Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Seleção Chile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seleção Chile. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

JP na Copa do Mundo sub-17 (parte 3): França derruba o Chile em Goiânia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de iniciar os trabalhos na Copa do Mundo sub-17 no sábado, dia 26, a madrugada foi de pouquíssimo sono já que temos que pagar os boletos. Por volta da uma da tarde já estava de pé e 100% alerta pois o certame pedia passagem novamente. A pedida do domingo foi ver de perto a rodada dupla que abriu o Grupo C. O primeiro jogo foi bastante especial pois finalmente eu coloquei a França na Lista, fechando com louvor o grupo de oito campeãs mundiais. O adversário dos azuis era o Chile. Os "rojos" agora são a segunda seleção sul-americana que mais vi.

Goiânia foi a única sede da Copa com duas canchas, então, diferente do sábado, quando fomos a pé até o Olímpico, seguimos de carro até o bairro de Santa Bela Vista, área nobre da cidade que hospeda a sede social do Goiás EC e por consequência o belo Estádio Hailé Pinheiro. As ruas da Capital do Cerrado estavam vazias e o trajeto de quatro quilômetros foi percorrido rapidinho. Destaque para o calor, bem mais intenso do que no dia anterior.


A sede do Goiás EC na Serrinha. O Hailé Pinheiro é acanhado mas absolutamente genial

Estávamos em busca de um lugar para fazer aquela boquinha esperta e na base da surpresa encontramos uma lanchonete fast food bem ao lado do estádio. Melhor impossível, pois aproveitamos a deixa e deixamos o possante ali mesmo. Enquanto aguardávamos - eu, Caio e Bruno, o trio oficial da Copa do Mundo sub-17 - os sanduíches naturais ficarem prontos, o amigo-abelha Renato Rocha deu o ar da graça sempre com a cuca ligada no 220. Vindo de Brasília, ele fez uma participação especial no nosso cronograma.

Após enchermos o bucho, só atravessamos a rua e logo estávamos na frente do complexo esportivo do onze esmeraldino. Enquanto os amigos foram ao portão de entrada, eu segui até o espaço reservado à imprensa. Os voluntários foram muito simpáticos e prestativos, um dos pontos altos de Goiânia. Peguei as escalações oficiais, uma caneta e um pin com o logo da Copa (aliás, bola fora a falta total de lojas oficiais nas sedes, um vacilo enorme do comitê organizador) e fui ao gramado.

Quando pisei no tapete verde tive uma impressão melhor do estádio e ela foi a melhor possível. O local é um caldeirão, todo ajeitado e com instalações aconchegantes. A Serrinha, como é popularmente conhecida, foi construída em 1995 e remodelada em três oportunidades. A capacidade atual é de pouco menos de dez mil pessoas. Entre as adaptações feitas para os oito jogos da Copa, o alambrado foi totalmente retirado, deixando a atmosfera espetacular. Nunca tinha visto o público tão perto dos atletas num jogo de futebol.



Detalhe das duas partes cobertas da Serrinha

Falando da partida em si, podemos dizer que França e Chile não são habitués do torneio, afinal, foi apenas a sétima e quinta participações de cada um, respectivamente. Se os sul-americanos tem o terceiro lugar de 1993 como melhor colocação na história, os europeus conquistaram o título em 2001 após derrotarem a toda poderosa Nigéria na decisão do certame realizado em Trinidad & Tobago.

Os atuais campeões do mundo se garantiram no mundial sem dificuldades. Eles ficaram em primeiro lugar no Grupo B da Euro sub-17, eliminando de tabela a Inglaterra, última campeã. Decidiram a vaga contra a República Tcheca e a goleada de 6x1 os trouxe ao Brasil. Na sequência, foram derrotados pela Itália na semi. Já a presença chilena foi garantida sem sustos com o vice no sul-americano sub-17 da Conmebol em abril.

Teve um pessoal que viu alguns treinos da rapaziada da terra da Torre Eiffel e ficou bem animado com o que presenciou. Garantiram que a França era a maior candidata ao título. Vários atletas se destacaram, e o principal deles foi o camisa 10 Adil Aouchiche, jogador mais novo a atuar com a camisa do Paris Saint-Germain num jogo da Ligue 1. Ele foi o artilheiro da Euro sub-17 marcando nove dos 14 gols azuis. Claro que o fato de ter nascido num 15 de julho (de 2002) ajuda, já que é o melhor dia do ano, mas não é só isso.



