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segunda-feira, 23 de julho de 2007

Honduras vence o clássico da América Central

Olá, amigos!

Depois de acompanhar o jogo da manhã no Maraca, segui de carro com o Fernando para Campo Grande, onde encontramos o Emerson. Chegar foi bem fácil, a sinalização eficiente e, o caminho, praticamente uma reta. O problema, como tem sido comum, foi estacionar. Para nossa sorte, havia um terreno baldio nas proximidades. Para nosso azar, o terreno já havia sido descoberto por um maluco, que colocou uma faixa na cerca, e uma plaquinha com o preço, e resolveu cobrar pela utilização de um espaço que nem público era...Coisas do Pan no Brasil.

Bom, a partida que acompanhamos colocou frente a frente as seleções de Costa Rica e Honduras, pelo grupo da seleção brasileira. Com as duas seleções praticamente eliminadas, os poucos torcedores remanescentes da preliminar se surpreenderam com a movimentação do jogo.


Bola disputada no primeiro tempo da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

E os gols não tardaram a sair. quem abriu o placar foi a seleção da Costa Rica, e por uns minutos houve a impressão que a vitória seria fácil: após uma jogada da esquerda, a bola sobrou para o atacante bater de chapa, da direita, no canto oposto do goleiro. Mas o empate hondurenho não tardou, e veio através de uma cobrança de pênalti convertida com bastante segurança.


Lance do gol de empate hondurenho. Foto: Estevan Mazzuia.

O empate despertou uma nova seleção, e Honduras fez por merecer a virada, que aconteceria ainda no primeiro tempo, em um daqueles gols que o atacante entra com bola e tudo depois de se esticar para escorar um cruzamento.


Johnny Leveron faz 2 a 1 e vira a partida para Honduras. Foto: Estevan Mazzuia.

No intervalo da partida aproveitamos para conversar com nosso amigo Júlio, filho do ex-árbitro Luís Carlos Félix, e com o trio brasileiro que havia trabalhado na preliminar Argentina x Colômbia. Todos estiveram também no jogo entre EUA e Venezuela, que também teve nossa cobertura. E ainda pudemos acompanhar um pouco o trabalho da imprensa estrangeira, que fazia a transmissão ali, no meio da arquibancada.


Eu, ao lado de Paulo César de Oliveira, Hilton Rodrigues e Héber Lopes, todos muito simpáticos com a turma do JP. Detalhe do narrador da rádio costa-riquenha. Fotos: Fernando Martinez e Estevan Mazzuia.

O segundo tempo foi um jogo mais morno e apesar de ter tido um jogador expulso, os costa-riquenhos tiveram duas chances reais de marcar o empate. Honduras teve uma chance, mas também não converteu.


Ataque da Costa Rica na etapa complementar. Foto: Estevan Mazzuia.


Lance na lateral durante a etapa final da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Como não havíamos dormido, aproveitamos o marasmo da etapa final para nos posicionarmos de forma e relaxar um pouco mais, e flagrei o Emerson e o Fernando pescando demais. Coisas que só a embriaguez do sono pode justificar

O jogo chegou ao seu final sem novidades: Costa Rica 1-2 Honduras, e a desclassificação de ambas das semifinais. Saímos de Campo Grande rasgando, e descobrimos um fantástico atalho para a Dutra, através de Seropédica. Foram 20 quilômetros de buracos e lombadas, e economia de um pedágio.

Assim, chegou ao fim a cobertura JP do futebol no Pan. Foi uma grande honra para todos nós fazer essa cobertura, esperamos que o Brasil possa sediar outros eventos desse porte, mas que primeiro sejam solucionados os tantos milhões de problemas socias que foram esquecidos durante esse 16 dias de jogos.

Abraço a todos

Estevan

Argentina completa seu fiasco no Pan

Buenas!

Continuando a saga do JP no Pan, enquanto o Estevan e o Fernando foram ao Maraca, eu segui destemido via trem e ônibus até o Miécimo da Silva, no bairro de Campo Grande, para acompanhar a partida Argentina x Colômbia.

