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terça-feira, 19 de abril de 2022

Jogo ruim e placar em branco para Oeste e Paraná na Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de conseguir a proeza de ser rebaixado duas vezes no ano de 2021, o Oeste foi parar no Campeonato Brasileiro da Série D. No domingo de Páscoa, o rubro-negro fez a sua estreia no torneio recebendo o Paraná Clube, companhia fiel nas quedas da Série B e Série C. Como estive no duelo entre os dois na segundona (triunfo rubro-negro que decretou a queda do tricolor) e terceirona (um empate super sem graça), fui completar a trilogia na última divisão.

A presença do Oeste na D vem oito anos depois da despedida do Grêmio Barueri, o outro time "original" da cidade que parti torneios nacionais. Em 2014 o GRB enfrentou Tombense, Goianésia, Luziânia e Operário/MT. Venceu uma vez e perdeu outras sete. Foi o ano do famoso WO por causa de salários atrasados contra o Operário na esteira do falecido movimento Bom Senso FC.

Uma semana após perder o acesso para a A1 pelo segundo ano seguido na Arena Barueri, não sei o que esperar dos paulistas. Em 2021 eles fizeram uma A2 sensacional e na sequência uma Série C absolutamente bisonha, logo, não tem como saber qual será o espírito do Rubrão. Se não subirem, a boa sequência de presenças em certames nacionais vai virar pó.

Quem passava na frente da Arena Barueri nem imaginava que tinha jogo. Crianças jogavam futebol, outras andavam de bicicleta e algumas empinavam pipa, todas alheias ao importante confronto. Mais uma vez o público foi irrisório: apenas 214 pagantes e renda de R$ 1.070,00. Pior que 75% dos presentes eram torcedores dos tricolores, e boa parte chegou com a bola rolando.

O Paraná fez uma campanha horrorosa no estadual e vai jogar na Segundona em 2023. Apesar da diretoria ter contratado reforças, nenhum deles entrou em campo em Barueri pois não foram inscritos a tempo. Boa parte dos experts que acompanham a Série D achou que a missão local seria facilitada por conta disso. Ledo engano.



O terceiro Oeste x Paraná pela terceira competição nacional diferente. Bom que desta vez teve a foto posada do time paranaense. Lembrando que os paulistas se recusam a posar, provavelmente achando que são o Real Madrid


O árbitro mineiro Ronei Candido Alves junto com os assistentes paulistas Diego Morelli de Oliveira e Paulo Cesar Modesto e o quarto árbitro Matheus Delgado Candançan junto com os capitães dos clubes

Antes de falar do que (não) rolou nos 90 minutos, vale dizer que apenas a minha pessoa fez as fotos oficiais das equipes e do quarteto de arbitragem mesmo com a um fotógrafo do Paraná presente. Foi a primeira vez que captei o instantâneo do clube paranaense na história. Pensar que outro dia eles jogavam Série A e Libertadores.

A expectativa era boa, só que na prática foi muito ruim. O jogo foi bem fraco e deixou a desejar. O Oeste criou o primeiro bom lance aos 25 com Popó, mas o chute bateu do lado de fora da rede. Cinco minutos depois Bruno Lopes também assustou e Lucas Eingert fez boa defesa. Foram os dois únicos momentos razoáveis nos 45 minutos iniciais.






Detalhes do primeiro tempo de Oeste x Paraná, a estreia de ambos na Série D

Na etapa final o panorama pouco mudou e a peleja deu sono. O negócio foi feio e cada time teve apenas uma chance clara de gol. Bruno Lopes, do Oeste, aos 16 em tiro que a zaga salvou em cima da linha e Iacovelli aos 26 em tiro de longe que Alê, goleiro local, defendeu com estilo. E só.





Na etapa final a peleja continuou ruim e o 0x0 foi o resultado óbvio pelo que (não) apresentaram

Fim de partida com um óbvio Oeste 0-0 Paraná Clube. Após três jogos ruins no sábado, eu não tinha como passar ileso em um fim de semana desse quilate. O rubro-negro manteve a base da A2 e decepcionou. Os visitantes fizeram uma apresentação digna levando em conta o perrengue atual. O caminho dessa Série D será longo.