Chile e França antes do duelo que abriu as disputas do Grupo C da Copa do Mundo sub-17


Foi difícil fazer foto do trio de arbitragem no Mundial, essa aqui foi uma das duas que consegui. O árbitro Ivan Barton e o primeiro assistente David Santos eram de El Salvador, o segundo assistente Juan Gabriel Calderon da Costa Rica e o quarto árbitro Armando Villareal dos Estados Unidos

Enquanto assimilava o clima do ambiente, conversei com os voluntários presentes, o pessoal da FIFA e até com os amigos na arquibancada já que apenas um muro na altura da cintura nos separavam. Logo a cerimônia oficial começou e foi muito legal ouvir pela segunda vez (a primeira foi na Olimpíada) a Marselhesa ao vivo. Outro detalhe que valeu a pena foi ver a França com sua combinação tradicional e não toda de azul como aconteceu em alguns torneios recentes. Captei as fotos posadas dos dois e logo fui ao meu lugar. Como ainda não tinha aprendido o esquema que a FIFA faz nos seus torneios - contarei sobre isso nos posts dos jogos de Brasília - infelizmente fiquei perto dos avantes sul-americanos. Nada contra, claro, é que eu pensava que o selecionado europeu seria mais perigoso.

Não sei se por ser a estreia, por estar calor ou por algum motivo alheio aos olhos mais críticos, o fato é que o primeiro tempo foi bem ruim e decepcionante. As duas seleções mostraram muitas falhas e poucos momentos dignos de registro aconteceram. A animação das arquibancadas - a galera estava no esquema de aplaudir até cobrança de lateral - não foi transmitida aos jogadores e os 45 minutos demoraram duas horas e meia para passar.

Para não dizer que não rolou nada, teve um bom lance de cada lado. Aos dez minutos o camisa 9 Alexander Aravena recebeu bom passe no meio, avançou entre os zagueiros, viu o goleiro Zina sair desesperado e chutou forte de fora da área. A bola caprichosamente bateu na trave. Um pecado. A França teve mais posse, porém perigo mesmo levou somente aos 36 minutos, quando Aouchiche bateu a carteira de um adversário no meio-campo, avançou e emendou um tiro maravilhoso que entraria no ângulo esquerdo. Julio Fierro fez sensacional defesa.


Kennan Sepulveda (18) em bom ataque do Chile no começo do jogo


Brandon Soppy (19) mandando a bola longe da área da França


Luis Rojas (20) pelo meio, perto dele a marcação de Chrislain Matsima (4)


Novamente Kennan Sepulveda (18) investido pela esquerda encarando Brandon Soppy (19)


Cristian Riquelme (4) e Isaac Lihadji (18) em lance próximo da linha lateral


O magnífico entardecer de Goiânia. Um presente a todos os que compareceram na Serrinha

Foi com o 0x0 que a etapa inicial chegou ao fim. Aproveitei, fui tomar uma água e também um cafezinho maroto na área de imprensa. Pensei em ficar próximo do ataque francês no segundo tempo pois acreditava numa atuação mais eficiente dos atletas da frente. Só que eu dei uma moscada monstra e, maravilhado pelo belíssimo entardecer de Goiânia, mudei de lado junto com os avantes chilenos. Resultado, a França melhorou e eu fiquei acompanhando de longe. Vacilo imperdoável da minha parte.

Aos 14 minutos, Aouchiche, quase sempre comandando as ações ofensivas, finalizou da intermediária e acertou a trave esquerda. Na sequência, Vicente Pizarro derrubou Brandon Soppy dentro da área. Pênalti que Lucien Agoume bateu milimetricamente no canto direito, abrindo o marcador. No minuto seguinte o camisa 10 fez boa tabelinha com Isaac Lihadji e a troca de passes terminou com a precisa finalização do camisa 16. O goleiro Fierro falhou e deixou a pelota passar debaixo dele.

Melhor no gramado, Mbuku quase fez o terceiro aos 33 quando invadiu sozinho a área e chutou pela linha de fundo. Rutter aos 36 e Aouchiche aos 38 também quase marcaram. O Chile não conseguiu emplacar uma mísera chance com perigo durante a segunda etapa. Nas arquibancadas os torcedores do selecionado andino não estavam nem aí e cantaram a plenos pulmões, sem se importar com o que rolava no gramado.


Alexander Oroz (11) dividindo com Timothee Pembele (3) no começo do segundo tempo


Lucien Agoume (6) abriu o marcador para a França aos 18 da etapa final


Bola alçada na área europeia. Só que o Chile não foi capaz de assustar de verdade durante os últimos 45 minutos


Brandon Soppy (19), superlativo na defesa francesa, sob o olhar de Kennan Sepulveda (18)


Georginio Rutter (9) em lance no círculo central. Vicente Pizarro (6) e Adil Aouchiche (10) observam, cada um de um lado


Outro lance com a presença de Brandon Soppy (19) e Kennan Sepulveda (18) no ataque sul-americano


O placar final de França x Chile mostrou que o selecionado europeu é um dos favoritos do certame

