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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Santos Bi-Campeão invicto da Copa do Brasil Feminina

Fala pessoal!

Após a grande conquista do 3º lugar na III Copa do Brasil de Futebol Feminino pelo São Francisco/BA, a grande Final da competição era esperada ansiosamente pela torcida da baixada presente no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Em campo, os dois melhores times do Brasil disputando o caneco: Santos x Botucatu.

Nesse jogo tivemos o Orlando devidamente cadastrado e autorizado para as fotos oficiais da partida. Tudo bem, elas não são exclusivas, mas não as vi publicadas em nenhum lugar. Tudo bem que o Santos não posou para a foto, e sim ficou com as jogadoras lado a lado, mas o que vale mesmo é que o JOGOS PERDIDOS faz o serviço direitinho e publica agora essas imagens:


Santos FC (feminino) - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Botucatu FC (feminino) - Botucatu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O quarteto de arbitragem da Final no Pacaembu: a árbitra Regildênia de Holanda Moura, as auxiliares Maria Eliza Correia Barbosa e Graziele Maria Crizol e o quarto árbitro Mílton Etsuo Ballerini. Foto: Orlando Lacanna.


Taças para a artilheira e melhor jogadora do torneio. Foto: Orlando Lacanna.

O Santos buscava o bi-campeonato da Copa do Brasil, já que foi campeão invicto em 2008 numa final contra o Sport. O Botucatu foi vice-campeão em 2007 quando perdeu nos pênaltis para o Saad/Mato Grosso do Sul. E mesmo com o Botucatu sendo um grande time, o Santos tem uma enorme vantagem por contar com as jogadoras Marta e Christiane. Elas fazem, e muito, a diferença dentro das quatro linhas. Por isso sentia que o Santos era favorito para o título. Fora também que o time alvinegro queria devolver a derrota na Final do Paulista 2009, a única do time nesse ano.


Ataque do Santos no primeiro tempo de partida. Foto: Orlando Lacanna.

A partida então começou com os dois times se estudando, mas não demorou muito para que a melhor jogadora do mundo mostrasse seu cartão de visitas. Aos 10 minutos ela recebeu bom passe em profundidade, driblou a goleira e tocou para o fundo das redes. Santos 1x0 e o time chegava mais perto do sonhado título.


Bola disputada no meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

Mas o Botucatu não desanimou e foi pra cima do onze praiano. O time do interior colocou uma bola na trave santista e dominou territorialmente o jogo até seus 35 minutos. Mas esse domínio não foi suficiente para se transformar no gol do empate. E para piorar, o Santos acabou fazendo o segundo aos 37 minutos com uma certeira cabeçada da atacante Christiane, que terminou a Copa como vice-artilheira.


As belíssimas cheerleaders santistas fazendo festa na linha de fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma chegada do time santista na primeira etapa do jogo. Foto: Orlando Lacanna.

Intervalo de jogo e 2x0 para o alvinegro no marcador. Junto com o intervalo uma providencial garoa caiu sobre o Pacaembu, refrescando todo mundo que estava lá depois do forte calor do mês de dezembro. Uma das coisas boas dessa final também foi o públco pequeno - cerca de 5 mil pessoas - e isso deixou a gente confortavelmente colocados la no alto da arquibancada laranja do estádio. Todo jogo poderia ter esse sossego, não é mesmo?


Jogadora do Santos afastando a bola de dentro da sua área. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo tempo então veio, mas o Botucatu não conseguia superar a boa defesa do time do Santos. E ainda pudemos acompanhar a beleza das jogadas da rainha Marta, o maior destaque do futebol feminino mundial e que merece todos os elogios, pois joga demais. E foi ela quem acabou praticamente selando a vitória santista aos 27 do segundo tempo. Ela recebeu bom passe da atacante Christiane e encheu o pé para estufar as redes no seu segundo gol do dia.

O time do interior então se lançou ao ataque e conseguiu uma cobrança de penalidade máxima para si. Mas a cobrança acabou encontrando o travessão. A trave impediu também que o Santos sofresse seu segundo gol na competição. Isso mesmo, em sete jogos disputados, a equipe santista só sofreu um gol, justamente no primeiro jogo.


Cobrança de penalidade máxima perdida pelo time do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

E no final o favoritismo praiano falou mais alto. Final de jogo: Santos 3-0 Botucatu. O Santos é o grande bi-campeão invicto da Copa do Brasil Feminino e arrisco a dizer que esse time - com essas jogadoras melhores do mundo - é praticamente imbatível. A equipe sobra em campo e foi merecedora do título. Mas aplausos para o Botucatu, pois o time também é um grande vencedor, pois esse trabalho com as meninas vem de longa data e os resultados estão aí. A certeza do bom trabalho é absoluta.


