Procure no JP

sábado, 15 de janeiro de 2022

Bragantino do Pará luta, mas está eliminado da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Meu 27º e último jogo na primeira fase na Copa São Paulo de Futebol Júnior foi em Jundiaí, a 19ª sede que visitei em 2022, um recorde absoluto. Direto do sempre legal Estádio Jayme Cintra, o Grupo 18 começou a definir seus classificados com o duelo entre o genial Bragantino do Pará, o clube 735 da Lista, e o São Bernardo FC.

Acordei em Rio Claro, passei a manhã em Itapira e fui até Jundiaí na hora do almoço, uma canseira total. O tempo nublado, que foi a tônica de Palmas 0x3 Retrô, ganhou a companhia de um dilúvio que não parou um minuto sequer na Terra da Uva. A chuva foi tanta que desisti do restante da jornada, um assunto para depois.

Dos 19 times que me faltavam no começo da Copinha, o Gigante do Caeté foi o 16º que coloquei na Lista. Ficaram faltando apenas três. Nunca tinha visto tanta gente nova na competição. O Bragantino Clube do Pará foi fundado em 1975, virou profissional em 1993 e fez sua estreia na maior competição de base do país este ano. Sua vaga foi confirmada com o título do paraense sub-20 de 2019. Vale lembrar que não houve estadual em 2020 e a Federação Paraense de Futebol indicou os campeões de 2018 e 2019 como seus representantes.




As fotos oficiais debaixo de forte chuva em Jundiaí. O Bragantino foi o 16º time novo que vi na Copinha, um recorde

O Braga, o oitavo time do Pará a disputar a Copa, somou apenas um ponto nas duas primeiras rodadas e precisava vencer o Tigre se quisesse a classificação. Já o escrete preto e amarelo era o líder da chave com quatro pontos e jogava por um empate. Fui fazer as fotos posadas e pensava em ficar pelo menos um tempo em campo. Não deu. A chuva estava pesada e com pouco mais de dois minutos subi até a parte coberta.

Aliás, tirando os lugares da parte de baixo, o estado em que o setor coberto do Jayme Cintra se encontra é um absurdo. Cadeiras com tudo que é tipo de sujeira, um descaso absurdo de um clube do tamanho do Paulista. Levando em conta que nessa época sempre chove, o mínimo era deixar o lugar limpo. Uma vergonha.

Foi difícil achar uma cadeira limpa. Na raça encontrei uma e fiquei na paz assistindo uma peleja que foi razoável levando em conta o gramado pesado. Os dois tiveram seus momentos de destaque e, apesar disso, gol mesmo só na reta final. Em escanteio pela esquerda aos 44, Ruan cabeceou no canto e abriu a contagem a favor dos paulistas.

A chuva apertou, e logo no primeiro minuto do tempo final o Tigre resolveu a parada. A pelota foi levantada na área, a zaga afastou mal e Gabriel Moisés tocou para o fundo da rede. O Bragantino emplacou aquela blitz marota, mas o toque final não estava calibrado. Nesse cenário, o marcador não foi mais alterado.



Gol de Ruan e a comemoração pela abertura do marcador aos 44 do primeiro tempo






Imagens de Bragantino do Pará x São Bernardo FC, o jogo que fechou a cobertura monstra na primeira fase da Copinha

O placar de Bragantino/PA 0-2 São Bernardo FC classificou os paulistas na liderança da chave, Na próxima fase, olha só, vão enfrentar o IAPE do Maranhão, um dos três “inéditos” que não vi na fase inicial. Dei uma sorte enorme e apenas Andirá e Desportivo Aliança, ambos da chave de Lins, ficaram de fora.

Bom, na minha programação ainda tinha a partida de fundo em Jundiaí entre Paulista e Ceará e depois a rodada dupla que fechou a fase inicial de noite em Barueri. Como eu estava absurdamente cansado, desisti de tudo. Enquanto o Caio foi assistir parte do grupo de Santana do Parnaíba, eu e o Mário ficamos, debaixo de um temporal, esperando um Uber para nos levar até a rodoviária.

Ensopados, chegamos no terminal e cada um pegou seu caminho. Nem bem entrei no ônibus e apaguei, só acordando no terminal do Tietê. Foram 27 jogos, 16 cidades, 14 times novos e muitos quilômetros percorridos de carro, trem, ônibus, metrô e a pé. Uma insanidade que poucos fazem e cansa demais, mas que dá um orgulho enorme quando termina.

