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terça-feira, 13 de abril de 2010

Portuguesa Santista vence o Força e ambos são rebaixados na Série A3

Olá,

No último domingo bem cedo, desci novamente a Serra do Mar, com destino à cidade de Santos, para conferir no Estádio Ulrico Mursa, a partida A.A. Portuguesa x Força E.C., válida pela última rodada (19ª) da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

Esse confronto era decisivo para definição de uma ou duas equipes que seriam rebaixadas para a Segunda Divisão em 2.011, que é o quarto escalão na hierarquia do futebol paulista. O time da casa necessitava vencer e torcer para uma combinação de pelo menos dois resultados envolvendo três jogos, com participações de outras três equipes também ameaçadas pelo rebaixamento. Os jogos eram: Itapirense x Taubaté, Olímpia x Batatais e Francana x Sport Barueri. 

Por outro lado, os visitantes só dependiam de si, pois com a vitória, estariam livres da degola. Caso fossem derrotados ou houvesse empate, ainda poderiam se salvar, desde que acontecesse apenas um resultado a seu favor, considerando os três jogos citados e mais São Carlos x Bandeirante. Portanto, o Força contava com 5 possibilidades para escapar do rebaixamento, ou seja, a vitória ou algum tropeço de um dos seus quatro concorrentes.

Quando cheguei ao estádio, percebi um clima de preocupação por parte das pessoas ligadas aos dois times, em especial, as da Briosa, pois o time santista não dependia apenas de si. Depois de conseguir as escalações, fui para o gramado e aguardei a entrada dos participantes da partida, que posaram com exclusividade para a câmera do JP. As fotos estão apresentadas abaixo:


A.A. Portuguesa - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Força E.C. - Caieiras/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Marcelo Prieto Alfiéri, os assistentes Flávio Alexandre Silveira e Maurício Diacov e o quarto árbitro André Luís de Oliveira acompanhado pelos capitães dos dois times. Foto: Orlando Lacanna.

A partida teve início com a Briosa tomando as primeiras inicativas de ataque e, mesmo demonstrando nervosismo, chegou à abertura da contagem, aos 5 minutos, num gol anotado por Cairo, que converteu uma penalidade máxima. Após o gol, a Portuguesa assumiu uma postura mais cautelosa, tentando chamar o Força para o ataque e, ao recuperar a posse de bola, sair com velocidade para o contra-ataque.


Gol de pênalti marcado por Cairo da Briosa. Foto: Orlando Lacanna. 

O jogo transcorria com poucos lances ofensivos, pois o Força apresentava dificuldades para articular jogadas de ataque, enquanto a Portuguesa ficava na dela, só esperando o momento certo para nova estocada e, dessa forma, o jogo não empolgava, com muitos erros de passe e jogadas sem objetividade.


Zagueiro da Portuguesa afastando cruzamento do ataque do Força. Foto: Orlando Lacanna. 

Somente na marca dos 35 minutos, o time visitante deu um susto na torcida santista, quando o volante Rodrigo Paulista cobrou uma falta da entrada da área com perigo, exigindo boa defesa de Rodrigo. Aos 42 minutos, o Força voltou a assustar, numa trama do seu ataque pelo lado direito, que culminou com a conclusão de Reinaldo, mandando a bola por cima do travessão. Mais alguns minutos e o primeiro tempo foi encerrado com a vantagem mínima a favor da Portuguesa, cujo resultado, por conta das outras partidas, não a livrava da queda.


Um dos raros ataques da Briosa no final da primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa acirrada de bola junto à lateral. Foto: Orlando Lacanna. 

Durante o intervalo permaneci do gramado e percebi uma enorme preocupação dos dirigentes do Força, que estavam junto ao alambrado, quanto a derrota parcial e alguns resultados dos outros jogos que não eram nada favoráveis. O drama iria continuar por mais 45 minutos.

Com a bola voltando a rolar, o Força procurava sair para o ataque, entretanto não conseguia incomodar o setor defensivo do time praiano, que estava bem postado e contava com o recuo dos seus atacantes para ajudar na marcação. Apesar dos esforços dos atletas dos dois times, o jogo não agradava e, em alguns momentos, parecia que todo mundo estava mais interessado em saber os resultados dos outros jogos, que não estavam sendo divulgados pelo serviço de som do estádio.

