique) e Gigante; Roberto, Max (Samuel), Pegoraro (Lucas Mossen) e Marcos Vinícius (Amendoim); Dener (Vítor Hugo) e Pedro Vito. Técnico: Roni.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bernô derrota o Bandeirante na bola parada no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como as tabelas da FPF são pessimamente montadas, no sábado tinham vários jogos marcados no mesmo horário. Apesar disso a escolha até que foi fácil. Fui até o Estádio Primeiro de Maio para um genial embate válido pela sétima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, o São Bernardo recebeu o Bandeirante de Birigüi, um dos preferidos da casa.

O confronto tem uma grande história nos anos 80. Foram dois duelos importantes no quadrangular final da Segundona de 1986, disputado no começo e 1987. O Bandeirante venceu ambos, resultados que ajudaram o time a ser campeão e conquistar o acesso. O Bernô ficou em terceiro e nunca mais chegou tão longe. Depois foram apenas três encontros. Dois em 1994, um triunfo para cada lado, e o 2 a 0 a favor do alvinegro em 2021.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Bandeirante EC - Birigüi/SP


Os capitães, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzz e Giovanni Crescêncio e o quarto parbutro Willians Costa Rocha

O Milton esteve comigo nessa em um sábado que teve chuva e um tempo preguiçoso. Fizemos todo aquele caminho metrô + trem + trólebus até o Primeiro de Maio com bastante sono, mas tendo a certeza de que a presença era obrigatória. Quando cheguei notei que o BEC estava com um calção dourado e já me assustei. Muito do que eu gosto do clube de Birigüi é por terem um uniforme igual ao da seleção paulista, então qualquer coisa que fuja disso já deixa a gente com a pulga atrás da orelha. Não demorou para notar que eles resolveram jogar todo de meias vermelhas e calção e camisa dourados comemorando o centenário. Não ficou feio, só que não é tão legal ver o Bandeirante sem a sua combinação tradicional.

O BEC chegou a ser líder e perdeu o posto após uma série de três compromissos sem vitória entre a terceira e a quinta rodadas. No último, triunfo por 3 a 0 em cima do Sertãozinho. O Bernô vinha de derrota e apesar dela ocupava o topo da tabela. Fiquei sozinho no ataque local e não me arrependi. Os donos da casa atacaram mais, porém as finalizações não eram boas.

O goleiro William, do BEC, acabou se tornando o principal nome da tarde ao impedir o gol do São Bernardo em algumas oportunidades, principalmente em lance com chute cara-a-cara de Rafael Carioca. O melhor futebol foi premiado aos 40 minutos com o tento que inaugurou o marcador. Bryam se enroscou com Ronaldo pela esquerda, derrubou o atleta alvinegro e o árbitro marcou pênalti. Alê bateu e fez.





Eu queria ver o Bandeirante jogando igual a seleção paulista, mas vi um uniforme com as cores do San Francisco 49ers, time da NFL



O lance do pênalti marcado a favor do Bernô e a cobrança de Alê

A chuva apertou na segunda etapa e resolvi subir até a parte coberta e acompanhar os últimos 45 minutos na companhia do Milton. A partida seguiu com o Bernô mais incisivo e pecando no toque final. O Bandeirante criou só um momento interessante aos 19 com falta de Arisson que David Becker desviou pela linha de fundo. O Vovô do ABC enfileirou chances perdidas e podia ter vencido sem tanta dificuldade.






No segundo tempo o São Bernardo chegou perto de marcar, mas o 1 a 0 se manteve

No fim, foi confirmado o resultado do primeiro tempo: São Bernardo 1-0 Bandeirante. O triunfo fez o Cachorrão dormir na liderança da Série A3 após sete jogos e 13 pontos ganhos. O BEC seguiu com 11. Foi um jogaço? Longe disso, mas pelo menos não ficou no zero. Se no sábado tinha um monte de partida no mesmo horário, no domingo não teve nada. Fui obrigado então a ficar em casa pensando na rodada dupla de quarta-feira, com direito a Série A2 e A1 no cardápio de pelejas do Jogos Perdidos.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 1-0 Bandeirante

