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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

O não-jogo entre Barcelona e Paulista de Jundiaí pela Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


A manhã do domingo reservava um jogo imperdível pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O encontro surreal entre Barcelona Capela e Paulista de Jundiaí no Estádio Nicolau Alayon. Confronto válido pela terceira rodada da fase inicial em seu Grupo 4. Confesso que aguardava essa peleja com bastante ansiedade.

O Elefante vinha de duas derrotas - 0x2 contra o Mauaense também no Nacional e 0x2 contra o Flamengo em Guarulhos - e buscava melhor sorte contra o tradicionalíssimo Galo do Japi. O time jundiaiense foi campeão da competição em 2019, mas fez uma A3 horrorosa em 2020 e retornou à última divisão. Na estreia, empate contra o Corvo e na sequência um revés até certo ponto inesperado contra o Colorado de Caieiras.

Fez frio no domingo e até o decano Milton Haddad resolveu acompanhar tudo de uma grade nos campos sintéticos que ficam no portão da ambulância. Como ali existe uma visão boa e ele estava há um ano e meio sem futebol ao vivo, o velho amigo quis retornar à ativa na base do improviso. Pena que não teve futebol e vimos uma série de acontecimentos lamentáveis.


Barcelona e Paulista pisando no gramado do Nicolau Alayon




As fotos clássicas dos times posados e do quarteto com os capitães antes do não-jogo pela Segundona

As equipes foram ao gramado na hora marcada e, pouco antes do apito inicial, notamos que o quarteto de arbitragem estava próximo aos bancos de reservas. No mesmo momento vi a ausência da famigerada ambulância. Bom, na verdade faltavam as DUAS definidas pelo regulamento. Já pintou aquele desespero e o que ouvíamos era que "ela estava chegando".

Ficamos esperando a boa vontade e pouco antes das dez e meia pintou uma, só que no portão errado. Aí foi mais tempo até ela chegar no local determinado. Ela chegou, de acordo com o relato dos que estavam no gramado, faltando um integrante. Quando bateu exatamente 30 minutos de atraso o Paulista passou a fazer pressão na arbitragem para que a maior autoridade em campo desse o WO. O que se viu a partir daí foi aquele disse-não-disse e muita pressão visitante.

Por volta das 10h40 pintou a segunda ambulância no horizonte. Alguém na arquibancada deu a letra e ao mesmo tempo o escrete de Jundiaí retornou aos vestiários. Ficou claro que eles não queriam correr o risco de disputarem a partida e perderem algum ponto. O Barcelona tentou convencer a todos que estava tudo certo... e não teve sucesso. Por volta das 10h45 o árbitro desistiu de esperar. Na minha visão, dava tranquilamente para a bola rolar. Faltou uma pitada de bom senso a mais.

Quando fomos atrás de explicações, ficamos sabendo que o clube da capital foi o menos culpado. A ambulância contratada simplesmente achou que o horário da peleja era às três da tarde. Quando os responsáveis do Barcelona se tocaram que a rapaziada não chegaria, chamaram outra às pressas. De qualquer forma agora a situação fica por conta do STJD. Lamentável.



Aquele bate-papo nada proveitoso na espera pela partida. O que vi de barbaridade nesse meio-tempo não foi brincadeira


Já com o jogo suspenso, o elenco do Barcelona se reuniu no centro do gramado. Uma manhã vergonhosa no Nacional

Eis que fiquei sem o jogo da manhã e sem o jogo da tarde pelo Brasileiro sub-20, pois a CBF mudou o horário no sábado. Tinham outras pelejas na parte da tarde pela Segundona, porém como não estava credenciado, não restava opção a não ser pegar o caminho de casa. Para quem estava com planos de ver uma rodada dupla ficar sem nada é complicado.

Até a próxima!


Atualização: Em 13 de setembro o STJD decidiu que o Barcelona perdeu os pontos e foi obrigado a pagar multa de R$ 100,00. A gente já imaginava...

Sem dificuldade, Portuguesa vence o Madureira no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sábado a Portuguesa fez sua última apresentação no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte na primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário foi o glorioso Madureira do Rio de Janeiro, um dos clubes mais legais do estado vizinho. Não via o Tricolor Suburbano ao vivo desde 2015, também contra o rubro-verde no Canindé pela Série C.

