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sexta-feira, 7 de julho de 2023

Independente supera o Guarulhos e faz 2 a 1 na Grande São Paulo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira a segunda rodada da segunda fase do Campeonato Paulista sub-23 da Segunda Divisão foi completada com uma partida isolada perto de casa. Direto do Estádio Antônio Soares de Oliveira, o Guarulhos recebeu o glorioso Independente de Limeira em duelo de perdedores no fim de semana.

O correto seria ficar em casa, mas eu decidi comemorar da melhor forma possível o aniversário de 40 anos do primeiro jogo que assisti no estádio. No dia 6 de julho de 1983 assisti o triunfo do Corinthians em cima do América por 3 a 0 pelo Paulistão-83. O confronto fez parte da campanha do bi alvinegro em plena Democracia Corintiana. Acho muito legal ter começado minha longa história dessa forma. Se tem algo melhor pensando em celebrar a data eu desconheço.

As equipes fazem parte do Grupo 10 da Segundona junto com Ska Brasil e Catanduva. Ambas foram derrotadas na jornada inicial e tinham que vencer se não quisessem se afastar da zona de classificação e não se complicarem pensando na reorganização que a FPF irá promover em 2024. Ninguém quer se manter na última divisão, que a partir da próxima temporada será o quinto nível do estado.

Como sempre encarei o começo da rodada com o Milton pegando o famoso Vila Moreira no Metrô Armênia. O coletivo estava cheio, então fomos de pé, sambando, até chegarmos no Ninho do Corvo. Tomamos uma água na porta do estádio, ficamos de boa e daí entramos nas dependências da casa flamenguista. Por ser um jogo com o selo "vagabundos da bola", o público foi bem pequeno.


AD Guarulhos - Guarulhos/SP


Independente FC - Limeira/SP

Eu já tinha visto a camisa que o Galo da Vila Esteves tem usado em 2023 e fiquei feliz de vê-los entrando em campo com o uniforme listrado em amarelo e preto. O galho foi que o árbitro estava com a mesma combinação. Só que ao invés dele trocar a camisa, foi pedido que o Independente trocasse. Bem que o senhor juiz poderia ter quebrado o galho e ele mesmo ter colocado uma peça de outra cor. Acabou que vimos o onze limeirense com sua combinação tradicional em preto e branco. Paciência.

Quando a ação começou, só deu Independente. Os visitantes foram absurdamente superiores na etapa inicial e jogaram sozinhos. O marcador foi aberto logo aos seis minutos com um gol de cabeça de Luiz Fernando aproveitando escanteio da esquerda. Aos 29 saiu o segundo em belo chute de Flávio. O Guarulhos teve apenas um momento, uma finalização na trave em toque pelo alto.







Detalhes do primeiro tempo de Guarulhos x Independente, totalmente dominado pelo clube limeirense

No tempo final fui até as arquibancadas e lá encontrei o grande seu Natal e o Jovem Promissor Luigi reaparecendo depois de algumas semanas de exílio forçado. Ficamos em meio aos locais com aquele bate-papo que sempre rende boas risadas. Isso foi o que salvou, pois a peleja caiu bastante de produção. O Galo recuou e o Guarulhos não conseguiu mostrar efetividade.

O escrete alvinegro teve uma grande chance de ampliar aos 17 minutos a vantagem em bom passe de Luan para José. O camisa 11 driblou o goleiro e, com a meta à disposição, mandou pela linha de fundo. Aos 29 os donos da casa conseguiram diminuir. Hyago cobrou falta na área na cabeça de Vellaske, que não desperdiçou. Porém não tiveram como buscar o empate pela absoluta falta de oportunidades na sequência.



O Independente começou a segunda etapa melhor. Na segunda foto, o atacante chegou a driblar o arqueiro local, mas chutou pela linha de fundo



Duas chances pelo alto, uma para cada lado, no Ninho do Corvo

O Guarulhos 1-2 Independente manteve a equipe da Grande São Paulo na lanterna da chave sem nenhum ponto. Ska Brasil e Catanduva seguem com quatro e o Galo soma três. No domingo vai o Independente recebe os catanduvenses em Limeira e os guarulhenses pegam o Ska de novo no Ninho do Corvo. Se perder, o Índio se complica de vez.

