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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Corinthians empata com o Flu e mantém a série invicta no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de terça-feira rolou outra cobertura do Jogos Perdidos no Campeonato Brasileiro sub-20. Fui novamente ao Estádio Alfredo Schurig conferir meu quinto Corinthians x Fluminense em todos os tempos, o primeiro desde 2004 no geral e desde 1999 (!) na antiga categoria de juniores. A peleja foi válida pela oitava rodada da fase inicial.

O início da campanha corintiana no nacional foi um horror com direito a duas surras históricas na Fazendinha: 0x4 contra o Atlético Mineiro e 0x6 (!) contra o Vasco. Após um empate milagroso contra o São Paulo, duas vitórias contra equipes de Minas Gerais: 3x0 no América (com presença do JP) e 3x2 no Cruzeiro. A esperança era que a rapaziada mosqueteira pudesse engatar a terceira marcha.


Quarteto de arbitragem e capitães de Corinthians e Flu

O Flu talvez fosse um adversário sob medida para que a série invicta fosse mantida, já que estava em 12º lugar, apenas uma posição acima do alvinegro. O que aconteceu após os 90 minutos foi um jogo movimentado e com um resultado que não foi bom para os dois. O Flu começou melhor e aos cinco minutos ficou em vantagem quando o zagueiro Belezi falhou e Yago fez.

Quem achou que os locais sentiriam o golpe se enganou. Aos nove minutos Thiago deu rebote em falta de Reginaldo e Belezi mandou na trave. Aos 12 Riquelme finalizou por cima do gol e aos 13 o empate saiu dos pés de Léo Maná. O 1x1 não sossegou a molecada da casa e a virada não saiu por detalhe. Reginaldo cabeceou bem aos 24, Thiago fez ótima defesa em tiro de Keven aos 27 e novamente o arqueiro visitante trabalhou em conclusão de Reginaldo aos 31. O Flu teve apenas um bom momento, aos 40, em intervenção precisa de Alan Gobetti em chute de Nathan.



A partida entre Corinthians e Fluminense começou animada na Fazendinha


Detalhe do gol de empate de Léo Maná aos 13 do tempo inicial




Mais três momentos dos primeiros 45 minutos do duelo entre paulistas e cariocas

O Fluminense acordou na etapa final e foi ele quem chegou perto do segundo tento. O time de Diogo Siston foi dominado e só não saiu de campo com derrota por sorte. Bom, não que o tricolor tenha sido brilhante, mas foram mais lúcidos. No período entre os 27 e 29 minutos o clube do Rio de Janeiro criou três ótimos lances. Primeiro foi Gabryel Martins que acertou a trave, depois Nathan arriscou de longe e a bola passou perto. Gabryel quase marcou na sequência e Reginaldo salvou a pátria corintiana.






No tempo final, o Fluminense foi melhor e o Corinthians por pouco não sai de campo com nova derrota

Alan Gobetti ainda mostrou serviço aos 40 com a defesa que garantiu em definitivo o ponto aos donos da casa. O Corinthians 1-1 Fluminense fez o tricolor subir ao 10º lugar e o mosqueteiro cair ao 14º. Pode soar precipitado, porém o grande título alvinegro nesse Brasileiro sub-20 será se classificar para as quartas, algo improvável atualmente. Pelo menos chegaram ao quarto compromisso sem derrota.

