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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Classificação milagrosa do Bragantino na Série C

Olá, amigos!

No último domingo, rumei à capital da linguiça, Bragança Paulista, onde encontrei meus amigos David, Victor, Jurandyr e Míton, para mais uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro da Série C, em sua sexta e última rodada da segunda fase. Também esteve presente o amigo Fernando Correa. Em campo, o CA Bragantino apostava suas últimas fichas contra o C Esportivo de Bento Gonçalves/RS, líder do grupo e já classificado.

Mas os olhos, ou melhor, os ouvidos, estavam voltados para a outra partida do grupo, em Maringá, onde o Roma Apucarana não poderia conseguir uma vitória, diante do já eliminado Democrata de Governador Valadares/MG. O time paulista deveria vencer de qualquer maneira, e aguardar o fracasso paranaense.


CA Bragantino - Bragança Paulista/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


C Esportivo de Bento Gonçalves - Bento Gonçalves/RS. Foto: Estevan Mazzuia.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Marcelo de Souza Pinto (RJ), os auxiliares Marcelo Van Gasse (SP) e Marcelino Tomaz Neto (SP) e o quarto árbitro e velho conhecido do JP Guilherme Cereta de Lima (SP). Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar do nervosismo da partida, o Leão alvinegro apresentou-se de forma bem superior à do domingo passado, em jogo relatado aqui no JP. Parecia ter a vaga já garantida, e jogou para o gasto, pra fazer o dever de casa e aguardar o outro resultado do grupo.

Apesar disso, os gaúchos mostraram muita qualidade e valorizaram o esforço bragantino. Jaberson, por exemplo, levou muito susto ao gol de Fábio logo aos 17 minutos da etapa inicial. Mas era o Bragantino que produzia mais chances de gol.


Lance da etapa inicial. Foto: Estevan Mazzuia.

E aos 27 minutos, a pressão se consolidou em vantagem no placar: Wanderlei, pós cruzamento, cabeceou para as redes. Antes do apito final, o Braga perderia mais um gol, através de Thiago.


Cruzamento na área gaúcha e Wanderlei (3) calcula o tempo certo para fuzilar o goleiro Ademir. Foto: Estevan Mazzuia.

Com o clima agradavelmente fresco, não houve tanto desespero em busca de hidratação, durante o intervalo. Aproveitamos para reunirmos e colocar as fofocas JP em dia. Na volta para o segundo tempo, mal tivemos tempo de nos concentrarmos novamente na partida, e Thiago ampliou para o Leão, em lance de grande oportunismo em que a bola ficou sozinha para ele na pequena área.

A esta altura da partida, o Braga poderia fazer mais 1000 gols, que de nada adiantaria. Para tristeza da torcida, o Roma vencia seu jogo, pelo placar mínimo.


Escobar (8) esquecendo-se momentaneamente da bola. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 19 minutos, o Esportivo diminuiu a vantagem alvinegra com Alexandre, convertendo pênalti. Desespero geral. sofrendo o empate, restaria ao Bragantino aguardar o fim de jogo e lamentar os seis pontos incrivelmente perdidos nas últimas duas partidas.




Alexandre converte penalidade máxima e diminui vantagem bragantina. Foto: Estevan Mazzuia.


Veio então o melhor lance da partida, ocorrido a quilômetros das 4 linhas. Através das ondas do rádio chegava a notícia do empate mineiro. Não foi preciso estar com o aparelhinho nos ouvidos. A comemoração da torcida, tal qual comemoração de campeonato, falou por si só.

Daí para o fim da partida, o Esportivo pouco fez. O Bragantino até se animou e criou mais chances. Mas ficou nisso, Bragantino 2-1 Esportivo. O trilo final do árbitro, entretanto, só serviu para os gaúchos retirarem-se de campo. Sob um dilúvio torrencial, toda a equipe paulista permaneceu em campo, assim como os torcedores nas arquibancadas, agaurdando o momento de soltar o grito da garganta.


Enfim, a comemoração da vaga, debaixo de muita chuva. Fotos: Estevan Mazzuia.

A espera valeu a pena. Após cinco minutos veio a notícia: a tarefa paranaense havia sido frustrada pelo empenho mineiro, e Bragança Paulista seguirá representando o futebol paulista na Série C! Muita comemoração na cidade, e entre os membros JP, que aguardam ansiosamente a possibilidade de acompanhar o fantástico octogonal final que se anuncia. Avante Bragantino!!!

Até a próxima!