Voltei à capital na carona esperta do amigo Caio. Na sexta decidi não ver nada pois temos que economizar o que dá em tempos de vacas magras. Todas as atenções estão voltadas para o sábado com direito a uma jornada que vai ter um retorno após mais de 10 anos e um possível time novo na Lista.

Até lá!

Ficha Técnica: Guarulhos 1-2 Independente

Local: Estádio Antonio Soares de Oliveira (Guarulhos); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público: 70 pagantes; Renda: R$ 1.170,00; Cartões amarelos: Guilherme Dobarro, Samuel, Ryan Couto, José, Ronnaldy, Josias Oliveira (PG do Guarulhos) ;Gols: Luan 6 e Flávio 29 do 1º, Vellaske 27 do 2º.
Guarulhos: Dodo; Guilherme Dobarro (Iago de Souza), Ronaldy, Vellaske e Hyago; Aderlan (Bahia), Júnior (Renato), Kayque Índio (Murilo Tudisco) e Samuel; João Felipe e Vinícius Lopes (Bruninho). Técnico: Anderson Neblina.
Independente: Henrique; Ryan Beraldo, Luís Fernando, Samuel e Ryan Couto; Roberto, Daniel Lotti (Ronnaldy), Anjinho e Luan; Flávio (Édson) e José (Arthur). Técnico: Paulo César (PC).

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Em jogo muito fraco, Corinthians mantém os 100% no Paulista sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no sub-15 Corinthians e Independente eram os dois melhores da chave, no duelo entres eles válido pelo Campeonato Paulista sub-17 a coisa era bastante diferente. O escrete paulistano também era o líder, tudo bem, porém quem faz uma campanha totalmente oposta é o Galo da Vila Esteves: lanterna e sem nenhuma vitória.

Nas três rodadas iniciais, os mosqueteiros marcaram 16 gols, não sofreram nenhum e aplicaram dois 7x0, um deles contra o vice-líder União Barbarense. Os limeirenses somaram apenas um ponto e eram candidatíssimos a serem nova vítima do alvinegro paulistano. O problema foi que o Estádio Alfredo Schurig viu um jogo horroroso em que o Corinthians praticamente não se acertou.





Diferente do sub-15, no sub-17 consegui pegar carona em todas as fotos oficiais, inclusive do Independente

Sério, fica difícil até escrever a respeito. Em nenhum momento o Corinthians conseguiu se impor ou criar alguma chance realmente perigosa. O calor, o sol forte e o forte bafo tiveram forte influência negativa e deixaram a molecada ainda mais desanimada. Para não dizer que não falei das flores, tivemos uma (!) oportunidade digna de registro na etapa inicial: um ataque corintiano aos cinco minutos defendido pelo goleiro visitante com os pés. E só.

No segundo tempo a coisa ficou no mesmo panorama. Uma coisa horrorosa. A desgraça foi tão grande que o melhor lance foi um chute local aos 13 minutos com o tiro indo parar quase nas quaras de tênis que ficam atrás da arquibancada do fundo. Como tinha compromisso à tarde, guardei minhas coisas bem antes do apito final e fiquei perto do portão de saída, não aguentando mais ver tanta falta de ânimo no gramado.

Acabou que nos minutos finais a manhã não foi completamente perdida pois os locais, não sei como, chegaram às redes duas vezes aos 32 e 35 minutos (neste torneio são dois tempos de 40 minutos cada). Quem marcou? Pedrinho e Pedrinho. Sim, dois atletas diferentes com o mesmo nome. Nota negativa para o "gênio" que não se preocupa em diferenciar os nomes (na ficha técnica corrigi o erro e coloquei o sobrenome de cada um, como o pessoal corintiano deveria ter feito).







O Corinthians foi mal contra o sub-17 do Independente. A provável goleada se transformou em uma magra vitória com gols apenas na reta final da partida

O Corinthians 2-0 Independente ganhou uma nota 3.5 com muita bondade por parte do vos escreve. Ia ganhar 1.5, mas os dois gols elevaram um pouco. De qualquer forma, não passaram de ano nem no conselho de classe. Espero que a indolência mosqueteira tenha sido fruto de uma jornada ruim, pois se jogar assim contra os outros favoritos ao título, vão ficar na saudade.