Os poucos lances de ataque na segunda etapa, foram criados pela Portuguesa, quase no final da partida, como aconteceu aos 37 e 45 minutos, em jogadas com as participações de Cris e João Diego, cujas finalizações morreram nas mãos do goleiro Nilson. 


Tentativa de ataque de Cris da Portuguesa pelo lado esquerdo. Foto: Orlando Lacanna.


Jogada de ataque da Briosa no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Jogo encerrado com o placar final de Portuguesa Santista 1 - 0 Força, que só serviu para rebaixar as duas equipes para a Segundona do próximo ano, quando terão a companhia do Olímpia e do Bandeirante de Birigui, que também foram rebaixados. Resta a esses dois times, começarem uma nova etapa a partir de 2.011, visando sairem do último escalão no futebol paulista.

Depois do apito final, início do retorno a São Paulo para um merecido descanso e acompanhar, via telinha, jogos importantes dos campeonatos estaduais. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Força e Itapirense empatam e permanecem na zona de rebaixamento da Série A3

Olá,

No último final de semana, foi realizada a sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, cabendo a mim a grata satisfação de acompanhar três partidas, incluindo uma viagem com destino a duas belas cidades do interior paulista. A minha jornada tripla começou no sábado pela manhã em São Paulo, indo conferir o jogo Força E.C. x S.E. Itapirense que foi realizado no genial Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Rua Javari

Esse confronto colocou frente à frente duas equipes que não começaram a competição mostrando bom desempenho, tanto que, ambas iniciaram a rodada na zona de rebaixamento, sendo que o Força estava na última colocação (20ª) com apenas um pontinho, enquanto a Itapirense somava 4 pontos na 18ª posição. Dessa maneira, a vitória era essencial para que as equipes pudessem engatar uma recuperação e sair dessas posições incômodas. 

Antes de começar a contar a história da partida, começo apresentando as fotos dos times e dos árbitros, que posaram para as lentes do JP com exclusividade.


Força E.C. - Caieiras/SP (mandou esse jogo em São Paulo) - Foto; Orlando Lacanna. 


S.E. Itapirense - Itapira/SP - Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Junior César da Silva, os assistentes Thiago Rodrigues Schulze e Sérgio Cardoso dos Santos e o quarto árbitro Eduardo César Maximiano posam junto com os capitães das duas equipes. Foto; Orlando Lacanna.

O primeiro tempo começou com as duas equipes demonstrando muita cautela, mas com o passar do tempo, a Itapirense mostrou um pouco mais de apetite ofensivo e tentou chegar ao campo de ataque, como aconteceu aos 8 minutos, numa jogada protagonizada pelo avante Neto Mineiro, que foi travado na hora do arremate final pelo volante Ailton Santos.

A partida transcorria num ritmo de equilíbrio e com pouquíssimas jogadas de ataque, uma vez que a maioria dos lances se concentrava no setor intermediário, com os atacantes pouco incomodando as defesas. Nesse contexto, quando havia uma tentativa de ataque, o que se via, eram os insistentes cruzamentos, que não levaram a nenhuma jogada mais efetiva.


Zagueiro do Força afastando uma tentativa de ataque da Itapirense. Foto: Orlando Lacanna.


Atacante da Itapirense procurando cabecear, após mais um cruzamento. Foto: Orlando Lacanna.

A falta de jogadas de ataque era tão flagrante, que somente aos 30 minutos, o Força chegou a assustar a defesa da Itapirense, num lance que começou com uma cobrança de falta pelo lado direito, executada por Marcelinho, resultando num cruzamento que quase foi aproveitado pelo avante Nelsinho que chegou atrasado no lance.


Única jogada de perigo do ataque do Força no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna. 

Os últimos quinze minutos, mesmo com as duas equipes demonstrando muita vontade, transcorreram sem nenhuma emoção e, por conta disso, a manutenção do empate sem gols foi inevitável, ficando a esperança para os 111 pagantes, que a partida pudesse melhorar na etapa final.

Com a bola voltando a rolar, o Força deu sinais que iria partir com tudo para o ataque, tendo criado um ótimo momento, na marca dos 4 minutos, através de uma jogada de Índio, que limpou o zagueiro e mandou um chute forte e cruzado, obrigando o goleiro Evandro a fazer uma boa defesa. Esse lance animou a torcida local presente, que passou a insistir para que a sua equipe fosse mais vezes ao ataque. A insistência deu certo, pois aos 7 minutos, o Força conseguiu inaugurar o marcador, numa cobrança de pênalti executada por Índio.


