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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Oeste 0-0 Rio Claro: Jogo nota 1 em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se na quarta-feira, dia 12, eu abri mão do futebol, na última eu me meti a fazer uma rodada dupla. Troquei uma tarde inteira no ar-condicionado por uma sessão vespertina no Campeonato Paulista da Série A2. Na Arena Barueri, acompanhei o duelo entre Oeste e Rio Claro pela 12ª rodada da primeira fase. Minha esperança era que ambos não me fizessem arrepender amargamente da escolha feita.

Agora, fica difícil, muito difícil, falar algo de bom sobre o que (não) vi nos 90 minutos no gramado sintético do reformado estádio. Tudo bem, o Rio Claro era o lanterna, ainda sem nenhuma vitória em oito rodadas, mas o Oeste estava em quarto lugar e, mesmo com a sequência ruim, não esperava o show de horrores apresentado pelos locais.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


O árbitro Salim Fende Chavez, os assistentes Mauro André de Freitas e Fausto Augusto Moretti, o quarto árbitro Pablo Rodrigo de Oliveira e os capitães dos times

O calor estava insano. Uma coisa de maluco, de doente. Eu aguentei fazer as fotos posadas e me mandei para as cabines. Não havia vento, não tinha brisa, não tinha nada. No gramado, não aconteceu um único lance digno de registro. Zero. Sofri com o bafo que vinha de fora e com a atuação tenebrosa das duas equipes.

Na etapa final, uma salvadora funcionária da Arena me ajudou e ligou o ar-condicionado da cabine. Com uma temperatura decente, consegui prestar mais atenção na peleja... mas me arrependi. Oeste e Rio Claro poderiam estar jogando até agora que o gol não teria saído. Não tem como escrever mais nada sobre a falta de inspiração dentro das quatro linhas.





Jogo ruim, foto ruim. Nem imagem teve como salvar direito


Resultado final do meu pior jogo de 2025 e um dos piores da história

Por todo o contexto, Oeste 0-0 Rio Claro entrou no meu Top 10 pessoal de piores jogos da vida. Pode ser um exagero? Creio que não, pois o combo calor horroroso + partida tenebrosa é um negócio simplesmente imbatível. Não tenho planos de voltar lá tão cedo.

O retorno, ainda debaixo de uma temperatura criminosa, reservou uma parada na padaria perto da Estação Jardim Belval antes de pegar os trilhos da antiga CPTM até a cidade de Osasco. Fui acompanhar a visita de um dos preferidos da casa ao Rochdale.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 0-0 Rio Claro

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Salim Fende Chavez; Público: 184 pagantes; Renda: R$ 1.304,00; Cartões amarelos: Thiago Nunes, Flávio Henrique e Emanuel; Cartão vermelho: Flávio Henrique 39 do 2º.
Oeste: Klever; Hytalo Lira (Tite), Thiago Nunes, Pedro Vítor e Matheus Albino; Ferreira, Gabryel Freitas (Flávio Henrique), Vítor Lima e Alex Reinaldo (Lucas Alvim); Henry (Geuvânio) e Paulinho (Guilherme Tavares). Técnico: Lelê.
Rio Claro: Passarelli; Fabinho (Caíque), Nílson, Gustavo e Mateus Vedrani; Bruno Luiz, Éder Lima (Fábio Magrão), Yamada (Coutinho) e Cesinha; Thalisson (Emanuel) e Luizinho (Jacó). Técnico: Fahel Júnior.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Grêmio Prudente atropela o Oeste na Arena Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da grande virada no meio de semana, a expectativa para a partida do Oeste no último domingo era a melhor possível. O duelo inédito contra o Grêmio Prudente, válido pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2, também marcou minha primeira visita à Arena Barueri em um confronto profissional após a reforma.

Bem diferente do que vi por lá durante a Copinha, o estádio tinha um clima mais tranquilo, e os funcionários da empresa dona do clube (lembrando que a prefeitura não tem mais envolvimento na gestão do local) estavam bem menos estressados do que em janeiro. Com um embate de menor apelo, felizmente, o ambiente era outro.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Grêmio Desportivo Prudente - Presidente Prudente/SP


O árbitro Leonardo Delfino Lima, os assistentes João Petrucio Marimônio dos Santos e Izabele de Oliveira, o quarto árbitro Henrique Otto Hengstmam e os capitães dos times

O rubro-negro de Barueri vinha de quatro triunfos seguidos, o último deles um espetacular 3 a 2 contra o Juventus na Rua Javari, e buscava a quinta vitória diante do recém-promovido time prudentino, que ocupava o 12º lugar antes da rodada. O cenário era animador.

