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terça-feira, 6 de maio de 2025

Guarulhos vence o São Carlos e lidera a Segundona no retorno ao profissionalismo

Texto e fotos: Fernando Martinez


A preguiça me deixou de fora da rodada de sábado, mas no domingo fiz a minha estreia na esvaziada edição de 2025 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o último nível do estadual. Direto do Estádio Antônio Soares de Oliveira, fui acompanhar o primeiro jogo do Guarulhos como mandante no seu retorno ao profissionalismo. O adversário foi o São Carlos.

A Associação Desportiva Guarulhos, ausência muito sentida em 2024, só está jogando porque firmou uma espécie de parceria com o Aster, ex-Itaquá. O clube, surpresa da Copinha-24, "foi saído" da cidade e viu a união com o escrete guarulhense como a forma de se manter em atividade. Em um campeonato tão nivelado, pode dar liga. O meu medo é que vire um "Aster Guarulhos" em um futuro não tão distante.

Falando da Segundona, é triste ver como a competição está mais sem graça a cada ano que passa. Campeonato curto, sem muito interesse, poucos times. Um crime. Digo sem medo de errar: hoje o Paulista sub-20 está muito mais interessante do que a última divisão. Antes o carro-chefe do JP, hoje desperta pouco interesse. Já passou da hora de a FPF cuidar melhor do torneio (e não só dele).

Somente 15 clubes participam da Segunda Divisão. Foram divididos em três grupos com cinco times cada e se classificam para a segunda fase os dois primeiros de cada chave e os dois melhores terceiros colocados. A partir daí, quartas, semi e final até a decisão do campeão. Os dois finalistas sobem para a A4 em 2026 e ocuparão os lugares dos rebaixados Audax e Matonense.


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


São Carlos Futebol Clube Ltda. - São Carlos/SP


Os capitães junto com o árbitro Vinícius Diniz de Camargo, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Vladimir Nunes da Silva e o quarto árbitro Claudemir de Araújo Silva

Estive nessa com a dupla Nilton e Victor. Sem paciência para esperar o ônibus na Estação Armênia, fomos até o Tatuapé e de lá pegamos um Uber até o Ninho do Corvo. Entrei no estádio por volta das 14h20 e ainda não tinha ambulância nem médico. Já bateu o medo característico em pelejas da divisão, mas felizmente, pouco antes do horário marcado, todos chegaram direitinho. Também pintaram por lá o Pucci e o Mau, o viajante do interior.

Quatro atletas que estavam na histórica vitória do Aster Itaquá contra o Palmeiras na Copa São Paulo de 2024 estavam em campo: Vitão, Rodrigo Capiva, Dieguinho e Gustavinho. Com eles em campo, o Guarulhos foi melhor do que o São Carlos no começo da partida. O goleiro Max Yam fez grande defesa nos primeiros minutos, porém, aos 10, não conseguiu evitar o gol local, marcado em bom chute de Dieguinho pela esquerda.

Com 1 a 0 a favor, o Guarulhos deu bobeira no seu setor defensivo e quase sofreu o empate em duas oportunidades. Na sequência os locais voltaram a assustar a zaga do São Carlos e por pouco não ampliaram. O razoável primeiro tempo terminou com o triunfo parcial do AD. No intervalo, só para variar, fiquei na arquibancada com a rapaziada presente batendo papo sobre a vida.


Depois da confusão com Flamengo e Ibrachina na Copinha, agora o setor visitante tem uma pequena cabine. Quando pintar alguma chance de confusão, todo mundo, inclusive diretores, ficarão no cercadinho novo do Ninho do Corvo


Boa chegada do Guarulhos no começo do jogo


Defesa de Max Yam, apenas a primeira de várias que fez no domingo


O chute de Dieguinho abrindo o marcador em Guarulhos




Mais lances do primeiro tempo de Guarulhos x São Carlos

O São Carlos melhorou a performance na etapa final e não deixou tudo igual por puro azar. Foram pelo menos três grandes momentos. Demorou para que o Guarulhos voltasse a atacar com perigo. O panorama não sofreu alterações até os acréscimos. Foi quando os donos da casa roubaram a bola da zaga visitante e ela sobrou para Gustavinho. Ele tirou do zagueiro e chutou cruzado, fechando a fatura.


A escudo do Aster Itaquá no meio da camisa do Guarulhos. Se não fosse a parceria, o AD nem estaria jogando...