A Lusa entrou em campo classificada por conta dos resultados da tarde, então queria os três pontos para roubar de novo o primeiro lugar que o Santo André tomou horas antes. Os visitantes estavam há cinco compromissos sem vencer e eu sinceramente não achava que quebrariam a marca. Da minha parte, não foi fácil vencer a preguiça. Como é tudo pelo social sempre, descolei aquela famosa força que nem de locais que nem sabemos que existem.


Portuguesa e Madureira antes do jogo válido pela 13ª rodada do Grupo A7 da Série D


Se o fotógrafo da Portuguesa não faz a foto posada nunca, pelo menos dessa vez o fotógrafo visitante fez. Mesmo de longe, aqui está o glorioso Madureira


Capitães das agremiações e quarteto de arbitragem

Direto das cabines vi um jogo de um time só. A Portuguesa tomou conta das ações e não sofreu nada. O Madureira manteve a sequência negativa e nada fez. Willian Magrão quase abre o placar aos sete em cabeçada após escanteio da esquerda. Aos 15, Danilo Pereira acertou uma bomba de fora da área e Davi fez milagre. Dez minutos depois, duas chances seguidas: Tito mandou uma bicuda que a zaga salvou em cima da linha, no rebote Magrão chutou por cima.

O Madureira foi segurando a pressão paulista em banho-maria e acabou sofrendo o gol no apagar das luzes. Aos 45, Maykinho foi derrubado dentro da área. Lucas Douglas bateu o pênalti na boa e colocou os locais em vantagem. Quando a etapa final começou, tudo se resolveu no comecinho. Em grande passe de Willian Magrão, Danilo Pereira recebeu e atirou cruzado, ampliando o marcador.

Com o 2x0 contra os visitantes se entregaram de vez e a Lusa perdeu a oportunidade de aplicar uma goleada, pois perdeu um monte de momentos. Se faltou gol, não faltou cartão amarelo. Sete atletas que estavam pendurados foram amarelados e ficaram limpos já pensando na segunda fase. A equipe que vai até Cianorte será bastante diferente. Bom, isso na real é o que menos importa.



A etapa inicial teve a equipe paulista jogando melhor e sem sofrer sustos


A foto está tremida, mas vale igual. Aqui um dos lances mais perigosos e que teve defesa magistral de Davi


Lucas Douglas inaugurou o placar no último lance do primeiro tempo




A partida foi meio sem graça no segundo tempo. A Lusa ampliou no começo e depois só segurou a vantagem


Placar final do duelo no Canindé. A Portuguesa vai tentar a liderança da chave na rodada final da fase inicial

O Portuguesa 2-0 Madureira recolocou os paulistanos na liderança do Grupo A7 e jogam para manter essa posição no Paraná na última rodada. O adversário sairá do Grupo A8 e pode ser Caxias, Esportivo, Marcílio Dias ou Juventus de Jaraguá do Sul. Qualquer um menos o Caxias, que já vi várias vezes, está ótimo.

Tinha uma rodada dupla planejada no domingo... só que no fim acabei não vendo absolutamente nada pois a CBF mudou o horário do jogo da tarde na calada da noite e o de manhã teve um lamentável WO. Falarei disso em breve.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2x0 Madureira

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Michelangelo Martins Junior/PE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Lucas Douglas, Maykinho, Caíque, Marzagão, Wellington Reis, Danilo Pereira, Cesinha, William Magrão, Feijão, Índio, Tanque, Jonnathan Luiz; Gols: Lucas Douglas (pênalti) 45 do 1º, Danilo Pereira 6 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão (Lenon), William Magrão, Patrick e Denis Neves; Caíque (Wellington Reis), Maykinho (Cesinha), Marzagão (Tauã) e Danilo Pereira; Tito e Lucas Douglas (Rafael Tchê). Técnico: Fernando Marchiori.
Madureira: Davi; PC, Mario Pierre, João Pedro (Marcão) e Juninho; Jonnathan Luiz (Lucas Zen), Xuxa (Douglas Cunha), Leandro Sardinha e Marcelinho; Eduardo (Guilherme Augusto) e Índio (Tanque). Técnico: Alfredo Sampaio.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Nacional x Ibrachina: Tudo igual na Comendador Souza

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em 2021 as quintas-feiras estão praticamente reservadas para o Campeonato Paulista sub-20. Na última, fiz minha estreia no Estádio Nicolau Alayon no torneio conferir um duelo inédito pela quarta rodada do Grupo 6: Nacional x Ibrachina. Um jogo que não aconteceria se a FPF não tivesse unificado as duas divisões no ano passado.

