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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Em bom jogo, Capivariano e Sergipe ficam no empate no Carlos Colnaghi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do calor forte e da rodada dupla em Salto na tarde de terça-feira, decidimos emendar a jornada com mais dois jogos pela região. Após 11 anos de ausência, retornei à cidade de Capivari para acompanhar a segunda rodada do Grupo 16 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Abrindo os trabalhos no Estádio Carlos Colnaghi, duelo entre Capivariano e Sergipe. É a 11ª vez que a cidade sedia a competição de base mais icônica do país.

Minha última visita à casa do Leão da Sorocabana tinha sido em 2014, numa partida da Série A2 entre os donos da casa e o Monte Azul. Já estava mais do que na hora de voltar. Na minha história particular, tinha assistido apenas cinco jogos por lá — os dois primeiros também pela Copinha, no distante 2001, quando incluí na Lista Bahia, CSA e o próprio Capivariano.

Desta vez não teve time novo, mas não dava para perder a chance de acompanhar duas pelejas tão incomuns. Foi a terceira vez que vi o Sergipe em campo. As duas anteriores aconteceram na Arena Barueri, em 2012 e 2020. O Diabo Rubro disputa a Copinha pela 12ª vez e garantiu vaga com o vice-campeonato estadual em 2024. O campeão Falcon ficou com a outra vaga sergipana.

Chegamos relativamente cedo ao estádio, e passei um sufoco tentando encontrar o portão de entrada da imprensa. Andei literalmente por todas as dependências do local até achar o lugar certo. Pelo caminho, encontrei o amigo de longa data Paolo Gregori e seu filho Lorenzo, o “hooligan da Comendador Souza”, ambos atualmente morando em Piracicaba. Também estava por lá Luciano Claudino, o antigo “amigo do JP”. Registro ainda a ótima presença de público.


Capivariano Futebol Clube (sub-20) - Capivari/SP


Club Sportivo Sergipe (sub-20) - Aracaju/SP


Quarteto de árbitros e capitães dos times

O jogo foi bom, principalmente no primeiro tempo. Os donos da casa saíram na frente aos 19 minutos, com gol de Giuliano após boa jogada iniciada numa cobrança curta de escanteio pela esquerda. O Sergipe não deixou barato e empatou aos 35, em pênalti bem cobrado por Luís Cláudio. O 1 a 1 até saiu barato, considerando o número de chances criadas.

Na etapa final, a peleja caiu um pouco de produção e o Sergipe levou bastante perigo à meta local. Para quem achava que o Capivariano venceria com tranquilidade, o empate confirmado quando o árbitro apitou pela última vez não foi nada comemorado pela torcida da casa. Muito pelo contrário.



Há onze anos sem ir em Capivari, achei que a iluminação melhorou bastante



O detalhe do gol de Giuliano e a comemoração do pessoal local



Mais dois lances de Capivariano x Sergipe


O glorioso placar manual do Carlos Colnaghi

Quem comemorou de verdade o Capivariano 1-1 Sergipe foram os atletas visitantes. Somar um ponto manteve vivo o sonho de avançar entre os 64 melhores da competição. Na rodada derradeira, precisam vencer o Madureira e torcer por um triunfo do Bahia contra o time paulista, de preferência por boa margem de gols. Difícil? Sim. Impossível? Não.

Falando em Bahia, o confronto de fundo no Carlos Colnaghi gerava boa expectativa, mas, na hora H, o que se viu no gramado foram 90 minutos tenebrosos.

Até lá!

Ficha Técnica: Capivariano 1-1 Sergipe

Local: Estádio Carlos Colnaghi (Capivari); Árbitro: Rogério Fernando Alves Júnior; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Renan Tavares, Manu, Luís Cláudio e Thewilli Ricardo; Cartão vermelho: Carlos Santos (AT-Ser) 10 do 2º; Gols: Giuliano 20 e Luís Cláudio (pênalti) 35 do 1º.
Capivariano: Tiago Henrique; Ryan, Giuliano, Renan Tavares e Gabriel Paris; Ian Felipe (Michael Henrique), Maranhão (Zé Antônio), Juninho (Fellipe Magalhães) e Salomão (Cauê Lunardi); Lucas Rabello (Marcos Vinícius) e Kauê Thadeu (Kaíque). Técnico: Ivan Médici.
Sergipe: Tiago; Diego, Luan, Victor Hugo e Victor (Israel); Gil, Manu (Thewilli Ricardo), Yan Nery e Everson; Luís Cláudio e Mateus (Kaíque). Técnico: Edmílson Santos.

terça-feira, 19 de abril de 2022

No sufoco, Bernô derrota o Capivariano nos acréscimos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do horror das sessões matutinas, a pedida da tarde de sábado foi a segunda fase do Campeonato Paulista da Série A3. O glorioso São Bernardo recebeu o Capivariano precisando de uma vitória na abertura do returno. A peleja aconteceu no Estádio Primeiro de Maio, que agora tem o Tigre do ABC como seu dono por alguns anos.

