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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Grêmio Osasco x SC Brasil: estreia do Paulista sub-20 com time novo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quinta-feira começou a edição 2021 do Campeonato Paulista sub-20 e eu resolvi mudar o cenário. Decidi acompanhar a primeira apresentação de um dos dois estreantes em torneios da FPF, o Sport Club Brasil de Embu das Artes. O clube visitou o Grêmio Osasco no Estádio José Liberatti, campo que eu não visitava desde a última Copinha.

Se em 2020 o certame teve apenas 24 participantes e foi realizado a toque de caixa em virtude da pandemia, em 2021 a coisa melhorou um pouco. Foram 54 os que toparam participar e, repetindo a temporada passada, a federação unificou as duas divisões do profissional. Além disso, manteve a filiação especial para aqueles que queiram apenas disputar a base, caso do Brasil e do Ibrachina FC da capital.



Times perfilados para o Hino Nacional e aquela imagem marota dos capitães com o quarteto de arbitragem

Outro detalhe: em 2020 apenas seis dos 24 eram equipes da Segundona profissional. Em 2021 temos treze clubes da quarta divisão estadual além de sete que não disputam o profissional, totalizando vinte dos 54. Apesar de ter sido tomada a decisão por causa da pandemia, esse foi um enorme acerto. Essa mistura é genial e põe times de tamanhos completamente diferentes frente a frente. Pessoalmente acho um dos pontos altos do torneio.

O Brasil tinha como planos estrear em 2020 apenas no sub-15 e sub-17, mas a competição também foi cancelada. A agremiação fundada em 2019 caiu no Grupo 7 do sub-20 junto com São Bento, Audax, Oeste, Grêmio Osasco e o favoritaço São Paulo. Missão complicadíssima para o caçula. Vale lembrar que o GEO foi rebaixado na A3 no ano passado e está ausente no profissional este ano.

Minha última vez em Osasco tinha sido no Audax 0x0 Sport válido pela primeira fase da Copa São Paulo de 2020. Tinha até me esquecido do ponto de ônibus em que tinha que descer e quase me perdi. Cheguei no campo com cerca de uma hora faltando para o apito inicial e restou aquela famosa aguardada lendo. O Brasil estava com um uniforme de treino igual ao da seleção, porém infelizmente utilizou camisa, calção e meias azuis contra os donos da casa. Uma pena.

Quando a ação começou o Brasil criou a primeira boa chance. O camisa 11 Vinícius Nascimento recebeu passe na direita e mandou cruzado. A bola passou raspando a trave de Josué. A partir daí, só deu Grêmio Osasco. Aos 12, um defensor do Brasil recuou mal, deixou Rodrigo Barreto vendido e a pelota sobrou para Edherson. Ele atirou e Vinícius Messias salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, em outra falha imensa da zaga, Edherson roubou e colocou no canto. Rodrigo Barreto fez defesa brilhante com a ponta dos dedos e desviou pela linha de fundo.

A pressão era grande e o Brasil conseguiu se segurar até os 29 minutos. Edherson, o melhor dos donos da casa, recebeu belo passe na direita, entrou na área e mandou cruzado. Assim ele venceu o arqueiro adversário e inaugurou o marcador. O 1x0 sossegou a rapaziada osasquense e no restante do tempo inicial não teve mais nenhum momento perigoso. Junto com o intervalo chegou a hora de vestir a blusa pois apesar de estar sol, o vento frio chegou com tudo no Rochdale.




O Brasil, que não jogou de Brasil, tomou sufoco do Grêmio Osasco durante o primeiro tempo


Edherson armando o chute pela direita que abriu o marcador a favor dos donos da casa

Na etapa final o GEO permaneceu ocupando o setor defensivo do Brasil, só que o que se viu foram apenas chutes fracos ou sem direção. O escrete de Embu das Artes não era capaz de arriscar a sorte no campo ofensivo e o triunfo local parecia fato consumado. Bom, acabou que não foi bem assim. O Brasil criou o primeiro lance de destaque e nele deixou tudo igual. Yule foi lançado, acabou desarmado dentro da área e a pelota sobrou para Fabrício dos Santos. O camisa 18 avançou e chutou meio sem ângulo, estufando a rede de Josué.