Encontrei o decano Milton Haddad na saída da Arena e pegamos o caminho de casa sem pressa. Minha próxima parada será pela Série A3 no meio de semana. Tem decisão no ABC Paulista e não tem como ficar de fora.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0x0 Paraná Clube

Em breve
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sábado, 24 de julho de 2021

Oeste empata com o Paraná e segue sem vitórias na C

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sexta-feira voltei à Arena Barueri em nova cobertura no Campeonato Brasileiro da Série C, um confronto de ameaçados entre Oeste e Paraná Clube. O rubro-negro é o lanterna do Grupo B sem nenhum triunfo e o tricolor é o penúltimo colocado, um ponto atrás do São José, primeiro time fora do Z2.

Há exatos seis meses eu vi o último encontro dos dois pela Série B (1x0 a favor dos paulistas). O cenário agora não é tão diferente: Oeste com a pior campanha e o Paraná tentando escapar da queda. A diferença em janeiro era que estávamos na penúltima rodada da B,e o 1x0 a favor dos paulistas rebaixou o tricolor. Após fazer uma ótima A2 no estadual, o Rubrão está passando vergonha na C e caminha a passos largos em direção a novo rebaixamento.

Novamente com o estádio vazio, acompanhei a peleja praticamente sozinho na arquibancada superior e confesso que não foi tão ruim quanto eu imaginava. Não que tenha sido uma maravilha, pelo contrário, mas ganhou uma nota cinco e meio e passou de ano raspando. Outra coisa legal foi que o Oeste atuou de branco, então vi o Paraná com seu uniforme tradicional depois de muitos anos.

Foi a equipe visitante a primeira a assustar antes da volta inicial do ponteiro do relógio. A bola foi cruzada da direita e Adriano Júnior chutou forte por cima. Só que o Oeste deu o troco aos seis com bom cruzamento de Marcinho e testada firme de Kalil, abrindo o marcador. Os paulistas não tinham saído em vantagem nas oito partidas anteriores.



O lance do gol e a comemoração de Kalil. O Oeste saía na frente do Paraná Clube




Detalhes do primeiro tempo de Oeste x Paraná

Os paranaenses tiveram mais posse, porém não chegaram perto de deixar tudo igual. O Oeste ficou na boa e só teve um novo momento bom em cabeçada de Tite aos 30 minutos. Foi com o triunfo parcial pela contagem mínima que o duelo chegou ao intervalo. Na etapa final o Paraná emplacou uma boa reação e quase alcançou o empate na primeira chance. Os visitantes encurralaram os locais e empataram aos 16 com o gol de cabeça do glorioso Vinicius Guarapuava.

O 1x1 animou os atletas e o jogo melhorou bastante. O Paraná foi bem mais perigoso do que o escrete da casa e David, goleiro barueriense, se tornou o personagem da noite. O arqueiro fez grande defesa em tiro de Silas aos 37 e foi preciso aos 40 quando Kriguer finalizou com perfeição. A pelota ainda tocou na trave antes de se perder pela linha de fundo. O Oeste respondeu aos 44 quando Kalil arriscou e Bruno Grassi defendeu com estilo.





No segundo tempo o Paraná foi com tudo em cima do empate


Nesse lance o clube visitante chegou à igualdade... mas ficou por isso mesmo

O resultado de Oeste 1-1 Paraná Clube não foi legal para nenhum dos dois. O Rubrão segue afundado na lanterna e tem o segundo turno para tentar se salvar da desgraça. Após ter começado 2021 na Série B, pode terminar o mesmo ano na quarta divisão. O tricolor luta contra o São José e está ameaçadíssimo.