Na fase inicial, o Bernô ficou na quinta posição, enquanto o time de Capivari terminou em sétimo. No primeiro turno da segunda fase, o alvinegro fez quatro pontos e o Leão da Sorocabana sete. Uma vitória visitante no ABC seria péssima para as pretensões do São Bernardo. No turno, deu Capivariano por 2x1.

Foi a minha estreia no estádio em 2022 e deu para perceber que nada mudou desde a decisão da Copa Paulista. A FPF liberou o local na Série A1 mesmo com o péssimo estado das cabines. Aliás, resta saber quando a diretoria do clube preto e amarelo vai colocar a mão na massa e dar um tapa no Primeiro de Maio. Do jeito que está, não dá.



São Bernardo e Capivariano posados com todo o elenco antes do apito inicial


Capitães das equipes junto com o árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Denis Matheus Afonso Ferreira e o quarto árbitro Humberto Jose Junior

Antes do apito inicial, tive o prazer de encontrar amigos que não via desde antes da pandemia, entre eles o Thiago, um dos maiores conhecedores das coisas relacionadas à São Bernardo do Campo, e o gente boa Pedro, além de uma série de torcedores fiéis do Bernô. O Raul, o maior anfitrião de Brasília, também estava lá. Além deles, claro, o quarteto sobrevivente da manhã: Caio, Milton, Mário e Renato.

O grande problema foi que os 22 atletas estavam com a inspiração em baixa. Sim, levamos a zica da rodada dupla de Mogi das Cruzes ao ABC e vimos uma peleja absurdamente ruim. Confesso que não esperava tamanha ruindade. Certeza de que a rapaziada queria malhar o Judas no Sábado de Aleluia e aproveitou a deixa, maltratando a pelota sem dó.

Fica até difícil escrever algo sobre os 90 minutos, sem brincadeira. Apesar de ter bastante gente conhecida na arquibancada, eu fiquei o tempo todo acompanhando os atacantes dos donos da casa acreditando que algo poderia acontecer. Quem me fez companhia foi uma bela playlist dos anos 80 no Spotify. Amiga de todas as horas, ela me salvou do tédio absoluto.






Detalhes do fraco primeiro tempo no Primeiro de Maio

O Capivariano se defendia e pouco fazia na frente. O São Bernardo tentava atacar e não conseguia emplacar uma investida de sucesso. O 0x0 que parecia certeza nas duas partidas da manhã passou a ser certeza na sessão da tarde. Que tristeza. Sem nada acontecer digno de registro, estava prestes a ver outro jogo em branco. Foi aí que o milagre da Páscoa aconteceu. Em ataque pela esquerda aos 47 minutos, Argentino se livrou da marcação e cruzou. O goleiro defenderia sem problema, mas o zagueiro Jemmes esticou a perna e colocou a bola dentro das próprias redes. Um gol contra providencial que salvou o Bernô e, de lambuja, a minha rodada de sábado.


O raio de sol iluminando o escanteio a favor dos donos da casa. Pena que não iluminou os atletas


Lance inacreditável a favor do Bernô. A bola passeou em cima da linha e não entrou


Atleta alvinegro tentando passar pelo defensor do lado direito do ataque


A bola no fundo da rede do Capivariano... gol chorado do São Bernardo

O São Bernardo 1-0 Capivariano embolou a disputa do Grupo 3 da segunda fase da A3. Ambos têm sete pontos, enquanto o Noroeste tem cinco e o Marília dois. Na quarta-feira o alvinegro faz duelo decisivo, também no Primeiro de Maio, contra o Norusca. Provavelmente eu me farei presente.