As jogadoras do Botucatu recebendo a medalha de prata pelo vice-campeonato da III Copa do Brasil Feminina. Foto: Orlando Lacanna.


A rainha Marta levantando o troféu de melhor jogadora da competição. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a festa pelo bi-campeonato invicto do Santos na Copa do Brasil. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida presente comemorou bastante o bi-campeonato e foi ao delírio quando as jogadoras foram perto do alambrado festejar junto com eles. A CBF preparou uma festa razoável dentro do gramado, mas sem fornecer a taça ao time santista, pois ele só será entregue na cerimônia comemorativa que fecha o calendário brasileiro, na próxima segunda-feira. Mas no palanque armado na lateral do campo, as taças de artilheira e melhor atleta do campeonato foram dadas para a jogadora Marta.

Após esse jogo, todos nós seguimos de carona até a Avenida Paulista... carona esperta que nos poupou subir a horrível ladeira de volta à Avenida Doutor Arnaldo.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Botucatu Bi-Campeão Paulista Feminino 2009

Olá,

No último sábado pela manhã, foi realizado o jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, envolvendo o time do Botucatu F.C. contra a badaladíssima equipe do Santos F.C. que recentemente conquistou o título da Copa Libertadores da América da modalidade. A partida foi realizada na cidade de Botucatu, mais precisamente no Estádio Dr. Acrísio Paes Cruz, de propriedade da A.A. Ferroviária.

Como na primeira partida realizada na cidade de Santos, a vitória foi "Sereias da Vila" por 2 a 1, bastava um simples empate para o time praiano faturar mais um título, enquanto para o time do interior, era necessária a vitória por qualquer contagem para levantar a taça.

Ao chegar no estádio, pude observar grande quantidade de torcedores, bem como a presença de vários órgãos de imprensa, sendo que dois importantes canais de televisão transmitiram a partida ao vivo. Isso significa um indicador que o futebol feminino vem ganhando cada vez mais espaço no cenário do esporte nacional e internacional. Bem, para não fugir a regra, o JP apresenta os participantes da partida, através das fotos que estão abaixo:


Botucatu F.C. (Feminino) - Botucatu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Santos F.C. (Feminino) - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem acompanhado pelas capitãs das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus de Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

As duas equipes entraram em campo sem as presenças de algumas grandes jogadoras (Marta, Cristiane, Formiga e outras), mas mesmo assim a expectativa era de um grande jogo e isso pôde ser constatado logo nos primeiros minutos. Como o Botucatu precisava da vitória, saiu logo de cara para o campo de ataque, tanto que, aos 3 minutos, criou e desperdiçou uma ótima oportunidade de abrir o placar, numa jogada em que a atacante Pepê não conseguiu aproveitar uma saída em falso da goleira santista Kaká.


Momento final da oportunidade desperdiçada por Pepê. Foto: Orlando Lacanna.

A partida transcorria num ritmo equilibrado, com o Botucatu forçando as jogadas ofensivas e o Santos atuando com muita tranquilidade e consciência até a marca dos 15 minutos, quando a excelente jogadora Grazi da equipe botucatuense, abriu o placar, marcando um golaço após receber a bola de costas para a meta e fazer o giro em cima da zagueira santista e mandar um torpedo que entrou no alto da meta praiana.


Bola estufando a rede santista no primeiro gol do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Após ter sofrido o gol, o Santos procurou sair mais para o ataque, explorando as jogadas pelos lados do campo, em especial pelo lado direito através da bela Maurine, mas o setor defensivo do Botucatu estava bem postado e não permitia a progressão do ataque santista.


Um dos ataques santista durante a primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna. 

Na marca dos 33 minutos, novamente Grazi fez a festa da torcida local, marcando o segundo gol do seu time em outra ótima jogada que nasceu pelo lado esquerdo do ataque. Festa da torcida da casa que via sua equipe apresentar um bom futebol e se aproximar da conquista do Bi-Campeonato.

Nos últimos minutos, o Botucatu controlou todas as tentativas do Santos em diminuir o placar e levou para o intervalo a boa vantagem de dois gols. Na saída das atletas praianas para o vestiário, foi possível notar a tensão no semblante de cada uma, em razão da possibilidade de perder o título e a invencibilidade na temporada de 62 partidas (54 vitórias e 8 empates).

