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sábado, 7 de setembro de 2019

Brasil vence a Colômbia em amistoso olímpico no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quinta-feira foi um dia complicado em São Paulo por conta do frio e de ter chovido o dia todo, aquele cenário que nos deixa com vontade de ficar deitado na cama coberto sem fazer nada. Como aqui é tudo pelo social e não costumo perder pelejas insólitas, encarei o clima desfavorável e fui ao Estádio Paulo Machado de Carvalho ver o genial amistoso entre as seleções olímpicas de Brasil e Colômbia.

De 1968 para cá, o escrete canarinho atuou no Pacaembu apenas duas vezes: em 2005 contra a Guatemala, naquela que foi a despedida de Romário com a camisa verde e amarela, e em 2011 contra a Romênia na despedida de Ronaldo. Tirando isso, nenhuma aparição, nem com as categorias de base. Algo normal levando em conta a inauguração do Morumbi em 1970. Além disso, em breve o velho estádio deixará de ser municipal e será provavelmente mutilado, então vamos aproveitar os últimos momentos da tradicional praça de esportes como conhecemos.


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Esse foi o terceiro duelo entre as duas seleções que acompanhei. O primeiro foi o famoso "jogo das bandeirinhas" em 15 de novembro de 2000 válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 - 1x0 sofrido com um gol de Roque Júnior no finalzinho. O segundo foi em 13 de agosto de 2016, um sábado à noite e válido pelas quartas de final da Rio 2016. O onze local venceu por 2x0, gols de Neymar e Luan. Com essa partida de agora, a Colômbia se tornou o segundo país sul-americano que mais assisti in loco: oito vezes. O primeiro, claro, é o Brasil com 19.

A minha empolgação em acompanhar esse amistoso internacional preparatório para o pré-olímpico de janeiro, que será realizado justamente em terras colombianas e dará duas vagas em Tóquio, não foi compartilhada com a torcida em geral. Apenas 2.165 pessoas pagaram ingresso. Na boa? Foi até muito pensando na divulgação nula, no horário ruim e na chuva que caiu o dia todo. De todos os amigos que curtem futebol, o trio Renato, Luiz e Pucci me fez companhia, enquanto o roqueiro Bruno estava sozinho na cadeira laranja.

Nem bem o jogo tinha começado e alguma alma abençoada decidiu abrir a numerada coberta para os pobres mortais que estavam se molhando. Diferente do que rolou no domingo, quando fiz malabarismo tentando fugir do temporal que caiu durante a final do Torneio Internacional Feminino, dessa vez ficaria de boa, sequinho. As almas presentes acabaram vendo uma peleja bem animada onde os comandados de André Jardine fizeram uma apresentação acima da média.




Assim como fizemos no Torneio Internacional Feminino, pegamos uma carona e fizemos as fotos oficiais de longe. Tudo bem, não é o ideal, mas vale mesmo assim

O primeiro lance de perigo saiu dos pés de Pedrinho em boa jogada na esquerda que bateu na trave superior. Aos 15, os atuais campeões olímpicos abriram o placar. Um dos zagueiros recuou a pelota de forma bisonha ao goleiro Luís Garcia, Matheus Cunha dividiu e a pelota sobrou para Paulinho, o atleta corintiano ídolo de Jamil Tanus, o rei do Tinder. O camisa 10 chutou colocado e contou com a ajudinha providencial do camisa 1, que escorregou quando tentou fazer a defesa.

O onze verde e amarelo continuou bem depois do gol e a Colômbia fazia muitas faltas, várias delas violentas, tentando parar o rápido ataque brasileiro. Apesar do domínio, o marcador foi alterado apenas aos 42 minutos. Matheus Cunha roubou e tocou para o são-paulino Antony na direita. Ele driblou o defensor e cruzou. Matheus Cunha surgiu no segundo pau e tocou firme. O atacante quase fez o terceiro nos acréscimos num chutaço que miseravelmente acertou a trave.