Gol de abertura do Força marcado por Índio cobrando pênalti. Foto: Orlando Lacanna. 

Depois de abrir a contagem, o Força continuou com mais posse de bola, porém não conseguiu aumentar a vantagem, por conta das dificuldades de penetração no setor defensivo da Itapirense que, aos poucos, foi procurando chegar mais ao ataque.


Disputa de bola na região do meio-de-campo. Foto: Orlando Lacanna.

Do vigésimo quinto minuto em diante, a Itapirense tentou ir mais vezes ao ataque, mas também encontrou dificuldades para criar jogadas de perigo e, por conta disso, a esperança de chegar ao empate ficava depositada nas jogadas de bola parada e, não deu outra, pois ao 36 minutos, a "Vermelhinha" chegou à igualdade, através de um golaço de falta marcado por André Petroni, com a bola entrando no ângulo superior direito da meta defendida por Evandro.


Bola indo estufar a rede da meta do Força no gol de empate da Itapirense. Foto: Orlando Lacanna. 

Após sofrer o gol de empate, o Força procurou de todas as formas retomar a vantagem no marcador, mas não teve jeito, pois o partida foi encerrada com o placar indicando Força 1 - 1 Itapirense, que foi ruim para os dois times, principalmente para o Força que jogou em casa e permaneceu na última colocação, agora com 2 pontos. Com relação ao time de Itapira, o pontinho ganho fora de casa, o deixou na 17a. colocação com 5 pontos, mas ainda na zona do rebaixamento. Ambos precisam melhorar muito, senão a Segunda Divisão ficará cada vez mais próxima. 

Tão logo o jogo foi encerrado, iniciei viagem a uma importante cidade do nosso interior, para conferir a segunda partida do dia, mas essa história fica para depois.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ferroviária vence fora de casa e entra no G8 da Série A3

Olá,

No último sábado teve início a terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, que representa o terceiro escalão na hierarquia do futebol profissional de São Paulo, sendo que, nas primeiras rodadas, alguns clubes têm mandado suas partidas em estádios alternativos, por conta da não liberação dos seus respectivos estádios por parte da FPF, em razão de não terem apresentado todos os laudos exigidos. Diante disso, fui até a vizinha cidade de Guarulhos, mais precisamente ao Estádio Antônio Soares de Oliveira, palco da partida Força E.C. x Ferroviária Futebol S/A, que normalmente seria realizada na cidade Caieiras, cujo estádio utilizado pelo Força, ainda não está liberado.

Essa partida representava a oportunidade do time da "casa" conseguir a primeira vitória na competição, pois, até então, em duas partidas, só havia conquistado um pontinho, graças a um empate fora de casa. Pelo lado dos visitantes, era a chance de lutar pela segunda vitória seguida e entrar no grupo dos classificáveis.

Antes de começar contar a história da partida, apresento as fotos oficiais dos times e dos árbitros, os quais posaram com exclusividade para as lentes do JP.


Força E.C. - Caieiras/SP (mandou essa partida em Guarulhos). Foto: Orlando Lacanna.


Ferroviária F S/A - Araraquara/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Adalton William da Cunha e os assistentes newton dos Reis Barreira e Michel Ferreira da Silva posam junto com os capitães das duas equipes. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo começou com boa movimentação, com os dois times jogando para frente e imprimindo velocidade nas jogadas, visando surpreender o adversário logo no início. Nesse contexto, o primeiro momento de maior perigo, ocorreu na marca dos 11 minutos, numa cabeçada perigosa do avante Emerson Nhanhá da Ferroviária, que acabou morrendo nas mãos do goleiro Chico do Força.


Boa defesa do goleiro Chico no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do Força veio logo em seguida, aos 13 minutos, numa boa jogada iniciada pelo lado direito, culminando com a conclusão do avante Indio, que exigiu boa defesa do goleiro afeano Roberto.


Inicio da jogada ofensiva pela direita que levou o primeiro perigo à meta da Ferroviária. Foto: Orlando Lacanna.