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva; Público: 294 pagantes; Renda: R$ 3.110,00; Cartões amarelos: Willian, Vinícius Oliveira, Arthur, Bruno Costa, Eduardo; Gol: Alê (pênalti) 43 do 1º.
São Bernardo: David Becker; Vinícius Oliveira, Vinicius Leandro, Bruno Costa e Arthur (Jonas); Alê, Willian (Luiz Felipe) e Nauhan (Luan); Ronaldo (Sandrinho), Garrinsha (Xandinho) e Rafael Carioca. Técnico: Renato Peixe.
Bandeirante: Wiliam; Radeche (Welbinho), Guilherme Truyts, Eduardo Barbosa e Dudu; William Monteiro, Bryam (Octávio), Eduardo (Luis Felipe) e Bruno Silva (Wallace); Lucas Lima e Gabriel Justino (Arisson). Técnico: Paulinho McLaren.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Brilhante Nacional!

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Campeonato Paulista da Série A3 encerrou sua fase inicial na última terça-feira e como o Nacional jogou no Estádio Nicolau Alayon, nos fizemos presentes. O adversário foi o glorioso Bandeirante de Birigüi, atual vice-campeão da Segundona, também lutando por uma vaga nas quartas de final. O BEC não pintava nas nossas páginas desde 2016 quando visitou o Mauaense no Pedro Benedetti.

Quando derrotou o Leão da Sorocabana na 12ª rodada, o Naça chegou ao quarto lugar na tábua de classificação. Nos dois compromissos seguintes, as derrotas por 2x1 contra São José e Primavera os deixaram em oitavo lugar e o fantasma da eliminação precoce apareceu com tudo. Vencendo, tudo beleza. Empatando, teria que torcer contra Desportivo Brasil e Capivariano. Tudo grande cortesia da campanha altamente irregular feita em 2021. Dos 19 pontos conquistados, apenas seis foram com o mando de campo.



Aquela foto marota dos capitães e do quarteto de arbitragem e dos times entrando em campo. É o que para hoje...

Pelos lados do Leão da Noroeste, o fato de terem se mantido na A3 após o acesso de 2020 já deve ser muito comemorado. Para melhorar, ainda tinham chance de estarem entre os oito melhores. O BEC tinha que venceu seu compromisso e torcer por um triunfo da Penapolense em cima do Desportivo e do Olímpia contra o time de Capivari. Uma combinação um tanto quanto improvável.

Sem contar um amistoso em 1944 com triunfo do antigo SPR, entre 1983 e 2009 as equipes se enfrentaram apenas onze vezes em torneios oficiais. Foram quatro vitórias paulistanas, três do BEC e quatro empates. Os duelos mais importantes foram válidos pelo quadrangular final da segunda divisão de 1983, com dois triunfos do Leão. Na minha Lista, apenas dois confrontos: 1x1 pela A2 de 2002 e outra igualdade pelo mesmo placar na A2 de 2007.

Cheguei cedo na Comendador Souza e fiz uma boquinha antes de entrar no estádio. Fui obrigado a ficar bem longe de uma rapaziada reunida como se não estivéssemos no meio de uma pandemia: quase nenhuma máscara e muita aglomeração, cenário comum nas ruas da capital. Quando entrei fui buscar um espaço em uma das cabines e ali aguardei pacientemente o apito inicial. Esperava nada menos do que uma peleja animada.

O Bandeirante começou melhor do que o Nacional. Os donos da casa não conseguiram atacar com propriedade nos primeiros 15 minutos. O BEC ocupou o campo de defesa local, tomou conta da partida e assustou em chutes de longe e em dois escanteios. Não que tenham sido momentos repletos de perigo, porém foi suficiente para deixar os presentes bastante ressabiados.

O Nacional começou a atacar após o 20º minuto. Chiclete cabeceou com perigo aos 21 e aos 25 Éder Paulista rolou até César e o lateral finalizou em cima da zaga. Na sequência, Mendes teve nova oportunidade pelo alto. O Bandeirante respondeu aos 28. Depois de falta pela direita, a bola foi escorada no primeiro pau e Thiago César chegou um pouco atrasado. Não fosse isso, ele certamente teria aberto o marcador.