Dormi o sono dos justos e na quarta-feira descansei o dia inteiro antes de voltar à ativa na quinta, já com a segunda fase da Copinha em pauta. Ainda tem bastante coisa legal até o fim da Copinha.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Bragantino/PA 0x2 São Bernardo FC

Em breve
_________________________

Retrô vence o Palmas e vai para a segunda fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


A terça-feira, 11 de janeiro, começou muito cedo para a caravana da coragem. Foi o último dia de coberturas na fase inicial da Copa São Paulo de Futebol Júnior com dois times novos na Lista e mais duas sedes visitadas. A primeira parada foi com o genial encontro entre Palmas e Retrô de Pernambuco pela última rodada do Grupo 20.

Acordei em Rio Claro e durante o ótimo café da manhã no hotel – um verdadeiro achado - o amigo Lucas se despediu da jornada pois retornou à Grande São Paulo antes do esperado. Sobrou o que vos escreve e a dupla Mário e Caio. Dali pegamos a estrada até Itapira em viagem percorrida em menos de uma hora.

Apesar do surreal horário, 8h45 da matina em dia útil, até que o Estádio Coronel Francisco Vieira recebeu um bom público, ainda mais levando em conta que os donos da casa só pintariam no duelo principal. Cheguei, me credenciei e fui o gramado. Diferente do dia anterior em Tanabi, fez frio assim como no sábado e no domingo. Acompanhei o jogo de blusa (!), algo que certamente vai deixar saudade.




As fotos oficiais da fria manhã de terça-feira em Itapira

Palmas e Retrô estavam com um ponto e a vitória era essencial para que seguissem com chance de classificação. Eles tinham que vencer e a Itapirense não ganhar do Cruzeiro na sequência. Por tudo que tinha visto até então, apostava no escrete pernambucano. Essa é a segunda participação do rico Retrô Futebol Clube Brasil na Copinha e como não consegui vê-los em 2020 (jogaram em Franca), agora era obrigação. Eles se garantiram por terem chegado na semifinal do sub-20 estadual (que está paralisado).

Já o Palmas voltou a disputar a Copinha após seis anos de ausência. A equipe entrou no torneio por ter sido o campeão tocantinense de 2019 (teria a vaga na edição de 2021 que não aconteceu). O outro classificado foi o Taquarussú, que você viu aqui tomando 7x0 do Velo Clube, vice-campeão da edição de 2020 do estadual sub-20 (o campeão, EC Castelo, não é profissional e com isso não pôde participar). Foi a terceira vez que os vi em ação. A primeira válida pela Copa do Brasil de 2002 em derrota contra a Portuguesa no Canindé, e a segunda na Copinha de 2012, um 6x0 sofrido contra o Grêmio Barueri.

Por instinto fiquei do lado direito das cabines de TV e me dei mal. O Retrô atacou do lado contrário e os bons momentos se concentraram longe de onde estava. Logo com 15 minutos Ruan Costa atacou pela direita, entrou na área e chutou cruzado, abrindo o placar. O Palmas foi dominado e só nos minutos finais chegou próximo da área nordestina. Gio foi o dono do melhor lance tocantinense, mas Lucas Menino fez boa defesa.





Lances do primeiro tempo de Palmas x Retrô

Subi até a parte coberta e fiquei na boa conversando com os amigos. A etapa final começou da mesma forma: Retrô melhor e Palmas apenas se defendendo. Foi em um espaço pequeno entre os 10 e 11 minutos que a partida se definiu. Aos 10, Elves marcou o segundo tento do time amarelo aproveitando bola zanzando na área após falta pela direita. Na saída, a zaga azul e amarela foi mal e perdeu o domínio. Charles foi lançado, entrou na área e tocou no canto, fazendo o terceiro.




Momentos do tempo final em Itapira


Detalhe do terceiro gol do Retrô, marcado por Charles, camisa 17


Zé Elias bateu pênalti no fim e Lucas Menino, goleiro pernambucano, defendeu

O onze tocantinense teve a chance de diminuir em pênalti cobrado por Zé Elias. Só que ele bateu mal e Lucas Menino fez a defesa. No fim, o Palmas 0-3 Retrô manteve vivo o sonho pernambucano de classificação. A torcida ficou a favor do Cruzeiro, já que a Itapirense não podia ganhar dos mineiros no duelo de fundo. Acabou que a vibração positiva deu certo e a vaga foi confirmada com os 3x0 a favor do clube de Belo Horizonte.