O GEO tomou um susto com o empate e por pouco não sofreu o segundo aos 36 em tiro de Vinícius Silva que saiu por cima. Nada indicava que o Grêmio fosse conseguir alguma inspiração, já que se afobou e não criou mais nada. Eis que aos 47 minutos Igor engatou a quinta marcha pela direita, ganhou do defensor e cruzou. O goleiro ficou olhando, Victor surgiu na pequena área e recolocou os locais na frente.



O GEO permaneceu criando chances de gol na etapa final


Como quem não quer nada, o Brasil conseguiu armar um raro ataque aos 32 minutos e Fabrício dos Santos deixou tudo igual


Após o empate, o GEO infernizou ainda mais a zaga visitante em busca do segundo gol



Aos 47 minutos Victor recebeu um bom passe da direita e, na base do sufoco, deu a vitória ao Grêmio Osasco

No fim, o placar de Grêmio Osasco 2-1 Brasil acabou sendo justo pelo maior número de oportunidades criadas pelo time da casa, mas poderia ter sido sem tanto sofrimento. De qualquer forma o SC Brasil estreou mostrando bastante disposição. Pena que isso provavelmente não seja suficiente na luta por uma vaga na segunda fase atuando contra adversários bem maiores. Estamos na torcida pelo sucesso do clube mesmo assim.

Voltei à capital já pensando na programação da madrugada pela Olimpíada. Me permito ficar de fora das coberturas até a semana que vem pois quero aproveitar o máximo que puder os últimos compromissos olímpicos. Prometo que volto com tudo emplacando uma grande cobertura da rodada inicial do Paulista Feminino.

Até lá!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 2-1 Brasil

Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Giovanni Domenico Venturini; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Vinícius dos Santos, Kauê; Gols: Edherson 29 do 1º, Fabrício dos Santos 32 e Victor 47 do 2º.
Grêmio Osasco: Josué; Deivid (Gian), Paulo, Matheus e Bracinho (Rafinha); Leonardo, Edherson (Vitão), João Braga e Cristhian; Victor e Vinícius (Igor). Técnico: Éverton da Silva.
Brasil: Rodrigo Barreto; Kauê, Vinícius Messias, Fabrício Teixeira e Yule; Rodrigo da Cruz, Nicolas (Djian Lucca), Vinícius Pequiá (Vinícius Silva) e Marlon (Fabrício dos Santos); Vinícius dos Santos (Léo Pimentel) e Vinícius Nascimento. Técnico Duílio de Souza.
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segunda-feira, 2 de março de 2020

Reabilitação nacionalista em cima do GEO na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminado o Carnaval Futebolístico do JP no dia 23, passei uma semana de boa antes de voltar aos gramados. O retorno foi o meu 56º e último jogo do Nacional no Estádio Nicolau Alayon da sequência que se estendeu de setembro de 2016 até os dias atuais. O adversário foi o Grêmio Osasco, em confronto válido pela oitava rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3.

Essa foi a derradeira peleja da sequência pois semana que vem, data em que o Naça enfrenta o Marília na sua casa, estarei fora da capital bandeirante, possivelmente cobrindo três partidas no Centro-Oeste. Independente da série chegar ao fim, tenho certeza que poucos nos mais de 100 anos do Nacional já alcançaram marca igual ou maior. Resta ver se terei pique para emplacar outra sequência assim.