Com 2x0 a favor, o Brasil teve um segundo tempo mais cadenciado e jogando só na boa. Aos três minutos a arbitragem deveria ter expulsado o jogador Carrascal da Colômbia por uma dura entrada em Emerson, mas ele só levou o amarelo. Aos cinco, Douglas Luiz fez um golaço numa matada com estilo e chute de primeira. Só que ele matou com o braço e o tento foi anulado.

Aos 10 a Colômbia teve seu primeiro chute perigoso em finalização de Balanta que terminou com ótima defesa de Cleiton, goleiro do Atlético Mineiro. Na sequência quase sai o terceiro do Brasil quando Ditta tentou afastar e chutou contra sua meta. A bola bateu na trave e passeou em cima da linha. Daí até o final o que mais teve foi substituição e o Brasil segurando bem a vantagem construída na etapa inicial.


Ataque brasileiro pela direita no começo do amistoso olímpico contra a Colômbia


Paulinho (7) encarando a marcação colombiana


Boa chegada verde e amarela no segundo tempo


A Colômbia pouco fez e mais se preocupou em bater do que jogar

No fim, o placar ficou mesmo em Brasil 2-0 Colômbia, exatamente igual ao encontro dos dois na Olimpíada. Bom triunfo tupiniquim nesse início de trabalho visando os Jogos de Tóquio em 2020. Segunda-feira voltaremos ao Pacaembu para o segundo e último amistoso, dessa vez com o Chile. Antes disso, tem sofrimento nacionalista no sábado e provavelmente compromisso da base feminina domingo. O jogo 3.000 está chegando!

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Brasil 2-0 Colômbia

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Cristian Garay (Chi); Público: 2.165 pagantes; Renda: R$ 56.755,00; Cartões amarelos: Walce (Bra); Carrascal, Fuentes (Col); Gols: Pedrinho 15 e Matheus Cunha 42 do 1º.
Brasil: Cleiton, Emerson (Guga), Lyanco (Walce), Ibañez (Luiz Felipe) e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Pedrinho (Mauro Júnior) e Wendel; Antony (Bruno Tabata), Paulinho (Artur) e Matheus Cunha. Técnico: André Jardine.
Colômbia: García, Ditta, Reyes, Ortiz (André Solano) e Fuentes (Ener Valencia); Atuesta, Rojas (Casierra), Carrascal (Barona) e Balanta; Cetré (Angulo) e Márquez (John Arias). Técnico: Arturo Reyés.
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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Chile segura a Colômbia nos pênaltis e segue em busca do tri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Graças a minha nova rotina profissional, na noite de sexta-feira pude seguir com a cobertura da Copa América aqui no JP. Marcada em um horário complicadíssimo em pleno dia útil, a Arena Corinthians recebeu o duelo entre Colômbia e Chile pelas quartas de final. Foi a penúltima peleja realizada na capital bandeirante, a segunda na casa mosqueteira.

Quando os grupos foram sorteados, tinha a esperança de ver um Argentina x Uruguai na cancha alvinegra. Bastava a equipe de Lionel Messi ser líder e a Celeste vice-líder de suas respectivas chaves. Infelizmente elas trocaram de posições e deixaram que eu visse um encontro de duas seleções que já tinha visto na primeira fase: Japão 0x4 Chile e Colômbia 1x0 Catar, ambas no Morumbi. Se não tivesse ido ao Mineirão e deixado para ver os uruguaios perto de casa teria ficado na saudade.

A seleção cafeteira encerrou sua participação no Grupo B com 100% de aproveitamento, quatro gols pró e nenhum contra. O Chile venceu Japão e Equador e depois foi derrotado pelos campeões mundiais de 1930 e 1950 no Maracanã pelo Grupo C. O selecionado vermelho seguia na luta pelo tricampeonato contra a seleção que mostrou melhor futebol na competição até então. Promessa de jogo animado na Arena.

O apito inicial seria dado às 20 horas, isso significava que teria que enfrentar os trens lotadíssimos da CPTM saindo da Estação da Luz em plena hora do rush. Pelo menos a companhia destacou um trem especial que seguiu direto até meu destino. Cheguei cedo e após passar pelo portão encontrei o amigo-abelha Renato Rocha zanzando pelos cantos como se não tivesse amanhã. Diferente das partidas que vi sem a presença do Brasil, desta vez o público foi ótimo, cerca de 44 mil presentes.


