Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Vitória/BA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vitória/BA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

São Bento volta a vencer na Série B e deixa a lanterna

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde o ano passado estava na cabeça a ideia de assistir um jogo do São Bento no Estádio Walter Ribeiro pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Demorou um pouquinho, e na noite de terça-feira consegui finalmente cumprir o objetivo e fui até a cidade de Sorocaba curtir uma apresentação do onze alvi-azul nessa que tem sido uma temporada complicada. O adversário da 23ª rodada foi o Vitória da Bahia, um confronto absolutamente inimaginável há alguns anos.

O escrete interiorano era nada menos do que o lanterna do certame antes dessa peleja e a rapaziada vinha de quatro compromissos sem nenhum triunfo. Uma vitória em cima do Vitória - foi inevitável, desculpem - era obrigação. Esse foi o primeiro duelo dos sorocabanos no CIC após o aniversário de 106 anos. Para comemorar a data, os atletas carregaram nas costas o nome de craques históricos. Por exemplo, a zaga teve a honra de levar o nome da dupla Marinho Peres e Luís Pereira.

Visitei a simpática cidade depois de dois anos de ausência (a última visita ali tinha sido na derrota do São Bento contra o Ypiranga pela Série C de 2017) com a presença do amigo-abelha Renato Rocha e de Caio Buchalla, o mago das Copas, com sua simpática esposa Roberta. No caminho, claro, aquele papo sobre tudo de bom que está por vir nas próximas semanas. Além do meu jogo #3000, vai ter cobertura histórica do JP no final de outubro.

Chegamos na casa do Bentão e enquanto os amigos foram descolar um ingresso eu, sempre com o credenciamento em dia, me posicionei na parte nobre do CIC (na Série B fazer as fotos do gramado é um saco). Um bom público marcou presença e um total de 1.515 pagantes viram de perto uma boa atuação local. Nada mágico ou inesquecível, porém pelo menos serviu para voltarem a vencer e deixarem a última colocação.


Times perfilados para a execução do Hino Nacional



Pegando aquela famosa carona, as fotos oficiais do Vitória e do quarteto com os capitães. O São Bento não quis posar...

Aos seis minutos os donos da casa já ficaram em vantagem. Minho recebeu na esquerda e cruzou na área, na cabeça de Rodolfo. O camisa 10 que levava o nome do falecido Mickey, atleta que disputou 86 jogos nos anos 50 e 60, fez a festa dos presentes. Sem querer dar bobeira, o Vitória quase empatou aos 17 quando Anselmo Ramón mandou bola na trave. De novo o avante baiano assustou aos 24 e Renan Rocha fez boa defesa.

Depois disso, pouco se viu e a partida ficou embolada demais. Os exigentes torcedores que estavam perto de mim estavam preocupados com o que esperar no tempo final. Como enchi o bucho na estrada degustando um sanduba de mortadela absolutamente indecente, não consegui forças para matar a saudade do gostoso pastel do Wálter Ribeiro, dono do Selo JP de qualidade há muitos anos. Destaque negativo só para o refrigerante, meio copo de uma tubaína sem gás, custar cinco reais.

Novamente no meu confortável lugar, vi o São Bento criar o primeiro grande lance da segunda etapa com Rodolfo aos quatro minutos. Pena que o atacante, mesmo livre de marcação, tenha chutado torto. O time da casa levou o cotejo em banho-maria até que num espaço de dez minutos criou várias oportunidades que levaram ao segundo gol. Primeiro Rodolfo cobrou falta primorosa aos 19 e Martín Rodríguez fez ótima defesa. Aos 23 foi a vez de Paulinho finalizar com perigo. Aos 25, os baianos tiveram um tento anulado e no fim, ele nem fez diferença.

Aos 27, novamente o goleiro rubro-negro fez grande intervenção em tiro de Paulinho. Na sequência, um milagre. Em cobrança de escanteio curto - sim, isso aconteceu - a bola foi alçada e Gerson, que tinha na sua camisa o nome de Marinho Peres, subiu entre os zagueiros e ampliou a vantagem paulista. O 2x0 sossegou o ímpeto do São Bento e o Vitória se lançou ao ataque. Falando em milagre, aos 41 vimos uma das defesas mais impressionantes dos últimos tempos. Renan Rocha fez defesa difícil em finalização de Caicedo e o rebote sobrou para Felipe Garcia na pequena área. O camisa 7 mandou à queima-roupa e o arqueiro sorocabano impediu o gol de forma brilhante.