Como disse antes, saí correndo do Parque São Jorge pois tinha sessão vespertina bem longe. Resolvi voltar à Suzano após quase dois anos de ausência com um duelo bem legal de times do Alto Tietê.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2x0 Independente

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Alef Feliciano Pereira; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Diego Silva, Da Silva, Nadson, Kayke; Gols: Pedrinho Assis 32 e Pedrinho Santos 35 do 2º.
Corinthians: Felipe Longo; Léo Agostinho (Victor Oliveira), Renato, Vinicius Cressi (Gustavo Henrique) e Vítor Meer (Thomas Argentino); Gabriel Moscardo (Gustavo Paulo), Murilo (Pedrinho Santos), Breno Bidon e Pedrinho Assis; Kayke e Wesley (Adryan). Técnico: Gustavo Almeida.
Independente: Rennan; Breno; Budeu (Wiverson Costa); Diego Silva e Miranda (Kayke); Matheus Sousa; Da Silva (Kaká), José Costa (Julio Cesar) e Luiz Henrique (Nunes); Mika (Nadson) e Wesley. Técnico: Ubiracy Lopes.

PS: No Paulista sub-17, são dois tempos de 40 minutos cada.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Independente dá trabalho e arranca um ponto no Parque São Jorge

Texto e fotos: Fernando Martinez


Eu desacostumei total a acordar tão cedo, principalmente em um fim de semana. Acontece que sábado eu resolvi emplacar o velho programa dos sábados de manhã indo ao Estádio Alfredo Schurig para uma rodada dupla infantil e juvenil. Abri os trabalhos no Campeonato Paulista sub-15 com o duelo diferente entre Corinthians e Independente de Limeira.

Minha última jornada em dobro nesses torneios tinha sido nas duas decisões que o Palmeiras chegou em 2019 contra Santos (vitória por 5x0) e São Paulo (vitória no tempo normal e derrota nos pênaltis), respectivamente pelo sub-15 e pelo sub-17. No ano passado, por causa da pandemia, os certames não foram realizados e tivemos apenas o sub-20, algo que não acontecia desde os anos 1930. Retornando ao calendário em 2021, 42 times estão divididos em sete grupos com seis clubes cada e os dois primeiros passam de fase junto com os dois melhores terceiros colocados.

Campeão seis vezes desde a reorganização de 1980, o Corinthians começou a luta pelo sétimo título com três vitórias em três rodadas, duas delas por goleada: 8x0 contra o Guarani e 9x0 em cima do Rio Branco. Do outro lado, o Galo da Vila Esteves teve um belo início e era o vice-líder do Grupo 4 com dois triunfos e um empate. Por jogar em casa, o alvinegro paulistano levava um certo favoritismo, mas com certeza o Independente não venderia barato o resultado.




A foto dos times, do Corinthians e dos capitães com o quarteto de arbitragem deu certo, o problema foi a minha câmera dar pau justamente na foto do Independente... um crime!

Foram os donos da casa quem abriram o placar aos 15 minutos com Gabriel usando a cabeça. O mosqueteiro chegou perto de ampliar em duas oportunidades. O Independente acordou apenas no fim e quase empatou em tiro na trave aos 27 e aos 31 com finalização da direita e grande intervenção de Bizzon. No intervalo, o Corinthians vencia pela contagem mínima.

Na etapa final a peleja, que já estava boa, melhorou. O onze paulistano voltou com tudo e o goleiro do Independente fez duas ótimas defesas aos cinco e aos 15. Só que no minuto seguinte o Galo emendou um grande contra-ataque e igualou com Felipe. Sem vacilar, os corintianos retomaram a vantagem quatro minutos depois em boa troca de passes do setor ofensivo e conclusão de Guilherme.




Três momentos do primeiro tempo na Fazendinha



Felipe Gabriel deixou tudo igual aos 16 do tempo final



O Corinthians tentou mas não conseguiu fazer o terceiro gol para derrotar o bom time do Independente

Quem pensava que os visitantes sentiriam o golpe se enganou, pois decorridos 29 minutos, empataram novamente com o gol contra de Augusto. Quando o tempo regulamentar terminou, o Corinthians 2-2 Independente se mostrou um resultado justo para uma grande partida de futebol. Arrisco dizer que ambos estarão entre os classificados da chave.