Voltei correndo ao QG da Zona Oeste dar uma descansada rápida antes da madrugada olímpica. O meu horário de funcionamento está praticamente alinhado com o horário de Tóquio. Quando tudo acabar vai ser um inferno voltar ao normal. Na quinta pretendo voltar ao Parque São Jorge, dessa vez com o Brasileiro de Aspirantes.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1x1 Fluminense

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Daiane Caroline dos Santos/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Riquelme, Nathan, João Vítor; Gols: Yago 6 e Léo Maná 13 do 1º.
Corinthians: Alan Gobetti; Léo Maná (Júlio), Lucas Belezi, Robert Renan e Reginaldo; Luís Mandaca, Ryan, Riquelme (Rodrigo Daniel) e Matheus Araújo (Guilherme Biro); Cauê (Anderson) e Keven (Juan David). Técnico: Diogo Siston.
Fluminense: Thiago; João Vítor (Denis), Felipe, Damaceno e Marcos Pedro; Nathan, Miguel Vinícius (Abner), Yago (Lira) e Edinho (Alexsander); Luan Brito (Ewethon) e Gabryel Martins. Técnico: Eduardo Oliveira.
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terça-feira, 24 de novembro de 2020

John Kennedy faz três e Flu goleia o sub-20 palmeirense em São Paulo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla do domingo, iniciei o que possivelmente será uma sequência de três coberturas seguidas da base do Palmeiras no Allianz Parque. A primeira delas pela 12ª rodada da fase inicial Campeonato Brasileiro sub-20 contra o bom time do Fluminense. Confronto direto entre o terceiro e quarto colocados na tábua de classificação, lembrando que os oito primeiros estarão nas quartas de final.

Esse foi o 10º jogo do sub-20 da equipe da Zona Oeste em 22 dias de novembro, uma maratona insana em três torneios. Além do nacional, tem a Copa do Brasil e o estadual também. Para terem uma ideia, na semana o elenco atuou na segunda, quinta, sexta e no domingo. Existe a alternância de atletas, mas é fato que uma hora a coisa estoura e o rendimento cai.


Palmeiras e Fluminense homenageando o ex-técnico da seleção sub-17 e sub-20 Carlos Amadeu, falecido no dia 15

O que se viu no gramado sintético do Allianz foi um Palmeiras cansado e sofrendo mais do que está acostumado a sofrer. O descansado escrete carioca, atuando com John Kennedy, não o famoso presidente dos Estados Unidos e sim a joia da base tricolor, foi muito superior e mesmo tendo sofrido um pequeno susto no começo da segunda etapa, não teve dificuldade em conquistar os três pontos.

O primeiro tempo foi todo dos visitantes. Aos 10 Gabriel Teixeira foi lançado, entrou na área, driblou o goleiro e abriu o marcador. Aos 42 um dos zagueiros locais meteu a mão na bola dentro da área e a árbitra marcou pênalti. John Kennedy, o grande democrata, cobrou com perfeição e ampliou. O 2x0 contra, apesar da equipe paulista não ter tido uma atuação tão terrível, foi merecido.





Confesso que não esperava muito, mas o Palmeiras x Fluminense foi acima da média em gols e emoção


John Kennedy, não o ex-presidente dos Estados Unidos, fez seu primeiro gol na noite de pênalti aos 42 do primeiro tempo

Confesso que não esperava uma reação na etapa final. Eis que ela aconteceu e com dez minutos pintou a igualdade. Antes do relógio completar a primeira volta do ponteiro Cipriano, zagueiro tricolor, cometeu pênalti em novo tapa na pelota dentro da sua área. Ramon César bateu no canto direito e fez o dele. Aos 11, ele mesmo cobrou falta da intermediária. O chute nem foi tão forte, o problema é que Pedro Rangel meteu um golpe de vista bem meia-boca e não pulou para tentar a defesa.

O 2x2 não desanimou o Flu e logo o clube do Rio voltou a dominar as ações. Aos 22 Gabriel Teixeira chutou da entrada da área e tirou tinta da trave. No lance seguinte, os visitantes conseguiram emplacar um ótimo contra-ataque que terminou com o segundo tento de John Kennedy. Em nova desvantagem, o alviverde não foi capaz de voltar a deixar tudo igual e nos acréscimos ainda sofreu outro gol de John Kennedy, o artilheiro da noite.


