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domingo, 6 de abril de 2025

Nacional segura o São Caetano e está na semi da Série A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como tenho feito nas últimas semanas, o sábado foi reservado para acompanhar o Campeonato Paulista da Série A4. Pela terceira vez em 2025 estive no Estádio Anacleto Campanella, desta vez para ver São Caetano x Nacional, confronto que definiria um dos semifinalistas do torneio. A expectativa era de uma tarde tensa no ABC.

Na ida, o Nacional atropelou o Azulão e podia até perder por dois gols de diferença que, mesmo assim, garantiria a vaga. A diretoria do vice-campeão da Libertadores de 2002 liberou a entrada gratuita para os torcedores, e a promessa era de bom público. O maravilhoso frio deu as caras e acabou afastando um pouco a rapaziada. Ainda assim, mais de 1.300 pessoas compareceram. Do pessoal da casa, destaque para a indefectível dupla Milton e Pucci, além de Gabriel “Popeye” Pucci, o lobo do mar.

Foi o sétimo encontro entre os dois no Anacleto, e em nenhum deles o Nacional saiu com um triunfo. Foram dois empates e quatro derrotas. De consolo para os paulistanos, nenhuma delas foi por três gols de diferença. Nos duelos mais recentes, ambos pela Copa Paulista, duas vitórias locais: 1 a 0 em 2016 e 2 a 1 em 2017.


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Os capitães com o árbitro João Batista do Nascimento Avelino, os assistentes Rodrigo Meirelles Bernardo e Jefferson Yago Pinto e o quarto árbitro Leandro Carvalho de Oliveira


Os amigos Gabriel "Popeye" Pucci, Milton e Pucci passando o primeiro frio do ano em São Caetano do Sul

Como previsto, foi uma partida tensa. O São Caetano precisava marcar e ocupou o campo de defesa visitante desde o início. Só que não houve uma pressão constante com várias chances claras, longe disso. A defesa do Nacional se postou bem e demorou até surgir um momento realmente relevante.

A primeira boa chance veio aos 22 minutos, com o artilheiro Fábio Azevedo obrigando Luizão a fazer ótima defesa. Aos 32, não teve jeito. O camisa 7 recebeu passe da esquerda e, mesmo cercado por cinco jogadores do Nacional, chutou no canto esquerdo e abriu o placar. Foi o 13º gol dele na competição.

O Nacional chegou a empatar aos 42, quando Ronaldy acertou um tirambaço na trave e Gustavo Índio marcou no rebote. Porém, o assistente assinalou impedimento. Como caía uma forte garoa, acompanhei a peleja das cabines e, de onde estava, me pareceu posição legal. Revendo o lance na transmissão, fiquei com impressão parecida.

Na etapa final, a pressão do Azulão aumentou. Aos 11, a melhor chance: um belíssimo chute de Luiz Henrique, sem marcação, do meio da área que explodiu na trave. Se a bola entra, o 2 a 0 mudaria totalmente o panorama. Só que, para a tristeza dos torcedores mandantes, o empate veio aos 19. Daniel Costa roubou a bola na intermediária, avançou e chutou de longe. Carvalho deu rebote, a zaga dormiu e o camisa 10 do Nacional foi mais rápido, colocando no canto direito.

O 1 a 1 desanimou de vez o escrete azul. Com cerca de meia hora pela frente e três gols de desvantagem, o São Caetano pouco produziu. A atuação defensiva dos visitantes foi o grande destaque da tarde fria. Aos 44, Miguelzinho foi expulso e deixou o Azulão com um a menos. A partir daí, foi só esperar o apito final para confirmar a classificação paulistana.