Depois dos dois lances mais perigosos, a partida continuou bem movimentada, porém sem o surgimento de novos lances ofensivos que levassem perigo às defesas dos dois times. Diante disso, tivemos uma ou outra jogada de ataque, que invariavelmente acabavam em chuveirinhos neutralizados pelas defesas. A partida assumiu uma "cara" de que dificilmente sairia algum gol nessa primeira etapa e, não deu outra, pois o árbitro encerrou o primeiro tempo com o placar mudo, sem que nenhuma equipe ameaçasse de fato a meta adversária, embora o time de Araraquara tivesse demonstrado um pouco mais de organização ofensiva.


Um dos cruzamentos do ataque do Força na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.


Uma das poucas defesas do goleiro Roberto da Ferroviária na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A Ferroviária voltou a campo com outra camisa, sendo que o seu setor defensivo teve que se virar para segurar o ímpeto ofensivo que o Força demonstrou no início da segunda etapa. O primeiro lance de maior perigo, ocorreu aos 4 minutos, quando o meia Diego, livre de marcação, chutou por cima do travessão uma bola recebida com açúcar pelo lado esquerdo. Um minuto depois, outro lance perigoso do ataque do Força, que também foi desperdiçado, pois um atacante (Maicon) deixou para o outro (Indio) e ninguém concluiu a jogada, deixando a pequena torcida presente um pouco irritada por causa da chance perdida.


Lance de perigo do ataque do Força no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Até o vigésimo minuto, o predomínio territorial foi do Força, mas, mesmo assim, o seu ataque ficou devendo, pois não conseguiu transformar em gol as poucas chances criadas e isso seria fatal ao término da partida. Depois dos vinte minutos, a Ferroviária equilibrou as ações, mas nada que pudesse entusiasmar os seus poucos torcedores presentes, uma vez que criou poucos lances de real perigo.


Disputa de bola pelo alto em jogada de ataque da Ferroviária na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A partida se encaminhava para o seu final, quando na marca dos 40 minutos, o Força teve o seu atleta Rodrigo Paulista expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Nos últimos cinco minutos, a Ferroviária acelerou o ritmo e forçou as jogadas ofensivas, aproveitando a vantagem de um homem. Aos 44 minutos, o time afeano chegou perto de inaugurar o placar, quando o avante Rildo mandou um balaço cruzado da direita, que passou muito perto do poste direito da meta defendida por Chico.

Nos acréscimos, o meia Júlio César, realizou excelente jogada individual pela esquerda, ganhando na corrida do seu marcador e cruzando certeiro na cabeça de Rodrigo Sales, que só teve o trabalho de mandar a bola para o fundo da meta do Força, decretando a abertura da contagem. Dada nova saída e alguns segundos depois, a partida foi encerrada com o resultado de Força 0 - 1 Ferroviária, num jogo que deixou um pouco a desejar, mas que foi importante para o time de Araraquara que assumiu a 5ª colocação com 6 pontos, se situando na zona dos classificáveis. Quanto ao Força, a situação é preocupante, pois a derrota o deixou na última colocação (20ª) com apenas um ponto e sem marcar nenhum gol até o momento. Se não melhorar rapidamente, poderá correr sério risco de rebaixamento.


Goleiro Chico e Léo desolados vendo a bola no fundo da meta do Força, no gol da vitória da Ferroviária. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo a partida foi encerrada, graças àquela carona costumeira do Sr. Natal, segui até a residência de familiares, na qual passei o resto do sábado em companhia de pessoas muito importantes para mim. Foi isso.

Abraços,

Orlando

quinta-feira, 5 de março de 2009

São Carlos vence o Força de virada em Caieiras

Olá,

Depois de uma viagem espetacular pelo interior paulista durante o período de Carnaval, dei um tempo no último final de semana, visando recuperar as energias, após ter percorrido quase 1.600 km, porém na última quarta-feira, voltei à ativa e dei uma escapadinha até a vizinha cidade de Caieiras, mais precisamente até o Estádio Carlos Ferracini, para conferir o jogo Força E.C. x São Carlos F.C.L., válido pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

Num trajeto feito rapidamente pelos trilhos da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, cheguei ao meu destino com tempo de sobra para montar o esquema de tirar as fotos oficiais da partida sem o menor problema. Falando nas fotos, elas estão abaixo e, como vem se tornando frequente, são exclusivas.