Foram três jogos no sábado com apenas quatro gols. Se mandei um Matrix maroto e não vi nenhum 0x0, no domingo tudo foi para o espaço com a abertura da Série D do Brasileiro. Com tanta partida ruim, não tinha como passar ileso.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Bernardo 1x0 Capivariano

Em breve
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terça-feira, 18 de maio de 2021

Nacional se consolida no G8 com o triunfo em cima do Capivariano

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como todos sabem, o Campeonato Paulista da Série A3 está com o calendário apertado. Na tarde de segunda-feira, menos de 48 horas depois de se apresentar na distante Marília, o Nacional voltou a campo atuando na sua casa, o Estádio Nicolau Alayon. O adversário foi o glorioso Capivariano, o Leão da Sorocabana, pela 12ª rodada da primeira fase. Um duelo entre o sétimo e o nono colocados, em um daqueles famosos "jogos de seis pontos".

Sabemos que esse é uma edição bastante singular da A3, fato. Agora, o escrete ferroviário, apesar de toda a peculiaridade do torneio, vem fazendo uma campanha um tanto quanto esquizofrênica. O clube somou 13 dos 16 pontos conquistados como visitantes, um assombro. Perdeu apenas uma vez em seis compromissos - contra o Batatais, candidatíssimo ao rebaixamento - e venceu quatro vezes. Já como mandante, cinco partidas, um único triunfo (3x1 em cima do Rio Preto) e quatro derrotas (!). Para uma agremiação que em 2017 conquistou um título sem nenhuma vitória na capital e com 100% de aproveitamento longe dos seus domínios no mata-mata não é uma novidade tão grande.

Já era hora de os paulistanos voltarem a vencer, ainda mais atuando na Comendador Souza e precisando se consolidar no G8. Já o Capivariano estava há cinco rodadas invicto e buscava um lugar entre os oito melhores. Na história, nove confrontos, oito entre 1987 e 1991 e um no ano passado. Os ferroviários venceram cinco vezes, perderam uma (o 2x0 sofrido em Santa Bárbara D'Oeste no ano passado, a última matéria do JP antes da longa parada em virtude da pandemia) e empataram três. Na capital, o último jogo tinha sido no longínquo 3 de julho de 1991, um 2x1 a favor dos locais.



Times entrando em campo e a foto oficial de capitães e quarteto de arbitragem

O ataque nacionalista já fez 22 gols e é nada menos do que o segundo melhor contando as três principais divisões do estado, ficando atrás apenas do São Paulo. Se a defesa está deixando um pouco a desejar, o setor ofensivo está correspondendo, algo raro levando em conta a eterna e crônica dificuldade do onze da Zona Oeste em marcar gols. A atuação dos dianteiros do Nacional na quarta-feira novamente foi precisa. O Capivariano também mostrou muita qualidade e a partida teve ótimo nível técnico.

A etapa inicial foi muito boa. O Nacional chegou duas vezes em sequência aos quatro minutos. Nada que assustasse tanto a zaga do Leão, mas com isso tinham deixado clara a intenção de que não deixariam a zaga adversária sossegada. Aos 16, Rômulo cruzou da esquerda, Éverton tocou para trás e Rafael evitou o gol alvirrubro tocando com a ponta dos dedos. Nova boa chance aconteceu aos 33 quando Emanuel cruzou por baixo pela direita. Corrêa, ele mesmo, surgiu entre os zagueiros e chutou forte, mandando quase fora do estádio.

O Naça voltou com tudo aos 44. Pablo se mandou pela esquerda e foi derrubado por Éverton no bico da área. Na cobrança de falta, César levantou e o artilheiro Éder Paulista tocou de cabeça no canto de Moisés. Foi o nono gol do atacante em doze jogos disputados com a camisa ferroviária em 2021. Gol merecido e vantagem importante para a etapa final. Nos últimos 45 minutos o confronto subiu de nível e a rapaziada esbanjou inspiração.


Nacional e Capivariano fizeram um "jogo de seis pontos" na capital paulista


Rafael trabalhou bastante, como aqui em bola levantada na área nacionalista


César (6) cruzando na área sob olhar de Emanuel (11)


Chute local que passou MUITO longe do gol defendido por Moisés



Exato momento da cabeçada de Éder Paulista que colocou o Nacional em vantagem e a comemoração dos atletas locais

Num espaço de dois minutos o camisa 8 Corrêa bateu três escanteios primorosos seguidos, obrigando Rafael a se tornar um dos grandes personagens da tarde. O arqueiro salvou dois gols olímpicos e no outro defendeu brilhantemente uma cabeçada que tinha endereço certo. Aos 17 Guilherme Lobo bateu de chapa no meio da área e a finalização passou perto da trave. Um daqueles gols que não se pode perder. Aos 19 Lucas Soares cabeceou pela esquerda e certamente Rafael teria trabalho. Bem postado, Gigante desviou na hora H e salvou os locais. O mesmo Lucas Soares completou levantamento em cima da linha da pequena área e o tiro quase parou nos campos sintéticos que ficam atrás do estádio.