Detalhes de São Caetano 1-1 Nacional no Anacleto Campanella


Miguelzinho lamentando sua expulsão no fim da partida

O São Caetano 1-1 Nacional colocou o antigo SPR entre os quatro melhores da Série A4. Agora, o desafio é contra o Paulista de Jundiaí, que tem a vantagem de dois empates na briga pelo acesso à A3, torneio que o Nacional não disputa desde 2022. Vai ser difícil, complicado demais, e o Galo da Japi tem um leve favoritismo. Porém, achava o mesmo do Azulão... então tudo pode acontecer. Na outra semi, União Barbarense e Araçatuba duelam pela outra vaga.

Ao vice-campeão brasileiro de 2000 e 2001, fica a certeza de que precisa de algo a mais para retornar à A3. A equipe chegou a liderar o campeonato na 12ª rodada, mas terminou a campanha com uma sequência de seis jogos sem vitória. Definitivamente, não é o lugar onde nos acostumamos a ver o Azulão. A diretoria vai precisar acertar o foco em 2026 se quiser, algum dia, retomar o caminho da elite. Vinte anos depois da conquista do Campeonato Paulista (em jogo que eu também estava), o time segue na sua pior fase.

Como de costume, fui com os amiguinhos presentes fazer uma boquinha na padaria em frente ao portão principal. Depois, peguei o rumo do QG da Zona Oeste. Assim como nas semanas anteriores, não sei qual será a próxima cobertura. A vontade é uma só, mas talvez não seja possível. O que eu sei é que, no próximo fim de semana, começam os Paulistas sub-15 e sub-17... e estaremos de olho.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Caetano 1-1 Nacional

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: João Batista do Nascimento Avelino; Público: 1.309 pagantes; Renda: R$ 7.400,00; Cartões amarelos: Rafael Lendecker, Fábio Azevedo, João Braga, Felipe Brian, Luizão e Diogo Bolt; Cartão vermelho: Miguelzinho 44 do 2º; Gols: Fábio Azevedo 32 do 1º e Daniel Costa 19 do 2º.
São Caetano: Carvalho; Rafael Lendecker (Allan Kennedy), Everton Dias, Amaral e Leandro Gonçalves; Miguelzinho, Fábio Azevedo (Robert Taylor), Luiz Henrique (Caio Felipe) e Wermerson (Phelipe Salioni); Vinícius Spaniol e Vitinho (Bernardo Henrique). Técnico: Reginaldo Ferreira.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo (Diogo Bolt), Ronaldy, João Braga e Daniel Costa (Nicolas Matheus); Gustavo Índio (Kléber Balotelli) e Guilherme (Nicollas). Técnico: Tuca Guimarães.

domingo, 30 de março de 2025

Nacional atropela o Azulão e está perto da semi da A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


O mês de março está chegando ao fim, e junto com ele, o Campeonato Paulista da Série A4 entrou na fase de quartas de final. Meu plano inicial no último sábado era acompanhar uma rodada tripla, mas, no fim das contas, a cobertura ficou restrita a uma única partida: Nacional x São Caetano no Estádio Nicolau Alayon.

O time ferroviário terminou a fase de classificação na sexta colocação, enquanto o Azulão ficou em terceiro. Só que o vice-campeão da Libertadores de 2002 vinha de quatro jogos sem vencer, e o alerta amarelo estava ligado. Não que o Naça estivesse em alta, afinal, levou uma surra do VOCEM em casa e só empatou com o São-Carlense na rodada final, porém todo mundo imaginava que seria uma tarde complicada. As equipes já haviam se enfrentado na estreia da competição, quando o São Caetano venceu por 2 a 1 no mesmo Comendador Souza, em 22 de janeiro.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


O árbitro Gustavo Alencar Rodrigues, os assistentes João Petrucio Marimônio dos Santos e Anderson Lucas de Lima, o quarto árbitro Aparecido Pereira Bueno e os capitães dos times

O tradicional campo da Rua Comendador Souza recebeu um ótimo público (dentro dos seus padrões, claro), incluindo a rapaziada de sempre: a dupla alfabética Milton e Nilton, o rei do frango ensopado Ricardo Pucci e os amigos Victor e Eduardo. Ninguém esperava domínio total de um dos lados nem um placar elástico.