Na Estação da Luz saiu um trem especial com destino à Itaquera. Foi o que salvou a pele da rapaziada em plena hora do rush


A fachada da Arena Corinthians decorada para a Copa América. Decoração meio besta, mas tá valendo

Eu estava com o horário apertado e não podia rolar nenhum tipo de atraso, caso contrário teria problemas. Os chilenos não foram legais e saíram do hotel na região da Berrini, localizado a 30 quilômetros de Itaquera, atrasados em meia hora. Por motivos óbvios eles sofreram com o trânsito e apenas por volta das 19h40 a delegação desembarcou no campo alvinegro. O COL agiu rápido e definiu que o jogo começaria às 20h20. A minha corrida pessoal contra o relógio já contava com 20 minutos desperdiçados.


Colômbia x Chile na Arena Corinthians... taí uma coisa que provavelmente nunca mais verei ao vivo


Seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais


Visão geral da casa corintiana para as quartas-de-final da Copa América

Do meu lugar acompanhei o aquecimento das duas seleções enquanto o telão informava o histórico do confronto na história da Copa América: oito triunfos chilenos, três empates e apenas duas vitórias colombianas. Não demorou para que os atletas retornassem ao gramado... era a hora da ação começar. A equipe da terra de Higuita começou melhor e assustou no começo. O Chile equilibrou na sequência e passou a mostrar serviço.

Ospina fez defesa sensacional aos 11 em cabeçada de Aránguiz. Aos 15, o mesmo Aránguiz abriu o marcador, colocando sua seleção em vantagem, acontece que Sánchez estava impedido no início da jogada e, após três minutos de análise do VAR, Nestor Pitana anulou o tento. Mina, zagueiro da Colômbia, assustou (de leve) a zaga adversária aos 26 e depois arranjou briga com Alexis Sánchez aos 31. Aos 34 e aos 39 os vermelhos levaram perigo, sem sucesso, e a etapa inicial terminou num até certo ponto animado 0x0.


Zaga da Colômbia dominando a pelota no campo de defesa


Vidal (8) disputando bola dentro da área colombiana


Cobrança de falta a favor da Colômbia

Na volta do intervalo a peleja deu uma melhorada e teve um cenário parecido com o do primeiro tempo: Colômbia mais bem postada no começo e aos poucos o Chile tomando conta de tudo. James Rodriguez e Cuadrado, aos dois e cinco minutos, foram bem. Aos 25 Vidal fez o gol vermelho aproveitando bola espirrada e chutando no canto esquerdo. A torcida comemorou, só que de novo o tento foi anulado pois Maripan bateu a mão na pelota. O VAR não estava a fim de moleza com os bicampeões da América.

Aos 37 Vargas criou o lance mais bonito da noite quando tentou encobrir Ospina de longe. O goleiro colombiano fez ótima defesa e impediu o golaço. Esse foi o último momento de perigo nos 90 minutos. O placar em branco levou a decisão aos pênaltis. A Lei de Murphy atuou forte só porque eu tinha que sair rápido da Arena.

Eu torci para usarem o gol que eu estava e, logicamente contando com a Lei de Murphy, os chutes aconteceram do lado oposto. James Rodríguez, Cardona, Cuadrado e Mina fizeram os quatro primeiros dos cafeteiros e Vidal, Vargas, Pulgar e Aránguiz os do Chile. Com 4x4 Tesillo bateu mal, a pelota relou a trave e saiu pela linha de fundo. Alexis Sánchez teve a oportunidade de pôr seu país na semifinal e não desperdiçou.