No fim, o resultado de França 2x0 Chile ficou até barato por conta dos 45 minutos finais dos azuis. Não cheguei a ver um poderio absurdo como o que tinha ouvido falar, mas acredito que a rapaziada tem plenas condições de emplacar uma bela campanha. O Chile também tem grande possibilidade, já que os outros dois adversários são bem mais fracos. Falando nisso, o duelo de fundo foi um daqueles absolutamente geniais que só uma Copa do Mundo pode proporcionar.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: França 2x0 Chile

Local: Estádio Hailé Pinheiro (Goiânia/GO); Árbitro: Ivan Barton (Esl); Público: 1.469 pagantes; Cartões amarelos: Nathanael Mbuku, Vicente Pizarro; Gols: Lucien Agoume (pen) 18 e Isaac Lihadji 19 do 2º.
França: Melvin Zinga; Timothee Pembele, Chrislain Matsima, Nianzou Kouassi e Brandon Soppy; Lucien Agoume, Adil Aouchiche, Naouirou Ahamada (Enzo Millot); Arnaud Kalimuendo-Muinga (Georginio Rutter), Nathanael Mbuku e Isaac Lihadji (Haissem Hassan). Técnico: Jean-Claude Giuntini.
Chile: Julio Fierro; Cristian Riquelme, Daniel Gonzalez, Bruno Gutierrez e Daniel Gutierrez; Vicente Pizarro, Cesar Perez (Joan Cruz) e Luis Rojas; Alexander Aravena (Lucas Assadi), Alexander Oroz (Gonzalo Tapia) e Kennan Sepulveda. Técnico: Cristian Leiva.
_____________

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Novo triunfo do Brasil olímpico no Pacaembu, agora contra o Chile

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quente noite de segunda-feira reservou o segundo e último amistoso do Brasil na capital bandeirante pensando no pré-olímpico de janeiro. No Estádio Paulo Machado de Carvalho, o selecionado verde e amarelo enfrentou o Chile. Não tinha como ficar de fora pois com a concessão da velha cancha para a iniciativa privada, sabe-se lá quando veremos novamente um confronto desse naipe por ali.

Diferente do jogo contra a Colômbia na quinta, realizado com muito frio e chuva, dessa vez o calor estava forte, cortesia da horrorosa massa de calor que parou em cima da região. A única coisa boa foi que não tive que me preocupar em descolar algum lugar coberto. A dupla composta pelo amigo-abelha Renato Rocha e o juventino Pucci foi a companhia da vez. Apesar da fraquíssima divulgação, dessa vez o público foi um pouco melhor: 5.059 pagantes. 

O maior problema da jornada foi o sistema do FutebolCard fora do ar. Cheguei por volta das 20h15, quinze minutos antes do apito inicial, tempo mais do que suficiente para captar as imagens dos times posados e perfilados sem problemas, mesmo de longe. Como comprei o ingresso no cartão de crédito, a entrada seria com ele e somente uma catraca estava habilitada. Só que ela pifou, e então fiquei 20 minutos esperando a boa vontade dos funcionários tentarem resolver o problema. Só consegui passar pelo portão com a peleja iniciada. Uma pena.

A torcida viu uma partida muito boa, com lances de gol dos dois lados e muita confusão, deixando o clima nada amistoso. Com o gramado seco, os comandados de André Jardine mostraram que são fortíssimos candidatos a uma das duas vagas em Tóquio-2020. A primeira boa chance saiu aos 11 minutos em finalização de Matheus Cunha, talvez o maior destaque dos dois amistosos. Dois minutos depois foi ele mesmo quem abriu o marcador ao receber bom passe de Pedrinho. Só que diferente da Colômbia, o Chile passou a incomodar bastante a zaga local após ficar em desvantagem. Aos 23, Morales chutou de longe e a bola passou perto.

Aos 34, Dávila finalizou e a bola acertou o braço de Lyanco. Pênalti. O camisa 10 cobrou no meio do gol e deixou tudo igual. Aos 38 eles tiveram novo bom momento em tiro de Guerra. Dávila, o grande nome visitante na etapa inicial, quase virou o placar aos 46, obrigando Cleiton a fazer boa defesa. No minuto seguinte foi a vez de Paulinho cabecear bem para ótima defesa de Collao. Foi com o 1x1 que o intervalo chegou.


A comemoração dos atletas do Brasil no primeiro gol da noite


Bola viajando perigosamente dentro da área local


De pênalti, o Chile deixou tudo igual ainda no primeiro tempo com Dávila

No tempo final o Brasil retomou as rédeas da partida e aos seis minutos Matheus Cunha, sempre ele, colocou novamente os locais em vantagem. O Chile passou a se mostrar bem nervoso e assim sofreu o terceiro aos 17. O sistema defensivo falhou e a bola sobrou para Antony que, com um chutaço por cobertura, ampliou. Aos 24, quase o quarto em ótima finalização também de Antony.