Logo no começo, a primeira grande oportunidade foi do Oeste. Flávio Henrique acertou um belíssimo chute, e Omar fez uma defesa sensacional. Mas esse foi o único lance de perigo do time da casa durante toda a peleja. O Grêmio equilibrou as ações em seguida e neutralizou os anfitriões. Não que isso tenha resultado em chances claras de gol, mas tudo bem.

O medo de um 0 a 0 — que seria o primeiro do ano — foi dissipado aos sete minutos da etapa final. Wallace fez uma jogada sensacional pela direita, deu um drible incrível em dois defensores e cruzou para a área. Douglas Santos completou de letra e abriu o placar.

O Oeste tentou reagir, mas sem muito ânimo e com quase nenhuma inspiração. O Grêmio, por sua vez, se segurou sem sustos e administrou o jogo em banho-maria. A movimentação só voltou a melhorar nos acréscimos. Primeiro, Jussani completou cruzamento de Matheis Santana e ampliou. Depois, Vinícius Alves puxou um belo contra-ataque e deu números finais ao duelo.


A primeira, e única, chance de gol do Oeste na manhã






O Grêmio Prudente dominou a etapa final e levou importantes três pontos para casa

O placar final de Oeste 0-3 Grêmio Prudente manteve o rubro-negro na vice-liderança, agora empatado em pontos com o Primavera, ambos com 12. O XV segue na ponta com 16. Já o Grêmio subiu para o 9º lugar, com sete pontos, dois atrás do oitavo colocado, o Ituano.

Eu ainda tinha uma sessão vespertina programada, mas a chuva veio forte, e não teve como encarar a viagem até Diadema para acompanhar Água Santa x Ponte Preta. Longe demais, simplesmente não daria para chegar a tempo. Paciência. Se não rolar rodada na quarta-feira, retomo a agenda na sexta com uma sessão noturna bem legal no novo Pacaembu.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Oeste 0-3 Grêmio Prudente

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Leonardo Delfino de Abreu Lima; Público: 348 pagantes; Renda: R$ 2.080,00; Cartões amarelos: Gabryel Freitas, Diogo, Matheus Albino e Bruno Henrique; Gols: Douglas Santos 7, Jussani 47 e Vinícius 48 do 2º.
Oeste: Klever; Alex Reinaldo, Guilherme Tavares, Pedro Vítor e Fábio Kischelvski (Matheus Albino); Ferreira, Gabryel Freitas (Diogo), Vítor Lima (Lucas Tavares) e Flávio Henrique (Victhor Gabriel); Henry e Paulinho (Tite). Técnico: Lelê.
Grêmio Prudente: Omar; Lucas Marques (Cleiton Silva), Jussani, Thayller e Caio Cristian; Paulo Curuá, Bruno Henrique (Matheus Henrique) e Wallace (Braga); Jonatha Carlos (Nonato), Vinícius e Douglas Santos (Wagner Marques). Técnico: Sergio Guedes.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Velo sai na frente do Juventus na luta pelo acesso

Texto e fotos: Fernando Martinez


Reta final do Campeonato Paulista da Série A2 e mesmo em um domingo de Páscoa não tinha como perder o início da segunda semifinal. O Juventus recebeu o Velo Clube no Estádio Conde Rodolfo Crespi e queria fazer valer o fator campo. Na primeira fase, também na Javari, os grenás venceram pela contagem mínima.

O Juventus chegou aqui depois de dois empates contra a boa equipe da Ferroviária e vitória nos pênaltis. Já o Velo derrotou o forte São José duas vezes. Aliás, as quartas da A2 derrubaram os quatro primeiros colocados, todos eliminados em casa no duelo de volta. Isso nunca tinha acontecido antes e só comprova o equilíbrio total do torneio.

O Moleque Travesso está fora da principal divisão do estado desde 2008, mas foi habitué durante várias décadas desde os anos 30. Com o Velo, outro papo. O rubro-verde esteve na elite apenas uma vez, em 1979. Subiu, caiu no mesmo ano e nunca mais chegou perto. É a melhor chance que o time tem em muito tempo.


CA Juventus - São Paulo/SP


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP


O árbitro Salim Fende Chavez, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Leonardo Tadeu Pedro e o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos com os capitães de Juventus e Velo

Alguns apostavam que não, mas a Javari esteve outra vez lotada. 4.307 pessoas pagaram ingresso e lotaram as dependências da casa grená. Aliás, me pego pensando em uma coisa: nos anos 70 chegou a ter jogo com 12, 13 mil pessoas. Se com quatro mil o estádio fica em uma condição insalubre, não consigo imaginar como deveria ser antigamente. Perdidos na muvuca, vários amigos: Milton, Nilton, Estevan e Syller, o homem-televisão.