Dois escanteios, um a favor da Colômbia e outro a favor do Chile. Nenhum teve sucesso


William Tesillo perdendo o pênalti para a Colômbia


Alexis Sánchez marcando o gol que colocou o Chile na semifinal

O resultado de Colômbia 0x0 Chile (4x5) manteve o sonho do tri aos conterrâneos de Pablo Neruda. Não foi a melhor atuação, porém o que importa é que estão entre os quatro melhores do continente outra vez. O adversário será o surpreendente Peru, que eliminou o Uruguai também nos pênaltis no sábado. Já os colombianos caem invictos e sem sofrerem nenhum gol. Assim como na Copa do Mundo ano passado, são eliminados na marca de cal.

Da minha parte, nem bem o penal decisivo tinha sido convertido e saí correndo da casa corintiana. Em tempo recorde cheguei na estação da CPTM com direito a via crucis. Teve trem, metrô e ônibus até chegar no Itaim Bibi prontinho para nova madrugada na labuta. Cheguei cuspindo um pulmão, mas valeu a pena. No sábado, sem descansar direito, teve nova cobertura com direito a uma quebra de um histórico tabu no futebol paulista.

Até lá!

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Ficha Técnica: Colômbia 0x0 Chile (4x5)

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Néstor Pitana (Arg); Público: 44.062 presentes (41.692 pagantes/2.370 não pagantes); Renda: R$ 8.971.600,00; Cartões amarelos: Stefan Medina, Juan Cuadrado, James Rodríguez (Col), Charles Aránguiz, Arturo Vidal (Chi).
Colômbia: David Ospina; Stefan Medina, Yerry Mina, Davinson Sánchez e William Tesillo; Juan Cuadrado, Wilmar Barrios e Mateus Uribe (Edwin Cardona); James Rodriguez, Radamel Falcao (Duván Zapata) e Roger Martinez (Luis Díaz). Técnico: Carlos Queiroz.
Chile: Gabriel Arias; Mauricio Isla, Gary Medel, Guillermo Maripán e Jean Beausejour; Arturo Vidal, Erick Pulgar e Charles Aránguiz; José Fuenzalida (Esteban Pavez), Eduardo Vargas e Alexis Sánchez. Técnico: Reinaldo Rueda.
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© 2021

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Colômbia sofre e vence o Catar com gol no final do jogo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após quatro jogos nos quatro primeiros dias da Copa América, a terça-feira serviu para um merecido descanso antes da programação no torneio de seleções mais antigo do mundo continuar na noite de quarta. E foi um retorno genial, com uma partida totalmente insólita: o confronto da Colômbia contra o Catar, país-sede da Copa do Mundo de 2022, no Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Quando o COL - o Comitê Organizador Local - decidiu que seriam doze os participantes imaginei que pintaria por aqui alguma das carnes de vaca da CONCACAF que disputam a Copa desde 1993. Como a Copa Ouro foi disputada no mesmo período, eles não aceitaram os convites. A Conmebol então chamou Japão e Catar, por coincidência os dois finalistas da Copa da Ásia disputada quatro meses atrás e que teve vitória dos árabes. O Japão eu tinha visto na Copa das Confederações de 2013, mas o Catar nunca. Era obrigação vê-los em ação e por sorte acabaram jogando em São Paulo.

A presença dos catarianos faz parte de um intercâmbio que eles pretendem fazer até a disputa da Copa do Mundo de 2022, quando farão sua estreia em mundiais. Como eles tem a grande chance de serem eliminados logo cedo, fizeram um esquema e naturalizaram atletas de várias partes do mundo. Do elenco, apenas oito são locais e o restante é "estrangeiro". Tem gente do Sudão, Portugal e até da Somália. Se vai dar certo eu não tenho a menor ideia, o lance é que não deixa de ser bizarro. Como isso efetivamente não me importa, o que vale é que desde quarta-feira estão na minha Lista.


Visão geral de um Morumbi com público razoável para um duelo bem insólito pela Copa América



Colômbia e Catar posando para as fotos oficiais. Obtidas pelo que vos escreve na base da carona


Seleções perfiladas antes do apito inicial

O público foi um pouco menor do que o Japão x Chile dois dias antes: cerca de 22 mil pagantes. A maioria, claro, era a torcida colombiana. Quem acompanhou a Copa do Mundo de 2014 sabe que a rapaziada da terra da Shakira tomou conta do Brasil e se fizeram presentes em simplesmente todos os cantos. Na Copa América, apesar do óbvio apelo menor, não podia ser diferente. Aliás, eu vi a Colômbia em tudo que é campeonato: Eliminatórias, Panamericano, Olimpíada e no próprio Mundial. Tirando o Brasil, é a seleção que mais vi na América do Sul.