Falei aqui sobre o surgimento do clube da Mooca na matéria do emocionante triunfo contra o Red Bull Bragantino na rodada anterior. Na chave, o pessoal do Instituto Sociocultural Brasil-China só pega time tradicional e, obviamente por estarem disputando a competição pela primeira vez, todos os confrontos são inéditos. A ideia de acompanhá-los na Comendador Souza me pareceu muito boa.



Equipes adentrando o gramado histórico do Nicolau Alayon e aquela hora marota de definir quem começa com a bola

Se vi o Ibrachina igual a seleção brasileira na semana anterior, agora vi com o uniforme da seleção chinesa. Eles deixaram uma boa impressão no que vos escreve na virada em cima do Bragabull, mas contra o escrete ferroviário não foram bem. A molecada estava mais preocupada em tentar ganhar as jogadas no grito e com isso os donos da casa atuaram melhor praticamente durante todos os 90 minutos.

O Ibrachina teve só uma chance real na etapa inicial em escanteio pela esquerda aos 18 minutos e conclusão que pegou de leve na trave. Após isso, só deu Nacional. Os dois melhores lances foram aos 30 e 38, ambos os momentos com grande intervenção de Cainã, o melhor do onze visitante, primeiro em cabeçada e depois em conclusão à queima-roupa de Enzo. No intervalo, aquele 0x0 sempre incômodo.






O Ibrachina, que dessa vez jogou de China e não de Brasil, sofreu pressão do Nacional no primeiro tempo mas o marcador não foi alterado

Na etapa final o Ibrachina recuou e os locais foram ainda mais perigosos. Logo na saída o Nacional criou boa oportunidade em tiro de longe que passou perto. Aos cinco Gui fez ótima jogada pelo meio, tirou do zagueiro e obrigou Cainã a fazer boa defesa novamente. Na sequência Gui de novo assustou pela direita. Ele chegou na linha de fundo e cruzou. A bola caprichosamente tocou no travessão.

O gol era questão de tempo... só que ele saiu a favor do Ibrachina. A equipe chegou em chute de fora da área e na sequência ganhou uma falta pela direita. A pelota foi levantada na cabeça de Breno. Ele subiu sozinho e colocou no canto esquerdo de Gustavo. O Naça não desanimou e aos 22 deixou tudo igual com jogada individual de Fabricio. Ele recebeu belo passe, invadiu a área e sofreu pênalti. O jogador continuou de pé e tocou no canto direito.

Com 1x1 a peleja deu uma caída de ritmo e pouco aconteceu. O perigo voltou a rondar a meta visitante somente nos acréscimos em duas chances do bom Nicolas, camisa 7 nacionalista. O grande problema foi que Cainã, o grande destaque da tarde, salvou o Ibrachina. Aos 45 ele salvou ataque cara-a-cara e aos 48 o desviou finalização certeira com a ponta dos dedos.





No tempo final, só deu Nacional... mas foi o Ibrachina que fez 1x0 no único ataque perigoso


O escrete nacionalista empatou pouco depois de sofrer o gol visitante. Apesar de criar vários momentos após o 1x1, não conseguiu a virada

Ao término do tempo regulamentar, o placar de Nacional 1-1 Ibrachina manteve a invencibilidade ferroviária em duas frentes: não ganhou e não perdeu. O escrete da Mooca se mantém nas primeiras posições e certamente vai disputar uma vaga na segunda fase. Da minha parte, não foi a partida mais sensacional do mês de agosto, mas tudo bem. O que vale é ter colocado outro um joguinho na lista.

A programação retorna com tudo no sábado com a última apresentação lusitana na Série D do Brasileiro em sua primeira fase no Canindé.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1x1 Ibrachina

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Marianna Nanni Batalha; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gui, Kaike, Léo, Henrique, Hugo Silva (AT-I); Cartão vermelho: Hugo Silva (AT-I) 22 do 2º; Gols: Breno 16 e Fabrício 21 do 2º.
Nacional: Gustavo; Kaike, Victtor, Cezinha e Harinson; Léo (Alexander), Matheuzinho (Pedrinho), Marcão (Nicolas) e Gui; China (Gustavo) e Enzo (Fabrício). Técnico: Renan Martins.
Ibrachina: Cainã; Flávio (Samuel), Murilo, Vitão e Dias; Evangelista, Dudu (Kauã), Pablo (Índio) e Breno; Henrique e Matheus. Técnico: Fabiano Carneiro.
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A primeira vitória do Colorado de Caieiras na história

Texto e fotos: Fernando Martinez


A cobertura de quarta-feira no Campeonato Paulista da Segunda Divisão foi uma verdadeira volta ao passado. Depois de 14 anos sem assistir uma equipe da casa em ação, fui ao Estádio Carlos Ferracini em Caieiras conferir de perto o insólito duelo entre Colorado e Paulista de Jundiaí pela segunda rodada do Grupo 4.

Então com pouco mais de duzentos jogos na lista, eu fui pela primeira vez no principal palco futebolístico da cidade da Grande São Paulo há pouco mais de 20 anos, em 6 de maio de 2001. Naquele domingo a Série B3, a sexta divisão, teve a sua rodada inaugural e eu tive o prazer de acompanhar a estreia do falecido Paulista contra o Ginásio Pinhalense, que voltava à ativa após 24 anos com uma camisa vermelha e faixa transversal branca, igual o uniforme 2 da seleção peruana.

O Paulista ficou ali até 2002 e de 2003 a 2009 foi a vez do Força atuar como mandante no Carlos Ferracini. O local se tornou um habitué nas páginas do Jogos Perdidos com inúmeras coberturas desde nosso início em novembro de 2004. Acompanhamos o acesso do time laranja para a A3 em 2008 e eles jogaram lá nos dois primeiros anos na terceirona. Em 2010 tudo mudou e, por falta de laudos, o campo não foi mais utilizado. O Força perambulou por vários estádios e, rebaixado, abandonou o futebol profissional.

O complexo esportivo sediou apenas algumas partidas da base palmeirense em 2011 e 2012. E só. Foram anos sem nenhuma movimentação até a fundação do Colorado Caieiras Futebol Clube Ltda em setembro de 2019. Ano passado ficaram de fora da Segundona por falta de laudos e por conta da pandemia, adiando assim os planos para 2021.

Assim como fiz dezenas de vezes no começo do século, fui até Caieiras pelos trilhos da antiga Santos-Jundiaí. A simpática estação da CPTM permanece igual desde que o prédio atual foi construído em 1897 (!). Da plataforma até o portão de entrada do Carlos Ferracini andei um pouco mais de um quilômetro. O caminho não sofreu muitas mudanças e com o calor que estava fazendo, tive tempo de fazer um pit stop e bater um almoço maroto.

Cheguei na cancha e, em virtude dos protocolos de segurança, fui obrigado a dar a volta em todo o complexo, com direito a subir uma escadaria que faria inveja ao Led Zeppelin com sua Stairway to Heaven. Como a minha forma atual não é das melhores e a temperatura era de 34 graus, sofri igual um condenado. Alcancei o portão quase me arrastando e me credenciei.


Fachada do Estádio Municipal Carlos Ferracini, habitué do JP de 2004 a 2007 e a casa principal do futebol na cidade




Detalhes do Carlos Ferracini para o primeiro jogo profissional em mais de dez anos


Sem poder entrar no estádio, a rapaziada se fixou na rua de cima do local e viu o duelo entre Colorado e Paulista dali mesmo. No ápice do movimento mais de 50 pessoas ficaram por ali

Quando entrei notei alguns detalhes diferentes: A cabine de imprensa que atrapalhava todo mundo na beira do gramado foi reconstruída no alto da arquibancada. Agora ela não atrapalha mais a visão de ninguém. A arquibancada oposta foi esticada e as árvores que ficavam em cima dos degraus não existem mais. Aliás, essa foi a maior mudança: do outro lado existia apenas um grande barranco e agora abriram uma rua (!) por ali, a Rua Brasil. Existem casas em construção e a visão para o gramado é completa. Não à toa cerca de 50 pessoas viram o jogo sem crise.