Os donos da casa conseguiam se segurar com qualidade e levaram perigo nos contra-ataques. Aos 38 minutos Guilherme Lobo, que não teve uma boa atuação no geral, perdeu uma oportunidade de ouro quando recebeu belo passe em profundidade, porém tentou encobrir o arqueiro quando o chute rasteiro teria sido a melhor opção. Moisés defendeu sem dificuldade. Apenas no 42º minuto que os ferroviários puderam respirar mais tranquilamente. Val recebeu passe na esquerda, entrou na área e finalizou cruzado, vencendo o camisa 1 e marcando o segundo tento paulistano.


Rafael evitando um gol olímpico de Corrêa no começo do segundo tempo


Guilherme Lobo perdendo grande chance de gol aos 17 do segundo tempo


Boa chegada do onze paulistano pelo alto


Leandro (11) finalizando para boa defesa do goleiro do Capivariano

O Leão da Sorocabana buscou diminuir na sequência. Lucas Soares avançou pela lateral e rolou até o meio da área. A zaga afastou mal e Neto Alexandre, com a meta praticamente aberta, atirou por cima. No fim, o triunfo local se confirmou com o placar de Nacional 2-0 Capivariano. O antigo SPR se consolidou no G8 e agora está na quarta posição com 19 pontos, dois atrás de Noroeste, Linense e Votuporanguense. O time de Capivari caiu para o 11º lugar. Detalhe: foi a primeira vez desde março de 2019 que o Nacional passa dois jogos sem sofrer gol.

Os participantes da A3 terão agora três dias de folga e a 13ª rodada acontecerá na quinta-feira. Teremos outro compromisso nacionalista em São Paulo contra um velho rival. Se tudo der certo, estaremos presentes.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 2x0 Capivariano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Reinaldo, Lucas Soares; Gols: Éder Paulista 44 do 1º, Val 42 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante, Everton, Gustavo França e César; Reinaldo, Mendes (Val), Brener (Diego Chiclete) e Guilherme Lobo (Léo Machado); Éder Paulista (Leandro) e Pablo (Guilherme Nascimento). Técnico: Ricardo Silva.
Capivariano: Moisés; Éverton, Jemmes, Feliphe e Rômulo (Pavani); Édson Magal (Carlos Eduardo), Giovane (Lucas Soares), Corrêa (Neto Alexandre) e Lucas Morais (André); Neto Costa e Emanuel. Técnico: Jardel Zamberlan.
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quarta-feira, 18 de março de 2020

Na despedida do futebol, Capivariano derrota o Nacional pela A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sábado, como aconteceu várias vezes em 2020, peguei a estrada mais uma vez, a última por enquanto, para uma cobertura do Jogos Perdidos. Na pauta, um genial duelo que não acontecia desde 1991 em Santa Bárbara D'Oeste. Mas não era o onze local em atividade, e sim o confronto de campo neutro entre Capivariano e Nacional pela 11ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 no Estádio Antônio Guimarães.

Tirando o Noroeste, a disputa da A3 está bastante equilibrada. Do quarto ao 14º lugar são apenas quatro pontos de diferença. O Nacional derrotou o Marília em casa no sábado retrasado em jogo que não contou com minha presença após três anos e meio e subiu para a 10ª colocação. Mesmo sem atuar em Capivari, jogar contra o Leão da Sorocabana, atual quarto colocado, seria uma dureza.

Falando um pouco de história, Capivariano e Nacional não jogavam há 29 anos. Em todos os tempos somente oito encontros, todos concentrados pela segundona entre 1987 e 1991. Neles, o escrete paulistano venceu cinco vezes e aconteceram três empates. Sim, o alvirrubro nunca tinha derrotado o centenário clube da Zona Oeste da capital na história. Ainda.

A caravana ao interior foi composta pela dupla Caio e Bruno, os dois que me acompanharam na insana cobertura do blog na primeira fase da Copa do Mundo sub-17. Já na gloriosa casa do União Barbarense encontramos o casal 20 Mário e Monique. Por conta um sutil atraso no almoço, cheguei na cancha na base do desespero com o Hino Nacional já tocando e os times perfilados. Só deu tempo de correr igual doido. Nem sei como consegui as fotos oficiais. Fui acompanhar o ataque nacionalista praticamente me arrastando.