Quando a bola rolou, os visitantes começaram melhor e criaram três boas chances, a melhor delas em cabeçada dentro da pequena área. O Nacional se defendia e só se arriscava no ataque em momentos pontuais. Somente por volta dos 35 minutos os donos da casa passaram a se aventurar mais no setor ofensivo. Já nos acréscimos, o Naça teve um escanteio pela direita. A cobrança no primeiro pau teve um desvio de Gustavo Índio para o meio da área. Luiz Henrique, zagueiro do Azulão, rebateu, e a pelota, com um efeito absurdo, morreu no fundo das redes defendidas por Vinícius Ferrari. Meio sem querer, o Nacional fez 1 a 0.


Boa chance do Azulão pelo alto em cabeçada que levou perigo à meta local



Jogadores desfilando pelo gramado do Nicolau Alayon



Detalhe do gol sem querer do Nacional no primeiro tempo e a comemoração de Gustavo Índio

O gol mudou o cenário da etapa final. O Nacional voltou melhor e soube explorar as falhas do sistema defensivo adversário. Aos 19, Gustavo Índio recebeu um passe açucarado, finalizou, e o goleiro do Azulão aceitou — a bola passou debaixo do seu corpo. A festa foi grande pelo segundo gol. A comemoração aumentou cinco minutos depois, quando Kléber Balotelli aproveitou um rebote do camisa 1 e fez o terceiro. Nenhuma das torcidas acreditava no que via, cada uma de um jeito diferente.

O escrete visitante tentou diminuir o prejuízo e se lançou ao ataque, mas aí foi a vez da estrela do goleiro Luizão brilhar com defesas seguras e pouco perigo. A tensão dos torcedores locais só acabou com o apito final e a confirmação da vitória: Nacional 3-0 São Caetano.





Na etapa final, o Nacional foi melhor do que o São Caetano



O chute de Gustavo Índio e o segundo gol nacionalista em falha do goleiro Vinícius Ferrari




Detalhe do terceiro gol do Nacional, em rebote aproveitado por Kléber Balotelli e a comemoração do clube paulistano


O Nacional 3-0 São Caetano foi a maior vitória do time ferroviário contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Histórico!

Foi um triunfo inquestionável dos paulistanos, que agora podem perder por até dois gols de diferença e, ainda assim, avançam à semifinal da Série A4. Já o Azulão precisa devolver o placar, pois o regulamento do torneio não prevê disputa por pênaltis. Vale destacar que esse 3 a 0 foi a maior vitória do Nacional na história do confronto e a mais expressiva contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Foram poucos confrontos, eu sei, mas não deixa de ser histórico.

Essa partida encerrou as coberturas de março, possivelmente o último mês tranquilo de 2025. Em abril, começa a Segundona, além dos Paulistas sub-15, sub-17 e sub-20. Aí o negócio vai ficar complicado de vez.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 3-0 São Caetano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues; Público: 378 pagantes; Renda: R$ 5.020,00; Cartões amarelos: Felipe Brian, Guilherme, César Augusto, Luiz Henrique, Everton Dias, Tuca Guimarães e Dirceu Lima (Mas-SCa); Gols: Luiz Henrique (contra) 46 do 1º, Gustavo Índio 19 e Kléber Balotelli 24 do 2º.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy, João Braga (Diogo Bolt) e Daniel Costa (Kléber Balotelli); Gustavo Índio (Paulo Vítor) e Nicollas (Guilherme). Técnico: Tuca Guimarães.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Di Bonito, Everton Dias, Amaral e Leandro Gonçalves (Mateus Jatobá); Miguelzinho, Fábio Azevedo (Nicão), Luiz Henrique (Rafael Lendecker) e Walber Correa (Caio Felipe) (Phelipe Salioni); Vinícius Spaniol e Vitinho. Técnico: Carlinhos Alves.

domingo, 23 de março de 2025

Em segundo tempo eletrizante, Azulão empata com a Inter de Bebedouro

Texto e fotos: Fernando Martinez


Última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A4, e o JP não poderia deixar de acompanhar de perto. Fomos até o Estádio Anacleto Campanella ver o raro duelo entre São Caetano e Inter de Bebedouro: um classificado e outro buscando uma improvável vaga nas quartas de final da competição.