Durante o intervalo, aquela costumeira busca por água devido ao forte calor e aquele bate-papo com os demais repórteres sobre a possibilidade da primeira derrota santista. A bola voltou a rolar e, como não poderia ser diferente, o Santos foi ao ataque e, logo aos 14 minutos, a avante Ketlen levou perigo à meta defendida por Renatinha, ao desferir um chute cruzado que passou muito perto, assustando a torcida local.


Uma das tentativas de ataque santista no início da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do Botucatu veio no minuto seguinte, quando novamente a craque do time, Grazi, entrou em ação e obrigou a goleira Kaká a praticar difícil defesa. Nos últimos trinta minutos, a tônica do jogo foi o Santos buscando seu primeiro gol e o Botucatu fechado no seu campo de defesa e tentando sair em conta-ataque ao recuperar a posse de bola.


A craque Grazi iniciando mais uma jogada ofensiva do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Ainda durante os últimos trinta minutos, o lance mais agudo das Sereias da Vila, foi um desvio de cabeça de Ketlen que colocou a bola contra o poste direito da meta adversária. Nos acréscimos, o Botucatu quase marcou o seu terceiro gol, mas faltou força à atacante Glenda por conta do desgaste físico.


Jogada de ataque do Botucatu que quase resultou no terceiro gol. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o placar registrando Botucatu 2 - 0 Santos que deu o título paulista pela segunda vez consecutiva à equipe botucatuense e acabou com a invencibilidade santista de 62 partidas. Tão logo o árbitro apitou pela última vez, começou uma animada festa no interior do gramado, envolvendo as atletas, técnico, dirigentes e alguns torcedores locais. Foi emocionante ver a alegria das meninas de Botucatu pela brilhante conquista. Parabéns a todos os envolvidos pelo Bi-Campeonato


Início da festa pela conquista do título. Foto: Orlando Lacanna.

Alguns minutos depois, foi iniciada a solenidade de entrega das medalhas e troféus e, nesse momento, ficou evidenciado o abatimento das atletas santistas, pois receberam as medalhas pelo segundo lugar demonstrando muita tristeza, chegando a ponto de sua capitã Aline Pellegrino ter transferido à atleta Pikena a incumbência de receber o troféu pelo Vice-Campeonato.


Pikena recebendo o troféu pelo segundo lugar. Foto: Orlando Lacanna.

Contrastando com a tristeza santista, a alegria da equipe do Botucatu foi enorme, ao subir ao pódio para receber as medalhas e o troféu dourado pela conquista do título. A festa continuou no gramado com a tradicional volta olímpica.


Equipe do Botucatu recebendo o troféu pela conquista do título. Foto: Orlando Lacanna.


Volta olímpica com as atletas exibindo o troféu para a torcida. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de festa e início da sequência da minha viagem, seguindo pela Rodovia Castello Branco, agora em direção a uma outra cidade, na qual seria realizado, no domingo pela manhã, uma partida que poderia definir uma das vagas ao acesso da Segundona, mas essa história fica para depois. Aguardem.

Abraços

Orlando

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Botucatu Bi-Campeão Paulista Feminino 2008/2009

Olá,

Após um breve período ausente dos campos de futebol, no último sábado pela manhã, voltei a botar o pé na estrada e, segui pela Rodovia Castello Branco, em direção a uma cidade que nunca havia aparecido por aqui no JOGOS PERDIDOS por conta de cobertura de alguma partida. A pedida dessa vez foi viajar até a bela cidade de Botucatu para acompanhar de perto a partida de volta pela decisão do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, reunindo as equipes do Botucatu F.C. e do Saad E.C. que foi realizada no Estádio Dr. Acrisio Paes Cruz de propriedade da A.A. Ferroviária de Botucatu.

Ao chegar ao meu destino, observei um grande movimento de público que se encaminhava ao estádio para assistir essa decisão e, de fato o público presente foi expressivo, pois calculo que estiveram presentes cerca de 4.000 pessoas que não pararam um só segundo de incentivar seu time. Além disso, faço questão de ressaltar a hospitalidade do pessoal de Botucatu à minha pessoa, em especial do Prefeito Antônio Mário de Paula Ferreira Ielo que acompanha o JP há muito tempo.

Depois da recepção, me encaminhei ao centro do gramado para disputar um espaço visando conseguir fotografar as participantes da partida e o trio de arbitragem, cujas fotos apresento abaixo:


Botucatu F.C. (Feminino) - Botucatu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Saad E.C. (Feminino) - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Paulo Roberto de Souza Júnior e suas assistentes Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Renata Ruel Xavier de Brito, ao lado das capitãs das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus que seriam entregues ao Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Como na partida de ida, realizada em Águas de Lindóia, o Botucatu havia vencido por 2 a 1, o título só escaparia das donas da casa, caso fossem derrotadas por uma diferença de dois ou mais gols e, por conta disso, o otimismo tomou conta da torcida local, ao passo que as atletas, embora confiantes na conquista, em momento algum deixaram de respeitar as adversárias.

