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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nacional vence Guarani fora de casa!

Olá pessoal,

Pelo título alguns até poderiam imaginar se tratar de um jogo entre os tradicionais Guarani de Campinas e Nacional de São Paulo, mas na verdade, na última quinta-feira a tarde fui assistir o embate entre Guarani de Pouso Alegre e Nacional de Uberaba, válido pelo Campeonato Mineiro da 2ª divisão. Esta é a primeira vez no ano que temos um post deste campeonato, sendo que isso se explica pelo fato do mesmo somente começar no final do ano. Infelizmente é um campeonato de tiro curto, que se fosse mais longo certamente teria mais atenção, principalmente pela quantidade de equipes que não aparecem na "grande mídia".

Vale ainda ressaltar que esse "jogo perdido" foi realizado no Estádio Cel. Erasmo Cabral, na cidade de Santa Rita do Sapucaí, pois o estádio de Pouso Alegre ainda não possui todos os laudos exigidos para sediar uma partida de futebol profissional. Mas antes do jogo vamos as fotos das equipes que são de exclusividade do JP.


Guarani FC - Pouso Alegre/MG. Foto: Victor Minhoto.


Nacional FC - Uberaba/MG. Foto: Victor Minhoto.


Capitães das equipes, árbitro Emerson Almeida Ferreira e assistentes Marley Leite da Silva e Cinthia Mara da Silva (que são mãe e filha). Foto: Victor Minhoto.

Como as duas equipes vinham de derrota na primeira rodada, o "grande" público de 22 pagantes estava animado com a possibilidade dos dois quadros entrarem em campo com o objetivo da vitória. Até que isso aconteceu, e os dois lados apresentaram muita vontade, porém a técnica ficou um pouco de lado. O que se via era muita briga no meio de campo e o Guarani tentando chegar a seu gol por meio de cruzamentos pouco eficientes.

Como o Nacional se mostrava levemente superior nos quesitos técnica e tática, em um bom contra-golpe aos 9 minutos do primeiro tempo, o camisa 10 Ratinho recebeu um belo passe da direita que deixou o goleiro adversário vendido, e apenas teve o trabalho de tocar para o fundo da meta verde e abrir o placar em favor da quadro alvinegro.


Dura disputa de bola na 1ª etapa. Foto: Victor Minhoto.

Esse gol deixou a equipe do triângulo mineiro mais a vontade na partida, já os locais começaram a demonstrar um certo nervosismo e, com isso, buscavam o empate na base de longos lançamentos e "chuveirinhos" que apenas serviam para consagrar a defesa adversária. Assim, sem maiores emoções, transcorreu todo o primeiro tempo.


Equipes prontas para o início do 2º tempo com o pequeno público ao fundo. Foto: Victor Minhoto.

No intervalo, devido ao grande calor saí de dentro do campo e fui me acomodar na arquibancada, mas antes passei pelo bar e pedi um refrigerante e um pastel, mas para minha surpresa o "pastel" nada mais era senão um empanado de carne. Ainda tentei argumentar com a responsável legal pelo estabelecimento, porém a mesma não demonstrou nenhum conhecimento técnico do conceito de pastel, mas como a fome estava apertando acabei fazendo um acordo extra-judicial e fui me acomodar para acompanhar a segunda etapa.


A equipe alvinegra começou a 2ª etapa pressionando o adversário. Foto: Victor Minhoto.

O segundo tempo se iniciou com o Nacional melhor em campo e levando perigo a meta adversária. Como se via, o segundo gol era questão de tempo, e veio aos 15 minutos. Em outro contra-ataque bem articulado o zagueiro Ricardo Brito, camisa 3 do Guarani, fez uma falta por trás nas proximidades de sua área, o resultado foi sua expulsão. Marcelo, o outro camisa 3, agora do Nacional, cobrou a falta com muita categoria e colocou a bola no canto esquerdo baixo da meta dos locais, estava decretado o segundo gol no placar.