Feliz eu estava com a preliminar e o jogo de fundo destruiu minha alegria. Esperava uma peleja minimamente interessante pelo sub-17 e acabei ganhando um dos piores do ano.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2x2 Independente

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Gabriel Henrique Bispo; Público e renda: Portões fechados; Gols: Gabriel 15 do 1º, Felipe Gabriel 16, Guilherme 20 e Augusto (contra) 29 do 2º.
Corinthians: Bizzon; Pellegrin, Matheus Rocha, Augusto e Kaio; Yago (Vitinho), Guilherme, Yuske (William) e Bahia; Gabriel (Giovanni) e Juninho. Técnico: Ramon Lima.
Independente: João Gabriel; Igor Medeiros, Pedro Henrique, Luiz Santos (Icaro Jacob), Carlos Lira, Felipe Gabriel, Kauan, Murillo, Caio (João), Gustavo (Gabriel Silva) e Erick. Técnico: Rômulo Vieira.

PS: No Paulista sub-15, são dois tempos de 35 minutos cada e não há distribuição de cartões.
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Nacional faz a trinca em cima do Independente pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


No quarto dia seguido do meu cronograma zanzando pelas divisões de acesso de São Paulo, fui até o Estádio Nicolau Alayon para ver o Nacional na sua busca pela terceira vitória consecutiva no Campeonato Paulista da Série A3, a primeira dentro de casa. O adversário foi o Independente de Limeira, time 16 do Projeto 40 e que vem muito mal das pernas nessa temporada.

O Data Fernando informa que esse foi o 27º duelo entre os dois times na história do estadual em todos os tempos, porém apenas o segundo nesse século. Nos 26 anteriores, o time ferroviário venceu nove vezes, o Independente dez e aconteceram sete empates. No último confronto, 2x1 a favor do Nacional na A3 de 2008. Hora perfeita para o Nacional igualar o retrospecto.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Independente Futebol Clube - Limeira/SP


Fernando e Carlão, capitães dos times, e quarteto de arbitragem definido para a partida com o árbitro Clayton de Oliveira Dutra, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Roberto Silva Dantas e o quarto árbitro Gilmar Pedroso Rocha

Tivemos um quórum muito bom de amigos e conhecidos para mais essa sessão de futebol na Comendador Souza. Como o calor era intenso, uma má notícia no verão que até então não estava tão cruel assim, passei o primeiro tempo junto dessa rapaziada ishperta nas arquibancadas. A expectativa de todos era de boa apresentação nacionalina.

Logo no terceiro minuto os locais por pouco não abriram o marcador quando Negueba recebeu bom passe pela direita e chutou forte na trave. É, mas foi só isso. Após esse lance o jogo ficou concentrado no meio-campo por quase quarenta minutos, fazendo com que a maior parte dos presentes ficassem mais entretidos com conversas paralelas do que com o que rolava no gramado.

O Naça só acordou nos últimos três minutos com uma cabeçada perigosíssima de Luiz Henrique que obrigou o goleiro Fernando a fazer boa defesa. Meu xará ainda tomou mais um susto com o chute de Everton logo na sequência que tirou tinta da trave. Foi com o placar em branco que os times seguiram aos vestiários.


Bola voando dentro da área do Nacional no primeiro tempo


Disputa de bola no meio-campo


Grande defesa de goleiro Fernando no final do tempo inicial

No segundo tempo resolvi encarar o bafo e fui ao gramado acompanhar o onze da Água Branca mais de perto. E os comandados de Alex Alves voltaram mais ligados e muito mais objetivos. Emerson Mi teve a primeira oportunidade aos quatro minutos, outra vez para boa defesa do camisa 1 visitante.

O Galo da Vila Esteves tentou assustar o gol defendido pelo veterano Carlão, porém sem nenhum sucesso. E para colocar mais crise na realidade limeirense, aos 23 minutos o Nacional abriu o marcador. Depois de escanteio da esquerda, a bola foi escorada no primeiro pau e sobrou para Jóbson tocar de coxa e, quase sem querer, estufar as redes.

O gol tranquilizou o onze ferroviário, que chegou perto de ampliar a vantagem por três ou quatro vezes, a melhor delas num chute que bateu na trave esquerda após boa triangulação. No fim, os visitantes não foram capazes de assustar o setor defensivo local. Foi questão apenas de esperar o apito final para a torcida da casa comemorar a vitória.