Depois de ser derrotado pelo líder Noroeste no Alfredo de Castilho, o clube ferroviário passou a ocupar a absurda 14ª posição, somente uma acima da zona de rebaixamento. Vencer o clube osasquense era obrigação pensando, pelo menos temporariamente, em afastar o perigo de queda, algo que seria fatal pensando no futuro da agremiação. Com apenas um ponto conquistado fora de casa, o GEO se dava por satisfeito com um empate.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Osasco - Osasco/SP


Os capitães de Nacional e GEO junto com o árbitro Matheus Delgado Candançan, os assistentes Gilberto Aparecido Romachelli e Marcos Santos Vieira e o quarto árbitro Gabriel Castro Dourado

Fui sozinho à Comendador Souza e vi um jogo onde o time da casa iniciou os trabalhos como há muito não fazia. Antes do primeiro minuto, mais precisamente aos 54 segundos, o marcador foi inaugurado com Gustavo Índio. O camisa 9 recebeu lançamento de Reinaldo entre os zagueiros, tirou do goleiro e tocou no canto. Juro que não me lembro da última vez que a equipe marcou um gol tão cedo jogando o estadual.

O GEO tentou se recompor logo na sequência, porém o Nacional continuou melhor e aos 10 quase fez o segundo com Guilherme Lobo tocando de calcanhar na pequena área. Aos 23 o Grêmio não conseguiu evitar o segundo tento local, de novo com Gustavo Índio. Guilherme Lobo bateu falta da direita, levantou no segundo pau e a pelota sobrou livre para o camisa 9 em cima da linha completar com a maior facilidade. Um gol que até eu na atual forma física faria.

O Nacional criou três ótimas chances de ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo. As três finalizações, respectivamente aos 29, 34 e 41 minutos, passaram perto da trave osasquense. O GEO pouco fez e foi dominado pelos locais. Na única vez que chegaram dentro da área, isso aos 32 minutos, a tentativa de chute foi travada por um dos zagueiros na hora H. Sem exagero algum, os ferroviários poderiam ter fechado a fatura antes mesmo do intervalo chegar.


O Nacional fez um primeiro tempo como há muito não se via, criando várias chances de gol


Ataque nacionalista pela esquerda


Zagueiro do GEO mandando a bola na numerada numa tentativa de lançamento


Pelota viajando dentro da área osasquense


Aquela boa e velha disputa de bola pelo alto

A previsão do tempo tinha dito que faria frio sábado, só que o sol forte que pintou me obrigou a subir até a parte coberta na etapa final. De boa na sombra vi o Grêmio Osasco voltar ao gramado disposto a ter melhor sorte e, se aproveitando de uma pane defensiva paulistana, diminuiu aos dois minutos quando Kaique completou cruzamento da esquerda e a bola passou debaixo do goleiro Luis Henrique.

O fato de ter marcado cedo deixou o GEO mais tranquilo e, sem criar novos momentos de perigo, fez com que o Nacional voltasse a apresentar o bom futebol dos primeiros 45 minutos rapidinho. Os locais assustaram o arqueiro visitante principalmente em chute de Vinicius na trave aos 15. Depois disso, o escrete paulistano levou a partida em banho-maria e só nos acréscimos os osasquenses voltaram a assustar... nada que deixasse o goleiro Luis Henrique preocupado.


No tempo final, o GEO voltou mais animado tentando diminuir o prejuízo


Boa jogada aérea a favor do onze paulistano


Aos poucos o escrete ferroviário voltou a dominar a peleja após o começo bom do GEO na segunda etapa


Jogador do Nacional derrubado dentro da área, mas não foi pênalti


Na marra, os ferroviários conquistaram importante vitória que os afastou da zona de rebaixamento

O placar final de Nacional 2-1 Grêmio Osasco fez o eterno SPR subir para a 10ª posição agora com 10 pontos ganhos. Não tem como ficar super tranquilo em relação ao rebaixamento, mas pelo menos deixa a rapaziada respirar um pouco. Quem está ameaçado agora é o GEO, que herdou a 14ª posição com o mesmos nove pontos de antes da rodada. Agora faltam sete compromissos para cada um até o final da primeira fase. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte.