Força E.C. - São Paulo/SP (mandando seus jogos em Caieiras). Foto: Orlando Lacanna.


São Carlos F.C.L. - São Carlos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Michel Douglas dos Santos, os assistentes Douglas Pereira Lopes e Derlon de Oliveira Santiago e o quarto árbitro Emerson Mariano Garcia. Foto: Orlando Lacanna.

A partida reunia uma equipe que estava no grupo dos classificados (G8), no caso o Força, contra uma outra que até então não vinha fazendo boa campanha, no caso o São Carlos, que não estava bem posicionado na tabela de classificação. Dessa maneira o confronto prometia, pois de um lado teríamos uma equipe tentando se manter entre os oito primeiros e, do outro uma equipe querendo subir na tabela. O desfecho disso tudo só seria visto com a bola rolando.

Nos primeiros minutos os visitantes saíram mais para o ataque e, logo aos 7 minutos, chegaram àquele que seria o seu primeiro gol, porém a arbitragem não validou a jogada, assinalando impedimento. Esse lance serviu para dar uma cutucada nos donos da casa que passaram a atuar mais ofensivamente, obrigando o goleiro Rogério a praticar excelente defesa, aos 13 minutos, desviando para escanteio um petardo desferido por Oberdan.

A partida seguia num ritmo equilibrado, quando aos 21 minutos, o Força chegou à abertura da contagem, num golaço anotado por André Oliveira, que cobrou com maestria uma falta da intermediária, colocando a bola no ângulo direito da meta do São Carlos.


Golaço de falta de André Oliveira no primeiro gol do Força. Foto: Orlando Lacanna.

O time visitante assimilou o gol sofrido e não se intimidou, tanto que aos 26 minutos, chegou à igualdade no placar, através de um gol de cabeça, marcado por Fabinho aproveitando um cruzamento perfeito vindo da esquerda, após excelente jogada de Nadson.


Gol de empate do São Carlos marcado por Fabinho. Foto: Orlando Lacanna.

O São Carlos continuou em cima e quase chegou à virada, aos 28 minutos, em outra boa jogada que nasceu pelo lado esquerdo, agora nos pés de Fabinho que culminou com a conclusão de Nadson que tinha o endereço certo, mas aí apareceu o pé salvador de Cláudio, acabando com a possibilidade dos visitantes saltarem à frente no marcador.


Início de jogada perigosa do ataque do São Carlos pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

A primeira etapa já se encaminhava para o encerramento, quando novamente o São Carlos chegou perto do seu segundo gol, num chute perigosíssimo desferido por Índio pelo lado direito, que só não entrou por conta da defesa espetacular do bom goleiro Wagner que mandou a bola para escanteio. Depois desse lance, nada mais de importante aconteceu e, dessa maneira, a primeira etapa terminou mesmo empatada em 1 a 1.

Como tem acontecido direto por conta do forte calor, passei a maior parte do intervalo tentando conseguir água que só foi encontrada num bar fora do estádio, pois no campo não havia ninguém comercializando o precioso líquido. A bola voltou a rolar e, do mesmo jeito que aconteceu nos últimos vinte minutos do primeiro tempo, o São Carlos voltou melhor e foi o senhor das ações ofensivas, tendo obrigado o goleiro da casa Wagner a praticar uma sucessão de boas defesas.


Uma das boas defesas de Wagner no início da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.


Outra ótima defesa do goleiro Wagner do Força. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com o maior domínio da "Águia", o Força também dava suas estocadas contra a defesa adversária, tornando a partida muito agradável de ser assistida, pois a qualquer momento um novo gol poderia acontecer para qualquer um dos lados e, isso aconteceu, aos 24 minutos, a favor do São Carlos, anotado por Nadson que foi esperto aproveitando uma infelicidade de Mineiro que acabou escorregando no lance e deixando a bola livre para o atacante visitante só tocar na saída de Wagner.

Inferiorizado no placar, o Força foi com tudo buscar o empate chegando perto do seu objetivo, aos 28 minutos, através de Júnior que desperdiçou excelente oportunidade, pois não foi feliz na conclusão, mesmo estando de frente para o gol.