Por ter a gloriosa presença dos atuais campeões da Copa da Ásia, o quórum de amigos e conhecidos foi maior do que o da segunda. Ninguém queria perder um selecionado que dificilmente atuará aqui de novo na história. Foi um dos confrontos mais alternativos do Morumbi em todos os tempos e, assim como no começo da semana, a noite estava absolutamente agradável. Confesso que já estou sentindo saudade da Copa América...

Na rodada inicial do Grupo B, a Colômbia fez uma bela apresentação e derrotou a Argentina por 2x0 enquanto o Catar empatou com o Paraguai por 2x2. Confesso que esperava uma nova atuação de destaque dos sul-americanos e apostava numa vitória fácil. Ledo engano. O que se viu foram 90 minutos muito ruins e um sufoco enorme para os cafeteiros derrotarem o seu adversário pela contagem mínima.

Nos primeiros 15 minutos, James Rodriguez perdeu boa chance e seu time teve um gol anulado. Parecia um início promissor... só que não. Apesar da superioridade, a Colômbia não foi capaz de criar uma oportunidade real de abrir o marcador. Al-Sheeb, arqueiro asiático, não teve tanto trabalho e quando o árbitro encerrou o tempo inicial, o gigantesco placar eletrônico do Morumbi apontava um murcho 0x0.


A Colômbia começou o jogo tentando seguir com o ritmo apresentado contra a Argentina


Yerry Mina, 13 colombiano, afastando a bola do seu campo


Pelota levantada dentro da área do Catar num dos últimos lances do primeiro tempo

No início da etapa final o confuso árbitro venezuelano Alexis Herrera marcou pênalti a favor dos tricolores em bola na mão dentro da área. Na consulta ao VAR, o penal foi cancelado. Os comandados de Carlos Queiroz finalmente passaram a mostrar serviço e Al-Sheeb não teve sossego. Mina teve bom momento aos dez, Roger Martínez, algum primo perdido, finalizou bem aos 16 e aos 19, ambos com ótima defesa do camisa 1 e Zapata foi travado na hora exata do chute aos 35.

Boa parte do Morumbi, naquele esquema de sempre apoiarem o mais fraco, vibrava a cada lance desperdiçado pela equipe sul-americana e a cada defesa do arqueiro catariano. A peleja se encaminhava ao seu final e estava no ar um certo clima de 0x0. É, só que a Colômbia não desistiu e finalmente conseguiu seu gol aos 41 minutos. Falcao recebeu na esquerda e tocou até James Rodríguez. O meia cruzou na cabeça de Dupán Zapata e o camisa 7 conferiu. O mesmo Zapa quase ampliou nos acréscimos em ataque cara-a-cara com Al-Sheeb.


No tempo final a pressão da Colômbia continuou, mas estava difícil furar o bloqueio asiático


A lua no céu acompanhando quietinha o que acontecia no Morumbi


O Catar tentou o empate nos minutos finais mas o 1x1 seria um placar bem injusto

Quando o juiz venezuelano apitou pela última vez, a maior parte dos presentes na casa são-paulina não gostou do resultado: Colômbia 1-0 Catar. Com o empate entre Paraguai e Argentina no outro encontro do Grupo B, os cafeteiros já estão nas quartas de final e garantiram o primeiro lugar da chave pois ninguém irá alcançá-los. No domingo teremos Messi atuando contra os asiáticos e os líderes contra os paraguaios.

Essa foi a última partida do Morumbi na Copa América. A partir do sábado os jogos marcados em São Paulo serão realizados na Arena Corinthians. Eu tenho ingresso para a sessão vespertina na casa alvinegra e, contando com uma sorte enorme, tive meu dia a dia alterado e poderei bater o cartão em novo duelo da seleção brasileira.