Henal se tornou o grande nome do BEC com duas defesas antológicas aos 30 e aos 33 minutos. Em levantamento pela direita, Éder Paulista deu de peixinho e o arqueiro do BEC mostrou serviço. O rebote foi afastado pela zaga. A segunda intervenção do veterano camisa 1 foi ainda mais espetacular. Wallace cruzou e Éder Paulista, sempre ele, deu um voleio incrível e Henal, não sei como, deu um tapa com a mão direita e impediu que os donos da casa saíssem em vantagem na etapa inicial.





Nacional e Bandeirante levaram bastante perigo para a meta adversária durante o tempo inicial


A melhor chance da etapa inicial foi nesse chute de Éder Paulista que Henal fez um verdadeiro milagre

Quando o intervalo chegou, por conta de todos os resultados da rodada o Nacional estava sendo eliminado de braços dados com o Bandeirante. Não restava alternativa senão atacar, atacar e atacar. Claro que tinham que tomar um cuidado enorme na defesa pois o Leão da Noroeste não estava morto, muito pelo contrário. Parecia que estava escrito, pois nem bem a etapa final tinha começado e o Bandeirante fez 1x0. Todo o sistema defensivo nacionalista falhou de forma bizarra e a pelota sobrou limpa para Welbinho. O atleta chutou sem marcação e Rafael nem pulou. Os ferroviários sentiram o tento sofrido e passaram dez minutos sem saber o que fazer, errando passes e atacando sem objetivo. Mas como em um passe de mágica, tudo mudou a partir da meia hora final.

Decorridos 14 minutos, Paolo fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou seu marcador e levantou na cabeça do artilheiro da Série A3. Éder Paulista tocou no canto direito. Empurrados pelos dirigentes e atletas não relacionados que estavam na parte coberta, a virada saiu aos 17. Brener cobrou falta pela direita, a bola foi tocada meio sem querer no segundo pau e Mendes, livre e sem ângulo na outra trave, meteu a cabeça e, apesar de não ter ângulo, fez o dele. Virada instantânea dos donos da casa.

Foi a vez do Bandeirante sentir o golpe e os paulistanos tomaram conta da peleja de vez. Sem sofrer praticamente nenhum susto, os comandados de Ricardo Silva enfileiraram boas chegadas. Mostrando uma raça incrível, aos 30 definiram a classificação em tento de Éder Paulista – o 12º no torneio - em novo passe de Paolo na esquerda. Aos 38, o golpe de misericórdia. Paolo, o grande nome da tarde junto com o artilheiro do certame, fez uma jogada individual simplesmente maravilhosa com direito a caneta em cima de um dos zagueiros e rolou de calcanhar até Emerson Mi, velho personagem nacionalista. O camisa 10 mandou de primeira e fechou a fatura. Aos 43, a trave impediu o quinto gol.


Bola no fundo da rede nacionalista no gol de Welbinho aos dois do tempo final



A zaga do Leão da Noroeste foi bastante acionada durante os 45 minutos finais


Bola viajando dentro da área do BEC. No canto direito da imagem, Mendes (20), estava sozinho, sem marcação, apenas segundos antes de virar o placar


Éder Paulista fez o terceiro gol, o seu segundo da tarde. O atacante é o artilheiro isolado da A3 até aqui



Paolo fazendo brilhante jogada individual antes do tento de Emerson Mi e a comemoração do quarto gol do Nacional

O resultado de Nacional 4-1 Bandeirante colocou o escrete paulistano nas quartas de final da Série A3 2021 na oitava posição. Assim como na temporada passada, teremos um encontro ferroviário com o líder Noroeste, velho algoz dos nacionalistas. Sim, o Naça está fazendo uma campanha instável demais para as suas pretensões, mas o que esperamos é que possam fazer frente ao alvirrubro de Bauru. Os outros jogos são Primavera x Barretos, Marília x Votuporanguense e Linense x São José.