Retornei ao lar na base da correria pois, como todo mundo sabe, a Olimpíada de Tóquio começou e agora terei duas semanas insanas vendo tudo possível já que tempo livre não falta (infelizmente). Voltei aos campos só no domingo com bom confronto do Brasileiro sub-20.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 1-1 Paraná Clube

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Marco Aurélio Ferreira/MG; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Reis, Fabiano Gonçalves (PF-P), Marcinho, Victor Lisboa; Gols: Kalil 7 do 1º, Vinícius Guarapuava 17 do 2º.
Oeste: David; Marcinho, Victor Lisboa, Sandoval (Júnior Alves) e Davi; Alison, Tite (Kauã Jesus), Bruno Miguel (Zeca) e Léo Ceará (De Paula); Kalil e Luizinho. Técnico: Sérgio Alexsandro.
Paraná Clube: Bruno Grassi; Alex Murici, Jonathan Costa, Vinícius Guarapuava e Danilo; Moisés Gaúcho, Kriguer e Adriano Júnior (Lucas Sene); Gustavo França (Eberê), Reis (Ruan) e Gustavinho (Sillas). Técnico: Jorge Ferreira.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Oeste vence e rebaixa o Paraná Clube para a Série C em 2021

Texto e fotos: Fernando Martinez


Estamos quase em fevereiro e somente agora encerrei a complicadíssima temporada de 2020 do futebol. Cortesia da pandemia e da teimosia de dirigentes da CBF e das agremiações em não fazer torneios mais curtos em virtude de tudo que estamos passando desde o começo do ano passado. Marquei presença na Arena Barueri na despedida do Oeste atuando na sua casa no Campeonato Brasileiro da Série B contra um desesperado Paraná Clube, este correndo o risco ser rebaixado para a Série C pela primeira vez na sua história.

O onze paranista chegou na Grande São Paulo precisando vencer a todo custo e torcer por um triunfo do Botafogo de Ribeirão Preto em cima do Vitória na sequência da rodada noturna. Isso acontecendo, a decisão do rebaixamento seria adiada até o final de semana. Caso o tricolor não derrotasse o lanterna na competição, a triste queda seria confirmada. Uma situação lamentável que apenas é a ponta do iceberg de todos os problemas vividos pelos paranaenses.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

O antigo rubro-negro de Itápolis é odiado por nove entre dez fãs de futebol, fato. Independentemente de qualquer coisa, eu fiquei triste com o rebaixamento. A partir de 2021 ficarei sem opções de jogos na segunda divisão nacional perto de casa. Serão apenas dois paulistas no certame - Guarani e Ponte Preta - e ficar indo até Campinas ver time que já vi não rola. Perderei a chance de ver Brusque, Botafogo, Cruzeiro, Vasco da Gama, entre outros, aqui do lado. Pensando no JP, a queda foi uma tragédia.

Por tudo isso, eu não tinha como ficar de fora dessa despedida. Novamente fui credenciado com o auxílio do "amigo do JP" Luciano Claudino, o maior fotógrafo da região de Sumaré, Valinhos e Monte Mór. Assisti os 90 minutos com apenas outro fotógrafo, claro que bem longe de mim, na área reservada. Dali acompanhei a triste (e depois melancólica) missão dos visitantes.

O Paraná foi melhor do que o Oeste durante a maior parte do tempo, só que as finalizações não estavam calibradas. Na fraca etapa inicial, a rigor foram apenas duas oportunidades dignas de registro, ambas antes dos dez minutos. Bruno Lopes e depois Jean Victor perderam. O escrete local só pensou em se defender e criou somente uma (!) finalização. Nos 40 minutos restantes, futebol de baixíssima qualidade que mostrou o motivo dos dois estarem na rabeira da tabela.





O Paraná entrou em campo sob a terrível ameaça de rebaixamento. Só que na etapa inicial pouco fez para superar a meta defendida por Glauco

Sentindo que a vaca estava a caminho do brejo, o Paraná voltou ligado ao gramado e antes dos cinco minutos da etapa final teve o dom de jogar fora três precisos momentos com Kaio, Bruno Lopes e Meritão, aqui com finalização na trave. O script seguia aquele roteiro trágico que acompanha os rebaixados. Pairava no ar a quase certeza de que a noite não seria nada feliz para o Tricolor da Vila Capanema.

Os comandados de Márcio Coelho permaneceram com o último toque totalmente descalibrado. O Oeste aos poucos foi se soltando e vendo que tinha como beliscar algo a mais do que apenas um ponto. Aos 29 Pedrinho chegou a abrir o placar em tento que foi anulado pela arbitragem. Aos 32, Jean Victor cobrou falta e Glauco espalmou. Em rápido contra-ataque os paulistas assustaram aos 39 com tiro de Kalil que Renan se esticou para defender.