O time ferroviário voltou muito melhor para o tempo final


Fabiano, camisa 7 do Independente, fazendo pose para mandar a bola longe


Bola perigosamente viajando dentro da área limeirense

O placar de Nacional 1-0 Independente colocou os paulistanos na quarta colocação da competição após quatro rodadas com direito a três triunfos consecutivos. Foi também a sexta partida invicta contra o time de Limeira no estadual. Já a derrota colocou o Galo na última colocação ainda sem vencer e também sem nenhum gol marcado. Se o pessoal não acordar rápido, a Segundona não será algo tão distante assim.

Na hora de ir embora rolou aquela mesa-redonda para definir o que a rapaziada iria aprontar. A decisão escolhida, mais uma vez, foi seguir pro centro da capital e mandar brasa no sanduíche de mortadela mais sensacional da cidade. Algum tempo depois, fui pra casa pensando apenas em boas horas de sono.

Menos de 24 horas depois dessa jornada, fui de novo até a casa do Nacional Atlético Clube, agora com uma peleja completamente perdida válida pela Série A2. Um daqueles que não podemos perder e que são a razão da existência desse blog.

Até lá!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Portuguesa derrota o Independente e volta ao G8 da A2


Nem bem a 11ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 terminou e já começou a 12ª. Na noite de segunda-feira fui até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte com a missão de colocar o Independente de Limeira, o time de número 24, na lista do Projeto 40. O adversário, claro, foi a Portuguesa.

Podemos dizer que esse é um encontro raro, já que há mais de 40 anos os dois não se enfrentavam. O único duelo entre ambos foi num amistoso realizado em Limeira em abril de 1975 e que terminou em 2x2. Nesse primeiro compromisso oficial, a Lusa queria vencer a terceira seguida na A2 e voltar ao G8. O Galo precisava do triunfo para tentar sair da zona de rebaixamento.


A Portuguesa de D - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Independente FC - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Cleber Luis Paulino, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Décio Casagrande Portiéri e o quarto árbitro Emiliano Alves Costa posam para o JP junto com os capitães Renan e Marcelo Bonan. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que não esperava muita coisa, mas não é que o jogo foi animado, algo em falta por aqui? A peleja começou debaixo de chuva e sob água a Lusa iniciou os trabalhos buscando tomar conta do jogo. A rapaziada conseguiu ficar bastante tempo com a bola nos pés, só que as finalizações foram bem ruins. Gustavo Tocantins e Bruno Mineiro, esse bastante "homenageado" pela torcida presente, pecaram demais no último toque.

O Galo pensava somente em se defender, porém no primeiro ataque do clube limeirense, Ferdinando tocou com a mão dentro da área... pênalti para os visitantes aos 35 minutos. Romarinho bateu com direito a cavadinha e abriu o marcador no Canindé. O tempo inicial se encerrou com a vitória parcial do alvinegro.

Já sem nenhuma chuva a segunda etapa começou num ritmo alucinante e não faltou emoção. O rubro-verde chegou ao empate logo aos três minutos com o gol de Gustavo Tocantins. Só que nem deu tempo de curtir direito, pois dois minutos depois o Independente fez o segundo através do camisa 10 Diogo Medeiros. Foi um enorme balde de água fria na cabeça da maioria dos 1.313 pagantes.

Sem outra alternativa, a Portuguesa se lançou ao ataque e dominou completamente as ações ofensivas a partir de então. Aos 23 minutos o questionadíssimo Bruno Mineiro empatou a peleja no segundo pênalti da noite. O terceiro gol era questão de tempo.


Bruno Mineiro em ataque lusitano no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta pela direita a favor da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.


Romarinho abriu o marcador a favor do Independente nesse lance, um pênalti com cavadinha. Foto: Fernando Martinez.


Aos 23 do tempo final, Bruno Mineiro fez 2x2 também em penalidade máxima. Foto: Fernando Martinez.


Bola perigosamente viajando dentro da área rubro-verde no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O Galo da Vila Esteves se segurou bem até os 36 minutos quando o artilheiro da noite Gustavo Tocantins apareceu sozinho no segundo pau depois de cobrança de escanteio e virou o marcador a favor do escrete paulistano. Se não deu na base da qualidade técnica, deu na base da insistência.