Como essa era a terceira partida da Argentina que eu veria no Pan, já sabia de anti-mão que não poderia esperar muito por partes dos "hermanos", pois a equipe sub-17 enviada para o Pan era muito fraca. Como ainda não tinha visto a Colômbia jogar, ainda tive a esperança de ver algo de bom em campo.


Vista geral do belo Estádio do Complexo Miécimo da Silva. Equipes entrando em campo. Fotos: Emerson Ortunho.

Tão logo o jogo começou, eu já pude notar que nada iria sair dali. Numa partida truncada, com duas equipes perdidas em campo e pouquíssimas jogadas de gol, eu vi o primeiro tempo se arrastar e terminar como começou, sem abertura de contagem e sem nenhum lance que valesse destaque.


Argentino tenta marcar o jogador colombiano. Foto: Emerson Ortunho.


Ataque da Colômbia no primeiro tempo da partida. Foto: Emerson Ortunho.

No intevalo, conversei um pouco com torcedores argentinos e pude falar um pouco de espanhol com o tradicional sotaque portenho, e vale ressaltar que a torcida Argentina estava no meio da brasileira e transitou sem problemas pelo Miécimo, inclusive entrando nas brincadeiras e tirando fotos com os brasileiros, valeu o espírito fraterno, ou "hermano", como queiram.


Um dos poucos ataques da Argentina na partida. Fotos: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, a Argentina procurou um pouco mais o jogo, mas as limitações da equipe eram latentes, e a Colômbia por sua vez, não queria nada com nada. Assim, o segundo tempo também se arrastou sem abertura de contagem e sem emoção nenhuma.


A equipe argentina tenta sair para o jogo. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Argentina 0 x 0 Colômbia. Duas seleções merecidamente desclassificadas, já que não apresentaram nada de bom no Pan. É uma pena as federações de futebol terem relegado a esse ponto os Jogos Pan-americanos. Depois continuei no Miécimo para a segunda partida do dia, já com a presença do Estevan e do Fernando.

Abraços!

Emerson

JP no Maracanã para um clássico norte-americano

Fala povo!

Como disse no final da semana passada, o último sábado reservou a minha última viagem ao Rio de Janeiro para curtir o Pan 2007. E a minha última missão por lá era matar a última seleção que faltava de todas que jogaram o Pan. Mas antes dessa missão, consegui uma brecha na programação dos jogos para corrigir um erro histórico e ver pela primeira vez uma partida de futebol num dos estádios com mais história no mundo, o Maracanã. A viagem foi na correria, e tive a companhia do Emerson e do Estevan.

É, ainda não tinha tido o prazer desequer entrar no ex-Maior do Mundo, mas quando organizei a programação e vi que tinha como ver um jogo lá, na hora arrumei tudo. Junto comigo, o Estevan e o amigo Cláudio Burger, um vizinho do Maraca, estiveram no jogo entre México e Estados Unidos. E matar o estádio com um jogo desses, raro em terras sulamericanas, é melhor ainda.


Entrada do Estádio do Maracanã, todo arrumado para o Pan 2007. Foto: Fernando Martinez.

Graças a um trânsito monstro no Rio, chegamos no estádio em cima da pinta para curtir o jogo. De forma tranquila entramos lá. Quem já entrou no Maracanã sabe disso, mas para os que nunca foram lá registro que a emoção quando vemos o estádio por dentro é algo indescritível. O lugar respira história e é um privilégio ver um jogo lá. Depois da reforma o estádio ficou muito bem arrumado.

Um dos maiores diferenciais em relação à outros estádios no Brasil, tipo o Morumbi por exemplo, é a vantagem de podermos andar em todo o anel inferior, sem a insuportável separação em 517 setores, como vemos no estádio são-paulino. Temos livre acesso a todo anel, podendo ver o jogo com diferentes ângulos. Com um fator ainda melhor, já que ficamos no sábado a menos de dois metros de dentro do campo. É perto demais...