Até lá!

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Ficha Técnica: Colômbia 1x0 Catar

Competição: Copa América; Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (São Paulo); Árbitro: Alexis Herrera (Ven); Público: 24.762 presentes (22.079 pagantes/2.683 não pagantes); Renda: R$ 5.385.300,00; Cartões amarelos: Mateus Uribe (Col), Assim Madibo, Abdelkarim Hassan, Pedro Ró Ró, Akram Afif (Cat); Gols: Duván Zapata 41 do 2º.
Colômbia: David Ospina; Stefan Medina (Santiago Arias), Yerry Mina, Davinson Sánchez e William Tesillo; Juan Cuadrado (Radamel Falcao), Wilmar Barrios e Matheus Uribe; Roger Martínez (Luis Díaz), Duván Zapata e James Rodríguez. Técnico: Carlos Queiroz.
Catar: Saad Al-Sheeb; Bassam Al-Rawi, Boualem Khoukhi e Tarek Salman; Pedro Ró Ró, Hassan Al Haydos (Ahmad Moein), Assim Madibo, Abdelaziz Hatem (Karim Boudiaf) e Abdelkarim Hassan; Akram Afif e Almoez Ali. Técnico: Felix Sanchez.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

JP na Olimpíada (parte 13): Em jogo tenso, Brasil derrota os violentos colombianos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Os Jogos Olímpicos chegaram à segunda semana no dia 13 de agosto, um sábado. E foi nessa data que eu alcancei uma marca não tão simples assim de se conquistar. Depois de ter visto o Brasil duas vezes durante a Copa do Mundo (os 3x1 na estreia contra a Croácia e a desastrosa disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda), chegou a hora de ver de ver a seleção canarinho disputando uma partida de Olimpíada.

No gramado da Arena Corinthians, o onze tupiniquim enfrentou a perigosa seleção da Colômbia em busca de uma vaga na semi-final do torneio de futebol masculino. Depois de vacilar na fase inicial e empatar sem gols contra África do Sul e Iraque, o Brasil goleou a Dinamarca e deu mostras que poderia ir mais longe no certame. Apesar de tudo, tinha quase certeza que a torcida iria apoiar a seleção durante todo o jogo.


Brasil e Colômbia pouco antes do apito inicial na Arena Corinthians

Já falei aqui uma vez sobre a dificuldade que é assistir uma peleja do Brasil no estádio - em 2013, quando fui no amistoso contra a África do Sul no Morumbi - e reitero tudo que disse na época. O público pagante desse duelo foi de 41.560 almas, mas aposto que nem 10% dos presentes sabia discorrer sobre algum tópico relacionado ao esporte mais popular do mundo que não passe na TV aberta. Não foi fácil, e junto com os amigos Luiz Fôlego e Ricardo Pucci, passei alguns apuros com a rapaziada que estava lá como turista.

Enquanto sofríamos nas arquibancadas, dentro de campo teve muita tensão e muita pancadaria. Os colombianos foram ao gramado tendo como prioridade bater nos jogadores brasileiros. Mesmo assim, o fraco árbitro turco Çuneyt Çakir não teve coragem para expulsar ninguém, e por causa disso o pau cantou durante todo o tempo inicial.

Numa partida aonde uma das equipes só quer bater, nada melhor do que uma bola parada. Aos doze minutos o camisa 10 Neymar marcou seu primeiro gol no torneio olímpico numa brilhante cobrança de falta da intermediária. Estava atrás do gol e consegui captar o exato momento em que a bola ultrapassou a linha.

No restante do tempo inicial o Brasil teve a bola mais tempo no pé e a Colômbia continuou com a caixa de ferramentas aberta, distribuindo chutes e coices. Sem muito espaço para o futebol, o jogou chegou ao intervalo com a vantagem mínima a favor do time verde e amarelo.


