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sábado, 14 de janeiro de 2023

Fácil triunfo do Coxa em cima do Vitória da Conquista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira começou a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior e me mandei com a companhia de vários amigos até a cidade de Suzano, palco do joguinho entre Coritiba e Vitória da Conquista. O Estádio Francisco Marques Figueira foi o local escolhido pela FPF para o confronto. A peleja reuniu o vencedor do Grupo 16, o Coxa, contra o segundo do Grupo 15, o clube baiano, que nada mais é do que o Andraus de Curitiba com a camisa verde. Coisas do tal "futebol moderno".

Tive a companhia do trio Pucci, Luigi e Mílton, além da carona marota do Raul, o maior anfitrião da capital federal. O ponto de encontro foi o QG da Zona Oeste e o GPS mostrava que levaria uma hora até chegar na casa do União Suzano e do ECUS. Levou um pouco mais passando por ruas e avenidas que nunca tinha pisado até hoje. Chegamos em cima da pinta, mas deu tudo certo. Diferente da bênção que tivemos em boa parte da primeira fase com temperaturas baixas, o calor chegou com tudo. A partida teve sol forte e temperatura altíssima durante os 90 minutos.

De 2014 vi o Coxa apenas na vitória contra o São Bento por 1 a 0 pela Copa São Paulo de 2020, porém assisti vários duelos ao longo dos tempos. Já o Vitória da Conquista tinha apenas uma solitária apresentação, uma derrota pela contagem mínima para o Paulista de Jundiaí, na edição 2017 da Copinha. Vale registrar que essa é a quinta participação deles na competição e foi a primeira vez que passaram de fase.


Coritiba FC (sub-20) - Curitiba/PR


ECPP Vitória da Conquista (sub-20) - Vitória da Conquista/BA


Wilson Adalberto Silva, Leandro Matos Feitosa, Alexandre Basilio Vasconcellos, Fernanda dos Santos Ignacio de Souza e os capitães dos times

Fiz aquele esquema tradicional de pegar as fotos oficiais e decidi que ia ficar na entrada do túnel da arbitragem, um dos únicos locais com sombra dentro de campo, Dali vi um jogo que não foi a oitava maravilha do mundo, apenas quebrou o galho. O Vitória não se encontrou e o Coritiba até criou, só que perdeu boas oportunidades de conseguir um resultado positivo de forma mais tranquila.

A etapa inicial foi até que razoável de lances criados. O Coxa chegou bem logo no começo com tiro de longe que o goleiro Artur quase bateu roupa. Ele se redimiu aos oito com grande defesa em tiro colocado. O único perigo baiano foi aos 21 em chute cruzado que tirou tinta da trave. Aos 28, Marcos Sátiro driblou o zagueiro, entrou na área e tocou no canto. 1 a 0 Coxa. Artur impediu o segundo aos 42 em nova intervenção em finalização de longe.

Eu confesso que estava com um pouco de sono ali na lateral e a coisa piorou nos últimos 45 minutos. Os times retornaram ao gramado sem muito o que mostrar e o jogo se arrastou. Não aconteceu nada digno de registro a não ser outro gol do Coritiba aos 37. Geovane recebeu na esquerda e cruzou nos pés de Eberth, que concluiu sem dificuldade.





Lances do primeiro tempo em Suzano





Não foi um jogo bom, mas quebrou o galho. Na última foto, a comemoração do segundo gol paranaense

O Coritiba 2-0 Vitória da Conquista colocou o Coxa na terceira fase da Copa São Paulo. Agora vão enfrentar o Grêmio Novorizontino em busca de uma vaga nas oitavas de final. Ao clube baiano, o 50º lugar na classificação geral na melhor participação da agremiação em todos os tempos. Não é um resultado de se jogar fora. Tem que ser comemorado.

Retornamos à capital com bons papos educativos sobre os problemas estruturais da sociedade lituano-escandinava. Sempre é bom falar com os amigos a respeito de assuntos tão edificantes. Também falamos sobre a programação de sexta-feira, que tinha o confronto mais legal da segunda fase para acompanharmos no bairro da Mooca.

Até lá!