Ataque do México no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Bom, agora falando do jogo, vimos uma decisão de vaga no Maracanã. Os dois times precisavam vencer para buscar a vaga nas semifinais, mesmo dependendo de outros resultados para ser como primeiro desse grupo uo como melhor segundo colocado. Mas no primeiro tempo tivemos um jogo morno por lá. Debaixo de um calor infernal, o México foi melhor, mas não levava um efetivo perigo ao gol dos estadunidenses.


Lance do jogo entre México e Estados Unidos, pelo Pan 2007. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi para o intervalo então sem maiores emoções e com o placar sem a abertura da contagem. Aproveitamos então para chegarmos mais perto da Chama Panamericana, símbolo maior dos XV Jogos Panamericanos do Rio. Pena que todos na cidade só possam vê-la ao entrar no Maracanã, quando a mesma deveria estar visível para toda a cidade. Emocionante também chegar pertinho desse símbolo maior dos jogos. Valeu a pena!


Chama Panamericana, o Fogo Olímpico sendo representado nas Américas. Foto: Fernando Martinez.


Cláudio Burger, Estevan e Fernando perdidos no Maracanã. Foto: Algum transeunte.

De volta para o segundo tempo fomos curtir mais ângulos diferentes do jogo. A partida voltou com o México melhor, e com a equipe buscando de forma mais efetiva a vitória. Mas a defesa dos Estados Unidos não dava espaços para o time verde, e o gol parecia distante.


Tentativa de ataque do México no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas os estadunidenses tiveram dois jogadores expulsos, e isso facilitou bastante a vida dos mexicanos. Aos 27 minutos, num ataque rápido do México, a defesa dos Estados Unidos cometeu pênalti, mas para a tristeza da grande torcida no Maracanã, o pênalti não foi convertido. Mas sem desanimar, dois minutos depois o México abriu o placar com o jogador Rodolfo del Real. Ele entrou na área e tocou na saída do goleiro, fazendo a festa do pessoal que secava o time azul.


Pênalti perdido do time do México. A bola bateu na trave. Foto: Fernando Martinez.


O jogador Rodolfo del Real entra sozinho na área e marca o primeiro dos mexicanos. Foto: Fernando Martinez.

Aos 33 minutos a festa foi finalizada. Em mais um ataque rápido, o jogador Alejandro Esqueda entrou e bateu rasteiro no canto do goleiro dos Estados Unidos. México 2 a 0 e mais festa ainda no Maracanã. Dali até o final do jogo, o time mexicano só administrou a vitória.


Visão geral do jogo entre México e Estados Unidos. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: México 2-0 Estados Unidos. Com esse resultado, o time mexicano chegou aos sete pontos, junto com a Bolívia. Restava então, para a festa ficar completa, a grande vitória do Brasil contra os equatorianos, na partida de fundo. Mas de forma bisonha, a seleção brasileira perdeu de 4 a 2 e caiu fora do Pan 2007, entrando o México como o melhor segundo colocado.

Bom ver que a nossa seleção sub-17 segue a passos largos para amarelar em jogos decisivos, como a seleção sub-20. Vale registar que o Brasil não perdia por dois gols de diferença num Pan desde 1959, e essa foi a quarta derrota em todos os tempos. Vergonha!

Mas depois da classificação mexicana, eu e o Estevan seguimos por um longo caminho até o Complexo Esportivo Miécimo da Silva, para matarmos o time que faltava no Pan.

Até lá

Fernando

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Vitória mexicana no Engenhão

Opa,

Depois do jogo do Brasil, e com o Engenhão quase todo pra mim, graças à torcida brasileira que foi quase toda embora depois de Brasil e Costa Rica, pude acompanhar uma das minhas metas no Pan 2007. Já tinha visto a seleção venezuelana no domingo, mas a seleção mexicana ainda era um time difícil a ser incluído na minha Lista. Então um "clássico" entre México e Venezuela era um dos jogos mais esperados.


México e Venezuela alinhados para o começo de partida no Engenhão. Foto: Fernando Martinez.

Nesse jogo tive a volta da companhia do Emerson e do David vindos de sua rodada dupla no Miécimo da Silva. Mesmo demorando muito tempo para nos encontrarmos no gigante estádio logo pudemos curtir o jogo juntos. Jogo que teve um México começando de forma avassaladora, marcado o primeiro logo aos 2 minutos. Numa grande rebatida na área, a bola sobrou para o camisa 9 Moisés Velasco, que tocou na saída do goleiro.