Precisando muito voltar a vencer, o São Bento começou a peleja em cima do time baiano


Atleta do Vitória cortando bola lançada no seu campo de defesa


Lance do segundo gol, marcado de cabeça por Gerson no tempo final depois de cobrança curta de escanteio... milagre!


Escanteio a favor do Vitória em busca de pelo menos diminuir o prejuízo em Sorocaba


Placar final do jogo no Wálter Ribeiro com triunfo providencial do time da casa

Com esse momento ficou claro que a noite não estava favorável ao escrete visitante. O resultado final de São Bento 2-0 Vitória foi merecido, principalmente pelo que os locais apresentaram nos 45 minutos finais. O triunfo colocou o alvi-azul provisoriamente na 17ª posição, enquanto o Leão parou na 15ª colocação. Na próxima rodada a equipe interiorana visitará o Oeste e provavelmente marcaremos presença na Arena Barueri.

Voltamos para a capital na boa e sem percalços. Da minha parte, essa foi a partida #2990 que acompanhei in loco. Isso quer dizer que a contagem regressiva para o jogo #3000 entrou na sua reta final. O legal é que não tenho a menor ideia onde será. Sei que no dia seguinte cheguei ao #2991 com a melancólica e bisonha despedida nacionalista no ano do seu centenário.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: São Bento 2-0 Vitória/BA

Competição: Campeonato Brasileiro Série B; Local: Estádio Wálter Ribeiro (Sorocaba); Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR); Público: 1.515 pagantes; Renda: R$ 13.050,00; Cartões amarelos: Gerson (Sao), Wesley, Van (Vit); Gols: Rodolfo 7 do 1º, Gerson 28 do 2º.
São Bento: Renan Rocha; Marcos Martins, Joílson, Gerson e Guilherme Romão; Fábio Bahia, Paulinho (Raphael Martinho) e Dudu Vieira (Caio Rangel); Rodolfo, Zé Roberto e Minho (Vinícius Kiss). Técnico: Milton Mendes.
Vitória/BA: Martín Rodríguez; Van, Everton Sena (Zé Ivaldo), Ramon e Capa; Baraka (Caicedo), Léo Gomes e Marciel (Ruy); Felipe Garcia, Wesley e Anselmo Ramon. Técnico: Carlos Amadeu.
_____________

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Primavera vence o Vitória e se garante na segunda fase

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a última rodada do Grupo 15 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o lotado Estádio Ítalo Mário Limongi viu o duelo do Primavera contra o Vitória da Bahia. Um ainda lutando pela classificação e o outro só de boa depois das duas vitórias conquistadas nos dois primeiros compromissos.

De forma até surpreendente o Globo derrotou o Atibaia na preliminar e a situação da chave era a seguinte: o Fantasma jogava pelo empate para conseguir a classificação, enquanto o Falcão torcia por uma goleada baiana por cinco gols de diferença pra ser o segundo colocado da chave.


Esporte Clube Primavera (sub-20) - Indaiatuba/SP


Esporte Clube Vitória (sub-20) - Salvador/BA


Os capitães do Fantasma e do Leão junto ao quarteto de arbitragem

Debaixo de sol forte, a partida começou bastante equilibrada e ficou claro que a chance do Vitória aplicar uma goleada monstro era algo bastante improvável. O Primavera entrou em campo atuando de forma segura e seus atletas jogaram de igual pra igual contra a forte base do Leão.

Se a rapaziada do Atibaia não estava tão confiante nas arquibancadas, a esperança se esvaiu de vez aos 16 minutos, quando Cleisson completou de cabeça um cruzamento da direita e abriu o marcador a favor do onze paulista. A partir daí pouca coisa aconteceu durante o tempo inicial.


O camisa 5 Hebert cabeceando sob o olhar atento dos atletas do Primavera


Disputa ferrenha da pelota dentro da área local


Wellison (6) sofrendo com a marcação firme do camisa 2 Patrik

No tempo final fui até a parte coberta do estádio, fugindo gloriosamente do impiedoso astro-rei e dali vi 45 minutos de pouca emoção. Os baianos tiveram mais posse de bola e chegaram a levar certo perigo para a meta defendida pelo goleiro Iago, só que todos os ataques foram neutralizados pelos defensores locais.

