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terça-feira, 28 de julho de 2026

Depois de 26 anos, enfim o Uberlândia entra para a Lista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Já vi muito time diferente na vida, mas alguns teimam em ser pedras no sapato. Outros aparecem tão raramente que as chances de vê-los se mostram únicas ou só surgem novamente décadas depois. No sábado tirei uma pedrinha que me incomodava havia precisamente 26 anos: o glorioso Uberlândia Esporte Clube. Pelas oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D, o alviverde visitou a Portuguesa no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para definir qual dos dois ficaria com a vaga nas quartas.

O clube mineiro veio duas vezes à cidade de São Paulo no ano 2000, durante a disputa da Copa João Havelange. Naquele ano, jogou contra Nacional e Juventus, mas ambos os confrontos foram realizados aos sábados. Na época eu trabalhava nesse dia sem nenhuma chance de tirar folga. Perdi essas oportunidades e nunca mais tive outra chance de ver o UEC em ação. Eles chegaram a jogar contra o Extrema em 2007, só que também não tive brecha no trabalho. Foi uma longa espera que chegou ao fim no último sábado. O Verdão mineiro passa a ocupar o número 887 da minha Lista.



As equipes da Portuguesa e do Uberlândia antes da decisão no Canindé


O árbitro Wágner do Nascimento Magalhães (RJ), os assistentes Carlos Henrique de Souza (RJ) e Carlos Henrique de Souza (RJ), o quarto árbitro Carlos Henrique Cardoso de Souza (SP) e os capitães dos times



A presença maciça das duas torcidas

No duelo de ida, realizado na semana anterior no Triângulo Mineiro, o Uberlândia fez 2 a 0 e deu um grande passo rumo à classificação. A Portuguesa precisaria devolver o placar e levar a decisão aos pênaltis ou então vencer por três gols de diferença. A torcida estava confiante, porém sabia que a missão não seria nada fácil, já que o elenco lusitano está longe do ideal. Cortesia da SAF e do seu trabalho abaixo do esperado, algo sabido por todos que acompanham o que acontece nas alamedas do Canindé.

Quase cinco mil pessoas foram ao estádio rubro-verde, com destaque para a grande presença de torcedores mineiros, e viram uma peleja tensa desde seus primeiros movimentos. A Portuguesa deixou bastante a desejar e demonstrou muito nervosismo. O Uberlândia jogou com tranquilidade e criou boas oportunidades se aproveitando dos buracos no sistema defensivo local. A melhor chance de gol aconteceu na reta final do primeiro tempo, em bola na trave de Guilherme Nogueira. O 0 a 0 persistiu até o intervalo.









Detalhes do primeiro tempo de Portuguesa x Uberlândia



Aqui a melhor chance de gol local na etapa inicial

Na segunda etapa vi a peleja do alto e, de lá, acompanhei a Portuguesa tentar fazer uma blitz em busca dos gols que precisava. Só que teve apenas uma chance real, em chute de fora da área que passou perto da trave direita. Já o Verdão foi bem nos contra-ataques e levou muito perigo para a meta de Bertinato. Foram pelo menos três grandes oportunidades, mas a meta local não foi vazada. A Lusa acabou saindo na frente em pênalti incontestável e cobrança precisa de Toró. Nos mais de 20 minutos restantes, a pressão foi enorme. O problema foi que o último toque era ruim. Parece que poderiam ficar jogando até agora que o segundo gol não sairia.




A Portuguesa emplacou uma pressão que não foi assim tão forte no segundo tempo



Toró, de pênalti, reacendeu as esperanças lusitanas na Série D... mas não deu

No final, eliminação lusitana mesmo com o triunfo pela contagem mínima. A verdade é que a SAF, de novo, montou um time apenas razoável e o sonho do acesso ficou somente na imaginação. Pior é pensar que, se tivesse se classificado, a Portuguesa teria duas chances de subir para a Série C já que serão seis os promovidos. Paciência. Em 2027 terá nova oportunidade. O problema é a soberba da SAF e a série de decisões equivocadas em vários assuntos. Será que desta vez vão aprender? A ver.

Nem bem o árbitro tinha encerrado a partida e eu já estava na Marginal Tietê esperando o ônibus para me levar ao segundo destino do sábado. Teve sessão noturna pelo sub-20.

Até lá!