Aos dois do tempo final, Ramon César diminuiu para o verde


Ataque carioca pela direita



Pedro Rangel, goleiro do Flu, apenas olha a bola entrar no seu gol. Era o empate palmeirense de novo com gol de Ramon César


Não deu nem muito tempo para o Palmeiras comemorar, já que John Kennedy, sempre ele, colocou o Flu novamente na frente do placar aos 22 do tempo final

Fim de jogo: Palmeiras 2-4 Fluminense. Com o triunfo a agremiação das Laranjeiras agora é a segunda colocada do certame com 25 pontos, três atrás do líder Corinthians. Os palmeirenses caíram para o sexto lugar. Faltam agora seis rodadas até a definição dos classificados. A próxima jornada será realizada no meio da semana e teremos nova peleja na cancha paulistana.

Menos de 24 horas retornei ao campo da Zona Oeste pois a pauta livre do JP apontava um encontro decisivo na Copa do Brasil sub-17.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 2-4 Fluminense

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Fernanda Ignácio de Souza/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Eduardo Oliveira; Gols: Gabriel Teixeira 9 e John Kennedy (pênalti) 42 do 1º, Ramon César (pênalti) 2, 11, John Kennedy 22 e 48 do 2º.
Palmeiras: Lucas Bergantin; Ramon Rocha, Jonathan (Gabriel Góes), Gabriel Vareta (Serafim) e Robson; Ramon César, Erick Plúas (Talisca), Caio Cunha e Valdenilson (Victor Michell); Luan (João Pedro) e Robinho (Thiago). Técnico: Wesley Carvalho.
Fluminense: Pedro Rangel; Davi, Marcos Pedro, Cipriano e Felipe; Edinho, Wallace, Gabriel Teixeira (Emanoel) e John Kennedy; Miguel Souza e Yago (Cauã Santos). Técnico: Eduardo Oliveira.
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sexta-feira, 13 de março de 2020

Ótimo duelo tricolor em Cotia na abertura do Brasileiro sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram alguns dias de descanso depois da mini-turnê pelo Centro-Oeste, mas ontem, quinta-feira, pintou a chance de fazer uma boa rodada dupla fora da capital bandeirante. A jornada começou com uma sessão vespertina, a minha estreia no Campeonato Brasileiro sub-17 na atual temporada. Pela primeira rodada do Grupo B, clássico tricolor entre São Paulo e Fluminense no Estádio Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa, o famoso CT de Cotia.

Essa é a segunda edição do torneio e no ano passado o campeão foi o Flamengo depois de duas vitórias em cima do Corinthians na decisão. O Flu caiu nos pênaltis nas quartas jogando contra o time de Parque São Jorge e o clube do Morumbi foi eliminado pelo campeão, também nas penalidades, só que na semi final. Os 20 participantes estão divididos em duas chaves e jogam em turno único para a definição dos oito melhores, os quatro primeiros de cada grupo. A partir daí, quartas, semi e final.

Junto com a dupla Renato Rocha, o amigo-abelha, e Caio Buchala, o mago das Copas, fiz o caminho todo até a cidade da Grande São Paulo pensando exclusivamente no pastel que é vendido na lanchonete que fica debaixo da arquibancada, uma das melhores iguarias de estádios que já tive o prazer de experimentar e que ganha fácil o Selo JP de qualidade. Quando cheguei fiz aquela boquinha esperta e subi até a parte coberta da bela e simpática cancha. Preferi ficar na sombra curtindo a peleja próximo dos amigos presentes.


São Paulo Futebol Clube (sub-17) - São Paulo/SP


Fluminense Football Club (sub-17) - Rio de Janeiro/RJ

O que eu não esperava é que estava prestes a ver o meu melhor jogo em 2020 até agora. Ele foi recheado de lances perigosos, bons ataques, muita movimentação e gols, vários gols. Estava sentindo uma falta enorme de ver uma partida desse jeito. O escrete local começou avassalador e chegou fácil aos 2x0. O primeiro gol saiu aos 8 minutos. Eduardo, camisa 5 do Flu, recuou mal e Lucas Bauru se aproveitou. O jogador são-paulino driblou o goleiro e marcou sem dificuldade. Aos 12, Patryck cobrou falta e no caminho ela desviou em Léo, enganando o goleiro e morrendo no lado esquerdo.