Nessa semana ficarei de boa pensando já na mini-turnê pelo Centro-Oeste que irá rolar sábado e domingo. Se tudo der certo, serão dois estádios inéditos e quatro times novos na Lista. Com mais de 700 times na Lista, conseguir ver quatro clubes num único final de semana é motivo de muita comemoração.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 2-1 Grêmio Osasco

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 210 pagantes; Renda: R$ 1.895,00; Cartões amarelos: Luís Henrique, Veloso, James Dean, Guilherme Lobo, Guilherme Noé, João Goes, Rodrigo; Cartão vermelho: Rodrigo 24 do 2º; Gols: Gustavo Índio 1 e 22 do 1º, Kaíque 2 do 2º.
Nacional: Luís Henrique; Alanderson, Gabriel, Guilherme Noé e Veloso; Reinaldo, Ricardinho (Bahia), Matheus Teta (PH) e Guilherme Lobo; Gustavo Índio e James Dean (Vinicius). Técnico: Tuca Guimarães.
Grêmio Osasco: Charles; Rodrigo, Caio Talarico, Thiago e Vinícius Paiva; João Goes, Gustavo Barbosa (Abeny), Léo Vítor (Kaíque) e Bruno Felipe; João Pedro (Luiz Henrique) e Bruno Henrique. Técnico: Bruno Lourenço.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

JP com a base do Atlético Amazonense no CEE Pelezão

Texto e fotos: Fernando Martinez


A ideia dessa semana era iniciar os trabalhos na tarde de quarta-feira com um jogo da Copa do Brasil sub-17. Só que uma gripe monstra me deixou baleado e resolvi me poupar para um Jogo Perdido - com JP maiúsculo mesmo - na quinta de manhã. Fazia tempo que não emplacava uma sessão futebolística tão alternativa como a que fiz. Na pauta, um duelo inédito pela sempre legal Copa Ouro sub-19 da APF, a Associação Paulista de Futebol, com direito a time novo e estádio novo na Lista.

Tossindo igual cachorro velho, peguei um ônibus no Largo da Batata e segui até o Alto da Lapa. Meu destino era o Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelezão. Lá, pela terceira rodada da primeira fase do certame, Grêmio Osasco e Atlético Amazonense, isso, um time do Amazonas, se enfrentaram em duelo do Grupo B. Não é a primeira vez que um clube de fora do estado disputa esse certame da APF. Você viu aqui no JP o Paraná Clube (!) na edição 2011 da competição atuando contra o Juventus.


Fachada do CEE Edson Arantes do Nascimento, o Pelezão


Estátua do Pelé na entrada do clube. Certamente uma das mais assustadoras que já vi em toda a minha vida


Detalhe do campo sintético de futebol cercado por árvores

Chegar no Pelezão é de boa. Não levou mais do que 20 minutos o trajeto entre Pinheiros e a Rua Belmonte. Ainda deu tempo para fazer aquele café da manhã maroto antes de seguir pro clube. O local é referência e conta com quadras de tênis de saibro e cimento, piscinas, quadras de basquete, muita área verde e o campo de grama sintética onde a peleja foi disputada. O genial é que esse foi o 196º estádio - vamos chamar assim, na base da licença poética - em que assisti um jogo de futebol em todos os tempos.

Quando pisei no gramado com o clima nubladaço e quase ninguém nas redondezas me dei conta real da alternatividade da coisa e do tempo que estava sem fazer algo assim. Não é todo momento que temos a chance de colocar na Lista um time tão insólito. A Associação SC Atlético Amazonense foi fundada no começo do ano e disputou os certames estaduais das categorias sub-15, sub-17, sub-19 e sub-21. Se não fez nada de marcante vale registrar os 12x1 aplicados na Escola de Futebol do Cruzeiro pelo sub-17. O projeto é de entrarem no profissional em breve.