Ficha Técnica: Portuguesa 1-0 Uberlândia

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Wágner do Nascimento Magalhães/RJ; Público: 4.878 pagantes; Renda: R$ 92.810,00; Cartões amarelos: Lucas Hipólito, João Diogo e Marcos Calazans; Cartão vermelho: Alcindo Neto (PF-Ube) 49 do 2º; Gol: Toró (pênalti) 31 do 2º.
Portuguesa: Bertinato; João Vitor, Botteghin e Eduardo Biazus; Lucas Hipólito, Guilherme Portuga, Thiaguinho (Dênis) e Toró; João Diogo (Gustavo Henrique), Igor Torres (Cauari) e Guilherme Santos (Tontini). Técnico: Ademir Fesan.
Uberlândia: Guilherme Nogueira; Samuel Alves, Rayan, Max Miller e Nathan; Diego Fumaça, Matheus Calazans e Tomás Bastos (Rafinha); Evanderson, Kayke (Da Silva) e Jhonatan Lima (Léo Reis). Técnico: Danilo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Após 101 dias, Paulista Feminino sub-20 retorna e Lusa perde para o Ituano

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de inacreditáveis 101 dias (!), o Campeonato Paulista Feminino sub-20 finalmente voltou, e eu fui acompanhar a abertura do segundo turno no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa recebeu o Ituano de olho em uma vaga na zona de classificação do Grupo 2.

O primeiro turno terminou em 25 de maio, e só na última quarta-feira a bola voltou a rolar. Se muitos reclamam do calendário do futebol masculino, imagina se soubessem a bagunça que é no feminino. Não dá para aceitar um campeonato parado por quase quatro meses. E não é só o sub-20 que sofre com isso pois a categoria adulta também enfrenta o mesmo problema.


Portuguesa SAF (feminino sub-20) - São Paulo/SP


Ituano Futebol Clube (feminino sub-20) - Itu/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Por isso, a verdade é uma só: tirando um ou outro, ninguém se importa de verdade com a categoria. Repito isso há anos. Começa pelas entidades que comandam o esporte, passa por “especialistas” que só se preocupam com o que acontece fora das quatro linhas pensando em reconhecimento pessoal e segue com os(as) influencers que preferem os comes e bebes das festas e a criação de conteúdos de qualidade duvidosa para as redes. Só isso.

Pouca gente está realmente preocupada com os problemas sérios que as mulheres enfrentam no futebol, do sub-15 ao profissional. Na boa, não faz sentido algum uma competição ter um hiato desse tamanho. Isso acontece porque o calendário é uma colcha de retalhos, organizado sem nenhum cuidado. Quando o futebol feminino ganhou mais divulgação, achei que os vícios do masculino não seriam repetidos. O que acontece é ainda pior e duvido que mude.

Enfim, fui ao Canindé debaixo do sol forte do início de setembro e, ao chegar, vi que o espaço destinado à gloriosa feirinha da madrugada – projeto que nunca saiu do papel – estava sendo desmontado. Passei por lá e a sensação de despedida de todo o complexo é cada vez maior.

A Lusa estava em quarto lugar no grupo, com a mesma pontuação do Ituano, mas à frente pelo saldo de gols. Ambas lutam com o São Bento por duas vagas no mata-mata. Planejava acompanhar o ataque mandante, mas decidi ficar no gol da esquerda apenas pelo conforto da sombra. Acabei premiado já que vi o primeiro gol do jogo sair com menos de 15 segundos na minha frente. O rubro-negro deu a saída, a bola foi lançada pela direita e cruzada na área. Cecília cabeceou firme e abriu o placar.

A partida foi equilibrada, sem tantos momentos de perigo. O Ituano mostrava mais qualidade e, aos 32 minutos, fez o segundo com um belíssimo chute colocado de Paola, no ângulo direito de Grazi. Cada time ainda carimbou a trave uma vez, e o intervalo chegou com vantagem visitante.

No segundo tempo, subi para as cabines e acompanhei a Portuguesa voltar muito melhor. Logo no início, Nicole marcou, mas o assistente anulou por impedimento. A pressão era grande e, aos 18, Nenê acertou um golaço de muito longe. O empate animou as donas da casa, mas a pontaria falhou. O Ituano resistiu bem e conquistou três pontos preciosos na briga pela classificação.




No primeiro ataque do Ituano, gol de Cecília. Não deve ter dado 15 segundos de partida


Boa saída da goleira Grazi, da Portuguesa



Paola, de longe, acertou um belo chute e colocou no ângulo direito, marcando o segundo do rubro-negro


Tento lusitano anulado por impedimento no começo da etapa final




A Portuguesa lutou muito em busca do empate

A Ferroviária segue líder do grupo com 12 pontos, seguida por Palmeiras (10), Ituano (6), São Bento (4) e a Portuguesa, lanterna com apenas três. Restam três rodadas, e a decisão será no detalhe.