Meia dúzia de torcedores do Fluminense que estavam perto de nós e que até então não tinham parado de gritar se assustaram com o bom começo mandante. Pena que, para o desespero de todos que estavam próximos desse pessoal, isso tenha durado apenas alguns minutos, já que eles voltaram a cantar com ainda mais intensidade quando o Flu começou a se encontrar no gramado. Aos 16, Matheus Martins bateu colocado e assustou Felipe. O mesmo Felipe fez boa defesa aos 23 em finalização de Lucas Felipe.

A equipe do Rio de Janeiro agora jogava melhor e num espaço de apenas três minutos chegou ao até então inacreditável empate. Jefté fez grande jogada pela esquerda e lançou até Kayky. O camisa 7 dominou com classe, tirou do zagueiro e chutou colocado no canto direito. Aos 28, em nova jogada de Jefté, Matheus Martins recebeu passe açucarado. Ele matou com a direita e sem deixar a zaga chegar chutou firme, deixando tudo igual.


Denzel, não o Washington e sim o 9 são-paulino, cortando cruzamento dentro da área local


Lucas Felipe (11) encarando a marcação


Flávio (2) em boa trama do ataque do São Paulo


O Fluminense começou mal, mas empatou a peleja num espaço de apenas três minutos

Com o 2x2 o ritmo diminuiu um pouco e até o final da etapa inicial o clube das Laranjeiras foi melhor. No intervalo, já pensando em não passar fome até a sessão noturna, fui obrigado a comer outro pastel... que tarefa complicada. Quando o tempo final começou os visitantes criaram o primeiro bom momento aos quatro minutos. Lucas Felipe recebeu na área, tirou do arqueiro e chutou. Patryck salvou o gol certo em cima da linha.

O São Paulo não conseguia chegar com propriedade, porém em apenas três minutos, assim como o Flu já tinha feito na etapa inicial, o tricolor paulista voltou a abrir vantagem no marcador. Aos 23 Lucas Bauru fez o seu segundo gol na tarde depois de aproveitar boa troca de passes dando um bicão da entrada da área. Aos 26 Talles fez um golaço em tiro colocado após cruzamento de Pet. O mesmo Talles quase fez o quinto aos 37 em cabeçada que tirou tinta da trave.


Jogadores apostando corrida no gramado do CT de Cotia


Lance no meio de campo quando o tricolor do Morumbi já vencia por 4x2



Detalhe do terceiro gol do Fluminense marcado aos 50 do tempo final e a comemoração de Daniel

Nos acréscimos os visitantes se lançaram para o tudo ou nada dentro da área e aos 50 marcaram outra vez. Numa bola cruzada da esquerda, Daniel acertou um belo sem pulo dentro da pequena área... mas já era tarde. O placar de São Paulo 4-3 Fluminense foi justo e refletiu bem como a peleja foi boa e de alto nível. Deu até gosto ver a molecada jogando tanta vontade. Tá difícil ver algo parecido no profissional. Agora é aguardar saber se vamos ter próxima rodada na semana que vem.

Bom, a previsão do GPS nos assustou pois dizia que chegaríamos na sessão noturna com o jogo já em andamento. Sem mais delongas, saímos rapidinho do belo estádio tricolor pois tínhamos que ganhar minutos importantes na estrada. Tinha time novo na pauta livre do JP.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Paulo 4-3 Fluminense