Palacios subindo no segundo andar para neutralizar ataque local



Bola estufando as redes do arqueiro colombiano no gol de Neymar e a comemoração do camisa 10


Boa jogada da seleção verde e amarelo pela esquerda


Confusão entre atletas e comissão técnica das duas seleções no final do primeiro tempo

A Colômbia deixou a violência nos vestiários e voltou preocupada apenas em jogar bola no tempo final. Quem acabou brilhando foi a zaga brasileira com Marquinhos e Rodrigo Caio e também o jogo coletivo. Depois de sofrer nos dois primeiros compromissos e de mostrar evolução contra a Dinamarca, finalmente o elenco do Brasil tinha entendido como jogar um torneio difícil como a Olimpíada.

Foram vários minutos tensos até Luan acertar um chutaço de fora da área aos 38 minutos e fechar o marcador. O placar final de Brasil 2-0 Colômbia colocou o time da casa na semi-final e também transformou os penta-campeões mundiais na seleção mais vencedora na história olímpica, ostentando agora 33 vitórias contra 32 da Itália.


Visão geral de uma Arena Corinthians lotada para o jogo do Brasil nas quartas-de-final da Olimpíada


Boa troca de passes no ataque da Colômbia


Disputa de bola pela lateral


Placar final da peleja que transformou o Brasil no país com mais vitórias na história dos Jogos Olímpicos

Na semi, o Brasil venceu Honduras aplicando a sua maior goleada na história dos Jogos. Três dias depois o time comandado por Neymar foi à decisão contra a Alemanha no Maracanã. Eu estive presente naquela histórica final e logo, logo a história será contada por aqui.

O dia 14 de agosto começou comigo correndo para pegar o trem na Estação Corinthians-Itaquera antes do final do expediente. E ele terminou de uma forma sensacional, com a minha presença na grande final dos 100 metros rasos, um momento que não imaginava assistir in loco um dia.

Até lá!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

JP na Olimpíada (parte 10): Triunfo colombiano em Itaquera

Texto e Fotos: Fernando Martinez


Não deu nem tempo para descansar direito pois depois da minha primeira visita ao Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, voltei ao bom e velho futebol com uma rodada dupla do torneio masculino na Arena Corinthians. Na pauta, o duelo entre Colômbia e Nigéria, uma das seleções mais sem graça do mundo, valendo pelo Grupo B.

Ainda sem vencer, os colombianos precisavam derrotar a campeã olímpica de 1996 caso quisessem se classificar para as quartas-de-final. Em caso de empate, a seleção seria eliminada e o outro classificado sairia do confronto entre Japão e Suécia. Os africanos estavam na boa, já classificados na primeira colocação da chave.


Colômbia e Nigéria perfiladas para os Hinos Nacionais

O número de amigos entre os 36.702 pagantes foi enorme, mas assisti as duas pelejas na companhia da dupla Mílton e Emerson, esse ressurgido do limbo pela 17ª vez nos últimos anos. Outro destaque da jornada foi a temperatura. Fez frio, muito frio, algo sempre comemorado bastante pelo que vos escreve.

Dentro de campo o destaque ficou por conta da enorme apatia dos atletas nigerianos. Tudo bem, a seleção já estava classificada por antecipação, mas é fato que a rapaziada poderia ter mostrado um pouquinho mais de boa vontade. A Colômbia não teve nenhum trabalho para se garantir entre os oito melhores da competição.

Logo aos quatro minutos Teofilo Gutierrez abriu o marcador depois de receber grande passe em profundidade, invadir a área e chutar na saída do goleiro Akpeyi. A Colômbia era muito melhor e o mesmo Akpeyi fez milagre em cabeçada de Preciado aos 18 minutos. Apesar do enorme número de chances criadas, o primeiro tempo se encerrou com a vantagem mínima para os sul-americanos.


Colombianos em jogada pela lateral


Cobrança de falta para o onze africano


Visão geral da Arena Corinthians no primeiro jogo do torneio de futebol masculino da Rio-2016 na casa alvinegra

No tempo final a Nigéria criou a primeira oportunidade real de gol aos 9 minutos, mas nada aconteceu. A Colômbia continuava melhor, e aos 16 a seleção teve um pênalti marcado a seu favor. A cobrança ficou por conta de Pabón, que bateu firme para ampliar a vantagem.