Em bela cobrança de falta Marcelo faz o segundo gol do Nacional. Foto: Victor Minhoto.

Após esse momento imaginei que os visitantes poderiam até mesmo chegar a uma goleada, mas a verdade é que a equipe se acomodou, e essa atitude teve um preço. Aos 25 minutos, depois de um cruzamento despretensioso, a zaga do triângulo permitiu que o camisa 18 do Guarani, Ricardo Batista, subisse sozinho e escorasse a bola para o gol, diminuindo o marcador.


Em mais uma boa oportunidade, o ataque do Nacional cabeceia a bola rente a trave adversária. Foto: Victor Minhoto.

A partir desse momento o que se viu foi uma injeção de ânimo na equipe do Sul de Minas, é bem verdade que na base da raça, mas esse empenho quase foi premiado com o empate. Aos 36 minutos Kelson, camisa 4 do Nacional, fez uma falta violenta na entrada de sua área, o que causou sua expulsão. Na cobrança, o arqueiro alvinegro rebateu a bola para cima e o centroavante do Guarani, mesmo livre de marcação e com o gol aberto, escorou a bola para fora, desperdiçando a melhor oportunidade de empatar a partida.

A partir desse momento nada mais de importante aconteceu e o jogo terminou mesmo em Guarani 1x2 Nacional. Apesar das equipes não apresentarem um grande futebol na parte técnica e tática, talvez pelo fato do campeonato estar apenas começando, a partida valeu pelo empenho das equipes.

Até a próxima,

Victor

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Mineiro 2ªdivisão: Extrema 2-3 Nacional de Uberaba

Opa,

Ontem, no que pode ter sido o último jogo de 2005, fui sozinho de ônibus para a cidade de Extrema acompanhar mais uma rodada decisiva do Hexagonal Final da Segunda Divisão Mineira. O jogo em questão foi entre o já habitué do JOGOS PERDIDOS, Extrema FC contra o Nacional FC de Uberaba. Valeu para colocar o Naça na minha lista e completar 47 times novos nesse ano que se finda. Um número que não atingia desde 2001, quando a minha Lista ainda era bem fraquinha.

Pena que tenha sido uma epopéia para chegar lá. Por causa de uma informação errada da Viação Cambuí, tive que esperar e pegar um ônibus de outra companhia e descer no meio da estrada, até chegar a Rodoviária de Extrema. Pelo menos serviu para testar esquemas alternativos até lá. Cheguei bem cedo, e esperei um bonde passar na rodoviária (que acabou não passando). Depois fui ao Estádio Sebastião Comanducci para já arranjar esquema e tirar as fotos dos times posados:


Extrema FC - Extrema/MG. Foto: Fernando Martinez.


Nacional FC - Uberaba/MG. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes junto com o quarteto de arbitragem em Extrema. Foto: Fernando Martinez.

Por se tratar de um jogo que vale vaga no Módulo II no ano que vem, desde o começo todos esperavam uma grande partida, com o Extrema defendendo uma série fantástica de 20 jogos invicto. Mas no começo, quem tomou conta da partida foi o time do Nacional, que com um ataque que jogava dentro da área do Extrema, perdeu dois ou três gols já nos dez minutos iniciais.

Tanta pressão resultou num golaço para o time de Uberaba. Numa jogada pela direita e num cruzamento preciso, o atacante nacionalino marcou, de voleio, o primeiro gol para os visitantes, sem nenhuma chance para o goleirão do Extrema.


Detalhe do jogo entre Extrema e Nacional com a belíssima paisagem ao fundo. Foto: Fernando Martinez.

Com um a zero contra, o Extrema acordou e logo aos treze minutos chegou ao empate, numa boa jogada trabalhada do seu ataque e com o gol marcado após cruzamento da direita também. Depois do empate, o Extrema teve três chances ótimas para virar o placar, mas não o fez. Depois dos vinte minutos o jogo ficou muito truncado no meio, e só foi melhorar no finalzinho dessa primeira etapa.