Nos últimos quinze minutos, o Força comandou as ações, permanecendo o tempo todo no campo de ataque, porém esbarrava no bom posicionamento do setor defensivo do São Carlos e, quando essa dificuldade era vencida, o problema passava a ser as conclusões.


Oportunidade de ouro perdida pelo Força. Foto: Orlando Lacanna.

Como o Força foi todo para o ataque, acabou ficando exposto aos contra-ataques do São Carlos que acabou chegando muito perto do seu terceiro gol, aos 42 minutos, numa jogada rápida pela direita, executada por Fabinho que mandou a bola contra o travessão, sendo que, no rebote o atacante Índio chutou e Wagner fez outra ótima defesa. No finalzinho do jogo, o São Carlos desperdiçou uma outra chance real de gol, agora nos pés de Maurinho, que mesmo estando sem marcação junto à pequena área, chutou torto e perdeu um gol incrível.

Final de jogo com o placar apontando Força 1 - 2 São Carlos que não tirou os donos da casa do G8, pois conseguiram se manter na 8ª posição com 11 pontos, enquanto o São Carlos ainda permanece fora do pelotão de frente, uma vez que se situou na 11ª colocação com 9 pontos. Como ainda restam doze rodadas com trinta e seis pontos em disputa, muita coisa ainda pode acontecer.

Tão logo a partida foi encerrada, iniciei o caminho de volta para São Paulo para chegar rapidinho em casa e acompanhar pela telinha um festival de futebol, com transmissões de jogos ao vivo para todos os gostos. Foi isso.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Força consegue a primeira vitória na Série A3

Olá,

Depois de encarar, no último sábado, uma viagem debaixo de chuva e muita neblina, com destino à Baixada Santista, no domingo pela manhã, voltei para a estrada e, para variar um pouco, novamente com chuva e neblina, sendo que dessa vez o meu destino foi a cidade de Mogi das Cruzes, mais especificamente o Estádio Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira, também chamado de Nogueirão, para acompanhar a partida União F.C x Força E.C. válida pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

Esse confronto reuniu duas equipes que vinham de más campanhas, sem nenhuma vitória e classificadas na zona de rebaixamento. Dessa maneira, a conquista dos três pontos era de fundamental importância para as duas equipes, visando iniciar uma recuperação na competição.

Mesmo viajando em condições climáticas não favoráveis, cheguei ao meu destino com tempo suficiente para, mais uma vez, fazer as fotos dos times e do quarteto de arbitragem que são exclusivas e estão abaixo:


União F.C. - Mogi das Cruzes/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Força E.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Luciano Alves de Lima, os assistentes Leonardo Schiavo Pedalini e Diogo Correia dos Santos e o quarto árbitro Givaldo Alves dos Santos. Foto: Orlando Lacanna.

Partida iniciada e logo aos 30 segundos, o Força perdeu a primeira real oportunidade, nos pés de Samir, que chutou para fora uma bola recebida no interior da área, bem pertinho da marca de pênalti. O domínio dos visitantes era total e aos 6 minutos, chegaram mais uma vez com perigo à meta do União, obrigando o goleiro Lineker a praticar uma difícil defesa, na base do reflexo, com o pé esquerdo.

O time da casa tentava sair, mas não conseguia evitar a avalanche de ataques do Força que chegava com facilidade à área adversária, porém não era objetivo nas conclusões. Uma sucessão de oportunidades foi criada e desperdiçada, como aconteceu aos 11, 14 e 15 minutos, através de Samir, Willian e Júnior que não tiveram a tranquilidade necessária para colocar a bola no fundo da meta do União.


Um dos vários ataque do Força no começo da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Com muito espírito de luta, o União de defendia e tentava, vez ou outra, sair para o ataque e, quando isso acontecia, levava preocupações ao setor defensivo do Força, em especial quando eram feitos cruzamentos para a área, gerando com isso dificuldades à defesa do Força em neutralizar as jogadas aéreas, como aconteceu aos 29 minutos, quando a bola foi cruzada da direita por Ruan, sem que a defesa cortasse, mas como o avante Adriano chegou atrasado no lance, a chance foi desperdiçada.


Cruzamento perigoso do ataque do União para a área do Força. Foto: Orlando Lacanna.

