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terça-feira, 22 de abril de 2025

Paulista vence o Nacional e volta à Série A3 após seis anos

Texto e fotos: Fernando Martinez


A rodada quádrupla do Sábado de Aleluia chegou ao fim com a decisão do segundo acesso no Campeonato Paulista da Série A4. Depois do União Barbarense confirmar sua vaga goleando o Araçatuba na sessão vespertina, a jornada noturna definiu se Paulista de Jundiaí ou Nacional fariam companhia ao Leão da 13. O palco do duelo foi o Estádio Jayme Cintra.

A última vez que o Galo da Japi jogou a A3 foi em 2020, quando foi rebaixado na lanterna. Depois disso, foram quatro anos difíceis na última divisão e o acesso para a A4 em 2024. Já o Nacional caiu em 2022, fez uma Segundona razoável em 2023, se manteve na quarta divisão na temporada passada com uma campanha fraca e melhorou sua performance agora em 2025.

Na primeira fase, o Paulista somou um ponto a mais do que os paulistanos. O ponto fez a diferença para definir quem jogaria por dois empates na semifinal. Na ida, jogando no Nicolau Alayon, um 1 a 1 que manteve a vantagem para os jundiaienses. O Nacional teria que fazer a partida do ano para conquistar o esperado acesso.

A torcida tricolor estava animada e encheu a sua tradicional casa. Quase 9 mil torcedores marcaram presença relembrando os bons tempos e empurraram a equipe local nos 90 minutos. Ninguém acreditava em outro resultado senão o acesso. O sufoco contra o Joseense nas quartas serviu de alerta: caso jogassem mal outra vez, não terminariam com a vaga na terceirona em 2026.


Fachada do Jayme Cintra em noite de decisão na A4


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro

A caravana da coragem saiu de Santa Bárbara D'Oeste, seguiu de boa e chegou no Jayme Cintra faltando cerca de uma hora para o apito inicial. Entrar no estádio foi uma dureza, pois as filas eram intermináveis. Como a imprensa não teve uma entrada diferente, passei um aperto até chegar ao gramado.

Uma chuva insana que tinha acabado de terminar deixou o terreno encharcado. Quem olhava de longe não via nenhum problema, mas de perto a coisa estava feia. Se andar ao redor do campo já estava complicado, certamente o jogo sofreria com as poças, assim como foi no segundo tempo do duelo entre ambos na primeira fase. Naquela tarde molhada de fevereiro, o antigo SPR venceu por 1 a 0, resultado que daria o acesso à agremiação da capital.


Paulista Futebol Clube Ltda - Jundiaí/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Os capitães dos times junto com o quinteto de arbitragem da peleja: o árbitro Rodrigo Gomes Paes Domingues, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e João Petrúcio de Jesus dos Santos, o quarto árbitro Pablo Rodrigo Soares de Oliveira e o quinto árbitro Ricardo Busette


A presença da torcida nacionalista em Jundiaí

Fiz as fotos oficiais (com destaque para a fumaça dando um toque diferente) e fiquei acompanhando o ataque do lado esquerdo das câmeras de TV, perto do setor visitante, que contou com a presença da rapaziada da Almanac e vários parentes de atletas. Todos ali esperavam uma atuação boa do Nacional, talvez repetindo o triunfo da fase inicial.

É, só que quando a bola começou a rolar, quem ficou com a bola nos pés foi o Paulista. Não que tenham feito uma atuação brilhante, porém foram melhores desde o primeiro minuto. O Nacional não se encontrou e teve uma atuação bem abaixo da média. Pouco para quem precisava de um resultado positivo.

Para aumentar a desgraça nacionalista, o Paulista abriu o marcador aos 29 com o gol de cabeça de Lucas Silva completando levantamento de Filipinho dentro da área. Após sofrer o gol, o Naça não foi capaz de assustar. O acesso estava mais perto do Galo da Japi, que administrou a vantagem até chegar o intervalo.

Logo no começo da etapa final, Filipinho decretou o fim do sonho do Nacional com um forte chute no canto direito. A massa nas arquibancadas fazia uma bonita festa que, ao que tudo indicava, demoraria a terminar. Aos 23 saiu o terceiro com Christopher e a fatura foi liquidada de vez. Assim como em 2021, quando vi in loco o clube da Zona Oeste perder um acesso para o Linense, em 2025 acompanhei outra derrota que impediu uma promoção tão sonhada.