Estevan

quinta-feira, 22 de março de 2007

"JP Tour" pelo Rio Grande do Sul (parte 2 de 10)

Opa,

Vamos agora com a segunda parte da minha turnê pelo Rio Grande do Sul com meu segundo jogo em terras gaúchas. Depois do jogo do Porto Alegre, e por estar num fim de mundo a idéia era pegar um táxi para ir na partida noturna. Mas como já tinha gasto a provisão da viagem indo para o Lami, e por não estar sobrando tanta grana também, fiquei esperando um ônibus para o centro de Porto Alegre. E não me lembrei - pois sempre peguei esse ônibus em minhas viagens anteriores - que o busão passava literalmente na porta do Estádio Olímpico Monumental, casa do Grêmio FBPA.

É, a segunda partida de ontem foi no templo azul de Porto Alegre. O jogo em questão foi Grêmio e Esportivo de Bento Gonçalves, e foi minha terceira visita ao estádio. Em tempo, as duas primeiras foram mostradas aqui num post da série "A História pré-JP" em 2005. Mais do que um jogo do Campeonato Gaúcho, valeu por matar o time de Bento Gonçalves, sonho antigo para colocar na Lista.


Visão logo da entrada no Estádio Olímpico. Minha terceira visita do estádio do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Falando um pouco do estádio, para quem nunca o vistou e está acostumado ao Pacaembu e ao Morumbi por exemplo. Uma rede de ônibus passa na porta do local e nos leva facilmente até o centro. O estádio possui um sistema de som decente e lanchonetes - chamadas de "Copas" por aqui - a cada 10 metros, e o melhor... preços justos! Diferente dos 3 reais por água no Pacaembu e do sistema de ônibus ridículo quando saímos do Morumbi à noite.

Bom, já acomodado nas arquibancadas do Olímpico, vi um Grêmio - líder absoluto do seu grupo no Gaúcho - começar o jogo em cima do Esportivo, não dando espaços ao time de Bento Gonçalves. Com essa blitz toda, o time acabou abrindo o placar aos 22 minutos, em chute certeiro do camisa 10 gremista, Tcheco.


Visão do jogo quando estamos logo na mureta que separa as arquibancadas do gramado. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Grêmio dá uma matadinha de bola "estranha" dentro da área no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mas conforme o tempo foi passando, o Esportivo foi "gostando" do jogo e passou a criar suas chances. O Grêmio levava seus torcedores ao desespero, perdendo bolas fáceis no meio-de-campo. E isso resultou no lógico empate dos visitantes aos 42 minutos, quando o jogador Caio recebeu a bola e mesmo desequilibrado chutou e marcou o seu. Final de primeiro tempo e empate em 1 a 1.

No intervalo fui passear nas arquibancadas e cheguei a uma conclusão: a quantidade de mulheres bonitas por lá é absurda. E não estamos falando de numeradas cobertas a 50 paus o ingresso e sim a uma comum arquibancada. Realmente a visão é interessantíssima e me faz pensar porquê não temos tantas mulheres em estádios em São Paulo. Violência? Horários? Não sei, se alguém aí souber por favor me avise...


Visão geral do jogo entre Grêmio e Esportivo de Bento Gonçalves. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio e com ele o Grêmio parece que deixou seu futebol no vestiário. O time voltou sem inspiração e o Esportivo passou a tomar conta do jogo. É, por mais doido que isso possa parecer, eram os visitantes que concluíam melhor e de forma mais objetiva. O Grêmio até tentava jogar no abafa, mas as chances não eram concluídas.


Público acompanhando de forma apreensiva o segundo tempo do time gremista. Foto: Fernando Martinez.

E o Esportivo acabou chegando de forma merecida ao seu segundo gol aos 29 minutos. Em boa jogada do atleta Ânderson Catatau, que recebu e chutou de fora da área, no canto esquerdo do goleiro Saja. Esportivo virava o placar, mas a torcida uniformizada do Grêmio não parava de cantar. Isso é outra coisa que merece registro, o time tomou a virada, não jogando bem, e a torcida inteira não parou de cantar um minuto sequer. Exemplo para algumas torcidas por aí.


Nos acréscimos, o jogador Ânderson Catatau perde o que seria o terceiro gol do Esportivo. Foto: Fernando Martinez.

Até o final do jogo, embora o Grêmio tenha pressionado, o time não se acertou e perdeu a primeira partida do ano em casa. Ainda deu sorte de o mesmo Ânderson Catatau ter perdido um pênalti aos 46 minutos. Final de jogo: Grêmio 1-2 Esportivo. O time ainda é líder disparado, mas deixa sua torcida preocupada com o jogo da Libertadores, semana que vem. Já o Esportivo alcança a vice-liderança do grupo e sonha com a classificação.

Depois do jogo voltei para o "QG JP" no centro de Porto Alegre já pensando no jogo dessa quinta-feira, num lugar com agradáveis lembranças para o que vos escreve!

Até amanhã!

Fernando