No segundo tempo a partida foi mais equilibrada e vimos boas chances dos dois lados


Gustavinho anotou o segundo e fechou o triunfo local na Segundona

O triunfo por 2 a 0 colocou o Guarulhos na liderança do Grupo 2 com seis pontos e 100% de aproveitamento. O Batatais tem a mesma pontuação, porém um jogo a mais. O Flamengo é o terceiro com dois, e Independente e São Carlos somam apenas um. A Segundona nem começou, e daqui duas semanas já acaba o primeiro turno da fase inicial. Triste ver que o calendário é cada vez pior, e poucos se tocam em como isso é ruim. O lance é que a gente liga mais para o futebol paulista do que os dirigentes da FPF e dos clubes.

Retomei meu caminho até o Tatuapé novamente com o radioativo Nilton e dali peguei o rumo do QG da Zona Oeste. Na segunda, voltei aos gramados para uma sessão noturna da Série C do Brasileiro.

Até lá!

Ficha Técnica: Guarulhos 2-0 São Carlos

Local: Estádio Antônio Soares de Oliveira (Guarulhos); Árbitro: Vinícius Diniz de Camargo; Público: 197 pagantes; Renda: R$ 2.280,00; Cartões amarelos: Abner Feijão, Breno Mariano, Vitão, Guilherme Ribeiro, Fabinho e Rafael Bastos (AT-São); Gols: Dieguinho 10 do 1º, Gustavinho 46 do 2º.
Guarulhos: Cauê Santana; Vitão, Breno Mariano, Jarleysom e Robinho (Alê); Rodrigo Capiva, Abner Feijão (Iarley Alexandre), Sávio Santos e Dieguinho; Juliano Bernardes (Fabrício Rabelo) (Davi Almeida) e Gustavinho. Técnico: Fabrício Madeira.
São Carlos: Max Yam; Juda, Rodrigo Fernandes (Chaves), Rodrigão e Ismael (Kevyn); Guilherme Ribeiro, Emídio (Pedro Zuccolo), Iago e Dézin (Adati); Kauan Silva (Jhonathan Mendes) e Fabinho. Técnico: João Batista.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Em jogo tenebroso, Cruzeiro derrota o Imperatriz no apagar das luzes

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após a peleja em Bálsamo no domingo à tarde, pegamos novamente a estrada, pois tinha time novo na pauta livre do JP. Percorremos quase 240 quilômetros sem muita pressa, já que o horário estava tranquilo para acompanhar o duelo entre Imperatriz, clube 808 da Lista, e Cruzeiro, fechando a segunda rodada do Grupo 13 da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

O caminho foi tão sossegado que chegamos ao Estádio Luís Augusto de Oliveira com mais da metade do segundo tempo de São Carlos x Real Brasília ainda por jogar. Me credenciei e fui ao gramado acompanhar quase meia hora da preliminar. Junto com a caravana da coragem, chegou também a emoção.

O estádio estava apinhado e viu os locais perderem boas chances em sequência. A peleja já estava na reta final quando Kauan Silva abriu o placar aos 41 minutos. A comemoração foi enorme, já que o gol colocava o time da casa na segunda fase da Copinha. Só que o clube do Distrito Federal tinha outros planos e empatou aos 46, jogando um banho de água geladíssima na festa da torcida. O 1 a 1 complicou a vida paulista, pois agora o São Carlos precisava vencer o Cruzeiro na última rodada e torcer contra o Real.



Duas imagens dos minutos finais de São Carlos x Real Brasília. Foi chegarmos para o jogo ficar muito bom

Falando do escrete nordestino, o Cavalo de Aço veio para a Copinha graças ao título da Copa Maranhão sub-20. A última participação tinha sido em 2023, em uma chave disputada em Taubaté, que contava com o Porto Vitória/ES. Não consegui viajar até lá e fiquei chateado por perder os dois. Bom, um eu consegui livrar. Vamos ver se consigo o segundo até o fim da primeira fase.

Por pouco as fotos posadas não viraram pó nessa partida. O Imperatriz confundiu o horário e achou que o pontapé inicial era às 21h45. Só que o jogo começaria às 21h30, e o aquecimento deles se estendeu além do tempo. O delegado da FPF avisou a mim e ao amigo Lucas, o grande cancheiro, que os times não iriam posar. Após muitos apelos de nós dois, ele quebrou o galho e fizemos as imagens na marra. Ufa!