O Primavera chegou poucas vezes dentro do campo de defesa rubro-negro, e quando isso aconteceu, a bola nem na direção do gol foi. Um triunfo do Fantasma pela contagem mínima era bom pro Vitória pois não fazia o time perder a primeira colocação da chave e bom pros paulistas pois garantia a classificação. Como estava bom para ambas as partes, nada foi alterado.


O Vitória tentou chegar ao empate no tempo final, só que o Primavera se defendeu bem


Patrik chutando em direção a gol do Fantasma


Zagueiro baiano afastando o perigo

O resultado final de Primavera 1-0 Vitória classificou o Fantasma pra enfrentar o Vila Nova na segunda fase, enquanto os baianos pegam o Ituano. Se a rodada não foi assim nenhuma Brastemp, pelo menos serviu - e isso tá bom demais - pra colocar mais um time na Lista, o de número 673.

Sai correndo da casa primaverina, afinal, o ônibus que me traria de volta à capital sairia da rodoviária às 18 horas em ponto. Fiz a viagem de volta junto com o amigo Mário na boa, mesmo com duas crianças que gritaram durante TODO o trajeto. Destaque para as mães que deixaram o circo pegar fogo sem moverem um dedo sequer.

Fechando com chave de ouro a cobertura do JP na primeira fase da Copa São Paulo, na quarta-feira fui até Taboão da Serra acompanhar outra decisão de vaga com mais um time novo na Lista, o sétimo em uma semana.

Até lá!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Corinthians e Vitória ficam no zero pela Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de dois dias na paz (até demais), na tarde de quarta-feira fui acompanhar de perto um jogo genial pelas quartas-de-final da Copa do Brasil sub-17. No imponente gramado da Arena Corinthians, pela primeira vez a molecada do Corinthians desfilou recebendo o Vitória no primeiro duelo que definirá um dos semi-finalistas do certame. O insólito local tornou a peleja imperdível.

Mesmo tendo sido marcado para um dia útil, mais de 11 mil pessoas foram até a cancha alvinegra. Com o elitismo e os ingressos tão caros do time profissional, muitos torcedores do alvinegro não tem mais nenhuma oportunidade de verem seu clube do coração de perto. Por isso que a chance de visitar o estádio construído em 2014 não pode ser desperdiçada de forma alguma.

Cheguei na Arena de boa e essa foi a segunda partida que acompanhei ali de dentro de campo (o primeiro foi o 2x1 contra o Cruzeiro pela Copa São Paulo de 2016). Assim como disse daquela vez, é genial pisar no gramado da abertura da última Copa do Mundo, e é muito bom lembrar que eu estava presente naquele inesquecível Brasil x Croácia. Não podia perder essa chance de forma alguma.


O Corinthians posou para a foto oficial com aquele monte de gente que sempre atrapalha a imagem. Mas pelo menos fizeram a foto, algo que o Vitória não se dignou a fazer


Capitães das equipes e quarteto de arbitragem

Falando sobre a campanha das duas agremiações na edição atual da Copa do Brasil, o Corinthians, atual campeão, eliminou o Londrina na primeira fase e o Grêmio na segunda. Os dois compromissos com o mando de campo foram realizados na Arena Barueri. Já o onze baiano eliminou o Santa Cruz e o Botafogo do Rio. Agora nas quartas-de-final o equilíbrio de forças é bastante grande.

Talvez por conta de todo esse equilíbrio o jogo não tinha sido dos melhores. O Corinthians quis aproveitar o apoio da massa alvinegra para tentar ficar em vantagem no duelo. Os locais chegaram com perigo poucas vezes. Primeiro num cruzamento da esquerda que o goleiro tirou da cabeça de Rafael Mascarenhas. Depois, Gustavo Mantuan teve dois ótimos momentos. Um quando ele recebeu passe da esquerda, driblou o zagueiro e chutou cruzado. A bola tirou tinta da trave. Em outro momento do camisa 10, ele finalizou do bico da área e mais uma vez a pelota passou perto. O Vitória teve apenas um grande momento quando David recebeu na direita e chutou forte. O goleiro Mattos foi bem e mandou pela linha de fundo.