O Paulista começou melhor e esse foi o cenário durante os 90 minutos


Detalhe do primeiro gol da noite, que abriu o caminho para o acesso






O Nacional chegou a criar alguns bons momentos na etapa final, mas os erros na defesa custaram caro

Em 2025 eu acompanhei 12 dos 19 jogos do Nacional na Série A4. Não existe ninguém que cubra o time como o Jogos Perdidos. Se o antigo São Paulo Railway existe na grande rede, é em boa parte por nossa causa. E depois de alguns anos no limbo com gestões tenebrosas, agora pelo menos voltaram a ser competitivos. Agora, é fato que a quarta divisão não é o lugar da equipe. Como não vão jogar a Copa Paulista, a temporada chegou ao fim. Que no ano que vem possam voltar a lutar pelo acesso.

Falando dos promovidos, nunca o Paulista tinha vencido o Nacional por uma margem tão grande jogando em Jundiaí em todos os tempos. Fez quando mais precisava. Após seis anos, o campeão da Copa do Brasil de 2005 vai disputar a terceirona outra vez. Acesso merecido pela campanha e pelo trabalho bem feito pelos lados do Jayme Cintra. Agora vão disputar o título com o União Barbarense, que joga por dois empates.

Para fechar, vale registrar que ninguém cobriu os dois acessos da A4 in loco em 2025, somente o Jogos Perdidos. Não por sermos o máximo, mas sim pois gostamos de registrar a história, algo que fazemos há mais de 20 anos. Em tempos de um jornalismo de plástico feito em salas fechadas ou com textos escritos apenas por inteligência artificial, fizemos algo que deveria ser comum para quem realmente se importa com a cobertura esportiva. O pior é ver que poucos dão o real valor a isso. Tudo bem, não esperamos tapinhas nas costas, o lance é que sabemos do nosso valor. Seguiremos contando a história do futebol, algo no nosso DNA desde 2004.

Foi isso. Foram 16 horas na rua, quatro jogos, três cidades, dois acessos e 320 quilômetros percorridos. O cansaço era enorme no caminho de volta, mas faria tudo de novo. Dias assim que fazem a graça da vida.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Paulista 3-0 Nacional

Local: Estádio Jayme Cintra (Jundiaí); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 8.929 pagantes; Renda: R$ 164.620,00; Cartões amarelos: Filipinho, Zé Mendes, Rômulo, Gui Nascimento, Lincoln, e João Braga; Gols: Lucas Silva 29 do 1º, Filipinho 3 e Christopher 23 do 2º.
Paulista: Lucas Gomes; Renato Marola, Maycon Ramos, Zé Mendes (Gabriel Reis) e Vitinho Nascimento; Lucas Silva, Arílton Júnior, Wagner Chorão (Adelan) e João Choco (Felipe Pet); Christopher (Kadir) e Filipinho (Ivamar Júnior). Técnico: Fausto Dias.
Nacional: Luizão; Cauan, César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo (Victor Sales), Ronaldy, Nicollas (Lincoln) e Daniel Costa (Paulo Vítor); Gustavo Índio e Gui Nascimento (João Braga). Técnico: Tuca Guimarães.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Semifinal da A4: Nacional e Paulista ficam no empate no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão vespertina do sábado teve, claro, a presença do Jogos Perdidos no duelo de ida da semifinal do Campeonato Paulista da Série A4 entre Nacional e Paulista de Jundiaí. Um confronto ferroviário para definir um dos clubes que estará na A3 em 2026. Tensão à vista.

Foi a nona partida do antigo SPR no Estádio Nicolau Alayon na temporada e a nona que acompanhei de perto, mantendo os 100% em 2025. Uma delas, na primeira fase, foi justamente contra o Galo da Japi e terminou com triunfo local por 1 a 0. Como já falei por aqui, o Paulista é o terceiro adversário mais frequente do Nacional na história, atrás apenas de Portuguesa Santista e Taubaté.