Saí correndo do Canindé com o amigo decano Milton Haddad, já que tinha jogo da Paulista Cup Sub-15 ali do lado. Esquema assim não dá para perder.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Portuguesa 1-2 Ituano

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitra: Jessica Aparecida Milani; Público: 65 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Yaia, Julia Fialho e Paola; Gols: Cecília 1 e Paola 32 do 1º, Nenê 18 do 2º.
Portuguesa: Grazi; Emily, Rafa, Mourã e Fiorio (Estela); Nenê, Nega (Alice) e Gabis (Larissinha); Laís, Nicole e Queiroz. Técnica: Daniela Alves.
Ituano: Giovanna; Giulia (Gal), Tarcylla, Maria Lacerda e Julia Fialho; Cecília, Damarys, Bruna Japa (Emanuelli) e Yaia (Esther); Paola e Adrielly (Alicia). Técnico: Thiago Guilherme.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Portuguesa perde para o Mixto nos pênaltis e se despede da Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


"The dream is over, what can I say?" ("O sonho acabou, o que posso dizer?)


A frase de John Lennon em sua música "God" resume bem o que foi a sessão vespertina do último sábado. A eliminação precoce da Portuguesa no Campeonato Brasileiro da Série D pelo esforçado Mixto foi um banho de água fria na torcida em uma temporada bem abaixo do esperado.

A derrota por 1 a 0 no duelo de ida não foi bem digerida, e boa parte dos torcedores e de quem acompanha o clube já esperava algo do tipo. A primeira fase da Portuguesa foi boa em termos de resultado, com a liderança isolada do Grupo A6, mas, pelo futebol apresentado, as dúvidas quanto ao futuro do clube eram enormes. Todas se tornaram certezas após quase duas horas e meia de futebol no Canindé.

Antes de falar do sofrimento coletivo no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, vale comentar que essa foi a primeira visita do Mixto à capital bandeirante em quase 39 anos. A última havia sido em uma derrota por 3 a 0 contra o Juventus, em 5 de outubro de 1986. Na história, foram 12 compromissos pelas quatro divisões, com um empate e 11 derrotas. No século 21, houve apenas dois duelos, ambos contra o extinto Guaratinguetá. Como eu só tinha visto os mato-grossenses na Copinha, a presença era obrigatória.


Torcida enchendo as dependências da casa lusitana antes da peleja


Visão geral do Canindé para o duelo decisivo entre Portuguesa e Mixto

A diretoria lusitana convocou os torcedores durante a semana e colocou ingressos gratuitos. Com isso, mais de nove mil pessoas marcaram presença. Entre o pessoal, um quórum alto de amigos: o trio Nilton, Pucci e Bruno, além dos recém-chegados Victor e Eduardo. Todo mundo colocando o Mixto na Lista.

O clima dentro do estádio estava sensacional. Fazia tempo que não sentia uma atmosfera tão boa por ali. O problema era a falta de confiança no próprio time. Comentei durante a semana com os amigos que a situação da Portuguesa em 2025 me lembrava muito o que aconteceu em 2021. Naquele ano, com jogos sem público por causa da pandemia, a Lusa também liderou sua chave e acabou eliminada nos pênaltis pelo Caxias.


Portuguesa SAF - São Paulo/SP


Mixto Esporte Clube - Cuiabá/MT


O árbitro gaúcho Roger Goulart, os assistentes também gaúchos Leirson Peng Martins e Claiton Timm, o quarto árbitro paulista Gabriel Henrique Meira Bispo e os capitães

Captei as imagens oficiais e fui acompanhar o ataque lusitano nos primeiros 45 minutos. Mas, sinceramente, se não tivesse lá teria dado na mesma. A atuação do time local foi pobre e decepcionante. Os comandados do questionado técnico Cauan de Almeida ficaram naquele famoso esquema de “ciscar” e nada produziram de efetivo. Não houve absolutamente nenhuma chance de gol durante toda a etapa inicial. Foi irritante ver uma equipe que precisava marcar apresentar um futebol tão apático.









No primeiro tempo a Portuguesa foi mal e não conseguiu criar praticamente nenhuma chance de gol

O pior foi que, no segundo tempo, o cenário pouco mudou. Custou para os atletas locais encontrarem um ritmo minimamente aceitável. A cada minuto, o pesadelo da eliminação ficava mais próximo. Somente aos 29 minutos os rubro-verdes criaram o primeiro bom momento: Lohan completou com a ponta da chuteira um cruzamento rasteiro da direita, e Mota fez milagre.