No tempo final a pressão mosqueteira foi ainda maior, mas chance de gol de verdade mesmo não teve. Os locais chegaram várias vezes dentro da área rubro-negra só que todos, absolutamente todos os chutes não tiveram nenhuma direção. O único momento em que Endrio teve trabalho foi numa falta que Renatinho cobrou da esquerda. A bola pegou um efeito inesperado e entraria no ângulo, porém o arqueiro fez grande intervenção. O legal foi que, apesar do grande número de gols perdidos, a torcida não deixou de apoiar a molecada da casa uma vez sequer.


Finalização corintiana bloqueada por defensor do Vitória



Dois ataques alvinegros pela esquerda durante o primeiro tempo


Zaga baiana afastando escanteio cobrado dentro da área


Endrio mandando pela linha de fundo a maior chance do Corinthians no tempo final


Bola sendo alçada dentro da área visitante

O placar de Corinthians 0-0 Vitória/BA faz com que o time baiano jogue por uma vitória para ficar entre o quatro melhores da competição. O Mosqueteiro joga por um empate com gols ou uma vitória simples. Nova igualdade sem gols leva a decisão para a marca de cal. Pensando no critério de gols fora, o 0x0 não é tão ruim assim jogando em casa.

Peguei o caminho da roça já pensando na cobertura do dia seguinte. Peleja de estreia de um novo campeonato criado pela CBF em 2017 e que já faz parte dos preferidos da casa. Fui praticamente "obrigado" a prestigiar o genial certame.

Até lá!

© 2018

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sem sustos, Red Bull vai para a terceira fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Para quem achava que as rodadas duplas da Copa São Paulo de Futebol Junior haviam acabado, a FPF reservou uma grata surpresa na segunda fase: dois dias seguidos com dois jogos seguidos no mesmo estádio, começando pela cidade de Jundiaí na terça-feira. Se os duelos não eram nenhuma Brastemp, o lance era ver 180 minutos de futebol em cada data.

Iniciei os trabalhos no Estádio Jaime Cintra com o encontro entre Vitória da Bahia e Red Bull Brasil. O onze baiano terminou a primeira fase como líder do Grupo 12, à frente de Atlético/GO, ABC e Atibaia e o Red Bull foi vice-líder do Grupo 11, atrás de Paulista e na frente de Joinville e Vitória da Conquista.


Esporte Clube Vitória (sub-20) - Salvador/BA


Red Bull Brasil (sub-20) - Campinas/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

tinha visto o onze campineiro na goleada contra os catarinenses na fase inicial e a impressão foi a melhor possível. E o Toro Loko começou a peleja disposto a confirmar minha perspectiva de uma boa apresentação. Luan criou a primeira grande chance aos 10 minutos e aos 13 Rodrigo chutou de longe e inaugurou o placar. A pelota ainda desviou na zaga e enganou o arqueiro baiano.

Mesmo com a vantagem, os paulistas não diminuíram o ritmo e quase chegaram ao segundo gol pouco depois com o mesmo Rodrigo. O Vitória não conseguiu nem passar do meio de campo e deu sorte de ver o placar "só" com 1x0 contra quando o intervalo chegou. Pra variar, o sol estava castigando a todos, porém no segundo tempo a coisa piorou e o bafo foi ainda maior.

A temperatura altíssima acabou comprometendo a ação das duas agremiações nos últimos 45 minutos e a partida caiu bastante de produção. Pouco aconteceu e os 22 atletas no gramado estavam torcendo mesmo pro árbitro encerrar o tempo regulamentar. Eu também, obviamente.


Rodrigo, camisa 18 do Red Bull, foi o atacante que mais levou perigo à meta baiana


Chute de longe no ataque paulista


Comemoração dos atletas do Red Bull pelo gol de Rodrigo


No tempo final as defesas prevaleceram aos poucos inspirados ataques


Zaga do Vitória corta ataque campineiro


Uma rara boa investida ofensiva dos paulistas no final da partida

No fim, o Vitória 0-1 Red Bull colocou os campineiros na terceira fase da Copa São Paulo pela terceira vez em todos os tempos (as outras foram em 2012 e 2016) para jogar contra o vencedor do jogo de fundo no Jaime Cintra.

Até lá!

© 2018

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Palmeiras se recupera e sai da lanterna do Brasileiro

Fala, pessoal!