Não lembrava de um confronto recente entre os dois, então recorri aos meus alfarrábios. O histórico registrava apenas quatro encontros entre 1996 e 1998, com três vitórias do clube do ABC e uma do alvirrubro. No Anacleto, o último embate tinha sido em 23 de março de 1997, quase 28 anos atrás. Desde que o Azulão chegou aos principais certames do país e da América do Sul, nunca mais tinham ficado frente a frente.

Diferente do quórum altíssimo do sábado anterior no Nacional 0-3 VOCEM, fui só com o Milton nesta jornada. Antes de entrar no estádio, passei na padaria em frente ao portão principal para comprar algo para comer e, para minha total surpresa, achei um refrigerante GINI. Produto consumido em profusão dos anos 60 aos 80, ele depois sumiu das prateleiras. Para quem estudou em uma escola que só vendia Gini, Crush e Grapette na cantina, encontrar essa raridade foi sensacional. Vale registrar que o gosto continua o mesmo. Ganhou fácil o Selo JP de Qualidade.

Já nas dependências do Anacleto, vi que a peleja teria um bom público. Longe do padrão dos tempos de glória, mas um número interessante. Apesar de já classificado, o vice-campeão da Libertadores de 2002 vinha de três jogos sem vencer. Já a Inter precisava de um resultado melhor do que o Colorado, seu concorrente direto pela última vaga no mata-mata. Se vencesse, o time de Caieiras teria que empatar. Se empatasse, o Audax precisaria vencer o Colorado. Missão difícil.


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


Associação Atlética Internacional - Bebedouro/SP


O árbitro Clayton de Oliveira Dutra, os assistentes Douglas Marcel Borges e Elias Cedraz Carneiro, o quarto árbitro Alceu Lopes Junior e os capitães dos times

Aos três minutos, a Inter mostrou seu cartão de visitas e mandou uma na trave em chute de Portuga. Mas foi só. O São Caetano assumiu o controle da partida, e Fábio Azevedo, sempre ele, abriu o marcador aos 14, de cabeça, após cobrança de falta da direita. Gabriel Oliveira quase ampliou, também pelo alto, aos 22. A partir de então, nada aconteceu, e eu quase dormi acompanhando o ataque local.

No segundo tempo, ao invés de permanecer no campo, fui para a arquibancada. Foi um erro. Não pelo fato de ter encontrado a dupla Victor e Eduardo com suas respectivas caras-metades, mas porque estava um inferno. Tinha um pessoal tão sem noção ao nosso redor que fomos obrigados a ir para o canto, perto da torcida visitante.

Dali vimos um segundo tempo simplesmente espetacular. Já vi alguns períodos específicos muito bons neste ano, mas esse talvez tenha sido o melhor. São Caetano e Inter de Bebedouro jogaram como se fosse uma final, enfileirando chances de gol, ótimos lances e tentos belíssimos.

O glorioso Gênesis – resta saber se ele prefere a formação da banda inglesa com Peter Gabriel ou a fase com Phil Collins nos vocais – deixou tudo igual com uma conclusão da pequena área. Aos 15, grande defesa de Bruno em chute de Nicão. Aos 23, a virada da Inter, em um belo gol olímpico de Mateus Goiano. Passei muitos anos sem ver gols assim na lista. De 2023 para cá, já foram quatro ou cinco in loco. Tipo de lance que sempre é legal presenciar de perto.