O resultado final de Portuguesa 3-2 Independente, a terceira vitória seguida da equipe do Canindé, colocou o time momentaneamente na sétima colocação, um alento depois de um começo de campeonato tão ruim. Já para o Galo, a certeza que o futebol apresentado precisa melhorar, caso contrário o alvinegro volta para a A3 apenas um ano depois do seu histórico acesso.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Duelo de Galos na Rua Javari com vitória limeirense na A2

Fala, pessoal!

Na tarde do domingo fechamos nossa cobertura do primeiro final de semana nas divisões de acesso com nossa terceira peleja em dois dias, a terceira em campo neutro. Independente de Limeira e Paulista de Jundiaí estrearam no Campeonato Paulista da Série A2 jogando no Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Depois de longos 22 anos o Galo de Limeira finalmente voltou a fazer parte da segunda divisão estadual. De 1974 até 1993 foram dezoito participações, a melhor delas na Intermediária de 1991, quando terminou a competição em terceiro lugar. Ah, e vale lembrar que essa é a primeira vez na história que o Independente fica uma divisão acima do que seu maior rival, a Internacional.


Independente FC - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.

O Paulista também voltou para a A2, só que o motivo é outro: a fraca campanha na A1 do ano passado. A equipe jundiaiense ficou doze anos seguidos jogando na "elite" do estadual e viveu de 2004 até 2007 seu melhor período na história: o time foi vice-campeão paulista, campeão da Copa Brasil, jogou a Libertadores e só não disputou a Série A do nacional no saldo de gols.


Paulista FC - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.

Esse jogo no domingo foi o primeiro entre os dois Galos pelo estadual em 21 anos. As equipes se enfrentaram doze vezes de 1989 até 1994 (esse ano na A3) com amplo domínio alvinegro. O Independente venceu cinco jogos, aconteceram seis empates e o Paulista ganhou apenas uma única vez. O histórico mostra jogos com poucos gols, apenas quinze.


Capitães dos times com o árbitro Paulo Sergio dos Santos e os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho. Foto: Fernando Martinez.

Por ser um jogo em campo neutro não esperava a presença maciça da torcida, mas o pessoal dos dois clubes foi até a casa juventina em peso. 380 pessoas pagaram ingresso e viram um jogo bastante movimentado. O Galo da Japi teve a primeira chance de perigo num chute longo de Fábio Gomes.


Atletas apostando corrida no gramado da Javari. Foto: Fernando Martinez.

Pouco tempo depois, mais precisamente aos 17 minutos, saiu o gol do Independente. A defesa do Paulista vacilou e a bola foi tocada para Alemão, sozinho na direita, avançar e chutar forte para abrir o placar. O 1x0 animou o time de Limeira e por pouco o segundo não saiu nos minutos seguintes.


Zagueiro limeirense dominando a bola. Foto: Fernando Martinez.


Camisa 19 do Independente pegando jogador do Paulista pelo cangote. Foto: Fernando Martinez.

O onze jundiaiense não conseguiu mais emplacar bons ataques e o jogo chegou ao final do tempo inicial ainda em 1x0. No segundo a história foi diferente e o tricolor ocupou o campo defensivo do time "local". Marcelo Bonan acabou se tornando o nome do jogo após evitar o empate pelo menos em dois lances agudos dentro da área.


Malabarismo no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.


Lance na lateral do campo. Foto: Fernando Martinez.

Com o passar do tempo o ímpeto do Paulista foi enfraquecendo, enfraquecendo, enfraquecendo... O segundo tempo poderia ter durado uns 200 minutos que o gol não sairia. No fim, foi confirmado o placar do tempo inicial: Independente 1-0 Paulista.


Atacante do Independente encarando a marcação do zagueiro do Paulista. Foto: Fernando Martinez.


O Paulista tentou, mas não conseguiu chegar ao empate. Foto: Fernando Martinez.

Com o triunfo, o time de Limeira começou a A2 com o pé direito e agora soma onze jogos de invencibilidade contra o Galo do Japi. A última (e única) vitória jundiaiense aconteceu em 7 de setembro de 1989. Em relação à situação no campeonato atual, ainda não dá pra fazer nenhuma avaliação mais completa.

Enfim, saí da Javari e dessa vez não teve como rolar aquele famoso pós-jogo com os amigos presentes. Voltei correndo rpa casa para não perder nenhum detalhe do Superbowl 49. Isso mesmo, adoro futebol, mas dá pra curtir a NFL sem nenhum problema...

Até a próxima!

Fernando