Não ficamos para ver o confronto principal, o último do Grupo 20 da Copinha na primeira fase. Precisávamos pegar a estrada novamente e colocar meu 14º time na Lista. Acabou sendo minha despedida dessa fase depois de dias insanos.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Palmas 0x3 Retrô

Em breve
_________________________

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Tanabi perde para o Vila Nova e dá adeus à Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


O terceiro compromisso da segunda-feira pela cobertura monstro do Jogos Perdidos na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 foi uma decisão direta de vaga no Grupo 2. Direto do Estádio Alberto Victolo, o Tanabi jogava por um empate contra o Vila Nova para estar entre os 64 melhores times do torneio.

O Tanabi tinha quatro pontos enquanto o alvirrubro goiano tinha três. Um empatezinho servia aos donos da casa, enquanto o Vila tinha que vencer. Um ótimo público foi conferir a grande chance dos locais se classificarem. Sempre quis ver o Tanabi como mandante e foi legal demais sentir o clima de decisão.

Fiz as fotos posadas derretendo e desisti completamente de ficar no gramado. Por sorte a organização da sede reservou um espaço para os profissionais de empresa na parte coberta e lá fiquei. Fez um calor insano com aquele sol ardido e um bafo animal. Sem nenhum exagero, eu devo ter bebido uns 20 copinhos d'água durante os 90 minutos. Não foi fácil.




Quarteto de arbitragem, capitães, Tanabi e Vila Nova antes do duelo decisivo

Como até a rapaziada sub-21 sofre correndo debaixo da lua que fez, o primeiro tempo foi um tanto quanto sem graça. O Vila Nova precisava vencer, mas pouco produziu. Vale lembrar que o Vila conquistou vaga na Copa por ter chegado na decisão do goiano sub-20 em 2021 (foi derrotado pelo seu rival esmeraldino). Aliás, Goiás foi um dos únicos estados contemplados com convites da FPF. A Aparecidense veio por ter sido campeã da Série C e o Atlético por ser uma equipe da Série A mesmo tendo ficado apenas com a quinta colocação no sub-20. Quem dançou nessa foi o querido Goiânia, terceiro colocado do estadual.

Foi somente aos 45 que o jogo teve uma oportunidade digna de registro em ataque paulista pela esquerda e defesa do goleiro visitante. No mais, uma toada modorrenta que me fez temer outro 0x0 na conta. Logo quando a segunda etapa começou, para a tristeza da torcida local, o Vila Nova inaugurou a contagem. Saymon recebeu lançamento perfeito e contou com o “deixa comigo” do zagueiro e do goleiro. Os dois bateram cabeça, a pelota sobrou para o camisa 9. Ele entrou na área e fez 1x0.

O Tanabi respondeu em seguida com finalização de Diogo Gomes, porém quem marcou novamente foi o alvirrubro. Breno Silva foi lançado na esquerda aos 19 minutos, driblou o defensor e tocou rasteiro no canto esquerdo. A animada torcida entregou os pontos e nem a expulsão de Renan Koraza, camisa 17 do Vila aos 35, animou o pessoal.








Sob fortíssimo calor, Tanabi e Vila Nova fecharam o Grupo 2 da Copinha

O placar final de Tanabi 0-2 Vila Nova foi justo pelas chances criadas pelo escrete goiano aproveitando os vacilos do alviverde. Líder do Grupo 2, o Vila pega o Bahia, vice do Grupo 1, enquanto o Guarani visita o Votuporanguense. Falando por mim, foi genial poder ter visitado o Alberto Victolo pela primeira vez com direito a dois jogos. Espero retornar em breve.

Aproveitamos a deixa de estarmos tão longe e fomos visitar dois estádios da região. Fomos em Monte Aprazível, terra do GEMA, e depois na tranquila Neves Paulista, casa do histórico Nevense. Os campos estão muito bem cuidados, pena que a volta de ambos seja apenas um breve delírio.

Felizes com as visitas, pegamos a estrada igual o Rei Roberto Carlos fez nos anos 70: 120... 150... 200 Km por Hora. Como um Concorde nos céus do Oceano Atlântico, chegamos em Rio Claro, nossa parada final, apostando corrida contra a velocidade da luz. Fizemos uma boquinha federal em uma bela pizzaria da cidade antes de pegarmos o caminho do hotel.

A caravana da coragem estava terminando, porém na terça-feira ainda faltavam dois times novos para colocar na Lista no caminho da capital.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Tanabi 0x2 Vila Nova

Em breve
_________________________

JP no belo Estádio Alberto Victolo em Tanabi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Saindo de Votuporanga, dei sequência à viagem mágica e misteriosa da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 em um lugar que eu tinha vontade de visitar há muito tempo, o genial Estádio Alberto Victolo na longínqua Tanabi. Lá acompanhei a rodada final do Grupo 2, e a preliminar foi entre Aquidauanense e Guarani.