O São Caetano foi atrás do empate e conseguiu em finalização de Vinícius Spaniol, que acertou o canto direito do arqueiro visitante. Na sequência, uma série de boas chances, grandes defesas dos dois goleiros e uma bola na trave do Azulão. O 2 a 2 foi pouco pelo número de oportunidades criadas. Um 4 a 4 teria sido mais justo.



Lances do começo de jogo no Anacleto Campanella



Fábio Azevedo, de cabeça, fez seu 12º gol na Série A4 e ainda jogou uma camisa para a torcida




Mais lances da etapa inicial no ABC




O segundo tempo foi simplesmente sensacional, talvez os melhores 45 minutos que vi em 2025 até agora. O 2 a 2 foi pouco levando em conta o tanto de oportunidades criadas

O empate eliminou o alvirrubro e colocou o Azulão em terceiro lugar. Agora, enfrentarão o Nacional nas quartas. De todos os possíveis confrontos do time da Barra Funda, esse era o que eu menos queria. Os outros duelos serão União Barbarense x Colorado, Taquaritinga x Araçatuba e Joseense x Paulista. A sorte do mata-mata está lançada.

Depois da partida, ainda fiz uma boquinha com o Milton na mesma padaria. Ficamos ali um bom tempo antes de pegarmos o caminho de volta. Em um março super mega devagar, ainda não sei quando será a próxima cobertura. Quarta? Quinta? Fim de semana que vem? Não faço ideia.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Caetano 2-2 Inter de Bebedouro

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Clayton de Oliveira Dutra; Público: 668 pagantes; Renda: R$ 3.025,00; Cartões amarelos: Fábio Azevedo, Nicão, Portuga, Fernando e Robert; Gols: Fábio Azevedo 15 do 1º, Genesis 7, Vinícius Pequeno 24 e Vinícius Spaniol 32 do 2º.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Kauan Sales, Rafael Lendeker, Amaral e Leandro Gonçalves; Gabriel Oliveira (Caio Felipe), Fábio Azevedo, Luiz Henrique e Walber Corrêa (Robert Taylor); Vinícius Spaniol e Phelipe Salioni (Nicão). Técnico: Carlinhos Alves.
Inter de Bebedouro: Bruno; Vini Sousa (Ramos), Fernando, Lucas Kevin e Anthony (Portela); Roger, Kiko, Portuga (Marcinho) e Mateus Goiano (Vinícius Pequeno); Genesis (Maçola) e Robert. Técnico: Édson Vieira.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Azulão derrota o São-Carlense e vira líder na Série A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou o Carnaval e, mais uma vez, estarei fora da folia. Me permiti sair de casa apenas uma vez, para cobrir outro jogo do Campeonato Paulista da Série A4. Na minha primeira visita ao Estádio Anacleto Campanella em 2025, acompanhei o vice-líder São Caetano contra o Grêmio São-Carlense, em duelo válido pela 11ª rodada.

Esse foi meu 127º jogo no tradicional estádio. Depois de ver o Azulão disputar as quatro divisões do Brasileiro, a Taça Libertadores, a Copa do Brasil e os três primeiros níveis do estadual, estreava ali em uma partida da quarta divisão. Não é o lugar onde o clube deveria estar, sem dúvida.

Apesar de algumas atuações ruins, como o empate em 3 a 3 contra a lanterna Matonense, o São Caetano ocupava a vice-liderança antes da rodada, dois pontos atrás do líder Paulista de Jundiaí. Vindo de uma inesperada derrota para o Jabaquara em casa, o São-Carlense sabia que a missão seria complicada. Os donos da casa eram favoritos.


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


Grêmio Desportivo São-Carlense Ltda. - São Carlos/SP


Os capitães dos times com a árbitra Talita Ximenes de Freitas, os assistentes Douglas Marcel Borges e Luiz Henrique Rodrigues Pimentel e o quarto árbitro Alef Feliciano Pereira

Fevereiro inteiro foi um inferno de calor, e março seguiu o mesmo roteiro. Ir até São Caetano do Sul foi punk, primeiro pela muvuca no metrô e no trem graças ao pessoal a caminho dos infinitos blocos, depois pela temperatura absurda. Minha ideia era encontrar qualquer sombra disponível para fazer fotos no campo. Deu certo.