Logo no começo da partida o México abriu o placar. Foto: Fernando Martinez.

Sem dar muito tempo para a Venezuela, o time da terra do Chaves logo marcou o segundo. Aos 10 minutos, o camisa 9 mexicano Enrique Esqueda chutou pela esquerda e no meio do caminho o camisa 6 Carlos Fernandez da Venezuela foi tirar e coloclou contra suas prórias redes. México 2 a 0 e um bom futebol em campo.


Chance para a Venezuela em perigosa cobrança de falta no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mais depois do gol o México tentou administrar sua vantagem e passou a levar perigo em chances isoladas. A Venezuela, já tendo perdido o primeiro jogo contra os Estados Unidos, tentou renascer na partida. Mas o time é limitado demais e todas as suas investidas no ataque pararam nas mãos do goleiro mexicano.


Detalhe do ângulo que ficamos no final do primeiro tempo, com a visão do placar e da fantástica cobertura do estádio. Foto: Fernando Martinez.

E o jogo seguiu para o intervalo com a vantagem mexicana por 2 a 0. Nesse intervalo fomos degustar mais alguns hot-dogs, a única alternativa de alimentação por lá e diferente do CFZ e do Miécimo, que oferecem uma variedade muito maior de lanches. Mas mesmo assim o lanche caiu como uma luva...

Na volta do segundo tempo, parece que o ânimo dos times foi deixado no vestiário, e as equipes jogaram um futebol fraquinho, fraquinho. Então pudemos passear por todas as dependências do estádio e ver os mais diferentes ângulos do espetáculo.


Ataque do México do segundo tempo, em foto tirada do alto das arquibancadas. Foto: Fernando Martinez.

Uma ventania digna de "E o Vento Levou" pairou no estádio nos 45 minutos finais. Quase caindo de cima, vimos que em qualquer ponto do estádio temos uma grande visão de dentro de campo, e podemos garantir que quem for lá assistir as provas do atletismo estará feito. O David ainda tentou descolar um souvenir para seu sobrinho, mas para tristeza dele nada tinha com o tamanho desejado...


Falta para a Venezuela no segundo tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

E com a única emoção do segundo tempo sendo a queda de energia de um lado dos refletores - que o árbitro não esquentou a cabeça e deixou o jogo rolar mesmo assim - o jogo acabou como estava no primeiro tempo. Final de partida: México 2-0 Venezuela. O México agora disputa o primeiro lugar do grupo contra a Bolivia, substituta do Peru que descobrimos no dia.

Depois do jogo ainda tentamos emendar uma visita à Édson Passos para curtir o jogo do América contra o Jaguaré pela Série C. Mas um atraso monstro no trem que nos levou até lá nos impediu de matar mais um time no dia. Mas sem problema, a nossa missão estava feita! E voltando para a casa do Cláudio para pegar a Belina mágica, ainda curtimos uma bela pizza do mesmo bairro do Maracanã antes de voltar para São Paulo com muito sono e frio. Mas com o sentimento de dever cumprido mais uma vez à flor da pele...

E no sábado ainda teremos mais Pan!

Até

Fernando

Vitória brasileira no Futebol Masculino do Pan 2007

Fala pessoal!

Depois do chocolate brasileiro no futebol feminino, continuei nas imediações do Estádio Olímpico João Havelange para a rodada dupla que aconteceria lá, agora pelo Torneio Masculino de Futebol do Pan 2007. Passeando pela região, pude ver mais uma das gigantescas entradas do estádio. Diferente do que vemos em 99,9% das praças esportivas atuais, a localização das entradas de lá é exemplar, com grandes corredores e muito espaço para as pessoas circularem sem aperto.


Fachada da Ala Oeste do Engenhão. Dá para perceber que temos espaço suficiente para entrada e escoamento de pessoas né? Igualzinho ao que temos no Palestra Itália, Vila Belmiro e Canindé, por exemplo. Foto: Fernando Martinez.