Capivariano Futebol Clube - Capivari/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


O árbitro Alysson Fernandes Matias, os assistentes Diogo Correia dos Santos e Diogo Cruz Freire, o quarto árbitro João Batista Avelino e os capitães das equipes posam de forma exclusiva para o JP

Falar sobre o que aconteceu durante os 90 minutos é a coisa mais fácil: o Nacional nada fez e o Capivariano, mesmo sem se apresentar de forma primorosa, soube cozinhar o galo e vencer sem sustos. Foi irritante acompanhar outra apresentação ferroviária longe da capital tão abaixo da crítica. Incrível como os comandados de Tuca Guimarães não conseguem fazer o mínimo. Se em casa não perdem, longe da Comendador Souza pouco fazem. Não é à toa que não derrotam ninguém longe de São Paulo no estadual desde 2018.

Enquanto eu derretia espremido na única sombra possível fora os bancos de reservas, o Capivariano criou duas boas oportunidades na etapa inicial, aos 14 e aos 38 minutos, ambos com boa defesa de Luís Henrique em conclusão de Arthur e Douglas Netto. Aos 43, quando parecia que o intervalo chegaria com o marcador em branco, a bola foi alçada da esquerda dentro da área visitante. Veloso subiu mais alto e cabeceou contra o próprio gol, deixando os mandantes em vantagem.


Gustavo Índio (9), o artilheiro nacionalista que não conseguiu fazer muito contra a bem postada defesa do Capivariano


Ataque nacionalista pela esquerda debaixo de um fortíssimo calor em Santa Bárbara D'Oeste


Gustavo Índio, sempre ele, disputando bola pelo alto


Zagueiro do alvirrubro de Capivari se preparando para sair com a bola


Detalhe do primeiro gol no Antônio Guimarães, marcado por Veloso contra as próprias redes

Como tinha cumprido minha missão no gramado, fui curtir o tempo final na numerada perto dos amigos naquele bate-papo sempre animado. O Naça fez uma mini-pressão sem importância nos primeiros minutos só que logo o Capivariano voltou a ser melhor. Não demorou muito para que o alvirrubro ampliasse a vantagem com o gol de Léo aos 18 minutos.

Com o 2x0 a favor do clube de Capivari, a peleja caiu completamente de produção e o que valeu foi a conversa. Eu já imaginava, porém no fundo não queria acreditar que estava vivendo os últimos momentos num estádio de futebol num prazo a perder de vista. Preferi rir e continuar planejando coberturas que não acontecerão. Se vocês soubessem o cronograma que estava montado para a Segundona, Série D e afins... infelizmente nenhum deles vai virar realidade.


Conchal (11) num dos primeiros ataques do Leão da Sorocabana no segundo tempo



Os ataques do Nacional foram tímidos, como esses em lançamento na área e pela esquerda


Dois contra seis dentro da área... o Nacional não tinha como conseguir melhor sorte mesmo

O placar final de Capivariano 2-0 Nacional manteve o Leão da Sorocabana na 4ª colocação, agora com 18 pontos, e o escrete ferroviário na 10ª somando 13 pontos, dois acima da zona de rebaixamento. Com quatro rodadas a serem disputadas, o certame foi paralisado na segunda-feira junto com A1, A2 e a suspensão de todas as competições que teriam o pontapé inicial em abril. Tudo por conta da pandemia. Por mais triste que seja, a decisão da FPF foi 100% certa.

O futebol é menos importante do que o problema sério e inédito que assola o mundo neste momento, claro. Ainda assim é complicado pensar que não teremos a melhor válvula de escape possível para segurar a onda nos dias sombrios que nos esperam. Resta ter fé, fazer nossa parte e esperar que essa absurda e surreal situação passe de uma vez. Sim, vai demorar, vai ser sofrido e bem difícil. Temos que manter a sanidade a todo custo e torcer para que no final de tudo a gente possa olhar em retrospectiva e lamentar o menos possível.

É isso. Pela primeira vez nos 15 anos de JP eu escrevo uma matéria sem ter a menor noção de qual será a próxima. Que estejamos todos aqui no futuro bem de saúde para contarmos as histórias de sempre quando a bola voltar a rolar nos nossos gramados.

Até a próxima e se cuidem!