Grêmio Esportivo Osasco (sub-19) - Osasco/SP


Associação SC Atlético Amazonense (sub-19)


Capitães e trio de arbitragem

Os amazonenses tinham disputado dois compromissos até então pela Copa: fizeram 2x0 na liga de Futebol de Sorocaba e tomaram 4x1 do Barueri Esporte Forte/Oeste. Já o GEO, velho conhecido de nossas páginas, um triunfo por 4x0 em cima do time "B" do Nacional, chamado nesse certame de Nacional AC/SPR Ferroviário. Depois de acompanhar o aquecimento da molecada, as primeiras gotas começaram a cair e a chuva pintou forte. Com isso, fui obrigado a acompanhar toda a peleja do meio-campo, embaixo da cabine do Regra 3, no caso, Danielle, zagueira da Portuguesa.

No puído relvado sintético do Pelezão rolou um jogo muito bom e bem movimentado. Além disso tivemos várias chances e gols. O primeiro grande momento local foi aos nove minutos num chute de longe de Gabriel. Dois minutos depois, ele mesmo fez o primeiro num bom tiro de longe. O Atlético tentava e mostrava disposição, porém não conseguia dar combate aos rápidos atletas locais


Atlético iniciando um ataque no começo da peleja


Corte de cabeça da zaga paulista


Detalhe do gramado sintético do Pelezão com o seu círculo central totalmente desgrudado

Aos 25, Gabriel, o mais xingado pelo técnico osasquense. teve uma ótima oportunidade cara-a-cara com o goleiro Cleyton Fernando (!), mas o camisa 12 defendeu bem. Aos 34, o zagueiro Matheus Oliveira falhou e a pelota sobrou para Emersom. O camisa 11 tentou por cobertura e o arqueiro fez mais uma boa intervenção. Aos 44 saiu o segundo com Bruno Kaique. Ele recebeu passe na direita e chutou bem fraquinho. A bola passou por todo mundo e morreu mansamente no canto direito.

No tempo final o GEO continuou melhor e Gabriel, o destaque da manhã, ampliou aos quatro. Ele foi lançado pela direita e chutou forte no alto. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo do gol amazonense. Com os 3x0 o GEO sossegou o facho e com isso o Atlético passou a criar mais. O onze visitante chegou a criar boas oportunidades, mas marcou apenas uma vez. Lucas Mota, camisa 10 da equipe, arriscou de longe e fez um golaço aos 27 minutos.


Atleta amazonense se esticando todo tentando o domínio


Bruno Kaique se desvencilhando da marcação adversária


Um dos vários bons momentos do GEO no tempo final


Jogadores apostando corrida no relvado do Pelezão

Sem mais momentos agudos ofensivamente falando, a partida ficou em Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense. Ótimos 90 minutos numa jornada que hoje em dia não é tão comum de acontecer. Ainda debaixo de chuva peguei o caminho de volta à Pinheiros pois um dia de labuta de aguardava, Por conta da correria profissional não sei quando será meu próximo jogo. Nem posso reclamar, pois pelo menos estou saindo do fundo do poço.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense

Competição: Copa Ouro sub-19 (APF); Local: Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento/Pelezão (São Paulo); Árbitro: Mateus da Silva Costa; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Bruno Kaique, Roberth, Mateus Prado, Danilo (GEO), Cleyton Levy, Antônio, Lucas Rodrigues, Luciano, Marco Vinicius, Lucas Mota, Matheus Oliveira (Atl); Cartão vermelho: Danilo (GEO); Gols: Gabriel 11, Bruno Kaique 43 do 1º, Gabriel 4 e Lucas Mota 26 do 2º.
Grêmio Osasco: Rodrigo (Isaque), Mateus Prado, Matheus Barbosa, Amarildo, Danilo, Thiago, Guilherme, Roberth (Wedson), Gabriel (Wesley), Bruno Kaique e Emersom (Hugo).
Atlético Amazonense: Cleyton Fernando (Lucas Oliveira), Cleyton Levy, Anthony, Matheus Oliveira (Luciano Silva), Lucas Souza (Lucas Rodrigues), Eduardo (Romário), Everton (Jonathas), Luiz Henrique, Darlilson (André), Lucas Mota e Antônio (Marco Vinicius).
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segunda-feira, 7 de maio de 2018

GEO derrota o Nacional, que segue sem vencer no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Tinha reservado a tarde do sábado para ir até Mogi das Cruzes ver um jogo da Segundona. Só que perdi a hora total e acabei tendo que apelar pro Plano B. Fui parar (de novo) no Estádio Nicolau Alayon em mais uma apresentação do Nacional no Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. O adversário da vez foi o Grêmio Osasco.