Mesmo com a boa vantagem de poder perder até por um gol, o time do Botucatu saiu para o jogo com muita vontade, visando aumentar a vantagem e, tanto é verdade, que conseguiu chegar ao seu primeiro gol logo aos 10 minutos, anotado pela experiente Formiga, numa escapada pela esquerda que culminou com um chute cruzado, mais parecendo um cruzamento que acabou tocando no pé do poste esquerdo e morrendo no fundo da meta defendida por Maravilha.


Cruzamento perigoso do ataque botucatuense no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Apesar da bola não aparecer, aí está o lance do gol do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Embora o Botucatu tenha conseguido aumentar a vantagem, continuou em cima e foi criando sucessivas chances para ampliar o marcador, tanto que a goleira visitante Maravilha, acabou se tornando um dos destaques individuais da partida em razão de ter praticado pelo menos três ótimas defesas em jogadas executadas por Grazi, Dani e Loirão.


Armação de novo ataque do Botucatu com o bom público ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo da primeira etapa, a equipe do Saad se mostrou um tanto quanto tímida no campo de ataque, principalmente se levarmos em conta a necessidade de reversão da vantagem. Nessa toada, somente aos 44 minutos, as visitantes chegaram perto do gol, numa cobrança de falta feita por Maycon em que a bola tirou tinta do poste direito da meta defendida por Renatinha. Esse lance parece que acordou o Saad que acabou chegando ao empate, aos 45 minutos, através de Magrão que desviou de cabeça um cruzamento vindo da direita, numa jogada em que o setor defensivo do Botucatu bobeou geral.


Zagueira do Saad interceptando atacante do Botucatu. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, houve uma apresentação de dança, protagonizada por alunas de colégios municipais. Foi um espetáculo super agradável de ser assistido que ajudou o tempo passar e esquecer um pouco o forte calor.

A bola voltou a rolar e, de cara, foi possível notar que as meninas do Saad voltaram com muita vontade, partindo com tudo para o campo de ataque, tendo chegado perto da virada, aos 10 minutos, em jogada individual de Maycon que acabou desperdiçando a chance, pois mandou a bola por cima do travessão. Nos primeiros vinte minutos, o Saad conseguiu maior posse de bola, porém esse domínio não resultou em jogadas mais perigosas.

Após esse período, o Botucatu voltou a dar as cartas e passou a criar novas chances, porém da mesma forma como aconteceu no primeiro tempo, a goleira Maravilha voltou a brilhar e impediu a marcação de outros gols pelo time local em pelo menos quatro momentos, em jogadas concluídas por Loirão, Cubana, Formiga e Grazi.


Jogada de ataque do Botucatu pela ponta direita no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa acirrada de bola junto ao meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo com o placar indicando Botucatu 1 - 1 Saad que deu o título ao time da casa pela segunda vez consecutiva, coroando uma campanha espetacular de 26 jogos, com 17 vitórias, 8 empates e uma única derrota, tendo marcado 99 gols e sofrido apenas 19, ficando com o saldo positivo absurdo de 80 gols.

Tão logo a partida foi encerrada, começou uma animada festa, ainda no gramado, a qual se estendeu às arquibancadas, sendo que em seguida, teve início a solenidade de entrega das medalhas e troféus às duas equipes.


Início da comemoração do Botucatu logo após o término da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Equipe do Saad e o troféu conquistado pelo Vice-Campeonato. Foto: Orlando Lacanna.


Festa do Botucatu no pódium com o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Capitã Grazi desfilando com o troféu. Foto: Orlando Lacanna.

Quando eu estava saindo do gramado e me despedindo das pessoas ligadas ao Botucatu, fui surpreendido com um gentil convite do Prefeito Ielo para participar de um almoço de confraternização numa churrascaria da cidade, na companhia dos dirigentes botucatuenses e também ao lado da equipe da Rede Vida de Televisão. Foi um almoço super agradável, no qual tive a oportunidade de ouvir muitas histórias do futebol da cidade, bem como dos planos para o futuro.


Da esquerda para direita: João Chavari (Presidente da Ferroviária), Orlando (Jogos Perdidos), Paulo Júnior (Rede Vida), Prefeito Ielo com sua filhinha, Geraldo (Rede Vida), Ricardo Guimarães (Rede Vida) e Alfredinho (Rede Vida). Foto: Maschio.