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Ficha Técnica: Capivariano 2-0 Nacional

Local: Estádio Antônio Guimarães (Santa Bárbara d'Oeste); Árbitro: Alysson Fernandes Matias; Público: 99 pagantes; Renda: R$ 790,00; Cartões amarelos: James Dean, Guilherme Lobo; Gols: Veloso (contra) 43 do 1º, Léo 18 do 2º.
Capivariano: Christopher; Gutierrez, Oliveira, Denis e Artur; Léo, Radsley (Walace), Brendon e Douglas Neto (Pablo); Lucas Lima (Jaburu) e Conchal. Técnico: Ricardo Costa.
Nacional: Luís Henrique; Veloso, Gabriel, Bahia e Ricardinho; André Rocha, Guilherme Noé, Matheus Teta (PH) e Guilherme Lobo (Emerson Mi); Gustavo Índio e James Dean (Vinícius). Técnico: Tuca Guimarães.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Oeste não faz o dever de casa e só empata com o Capivariano

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Projeto 40 não pára! Na quarta-feira iniciei uma sequência de seis dias seguidos da rota das divisões de acesso do estado com nova partida na Arena Barueri, hoje a casa do Oeste Futebol Clube. O rubro-negro recebeu o Capivariano, time 11 da lista, em peleja antecipada da quinta rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Assim como o Água Santa x XV de Piracicaba que acompanhei no sábado, esse duelo reuniu dois times rebaixados da A1 de 2016. No ano passado, os dois se enfrentaram em Itápolis e o Leão da Sorocabana venceu por 2x1. Para esse novo encontro, o favoritismo era do Oeste por conta da melhor campanha e do melhor futebol apresentado até então.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Capivariano Futebol Clube - Capivari/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Daniel Bernardes Serrano e os assistentes Fernando Afonso de Melo e Leandro Almeida dos Santos

Diferente do que aconteceu na partida contra o Taubaté realizada uma semana antes, dessa vez não teve chuva e a temperatura foi muito agradável, pata a total alegria do que vos escreve. O que não ajudou muito foi a própria atuação dos times, fazendo com que o jogo não fosse assim nada inesquecível, principalmente no primeiro tempo.

Os primeiros 45 minutos foram disputados com poucas emoções e o Oeste deixou muito a desejar. No comecinho o time ainda criou duas chances com Robert e Marcinho, ambas sem sucesso. O Leão da Sorocabana assustava, só que também não era objetivo nas conclusões. O tempo demorou pra passar.

Menos mal que aos 42 minutos o zero saiu do placar. Mazinho cobrou falta da esquerda na cabeça do artilheiro Robert, que tocou para fazer seu quarto gol na competição e se isolar na artilharia pelo menos até o final da semana. E foi com o 1x0 parcial que o primeiro tempo terminou.


Carlos Melo, camisa 6 do Capivariano, isolado pela esquerda


Investida do Oeste pelo lado esquerdo do ataque


Boa saída de Rodolfo em raro ataque do Capivariano no primeiro tempo


Lance do gol do Oeste, marcado por Robert no final do primeiro tempo

No tempo final a coisa melhorou um pouco e o time da casa voltou mais disposto. Logo no segundo minuto Da Matta mandou uma bola na trave e Robert, sempre ele, mais uma vez levou perigo ao goleiro Júlio César. O Capivariano não assustava, e quando chegava perto da área a zaga neutralizava tranquilamente os ataques.

Parecia que os três pontos estavam garantidos na conta do Oeste. Parecia. Aos 36 minutos, o Capivariano armou um ataque pela direita com Marrone e a bola foi cruzada na área. O setor defensivo falhou e Romarinho apareceu pela esquerda para tocar e deixar tudo igual no marcador.


Grande chance de gol a favor dos locais no comecinho do tempo final


Boa defesa de Júlio César em cobrança de falta


Ataque perigoso do Leão da Sorocabana em bola alçada na área


Firme marcação de atleta do Oeste em zagueiro do Capivariano

O rubro-negro ainda lutou por mais de dez minutos tentando ficar novamente em vantagem, porém nada aconteceu. No final, o jogo terminou com o placar de Oeste 1-1 Capivariano. Em três compromissos seguidos como mandante, o ex-Itápolis somou cinco pontos e perdeu a chance de chegar mais perto dos líderes. Já o Leão permanece na zona de rebaixamento ainda sem ter vencido.

Saí da Arena Barueri rapidinho para pegar o trem com destino à capital o mais rápido possível. Na estação encontrei o amigo Rafael Alves, profundo conhecedor do futebol feminino. Muito bom bater papo com quem é do ramo. O futebol voltou à pauta na quinta-feira com duelo de invictos da A2 no ABC Paulista.

Até lá!