Válido pela quarta rodada do Grupo 4, o duelo reuniu o último e o penúltimo colocados da chave. Nos três confrontos realizados até então, o onze ferroviário foi derrotado pelo Juventus, Corinthians e Guarani. O GEO ganhou do Bugre e perdeu pro alvinegro de Parque São Jorge e Manthiqueira. Resumo da ópera: pela campanha de ambos, a chance de ver uma peleja abaixo da média era enorme.


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Osasco (sub-20) - Osasco/SP


O quarteto de arbitragem junto com os capitães dos times

Tive a companhia do jovem promissor Luigi Vancini durante os 90 minutos. Fomos acompanhar o ataque local e pouco aconteceu. A rigor o Naça ficou mais tempo com a bola nos pés porém teve somente dois momentos bons, um num chute pela direita e outro que terminou com defesa segura do arqueiro osasquense.

Já os visitantes chegaram mais vezes dentro da área adversária, boa parte delas com relativo perigo. Mostrando uma ótima saída do gol, o goleiro norte-americano Phillip neutralizou todas as investidas. Com esse cenário, não tinha como o primeiro tempo ter terminado de outra forma senão com o 0x0.


Zagueiro osasquense se antecipando e fazendo o corte


Chute de longe que não levou perigo pro goleiro do GEO


Pelota passeando dentro da área visitante


Ataque nacionalino pela direita

A segunda etapa começou e pouco mudou. Até os vinte minutos nada aconteceu e o temor era que o placar em branco se confirmasse. Felizmente o cenário melhorou sem que esperássemos. Aos 21 minutos Joanatan completou cruzamento da direita dentro da pequena área e abriu o placar pro GEO.

Aos 29, Samuel Ethor (sim, o camisa 9 do Grêmio Osasco tem esse nome  super original) ampliou pro onze visitante com um toque de ponta de pé da entrada da área que encobriu o goleiro nacionalino e tirou a pelota do seu alcance. No minuto seguinte os locais diminuíram com o camisa 10 Josué tocando na saída de Micael.

Nos quase vinte minutos restante os paulistanos insistiram bastante e chegaram perto do empate, porém o último toque foi imperfeito. A rapaziada do Grêmio Osasco se segurou bem, o arqueiro mostrou serviço e no apito final conquistaram uma importante vitória.



Dois cortes de cabeça em ataques paulistanos no tempo final


Cobrança de falta a favor dos donos da casa


Atleta do Nacional arriscando tiro de longe em busca do empate

O placar de Nacional 1-2 Grêmio Osasco colocou o clube da Grande São Paulo na quinta posição da chave agora com seis pontos ganhos. Lembrando que quatro (ou cinco, dependendo da classificação) times se classificaram para a próxima fase. Já os ferroviários permanecem na lanterna sem nenhum ponto. Ainda faltam dez partidas pro final dessa fase.

Foi isso. Saí da Comendador Sousa meio chateado por ter perdido um 7x0 em Mogi das Cruzes, porém conformado, já que pelo menos a peleja na cancha paulistana não tinha sido 0x0. No domingo a ideia era fazer uma rodada dupla. Só que por conta do sono, vi uma rodada simples mesmo, com Segundona e confronto inédito na pauta.