Sociedade Imperatriz de Desportos (sub-20) - Imperatriz/MA


Cruzeiro Esporte Clube (sub-20) - Belo Horizonte/MG


No laço, a foto oficial do quarteto de arbitragem e dos capitães dos times

Na rodada de estreia, o Imperatriz foi derrotado pelo São Carlos e o Cruzeiro empatou com o Real. Eu achava os mineiros favoritos e fui acompanhar o ataque deles. O que eu não esperava era assistir a um jogo simplesmente horroroso. Nada aconteceu. Zero. Niente. Foi terrível.

Na etapa inicial, a maior emoção foi tentar encontrar um hotel legal em Rio Claro para passar a noite. No gramado, nenhum lance, nenhuma emoção. No segundo tempo, subi para as cabines para pegar algumas fotos do alto. Fiquei lá com o amigo Bruno, que estava desesperado tentando manter o celular funcionando para conversar com sua cara-metade.

A nhaca seguiu sem dó dos (poucos) presentes no estádio. O relógio corria implacável, e eu sentia que estava prestes a ver meu primeiro 0 a 0 de 2025. A esperança já tinha desaparecido quando o goleiro Alex resolveu dar uma forcinha a todos nós. Cauan Baptistella recebeu na direita, cortou para dentro e chutou de longe. O arqueiro, completamente fora do gol, viu a pelota entrar no canto direito. Comemoração efusiva de todos, aliviados com o tento mineiro. Navarro ampliou a festa aos 45, em um chute meio sem jeito, do meio da área.








Salvar foto com a fraca iluminação do Luís Augusto de Oliveira é dose. Entre centenas, consegui salvar essas daqui. Até que quebraram o galho

O Imperatriz 0-2 Cruzeiro impediu que passasse em branco tão cedo em 2025. Foi uma peleja nota 3, mas quebrou o galho na reta final. O resultado eliminou o onze maranhense e deixou os celestes precisando vencer o São Carlos na rodada final.

Saímos do Luís Augusto de Oliveira perto da meia-noite e seguimos até Rio Claro. O hotel era bem mais ou menos, mas pelo menos serviu para ver a Fernanda Torres ganhando o Globo de Ouro. Valeu também encontrar uma pastelaria (!) aberta às duas da matina, com um dos melhores pastéis que já comi na vida.

Na segunda, tinha mais três jogos na pauta e outros dois clubes novos na Lista no retorno da caravana da coragem.

Até lá!

Ficha Técnica: São Carlos 1-1 Real Brasília

Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira (São Carlos); Árbitro: Fabiano Paulo da Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Fabinho, Emídio, Alan, PV, Jhuan Pablo e Thiago de Castro; Gols: Kauan Silva 41 e Matheus Fernandes 46 do 2º.
São Carlos: Giovani Paiva; Juda, Bacural, Michel Chagas e Emídio (Kevyn); Chaves (Alan), Iago e Godinho (Adati); Kawan Claro (Gomes), Paulo Henrique (Kauan Silva) e Fabinho. Técnico: João Batista.
Real Brasília: Luiz Felipe; João Carvalho (Gabriel Santos), Yuri, Maksuel e Gustavo Henrique; Jhuan Pablo, PV (Arthurzinho), Gabriel da Silva (Thiago de Castro) e Pedro Ayub (Matheus Fernandes); João Victor (Bruno Kennedy) e Juan. Técnico: Kaká.

Ficha Técnica: Imperatriz 0-2 Cruzeiro

Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira (São Carlos; Árbitro: Juliano José Alves Rodrigues; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Coxinha, Breno, Pedro Ivo, Gustavo Nobre, Janderson, Murilo Rhikman e Filipe Melere; Gols: Cauan Baptistella 39 e Navarro 45 do 2º.
Imperatriz: Alex; Pedro Ivo, Breno, Raylson e Orelha (Vitinho); Xinayder, Coxinha, Pedro e João Pedro (Gustavo Nobre); Junior Xingu e Adrian Papel (Zé Mário). Técnico: Jheimy Carvalho.
Cruzeiro: Marcelo; Victor Jesus, Janderson, Bruno Alves e Kauã Prates; Murilo Rhikman, Jhosefer (Cauan Baptistella), Akiles (Fernando) e Rhuan Gabriel (Rayan Lelis); Kaique Kenji (Filipe Melere) e Gui Meira (Navarro). Técnico: Luciano Dias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Invicto, Falcon/SE se classifica para a segunda fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminada a rodada dupla em Araras, pegamos a estrada para acompanhar a definição do Grupo 11 da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022. Direto do Estádio Luís Augusto de Oliveira, em São Carlos, teve time novo logo na partida inicial, o genial Falcon de Sergipe enfrentando o São Carlos em busca da classificação. A Lista chegou ao número 731.