Nas quartas, o Naça eliminou o São Caetano, enquanto o Paulista despachou o Joseense. Nos últimos dois meses, os ferroviários da capital perderam apenas um jogo — 3 a 0 para o VOCEM, quando já estavam classificados para o mata-mata — e é evidente que o técnico Tuca Guimarães conseguiu organizar a equipe ao longo do torneio. Apesar de ter oscilado na reta final da fase inicial, o Paulista tem a vantagem de jogar por dois empates. Em um duelo tão equilibrado, isso pode fazer a diferença.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Paulista Futebol Clube Ltda. - Jundiaí/SP


O árbitro Juliano José Alves Rodrigues, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Diogo Cruz Freire, o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli e os capitães dos times


Toda a rapaziada amiga presente na Comendador Souza. Quórum altíssimo para o jogo decisivo

Chegamos à Comendador Souza e uma multidão de torcedores do Galo já tomava conta da região. Boa parte veio de trem, aproveitando os trilhos da antiga Santos–Jundiaí. Não chegou a ser a histórica invasão de 2001, quando lotaram o Alayon e acabaram derrotados por 1 a 0 na Série A2, mas vale o registro mesmo assim.

Dentro do estádio, o clima lembrava um jogo de Copinha, de tanta gente na parte coberta torcendo pelo Nacional, algo raro de ver em partidas profissionais. Todo mundo por ali esperando uma grande apresentação, de preferência com vitória dos mandantes. Só que, sem surpresa, a peleja foi equilibrada do começo ao fim.

No primeiro tempo, poucas chances e muito jogo preso no meio-campo. O Paulista se defendeu bem, e o Nacional teve apenas dois bons momentos ofensivos. Intervalo e placar inalterado. O cenário mudou logo no início da etapa final: Gustavo Índio, sempre ele, completou de cabeça um cruzamento da direita e abriu o placar.

O Paulista sentiu o golpe e passou a ver o adversário chegar com mais perigo. O Nacional desperdiçou ao menos duas chances claríssimas para ampliar. E aí, no melhor estilo "quem não faz, toma", os mandantes sofreram o empate aos 23. Na primeira real finalização dos visitantes, Christopher apareceu com estilo para completar de cabeça bola alçada na área.








Detalhes de Nacional x Paulista, abrindo uma das semi da A4


Depois do empate do Paulista, teve discussão na parte coberta do Alayon. A comemoração efusiva gerou revolta em parte dos torcedores locais


Placar final da ida da semi entre Nacional e Paulista

Depois da igualdade, ninguém quis se arriscar. O Paulista administrou o empate, enquanto o time da casa demonstrou cansaço e pouco incomodou a zaga rival. No fim, o 1 a 1 acabou sendo melhor para o Galo. Se quiser voltar à A3 em 2026, o Nacional vai precisar vencer no Jayme Cintra, que certamente receberá um grande público, no próximo sábado. Se não levar gols, o Paulista fica com a vaga. Não será uma batalha tranquila.

Morrendo de sono, voltei ao QG da Zona Oeste e, capengando, ainda consegui me manter acordado até as 22h30. Não me lembro da última vez que dormi tão cedo sem estar doente ou algo parecido. Apesar da preguiça, teve sessão futebolística no domingo na abertura da Série C do Brasileiro.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-1 Paulista

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Juliano José Alves Rodrigues; Público: 1.206 pagantes; Renda: R$ 31.800,00; Cartões amarelos: Felipe Brian, Gustavo Índio, Renato Marola, Filipinho, Zé Mendes e Christopher; Gols: Gustavo Índio 2 e Christopher 23 do 2º.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy, João Braga e Daniel Costa; Gustavo Índio (Kléber Balotelli) e Guilherme (Nicollas). Técnico: Tuca Guimarães.
Paulista: Lucas Gomes; Renato Marola (Wallace Ramirez), Maykon Ramos, Zé Mendes e Vitinho Nascimento (Marcos Vinícius); Lucas Silva, Wagner Chorão, João Choco (Victor Hugo) e Arílton Júnior; Filipinho (Adelan) e Christopher (Ivamar Júnior). Técnico: Fausto Dias.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Nacional derruba mais um líder da A4 no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira, rolou mais uma apresentação do Nacional no Campeonato Paulista da Série A4. Cumpri meu dever cívico e fui até o Estádio Nicolau Alayon acompanhar o duelo ferroviário contra o Paulista de Jundiaí, um dos adversários mais tradicionais do antigo SPR.

O primeiro confronto entre os dois aconteceu em 12 de novembro de 1933, com vitória do Paulista por 2 a 1 em amistoso no Estádio da Vila Leme. Desde então, foram mais 77 partidas, principalmente nas décadas de 60, 80 e 90. O equilíbrio é impressionante: 27 vitórias do Nacional, 25 empates e 26 triunfos do clube de Jundiaí.