Para finalizar, quero deixar registrado os cumprimentos do JOGOS PERDIDOS às atletas Bi-Campeãs, comissão técnica, dirigentes e torcedores pela importante conquista e o desejo de que esse trabalho tão importante tenha continuidade e possa ser expandido ao futebol profissional, com a cidade de Botucatu voltando a ter um time disputando a Segundona.

Bem, depois do almoço permaneci algumas horas na cidade dos bons ares, e em seguida iniciei o retorno para São Paulo. Foi isso.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

JP na Copa Brasil de Futebol Feminino

Olá, amigos!

É com muita satisfação que escrevo hoje, pois a partida em questão, se não muito perdida, foi ao menos curiosa, e bem fora dos padrões JOGOS PERDIDOS: mais uma vez compareci ao histórico Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, onde o Santos F.C. recebeu o Botucatu F.C., da prefeitura dessa cidade, em confronto válido pela partida de volta, da primeira fase, da primeira Copa do Brasil de Futebol Feminino. Aproveitando o ensejo de adentrar pela primeira vez no gramado onde tantos ídolos já desfilaram, registrei fotograficamente as equipes e o simpático trio de arbitragem.


Santos F.C. (feminino) - Santos / SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Botucatu F.C. (feminino) - Botucatu / SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Trio de arbitragem, formado pela árbitra Frederika M. de Jaeger e as assistentes Maria Eliza Correia Barbosa e Patricia Carla de Oliveira, juntas com as capitães das equipes. Foto: Estevan Mazzuia.

Em campo, constatei um futebol de grande nível. Foi o tempo em que futebol feminino era uma piada. A julgar pelo que vi do time masculino, no domingo, o Peixe poderia escalar algumas atletas para as últimas rodadas do campeonato masculino, sob o risco de ficar de fora da Libertadores se não o fizer. As visitantes, por sua vez, não ficaram atrás. Infelizmente, em nome da contenção de gastos, a CBF definiu que duas das, senão as duas, melhores equipes do país, enfrentar-se-iam logo na fase inicial, de caráter eliminatório.

Devido ao empate sem gols no jogo de ida, somente a vitória interessava ao time da casa, que foi pra cima, e parecia no caminho certo da vitória até que, aos 22 minutos, a alta zagueira Mônica aproveitou-se de uma falta da direita e cabeceou para as redes, abrindo o placar para o time caipira.


Precisando da vitória a qualquer preço o Santos foi para cima. Foto: Estevan Mazzuia.

A desvantagem obrigou o Peixe a sair ainda mais para o jogo, e oito minutos depois o Botucatu ampliou, através de Loirão. Novamente de cabeça, a atacante se aproveitou de um rebote depois da cobrança de escanteio da esquerda. Com 2 a 0 no placar, o time de Botucatu só seria eliminado se o Santos marcasse três gols e não tomasse mais nenhum, o que fez o time branco levar muita preocupação e ansiedade para os vestiários.


O time visitante mostrou boa colocação em campo. Foto: Estevan Mazzuia.

Aproveitei o intervalo para registrar de perto a festa das simpáticas Orcas, as mascotes do Peixe. Depois de uma animada exibição, com direito a disputa de pênaltis, uma delas nos surpreendeu ao sacar de seu orifício respiratório o cartão do blog.


A grande mascote santista mostrando que também é descolada ao exibir o cartão do JP. Foto: Estevan Mazzuia.

Como era de se esperar, o Santos voltou com tudo para a etapa decisiva, e levou muito perigo logo aos 3 minutos, com uma cobrança de falta que passou pertinho do gol adversário. Três minutos depois, Dani foi derrubada pela goleira dentro da área. Fran cobrou a penalidade e diminuiu a desvantagem, incendiando a torcida, que cantava: “Santos o time da virada, Santos o time do amor”.


Fran diminuiu o placar com categoria para o peixe. Foto: Estevan Mazzuia.

Na seqüência, o gol de empate não saiu por capricho. Dani cruzou da esquerda, a bola cruzou a área sem que ninguém a alcançasse e atingiu o travessão, para surpresa de todos. Daí para a frente, o Santos esfriou e o Botucatu manteve a tranqüilidade necessária para administrar a vitória, tendo perdido, inclusive, boas chances de liquidar a fatura, como através de Nenê, que perdeu um gol feito, cara a cara coma goleira santista, aos 27 minutos.


Tentativa de ataque do peixe. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo: Santos 1-2 Botucatu. O time do interior passou, assim, para as oitavas-de-final do torneio, cuja terceira fase será disputada por oito equipes, na capital federal.

Até a próxima!

Estevan