O 0x0 não era suficiente. Acontece que, por um capricho do destino, o clube sete vezes campeão estadual paranaense e campeão da Série B de 1992 sofreu o golpe fatal aos 44 minutos. Salazar cometeu falta na meia-lua e levou cartão amarelo. Raí Ramos cobrou a falta, a bola desviou em Karl e enganou Renan. Gol do Oeste. O gol que colocou o Paraná na terceira divisão nacional de 2021.




O Paraná voltou melhor para o tempo final, mas não transformou o domínio no gol que tanto sonhava



A cobrança de falta de Raí Ramos e a comemoração dos atletas paulista no gol da vitória contra o tricolor paranaense


A derrota rebaixou o Paraná Clube pela primeira vez para a Série C do Campeonato Brasileiro. 2021 será um ano difícil...

O Oeste 1-0 Paraná decretou o primeiro rebaixamento tricolor ao terceiro nível do nacional desde que iniciaram suas participações no Brasileiro em 1990. Naquele ano eles disputaram a Série C e conquistaram o acesso. Desde então, apenas participações espalhadas pelas duas principais divisões do país. Será um enorme choque de realidade e com tudo que está acontecendo nos bastidores, precisarão lutar muito se quiserem voltar rapidamente.

O Oeste ainda joga contra o Sampaio Correa na sexta-feira, se despedindo da Série B após oito anos consecutivos. Sinceramente não sei o que esperar do rubrão e por enquanto o choque será que, daqui a um mês, eles estarão jogando a Série A2 do estadual. Saem Cruzeiro, América Mineiro e Chapecoense como adversários e entram Monte Azul, Rio Claro e Sertãozinho, grandes baluartes do interior, mas além do poderio midiático de boa parte das equipes da segundona brasileira.


Oito anos depois de subir para a Série B, o Oeste volta à Série C. A equipe certamente terá uma missão difícil se quiser retornar

Com esse post me despeço da conturbada, triste e confusa temporada 2020 do futebol tupiniquim. Começamos ela com uma maratona inesquecível na Copa São Paulo em janeiro, uma viagem maravilhosa pelo interior no Carnaval em fevereiro e uma pequena turnê pelo Centro-Oeste em março. Um início promissor que foi interrompido pela pandemia. Como se a tristeza por estarmos vivendo esse momento surreal não bastasse, quando penso o que 2020 poderia ter sido fico ainda mais chateado. Faz parte. Resta fazer nossa parte e aguardar que tudo possa voltar ao "normal" o quanto antes apesar do insano boicote que os governantes promovem contra a população.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 1-0 Paraná Clube

Local: Arena Barueri (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda/RJ; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Pedrinho, Maurício, Bruno Alves, Higor Meritão, Salazar, Jean Victor; Gol: Raí Ramos 44 do 2º.
Oeste: Glauco; Raí Ramos, Victor Lisboa, Maurício e Douglas (Luanderson); Matheus Índio (De Paula), Léo Ceará (Tite), Bruno Miguel e Diogo; Bruno Alves (Kalil) e Pedrinho (Welliton). Técnico: Roberto Cavalo.
Paraná: Renan; Kaio, Salazar, Hurtado e Jean Victor; Gabriel Kazu (Gabriel Pires), Paulo Henrique (Juninho), Karl e Higor Meritão (Guilherme Biteco); Bruno Lopes (Mikael) e Thiago Alves (Andrew). Técnico: Márcio Coelho.
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domingo, 29 de setembro de 2019

Novo empate do Oeste na B, agora contra o Paraná

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla do sábado, emplaquei o segundo jogo consecutivo do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Se na terça-feira eles venceram o São Bento de virada, dessa vez o adversário era o Paraná Clube em duelo pela 25ª rodada, a sexta do returno. Como tirei a zica de não ver gols na Arena Barueri no 2x1 de quatro dias antes, nada melhor do que arriscar a sorte de novo. Essa foi a #2995 partida da minha vida, e agora só faltam cinco para o #3000.

Agora, o mais legal, sem dúvida nenhuma, foi voltar a ver o Tricolor da Vila com seu elenco profissional após quase 15 anos. Estive em várias apresentações da agremiação curitibana na Copa São Paulo de Futebol Júnior desde então, mas profissional de verdade nada. Minha última vez com o elenco principal em campo tinha sido no dia 10 de novembro de 2004, uma derrota de 1x2 contra o São Caetano no ABC.