Aos 33 rolou o momento tele-catch da noite quando Ibache deu dois pontapés seguidos em Pedrinho e o pau cantou. Rolou um empurra-empurra que terminou com o ippon de Lyanco em cima do violento chileno. Resultado: os dois foram expulsos. Aos 40, Paulinho teve nova oportunidade de fazer o quarto tento tupiniquim porém mandou por cima da meta.


Aqui a festa pelo segundo gol do Brasil e um tchauzinho maroto para alguém perdido na numerada do Pacaembu


Apesar da desvantagem, os chilenos tiveram os seus momentos de perigo


O clima não estava muito amistoso no Paulo Machado de Carvalho e depois dessa confusão Lyanco e Ibacache foram expulsos

No fim, o resultado ficou em Brasil 3-1 Chile, um ótimo triunfo dos atuais campeões olímpicos. Agora o escrete verde e amarelo vai disputar dois amistosos em outubro e um torneio contra Argentina, Estados Unidos e novamente o Chile na Espanha em novembro. O pré-olímpico acontecerá em janeiro na Colômbia. Não será fácil descolar uma das duas vagas em Tóquio, mas o trabalho se iniciou de forma satisfatória.

Por conta do calor não teve como ver futebol na semana. A pauta livre do JP vai pedir passagem apenas na sexta-feira, já que a previsão para o dia é de temperatura amena. Teremos jogo em campo neutro pela Copa Paulista.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Brasil 3-1 Chile

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Guillermo Guerrero (Equ); Público: 5.059 pagantes; Renda: R$ 76.700,00; Cartões amarelos: Douglas Luiz, Emerson, Guilherme Arana (Bra), Araos, Moya (Chi); Cartões vermelhos: Lyanco e Ibacache 35 do 2º; Gols: Matheus Cunha 15 e Dávila (pênalti) 35 do 1º, Matheus Cunha 6 e Antony 17 do 2º.
Brasil: Cleiton, Emerson (Guga), Lyanco, Ibañez e Guilherme Arana (Abner Vinícius); Douglas Luiz, Wendel (Jean Lucas) e Pedrinho (Walce); Antony (Arthur Cabral), Matheus Cunha (Arthur) e Paulinho. Técnico: André Jardine.
Chile: Collao, Rebolledo, Ramírez, Díaz e Ibacache; Moya (Gazzolo), Suazo (Cavalleri), Dávila (Lobos) e Araos (Gallani); Guerra (Valencia) e Morales (Munder). Técnico: Bernardo Redín.
_____________

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Chile vence nos penais e conquista o título do Torneio Internacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nem bem a decisão de terceiro lugar do Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino tinha terminado com a vitória da Costa Rica em cima da Argentina e o céu paulistano começou a ficar super carregado, confirmando a previsão do tempo. Pouco antes da decisão entre Brasil e Chile, o Estádio Paulo Machado de Carvalho recebeu uma daquelas tempestades dignas de verão que ajudou a complicar bastante a tarefa de curtir a final na boa sem nenhum perrengue.

Como não consegui credenciamento, comprei ingresso na numerada descoberta. O que me salvou foi ficar espremido no limite da cobertura do local e também a aquisição de uma capa de chuva a dez reais (!). O aperto foi enorme, pois a rapaziada que estava por ali teve a mesma ideia que eu. Da entrada das seleções no gramado até o intervalo consegui fazer poucas fotos. Há muito eu não passava tanta dificuldade num jogo de futebol. Ossos do ofício.

Tudo isso para acompanhar a primeira decisão de Pia Sundhage no comando da seleção brasileira jogando contra as freguesas chilenas. Em toda a história, a equipe verde e amarela conquistou treze vitórias nos treze duelos entre as duas, marcando 51 gols e sofrendo apenas cinco. Vindo de um 5x0 em cima da Argentina, era natural considerar o Brasil super favorito ao caneco do Torneio Internacional pela oitava vez em nove edições realizadas.


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais




Debaixo de uma chuva absurda, a foto oficial das brasileiras, chilenas e do quarteto de arbitragem com as capitãs

É, pena que esse favoritismo tenha ficado apenas no papel e, atuando com muitas modificações feitas pela técnica sueca, em nenhum momento as jogadoras locais mostraram inspiração suficiente para vencerem as adversárias durante os 90 minutos. Tudo bem, o gramado atrapalhou a atuação brasileira, não há como negar, mas a falta de entrosamento ficou evidente no altíssimo número de passes errados.

O público compareceu em ótimo número e apoiou durante todo o tempo (ah, como a torcida do futebol feminino é diferente) mesmo com as atletas não acertando praticamente nada no relvado. Bia criou a primeira chance verde e amarela aos dois minutos e Endler fez boa intervenção. A arqueira apareceu bem novamente aos 17 em falta de Mônica. No derradeiro minuto, Bia recebeu passe de Ludmilla da direita e perdeu um gol absurdo com a meta aberta. Pouco para quem era tão favorita.