Até a última quarta-feira já contabilizava na minha lista 127 jogos vistos in loco válidos pelo Campeonato Brasileiro. De todos eles, foram 10 equipes jogando como mandantes, de Corinthians a Náutico, de Portuguesa a Grêmio. Mas em todos os meus anos nesta indústria vital, nunca tinha visto um jogo do Palmeiras nessa competição.

Na quinta resolvi encerrar essa escrita e fui até o Estádio Paulo Machado de Carvalho para o confronto do alviverde contra o Vitória pela 24ª rodada do certame. Essa foi a primeira partida do clube centenário depois do massacre de 6x0 que sofreu em Goiás no domingo anterior.

Embora na lanterna e no sufoco, o time paulistano tinha na história sua grande aliada para conquistar os três pontos. Com uma dica do amigo Vítor Dias, verifiquei que o Vitória simplesmente NUNCA venceu um jogo de Brasileiro como visitante contra os quatro grandes de São Paulo.

Isso mesmo, contando de 1971 pra cá, o rubro-negro baiano jogou 61 vezes contra Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos como visitante e nunca saiu-se vitorioso. O terrível retrospecto conta com 16 empates e 45 derrotas. E na 62ª chance, não foi dessa vez que a longa escrita foi quebrada.


Saída temerosa do goleiro Deola no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

O Vitória jogou mal e não foi páreo para o aplicado time palmeirense. Mesmo com uma equipe distante demais da sua centenária trajetória, o Palmeiras se recuperou na boa e venceu sem maiores percalços. No primeiro tempo o zagueiro Lúcio fez 1x0 de cabeça aos 25 minutos.


Mais uma tentativa do Vitória dentro da área local. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o time ampliou num golaço que teve a participação de Cristaldo, Bernardo e Henrique. Comandado pelo instável valdívia, o triunfo foi tranquilo. Nas arquibancadas, Matheus "Renato Russo" Trunk vibrou a cada dividida dos atletas palestrinos.


Valdívia dando uma descansada na linha lateral. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Palmeiras 2-0 Vitória marcou o primeiro resultado positivo do alviverde por dois gols de diferença desde o longínquo 10 de maio. Naquela data, o Goiás foi derrotado pelo mesmo placar. Com os três pontos o time pulou para a 17ª posição, mas ainda ocupa um incômodo lugar na zona de rebaixamento.

Depois do jogo encontrei o sumidaço Nílton, o eterno campeão de botão do Rio Grande do Norte, e o Luiz. Também com a presença do Ricardo Espina, subimos na boa até a Rua da Consolação para dali seguirmos até nossos lares. A meia hora com os amigos foram infinitamente melhores do que os 90 minutos da peleja...

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Jogo meia-boca e triunfo do Vitória contra o Juventus pelo Grupo Y

Opa,

O jogo de fundo da primeira rodada do Grupo Y reuniu duas equipes com bastante tradição na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Juventus, campeão em 1985 e vice em 1989, 1990 e 2000, enfrentou o Vitória, terceiro colocado em 1993 e time com grande trabalho na base.


CA Juventus (sub20) - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC Vitória (sub20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.

Na história da Copinha essa foi a terceira vez que paulistas e baianos se enfrentaram. Cada um somava uma vitória (2x1 para o Juventus em 27 de novembro de 82, valendo pela edição de 83, e 1x0 para o rubro-negro em 12 de janeiro de 1994). O "desempate" seria disputado no molhado gramado do Estádio Antônio Soares de Oliveira.


Trio de arbitragem junto com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Acabamos vendo um jogo bastante truncado e com poucas oportunidades reais de gol. Durante toda a peleja a chuva fez parte do cenário e isso atrapalhou um pouco o futebol dos dois times. Para a sorte do time nordestino, o Juventus cometeu pênalti logo no décimo minuto.


Primeiro gol do jogo foi marcado por Wellington em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.

O camisa 10 wellington telegrafou a cobrança e por muito pouco o arqueiro grená não fez a defesa. Com a vantagem mínima, o rubro-negro teve mais tranquilidade para jogar. O Juventus era afobado na troca de passes e nas raras finalizações, com isso o jogo chegou ao intervalo ainda com o solitário gol baiano.


Ataque do Vitória pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Zaga baiana cortando cruzamento grená. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o Moleque Travesso voltou mais perigoso e levando perigo em jogadas pelas laterais. Só que como estamos acostumados a ver, o toque final era falho. O Vitória ficou um bom tempo apenas se segurando na defesa até resolver botar as manguinhas de fora a partir do vigésimo minuto.