Na história do Jogos Perdidos, foram duas as coberturas no campo do Tanabi até hoje, as duas com o aposentado Orlando em 2005 e 2006 com derrotas do onze local respectivamente contra o Atlético Araçatuba (atual Andradina) por 3x1 e para o José Bonifácio pela contagem mínima. Desde então, foram 16 longos anos sem nenhuma visita do blog... até esse ano.

O calor que não encontrei na partida da manhã infelizmente estava na bela cidade que fica a 470 quilômetros da capital. Passei um calor do cão. Quando chegamos, notamos de cara que o campo é um daqueles típicos de interior, com cara daquelas divisões intermediárias dos anos 80. Um lugar absurdamente genial.



Portal na entrada de Tanabi e a fachada do genial Estádio Alberto Victolo

Entrei no estádio e a preliminar estava com cerca de 15 minutos (fizemos milagre na estrada e chegamos rápido). Me credenciei, mas como a bola já estava rolando, fiquei de ir ao gramado apenas no tempo final. Fui então ao bar tomar algo gelado e comer aquela pipoca marota, um almoço de dar orgulho a qualquer nutricionista. O público compareceu em peso e fiquei ali imaginando jogos antigos naquele lugar. Uma das coisas mais legais é justamente isso: voltar algumas décadas tentando imaginar como era na época de ouro das divisões de acesso.

O único problema - além do calor, obviamente - foi que a peleja foi bem ruim. O Bugre precisava de um empate para se garantir na fase seguinte e não fez muita força contra o já eliminado time do Mato Grosso do Sul. Aliás, essa foi a segunda vez que assisti o Aquidauanense ao vivo. A primeira foi em 2012, em um 0x0 contra o então campeão Flamengo em São Carlos. O glorioso Azulão da Princesa se garantiu na Copinha com o vice-campeonato do sul-mato-grossense sub-20 de 2021. Na decisão, foram derrotados duas vezes pelo União ABC, que pintou aqui vencendo o União de Iacanga.

Enquanto eu assistia a peleja da arquibancada, o clube azul e branco quase marcou em cobrança de falta de Ilgner que bateu na trave de Thiago Galice aos 21 minutos. ALê criou a única chance perigosa a favor do Guarani aos 38 em boa defesa de Elias. Quando o intervalo chegou resolvi ir ao gramado pegar algumas fotos de perto. O clima abafado piorou com a chegada do sol. Ficar ali com o astro rei na moleira durante toda a etapa final foi muito complicado.

O Aquidauanense praticamente apenas se defendeu e os paulistas foram tímidos em suas investidas. O que vale ser dito é que Renanzinho por pouco não fez aos sete minutos em tiro que encontrou o travessão, chute de longe de Alan aos 38 e Matheus Souza mandando por cima aos 46. Pouco para os bugrinos que estavam no estádio e para a torcida que aguardava ansiosamente o jogo de fundo.


Visão da parte coberta do Alberto Victolo, um estádio muito legal com carinha de anos 70/80






Detalhes do fraco jogo Aquidauanense x Guarani

No fim, um óbvio Aquidauanense 0-0 Guarani garantiu o escrete campineiro entre os 64 melhores da Copa São Paulo e deu o primeiro ponto ao time do Mato Grosso do Sul. Da minha parte, um gosto ruim que um 0x0 sempre deixa na boca. Nada que atrapalhasse o duelo dos donos da casa na sequência.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Aquidauanense 0x0 Guarani

Em breve
_________________________

JP na bela Votuporanga depois de 11 anos

Texto e fotos: Fernando Martinez


O sétimo dia seguido de coberturas do Jogos Perdidos na fase inicial da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi histórico, afinal não é toda hora que conseguimos ver um joguinho de futebol na distante Votuporanga. Sede do Grupo 1, a Arena Plínio Marin abriu sua última rodada com o duelo entre o novato Atlético Matogrossense e o Monte Azul.

Desde 2012 a Copinha tem como primeiro grupo a sede mais distante da capital. Aos poucos acompanhar o Grupo A/Grupo 1 foi se tornando um sonho cada vez maior. Sete cidades receberam essa chave, de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo) a Andradina (627 km). Em 2020 cheguei perto e vi o Grupo 2 em Marilia. Em 2022 a programação foi feita com precisão milimétrica e tudo deu certo.


Placa na entrada da cidade de Votuporanga, o lugar do estado mais distante da capital que já vi um jogo


Fachada da Arena Plínio Marin

Encerramos a rodada de domingo em Araraquara e dali fomos dormir em São José do Rio Preto. Foi uma noite de sono curta e mal descansei, mas na manhã de segunda estava firme e forte a postos para continuar a jornada. Felizmente um dos meus maiores medos nem chegou perto de Votuporanga: o insuportável calor que faz no Noroeste Paulista no ano todo. A partida foi disputada sob a agradabilíssima temperatura de 23 graus. Um verdadeiro milagre.