O Força continuou com maior domínio do jogo e acabou chegando ao seu primeiro gol, aos 33 minutos, numa cobrança de pênalti através de Samir. Aliás, a marcação desse pênalti gerou muitos protestos por parte dos atletas do União. O lance nasceu da cobrança de um escanteio pela esquerda, cujo cruzamento foi cortado pela defesa do União. O árbitro apitou e todos esperavam que ele houvesse marcado uma falta no goleiro e, para surpresa de muitos, inclusive minha, foi marcado pênalti.


Conversão do pênalti no primeiro gol do Força. Foto: Orlando Lacanna.

Após ter sofrido o primeiro gol, o União se enervou em campo e, aos 39 minutos, acabou tendo seu zagueiro Felipe expulso e, com isso, as coisas ficaram ainda mais complicadas. Mesmo com um homem a mais, o Força não conseguiu ampliar o placar e o resultado de 1 a 0 foi mantido até o final do primeiro tempo.

Durante o intervalo, vários torcedores se dirigiram a mim, perguntando se eu tinha visto alguma falta que justificasse a marcação do pênalti, até porque eu estava atrás do gol que aconteceu a jogada. Apesar de eu não gostar de falar de arbitragem, fui sincero e respondi que não havia visto nada, mas ressalvei que a colocação do árbitro no lance era muito boa e ele poderia ter visto algo irregular que passou despercebido por todos por estarem acompanhando a trajetória da bola.

A bola voltou a rolar e o União tentou sair com tudo, mas logo aos 6 minutos, recebeu um balde de água fria, pois o seu zagueiro Leandro também foi expulso, deixando sua equipe com 9 homens. A consequência dessa expulsão veio em seguida, aos 8 minutos, quando o Força chegou ao seu segundo gol em outro pênalti cobrado por Samir, numa falta clara dentro da área que não teve nenhuma contestação.


Bola indo se aninhar no fundo da meta do União no segundo gol do Força. Foto: Orlando Lacanna.

A partir daí, o jogo passou a ser de um time só, com as chances se sucedendo e sendo desperdiçadas pelo Força, como aconteceu aos 10 e 15 minutos, ambas com Samir. Aos 23 minutos não teve jeito e os visitantes chegaram ao terceiro gol, marcado por Diego Alves, que penetrou pela meia direita e, num toque sutil, desviou a bola do goleiro.


Bola tocada por Diego Alves quando da marcação do terceiro gol do Força. Foto: Orlando Lacanna.

Inferiorizado no placar e no número de atletas, o União apresentava dificuldades para arquitetar alguma jogada mais elaborada, mas sobrava garra e disposição, pois em nenhum momento o time vermelho se entregou em campo, com os seus jogadores se redobrando para dificultar as ações do adversário que, aos 40 minutos, chegou ao seu quarto gol, por intermédio de Maicon em jogada de velocidade pela meia esquerda.


Início da arrancada que resultou no passe para o quarto gol do Força. Foto: Orlando Lacanna.

Quando já não se esperava mais nada, o União chegou ao seu gol de honra, aos 46 minutos, através de Renan que invadiu a área pela esquerda e fuzilou o goleiro Chico, numa jogada que premiou o esforço do time mogiano. Logo depois desse gol, o árbitro encerrou a partida com o placar final de União 1 - 4 Força que manteve o time da casa no último lugar na tábua de classificação sem ponto nenhum e também custou o cargo do técnico Vavilson Santos que deixou a direção técnica da "Serpente do Tietê". Quanto ao Força, essa vitória o colocou na 10ª posição com 5 pontos e poderá ser o marco do início da recuperação visando alcançar o G8.

Fim de jogo e mais uma viagem de volta para São Paulo, felizmente sem chuva e neblina, para aproveitar o resto do domingo, usufruindo um descanso e assistindo muito futebol pela TV. Foi isso.

Abraços,

Orlando

domingo, 1 de fevereiro de 2009

JP na largada do Paulistão da Série A3

Olá,

Depois de acompanhar a Copa São Paulo desde a primeira rodada até a final, agora o JOGOS PERDIDOS passará a cobrir outras competições, entre as quais, o Campeonato Paulista da Série A3 que é o terceiro escalão do futebol paulista. Dessa maneira, no sábado pela manhã, segui pelos trilhos da antiga Fepasa, até o vizinho município de Caieiras para conferir a partida inaugural da competição reunindo as equipes do Força E.C e do Votoraty F.C. que foi realizada com portões fechados, no Estádio Municipal Carlos Ferracini.