Minha última vez na Capital da Tecnologia tinha sido em 2019 quando vi metade do duelo entre São-Carlense e Catanduva FC pela Segundona. Na Copinha foram duas visitas: uma rodada dupla com direito a um genial São Cristóvão e Comercial/MS em 2007 e um 0x0 entre Flamengo e Aquidauanense em 2012. Voltar a acompanhar o torneio mais importante da base do país depois de 10 anos no Luisão foi bem legal.

A presença foi obrigatória por causa do Falcon Futebol Clube. Fundado em novembro de 2020 na cidade de Barra dos Coqueiros, o Carcará estreou oficialmente na A2 sub-20 de 2021. O clube chegou na final contra o Santa Cruz de Riachuelo e, nos pênaltis, foi derrotado. O Santa ganhou a vaga na Copinha junto com Lagarto e Confiança, campeão e vice da A1. Como a equipe utilizou um atleta irregular na decisão, após julgamento do TJD ela perdeu o caneco e a vaga para o Falcon.




O Falcon e o São Carlos posando só com os 11 titulares

Nos dois primeiros compromissos do time sergipano, dois empates contra São-Carlense e América Mineiro. Contra o líder São Carlos, que estava com quatro pontos, a vitória era necessária para não dependerem do resultado do jogo de fundo. Os donos da casa atuavam por um empate e não queiram perder a chance de alcançarem a segunda fase pela nona vez em 14 participações.

Se já estava chovendo quando o União São João 0x2 Athletico terminou, os 90 quilômetros entre as duas cidades foram percorridos debaixo de uma chuva mais forte. Quando chegamos no Luisão então... aí ferrou de vez. Um vento fortíssimo espalhava a chuva e eu não aguentei cinco minutos em campo. Me protegi em uma providencial tenda montada ao lado do banco de reservas.

Ainda estava no ataque local quando a primeira oportunidade foi criada. Jackson cobrou falta e o goleiro Gabriel pegou no susto. Na sequência Lucão girou na área e mandou na trave. Eu já estava debaixo da tenda dos milagres quando Isakiel recebeu bom passe de Gabriel Cruz e chutou perto do travessão. Basicamente o tempo inicial teve isso... e só.





Detalhes do primeiro tempo de Falcon x São Carlos

Me dirigi até a parte coberta acompanhar o tempo final com o Mário e dali vimos a peleja melhorar muito. O Falcon se lançou ao ataque, pois só a vitória interessava. Hery Johnson, um homônimo do ícone da dramaturgia tupiniquim, quase abriu o placar em cabeçada brilhantemente defendida por Rodrigo Jardim, goleiro local. Na sequência, Breno, também usando a cuca, obrigou de novo o arqueiro da casa a mostrar serviço.

O São Carlos respondeu com boa finalização de Zé Rodolfo, mas foram os visitantes que saíram na frente aos 24. Em tiro de fora, a bola foi desviada pela zaga e sobrou livre com Everson. O camisa 23 invadiu a área a tocou na saída do goleiro. Os locais não empataram na sequência por milagre. Jackson acertou cabeçada na pequena área e Gabriel Henrique, igual Gordon Banks na Copa de 70, desviou no puro reflexo.

A resposta do Falcon foi fatal: aos 32 minutos Christian fez 2x0 em cobrança de pênalti. Aos 39, Yago finalmente marcou a favor dos paulistas e certamente ia rolar muita tensão até o apito final. Na parte coberta, muita discussão entre torcedores do São Carlos e integrantes da delegação sergipana. Não saiu soco e paulada por milagre. No campo, a Águia da Central tentou com afinco e quase empatou em lance pelo alto... porém ficou apenas no quase.



No tempo final, a partida melhorou bastante


Chute que originou o primeiro gol do Falcon



De pênalti, Christian ampliou a vantagem dos sergipanos e emendou uma comemoração cheia de estilo


Disputa de bola na linha de fundo do ataque local

O São Carlos 1-2 Falcon foi histórico em vários sentidos para o futebol do Sergipe. Foi apenas a quinta vez na história que um clube do estado passou de fase na Copinha e a segunda que uma equipe terminou invicta a primeira fase (o Confiança fez o mesmo em 2015, só que não se classificou).

A peleja de fundo no Luís Augusto de Oliveira reuniu dois times que precisavam vencer pensando em ficar entre os 64 melhores. Um empate matava os dois. Já tinha visto três jogos no domingo e a jornada estava longe de acabar.