A grande parte dos presentes desanimou logo no começo, pois o Velo Clube abriu o placar no terceiro minuto. Lucas Dani desarmou um atleta local e cruzou pata Caio Mancha. O atacante tocou de leve e colocou no fundo da rede. O Juventus buscou não se abater com o tento sofrido, só que criou pouco. A melhor oportunidade foi em cobrança de falta de Guthierres. Nos contra-ataques, o rubro-verde foi perigoso.




O gol de Caio Mancha em três momentos





Mais momentos do primeiro tempo na Rua Javari

Na etapa final o Moleque Travesso até teve mais posse, porém não foi uma pressão efetiva. Teve gol, corretamente anulado pela arbitragem, e chance boa de Léo Castro e Guthierres, ele de novo, e só. O Velo soube se segurar direitinho e praticamente não sofreu sustos.





O Juventus ficou com a bola, mas assustou pouco no tempo final. Na segunda foto chegou a empatar, mas o gol foi anulado


O Velo deu um gigantesco passo para voltar à elite do estado após 45 anos de ausência

A rapaziada da Mooca ficou triste com o resultado de Juventus 0-1 Velo Clube. O onze interiorano agora por um empate no Benitão para voltar à elite após 45 anos. Os grenás têm que derrotar o adversário por dois tentos de diferença. Se devolverem o marcador, teremos pênaltis. Se eu fosse de apostar, colocaria 80/20 no acesso velista.

Como era Páscoa, saí da Javari e fui me encontrar com a família, algo que não fazia na data há cerca de 15 anos. Sempre é bom juntar o pessoal. Futebol de novo teremos na quarta-feira com o início de um período com vários times novos na Lista, algo que não acontece há bastante tempo.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 0-1 Velo Clube

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Salim Fende Chavez; Público: 4.307 pagantes; Renda: R$ 151.460,00; Cartões amarelos: Léo Campos e Lucas Cezane; Gol: Caio Mancha 3 do 1º.
Juventus: Caio; Arthur (Marcel), Guilherme Mattis, Rayne e Caxambu (César); Borges (Jair), Liberato e Guthierres; Thiago Rubim (Andrey), Justino (Marlon) e Léo Castro. Técnico: Sérgio Soares.
Velo Clube: Gabriel Félix; Gabriel Mancha, Rafael Goiano, Lucas Cezane (Julio Vaz) e Léo Campos; Norton, Martinelli (Anderson Recife) e Felipinho; Mizael (Samuel Pizzi), Caio Mancha (Mayco) e Lucas Duni (Guilherme Garré). Técnico: Guilherme Alves.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Juventus marca nos acréscimos e mantém série invicta na A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no sábado fiquei quietinho no QG da zona oeste estudando (!), no domingo teve rodada dupla com os dois principais torneios do estado de São Paulo. Comecei os trabalhos com um duelo tradicionalíssimo entre Juventus e Noroeste no Estádio Conde Rodolfo Crespi. O jogo foi válido pela 14ª e penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Embalado pela boa sequência na competição, o Moleque Travesso precisava ganhar para se classificar com uma rodada de antecedência. O Noroeste, vindo de uma paulada sofrida contra o XV de Piracicaba, queria a recuperação. Vi cinco Juventus x Noroeste na história. Dois em 1999, a final da A2 de 2005 com título paulistano, encontro na A1 em 2006 e o último, goleada alvirrubra por 4 a 0 em 2013. Neles, quatro triunfos grenás e apenas um do escrete bauruense.


CA Juventus - São Paulo/SP


EC Noroeste - Bauru/SP


Quarteto de arbitragem composto por Guilherme Nunes de Santana, Robson Ferreira Oliveira, Guilherme Holanda Moura Lima e Pablo Rodrigo Soares de Oliveira ao lado dos capitães

Partida na Rua Javari aos domingos de manhã conta com aquele cenário de sempre: inúmeros turistas indo lá viver na pele o tal do "futebol raiz". Como há muito eu não via, mais de 4 mil pessoas pagaram ingresso e lotaram o acanhado e histórico estádio. A última vez que tinha presenciado tanta gente ali foi na eliminação da A2 de 2019, o 1 a 1 contra o XV de Piracicaba. Entre a multidão, a fênix Estevan seguindo no seu "Ano Sim", o amigo Maurício Nassau, o suzanense Nílton e o casal Bruno Filandra, o "Tom Cruise do Tatuapé", e sua cara-metade Thais.