Cheguei na Arena de boa e logo encontrei todos os fiscais da FPF amigos de tantos caminhos e tantas jornadas. Depois daquele bate-papo maroto subi até a parte alta da cancha, fiz aquele almoço esperto (sim, estava em jejum até aquele momento) com as bolachas maizena e o café aguado disponibilizado ao pessoal da imprensa e fui pegar meu lugar acima dos refletores. O frio era grande e o vento fez a curva ali durante toda a etapa inicial. Simplesmente maravilhoso.




Da posição em que estava, acima dos refletores da Arena, consegui pegar carona e fazer as fotos oficiais. Um ângulo diferente do que os leitores do JP estão acostumados

Dentro de campo, o Oeste chegou nesse confronto com 29 pontos na 13ª posição, enquanto os paranistas estavam em 10º com 34. Um triunfo afastaria ainda mais o rubrão da zona de rebaixamento. Já uma vitória visitante os aproximaria do G4 nesta embolada Série B. Para afastar de vez o gosto ruim deixado pelo horroroso 0x0 contra o Figueirense em junho - um dos meus piores jogos de 2019 até aqui - a peleja foi muito boa, principalmente na primeira meia hora.

Confesso que não esperava muita coisa, porém as duas equipes foram ao gramado com a inspiração em dia e foram responsáveis por ótimas oportunidades nos seus respectivos ataques. Aos seis, Rodolfo subiu sozinho na área local e quase fez o primeiro tento visitante. Aos 14 Fábio respondeu com um chutaço de longe que passou perto da trave visitante. Sete minutos depois o Paraná marcou contando com um vacilo da zaga paulista. Jenison roubou, invadiu pela direita e cruzou para Vitinho que, livre de marcação, chutou e fez.

Assim como na terça, o Oeste não sentiu o golpe e deixou tudo igual aos 28. Elvis deu passe primoroso para Bruno Lopes dentro da área. O atacante chutou, Thiago Rodrigues fez milagre, e Fábio, no rebote, aproveitou e empatou. A partida era eletrizante e aos 31 quase saiu o segundo tricolor em boa finalização de Jenison, e ótima defesa de Luís Carlos à queima-roupa. Foi nesse 1x1 que o tempo inicial chegou ao fim.


Bruno Rodrigues (11) preparando a bicuda de longe


Elvis (10) matando com estilo na meia-lua


A comemoração de Vitinho no gol paranaense

Tive a gloriosa companhia de Renato Rocha no segundo tempo numa cabine da Arena. Era o antigo local em que o pessoal do SporTV, ficava mas agora eles estão num lugar com mais espaço. Com o vento incansável, vimos o cotejo cair de produção. O Oeste, sabendo que o empate não era uma boa, foi um pouco melhor e criou três ou quatro momentos mais incisivos. Nenhum deles transformado em gol.

Jogando na base do banho-maria foi o tricolor que criou o grande lance dos últimos 45 minutos. Nos acréscimos, Guilherme Santos fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Rafael Furtado fez o desvio e colocou dentro da rede rubro-negra, porém o tento foi anulado pois ele estava em posição irregular. A torcida do Oeste ficou em silêncio por longos cinco segundos até que finalmente pôde respirar aliviada com a confirmação do impedimento.


Detalhe do gol do Paraná anulado pela arbitragem no fim da peleja


O empate acabou não sendo um bom resultado nem para o Oeste, nem para o Paraná

No fim, o Oeste 1-1 Paraná Clube não foi legal para nenhum dos dois times. O rubrão permanece na 13ª colocação, agora com 30 pontos, quatro acima do Z4. O tricolor da Vila Capanema desceu ao 11º lugar com 35, três abaixo do CRB, o quarto colocado. Faltam 14 compromissos a serem realizados, uma enormidade. Muita coisa ainda vai rolar e tudo está em aberto.