Local: Estádio Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa (Cotia); Árbitro: Adriano de Assis Miranda; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Léo, Metinho, Rafael Monteiro; Gols: Bauru 8, Patryck 13, Kayky 25 e Matheus Martins 28 do 1º, Bauru 23, Talles 26 e Daniel 50 do 2º.
São Paulo: Felipe; Flávio, Negrucci, Beraldo e Patryck; Léo (Renan), João Adriano (Moreira), Bauru (Belém) e Palmberg (Kaiky); Denzel (Talles) e Caio (Pet). Técnico: Rafael Paiva.
Fluminense: Cayo Fellipe; Daniel, Justen, Caio (Joilson) e Jefté (Rafael Monteiro); Eduardo, Kayky (Gustavo), Metinho (Thiago) e Matheus Martins; João Neto e Lucas Felipe (Abner). Técnico: Felipe Canavan.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Flu vai mal mas vence o Real Noroeste em Osasco

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a primeira rodada do Grupo 27 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, foi a vez do segundo maior campeão entrar em campo contra um dos vários "azarões" que participam da competição mais democrática do país. No gramado do Estádio José Liberatti, foram a campo Fluminense e Real Noroeste/ES, esse o time 640 a entrar na minha Lista.

Bom, que o Flu é o segundo maior campeão com cinco taças, todo mundo sabe. Agora é fato que desde que conquistou o caneco pela última vez, isso em 1989, pouquíssimas vezes o tricolor fez campanhas dignas de registro. As melhores foram o vice de 2012 e o quarto lugar de 2014. Revelou grandes jogadores nesse período, mas na Copinha os resultados não vieram.


Fluminense Football Club (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Real Noroeste Capixaba Futebol Clube (sub-20) - Águia Branca/ES


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Já o time capixaba, o 16º do estado que vejo in loco, disputa sua segunda Copinha na história. A classificação para o torneio de 2017 veio graças ao vice-campeonato estadual. E assim como aconteceu no ano passado, o time caiu no mesmo grupo do onze das Laranjeiras. No confronto de 2016, o Flu venceu pelo placar de 4x1 em Capivari.

Esperava uma atuação boa dos "Meninos de Xerém", porém na hora da bola rolar, foi um horror. O time carioca teve uma atuação muito abaixo da crítica e maltratou a pelota durante a maior parte do tempo. O Real Noroeste até tentou se aproveitar disso, mas também pouco fez.

A primeira boa chance foi do onze capixaba aos nove em grande defesa do goleiro Leonardo Lung. Dois minutos depois foi a vez Welliton Kil, camisa 1 do Real, salvar em chute à queima-roupa de Fernando. Aos 26, o mesmo Fernando, provavelmente inspirado pelo nome, chutou forte de dentro da área e a pelota bateu na trave.

Restou ao avante Patrick tirar a zica e resolver a parada em dois lances no final do primeiro tempo. Aos 37 Breno avançou pela direita e cruzou, o camisa 9 driblou o zagueiro e tocou na saída do goleiro. Sete minutos depois ele acertou um belo tiro da entrada da área e levou o jogo com 2x0 a favor do Flu para os vestiários.


O Flu jogou abaixo do esperado e criou poucas chances de gol em Osasco


Welliton Kil (que nome genial) salvando tiro à queima-roupa de Fernando (outro nome genial)


Kadu, camisa 4 do time carioca, em lance pela esquerda

No tempo final a primeira chance foi do Real Noroeste num pênalti marcado em cima de Gabriel. Mas Stuart bateu no meio do gol e Leonardo Lang defendeu com os pés. Foi o primeiro e último lance de perigo em todo o segundo tempo. Foi difícil ver as equipes maltratarem tanto a pobre gorduchinha. O que salvou foi o papo com os amigos Espina, Pucci e Mílton no alambrado.

O placar final de Fluminense 2-0 Real Noroeste colocou o onze carioca na segunda posição do Grupo 27 depois da primeira rodada, atrás do GEO no saldo de gols. Por se tratar de um dos "doze grandes", o Flu sempre entra como um dos favoritos, só que vai precisar melhorar bastante caso queira que isso se torne realidade.