É, só que a maior parte dos presentes não gostou do que viu. O Juventus certamente fez uma das piores partidas no ano, se não a pior, e sofreu durante a maior parte do tempo. Na primeira meia hora, equilíbrio na base da ruindade, sem nenhuma das duas equipes criar nada. Depois, o Norusca passou a se aventurar no campo de ataque e Caio, goleiro grená, salvou a pátria do clube da Mooca em dois momentos.





O primeiro tempo na Rua Javari foi fraco e com poucas chances de gol

Na etapa inicial a coisa não foi boa. Na final, ficou pior. O Noroeste parecia que estava no Alfredo de Castilho e não deu nenhuma chance aos locais. Carlão perdeu uma imensa oportunidade aos 13 e aos 22, de novo ele mandou de prima, mas pela linha de fundo. O primeiro chute do Juventus em toda a peleja aconteceu aos 28 e passou por cima da meta.

O gol noroestino era questão de tempo e ele saiu aos 37 minutos. Blade tocou para Rodolfo, que devolveu com um magnífico toque de calcanhar e então o camisa 21 finalizou firme, no canto esquerdo de Caio. Com o 1 a 0, o alvirrubro bauruense se segurou na boa e tudo indicava que levariam três pontos importantíssimos para o interior.

Uma chuva inesperada chegou junto com os acréscimos e ela acabou trazendo a redenção juventina na quente manhã de domingo. O relógio mostrava 49 minutos quando a bola foi cruzada pela direita dentro da área visitante. Léo Castro, livre de marcação, só desviou de leve e colocou no cantinho de Reynaldo, empatando o confronto e levando a torcida à loucura.






Na segunda etapa, só deu Noroeste


Blade comemorando o gol noroestino junto com a torcida presente na Javari



A comemoração no inesperado gol de empate grená e lamentação de Blade após o apito final

O Juventus 1-1 Noroeste não foi um resultado justo, longe disso, porém no futebol as coisas funcionam assim. O empate deixou o onze grená na sétima colocação com 19 pontos, enquanto o clube de Bauru está em 10º com 18. Na última rodada, o Moleque vai até Campinas enfrentar o desalojado Oeste enquanto a Locomotiva recebe o Taubaté. "Haja coração, amigo", diria o outro.

Saí do estádio e fui fazer uma boquinha ali perto e, com a barriga cheia, peguei o caminho do ABC Paulista. Teve jogo importante do Paulistão-24 na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 1-1 Noroeste

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público: 4.092 pagantes; Renda: R$ 99.585,00; Cartões amarelos: Matheus, Guilherme Mattis, Borges, Pedro Felipe, Balardin e Jonatas Paulista; Gols: Blade 37 e Léo Castro 49 do 2º.
Juventus: Caio; Arthur, Guilherme Mattis, Iago Motta e Caxambu (João Lucas); Betinho, Borges (Lissandro) e Matheus (Gabriel Justino); Thiago Rubim, Léo Castro e Masson (César). Técnico: Sérgio Soares.
Noroeste: Reynaldo; John Egito, Luizão, Balardin e PH; Jonatas Paulista (Emerson Müller), Diego Maia, Isael (Rodolfo) e Blade; Pedro Felipe (Luiz Thiago) e Carlão (Vinícius Bala). Técnico: Moisés Egert.

terça-feira, 21 de março de 2023

Novorizontino vence o Oeste e coloca a mão na vaga na semi da A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


O horário não foi dos melhores e a ida até Barueri teve dilúvio, atraso e pé molhado, mas tudo bem. A noite do domingo reservou a peleja de ida das quartas de final do Campeonato Paulista da Série A2 entre Oeste e Grêmio Novorizontino na Arena Barueri. O Tigre era favorito, só que o rubro-negro não perdia há sete jogos.

Estive nessa com a dupla Milton e Bruno, agora aposentado no carnaval na avenida e retomando a agenda futebolística. Tinha previsão de chuva, então fomos cedo buscando evitar maiores problemas. Fizemos aquela parada tradicional na padaria que fica no caminho do estádio e aí ferrou tudo pois enquanto estávamos lá caiu o mundo. Não foi uma chuva e sim um temporal avassalador que complicou a programação.