Chegando ao meu destino, encontrei o Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, o Cel. Marinho, que esteve por lá para observar a arbitragem e também verificar as condições atuais do estádio que passou por reformas, mas ainda falta concluir as obras de ampliação do número de lugares, visando atingir o mínimo exigido pelo regulamento que é de 10.000. Além de conversar com o Coronel, tive a oportunidade de também bater um papo com pessoas ligadas ao Olé Brasil F.C. S/A de Ribeirão Preto, novo controlador do Votoraty, que confirmaram a participação na Segundona de 2.010, mandando seus jogos no Estádio Santa Cruz do Botafogo. Vamos aguardar.

Bem, falando do jogo, começo com a apresentação dos atletas e dos árbitros que estão nas fotos abaixo:


Força E.C. - São Paulo/SP (mandando seus jogos em Caieiras). Foto: Orlando Lacanna.


Votoraty F.C. - Votorantim/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Raphael dos Santos Alves, os assistentes Maria Nubia Ferreira Leite e Leandro Alves de Souza e o quarto árbitro José Paulo Canale posam junto com os capitães das duas equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Com a bola rolando, o que se viu no início da partida foi o time da casa forçando as jogadas ofensivas, tendo chegado com perigo logo aos 7 minutos, numa jogada que foi concluída pelo avante Fábio Reis e que foi salva praticamente em cima da linha fatal pelo zagueiro Anderson. No rebote, o avante voltou a chutar, mas mandou a bola por cima do travessão. O Força continuou atacando e, aos 12 minutos, o volante Diego mandou a bola de cabeça no ângulo esquerdo da meta adversária, porém o goleiro Renato se esticou todo e desviou para escanteio.


Início de jogada ofensiva do Força no começo da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Outra ação ofensiva do Força neutralizada pela defesa do Votoraty. Foto: Orlando Lacanna.

Os visitantes tentavam equilibrar as coisas, mas a pressão do Força continuava e, aos 20 minutos, novamente Fábio Reis esteve perto de inaugurar o placar, mas a zaga visitante conseguiu desviar o chute que tinha endereço certo. A partir do vigésimo quinto minuto, o Força diminuiu o ritmo e, com isso, permitiu ao Votoraty sair mais para o campo de ataque, exigindo maior atenção do setor defensivo dos donos da casa e levando um certo perigo à meta defendida por Wagner (ex- Nacional).


Jogada perigosa do ataque do Votoraty. Foto: Orlando Lacanna.

Como o ritmo ofensivo do Força diminuiu e o Votoraty não atacava muito, o empate sem abertura de contagem foi inevitável até o fim do primeiro tempo. Após um intervalo que não teve nada de interessante, a bola voltou a rolar e o Votoraty se mostrou mais atrevido no campo de ataque, tanto que, aos 5 minutos, o volante Beto quase abriu o marcador, desperdiçando ótima oportunidade.


Ação ofensiva do Votoraty no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços das duas equipes, depois dos quinze minutos, a partida não apresentou grandes emoções, uma vez que as jogadas passaram a se concentrar entre as duas intermediárias, com pouquíssimas aproximações até as áreas e a prova disso foi que os dois goleiros foram pouco acionados.


Cobrança de escanteio pelo Votoraty ainda no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Quando a partida se encaminhava para o final, o Força teve uma falta perigosa a seu favor que foi cobrada por André, obrigando o goleiro Renato a fazer uma defesa parcial, propiciando rebote nos pés de Paulinho que, praticamente em baixo do gol, chutou torto e a chance foi para o espaço.


Oportunidade incrível perdida pelo Força no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Talvez por conta do forte calor e também por ser início de temporada, as equipes não conseguiram apresentar um bom futebol e, dessa maneira, a partida foi encerrada com o placar registrando Força 0 - 0 Votoraty que deu um ponto para cada equipe na tabela de classificação e também a certeza de que precisarão evoluir, visando uma boa participação na competição.

Final de jogo e nova viagem pelos trilhos da antiga Fepasa, agora com destino a uma outra cidade vizinha de São Paulo, local da realização de outra partida válida pela Série A3, cuja história será contada mais tarde. Aguardem.

Abraços,

Orlando