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domingo, 18 de maio de 2025

Mauá e Bandeirante de Brodowski empatam em duelo equilibrado

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram dois jogos seguidos cobrindo a Libertadores, algo que não estou acostumado. Na sexta-feira à tarde, foi muito bom poder voltar aos bons e velhos jogos perdidos. Após nove meses sem pisar no Estádio Pedro Benedetti, retornei com a Série A do Campeonato Paulista sub-20. Em campo, um duelo bem legal entre Mauá FC e Bandeirante de Brodowski, possível graças à mudança no regulamento.

Até o ano passado, equipes de regiões distantes não se enfrentavam na primeira fase. A FPF, com suas várias mancadas e organizando competições no piloto automático, acertou em cheio no sub-20, e partidas assim agora são uma realidade. O único porém do certame é a concentração das rodadas nas sextas-feiras, o que afasta os verdadeiros fãs dos campos, já que nove em cada dez trabalham em horário comercial.


Mauá Futebol Treinamentos e Esportes Ltda (sub-20) - Mauá/SP


Clube Bandeirante Atlético Esportes Ltda (sub-20) - Brodowsk/SP


Capitães e quarteto de arbitragem

Eu tinha visto o Mauá FC no sub-20 apenas uma vez: uma derrota por 5 a 0 contra o Santos, também em casa. O Bandeirante, recém-filiado, abriu meu calendário em 2025 com uma vitória sobre a Tuna Luso na estreia da Copinha em Brodowski. Foi só a quarta vez que acompanhei um compromisso do atual tricampeão amador do estado.

Sob o efeito de um chatíssimo veranico no meio do outono, peguei metrô e trem pensando em fazer uma boquinha no fast food que fica no caminho do estádio. O trajeto, aliás, foi percorrido com muito custo, confirmando que estou realmente fora de forma. Junto comigo estava o amigo Victor, aproveitando o início de mais um período de férias.

Cheguei soltando os bofes no Benedetti e fiquei no campo só para fazer as fotos posadas. Com o sol trincando, permanecer no gramado estava fora de cogitação. Fui para as arquibancadas e lá encontrei uma lenda dos estádios, Édson "Gaguinho", um dos mais antigos vendedores de amendoim da Grande São Paulo e figurinha carimbada em diversos estádios pelo interior.

O Mauá FC estava entre os primeiros colocados da chave, somando seis pontos e duas vitórias em três jogos. O CAB, por sua vez, estava na zona de rebaixamento com apenas um ponto e nenhum gol marcado. Os poucos torcedores presentes viram um jogo que começou devagar e só engrenou de verdade após os 35 minutos.

Provavelmente em sua melhor atuação no campeonato, o Bandeirante abriu o placar aos 39 minutos com um gol de Andrey Silva. Os donos da casa não desanimaram e empataram com um gol de Andrey também. Só que nos acréscimos, em um belíssimo chute de fora da área que fez uma curva indescritível, o CAB voltou à frente com Luan. No intervalo, o amigo Eduardo também apareceu. O sol deu um tempo, e a temperatura ficou bem mais agradável.



O jogo começou devagar e foi melhorando aos poucos



Comemoração do primeiro e do segundo do Bandeirante na etapa inicial

A peleja seguiu agradável, com os dois times alternando bons momentos. Em desvantagem, o Mauá FC partiu em busca do empate, deixando alguns espaços perigosos na defesa. O Bandeirante assustou em algumas investidas, enquanto o cronômetro corria lentamente para os visitantes, que esperavam vencer pela primeira vez na competição.

O CAB manteve a vantagem até os acréscimos. Por volta dos 47 minutos, em jogada confusa dentro da área, o árbitro marcou pênalti para os locais. Como estava longe, não consegui ver o lance, mas acredito que foi mão na bola, pois nenhum jogador do Bandeirante reclamou.





