Procure no nosso arquivo

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Refletores acesos e vitória ferroviária em tarde especial no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde da última sexta-feira matei a saudade de mais de três meses longe do Estádio Nicolau Alayon. Fui até o glorioso campo da Zona Oeste acompanhar o confronto paulistano entre Nacional e Terceiro Milênio, válido pela oitava rodada da Série B do Campeonato Paulista sub-20.

O onze ferroviário vem fazendo uma campanha honesta até aqui. Em cinco jogos realizados, tinha somado uma vitória e quatro empates. O duelo contra o novato time da Zona Sul, que tinha o mesmo número de pontos e uma partida a mais, era fundamental pensando na classificação para a segunda fase. Dos 45 clubes participantes, 32 estarão na próxima etapa do certame.

Eu não via o elenco de juniores do Nacional desde a triste eliminação para o Internacional na Copinha. Muita coisa aconteceu pelos lados da Comendador Souza desde então. A principal delas foi a queda do profissional para a última divisão. Falando de base, em 2026 o escrete ferroviário voltou a disputar os Paulistas sub-15 e sub-17, mas, pelo andar da carruagem, não vou conseguir vê-los em ação.




Nacional, Terceiro Milênio e os capitães junto com o quarteto de arbitragem

Fez bastante frio e o tempo estava muito nublado, além de os times não estarem em uma tarde muito inspirada. O Nacional abriu o placar com Luís Henrique aos nove minutos, depois de dois chutes do camisa 9: o primeiro foi defendido por Levy e o segundo acabou no fundo da rede. O Terceiro Milênio foi mais perigoso e quase empatou em duas boas oportunidades.

Na etapa final ficou tudo ainda mais escuro e o grande destaque para mim não foi o que aconteceu dentro das quatro linhas — pouca coisa, para falar a verdade —, mas sim o que se viu fora delas. No primeiro semestre, o Estádio Nicolau Alayon voltou a ter seu sistema de iluminação, algo que não acontecia desde meados dos anos 1980.



O Nacional começou bem o duelo contra o Terceiro Milênio



Luís Henrique chutando para abrir o placar e comemorando seu gol









O jogo não foi nada de maravilhoso, mas quebrou o galho. Ganha uma nota 5.5 e passa de ano sem conselho de classe

O milagre aconteceu por causa de uma parceria com a Confederação Brasileira de Rugby, que bancou a iluminação para que o local pudesse receber partidas da modalidade sem as costumeiras restrições de horário. O sistema foi inaugurado em março. Como durante o segundo tempo o céu foi ficando cada vez mais escuro, nos 20 minutos finais os refletores foram ligados.

Confesso que foi emocionante ver tudo iluminado no Alayon. Apenas o decano Milton Haddad havia vivido a mesma experiência em duas oportunidades, ambas em jogos do Nacional na segundona paulista, uma delas contra o Taubaté, pelos idos de 1985 ou 1986. Achei que nunca teria essa chance, juro mesmo. Apesar do estado lamentável do time profissional, foi uma felicidade muito grande estar ali.





Detalhes do sistema de iluminação do Nicolau Alayon, algo que achei que nunca escreveria no Jogos Perdidos

Voltando ao jogo, ele chegou ao final com o triunfo local pela contagem mínima. O Nacional chegou aos 10 pontos e está na segunda colocação do Grupo 9, atrás apenas do Centro Olímpico, que tem 11. Depois vêm o DS Sports, com nove, o Terceiro Milênio, com sete, e o lanterna Colorado, com três. Faltam duas rodadas para o término da primeira fase.

Tinha planos de retornar ao Alayon no sábado cedo, mas desisti da missão. Deixei a programação fechada para uma rodada dupla, começando por uma decisão na Série D do Brasileiro, com direito à estreia de um time novo na Lista. Uma pedra que tirei do sapato depois de 26 anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-0 Terceiro Milênio

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Bruno Jankauskas Lima; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Ruan, Wallacy, João Marcos, João Guilherme e Mateus; Gol: Luís Henrique 9 do 1º.
Nacional: Guilherme; Jhuan, Medeiros, Felipe e Yago; Wallacy, Pedro César, Pedro (Júlio) (Gui França) e Willian (João Marcos); Luís Henrique (Nicolas) e Ruan. Técnico: Édson Wanderley.
Terceiro Milênio: Levy; Luiz Felipe, Brenno, Rafa Paulista e João Guilherme (Thiago); Pedrão, Gustavo (Rafael Venâncio), Negueba e Mateus; Bryan (Lucas) e Ítalo. Técnico: Cléber Ferreira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário