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segunda-feira, 26 de maio de 2025

Uberaba vira sobre a Caldense e reacende esperança no Módulo II

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda Caravana da Coragem de 2025 encerrou a programação do sábado com uma visita a um local que, sinceramente, eu não esperava conhecer algum dia. Saímos de Igarapava por volta das 16h30 com destino a Uberaba, no Triângulo Mineiro. Na pauta, uma partida no belo Estádio Engenheiro João Guido, válida pelo Campeonato Mineiro do Módulo II. Em campo, muita tradição no duelo entre Uberaba e Caldense.

O Uberaba sempre foi um dos times que eu achava legal ver os gols pela TV quando era criança, principalmente por ter sido fundado em 15 de julho — meu aniversário, por coincidência. Eu os tinha visto ao vivo apenas uma vez, em 2007, em um empate contra o Extrema. Já a Caldense, acompanhei em quatro oportunidades: 2005, 2007 e 2015 jogando em casa, e em 2016 atuando contra o Audax pela Série D do Brasileiro, no Rochdale. Já estava na hora de vê-los em ação novamente.

Houve um tempo em que fazíamos viagens frequentes para ver jogos em Minas Gerais. Era realmente uma época boa, com os hoje sumidos Rio Branco de Andradas, Santarritense, Poços de Caldas, Lavras FC, Tricordiano e o mais legal de todos, o Extrema FC. De 2003 a 2009, íamos direto ao estado vizinho para acompanhar jogos das três divisões locais. Mas isso acabou. Desde então, fui apenas duas vezes ver clubes mineiros: em 2012, Santarritense 0-1 União Luziense, e em 2015, Caldense 0-0 Aparecidense, este pela Série D. Falando do Módulo II, o hiato era ainda maior. Eu não via uma partida do torneio desde, pasmem, o longínquo ano de 2008, um Poços de Caldas 1-0 Itaúna.


Taí um estádio que achei que nunca visitaria, o glorioso João Guido de Uberaba


Visão geral do majestoso estádio do triângulo mineiro

Para este retorno tão esperado, deixamos Igarapava e percorremos rapidamente os 44 quilômetros entre os dois estádios. Fizemos um lanche rápido — saudável e bem nutritivo, claro — e seguimos para o Uberabão. O local foi inaugurado em 1972 e tem como recorde de público um Uberaba 2-4 Cruzeiro em 1976. Hoje, a capacidade é de 15 mil pessoas. O legal é que a área onde o estádio foi construído é enorme. Entramos pela parte alta, de onde é possível ter uma bela visão do campo e das arquibancadas.

Dei uma boa volta pela parte superior antes de ir ao gramado. Diferente de São Paulo, em Minas Gerais não há necessidade de colete ou credenciamento especial. Simplesmente chegamos e vamos ao campo. Fiquei ali por um tempo conversando com os fotógrafos presentes, e percebi que o clima não estava tão tranquilo.


Uberaba Sport Club - Uberaba/SP


Associação Atlética Caldense - Poços de Caldas/MG


O árbitro Daniel da Cunha Filho, os assistentes Felipe Alan de Oliveira e Magno Arantes Lira, o quarto árbitro Jonas Alves Henrique e os dois capitães

Recém-promovido da Segunda Divisão, o Uberaba começou o Módulo II da pior forma possível. Em quatro rodadas, conquistou apenas dois pontos e estava em quinto lugar no grupo, à frente apenas do Varginha. A Caldense também não vivia grande fase: era quarta colocada, com quatro pontos. Um novo tropeço poderia agravar ainda mais a crise.

Quando a bola começou a rolar, bastou o Uberaba errar o primeiro passe e desperdiçar a primeira chance para a torcida perder a paciência de uma vez. A etapa inicial foi disputada nesse clima tenso. Mas, de uma coisa, ninguém pôde reclamar: os donos da casa lutaram muito, o que pegou foi a falta de qualidade. E a situação piorou quando Marcílio abriu o placar para a Caldense aos 29 minutos.













Detalhes do primeiro tempo de Uberaba x Caldense. Muito legal poder pisar nesse gramado e cobrir um jogo do Colorado

A coisa ficou tão complicada que, no intervalo, o conselho que recebi de um fotógrafo do Uberaba foi: "Se eu fosse você, iria para a arquibancada. Se perdermos, a galera vai invadir". Entendi o recado e fui para o lugar mais distante possível: debaixo do placar, perto do portão principal. Lá encontrei o trio Caio, Bruno e Victor. Antes, porém, não perdi a chance de comprar uma faixa do Colorado e alguns chaveiros para a coleção na lojinha perto das cabines.

De lá, acompanhei um segundo tempo que seguiu exatamente o mesmo roteiro do primeiro. A cada erro, a torcida se revoltava ainda mais. Era grito de raiva, xingamentos, músicas contra a diretoria... uma loucura. Em campo, o time tentava, mas não conseguia furar o bloqueio defensivo da Veterana.

O cenário era desolador... mas, do nada, tudo mudou. Aos 34, Mateusinho cobrou falta na área e Nathan Índio, de cabeça, empatou. Era o combustível que o Uberaba precisava. Quando o relógio marcava 41 minutos, Guilherme Macedo avançou pela direita e cruzou. Marcus Vinícius, que fazia sua estreia, completou e colocou os mandantes em vantagem. Todo o ódio da arquibancada virou festa. Aos 51, Netinho fez grande jogada individual e anotou o terceiro. A comemoração parecia de título de Copa do Mundo. Todos esqueceram que durante 80 minutos o cenário tinha sido tenebroso.




Momentos da etapa final. Na segunda foto, o gol de empate aos 34 minutos. Na última, a comemoração alucinada da torcida, que até então xingava demais, com a virada uberabense


Placar final da ótima vitória do Uberaba no Módulo II. O Zebu fez três pontos a um

O 3 a 1 afastou o Colorado da lanterna e deu um respiro na tabela. Agora com cinco pontos, mesma pontuação da Caldense, o time está quatro à frente do Varginha. O Mamoré lidera com 11, seguido por URT (9) e Patrocinense (8). Da minha parte, missão cumprida, estádio novo na Lista e a esperança de que não demore mais 17 anos para eu assistir novamente a um jogo do Módulo II.

Ficamos um bom tempo acompanhando a festa uberabense antes de pegar a estrada com destino a Ribeirão Preto. A viagem foi tranquila e encontramos um ótimo hotel na “Califórnia Brasileira”. No domingo, tinha mais uma rodada tripla, com direito a estádio novo e muitos quilômetros pela frente.

Até lá!

Ficha Técnica: Uberaba 3-1 Caldense

Local: Estádio Engenheiro João Guido (Uberaba); Árbitro: Daniel da Cunha Filho; Público: 722 pagantes; Renda: R$ 10.470,00; Cartões amarelos: Douglas Dias, Lucas Lotto, Guilherme Macedo, Tiaguinho, Júlio César, William Menezes e Marcílio; Gols: Marcílio 29 do 1º, Nathan Índio 34, Marcus Vinícius 41 e Netinho 50 do 2º.
Uberaba: Giovani; Douglas Dias (Mateusinho), Jadson Sergipano, Felipe Moreira e Gustavo; Nathan Índio, Marcos Kayck (Netinho), Du Santos e Esquerdinha (Luan) (Marcus Vinícius); Tiaguinho e Lucas Lotto (Guilherme Macedo). Técnico: Wallace Lemos.
Caldense: Samuel Pires (William Menezes); Fábio Sá (Cesinha), Léo Cruz, Arthur Pierino e Marcílio; Guilherme Martins, Ítalo (Marcos Ramos), Júlio César (Eicley) e Nestor Mansur; Gleisinho e Igor Lemos (Willian Mococa). Técnico: Souza.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vulcão surpreende o líder Ipatinga pelo Módulo II Mineiro

Olá pessoal,

Nesta quarta-feira à tarde estive na agradável Poços de Caldas, no Sul de Minas, para acompanhar a partida entre Poços de Caldas e Ipatinga, disputada no Estádio Ronaldo Junqueira e válida pela penúltima rodada do Campeonato Mineiro do Módulo II. Como cheguei cedo ao local do jogo, pude entrar com muita tranquilidade a fim de tirar as fotos posadas das equipes. Cabe aqui ressaltar que o pessoal de lá já conhecia o JP e me tratou muito bem, especialmente o Paulo, o Gustavo e a Andréia.


Poços de Caldas F.C. - Poços de Caldas/MG. Foto: Victor Minhoto.


Ipatinga F.C. - Ipatinga/MG. Foto: Victor Minhoto.


Quarteto de arbitragem liderado por Cleisson Veloso Pereira e capitães das equipes. Foto: Victor Minhoto.

O jogo começou com as duas equipes se estudando e apenas se aventurando ao ataque com muita cautela, já que o empate não era mal resultado para nenhum dos dois lados. Isso deixou a partida equilibrada e muito disputada, principalmente no meio de campo. Somando-se a este fato, o calor se fazia forte nessa primeira etapa, o que contribuiu para deixar a partida mais cadenciada.

A primeira etapa alternava bons momentos de ambos os lados, sendo que o gol poderia sair para qualquer um dos dois times, mas no final as defesas superaram os sistemas ofensivos e o jogo foi para o intervalo sem abertura do placar.


Cruzamento na área que levaria perigo a meta do Tigre. Foto: Victor Minhoto.

Devido ao grande calor fui me acomodar nas cadeiras cobertas para acompanha a 2ª etapa e, não me arrependi, pois presenciei um belo espetáculo. Eu até imaginei que o jogo seguiria morno com o empate até o final, mas não foi o que aconteceu.


Goleiro Bruno faz boa defesa em falta cobrada pelo camisa 9 Renatinho do Vulcão. Foto: Victor Minhoto.

O Vulcão retornou do intervalo disposto a vencer a partida, tanto que logo dominou as ações e passou a levar perigo à meta do Tigre. Nesse contexto, se destacou o camisa 9 Renatinho, que além de muita raça, demonstrou boa técnica, velocidade e facilidade em bater na bola. Assim, aos 20 minutos, Renatinho cobrou escanteio pela esquerda e o zagueiro Tornado, com a camisa 3, se antecipou ao arqueiro visitante e escorou a bola para o fundo da meta. Estava decretada a abertura do placar em favor da equipe laranja.


Detalhe do início da 2ª etapa. Foto: Victor Minhoto.

Somente após levar o gol é que o quadro do Vale do Aço acordou e passou a buscar o ataque, enquanto os locais tentavam ampliar a vantagem nos contra-ataques puxados por Renatinho. Esse esforço fez com que o centro-avante do Vulcão sentisse uma contusão e fosse substuído. Talvez essa perda tenha afetado momentaneamente a equipe do Sul de Minas, tanto que aos 36 minutos, após cobrança de escateio e um bate-rebate na área, o camisa 8, Leandro Brasília, do Ipatinga empatou a partida.


Após escanteio, o zagueiro Tornado se antecipa ao arqueiro do Tigre e toca de cabeça para abrir o placar. Foto: Victor Minhoto.

Depois do gol o Tigre não desanimou e tentou virar o marcador, mas foi nesse momento que o Poços de Caldas cresceu. Aos 40 minutos, o camisa 17 Tchelé, substituto de Renatinho, recebeu um lançamento pela direita, ganhou na corrida da zaga adversária, entrou na área e chutou forte cruzado para novamente colocar os locais na frente.

Esse gol foi um banho de água fria no Ipatinga. Aproveitando-se da situação, aos 43 minutos, o camisa 16 Baianinho, do Vulcão, recebeu um lançamento pela esquerda e deu um belo toque por trás dos zagueiros. O camisa 15 Simião veio na corrida e pegou a bola na cara do gol, só tendo o trabalho de driblar o goleiro Bruno e tocar para fazer o terceiro gol e levando a torcida ao delírio.


Durante a 1ª etapa, zagueiro do Ipatinga quase "monta" no adversário para afastar o perigo das proximidades de sua área. Foto: Victor Minhoto.

Após esse lance a partida foi encerrada mesmo em Poços de Caldas 3x1 Ipatinga, sendo que com esse resultado o Vulcão afasta o perigo do rebaixamento. Já o Ipatinga, ainda em primeiro lugar empatado com a Caldense, recebe o América de Teófilo Otoni em casa na última rodada precisando apenas do empate para garantir o acesso ao Módulo I do Campeonato Mineiro de 2010.

Até a próxima,

Victor

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mais do Módulo II Mineiro, agora em Santa Luzia

Olá pessoal,

Na última quarta-feira a noite, enquanto a atenção da grande mídia estava voltada para a Libertadores e Copa do Brasil, eu decidi seguir até Santa Luzia, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mais precisamente para o Estádio Municipal Victor Andrade de Brito, mais conhecido como Frimisa, onde ocorreria a partida entre o local União Luziense EC e o Ideal FC, de Ipatinga. Infelizmente pelo já tradicional e insuportável trânsito de BH cheguei no estádio às 20h03min, exato momento em que o árbitro dava início a pártida. Assim, não foi possível obter as fotos das equipes posadas.

Antes de falar do jogo em si, já havia lido em alguns endereços eletrônicos, até com certo menosprezo, sobre a suposta má condição do Estádio do Frimisa, mas ao chegar no local me deparei com um estádio que lembra o de muitas cidades pequenas do interior, ou seja, apesar da pequena capacidade o local é muito aprazível e conta com muitas árvores atrás de uma das metas e também da arquibancada. Por isso me senti muito confortável nesse estádio que acabei conhecendo e que sem dúvida, se tiver, oportunidade voltarei.


Disputa de bola acirrada no meio de campo durante a 1ª etapa. Foto: Victor Minhoto.

Já em relação a partida não podemos tecer tantos elogios, pois desde o início as defesas pareciam que iriam superar os ataques. Na verdade as duas equipes começaram o jogo com muita disposição, talvez até em excesso, afinal era grande o número de passes errados pelos dois quadros. Entretanto, com o transcorrer da primeira etapa, o Ideal foi controlando as ações e levando certo perigo a meta adversária, mesmo porque o ataque do União Luziense se mostrava de todo inoperante.

Essa foi a tônica do primeiro tempo, que seguiu sem chances agudas de gol até seu final, deixando a torcida local desapontada, impaciente e um prognóstico nada promissor para o segundo tempo.


Ideal se prepara para cobrança de falta que obrigaria o arqueiro do União Luziense fazer boa defesa. Foto: Victor Minhoto.

Os primeiros minutos da etapa final transcorreram da mesma forma que a primeira, com as duas equipes correndo muito, mas também errando vários passes, o que facilitava em demasia as defesas. Esse ânimo momentâneo do União Luziense não durou muito, pois por volta do décimo minuto a equipe, sem motivo aparente, passou a apresentar uma apatia que irritava a sua torcida.


Equipes prontas para o início do 2º tempo. Foto: Victor Minhoto.

Esse comportamento trouxe sérias consequencias para os locais, a equipe alviverde de Ipatinga passou a dominar as ações e a impressão era que seu gol não tardaria. E foi exatamente isso que aconteceu, aos 24 minutos, após um cruzamento da esquerda, o zagueiro Álvaro Alexandre, camisa 4 do Ideal, acertou uma bela cabeçada que foi defendida pelo arqueiro do União. Porém, antes que a bola caísse no chão, o mesmo jogador desferiu outra cabeçada, agora com endereço certo para o fundo do gol.

Esse gol deixou os apenas 187 pagantes mais irritados com o União Luziense, e as vaias e reclamações começaram a tomar força. A partir deste momento a equipe local bem que tentou se lançar ao ataque, mas não demonstrava qualidade para levar perigo a meta do Idel. Essa situação deixou a torcida mais descontente, o que resultou numa série de ofensas aos atletas de Santa Luzia. Como consequencia a equipe mandante ficou mais nervosa e mais distante do gol de empate, tanto que foi o Ideal quem ameaçou marcar outro gol nos contra-ataques.


No final da partida os ânimos se exaltaram e geraram um princípio de confusão. Foto: Victor Minhoto.

O jogo transcorreu desta forma até seu final em União Luziense 0x1 Ideal. Com esse resultado o Ideal atingiu 15 pontos e deixou seu adversário nesta noite para trás com 13 pontos e apenas uma posição acima da zona de rebaixamento.

Até a próxima,

Victor

terça-feira, 15 de abril de 2008

JP novamente em Poços de Caldas

Olá,

Depois de acompanhar no sábado duas partidas pela Série A3 paulista, fechei com chave de ouro minha jornada tripla do último final de semana, indo até Minas Gerais, mais precisamente à turística cidade de Poços de Caldas para conferir no belo Estádio Dr. Ronaldo Junqueira a partida Poços de Caldas F.C. x Ideal F.C. da cidade de Ipatinga, válida pela décima terceira rodada do Campeonato Mineiro - Módulo II que está sendo disputado por doze equipes e apontará, ao seu final, os dois times que ascenderão ao Módulo I em 2.009, ocupando os lugares de Democrata de Sete Lagoas e Ipatinga que foram rebaixados esse ano.

Mesmo chegando meio em cima da hora, por conta de uma viagem que parecia que não terminaria nunca, pude sentir a hospitalidade do pessoal local que me deixou super à vontade para fazer as fotos dos times posados e do trio de arbitragem que estão abaixo. Além disso, se colocaram a minha disposição para informações e tudo mais que eu pudesse precisar. Meu muito obrigado e um abraço a todos.


Poços de Caldas F.C. - Poços de Caldas/MG. Foto: Orlando Lacanna.


Ideal F.C. - Ipatinga/MG. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Joel Tolentino Damata Júnior e seus assistentes Pedro Alcântara Campos e Wanderson Mozzer, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Bem, agradecimentos feitos e participantes da partida apresentados, vamos de bola rolando, num jogo que começou de forma bem animada, com as duas equipes correndo muito e, logo aos 4 minutos o Ideal teve um pênalti marcado a seu favor. Wander foi para a cobrança, com paradinha e tudo e acabou chutando para fora, aliviando os torcedores locais.


Pênalti desperdiçado pelo Ideal. Foto: Orlando Lacanna.

Logo após a cobrança do pênalti, começou uma chuva monstro que mais parecia um dilúvio, mas mesmo assim a partida continuou, pois o gramado agüentou muito bem os quase quinze minutos de água que caía sem parar, mas em compensação, fiquei muito molhado. Até os 30 minutos o Poços de Caldas tinha mais posse de bola, mas errava muitos passes, chutava pouco ao gol adversário e insistia em cruzamentos que não davam em nada.


Disputa de bola no meio de campo com a chuva caindo torrencialmente. Foto: Orlando Lacanna.


Cruzamento do Poços de Caldas que não deu em nada. Foto: Orlando Lacanna.

Somente ao 31 minutos o Vulcão teve uma real chance de gol, mas o goleiro Paulão do Ideal praticou excelente defesa numa cabeçada desferida à queima-roupa, próxima a pequena área. Nos últimos quinze minutos, o esforçado time de Ipatinga saiu um pouco mais e criou uma jogada aguda de ataque, sendo que uma delas culminou num chute perigoso que saiu à direita do goleiro Toni do time laranja que já estava batido no lance.


Jogada perigosa do ataque do Ideal. Foto: Orlando Lacanna.

Como as jogadas de real perigo foram poucas, o resultado de 0 a 0 foi inevitável até o término da primeira etapa. Durante o intervalo passei a maior parte do tempo admirando a linda paisagem que circunda o estádio, devidamente realçada com o aparecimento de um lindo arco-íris, além de desfrutar de um lanche gentilmente cedido pelos donos da casa ao pessoal da imprensa.


Linda paisagem ao redor do estádio. Boneco de um quati, a mascote do Poços de Caldas. Fotos: Orlando Lacanna.

Assim que a partida recomeçou ficou claro que o Poços de Caldas queria resolver logo a parada e foi prensando o Ideal no seu campo de defesa e, com isso chegou rapidamente ao gol inaugural, num golaço marcado aos 8 minutos por intermédio de Souza que acertou um petardo no ângulo direito, desferido da entrada da área.


Bola indo para o fundo da rede do Ideal no gol do Poços de Caldas. Foto: Orlando Lacanna.

Após ter aberto a contagem, o time laranja procurou ampliar a vantagem, mas mostrou dificuldades na criação de jogadas ofensivas, uma vez que o seu meio de campo pouco criava e quando conseguia alguma jogada mais lúcida, os atacantes não davam seqüência, errando no último toque.


Disputa de bola pelo alto no meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

O Poços de Caldas insistia nas jogadas pela esquerda trabalhadas por Baianinho, que não deveria estar numa jornada feliz e, por conta disso, "matava" grande parte das jogadas, deixando os torcedores locais fulos da vida. O Ideal, dentro das suas possibilidades, tentava alguma coisa no campo de ataque, mas também apresentava dificuldades nas finalizações e mesmo assim, criou pelo menos dois bons momentos para empatar, porém os desperdiçou.


Jogada perigosa do ataque do Ideal. Foto: Orlando Lacanna.

Por volta dos 40 minutos, o Vulcão chegou a marcar aquele que seria seu segundo gol, porém a arbitragem invalidou a jogada marcando toque de mão do atacante. No finalzinho da partida, o Ideal queimou seus últimos cartuchos tentando igualar o placar, mas não teve jeito.

Final de jogo com o marcador indicando Poços de Caldas 1 - 0 Ideal que serviu para o time da casa se afastar um pouco mais das últimas colocações e ganhar uma posição na tábua de classificação (7º lugar com 16 pontos), enquanto a derrota do Ideal o deixou no 9º lugar com 12 pontos e deverá ficar atento para não correr riscos de rebaixamento, mas com ainda restam 10 jogos para as duas equipes, ainda é possível pensar em melhores colocações.

Fim de jogo e embarque imediato para São Paulo, numa viagem tranqüila e já pensando nos próximos jogos a serem acompanhados pelo JP e não descartando um retorno à linda cidade de Poços de Caldas.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 8 de abril de 2008

JP novamente no Módulo II Mineiro em Poços de Caldas

Fala pessoal!

Depois do genial amistoso do último sábado, domingo foi reservado para uma viagem interestadual e para a minha volta à Minas Gerais depois de um ano longe de acompanhar partidas por lá. Acordei cedinho e segui até o Terminal Tietê para garantir minha passagem para a bela Poços de Caldas. Tudo para ver o jogo entre o Poços de Caldas e o EC Itaúna, válido pelo Campeonato Mineiro do Módulo II.

A viagem foi extremamente tranqüila, e fiquei curtindo as belas paisagens dos caminhos que levam à cidade mineira. É uma boa forma de aliviar qualquer tipo de stress que é acumulado durante a semana. Isso faz bem demais. Bom, cheguei na Rodoviária de Poços de Caldas com tempo suficiente para fazer o meio-campo e garantir as fotos oficiais. E isso fica mais fácil ainda em Poços, já que a Rodoviária faz parte do quintal do estádio, ou vice-versa.

Chegando no belo Estádio Ronaldo Junqueira, já fui conversar com o pessoal dos clubes. O pessoal das duas equipes me tratou de forma bastante simpática: a comissão técnica do Itaúna já conhecia o trabalho do JP inclusive com o presidente da equipe tendo conversado conosco faz pouco tempo. O pessoal do Poços de Caldas também, na pessoa do assessor de imprensa Aílton, fez questão de que eu me sentisse em casa, dando qualquer tipo de apoio para que ficasse à vontade para realizar o trabalho. E realmente me sentindo em casa, fui devidamente autorizado a ficar no gramado para as fotos oficiais da partida e do trio de arbitragem:


Poços de Caldas FC - Poços de Caldas/MG. Foto: Fernando Martinez.


EC Itaúna - Itaúna/MG. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Agora falando do jogo, a partida era de vida ou morte para o Vulcão. O time ocupava o 11ºlugar na tabela, estando na zona de rebaixamento junto com o Passense (que desistiu do campeonato de vez e será rebaixado à Segundona em 2009). Já o Itapuna faz boa campanha e ocupava o 3ºlugar, atrás apenas do América e do Araxá na busca pelo acesso para a elite. A vitória dos donos da casa era essencial para uma melhora na tabela, ainda mais contando que o time não perderá nenhum ponto com a desistência do time de Passos, já que perdeu a partida contra eles enquanto quase todos os outros times ganharam.


Jogadores voando em disputa acrobática de bola. Foto: Fernando Martinez.

Mas tendo ganho apenas um jogo em dez disputados até ali, a partida prometia ser difícil. E ela começou complicada mesmo, com o Itaúna tomando as ações do jogo e criando oportunidades de gol logo no começo. Demorou um pouco para que o Vulcão entrasse no jogo e criasse as suas.

Mas depois de quinze minutos, o Itaúna viu o Poços de Caldas dominar territorialmente a partida, e mesmo com o time não criando chances tão agudas para a marcação do seu gol, o Itaúna passou alguns apuros. Efetivamente os anfitriões criaram três ótimas chances, mas o ataque do time não acertava o pé e deixava sua ótima torcida presente no estádio apreensiva.


Ataque perigoso do Vulcão no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Poços arma chute de longe tentanto o primeiro gol. Foto: Fernando Martinez.

A emoção mesmo com gritaria e tudo acontecia quando o locutor do estádio imformava os gols da última rodada do Campeonato Paulista. Com gente torcendo para todos os times, ficou legal ouvir as reações da torcida quando os quatro maiores times de São Paulo marcavam ou sofriam gols.


Disputa de bola ríspida no ataque do Poços. Notem a fisionomia dos atletas. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando o embalo da torcida, o Poços buscava o gol de forma insistente, ou pelo enorme espaço que o Itaúna deixava na sua lateral direita ou em chances desperdiçadas em cruzamentos na área. O Poços até teve um gol anulado nesse primeiro tempo por impedimento. O Itaúna ainda teve mais duas boas chances de gol na primeira etapa, mas não chegou ao seu gol. E os primeiros 45 minutos acabaram sem a abertura do placar.



Ainda no primeiro tempo, falta perigosa para o Itaúna, sob o olhar atento do Quati atrás do gol. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui tomar uma água na lanchonete do estádio. Notei ali algo que dificilmente vemos hoje em dia nos estádios: uma barraca com souvenirs do clube sendo vendidos. Sem questionar preço ou coisa assim, é fantástico ver algo que sempre falamos colocado em prática. Não seria legal viajar pelo interior e conseguir comprar a camisa do time, um boné ou mesmo uma bandeira? Alguns clubes novos e com visão comercial fazem isso, mas a grande maioria ignora a torcida. Alô, alô clubes! Vamos copiar isso, não custa nada!


Goleiro do Itaúna tenta salvar seu time de sofrer um gol. Foto: Fernando Martinez.

Bom, para o segundo tempo, tínhamos a certeza que o jogo seria melhor, já que o Poços iria pra cima desde o começo enquanto o Itaúna tentaria se defender a todo custo para garantir um pontinho sofrido. E logo aos três minutos a certeza se confirmou com o gol dos donos da casa. Depois de lançamento longo pela esquerda, a bola encontrou o camisa 11 Renatinho pela direita. Ele tocou para o meio da área e o camisa 17 Braitner, que tinha entrado no intervalo só tocou para o fundo das redes. Alteração precisa do técnico João Carlos (aquele mesmo ex-zagueiro do Cruzeiro, Corinthians e Seleção) e vantagem para o Vulcão.


Lance do jogo no meio-de-campo no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Depois do gol o jogo abriu e os dois times criaram chances para marcar. O Itaúna mais tímido e o Poços ansioso para ampliar o placar. O time da casa criou ótimas chances para fazer o segundo, mas o dia estava complicado para seus atacantes, inclusive com eles perdendo duas chances praticamente sem goleiro.

Mas a ansiedade ia chegando e a vitória tão sonhada estava cada vez mais perto. Com a chegada do final do jogo, foi a vez do Itaúna acordar e ir para cima do Vulcão. Muito sofrimento foi visto em chances boas perdidas pelo ataque do time visitante. O Poços ainda teve mais um gol anulado, o que aumentou o nervosismo.


Jogada do segundo gol do Poços, mas que foi anulado pelo árbitro. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi para os acréscimos com o Itaúna em cima do Vulcão. Aos 46 minutos quase que a torcida local morre de emoção, quando num ataque ótimo dos visitantes, a bola sobrou livre para o jogador Nildo, que chutou na trave. Alívio mesmo só na hora do apito final: Poços de Caldas 1-0 Itaúna. Vitória-chave para o Vulcão, que (caso os times percam mesmo os pontos dos jogos contra a Passense) pula para o 7º lugar na tabela.

Depois do jogo só recebi mais elogios pelo nosso trabalho, e o diretor da equipe, Tiago Granato, fez questão de me presentear com a camisa da equipe. Só tenho a agradecer a hospitalidade do pessoal do Poços de Caldas e tamanha simpatia não vemos em qualquer esquina. Um abraço a eles! Bom, depois do jogo então fui pegar meu lugar no ônibus voltando para São Paulo com a sorte de ninguém ter comprado o lugar ao meu lado. Sozinho e bastante confortável curti as quatro horas de viagem tranqüilamente, já sentindo falta de novo de viagens assim. Mas com a segundona mais viagens dessa estão programadas!

Até mais

Fernando