Esse detalhe do espaço e do grande número de entradas e saídas que me chamou a atenção, assim como a Arena Olímpica do Rio já tinha chamado no domingo. Esperamos que qualquer nova praça esportiva seja dessa forma também e que as antigas possam ter algo pelo menos parecido, já que quem ganha com isso é o torcedor.

Bom, mas então estava por lá para ver mais um jogo de futebol. A primeira partida do dia foi entre Brasil e Costa Rica. O time sub-17 do Brasil está muito badalado, e fui ver o que rolava com a equipe. Mas fui mesmo para ver a Costa Rica e reparar um erro de anos, quando perdi a seleção jogando em terras paulistas.


Detalhe do jogo entre Brasil e Costa Rica, pelo Futebol do Pan 2007. Foto: Fernando Martinez.

Devidamente instalado no meu lugar G-7 das cadeiras do Engenhão (ah, todos os lugares são marcados, e todos tem que ficar no lugar marcado no ingresso) vi um bom jogo no primeiro tempo, e que mostrou que o Brasil tem um bom time de futebol. O time começou ameaçando bastante à meta costarriquenha com ataques rápidos e boas chances de gol.

Logo aos 17 minutos o Brasil abriu o placar. Depois de falta pela direita, a bola foi escorada e sobrou para o jogador Maicon tocar e fazer a festa da torcida presente.


Detalhe do primeiro gol brasileiro contra a Costa Rica. Foto: Fernando Martinez.


Visão do Engenhão com grande público para ver Brasil e Costa Rica. Essa visão parece coisa de Copa do Mundo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 23 minutos o Brasil ampliou. Em ótima jogada de todo o ataque, a bola sobra para o camisa 11 Alex que tocou com estilo da entrada da área, sem chances para o goleiro visitante e deixando a torcida mais empolgada ainda. Mas depois do gol, o Brasil se poupou e não teve mais chances efetivas de ampliar o marcador, levando o jogo no 2 a 0 para o intervalo.

Intervalo que teve muita gente entrando atrasada, graças à lerdeza do detetor de metais (um dos poucos pontos negativos do dia). E nesse intervalo muita descontração com o mascote do Pan e uma espécie de futebol argentino tosqueira no gramado.


O mascote do Pan passeando pelo Engenhão e um jogo doido: duas equipes de 20 pessoas cada tinham que fazer um gol com essa bola monstro. Genial! Fotos: Fernando Martinez.

Na volta do segundo tempo, o Brasil voltou não tão inspirado em fazer mais um gol para ampliar seu saldo. O time deixou um pouco a desejar e a partida ficou um tanto quanto monótona. O jogador Lulinha, destaque da seleção canarinho, mostrou que não estava sintonizado no jogo.


Escanteio para o Brasil no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

A Costa Rica tentou até assustar em algumas chances agudas do seu ataque, mas o time é limitado e não assustou a defesa brasileira. Mas a torcida, 22 mil pessoas, não gostou do futebol apresentado pelo time nacional e chegou até a puxar algumas vaias. As maiores emoções no segundo tempo foram os gritos de torcida dos times do Rio e as "Olas" que rolavam lá.


Mais uma chance perdida pelo Brasil no jogo contra Costa Rica. Foto: Fernando Martinez.

No final, o resultado não poderia ser outro: Brasil 2-0 Costa Rica. O time quase se classifica para as semifinais e joga contra o Equador para ser primeiro do grupo. Depois do jogo, quase todo mundo foi embora do Engenhão, me deixando tranquilo para ver mais um jogo genial com mais um time na Lista.

Até lá

Fernando

JP no Pan 2007 em grande goleada brasileira

Fala povo!

Como disse no meu post anterior, depois da rodada da Série B no Canindé na terça à noite, aguardei o Emerson e o David em casa para seguirmos em mais uma "Magical Mystery Tour" até a cidade do Rio de Janeiro para jogos e times novos nos Jogos Panamericanos 2007. E à bordo de uma Belina 1984, fomos seguindo pela Via Dutra em plena madrugada em busca de nosso feito.