Ficha Técnica: Coritiba 2-0 Vitória da Conquista

Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: Wilson Adalberto Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Henrique Melo, Alec, Eberth, Lucas Ronier, Roni, Lucas; Cartão vermelho: Nadim Filho (AT do Vitória); Gols: Marcos Sátiro 28 do 1º, Eberth 38 do 2º.
Coritiba: Pedro Morisco; Diogo Batista, João Vítor, Leonardo Diniz e Alec (Nathan Oliveira); Henrique Melo (Geovane Meurer), Jean Gabriel (Felipe Guimarães), Pedro Arthur (Jorge Vinícius) e Lucas Ronier (Douglas); Marcos Sátiro (Eberth) e Ruan Assis. Técnico: Reginaldo Nascimento.
Vitória da Conquista: Artur; Daniel, Lucas (Meier), Matheus Silva e Gabriel (Davi); Roni, Messias (Rikelmy), Adson (Matheus dos Santos) e Pedro; Fernando e Pablo Ruan (Wellington). Técnico: Ageu Siqueira.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Goleiro Abílio brilha, mas o Paulista vence com polêmica

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda rodada da 48ª Copa São Paulo de Futebol Júnior começou na quinta-feira e como agora o campeonato é dividido no esquema "um dia longe, um dia perto", não sobrou outra opção a não ser ir até a cidade de Jundiaí, a mais próxima da capital com algo realmente interessante de se assistir, para uma jornada com time novo pelo Grupo 11.

A peleja que abriu os trabalhos no Estádio Jayme Cintra foi entre o Paulista, campeão do certame em 1997, e o genial Vitória da Conquista, o time número 641 a fazer parte da minha Lista. Foi legal poder estar na Terra da Uva para um jogo da Copinha depois de tanto tempo, já que desde 2005 a cidade não era sede da competição mais democrática do país.


Paulista Futebol Clube (sub-20) - Jundiaí/SP


Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista (sub-20) - Vitória da Conquista/BA


Quarteto de arbitragem e capitães dos times antes do apito inicial

Na rodada inicial o Paulista derrotou o Red Bull pela contagem mínima, enquanto os baianos foram goleados pelo Joinville por 5x0. Como não ouvi ou li nada a respeito do que rolou dois dias antes, era justo imaginar que o Galo golearia, certo? É, mas não foi nada disso que aconteceu.

Nos primeiros 45 minutos o Paulista mostrou um futebol confuso e afobado demais, não conseguindo se organizar ofensivamente na maior parte do tempo. Mesmo assim, o time chegou perto de abrir o marcador por três vezes, duas em chutes que bateram na trave e outra numa cabeçada aonde o zagueiro salvou em cima da linha.


Desarme preciso de defensor baiano em ataque do Galo pela esquerda


Chance pelo alto desperdiçada pelo camisa 9 do Paulista


O Jayme Cintra recebeu um bom público para a segunda rodada do Grupo 11 da Copa São Paulo

Foi no segundo tempo que a partida pegou no breu. Vimos uma atuação de gala, não de algum atleta local, e sim do goleiro baiano Abílio. O camisa 12 do Vitória da Conquista teve uma das atuações mais sensacionais que eu vi de um arqueiro nos últimos tempos. Ele fez nada menos do que seis defesas praticamente impossíveis, impedindo gols certos do Paulista.

Quando ele não conseguia defender, a trave também jogava a favor dos visitantes, e por quatro vezes a pelota bateu no travessão. Por fim, quando nem o goleiro e nem a trave se destacavam, os atacantes perdiam chances com o gol todo à disposição. Fora de campo a angústia entre os torcedores era enorme e parecia que o 0x0 seria inevitável. Foi aí que a polêmica entrou em campo.

Eram decorridos 48 minutos quando o árbitro marcou um pênalti a favor do Paulista, lance que foi muito contestado pelos atletas e comissão técnica do Vitória da Conquista. Na visão de todos no estádio, inclusive na minha, nada aconteceu. Arthur, camisa 18 do Galo, foi para a cobrança e finalmente Abilio foi vencido.


O goleiro Abílio fez um segundo tempo primoroso e impediu uma goleada do time jundiaiense


Chance de Brendon, camisa 14 local, em cabeçada



Arthur cobrando o pênalti que deu a vitória para os paulistas e a comemoração do goleiro Enzo

O placar final de Paulista 1-0 Vitória da Conquista não diz o que foi o jogo, um massacre ofensivo do onze jundiaiense e uma atuação brilhante do goleiro baiano. Só que o que vale é bola na rede e assim o Galo conquistou sua segunda vitória no certame, praticamente eliminando seu adversário e colocando um pé na segunda fase.

Seguindo com a jornada, o jogo de fundo teve uma daquelas famosas situações "ganha ou volta pra casa" para o Red Bull Brasil. Assim como na preliminar, teve bastante tensão no ar no Jayme Cintra.

Até lá!