Se tudo permitir, na sexta-feira estaremos no Alayon.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 4x1 Bandeirante

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Thiago Luis Scarascati; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Wallace, Brener, Anderson Cavalo, Paulão, Jackson Maninho, Luizão; Gols: Welbinho 2, Éder Paulista 14, Mendes 17, Éder Paulista 30 e Emerson Mi 38 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante (Messias), Everton, Gustavo França e César; Diego Chiclete (Guilherme Nascimento), Guilherme Lobo, Brener (Emerson Mi) e Mendes; Éder Paulista (Léo Machado) e Wallace (Paolo). Técnico: Ricardo Silva.
Bandeirante: Henal; Iury, Luizão, Gabriel Bahia e Paulão; Rapchan, Thiago César, Gabriel Silva (Jackson Maninho) e Davi Ceará (Danilinho); Anderson Cavalo (Fábio Leite) e Dandan (Tatá) (Welbinho). Técnico: Márcio Ribeiro.
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domingo, 31 de julho de 2016

Mauaense vacila e apenas empata com o Bandeirante em casa

Texto: Fernando Martinez. Fotos: Fernando Martinez (exceto as indicadas)


A última sessão de futebol antes da Olimpíada aconteceu sábado passado na cidade de Mauá com um jogo da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Vindo de derrota na rodada de estreia, o Mauaense precisava vencer o genial Bandeirante de Birigui para não se complicar na luta por uma vaguinha nas quartas-de-final.

O Leão da Noroeste era figurinha carimbada na Grande São Paulo até 2010, ano em que caiu para a última divisão e parou de se apresentar na região. Tirando uma matéria do sub-20 no ano passado, não cobríamos uma peleja do time profissional do BEC desde 2011. Muito legal poder voltar a ver um time tão legal de perto.


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP. Foto: Mário Gonçalves


Bandeirante Esporte Clube - Birigui/SP. Foto: Mário Gonçalves

Essa foi a quarta vez que Mauaense e Bandeirante se enfrentaram, a primeira nesse século. Nos três encontros anteriores, todos válidos pela Série A3 e realizados de 1997 a 1999, o equilíbrio foi total: uma vitória para cada lado e um empate. No Estádio Pedro Benedetti, um único jogo, 1x0 a favor da Locomotiva em 1998.

E a partida do sábado foi uma daquelas bem com cara de Segundona, pegada, nervosa e bastante disputada. O Grêmio foi responsável por uma série de boas jogadas, só que pecou demais nas conclusões. Aos 20 minutos a equipe inaugurou o marcador com Tiago, depois do camisa 8 fazer ótima jogada individual.

O BEC até tentou criar oportunidades para o empate, mas viu a peleja chegar ao intervalo com a vantagem parcial para os locais. No tempo final o Grêmio foi ainda mais incisivo, só que o time irritou a torcida presente por conta dos gols perdidos. Dava para terem chegado aos 3x0 sem nenhum problema.


Jorge Mauá atacando pela esquerda


Mais uma ofensiva liderada pelo camisa 18 mauaense


Drible de Tiago antes do gol que abriu o placar no Pedro Benedetti


Disputa de bola no meio de campo

O Bandeirante estava mortinho da silva até que Pedro Braz, atleta que havia entrado em campo pouco antes, fez um golaço aos 41 minutos e deixou tudo igual. O tento primeiramente foi anulado pelo árbitro, e isso deixou o pessoal de Birigui maluco. Minutos depois o árbitro voltou atrás e validou o gol, deixando agora os locais inconformados.

Doze minutos de paralisação depois a partida recomeçou e no pouco tempo restante a Locomotiva ainda teve outra chance cristalina de vitória. Assim como aconteceu em todos os lances do tempo final, ela foi impiedosamente desperdiçada. O resultado pode ter sido injusto, porém como o que vale é bola na rede, não há muito o que reclamar.


Chegada do Leão da Noroeste no tempo final


Bola zanzando dentro da área visitante


Uma das melhores chances de gol a favor da Locomotiva. Infelizmente para sua torcida, o segundo não aconteceu

O placar final de Mauaense 1-1 Bandeirante faz com que o onze de Mauá precise se recuperar de forma gloriosa contra o Diadema nos dois compromissos seguintes. O Leão da Noroeste está na mesma situação e qualquer vacilo pode ser fatal pensando nas quartas de final da competição. O líder do Grupo 7 após duas rodadas é o Santacruzense com seis pontos e o CAD tem três, ocupando a vice-liderança.

Com esse post encerro os trabalhos do "mundo normal", já que a partir da próxima quarta-feira entro de cabeça no mundo olímpico. Vai ter muito futebol e muito, mas muito esporte por aqui até dia 21 de agosto. A expectativa por mais esse grande evento é enorme!

Até a próxima!