Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Botucatu FC *. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Botucatu FC *. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Botucatu Campeão Paulista Feminino 2008

Olá,

Após um breve período ausente dos campos de futebol, no último sábado pela manhã, voltei a botar o pé na estrada e, segui pela Rodovia Castello Branco, em direção a uma cidade que nunca havia aparecido por aqui no JOGOS PERDIDOS por conta de cobertura de alguma partida. A pedida dessa vez foi viajar até a bela cidade de Botucatu para acompanhar de perto a partida de volta pela decisão do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, reunindo as equipes do Botucatu F.C. e do Saad E.C. que foi realizada no Estádio Dr. Acrísio Paes Cruz de propriedade da A.A. Ferroviária de Botucatu.

Ao chegar ao meu destino, observei um grande movimento de público que se encaminhava ao estádio para assistir essa decisão e, de fato o público presente foi expressivo, pois calculo que estiveram presentes cerca de 4.000 pessoas que não pararam um só segundo de incentivar seu time. Além disso, faço questão de ressaltar a hospitalidade do pessoal de Botucatu à minha pessoa, em especial do Prefeito Antônio Mário de Paula Ferreira Ielo que acompanha o JP há muito tempo.

Depois da recepção, me encaminhei ao centro do gramado para disputar um espaço visando conseguir fotografar as participantes da partida e o trio de arbitragem, cujas fotos apresento abaixo:


Botucatu F.C. (Feminino) - Botucatu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Saad E.C. (Feminino) - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Paulo Roberto de Souza Júnior e suas assistentes Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Renata Ruel Xavier de Brito, ao lado das capitãs das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus que seriam entregues ao Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Como na partida de ida, realizada em Águas de Lindóia, o Botucatu havia vencido por 2 a 1, o título só escaparia das donas da casa, caso fossem derrotadas por uma diferença de dois ou mais gols e, por conta disso, o otimismo tomou conta da torcida local, ao passo que as atletas, embora confiantes na conquista, em momento algum deixaram de respeitar as adversárias.

Mesmo com a boa vantagem de poder perder até por um gol, o time do Botucatu saiu para o jogo com muita vontade, visando aumentar a vantagem e, tanto é verdade, que conseguiu chegar ao seu primeiro gol logo aos 10 minutos, anotado pela experiente Formiga, numa escapada pela esquerda que culminou com um chute cruzado, mais parecendo um cruzamento que acabou tocando no pé do poste esquerdo e morrendo no fundo da meta defendida por Maravilha.


Cruzamento perigoso do ataque botucatuense no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Apesar da bola não aparecer, aí está o lance do gol do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Embora o Botucatu tenha conseguido aumentar a vantagem, continuou em cima e foi criando sucessivas chances para ampliar o marcador, tanto que a goleira visitante Maravilha, acabou se tornando um dos destaques individuais da partida em razão de ter praticado pelo menos três ótimas defesas em jogadas executadas por Grazi, Dani e Loirão.


Armação de novo ataque do Botucatu com o bom público ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo da primeira etapa, a equipe do Saad se mostrou um tanto quanto tímida no campo de ataque, principalmente se levarmos em conta a necessidade de reversão da vantagem. Nessa toada, somente aos 44 minutos, as visitantes chegaram perto do gol, numa cobrança de falta feita por Maycon em que a bola tirou tinta do poste direito da meta defendida por Renatinha. Esse lance parece que acordou o Saad que acabou chegando ao empate, aos 45 minutos, através de Magrão que desviou de cabeça um cruzamento vindo da direita, numa jogada em que o setor defensivo do Botucatu bobeou geral.


Zagueira do Saad interceptando atacante do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, houve uma apresentação de dança, protagonizada por alunas de colégios municipais. Foi um espetáculo super agradável de ser assistido que ajudou o tempo passar e esquecer um pouco o forte calor.

A bola voltou a rolar e, de cara, foi possível notar que as meninas do Saad voltaram com muita vontade, partindo com tudo para o campo de ataque, tendo chegado perto da virada, aos 10 minutos, em jogada individual de Maycon que acabou desperdiçando a chance, pois mandou a bola por cima do travessão. Nos primeiros vinte minutos, o Saad conseguiu maior posse de bola, porém esse domínio não resultou em jogadas mais perigosas.

Após esse período, o Botucatu voltou a dar as cartas e passou a criar novas chances, porém da mesma forma como aconteceu no primeiro tempo, a goleira Maravilha voltou a brilhar e impediu a marcação de outros gols pelo time local em pelo menos quatro momentos, em jogadas concluídas por Loirão, Cubana, Formiga e Grazi.


Jogada de ataque do Botucatu pela ponta direita no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa acirrada de bola junto ao meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo com o placar indicando Botucatu 1 - 1 Saad que deu o título ao time da casa pela segunda vez consecutiva, coroando uma campanha espetacular de 26 jogos, com 17 vitórias, 8 empates e uma única derrota, tendo marcado 99 gols e sofrido apenas 19, ficando com o saldo positivo absurdo de 80 gols.

Tão logo a partida foi encerrada, começou uma animada festa, ainda no gramado, a qual se estendeu às arquibancadas, sendo que em seguida, teve início a solenidade de entrega das medalhas e troféus às duas equipes.


Início da comemoração do Botucatu logo após o término da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Equipe do Saad e o troféu conquistado pelo vice-campeonato. Foto: Orlando Lacanna.