O negócio foi tão feio que tivemos que pedir um Uber de lá, caso contrário molharíamos a alma. Quando chegamos na Arena, ainda bem que estávamos de carro. Toda a entrada do estacionamento estava inundada com água na altura do joelho. O motorista nos deixou em local seco e entramos dando uma volta por cima de uma escada. Perrengue master.


Oeste FC - Barueri/SP


Grêmio Novorizontino - Novo Horizonte/SP


Douglas Marques das Flores, Gustavo Rodrigues de Oliveira, Leonardo Tadeu Pedro e Márcio Mattos dos Santos, o quarteto de arbitragem, com os capitães dos times

Já imaginava que o dilúvio tinha estragado o gramado... dito e feito. Ele estava parecido com o que vi ali na Copinha deste ano. Era claro que não tinha como começar a partida no horário marcado. Enquanto esperávamos, um belíssimo arco-íris completo deu as caras em Barueri. No campo, funcionários da prefeitura e seus potentes rodos tentavam tirar o excesso de água sem muito sucesso.


O belo arco-íris tomando conta do céu de Barueri antes do jogo


Pessoal dando um gás para tentar melhorar o estado do gramado da Arena após o temporal. Pena que não adiantou muito...

Na primeira fase, o Oeste chegou a ficar na zona de rebaixamento com uma sequência de nove jogos sem vitórias. Se recuperou e se classificou na sétima posição. O Grêmio não passou sufoco em nenhum momento apesar de ter caído um pouco de produção nas rodadas finais. O Tigre ficou na segunda posição, atrás apenas da Ponte Preta. O fato de jogar em casa era uma preocupação para o Rubrão. Na Arena foram duas derrotas, cinco empates e apenas uma vitória, justamente contra o Novorizontino, por 1 a 0 no sábado de Carnaval. Era uma chance única de aprenderem jogar com o mando de campo.

Já sem chuva, fiz as fotos oficiais e a peleja começou com 19 minutos de atraso. Quando a bola rolou, o favoritismo visitante não demorou a surgir. Aos 10, os gremistas mandaram uma na trave. Aos 15, Gledson trabalhou em finalização de Léo Tocantins e aos 16 Renato Palm cabeceou tirando tinta da trave. O primeiro ataque da casa foi com Reifit aos 22 e, no minuto seguinte, Bruno Gonçalvez fez o tento local, porém ele estava impedido.


A boa presença da torcida do Novorizontino em Barueri






Lances da primeira etapa de Oeste x Grêmio Novorizontino

Os gremistas seguiram melhores na etapa final e Aylon abriu a contagem aos cinco minutos. Foi um ataque estranho do Tigre. A pelota foi lançada do campo de defesa, a zaga rubro-negra falhou e Ronaldo levantou na área. Aylon pegou de prima e colocou no canto direito. O 1 a 0 matou o Oeste, que não conseguiu emplacar nenhum lance de destaque até o apito final. Deu sorte também de não perder por uma diferença maior. Podem incluir essa na conta de Gledson.





O Tigre conseguiu grande resultado e joga por um empate em casa para estar na semifinal

O Oeste 0-1 Grêmio Novorizontino deixou o clube preto e amarelo com uma mão na semifinal da A2. Precisam de um empate quarta-feira em casa para se classificarem. O Rubrão tem que vencer por dois de diferença. Por um, leva a decisão aos pênaltis. Aposto minhas fichas na vaga do Tigre. Se isso acontecer, a peleja em Barueri foi minha despedida na Série A2 em 2023.

Sem nada perto de casa na semana, devo retomar a programação na sexta-feira de manhã com uma partida com selo prime da série "Vagabundos da Bola", aquelas maravilhas que só rolam em dias úteis das 9 às 18 horas.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 0-1 Grêmio Novorizontino

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Douglas Marques das Flores; Público: 412 pagantes; Renda: R$ 4.120,00; Cartões amarelos: Negueba, Lucas Eodrigues, Reifit, Roberto, Léo Baiano; Gol: Aylon 5 do 2º.
Oeste: Glédson; Lucas Rodrigues, Diego Jussani, Diego Augusto e Di Maria (Léo Gobo); Paulinho, Negueba (Diogo) e Marcelo Toscano (Motta); Reifit, Bruno Gonçalves (Joanderson) e Guilherme Portuga (Ítalo). Técnico: Sérgio Alecsandro.
Grêmio Novorizontino: Georgemy; Willean Lepo, César Martins, Renato Palm e Bruno Silva (Léo Baiano); Geovane, Léo Tocantins e Adriano; Roberto (Reverson); Aylon (Bruno Costa) e Ronaldo (Renan Gorne). Técnico: Eduardo Baptista.