Saí da Arena junto com os amigos e ganhei uma abençoada carona até o trabalho no bairro do Itaim. A ideia era emplacar outra rodada dupla no domingo, só que como já estou velhinho, o corpo e a mente não aguentariam o tranco. Abortei a missão, dormi um pouco e fui apenas na sessão vespertina pois tinha certeza de goleada.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 1-1 Paraná Clube

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B; Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF); Público: 736 pagantes; Renda: R$ 11.850,00; Cartões amarelos: Lidio, Alyson (Oes), Rodolfo, Eder Sciola, Fernando Neto (Par); Gols: Vitinho 21 e Fábio 28 do 1º.
Oeste: Luis Carlos; Betinho, Cleber Reis, Egon e Alyson; Lidio, Roberto (Mazinho), Wallace Bonilha e Elvis (Matheus Oliveira); Fábio e Bruno Lopes (Gabriel Vasconcelos). Técnico: Renan Freitas.
Paraná Clube: Thiago Rodrigues; Eder Sciola, Leandro Almeida, Rodolfo e Guilherme Santos; Luiz Otávio, Judivan (Pimentinha), Fernando Neto e Vitinho (Itaqui); Jenison (Rafael Furtado) e Bruno Rodrigues. Técnico: Matheus Costa.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Virada heroica do Avaí em cima do Paraná


Fechando a jornada inicial do Grupo 14 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Estádio Ítalo Mário Limongi foi palco de um confronto direto do Sul do país: Avaí x Paraná Clube. Jogo legal que aparece pela segunda vez na história por aqui. Os times já haviam se enfrentado pelas quartas-de-final da edição 2009 da Copinha. Naquela ocasião, os catarinenses venceram por 2x1.



Avaí e Paraná Clube posam para as fotos oficiais antes do jogo. Fotos: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Assim como na preliminar, não sabia o que esperar do jogo, mas torcia para que pudesse ver 90 minutos no mínimo interessantes. Não dei sorte, pois a peleja foi bem mais ou menos na maior parte do tempo. Na primeira etapa o sono imperou e a emoção passou longe da sede de Indaiatuba. Tanto Avaí quanto Paraná concentraram as ações em lances no meio-campo, longe do campo ofensivo.

No único lampejo de criatividade, o escrete paranista abriu o marcador. Após boa jogada pela direita, o camisa 9 Guga apareceu entre os zagueiros e inaugurou o placar. Com a vantagem mínima, o tempo inicial chegou ao seu final. No comecinho do segundo, Emanoel, goleiro paranaense, salvou o empate quase certo.

A tônica dos 45 minutos finais foi a seguinte: O Paraná recuado demais e o Avaí ocupando o campo adversário. O que pegou foi a pouca inspiração do ataque catarinense. O murcho confronto foi seguindo sem maiores emoções até os 41 minutos. Daí para frente, os times acordaram e vimos dez minutos de pura emoção.

Aos 41 o Leão da Ilha conseguiu um pênalti a seu favor. Raphinha cobrou bem e deixou tudo igual. O Avaí se mandou ao ataque em busca da virada e quase tomou o segundo logo em seguida. Aos 46 Gabriel foi expulso e deixou os catarinenses com um a menos. Dois minutos depois, o alviazul conseguiu emplacar um contra-ataque sensacional que terminou com o chute milimétrico de Juninho no canto direito de Emanuel.


Falta para o Avaí no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Outra falta a favor dos catarinenses, agora pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Ataque paranista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.



Após ficar na defesa durante todo o segundo tempo, o Paraná só foi ao ataque depois de sofrer o empate. Não deu certo. Fotos: Fernando Martinez.

Essa reação heroica fez com que a partida terminasse em Avaí 2-1 Paraná Clube. O Time da Raça terminou a rodada inicial na liderança da chave, mas foi ultrapassado pelo Primavera no confronto direto entre os dois, realizado na última jornada. Na segunda fase, o Avaí vai enfrentar o invicto Água Santa sábado em Capivari. O Fantasma pega o Fluminense na sexta-feira.

Sem tempo para embaçar depois do atraso no jogo inicial, voltei para a rodoviária da cidade rapidinho junto com os amigos presentes e dali peguei o ônibus de volta para a capital. Após dois jogos debaixo de um calor senegalesco, o que mais queria era um bom banho e cama. A noite foi muito bem dormida, e no domingo foi a vez de colocar outro time genial na Lista.

Até lá!

Fernando