O São Caetano tomou conta da peleja desde os primeiros minutos. Criou duas ótimas chances antes de Fábio Azevedo, artilheiro da A4, abrir o placar com um belíssimo gol por cobertura. Foi seu 11º tento no campeonato, consolidando-se como o grande destaque da equipe na temporada. Os locais seguiram no comando, mas o jogo foi para o intervalo com o placar mínimo.



O belo toque por cobertura e a comemoração de Fábio Azevedo, artilheiro da Série A4 agora com 11 gols







Não ia colocar tantas fotos assim da primeira etapa, mas elas ficaram tão legais que vamos encher o post com elas

No segundo tempo, acompanhei a partida da arquibancada junto com os amigos presentes. Lá estavam o folião Milton, já fantasiado de pirata para o baile do vermelho e preto que aconteceria à noite, o radioativo Nilton e o "novato" Victor, que recebeu seu exemplar do livro A História da Copinha – ainda (sim, é um absurdo) sem previsão de venda.

De lá, vi o Azulão retomar o domínio e ampliar aos 12 minutos, com um chute cruzado de Wermeson pelo lado esquerdo do ataque. O 2 a 0 não esfriou o ímpeto local, e o São Caetano seguiu superior. O São-Carlense até se arriscava no ataque, mas sem sucesso.

Aos 45 minutos, a equipe de São Carlos ganhou um gol de presente, quando Felipe Rocha cabeceou contra a própria meta. O lance transformou os acréscimos em uma desenfreada busca pelo empate, colocando em risco o até então tranquilo triunfo mandante. Para alívio da torcida, a pressão não deu resultado.



O Azulão chegou aos 2 a 0 com Wermeson no começo do segundo tempo





Detalhes da etapa final no Anacleto Campanella. O jogo foi bom, acima da média geral

O São Caetano 2-1 São-Carlense garantiu o Azulão na liderança da Série A4, beneficiado pela derrota do Paulista para o Colorado por 5 a 3. O primeiro lugar pode ser perdido para o União Barbarense, que recebe o Audax na Quarta-feira de Cinzas. De qualquer forma, é certo que o time estará no mata-mata, buscando o acesso à A3 em 2026.

Saí do estádio e fui até a gloriosa padaria em frente ao antigo portão principal com a dupla alfabética, Milton e Nilton, para uma boquinha e um papo sobre a vida. Ficamos ali por um bom tempo antes de pegarmos o caminho de casa. O metrô estava infernal, e meu plano agora é só sair de casa no dia 5 para minha estreia na A3. Até lá, sossego e muita paz – meu tipo ideal de Carnaval.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Caetano 2-1 São-Carlense

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitra: Talita Ximenes de Freitas; Público: 520 pagantes; Renda: R$ 2.940,00; Cartões amarelos: Di Bonito, Leandro Gonçalves e Hilário; Cartão vermelho: Joãozinho (SCar) 37 do 1º; Gols: Fábio Azevedo 13 do 1º, Wermeson 12 e Felipe Rocha (contra) 44 do 2º.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Di Bonito, Leandro Gonçalves, Felipe Rocha e Mauricinho (Bernardo Henrique); Miguel Morais (Kleverson), Luís Henrique e Wálber (Caio); Fábio Azevedo (Maykon), Emanuel Keve (Goldeson) e Wermeson. Técnico: Carlinhos Alves.
São-Carlense: Lucas Alves; Ryan, Hilário, Alysson e Ygor Dizarro; Alê, Bruninho (Romário) e Caio Mello (Alex Cícero); Rafinha (Guilherme Vieira), David Batista (Ferreira) e Luiz Henrique (Cauã Andrade). Técnico: Marcus Vinicius Viola.