Boa parte do primeiro tempo foi disputada debaixo de um temporal que deixou o gramado encharcado, prejudicando a ação


Yessenia López (11) avançando sob o olhar de Formiga (8) e Millene (18)


Seleção brasileira atacando pela direita

No intervalo a chuva deu finalmente uma trégua e pudemos nos sentar novamente. Não sem a capa de chuva, a fiel companheira da tarde, já que algumas gotas ainda caíam do céu nublado. A drenagem do Pacaembu funcionou e a expectativa geral era que o Brasil melhorasse. É, pena que o que já era ruim piorou, e a pouca inspiração dos primeiros 45 minutos ficou nos vestiários, deixando a peleja num cenário árido de emoções. As locais chegaram perto do gol apenas uma vez, aos cinco minutos, quando Chú avançou pelo campo de defesa chileno e arriscou de longe. Endler, mais uma vez, fez boa defesa.

Após esse lance a peleja ficou modorrenta e repleta de passes errados. O Chile estava na sua e só se defendia. O Brasil tentava e nada conseguia. O papo na arquibancada estava melhor do que a inspiração das atletas em campo e antes do apito final, as chilenas quase tiraram o zero do placar numa bobeada da zaga brasileira. Lara mandou na área, Formiga desviou, a pelota tocou em Bruna e tirou tinta da trave. Seria um bizarro gol contra.


Agora um ataque aéreo do Brasil no segundo tempo


Uma das poucas chegadas do Chile durante toda a peleja

O empate sem gols levou a decisão aos pênaltis. Não ter vencido o Chile pela primeira vez na história indicava que o final poderia não ser feliz. Na primeira cobrança, Endler defendeu o chute de Raquel. Na sequência Lara, Mônica, Balmaceda, Chú, Hidalgo e Bia fizeram, deixando a disputa em 3x3. Aline defendeu a quarta cobrança chilena de Pardo. Luana poderia ter igualado as coisas, mas chutou pela linha de fundo a última cobrança brasileira.

Endler foi para o chute decisivo e Aline pegou pela segunda vez. Nos tiros alternados Bruna perdeu e de novo o Chile poderia ter garantido o caneco, porém Roa também desperdiçou. Fabiana fez 4x3, Aedo empatou em 4x4. Joyce bateu mal e Endler defendeu. As chilenas tiveram nos pés de Toro a terceira oportunidade de conquistarem o título e dessa vez não desperdiçaram.



Joyce perdendo o último pênalti a favor do Brasil - grande defesa da goleira Cristiane Endler - e Javiera Toro convertendo e dando o título ao Chile


Mesmo de longe, vale o registro da festa chilena pelo improvável título da edição 2019 do Torneio Internacional

Fim de papo no Pacaembu com o placar de Brasil 0-0 (4-5) Chile. O triunfo nos penais deu o título ao escrete azul e vermelho, frustrando os mais de 16 mil presentes que tomaram muita chuva a apoiaram as meninas locais durante toda a tarde. É o começo do trabalho de Pia Sundhage e é óbvio que não tem como reclamar, dito isso, é fato que que todo mundo foi embora com um gosto amargo na boca. Agora, em nove edições do Torneio Internacional de Futebol Feminino, as brasileiras tem sete conquistas e dois vices. O outro "intruso" na lista de vencedores é o Canadá.

Ainda fiquei um bom tempo na velha cancha buscando ingressos e souvenirs perdidos pela numerada. Também dei um pulo no Salão Nobre ver o que os VIPs tinham deixado para trás. Após de tanta chuva eu merecia um pouco de luxo. Enquanto me esbaldava, a chuva voltou com tudo e retornar ao QG não foi moleza. Depois de um 0x0 no sábado com um calor insano e outro no domingo debaixo de um dilúvio, só queria descansar.

Até a próxima!

_________________________

Ficha Técnica: Brasil 0-0 (4-5) Chile

Competição: Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Débora Cecília Correia (Bra); Público: 15.047 pagantes; Renda: R$ 174.073,00; Cartões amarelos: Rocío Soto e Camila Sáez (Chi).
Brasil: Aline; Fabiana Baiana, Mônica Hickmann, Bruna Benites e Joyce; Formiga, Aline Milene (Luana), Debinha (Ludmilla) e Andressa Alves (Raquel); Bia Zaneratto e Millene (Chú). Técnica: Pia Sundhage.
Chile: Christiane Endler; Francisca Lara, Rosario Balmaceda, Javiera Toro e Daniela Pardo; Yasmín Torrealba (Javiera Roa), Rocío Soto, Francisca Mardones e Yanara Aedo; Camila Sáez e Yesenia López (Fernanda Hidalgo). Técnico: José Letelier.