Lances do segundo tempo no Pedro Benedetti


Andrey deixou tudo igual nos acréscimos e salvou o Mauá de uma derrota

Andrey, ele de novo, cobrou firme e deixou tudo igual. Sem tempo para mais nada, o placar final ficou em Mauá FC 2-2 Bandeirante. O clube da Grande São Paulo está na quinta posição do grupo 3 com sete pontos. A líder isolada é a Portuguesa Santista, com 10. O CAB saiu da zona de rebaixamento e agora ocupa a 14ª colocação. Atlético Guaratinguetá e Comercial de Tietê estão nas duas últimas posições.

Com uma providencial carona até a Estação Mauá, peguei o caminho do QG da Zona Oeste via trem e metrô. Como descobri que a rodada dupla do domingo de manhã havia sido cancelada, decidi me esforçar e acompanhar a jornada do sub-15 e sub-17 no sábado. Não foi fácil levantar tão cedo, mas com time novo para colocar na lista, fica mais fácil.

Até lá!

Ficha Técnica: Mauá FC 2-2 Bandeirante

Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: João Batista do Nascimento Avelino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Luiqui, Murillo, Marcos Piovezan e Marcos Costa; Gols: Andrey Silva 39, Andrey 44 e Luan 46 do 1º, Andrey (pênalti) 49 do 2º.
Mauá FC: Wendell; Samuel (Ferrugem), Erike (Jonas), Souza e Nathan (Joãozinho); João Vítor (Luizinho), Matheus, Leandro (Gabriel) e Luiqui (Obina); Andrey e Gustavinho. Técnico: Diogo de Barros.
Bandeirante: Túlio; Édson, Bruno (Kaio), Murillo e Luan (Marcos Costa); Kauê (Keven), Andrey Silva, Victor Jarros (Carlos) e Glauco; Marcos Piovezan (Felipe) e Cícero (Clayton). Técnico: Juliano Tobias.

sábado, 4 de janeiro de 2025

2025 começa com vitória do Bandeirante de Brodowski em cima da Tuna Luso

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou 2025 e, com o novo ano, começou mais uma edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Depois de não conseguir armar uma viagem longa nos dois últimos anos, finalmente voltarei a perambular pelo interior, assim como fiz em 2020 e 2022. E nada melhor do que iniciar a temporada com um jogo especial na pauta: Bandeirante de Brodowski x Tuna Luso no Estádio Mário Lima Santos, sede do Grupo 6.

Antes de mais nada, tenho um orgulho enorme em saber que esta é a primeira Copinha após a publicação da minha pesquisa. Ainda não há detalhes sobre a venda, mas o livro Copa São Paulo de Futebol Júnior – A História da Copinha foi lançado, e isso é o que importa. Aquele garoto que acompanhava o torneio pela TV nos anos 80 estaria bastante feliz. Bom demais seguir a competição in loco sabendo que sua história está devidamente registrada.

Voltando ao presente, a viagem começou cedo na sexta-feira, com a companhia do motorista Caio, do ressurgido Estevan e do homem-abelha Renato. Todos, exceto o Caio, visitariam o estádio pela primeira vez. Desde que o Botafogo utilizou o campo como sua casa no Paulista Sub-20 em algumas oportunidades, eu tinha vontade de assistir a uma partida ali.

O trajeto foi tranquilo, com uma parada pouco antes de chegar à aprazível Brodowski, cidade de 25 mil habitantes e terra do pintor Cândido Portinari. Foi a primeira vez que o município recebeu jogos da Copinha, algo natural considerando a ascensão do Clube Atlético Bandeirante.


Fachada do clube social do Bandeirante


Portão com o bonito escudo do Bandeirante de Brodowski


O glorioso Jaburu, mascote do clube da casa, atrás de um dos gols

Fundado em 1933, o Bandeirante nunca se profissionalizou. Em sua história, conquistou o título amador do estado em 2002 e o tricampeonato em 2022, 2023 e 2024. Em 2023, se filiou à FPF e passou a disputar competições de base. Sua estreia na Copinha era questão de tempo. O adversário foi a tradicional Tuna Luso, que retornou ao torneio após 25 anos. Coloquei o clube na Lista em novembro, quando enfrentou o São Paulo pela Copa do Brasil Sub-20. Dois meses depois, tive o prazer de revê-lo.