A história de coberturas do Jogos Perdidos na Cidade das Brisas Suaves contava com apenas uma visita. Quando o sumidaço Orlando viajava pelo interior praticamente todas as semanas, ele esteve em um triunfo do CA Votuporanguense por 2x1 em cima do Assisense no Plínio Marin, a casa original da AA Votuporanguense e do CAV, em 2011. Ele deixou de ser utilizado na mesma temporada, foi vendido na sequência e acabou demolido em 2015. No ano seguinte foi inaugurada a Arena Plínio Marin em outro local. Desde então, passou a ser a principal casa do futebol na cidade.

A capacidade do estádio é de pouco mais de 8 mil pessoas e ele é muito bem ajeitado. Tem um espaço confortável para a torcida, boas cabines de imprensa e vestiários de responsa. Outro detalhe genial foi estar ali em plena segunda-feira, 11 da matina, um horário um tanto quanto raro. Mesmo assim um público de cerca de 300 pessoas esteve acompanhando o duelo preliminar.




Times posados em plena segunda-feira de manhã e os capitães com o quarteto de arbitragem

O Monte Azul tinha perdido seus dois primeiros compromissos, enquanto o Atlético somava um ponto. Com um triunfo em cima do lanterna, o escrete do Mato Grosso, que faz a sua estreia na Copinha em 2022, dependia de derrota do Bahia na sequência. Fundado em 2020, a equipe conquistou a vaga no torneio ao eliminar o Cuiabá na semi do estadual sub-19. Na decisão, o título ficou com o Mixto, que caiu na sede de Jaú e contou com cobertura do JP no empate contra o XV de Jaú.

Existe um erro que está sendo perpetuado na grande rede dizendo que este Clube Atlético Matogrossense é o que foi fundado em 1948 e conquistou cinco vezes o estadual do Mato Grosso. Não é. A agremiação original sumiu nos anos 90 e desapareceu no limbo. Essa de agora tem apenas o mesmo nome, apesar do que os dirigentes dizem. Vale o registro que o antigo disputou duas edições da Copinha, em 1974 e 1975, as primeiras do estado na história.

Felizmente eu vi uma das partidas mais legais de todo o cronograma da fase inicial, com dois times mostrando um futebol aberto e cheio de oportunidades. Precisando vencer, o Atlético fez 1x0 logo aos 13 minutos. Gabriel lançou Léo em profundidade, o camisa 9 deu um belo drible no goleiro e conferiu.





Lances do primeiro tempo em Votuporanga

No restante da etapa inicial, vários ataques perigosos do clube do Centro-Oeste, porém o placar foi ampliado apenas aos oito do tempo final em uma linda cobrança de falta de Gabriel. Com o 2x0, o onze atleticano diminuiu o ritmo e o Monte Azul resolveu aprontar. Quando o relógio marcava 30 minutos, Afonso recebeu na entrada da área, dominou, ajeitou e bateu rasteiro. E foi o mesmo Afonso que deixou tudo igual aos 41 em belíssimo chute no ângulo.


Voo do goleiro do Monte Azul em tiro de longe


Disputa pelo alto no campo de defesa do Atlético Matogrossense


Visão da parte coberta da bela Arena Plínio Marin


O goleiro do Monte Azul trabalhou bastante no tempo final


Atleta do Mato Grosso ganhando na corrida da defesa


Bola estufando a rede paulista no terceiro gol atleticano


O Monte Azul tentou, mas não foi capaz de arrancar um pontinho

Os paulistas ainda comemoravam quando Lucas, aos 43, estragou a festa a recolocou a equipe do Mato Grosso na frente em tiro cruzado. Foi um banho de água fria no Azulão, que terminou a Copinha sem somar nenhum ponto. Por outro lado, o resultado de Atlético Matogrossense 3-2 Monte Azul manteve o sonho de classificação para os vencedores. É, só que o empate entre CAV e Bahia no jogo de fundo colocou estes na segunda fase e eliminou o novato. O que vale é que fizeram uma boa campanha.

Não ficamos para a peleja principal pois tínhamos rodada dupla em local perto de Votuporanga nunca visitado pelo que vos escreve. Um antigo sonho de criança. Um daqueles estádios que estava na lista de prioridades desde sempre.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Atlético Matogrossense 3x2 Monte Azul

Em breve
_________________________