Investida juventina no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Uma das várias confusões entre atletas do Juventus e do Vitória no jogo. A peleja estava em clima quente. Foto: Fernando Martinez.

E foi num rápido contra-ataque que o escrete nordestino liquidou a fatura. Guilherme marcou aos 24 e decretou a primeira derrota do time da Mooca na edição 2014 da Copa São Paulo. O placar de Vitória 2-0 Juventus deixou o rubro-negro na vice-liderança da chave, atrás do Flamengo apenas no saldo de gols.

Molhado, com fome e esgotado fisicamente após quatro jogos em nove horas, voltei para casa para um bom banho e uma sensacional noite de sono que colocou parcialmente a mente no lugar. Precisava disso, pois no dia seguinte já voltei ao batente para ver um jogo do único time estrangeiro na Copinha desse ano... Não tinha como perder isso!

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Portuguesa e Vitória ficam no empate no Canindé

Opa,

Domingo passado fui mais uma vez ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para um joguinho da Portuguesa no Campeonato Brasileiro, agora contra o Vitória da Bahia válido pela 30ª rodada. Depois de quebrar minha sequência pessoal de 10 partidas vistas na sequência no Canindé no confronto contra o Goiás, o retorno era obrigatório.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Contando apenas pelejas pela principal divisão do nacional, a Portuguesa se tornou freguesa dos baianos nos últimos 17 anos. De 1996 pra cá foram 13 confrontos e o time paulista venceu o rubro-negro apenas uma vez, por 3x2 na edição 1991 do certame, sendo derrotada sete vezes. Bizarro é que isso acontece apenas na Série A, pois na Série B, aonde o duelo aconteceu cinco vezes de 2005 até 2011, a Lusa não perdeu nenhuma.


Abraço simbólico entre os atletas, ato que aconteceu nos 10 jogos da 30ª rodada do Brasileirão 2013. Foto: Fernando Martinez.

Na quente noite do domingo, 3.687 torcedores pagaram ingresso mas não viram uma atuação de encher os olhos por parte do time local. Na maior parte do tempo o futebol apresentado lembrou o horrendo período rubro-verde no primeiro turno. O Vitória se aproveitou e chegou ao primeiro gol aos 18 minutos. O setor ofensivo armou bela jogada que terminou com o chute de Luís Cáceres.


Ataque lusitano pelo alto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo foi fraco e terminou com a vantagem parcial para os visitantes. No segundo a Portuguesa melhorou um pouco, mas cometeu um erro que por pouco não se tornou fatal: deixou o setor defensivo vulnerável aos contra-ataques baianos.


O mito Sardinha, a entidade que vive apenas dentro do estádio lusitano, em mais um momento de tranquilidade e muita serenidade nas arquibancadas. Foto: Fernando Martinez.

Sem exagero nenhum, o Vitória perdeu dois gols que podem facilmente ser classificados como "imperdíveis". O amigo Mílton, sempre atuando como uma espécie de profeta soltou que "essas oportunidades fariam falta". Dito e feito. Num dos primeiros ataques perigosos da Lusa a bola foi cruzada da direita e a zaga visitante falhou. Ligado no lance, Moisés se aproveitou e encheu o pé para deixar tudo igual no marcador aos 17 minutos.


Ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O empate fez com que o jogo ficasse ainda mais aberto e vimos mais uma série de chances desperdiçadas pelo Vitória. Embora a Lusa também tenha perdido algumas, no fim o empate não foi nada trágico para o time paulista. O resultado de Portuguesa 1-1 Vitória deixou os baianos na sétima posição com 44 pontos e o rubro-verde com 38, na 13ª.

No domingo agora a Portuguesa poderia ter mais uma chance de se afastar do Z4 jogando dentro dos seus domínios. Pena que a tacanha diretoria tenha novamente vendido o mando e levado o jogo contra o Flamengo para a cidade de Fortaleza (!). A alegação oficial é que no Ceará a renda será maior. Mas vem cá, se o problema é a renda, por qual motivo não fazer o jogo no Pacaembu cheio de flamenguistas? Não seria uma forma de prestigiar os sócios-torcedores do time? Perguntas que, como sempre acontece pelos lados do Canindé, ficarão sem resposta.

Até a próxima!

Fernando