Aqui as fotos oficiais antes do apito inicial. Foi a estreia do Colorado no futebol profissional atuando em casa

Apesar do calor, a partida foi boa, principalmente pela atuação dos donos da casa. O Colorado começou melhor do que o Paulista e a enorme diferença de históricos não entrou em campo. Demorou para os visitantes se encontrarem e quando a ficha caiu perdiam por 1x0. Luiz Henrique recebeu passe da direita e arriscou de muito longe. A pelota quicou na frente de Gabriel Affonso e morreu no fundo da rede aos 21 minutos.

O campeão da Copa do Brasil de 2005 acordou e dominou as ações até o intervalo chegar. Só que tudo ficou apenas no quase. Nos minutos finais, foram três os momentos de perigo. Gustavo fez brilhante defesa em cabeçada de Toninho aos 35 e a bola encontrou a trave duas vezes: aos 37 em conclusão de Bressan e aos 50 em voleio espetacular de Toninho. O Colorado estava nas cordas e agradeceu imensamente a chegada no intervalo.



Dois ataques do Paulista no começo do duelo


Luiz Henrique arriscou de longe e marcou o primeiro gol do Caieiras no Carlos Ferracini




Nos minutos finais o Paulista por pouco não empatou. No último lance, a bola encobriu o goleiro e bateu na trave após ataque pela direita

O técnico Fernando da Silva ajeitou as coisas no vestiário e os locais voltaram para o tempo final de novo tomando conta da peleja. Aos oito Gabriel Affonso desviou belo tiro de Chaves e aos dez o marcador foi ampliado. Chaves cobrou escanteio, o arqueiro deu rebote e a sobra ficou com Poti. O camisa 6 driblou o zagueiro e anotou 2x0. Golpe forte nas pretensões do Galo do Japi.

O escrete jundiaiense não foi capaz de assustar a zaga do Colorado, que ficou cozinhando a peleja em banho-maria, segurando a boa vantagem que conseguiu. Somente aos 43 minutos o Paulista diminuiu com o gol de cabeça de Henry completando escanteio batido pelo camisa 13 Cursino. Nos acréscimos tentaram emplacar uma blitz, porém não tiveram capacidade de igualar a contagem.



O Colorado começou o segundo tempo mais ligado, tanto que estufou as redes do onze visitante com Poti aos nove minutos




O Galo da Japi pressionou o Colorado em busca de melhor sorte. Na segunda foto, o gol de honra marcado por Henry de cabeça aos 43 minutos


O placar oficial do Carlos Ferracini mostrando a primeira vitória do Colorado Caieiras na história

O Colorado 2-1 Paulista foi a primeira vitória do onze de Caieiras na história do profissionalismo. Foi o triunfo de um time com menos de um ano de vida contra outro centenário e repleto de história e tradição. A equipe de Jundiaí vai precisar fazer um balanço urgente após dois rodadas sem vitória. Um clube com a importância que tem não pode estar nessa situação.

O caminho de volta, ainda debaixo de uma temperatura altíssima, foi sem pressa e de boa. Muito legal poder ter retornado a um local tão marcante dos primórdios do JP. Voltei à ativa no dia seguinte com jogo bem mais perto, agora pelo Paulista sub-20.

Até lá!

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Ficha Técnica: Colorado 2x1 Paulista

Local: Estádio Carlos Ferracini (Caieiras); Árbitro: Luiz Renato Cafundó Soares; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Kauã, Poti, Vitinho, Alex; Cartões vermelhos: Chaves e Bruninho 40 do 2º; Gols: Luiz Henrique 21 do 1º, Poti 9 e Henry 43 do 2º.
Colorado: Gustavo; Luciano, Maicon, Miranda e Poti; Luiz Henrique, Léo, Kauã (Silas) e Chaves; Leonardo (Alex) e Juan Borel (Félix). Técnico: Fernando da Silva.
Paulista: Gabriel Affonso; Marquinhos, Bressan, Alex (Nenê) e Daniel (Davi); Cruz (Cursino), Xavi, Vitinho (Bruninho) e Carioca (Miqueas); Henry e Toninho. Técnico: Ricardo Chuva.
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