Obs: Nos pênaltis, o Chile venceu por 5x4. Francisca Lara, Rosario Balmaceda, Fernanda Hidalgo, Yanara Aedo e Javiera Toro marcaram, enquanto Daniela Pardo, Christiane Endler e Javiera Roa perderam. No Brasil, Mônica, Chú, Bia Zaneratto e Fabiana fizeram, enquanto Raquel, Luana, Bruna Benites e Joyce desperdiçaram.
_____________

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Chile vence a Costa Rica e vai para a final do Torneio Internacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da última quinta-feira não tinha como ficar de fora da genial rodada dupla que abriu o Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Iniciando os trabalhos, a ainda vazia cancha viu o encontro entre as seleções de Costa Rica e Chile, um jogo perdido de grife e muito legal de se ver em território neutro, respectivamente a 37ª e 38ª colocadas no atual Ranking da FIFA.

De 2009 a 2012 o certame foi realizado na capital bandeirante com organização da FPF. A partir de 2013 a CBF tomou as rédeas e passou a levar a competição até palcos construídos especialmente para a Copa do Mundo: Brasília em 2013 e 2014, Natal em 2015 e Manaus em 2016. Com todo o frenesi gerado pela Copa do Mundo da França, ótima hora da competição retornar ao estado de São Paulo. O Brasil foi campeão sete vezes (as finais de 2009 contra o México e 2012 contra a Dinamarca tiveram cobertura do JP) e o Canadá uma, em 2010.



Mesmo de longe, pegamos uma carona nas fotos oficiais de Chile e Costa Rica na abertura da edição 2019 do Torneio Internacional de Futebol Feminino



As seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais e a foto oficial das capitãs com o quarteto de arbitragem

Conseguir se credenciar foi como fazer companhia ao Tom Cruise na sua eterna Missão Impossível por conta da enorme desorganização e pouca simpatia dos responsáveis. Após uma série de e-mails enviados sem resposta e um contato bizarro na véspera da peleja, fiquei sem lugar no gramado e encarei a jornada da arquibancada. Pior foi saber que uma série de bloqueirinhas, aspones, parças e afins conseguiram o tal credenciamento.

O fato é que não tinha como esperar algo diferente levando em conta o cenário que temos em momentos importantes. Ninguém se faz presente nos jogos perdidaços do Paulista Feminino ou do sub-17 estadual em locais mais remotos, só que na hora do filé mignon tem briga de cachorro grande pelo maior pedaço. São os já citados ~lacradores~ repletos de opiniões mas que na hora H nem sabem o que está rolando de verdade na categoria durante toda a temporada.

A Costa Rica ficou de fora da Copa do Mundo da França e conta com apenas uma participação em mundiais: foi 18ª colocada em 2015 no Canadá. Já o Chile, que tem sua seleção em atividade apenas desde 2009, fez sua estreia em gramados franceses no último mês de junho. Elas foram derrotadas por Suécia e Estados Unidos, ganharam da Tailândia e acabaram eliminadas ainda na primeira fase, finalizando a campanha na 17ª posição. Especificamente no Torneio Internacional, as centro-americanas disputam a segunda edição (a primeira foi em 2016) e as sul-americanas jogam pela quarta vez (as outras foram em 2009, 2011 e 2013).

Quem chegou cedo na velha cancha acabou vendo uma partida animada e bem movimentada. Se as seleções não possuem jogadoras com nível técnico incrível, pelo menos as meninas nos brindaram com bastante vontade e disposição. A Costa Rica foi melhor na maior parte do tempo e teve várias chances no decorrer na etapa inicial, mas quem colocou a bola na rede foi o Chile aos 47 minutos. A autora do golaço foi a camisa 10 Yanara com um chute no ângulo esquerdo.

No segundo tempo as costarriquenhas ocuparam o setor defensivo adversário sem que o domínio se transformasse em gols. As chilenas sofreram com a pressão e ainda terminaram com uma atleta a menos depois que a zagueira Carla Guerrero foi expulsa. Nos acréscimos a goleira Christiane Endler, que fez sua 70ª apresentação com a camisa da Roja, fez duas defesas que garantiram a vitória. Além disso, a equipe da América Central chegou a empatar, porém miseravelmente o tento foi anulado.


Ataque chileno pela direita no começo da partida


Aqui uma investida da boa equipe costarriquenha


Bola levantada na área centro-americana em lance já no tempo final


Perigo em chance sul-americana em cobrança de escanteio


Visão do Pacaembu ainda com presença tímida na preliminar

Apesar da pressão, o placar final ficou em Chile 1-0 Costa Rica e colocou a seleção da América do Sul pela segunda decisão na história - em 2013 foram derrotadas pelo Brasil em Brasília por 5x0. A Costa Rica, mesmo com um futebol melhor, lutará pelo terceiro lugar. Cotejo absolutamente agradável que serviu como belo aperitivo para o prato principal.