Até lá!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Jefferson salva a pátria osasquense na vitória do GEO contra o Marília

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo com a busca de um recorde histórico, na fria noite de quarta-feira fui até Osasco para um joguinho do Campeonato Paulista da Série A3. No vazio Estádio Prefeito José Liberatti, o Grêmio Osasco recebeu o Marília pela 13ª rodada do certame. Por incrível que pareça, ainda não tina visto nenhum compromisso do GEO em 2017. Agora o álbum do Projeto 40 conta com 37 equipes e está muito próximo da conclusão.

Na surreal gangorra que está sendo essa A3, GEO e Marília estavam separados apenas por um ponto antes dessa partida. O bizarro é que o time osasquense era o oitavo colocado e o MAC o 15º. Em 2017, além de lutar para se classificar, os times também lutam para não cair para a Segundona. Uma loucura que deixa o certame muito mais interessante.


Grêmio Esportivo Osasco - Osasco/SP


Marília Atlético Clube - Marília/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Júnior César Lossávaro, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro José Cláudio da Silva posam junto com os capitães do GEO e do MAC

Contei com a companhia do amigo e um dos fundadores do Grêmio, o grande Luís Varinha para essa peleja. Fiquei ao lado dele no primeiro tempo e acompanhamos provavelmente uma das piores atuações da história do Grêmio nos primeiros 45 minutos. O escrete da Grande São Paulo foi presa fácil para o MAC.

Os locais simplesmente não entraram em campo. Vimos erros absurdos de passe e os jogadores sempre estavam um passo atrasado nas jogadas e o único que se salvou foi o goleiro Jefferson. O camisa 1 teve uma atuação brilhante e foi o responsável direto pelo placar em branco no intervalo.

Antes dos dez minutos ele fez nada menos do que três defesas absurdas. O Marília ficou o tempo todo com a bola nos pés e chegou perto da área osasquense várias e várias vezes. Assim como no confronto contra o Nacional, o grande problema foram as finalizações.



Dois momentos em que o setor defensivo do Marília neutralizava tentativas do GEO em chegar perto da área 


Boa saída do goleiro Éder no primeiro tempo

Cansei de ficar no campo e acompanhei o tempo final das arquibancadas junto com a dupla alvinegra Espina e Colucci. A partida recomeçou no mesmo esquema dos primeiros 45 minutos com o Tigrão permanecendo no ataque. Novamente Jefferson foi acionado e novamente ele mandou muito bem, impedindo dois gols certos.

Conforme o tempo passava, ficava mais forte o cheirinho de 0x0, pois o GEO nada fazia e o MAC errava demais. Mas para mostrar como o futebol é fascinante, num intervalo de dois minutos o Grêmio resolveu a partida de forma surpreendente. Aos 36 minutos o time teve um escanteio a favor, apenas o terceiro em todo o jogo. A bola foi alçada na área por Henrique e Bruno Lima subiu mais alto do que os zagueiros para abrir o placar.

Dois minutos depois Jorge Eduardo fez uma grande jogada pela esquerda e cruzou. Henrique apareceu na entrada da área e chegou batendo com classe, colocando a pelota no canto direito do arqueiro Éder. Poucas vezes a máxima "quem não faz toma" foi tão verdadeira.


Atleta do MAC mandando uma bela pose de kung fu no tempo final



O primeiro gol da peleja em dois momentos: o zagueiro Bruno Silva subindo sozinho para marcar e depois a comemoração pela marcação do gol

O placar final de Grêmio Osasco 2-0 Marília colocou o onze da Grande São Paulo na sexta colocação com 21 pontos ganhos e ainda sem empatar nas treze rodadas realizadas. O Tigrão permanece no 15º lugar dentro da incômoda zona de rebaixamento. Vi dois jogos do MAC e não achei o time ruim, mas criar, criar, criar e não marcar é algo bastante complicado.

Esse foi o quinto dia seguido do total de nove com jogos pela região. Continuei na rota das pelejas na tarde da quinta-feira, dessa vez sem Projeto 40, sem jogo perdido ou divisão de acesso na pauta, e sim com meu retorno ao Campeonato Paulista depois de dois anos.

Até lá!