Quatro minutos depois, veio a primeira explosão de alegria da tarde. Após um bate-rebate dentro da área, Lohan viu a bola sobrando e fuzilou. Mota só acompanhou a finalização entrar no ângulo direito. Era o gol que, ao menos, levava a decisão aos pênaltis. O 1 a 0 não sossegou a Portuguesa, que quase definiu a vaga ainda no tempo regulamentar. Aos 42, a grande chance veio em cabeçada de Cauari na trave. Nos nove minutos de acréscimo, com o Mixto segurando o jogo na base da cera, ficou definido que tudo iria para as penalidades.




Na etapa final a equipe rubro-verde melhorou e encurralou o Mixto no campo de defesa


A primeira grande chance da partida foi aos 29 do segundo tempo e teve brilhante defesa de Mota



Aos 33, o gol da Portuguesa em tiro indefensável de Lohan à queima-roupa


Festa da torcida lusitana em busca do segundo gol



A Lusa teve chance de ampliar depois do 1 a 0. Na segunda foto, cabeçada que bateu na trave

O fantasma de 2021 surgiu forte logo na primeira cobrança. Cristiano, um dos destaques lusitanos, mandou sua batida quase fora do estádio. Gilvan, Geovani e Guilherme Portuga marcaram na sequência, deixando o placar em 2 a 1 a favor do Mixto após duas séries de chutes. A terceira cobrança rubro-verde foi péssima: Eduardo Biazus, cheio de marra, cobrou mal e Mota defendeu. Na sequência, Dionathã converteu, e o time do Mato Grosso abriu 3 a 1, restando dois chutes para cada lado.

Somente um milagre levaria a disputa para as cobranças alternadas. E, no futebol, às vezes eles acontecem. Igor Torres anotou, Daniel Vançan chutou nas mãos de Bruno Bertinato, Pedro Henrique marcou o terceiro e, na batida que poderia ser a última, Paulo Miranda, aquele mesmo ex-Vasco da Gama, mandou pela linha de fundo.

O Canindé explodiu pela segunda vez na tarde/noite. Era tudo que a Portuguesa precisava para manter vivo o sonho de classificação e acesso. Só que Matheus Nunes, camisa 17, telegrafou a batida, e Mota defendeu de novo. Gabriel Justino bateu o sexto pênalti do Mixto e não vacilou: 4 a 3 para o alvinegro de Cuiabá, classificado para a terceira fase da Série D.


O pênalti perdido por Matheus Nunes e defesa de Mota


Gabriel Justino bateu firme e colocou o clube do Mato Grosso nas oitavas





A comemoração dos atletas do Mixto pela classificação para a terceira fase da Série D

O silêncio foi quase total a não ser pela comemoração da torcida alvinegra. Além da eliminação, do fim da temporada ainda no meio de agosto e da decepção estampada em cada rosto, provavelmente testemunhamos a última partida da Portuguesa no Canindé. Com a promessa de fechamento do estádio em breve, não sei se veremos o clube paulistano de volta ali em 2026. Triste, para dizer o mínimo.

Resta a esperança de que a SAF abra os olhos, saia do pedestal e entenda que fazer futebol profissional não é brincadeira. Também não adianta pensar apenas em scout, dados frios de computador e inteligência artificial para montar elenco e, principalmente, escolher técnico. Foram muitos erros na temporada, e a torcida espera que, no próximo ano, quem comanda o clube saiba corrigi-los.

Pouco mais de 12 horas após a eliminação lusitana, retornei ao Canindé para um jogo do mata-mata do Brasileiro Feminino em campo neutro. O clima não poderia ter sido mais diferente.

Até lá!

Ficha Técnica: Portuguesa 1-1 Mixto (3-4)

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Roger Goulart/RS; Público: 9.176 pagantes; Renda: R$ 123.420,00; Cartões amarelos: Barba, Dionathã, Alexandre, Lucas Isotton, Uesley Gaúcho, Geovani, Juninho e Carlos Frederico (PF-Mix); Cartão vermelho: Tauã 35 do 2º; Gol: Lohan 33 do 2º.
Portuguesa: Bruno Bertinato; Talles, Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Pedro Henrique; Tauã (Keven Coloni), Barba (Cauari), Guilherme Portuga e Cristiano; De Paula (Igor Torres) e Lohan (Matheus Nunes). Técnico: Cauan de Almeida.
Mixto: Mota; Joazi, Felipe Santiago, Daniel Felipe e Daniel Vançan; Alexandre (Juninho) (Paulo Miranda), Felipe Manoel, Uesley Gaúcho (Geovani) e Raynan (Gabriel Justino); Dionathã e Emerson (Gilvan). Técnico: Lucas Isotton.
Obs: A expulsão de Tauã foi depois que ele havia sido substituído.