Com o estádio já com um público bem maior, tinha chegado a hora de acompanhar o duelo principal, a grande estreia da sueca Pia Sundhage no comando da seleção brasileira feminina.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Chile 1-0 Costa Rica

Competição: Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Thayslane de Melo Costa (Bra); Público: 11.962 pagantes; Renda: R$ 132.402,00; Cartões amarelos: Carla Guerrero, Yessenia Huenteo (Chi); Mariana Benavídez (Cos); Cartão vermelho: Carla Guerrero 44 do 2º; Gol: Yanara Aedo 47 do 1º.
Chile: Christiane Endler; Su Helen Galaz, Carla Guerrero, Camila Sáez e Francisca Lara; María Francisca Mardones (Yastin Jiménez), Yessenia López (Javiera Roa), Yanara Aedo e Daniela Zamora (Yessenia Huenteo) (Rocío Soto); Yazmín Torrealba (Daniela Pardo) e Rosario Balmaceda. Técnico: José Letelier.
Costa Rica: Noelia Bermúdez; Gabriela Guillén, Carol Sánchez, Fabiola Sánchez e Lixy Rodríguez; Melissa Herrera (María Paula Porras), Raquel Rodríguez, Mariana Benavídez e Priscilla Chinchilla; Shirley Cruz e María Paula Salas (Sofía Varela). Técnica: Amelia Valverde.
_____________

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Argentina perde Messi, mas fica com o terceiro lugar da Copa América

Texto e fotos: Fernando Martinez


No final de semana a Copa América 2019 chegou ao seu final e eu me despedi do torneio na gloriosa decisão do terceiro lugar. A Arena Corinthians recebeu a reedição das últimas duas decisões, em 2015 e 2016, com o encontro entre Argentina e Chile. Por mais que a maioria ache que esse jogo não tem sentido, eu particularmente acho genial. Vi o Brasil x Holanda da Copa do Mundo de 2014 e agora ganho outro na coleção.


Placa informativa do trem expresso na Estação da Luz

Os vermelhos são velhos fregueses dos portenhos. Levando em conta apenas confrontos na Copa América a diferença é brutal: de 1916 a 2016 foram 27 partidas com 19 vitórias argentinas e oito empates. Isso mesmo, em 100 anos de disputas os vermelhos nunca saíram de campo com uma vitória. Contando a história geral, foram apenas seis triunfos chilenos em 82 (!) pelejas. Não à toa o bicampeonato conquistado em cima dos velhos rivais teve um sabor tão especial.

Falando especificamente sobre a edição 2019 da Copa América, os adversários de sábado não fizeram uma campanha tão inesquecível. O Chile iniciou sua trajetória com duas vitórias nos dois primeiros compromissos - 4x0 contra o Japão e 2x1 em cima do Equador - e um revés contra o Uruguai fechando a fase inicial. Nas quartas eliminaram a Colômbia nos pênaltis após 0x0 no tempo normal e tomaram um sonoro 3x0 do Peru na semi.

A Argentina estreou com derrota para a Colômbia, apenas empatou com o Paraguai e derrotou o Catar por 2x0. Nas quartas venceu a Venezuela e na semifinal levaram a pior contra o Brasil no Mineirão. A presença do gênio Lionel Messi não adiantou e o jejum de títulos dos bicampeões mundiais completou 26 anos. Nova chance de quebrarem a marca só ano que vem na Copa América que será disputada em casa e simultaneamente na terra de Carlos Valderrama.

Falando do camisa 10, esta foi a terceira vez que ele se apresentou na capital bandeirante, todas na cancha mosqueteira. As duas anteriores foram pela Copa do Mundo de 2014: 1x0 contra a Suíça nas oitavas e empate sem gols com a Holanda na semi. Eu estive no duelo contra os suíços e na ocasião disse que o craque do século XXI nunca mais apareceria no JP. Mal sabia que cinco anos depois eu teria esse privilégio de novo.


Torcida chegando na fria Arena Corinthians para saber quem seria o terceiro colocado da Copa América 2019


Telão da casa corintiana na decisão de terceiro lugar


Lionel Messi no telão da Arena Corinthians. Uma cena não tão comum de acontecer


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Cerca de 44 mil pessoas estavam presentes na Arena e apesar disso chegar no estádio foi super de boa. O céu azul de um dia muito frio ajudou a compor o clima. Meu lugar era do lado direito da TV e tive o prazer de ter do meu lado o amigo-abelha Renato. Foi bom, pois ficou menos complicado acompanhar os 90 minutos com tanto maluco sem noção ao nosso redor. Jogo grande de seleções é sempre assim.