Até lá!

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Ficha Técnica: Falcon 2x1 São Carlos

Em breve
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Nacional vence na gloriosa conclusão do Projeto 40 2017

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram 70 dias, sete semanas completas, catorze estádios visitados em doze cidades diferentes e total de 32 partidas, mas a edição 2017 do Projeto 40 chegou ao fim na manhã do último sábado no mesmo lugar aonde o projeto começou, o Estádio Nicolau Alayon. Em jogo decisivo do Campeonato Paulista da Série A3, o Nacional recebeu o São Carlos, a última figurinha do álbum, precisando (muito) da vitória.

Desde 2013 o blog provavelmente é o único local aonde existem coberturas in loco de todos os participantes das Séries A2 e A3. É uma forma de registrar a história e também de mostrar profundo respeito ao futebol das divisões de acesso. Hoje em dia até pinta alguma cobertura da "grande mídia" nesses certames, infelizmente ainda muito esporádica e pontual. Aqui no Jogos Perdidos, esse é o sentimento oficial que eu carrego com orgulho desde 2004.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


São Carlos Futebol Ltda. - São Carlos/SP


Os capitães dos times junto com o árbitro gente finíssima que faz a sua despedida dos gramados em 2017 José Roberto Marques, os assistentes Leonardo Tadeu Pedro e Fausto Augusto Moretti e o quarto árbitro Rodrigo Santos

Vindo de duas derrotas e fora do G8, o onze ferroviário ficou dependendo de duas vitórias nos seus dois últimos compromissos para se garantir nas quartas-de-final sem depender de ninguém. O Data Fernando também informa que nos cinco confrontos entre os dois na história, dois triunfos paulistanos, dois empates (um deles, o dramático 3x3 pela A3 de 2008, teve cobertura do blog) e uma vitória do São Carlos.

Durante essa primeira fase do certame consegui assistir todos os jogos do Nacional dentro de casa, então posso dizer seguramente que foi a melhor apresentação do onze paulistano no seu estádio. Mesmo jogando contra um adversário difícil e que estava há doze rodadas no G8, os locais foram melhores durante os 90 minutos.

Jogando praticamente dentro do campo visitante, os locais abriram o marcador aos 17 minutos quando Léo Castro avançou pela esquerda e tocou por cima do goleiro Leandro. Atrás no placar, o São Carlos até tentou equilibrar as ações, só que foi o Nacional quem teve uma nova chance aguda que terminou com a bola batendo na trave. No intervalo, o time da capital tinha a vantagem.


Nacional atacando pela esquerda e a firme marcação da zaga do São Carlos


Chance pelo alto a favor do onze visitante



Léo Castro tocando por cima do goleiro e saindo para comemorar o gol que abriu a vitória nacionalina


O setor defensivo local conseguiu neutralizar as investidas adversárias durante grande parte do tempo

No tempo final a partida continuou bastante movimentada e o escrete são-carlense passou a dar mais trabalho à zaga local. Não que isso tenha significado algum problema, já que o setor defensivo do Nacional atuou de forma precisa. Já os comandados de Tuca Guimarães levavam muito perigo nos contra-ataques.

Apesar de ter bons momentos, o Naça só conseguiu ampliar o placar aos 41 minutos, novamente com Léo Castro. Ele recebeu passe entre os zagueiros, que pararam pedindo impedimento, invadiu a área e chutou no canto do goleiro visitante. Dois minutos depois o São Carlos fez o gol de honra em cabeçada de Carlos, mas a vitória local já estava garantida.


Bola alçada dentro da área do time ferroviário 


Hayllan, um dos destaque da manhã, atacando pela direita


Léo Castro toca na saída de Leandro para fazer o segundo dele e do Nacional

O placar final de Nacional 2-1 São Carlos colocou os ferroviários na dependência apenas de um triunfo contra o lanterna Catanduvense para ficarem entre os oito classificados. Já a Águia precisa vencer o São José FC em casa e torcer por derrotas de uma dessas equipes: o próprio Nacional, Rio Branco, Desportivo Brasil e Portuguesa Santista.

Com o Projeto 40 devidamente finalizado (claro, com muito da A2 e da A3 ainda para ser mostrado por aqui), dei um tempo da "primeira divisão" estadual na sessão da tarde de sábado. Na pauta, a primeira cobertura da GENIAL Segundona Paulista, sem dúvida o campeonato mais legal realizado por essas bandas.

Até lá!