O Paulista é o terceiro time que o Nacional mais enfrentou na história, ficando atrás apenas da Portuguesa Santista e do Taubaté. Pelo lado do Galo da Japi, o Naça ocupa a sexta posição, atrás de Ponte, São Bento, Briosa, Bragantino e XV de Piracicaba. Eu só tinha visto esse duelo uma vez, um 1 a 0 do Nacional sobre o Etti Jundiaí na A2 de 2001, na famosa invasão da torcida visitante no Alayon. A vitória local impediu o acesso do Etti, que só veio na semana seguinte.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


A árbitra Ana Caroline D’eleutério Carvalho, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Ademílson Lopes Filho, o quarto árbitro Rafael Gomes Felix da Silva e os capitães


Abraço dos técnicos Fausto Dias e Tuca Guimarães antes da peleja

Antes da 10ª rodada, o Nacional estava em sexto lugar com 14 pontos, oito atrás do Paulista, líder isolado com 22. O Galo é, sem dúvida, um dos favoritos ao acesso à A3 em 2026. Porém, o Nacional já tinha surpreendido ao derrotar o líder na Comendador Souza - 2 a 0 contra Araçatuba na quarta rodada - e estava disposto a repetir a dose.

Junto com o Milton, Nilton e Matheus Trunk, vi um primeiro tempo em que os visitantes dominaram completamente. O Nacional quase não tocou na bola e foi amplamente superado pelo Paulista. O goleiro Luiz Carlos evitou a derrota parcial com uma grande defesa no começo e, depois, ao pegar um pênalti de Guilherme Givigi. Se o 0 a 0 estava estampado no placar não-eletrônico no intervalo, ele foi o principal responsável por isso.




No primeiro tempo, só deu Paulista na Comendador Souza


Bela defesa de Luiz Carlos no pênalti batido por Guilherme Givigi

Na etapa final, o Paulista voltou um pouco cansado, e o Nacional conseguiu equilibrar as ações. Mas chances reais de gol, nada. A sensação de que o jogo poderia terminar sem gols só aumentava. O que também ficou mais forte foi a chuva, que chegou por volta dos 20 minutos. Um dilúvio daqueles, com direito a granizo e tudo, que fez a árbitra interromper a partida. Chegamos a achar que o jogo não continuaria.

Cerca de 25 minutos depois, o temporal deu uma trégua, o gramado resistiu bem, e o jogo voltou. Surpreendentemente, o ritmo aumentou. O Paulista até teve bons momentos, mas foi o Nacional quem abriu a contagem. Em um lançamento preciso da defesa, a bola ficou mais para o zagueiro visitante, mas Nicollas acelerou, passou pelo marcador, avançou e, de fora da área, acertou um belo chute no canto de Lucas Gomes. Golaço.




A chuva foi tanta no tempo final que a partida foi interrompida por quase 30 minutos


A comemoração dos atletas nacionalistas com o belo gol de Nicollas


O Paulista tentou, mas não foi capaz de empatar


Ryan Francisco, destaque da base são-paulina que está começando a aparecer no time principal, atravessou a rua e foi ver Nacional x Paulista. Como todo mundo, ficou esperando o temporal passar


Grande vitória do Nacional no Alayon. Segunda vez que derruba um líder em 2025

O Galo ainda tentou pressionar, mas sem muita efetividade. O time da casa se segurou e garantiu uma vitória crucial. O Nacional 1-0 Paulista marcou o quinto triunfo dos ferroviários em 10 rodadas, superando as quatro vitórias nos 15 jogos de 2024. A equipe segue em sexto, mas agora mais perto dos líderes. O Paulista ainda lidera, mas com o São Caetano e União Barbarense logo atrás.