Os trinta minutos restantes foram disputados com pouca emoção e com as duas equipes já esperando apenas o relógio passar. O placar final de Colômbia 2-0 Nigéria classificou o onze sul-americano para as quartas pela primeira vez em todos os tempos. O sonho acabou nas quartas com a derrota para o Brasil, mas é fato que a campanha foi histórica. Os nigerianos enfrentaram e venceram a Dinamarca.


Ataque aéreo a favor da Nigéria


Marcação sul-americana mostrando serviço no tempo final


Umar Sadiq, camisa 13, encarando dupla marcação


Troca de passes no setor ofensivo da campeã olímpica de 1996

Esse jogo acabou sendo um tanto quanto decepcionante, e o que não decepcionou foi a partida de fundo, uma das mais sensacionais vistas em 2016 e com direito a time novo na Lista. Um combo genial que não vemos a todo momento.

Até lá!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Equador e Colômbia maltratam a bola e ficam no zero na Vila


Depois de acompanhar o empate entre Bolívia e Uruguai, as seleções de Equador e Colômbia foram a campo no Estádio Urbano Caldeira para fechar a segunda rodada do Grupo B do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-20. O sol tinha sumido e a temperatura estava mais amena, ou seja, o cenário perfeito para um jogo bom.

Esperava ansiosamente ver como seria a estreia colombiana, seleção que foi bem nas três últimas edições do torneio: vice em 2010, terceiro lugar em 2012 e 2014. Além disso, o time ocupa a segunda colocação na tábua geral de jogos da história, atrás apenas da seleção brasileira.



Seleções sub-20 do Equador e da Colômbia. Fotos: Fernando Martinez.


As capitãs das duas seleções com a árbitra Regildênia Moura, as assistentes Neuza Back e Nadine Bastos e a quarta árbitra peruana Silvia Reyes. Foto: Fernando Martinez.

Só que dentro de campo, nossa senhora, a coisa foi feia demais. A partida foi simplesmente um horror, com as duas seleções castigando a pelota durante intermináveis 90 minutos. A única animação na Vila Belmiro era a torcida colombiana com um barulhento "cowbell" que fazia eco em todo o estádio.

Após um primeiro tempo monstruoso, o Equador teve a única chance da partida aos seis minutos do tempo final. Angie Paola avançou pela esquerda, deu um chapéu sensacional numa defensora e chutou para a grande defesa de Angie Carolina. Foi a única vez que se viu lucidez dentro das quatro linhas durante o jogo.


Laura Montoya saindo para o ataque. Destaque para a belíssima camisa da Colômbia. Foto: Fernando Martinez.


Disputa ríspida de bola no campo de defesa do Equador. Foto: Fernando Martinez.


Rentería mandando a pelota na área do Equador. Foto: Fernando Martinez.


Confusão dentro da área da Colômbia no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Rara chegada colombiana no setor ofensivo. Foto: Fernando Martinez.

O resultado final, claro, não tinha como ser diferente: Equador 0-0 Colômbia. Esse foi o pior jogo que assisti em 2015 e com certeza um dos cinco piores da minha vida. O mais bizarro é que geralmente estou acostumado a ver boas partidas no futebol feminino, mas nesse caso as duas seleções poderiam estar jogando até agora que ainda estaria 0x0.

Com dois jogos vistos e apenas dois gols na bagagem, saímos da Vila para fazer todo o percurso de volta para a capital. Perdemos de vista o Renato "Macaulay Culkin" Rocha no caminho, e no ônibus de volta encontramos um escocês bebaço (!) torcedor do Celtic e que está no país para dar aulas de inglês em Guarulhos, algo mais aleatório impossível. O bizarro papo com ele já entrou para a lista de momentos mais surreais que vivi em todos esses anos de indústria vital.

Cheguei em casa tarde e nem consegui descansar direito, já que no dia seguinte vivi um momento "Déjà Vu" com mais um bate-volta para a Estância Balneária de Santos, em outra rodada dupla do Sul-Americano Feminino sub-20.

Até lá!

Fernando