Em três lances o Extrema voltou a dominar a partida. Nos dois primeiros não teve sorte, mas no terceiro conseguiu chegar ao seu segundo gol, e virar a partida para dois a um, aos quarenta e dois minutos. O Nacional ainda teve duas chances imperdíveis (uma aos quarenta e cinco minutos e outra um minuto depois) para empatar, mas não foi feliz e o jogo foi para o intervalo com a vantagem do time da casa.



Duas fotos que gostei bastante: No alto um ataque perigoso do Nacional na primeira etapa com o zagueiro do Extrema acompanhando o lance. Abaixo, mais um ataque do Naça e uma bola dividida com outro zagueiro. Fotos: Fernando Martinez.

Depois de algumas zanzadas pelo gramado no intervalo, fui esperar pelo segundo tempo de novo atrás do gol das árvores. Pena que hoje escolhi os gols errados. Logo no reinício do jogo, o Nacional aproveitou uma bobeira da zaga do Extrema e empatou a partida novamente. Com isso os dois times deixaram o jogo bastante aberto.


Escanteio para o Extrema no segundo tempo com o zagueiro do Nacional afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

O Extrema dominou o jogo territorialmente na segunda etapa, mas não chegou a levar tanto perigo ao gol do time de Uberaba. Já o Nacional tentava alguma coisa nos contra-ataques, e num deles meteu uma bola na trave, depois de uma cabeçada despretensiosa do seu atacante. Aos poucos o Extrema foi levando mais perigo ao gol do Naça, e numa jogada aos vinte e oito minutos, aconteceu o lance-chave da partida.

O técnico Marçal, do Extrema, colocou o jogador Foguinho em campo, buscando um melhor desempenho do seu ataque. E justo ele atrapalhou o time. Numa falta cobrada pela direita, depois de uma cabeçada que ia entrando para o gol, ele tentou cabecear a bola para garantir que ela entraria. Pena que não só ela não entrou, bateu na trave, como ainda ele ainda estava em impedimento. Se ele não tocasse na bola, teria sido gol e sem impedimento.


Detalhe do lance-chave da partida: notem a bola na hora em que o atacante do Extrema a cabeceia. O número 18, Foguinho, está impedido e com isso invalidaria o gol que faria o Extrema passar à frente do marcador de novo. Foto: Fernando Martinez.

E para azar do Extrema, três minutos depois, numa bobeada geral da zaga e oportunismo dos atacantes do Nacional, o time de Uberaba virou de novo a partida e marcou três a dois no placar. Depois o time recuou de vez e permitiu um domínio etéreo do time do Extrema. Sem muita objetividade o time se lançou ao ataque, mas chance real de gol que é bom nada. O jogo seguiu assim até o final e o placar não foi mais alterado.


Mais um ataque desesperado do Extrema no final do jogo. A invencibilidade foi perdida em casa! Foto: Fernando Martinez.

No final o jogo ficou: Extrema 2-3 Nacional de Uberaba. A primeira derrota do Extrema como profissional, e justamente em casa. Agora, o acesso que parecia certeza fica ameaçado com os dois jogos fora que o time vai fazer. Vamos esperar para ver o que acontece. Já o Nacional ainda mantém vivas as chances de acesso.

Depois foi só voltar para a Rodoviária, ficar 'de cara' (como dizem os amigos do Sul) com algumas coisas acontecidas por lá e voltar para São Paulo com muita, mas muita chuva na estrada. Mas valeu! Após 192 jogos vistos no ano de 2005, esse pode ter sido o último. Mesmo assim, acho que estou no Top 10 das pessoas que mais viram jogos no estádio nesse ano por aqui. Digno para o Guinness Livro dos Recordes.

Até mais

Fernando