A bola começou a rolar no horário e não demorou para a Argentina tomar conta da peleja. O Chile estava dormindo e quando viu, já estava tomando 2x0 na moleira. Aos 11 Messi cobrou falta rapidamente e deixou Agüero cara-a-cara com Arias. O atacante driblou o goleiro e abriu o marcador sem problemas. Messi quase amplia aos 19 em tiro que desviou e Arias defendeu. Dois minutos depois Lo Celso lançou Dybala em profundidade. O atleta dominou com classe e tocou por cima.


Troca de passes no setor direito do ataque argentino


Agora os hermanos atacando pela esquerda


Durante a Copa do Mundo de 2014 mencionei aqui que seria a única vez que o camisa 10 da Argentina apareceria no JP. Estava enganado. Olha aí Lionel Messi de novo nas nossas páginas


Erick Pulgar (13) no campo de defesa chileno


A triste confusão que terminou com Messi expulso de campo

Os vermelhos perderam a cabeça e foram responsáveis por jogadas ríspidas, como quando Medel se enroscou com Messi aos 36 minutos e o árbitro lamentavelmente expulsou os dois. Apenas o chileno merecia o cartão e com isso o paraguaio Mario Díaz de Vivar estragou a festa do pessoal que tinha ido ao estádio somente ver o camisa 10 argentino. Teve gente que chegou a ir embora, um exagero a meu ver. Foi apenas o segundo cartão vermelho que Messi tomou na sua longa história pela seleção. Ele foi expulso na estreia no selecionado nacional, um 1x2 sofrido contra a Hungria em 16 de agosto de 2005.

O sol se foi, a noite chegou e na etapa final o frio se intensificou. O que não mudou foi a postura da Argentina, ainda com o domínio das ações. Acontece que o Chile teve um pênalti a seu favor aos 13 e Vidal converteu. Os vermelhos equilibraram as ações por 15 minutos... e só. Depois dos 30 os argentinos retomaram as rédeas da partida. Agüero foi o avante mais perigoso e dos seus pés saíram as duas melhores oportunidades de gol até o apito final.


Vidal marcando de pênalti aos 14 do segundo tempo


Boa cobrança de falta a favor da Argentina


O Chile tentou chegar ao empate, mas não foi capaz de superar a zaga da Argentina


Visão geral da Arena Corinthians em seu último jogo na Copa América

No fim, o Argentina 2-1 Chile manteve a freguesia e deu o terceiro lugar da Copa América 2019 aos nossos vizinhos. Foi uma campanha abaixo da média, mas o bronze foi garantido. Os chilenos foram mal e encerraram a participação com quatro (!) jogos sem vitória. O fato é que nem eram para ter passado da Colômbia, seleção que mostrou um futebol melhor. Enfim, após terem ficado de fora da Copa do Mundo do ano passado, os vermelhos precisam melhorar se quiserem estar no Catar em 2022.



Com a decisão de terceiro lugar, São Paulo encerrou sua participação na competição de seleções mais antiga do mundo. Foram seis jogos, os seis com a minha presença. Podem achar o que for, mas pelo menos para mim a Copa América vai deixar saudade

Com essa cobertura o JP encerra o glorioso e histórico ciclo de grandes competições realizadas no país desde o Panamericano de 2007. Você viu aqui a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na Copa América foram nove coberturas e todas as doze seleções apareceram em matérias nas nossas páginas. Isso não é pouco. Foi um período sensacional que qualquer um que ame esportes viveu no Brasil. Nunca mais viveremos uma época similar, então nos resta lembrar de tudo que vivemos e dos momentos únicos que fomos capazes de registrar aqui no blog. O orgulho que sinto por tudo que fizemos é enorme.

Durante a semana voltaremos à programação normal com um joguinho do Campeonato Brasileiro sub-20.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Argentina 2x1 Chile

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Mario Diaz de Vivar (Par); Público: 44.269 presentes (41.573 pagantes/2.696 não pagantes); Renda: R$ 7.180.385,00; Cartões amarelos: Germán Pezzella, Leandro Paredes, Juan Foyth, Nicolás Tagliafico (Arg), Jean Beausejour, Arturo Vidal, Erick Pulgar (Chi); Gols: Sergio Aguero 12 e Paulo Dybala 22 do 1º, Arturo Vidal (pênalti) 14 do 2º.
Argentina: Franco Armani; Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo de Paul, Leandro Paredes e Giovani Lo Celso (Ramiro Funes Mori); Lionel Messi, Paulo Dybala (Ángel Di María) e Sergio Aguero (Matías Suárez). Técnico: Lionel Scaloni.
Chile: Gabriel Arias; Gary Medel, Gonzalo Jara (Guillermo Maripán) e Paulo Diaz; Erick Pulgar, Mauricio Isla, Charles Aranguiz (Nicolás Castillo), Arturo Vidal e Jean Beausejour; Eduardo Vargas e Alexis Sanchez (Junior Fernandes). Técnico: Reinaldo Rueda.
_____________

© 2021