Atletas apostando corrida no ataque do Flu no primeiro tempo


Stuart bateu mal o pênalti e não conseguiu colocar fogo na peleja


Ataque do tricolor sob o olhar do camisa 10 Stuart e marcação do camisa 20 Clifton

180 minutos após o início da jornada peguei o caminho de volta para casa junto com o trio de amigos. No dia seguinte teve nova jornada, agora na cidade de Jundiaí com mais um time novo na Lista.

Até lá!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Jogos Perdidos no imperdível Fla x Flu do Pacaembu!


Na tarde do último domingo não teve Projeto 40 e nem futebol paulista na pauta, afinal, não tinha como perder o clássico entre Flamengo e Fluminense no Estádio Paulo Machado de Carvalho válido pelo Campeonato Carioca 2016. Esse foi o primeiro jogo do estadual do Rio de Janeiro no estado de São Paulo em todos os tempos, logo, quem gosta de futebol não podia ficar de fora dessa jornada.

Esse foi o segundo Fla x Flu disputado no velho estádio paulistano. No primeiro, realizado em 1942 pelo Torneio Quinela de Ouro, os dois times ficaram no zero, num tempo aonde meu avô ainda era um jovem moçoilo. Aliás, vale lembrar que essa peleja só voltou a ser realizada aqui pois Maracanã e Engenhão não poderão ser utilizados até outubro em virtude da Olimpíada. Abençoado quem teve a ideia de trazer esse clássico para cá.


A multidão rubro-negra na principal entrada do Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.


Flamengo e Fluminense perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Por motivos óbvios, poucas vezes um jogo do Campeonato Carioca teve matéria no JP. Foram duas, para ser mais preciso: a genial semi-final da Taça Guanabara de 2006 entre America x Cabofriense e o confronto entre Volta Redonda e o falecido Cardoso Moreira no domingo de Carnaval de 2008. Após oito anos, hora perfeita para rolar a terceira cobertura.

O primeiro Clássico das Multidões da temporada fez parte da segunda rodada da Taça Guanabara, a segunda fase do estadual. Na primeira os dois se classificaram sem problemas. Agora os oito melhores times jogam em turno único e os quatro melhores se classificam para a semi-final.

Rivalidades à parte, o ambiente da partida em si foi o melhor possível. Claro que os flamenguistas estavam em maior número, mas nem por isso os torcedores do Flu deixaram de perambular pelas ruas em torno do estádio. As duas torcidas conviveram de forma pacífica fora e dentro do Pacaembu. Fiquei na parte coberta do estádio junto com representantes das duas agremiações. Ah se os clássicos paulistas fossem assim...

Estava tudo muito bom, tudo muito bem, mas dentro de campo, meu Deus do céu. O jogo foi simplesmente horroroso e os dois times ficaram devendo um futebol minimamente digno para os mais de 30 mil presentes. A presença de nomes como Fred, Diego Souza, Guerrero e Emerson Sheik nada adiantou para que a emoção entrasse em campo.


Zaga tricolor mostrando serviço no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.



Duas boas defesas do goleiro Diego Cavalieri. Foto: Fernando Martinez.


Guerrero disputa - e perde - a bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta a favor do rubro-negro no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


O placar em branco decepcionou todo mundo, muito por conta do fraco futebol apresentado. Foto: Fernando Martinez.

Sério, fica difícil até achar alguma coisa para escrever aqui sobre os 90 minutos. Tirando um lance aonde o Flu reclamou pênalti e alguns ataques rubro-negros, nada decente aconteceu. Foi uma pena, pois o público merecia ter visto pelo menos mais vontade dos jogadores no gramado.

No fim, o óbvio Flamengo 0-0 Fluminense decepcionou a todos. É difícil crer que um dos dois faça uma Taça Guanabara exemplar. Apesar de tudo, Vasco e Botafogo hoje estão jogando melhor. Independente da ruindade vista na peleja, valeu demais ter presenciado esse momento histórico, e isso ninguém tira de nós.

Até a próxima!

Fernando