Chegamos no Rio cedinho e mais uma vez contamos com a amizade do Cláudio Burger, que é do site Tribuna da Bola, para estacionar a Belina e seguir pela malha ferroviária do Rio até nossos destinos. O Emerson e o David seguiram até o bairro de Campo Grande, enquanto eu desci na Estação Engenho de Dentro para me maravilhar com a visão do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.


Fachada do Estádio Olímpico João Havelange, visto da saída da estação Engenho de Dentro. Foto: Fernando Martinez.

Falar da grandiosidade do estádio e que me senti dentro de um jogo de Copa do Mundo é pouco. Falcatruas à parte, o lugar ficou maravilhoso e de longe, muito longe, é o melhor estádio do Brasil na atualidade. Duvido que alguém consiga superar o que foi feito lá. Bom, e ainda zonzo com tanta grandiosidade fui curtir um jogo do Torneio Feminino de Futebol, entre as seleções do Brasil e do Equador.

Mais do que super favorita, a seleção brasileira tinha a seu favor um grande retrospecto contra as equatorianas, e a goleada era mais do que esperada. As mais de 11 mil pessoas presentes viram uma apresentação perfeita.


Falta para o Brasil no primeiro tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Logo aos 9 minutos o escrete brasileiro abriu o placar, e até o final do primeiro tempo a equipe ainda marcaria mais quatro vezes, em grande atuação da melhor atleta do mundo, a camisa 10 Marta. A única coisa triste foi saber que todas essas atleas tem que jogar fora do país, já que aqui não existe uma liga feminina de futebol. Eita nóis...


Visão geral do Engenhão no primeiro tempo do jogo entre Brasil e Equador. Foto: Fernando Martinez.

Com o placar de 5 a 0 no final do primeiro tempo, a esperança da torcida é que a velha máxima "vira cinco, acaba dez" fosse acontecer lá. E logo aos 2 minutos da segunda etapa a camisa 11 Cristiane fez uma pintura de gol no Engenhão. Ela percebeu a goleira adiantada e de muito longe tocou com estilo encobrindo a atleta equatoriana e levando a torcida ao delírio.


Mais uma chance do Brasil no segundo tempo, buscando os dez gols. Foto: Fernando Martinez.

Jogando sozinha, a seleção não dava espaços às equatorianas e ia massacrando o time azul. O time então marcou mais três vezes, e aos 27 minutos o placar indicava uma virória brasileira por 9 a 0. Aí então surgiu uma coisa que nunca tinha visto: as equatorianas passaram a fazer cera para não levar o décimo. Enquanto o Brasil perdia chances e mais chances, as atletas do Equador caíam toda hora e buscavam trancar o jogo mais e mais.


Zaga do Brasil afasta o "perigo" do ataque equatoriano. Foto: Fernando Martinez.

A avalanche de chances perdidas levava as jogadoras e a torcida à loucura. A pergunta geral era "será que o Brasil não faz o décimo?". Mas no crepúsculo da partida a festa foi completa. A melhor do mundo, Marta, entrou na área e depois de um lançamento longo tocou na saída da goleira. Era o décimo!


Mais uma chance do Brasil no segundo tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Brasil 10-0 Equador. Agora o time brasileiro joga contra o Canadá buscando o primeiro lugar do seu grupo e uma eventual vantagem nas semifinais do Torneio Feminino de Futebol.


Brasil 10-0 Equador: uma grande partida no Engenhão. Foto: Fernando Martinez.

Depois desse jogo, todos tiveram que se retirar do Engenhão, em vista da rodada dupla que aconteceria lá na parte da tarde. E logicamente eu ficaria lá para incluir mais dois times na minha Lista e ver mais um jogo de time brasileiro. Mas isso fica para o próximo post.

Abraços

Fernando

terça-feira, 17 de julho de 2007

Argentina x Haiti no Pan 2007

Olá pessoal!

Continuando a saga do JOGOS PERDIDOS no Pan, enquanto parte da turma foi para o CFZ, eu e Nalva rumamos para o suntuoso Estádio João Havelange, apelidado de Engenhão, onde a idéia era assistir a rodada dupla Brasil x Honduras e Argentina x Haiti.