O estádio é um charme. Ajeitado, agradável, mas peca pela ausência de uma cabine de imprensa de verdade. Tirando isso (e a total falta de sombra), é um ótimo local. Falando em calor, ele me impediu de ficar no gramado. Fiz as fotos oficiais das equipes e logo busquei a primeira sombra disponível na arquibancada.


Clube Atlético Bandeirante (sub-20) - Brodowski/SP


Tuna Luso Brasileira (sub-20) - Belém/PA


Capitães do Bandeirante, da Tuna Luso e o quarteto de arbitragem

O CAB não teve um bom desempenho no Paulista Sub-20 de 2024 e foi eliminado ainda na primeira fase. Já a Tuna Luso conquistou a Supercopa Grão-Pará ao vencer o glorioso Capitão Poço na decisão, garantindo vaga na competição de base mais importante do país. Mas, como sempre, o retrospecto não entra em campo.

O Bandeirante foi superior em boa parte do primeiro tempo. Marcos Muzzi, camisa 8, abriu o placar e fez o primeiro gol da história do clube na Copinha aos 18 minutos. Os paraenses não desanimaram e, aos 33, empataram com um gol de pênalti de Alê. Com o 1 a 1 no intervalo, aproveitei para conhecer um pouco das dependências do clube, que conta com um grande salão, quadras, piscinas e muito espaço verde.

No segundo tempo, segui na arquibancada e de lá vi Fernandes recolocar os donos da casa à frente, também em uma penalidade máxima. A partir daí, o grande nome do jogo foi o goleiro Túlio. O camisa 1 do Bandeirante fez quatro ou cinco defesas difíceis, impedindo a Tuna Luso de chegar ao empate. Foi o grande destaque da minha partida número 1 de 2025.




O Bandeirante começou bem, apoiado pela sua torcida, que encheu as dependências do Estádio Mário Lima Santos


De pênalti, a Tuna deixou tudo igual ainda no primeiro tempo



No começo do segundo tempo, o Bandeirante voltou à frente em outro pênalti. Na segunda foto, a comemoração dos jogadores da casa





A Tuna se lançou ao ataque querendo outra vez o empate, mas não teve sucesso

No fim, a torcida vibrou com o Bandeirante 2-1 Tuna Luso, um grande passo rumo à classificação para a segunda fase. A Águia Guerreira se complicou, mas ainda tem duas rodadas para tentar o milagre. Como sempre, mal terminou a preliminar e os times do jogo de fundo já estavam em campo. Nenhuma equipe inédita para a Lista (ainda), mas uma partida emocionante.

Até lá!

Ficha Técnica: Bandeirante 2-1 Tuna Luso

Local: Estádio Mário Lima Santos (Brodowski); Árbitro: Rogério Fernando Alves Júnior; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Bruno, Marcos Muzzi, Túlio, Guilherme Santos, Igor Trindade, Wallace Carioca, Yaider Mena e Marcos Sadala; Gols: Marcos Muzzi 18 e Alê (pênalti) 33 do 1º, Fernandes (pênalti) 6 do 2º.
Bandeirante: Túlio; Antônio (Vitinho), Douglas (Guilherme Marques), Renato e Richard; Bruno (Keven), Clayton (Ronald), Marcos Muzzi e Fernandes; Marcos Vinicius (Guilherme Santos) e Cícero (Gladson). Técnico: Ricardo Quandt.
Tuna Luso: Gustavo; Everton Morais, Wallace Carioca, Igor Trindade e Davizinho (Madeira); Yaider Mena (Marcelo Loro), Thiago (Xamã), Henrico e Alê (Giovani); Saint Clair e Juninho (Fabrício). Técnico: Marcos Sadala.