Festa do Botucatu no pódio com o troféu de campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Capitã Grazi desfilando com o troféu. Foto: Orlando Lacanna.

Quando eu estava saindo do gramado e me despedindo das pessoas ligadas ao Botucatu, fui surpreendido com um gentil convite do Prefeito Ielo para participar de um almoço de confraternização numa churrascaria da cidade, na companhia dos dirigentes botucatuenses e também ao lado da equipe da Rede Vida de Televisão. Foi um almoço super agradável, no qual tive a oportunidade de ouvir muitas histórias do futebol da cidade, bem como dos planos para o futuro.


Da esquerda para direita: João Chavari (Presidente da Ferroviária), Orlando (Jogos Perdidos), Paulo Júnior (Rede Vida), Prefeito Ielo com sua filhinha, Geraldo (Rede Vida), Ricardo Guimarães (Rede Vida) e Alfredinho (Rede Vida). Foto: Maschio.

Para finalizar, quero deixar registrado os cumprimentos do JOGOS PERDIDOS às atletas bicampeãs, comissão técnica, dirigentes e torcedores pela importante conquista e o desejo de que esse trabalho tão importante tenha continuidade e possa ser expandido ao futebol profissional, com a cidade de Botucatu voltando a ter um time disputando a Segundona.

Bem, depois do almoço permaneci algumas horas na cidade dos bons ares, e em seguida iniciei o retorno para São Paulo. Foi isso.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

JP na Copa Brasil de Futebol Feminino

Olá, amigos!

É com muita satisfação que escrevo hoje, pois a partida em questão, se não muito perdida, foi ao menos curiosa, e bem fora dos padrões JOGOS PERDIDOS: mais uma vez compareci ao histórico Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, onde o Santos F.C. recebeu o Botucatu F.C., da prefeitura dessa cidade, em confronto válido pela partida de volta, da primeira fase, da primeira Copa do Brasil de Futebol Feminino. Aproveitando o ensejo de adentrar pela primeira vez no gramado onde tantos ídolos já desfilaram, registrei fotograficamente as equipes e o simpático trio de arbitragem.


Santos F.C. (feminino) - Santos / SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Botucatu F.C. (feminino) - Botucatu / SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Trio de arbitragem, formado pela árbitra Frederika M. de Jaeger e as assistentes Maria Eliza Correia Barbosa e Patricia Carla de Oliveira, juntas com as capitães das equipes. Foto: Estevan Mazzuia.

Em campo, constatei um futebol de grande nível. Foi o tempo em que futebol feminino era uma piada. A julgar pelo que vi do time masculino, no domingo, o Peixe poderia escalar algumas atletas para as últimas rodadas do campeonato masculino, sob o risco de ficar de fora da Libertadores se não o fizer. As visitantes, por sua vez, não ficaram atrás. Infelizmente, em nome da contenção de gastos, a CBF definiu que duas das, senão as duas, melhores equipes do país, enfrentar-se-iam logo na fase inicial, de caráter eliminatório.

Devido ao empate sem gols no jogo de ida, somente a vitória interessava ao time da casa, que foi pra cima, e parecia no caminho certo da vitória até que, aos 22 minutos, a alta zagueira Mônica aproveitou-se de uma falta da direita e cabeceou para as redes, abrindo o placar para o time caipira.


Precisando da vitória a qualquer preço o Santos foi para cima. Foto: Estevan Mazzuia.

A desvantagem obrigou o Peixe a sair ainda mais para o jogo, e oito minutos depois o Botucatu ampliou, através de Loirão. Novamente de cabeça, a atacante se aproveitou de um rebote depois da cobrança de escanteio da esquerda. Com 2 a 0 no placar, o time de Botucatu só seria eliminado se o Santos marcasse três gols e não tomasse mais nenhum, o que fez o time branco levar muita preocupação e ansiedade para os vestiários.


O time visitante mostrou boa colocação em campo. Foto: Estevan Mazzuia.

Aproveitei o intervalo para registrar de perto a festa das simpáticas Orcas, as mascotes do Peixe. Depois de uma animada exibição, com direito a disputa de pênaltis, uma delas nos surpreendeu ao sacar de seu orifício respiratório o cartão do blog.


A grande mascote santista mostrando que também é descolada ao exibir o cartão do JP. Foto: Estevan Mazzuia.

Como era de se esperar, o Santos voltou com tudo para a etapa decisiva, e levou muito perigo logo aos 3 minutos, com uma cobrança de falta que passou pertinho do gol adversário. Três minutos depois, Dani foi derrubada pela goleira dentro da área. Fran cobrou a penalidade e diminuiu a desvantagem, incendiando a torcida, que cantava: “Santos o time da virada, Santos o time do amor”.


Fran diminuiu o placar com categoria para o peixe. Foto: Estevan Mazzuia.

Na seqüência, o gol de empate não saiu por capricho. Dani cruzou da esquerda, a bola cruzou a área sem que ninguém a alcançasse e atingiu o travessão, para surpresa de todos. Daí para a frente, o Santos esfriou e o Botucatu manteve a tranqüilidade necessária para administrar a vitória, tendo perdido, inclusive, boas chances de liquidar a fatura, como através de Nenê, que perdeu um gol feito, cara a cara coma goleira santista, aos 27 minutos.


Tentativa de ataque do peixe. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo: Santos 1-2 Botucatu. O time do interior passou, assim, para as oitavas-de-final do torneio, cuja terceira fase será disputada por oito equipes, na capital federal.

Até a próxima!

Estevan