Bom, como saímos do Riocentro, onde assistimos os duelos de esgrima, tínhamos que utilizar o transporte especial criado para o Pan. E aí veio o sufoco: saímos de lá em um ônibus para pegar uma transferência no Terminal Alvorada, que nos levaria até o Engenhão. Esse ônibus acabou demorando mais do que o previsto, por conta do trânsito criado por algumas barreiras policiais. Assim, chegamos no Terminal Alvorada com o tempo já apertado e aí, para piorar, o ônibus que nos levaria até o Engenhão demorou cerca de 30 minutos, para sair do terminal. Isso porque eles estavam esperando chegar um passe que seria usado como integração no metrô.

Confesso que fiquei abismado com a desorganização, e não acabou por aí: quando o ônibus chegou no pedágio da linha amarela, o motorista foi supreendido com a informação que deveria pagar pedágio... é, não é brincadeira, o ônibus oficial do Pan andando pelo corredor expresso criado para o Pan tinha que pagar pedágio e o motorista não tinha dinheiro. Por fim, após alguns minutos de impasse o cobrador pegou dinheiro das passagens e pagou o pedágio. E finalmente o ônibus oficial do Pan 2007 chegou ao Engenhão.

Com todos esses atrasos e desorganização cheguei na hora do apito final do primeiro tempo da partida Brasil x Honduras. Com isso não falarei dessa partida, já que perdi o primeiro tempo e passei o segundo me acalmando do estresse ocorrido.


Vista geral do Engenhão e pênalti convertido pela seleção brasileira. Fotos: Nalva Carla Povinelli.

Começando a falar da partida de fundo entre Argentina e Haiti, vale primeiro um destaque especial ao Engenhão, o estádio é maravilhoso, não só pela beleza da obra, mas principalmente pela sua funcionalidade. Rampas enormes, muitos banheiros, muitos acesso, fazem ser prezeiroso andar pelo estádio. Os assentos são confortáveis e é possível transitar normalmente entre eles, ou seja, um estádio com nível internacional, apto a abrigar qualquer tipo de competição.


Vista geral interna e noturna do Engenhão. Emerson nas dependências do estádio. Fotos: Nalva Carla Povinelli.

Agora vamos então com a partida de futebol em si. Depois do jogo do Brasil praticamente todas as cerca de 20.000 pessoas deixaram o estádio. Ficando para presenciar a partida Argentina x Haiti algo por volta de 500 pessoas. E finalmente falando do jogo, o Haiti começou melhor e apesar de se mostrar tecnicamente inferior, o empenho haitianos fez a diferença no começo da partida, fazendo com que a equipe criasse as melhores chances da primeira etapa.


Ataque da Argentina no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.

O Haiti abriu o placar com Mechack aos 33 minutos, mas não demorou muito e a Argentina empatou, com Mazzola aos 37 minutos. Depois do empate, a Argentina passou a dominar a partida, mas tinha muita dificuldade de chegar na meta do Haiti e esse acabou sendo o placar do primeiro tempo.


Lance da partida Argentina x Haiti. Foto: Emerson Ortunho.


Lance de perigo na área do Haiti. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, ficou nítido que a equipe da América Central estava muito contente com o empate e mesmo tendo condições de tentar a vitória, preferiu segurar o placar fazendo muita cera com contusões subsequentes de seus jogadores. E com essa métrica, a partida se arrastou até o final com um nível técnico baixo e com o empate do primeiro tempo no marcador.


Cobrança de escanteio para a Argentina. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Argentina 1 x 1 Haiti. Duas seleções muito fracas tecnicamente, a Argentina um pouco melhor, mas totalmente apática, e o Haiti com uma equipe mais aplicada, mas que não mostrou muita qualidade nessa primeira partida.

Apesar de tudo, valeu muito a pena ter conhecido o Engenhão e ter feito minha estréia no futebol do Pan. E ainda saimos correndo de lá para ir para a Arena Multiuso de Jacarepaguá para ver a ginástica artística

Abraços!

Emerson