Saí da quarta divisão paulista direto para a competição de clubes mais importante das Américas. Tudo para ver a primeira (e provavelmente a última) visita de um time que eu mal conhecia até poucos meses atrás.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-0 Paulista

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Ana Caroline D’eleutério Carvalho; Público: 186 pagantes; Renda: R$ 2.420,00; Cartões amarelos: Gabriel, Natan, Nicollas, João Braga, Lucas Silva, Thiago Couto e Tuca Guimarães; Gol: Nicollas 35 do 2º.
Nacional: Luiz Carlos; Cauan, Gabriel, Tallysson e Natan (Lucas Silva); Renan, Ronaldy (Diogo Rosa), João Braga e Daniel Costa (Alexandre) (Emmanuel); Gustavo Índio (Victor Sales) e Nicollas. Técnico: Tuca Guimarães.
Paulista: Lucas Gomes; Wallace Ramirez (Renato Marola), Gabriel Reis, Thiago Couto e Marcos Vinícius (Franklin); Lucas Silva, Adelan (Eduardo Zanette), João Choco (Wágner Chorro) e Filipinho; Vitinho Nascimento e Guilherme Givigi. Técnico: Fausto Dias.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Ibrachina massacra o Paulista de Jundiaí na Mooca

Texto e fotos: Fernando Martinez


Voltando ao normal depois de uma gripe que me pegou forte por um longe período, no sábado pintou uma sensacional rodada tripla na pauta livre do Jogos Perdidos. Na parte da manhã, teve as oitavas do Pré-Paulistão sub-15 da Paulista Cup. Na Ibrachina Arena, o Ibrachina recebeu o Paulista de Jundiaí. Um dos dois passaria para as quartas.

Foi meio chatinho conseguir autorização do pessoal do clube da casa para trabalhar na peleja. Há algum tempo um pai de atleta que estava fazendo fotos na Paulista Cup deu uns tabefes em um árbitro e isso complicou a situação de quem quer captar imagens dos jogos. Isso sem contar o pessoal do Ibrachina não querendo a entrada de ninguém. Teve muito papo, muita saliva gasta, porém no fim deu tudo certo e consegui ficar em campo.


Ibrachina FCL (sub-15) - São Paulo/SP


Paulista FC (sub-15) - Jundiaí/SP


Capitães e trio de arbitragem

O Ibrachina terminou a primeira fase com 100% de aproveitamento no Grupo D do Pré-Paulistão sub-15. Ganhou seus cinco compromissos, um deles por absurdos 16 a 0 em cima do Paulistano de São Roque, e chegou na segunda fase com total favoritismo. O Paulista teve uma campanha fraquinha de quatro pontos em quatro partidas - uma vitória, um empate e duas derrotas - e passou como terceiro do Grupo B.

Quando a bola rolou vimos um grande treino de ataque contra defesa. O domínio do Ibrachina foi impressionante e o dono do jogo foi Alexandre, goleiro jundiaiense. Ele fez pelo menos sete ou oito defesas impossíveis e evitou que sua equipe sofresse um revés por dois dígitos. Na etapa inicial, o onze local definiu sua classificação com o triunfo parcial por 3 a 0. Isso sem contar as oportunidades perdidas.




Foi um massacre do Ibrachina em cima do Paulista


Detalhe do primeiro gol marcado pelos locais






No fim, um 7 a 0 inapelável na Ibrachina Arena

No segundo tempo a pressão ficou maior e o Paulista foi amplamente dominado. Foram mais quatro gols, pouco levando em conta tamanho domínio. Durante os 70 minutos de peleja o Galo da Japi também levou quatro na trave. Se fosse o dobro, não teria sido exagero algum. Mas o placar final ficou mesmo em Ibrachina 7-0 Paulista de Jundiaí.

No duelo de fundo, válido pelo Juvenil, voltei a ver um time bem legal após 16 anos. E teve outro show do clube da Mooca no seu campo.

Até lá!

Ficha Técnica: Ibrachina 7-0 Paulista

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Domingos da Silva Lima; Público e Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Isaac; Gols: João Vítor Chaves 21, Davi Silva 24 e João Vítor Santos 30 do 1º, Davi Carmelo 2, Guilherme Silva 20, 26 e Samuel 30 do 2º
Ibrachina: Diego (João Gabriel); Ronaldo (Brenno), Murilo (Tiago Silva), Pedro Silva e Gustavo (Diogo); Arthur Novais (Thiago Ferreira), Davi Carmelo (Guilherme Silva), João Vítor Santos (Lucas) e João Vítor Chaves (Henrique); Davi Silva (Pedro Avelino) e Isaac (Samuel). Técnico: Hugo Silva.
Paulista: Alexandre (Kauan); Raphael, Gabriel (Matheus Souza), Guilherme (Lucas) e Tiago (Vinícius Martyres); Kauã, Pietro (David), Lucca e Matheus dos Reis (Vítor); Eduardo (Marcos) e Thales (Miguel). Técnico: Rodrigo Masani.